CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 894 DE 10 DE DEZEMBRO DE 2018

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Ano 4 | nº 894 | 10 de Dezembro de 2018

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Abrafrigo: exportação de carne cresce 12% em novembro, para 158.240 t

A exportação total de carne bovina (in natura e processada) em novembro registrou crescimento de 12% em comparação com igual mês de 2017. Foram embarcadas 158.240 toneladas ante 141.225 t, informa a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que compilou os dados fornecidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), por meio da Secex/Decex

Com o resultado, a Abrafrigo mantém a previsão de avanço de 10% nas exportações brasileiras do produto neste ano. Já a receita cambial com carne bovina ficou um pouco abaixo do volume em novembro. O faturamento alcançou US$ 618 milhões, em comparação com US$ 589,8 milhões em 2017, aumento de 5%. No acumulado do ano até novembro, o volume alcança 1,486 milhão de toneladas em comparação com 1,349 milhão de toneladas no mesmo período de 2017, representando aumento de 10%. A receita cambial no período atinge US$ 5,96 bilhões ante US$ 5,5 bilhões em 2017, com elevação de 8%. A China se mantém como grande responsável pelo bom desempenho da carne bovina nas exportações brasileiras. Em 2017, até novembro, as importações chinesas via cidade Estado de Hong Kong e as realizadas pelo continente somaram 428.567 toneladas com receita de US$ 2,04 bilhões. Em 2018, no mesmo período, elas atingiram a 656.393 toneladas com receita de US$ 2,68 bilhões. Com isso a China elevou sua participação total nas vendas brasileiras do produto de 37,7% em 2017 para 43,9% em 2018. O Egito também elevou suas compras de 138.360 toneladas para 166.403 (+20.3%) enquanto o Chile importou 56.208 toneladas em 2017 e 103.529 em 2018 (+84%). A maioria dos países integrantes da União Europeia também elevou suas aquisições de carne bovina do Brasil em 2018. Os mais representativos foram a Alemanha (+12,6%); Espanha (+24,7%); Reino Unido (+12,9%). No total do acumulado até novembro, 108 países ampliaram suas importações do Brasil enquanto outros 54 apresentaram redução.

REUTERS, ESTADÃO CONTEÚDO, GLOBORURAL, ISTOÉ DINHEIRO, CARNETEC, TERRA, PÁGINA RURAL, AGROEMDIA, NOTÍCIAS AGRÍCOLAS.

NOTÍCIAS

Rabobank prevê cenário de preços mais firmes para arroba bovina

O ano de 2019 deve ser de resultados mais positivos para todos os elos da cadeia de carne bovina no Brasil.

Destacam-se como principais pontos a serem observados no ano: a continuação do crescimento das exportações, a provável aceleração do consumo interno e o crescimento da oferta em ritmo mais lento. É importante ressaltar também que, apesar da maior disponibilidade prevista para o milho no mercado local, as compras de animais de reposição devem ficar mais caras, já a partir de 2019. Apesar dos desafios presentes, a pecuária de corte brasileira demostrou força ao aumentar de maneira relevante as exportações em 2018 (cerca de 10%, entre janeiro e outubro), confirmando a sua posição de liderança mundial. Entre os destinos que apresentaram crescimento, destaca-se a China, que aumentou as suas importações de carne bovina do Brasil em mais de 55% no período analisado. Apesar do reduzido número de plantas habilitadas após a reabertura, o mercado russo deve ser uma importante opção para as exportações brasileiras de carne bovina em 2019. O consumo doméstico, em recuperação, apresentou leve crescimento ao longo do ano. No entanto, o consumo per capita ainda ficou abaixo do período pré-crise. Para 2019, há a perspectiva de crescimento mais significativo, a depender da velocidade de crescimento da economia. De acordo com o Rabobank, a produção de carne bovina deverá crescer cerca de 2% em 2019. O crescimento mais lento se deve, principalmente, ao aumento significativo do abate de vacas durante 2018. As exportações devem crescer cerca de 4% em 2019, o que deve manter a disponibilidade local de carne bovina em equilíbrio – em um cenário em que a demanda local avance em linha com o crescimento da oferta. No entanto, se a demanda doméstica acelerar mais rapidamente, os preços da arroba podem iniciar uma trajetória de alta já em 2019. Quanto aos custos de produção para sistemas intensivos e semi-intensivos, a relação de troca entre o boi gordo e o bezerro (ou boi magro) deve confirmar a inversão da tendência em 2019 e passar a valorizar mais os animais jovens – beneficiando o produtor de cria. Tendência que deve se acentuar em 2020.

Rabobank

Na primeira semana de dezembro o preço da arroba do boi gordo subiu em 23 praças pecuárias

A sexta-feira registrou menos negócios. Apesar disso, as cotações estão firmes e com alta de preços em quatro praças pecuárias

No Sul da Bahia, a menor oferta pressionou positivamente a cotação do boi gordo. A valorização foi de R$1,00/@, ou 0,7% na comparação dia a dia. Nas regiões onde as indústrias alongaram as escalas de abate durante esta semana, por exemplo em São Paulo, os compradores aproveitaram para testar o mercado e ofertam preços abaixo das referências, porém, sem negócios. Na primeira semana de dezembro o preço da arroba do boi gordo subiu em 23 praças. No mercado atacadista de carne bovina com osso, o boi casado de animais castrados subiu 0,8%, fechando a semana cotado em R$10,05/kg.

Scot Consultoria

ECONOMIA

Dólar sobe e engata 6ª semana de alta ante real

O dólar terminou a sexta-feira com pequena alta ante o real, com os dados mais fracos do mercado de trabalho nos Estados Unidos aliviando a pressão altista de mais cedo com fluxo de saída de recursos do mercado doméstico

O dólar avançou 0,39 por cento, a 3,8902 reais na venda, depois de marcar a mínima de 3,8582 reais nesta tarde. Na semana, subiu 0,89 por cento, na sexta alta consecutiva, período no qual avançou 6,45 por cento. Na máxima, ainda pela manhã, foi a 3,9254 reais. O dólar futuro subia 0,12 por cento. O real fechou mais fraco do que outras divisas de países emergentes por causa do fluxo de saída de recursos. “Junte uma época de saída de recursos (do país), juros baixos, situação de desconforto no exterior e tem vários motivos para um dólar mais forte”, explicou mais cedo o operador de câmbio da corretora Spinelli José Carlos Amado. Mais cedo, esse movimento levou o dólar a superar os 3,90 reais. O Banco Central não anunciou qualquer intervenção adicional no mercado de câmbio, apesar do movimento de saída de recursos. A autoridade vendeu nesta sessão 13,83 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares. Desta forma, rolou 3,457 bilhões de dólares do total de 10,373 bilhões de dólares que vence em janeiro.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda com piora em NY por preocupações com economia dos EUA

O Ibovespa fechou em queda na sexta-feira, na esteira de fortes perdas de Wall Street por receios sobre a saúde da economia dos Estados Unidos após dados mais fracos do que o esperado sobre o mercado de trabalho do país em novembro

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,82 por cento, a 88.115,07 pontos. O volume financeiro do pregão somou 13,84 bilhões de reais. Na semana, o Ibovespa acumulou queda de 1,55 por cento. Dados de criação de empregos e renda dos trabalhadores nos EUA em novembro mostraram desaceleração acima do esperado por analistas ante outubro, corroborando perspectivas de moderação no processo de alta dos juros, mas também de acomodação no ritmo da economia. No Twitter, Mohamed A. El-Erian, economista na Allianz, citou que o relatório de emprego dificilmente adiará uma nova alta no juro norte-americano neste mês, mas deve ser outro fator para uma revisão para baixo no ritmo de aumentos à frente. “Para os mercados emergentes (Brasil incluído), política monetária menos restritiva é uma força construtiva, mas desaceleração de crescimento atrapalha. Qual dessas variáveis vai dominar é uma questão em aberto”, citou a equipe da Verde Asset Management, liderada Luiz Stuhlberger, em nota a clientes.

REUTERS

Economistas passam a ver Selic mais baixa em 2019 com cenário de inflação cada vez mais fraca, mostra Focus

Com o cenário de inflação cada vez mais fraca, os economistas consultados na pesquisa Focus do Banco Central ratificaram a expectativa de manutenção da taxa básica de juros nesta semana e ainda reduziram a projeção para 2019

O levantamento divulgado nesta segunda-feira mostrou que a perspectiva é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC mantenha a Selic em 6,5 por cento na quarta-feira. Além, disso, os especialistas consultados passaram a ver que a taxa encerrará o próximo ano a 7,5 por cento, contra 7,75 por cento estimados anteriormente. O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, também vê a Selic a 6,5 por cento neste ano e elevou a estimativa para 2019 a 7,25 por cento, de 7,00 por cento na semana anterior. O resultado fica em linha com pesquisa da Reuters divulgada na semana passada, segundo a qual todos os 35 economistas consultados veem manutenção da taxa esta semana e apenas quatro de 33 economistas que responderam a uma questão adicional esperam que o BC eleve os juros antes do segundo semestre de 2019. As pressões inflacionárias no país seguem fracas e permitem esse movimento pelo BC. No Focus, a projeção para a alta do IPCA em 2018 foi reduzida pela sétima semana seguida, a 3,71 por cento, de 3,89 antes. Em novembro, o índice que baliza a meta do governo recuou 0,21 por cento, maior deflação para o mês em 24 anos, levando o acumulado em 12 meses a 4,05 por cento. Para 2019, a conta na pesquisa do BC caiu a 4,07 por cento, de 4,11 por cento no levantamento anterior. O centro da meta oficial de 2018 é de 4,50 por cento e, para 2019, de 4,25 por cento. A margem de tolerância para ambos os anos é de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a expectativa agora é de um crescimento de 1,30 por cento este ano, 0,02 ponto percentual a menos, e de 2,53 por cento no próximo, sem alteração.

REUTERS

EMPRESAS

Marfrig adquire Quickfood e assume produção de hambúrguer da BRF em MT

A Marfrig anunciou na sexta-feira que chegou a um acordo com a BRF para adquirir o controle da Quickfood, empresa argentina de carne bovina, e para assumir a produção de hambúrguer da dona das marcas Sadia e Perdigão em Várzea Grande (MT)

Pelos termos do acordo, a Marfrig vai pagar cerca de R$ 315 milhões para ficar com os ativos na Argentina e Brasil. Na transação, a participação de 91,89% na Quickfood adquirida foi avaliada em US$ 54,9 milhões, incluindo dívidas. Pela fábrica mato-grossense de hambúrguer, almôndegas e quibes, a Marfrig pagará R$ 100 mihões. Em comunicado, a Marfrig informou que a unidade de Várzea Grande tem capacidade de produção de hambúrguer de 69 mil toneladas por ano. Com a venda dos ativos em Mato Grosso, a BRF deixará de produzir hambúrguer diretamente. No entanto, a empresa continuará nesse mercado com as marcas Sadia e Perdigão — o produto será fornecido pela Marfrig. Um contrato de fornecimento de cinco anos foi fechado pelas duas companhias. Com a venda, a BRF cumpre cerca de 10% de seu plano de obter R$ 3 bilhões com a venda de ativos para reduzir o endividamento. Além da Quickfood, estão à venda outros ativos na Argentina, bem como as operações da empresa na Tailândia e na Europa. Segundo a Marfrig, a Quickfood possui três fábricas na Argentina que, juntas, têm capacidade de abate de 620 cabeças de gado por dia e processam mais de 6 mil toneladas mensais de habúrgueres, salsichas, frios e vegetais congelados, entre outros produtos. Das marcas da empresa, que é listada na Bolsa de Buenos Aires e faturou US$ 352 milhões em 2017, a mais conhecida é a Paty.

VALOR ECONÔMICO

Marfrig assume liderança global em hambúrguer

Anunciada na sexta-feira, a compra de ativos da BRF na Argentina e no Brasil fará da Marfrig Global Foods a maior produtora de hambúrguer do mundo, o CEO da companhia, Eduardo Miron, em teleconferência com jornalistas

Pelos termos do acordo anunciado, a Marfrig pagará R$ 315 milhões para assumir o controle da Quickfood, líder em hambúrguer na Argentina, e a fábrica de hambúrguer da dona das marcas Sadia e Perdigão em Várzea Grande (MT). Com as aquisições, a capacidade anual de produção de hambúrguer da Marfrig deve quase dobrar, das atuais 124 mil toneladas para mais de 230 mil, de acordo com Miron. Com o negócio, a Marfrig passará a produzir hambúrguer no Brasil e na Argentina. Antes, só contava com fábricas de hambúrguer nos Estados Unidos e no Uruguai. O produto deve representar 10% do faturamento da Marfrig em 2019. A companhia deve começar a operar os ativos que hoje pertencem à BRF em janeiro de 2019. A partir de Várzea Grande, a empresa pretende impulsionar as vendas de hambúrguer para grandes redes de restaurantes, acrescentou Miron. O Valor apurou que a Marfrig já está em negociações para fornecer ao McDonald’s e ao Burger King no ano que vem. Essa possibilidade só foi aberta após o vencimento, em setembro, do contrato de não competição que a Marfrig tinha com a JBS, firmado quando a Seara foi vendida à rival. Para a Marfrig, produzir hambúrguer será positivo de duas formas. Além de vender para o food service, que oferece maior rentabilidade, a empresa também dará um passo para equacionar um corriqueiro desafio dos frigoríficos no Brasil: o escoamento dos cortes do dianteiro bovino. Normalmente, as vendas dos cortes traseiros são mais relevantes.

VALOR ECONÔMICO

Acordo de leniência da J&F com MPF é aditado com previsão de antecipação de multa

O acordo de leniência firmado pela J&F com o Ministério Público Federal foi aditado para inclusão de novas cláusulas contratuais que, por exemplo, preveem que seja antecipado, no Brasil, o pagamento de multas e outros ressarcimentos acertados anteriormente, caso a holding que controla a processadora de carne JBS feche acordos semelhantes em outros países

Em maio de 2017, a J&F fechou o acordo a leniência com procuradores do Ministério Público Federal no Distrito Federal no qual se comprometeu a pagar à época uma multa recorde no valor de 10,3 bilhões de reais por atos praticados por empresas controladas pela holding. A alteração na leniência prevê que, caso o grupo econômico feche acordos semelhantes fora do país e faça pagamentos em favor de entidades estrangeiras, teria de antecipar a quitação de valor equivalente no Brasil. “Pelo texto homologado, o recolhimento do montante deve ser feito por meio de conta judicial aberta pela 10ª Vara Federal, no Distrito Federal, pelo menos cinco dias antes do pagamento no exterior”, segundo o MPF. Esse aditamento, que já foi homologado internamente pelo MPF, que também permitiu que investigadores dos EUA interrogassem acionistas da J&F durante esta semana, em Brasília. O ajuste na leniência foi pedido pela Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, e também incluiu cláusulas referentes a obrigações que os acionistas da J&F devem cumprir em caso de compartilhamento de informações com autoridades estrangeiras. Segundo a PGR, o aditamento confirma e viabiliza o Acordo de Assistência Judiciária em Matéria Penal que foi assinado entre Brasil e Estados Unidos em 1997 e aprovado pelo Congresso Nacional em 2001. O documento estabelece regras para o compartilhamento e uso de informações pelos países.

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FRANGOS & SUÍNOS

Peste suína africana na China valoriza exportação do Brasil

O surto de peste suína africana que atingiu a China e já levou ao sacrifício de cerca de 600 mil animais já teve reflexos para a indústria brasileira

O preço da carne suína exportada pelo Brasil teve forte valorização em novembro, no que pode ser o início de um movimento intenso que poderá se estender ao longo de 2019 e impulsionará a rentabilidade dos frigoríficos. De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) na semana passada, o preço médio da carne suína in natura exportada pelas empresas do país atingiu US$ 1.855 por tonelada em novembro, aumento de 3,5% em relação ao preço médio de US$ 1.791 por tonelada registrado em outubro. O valor ainda está distante dos melhores tempos, antes do embargo da Rússia ao produto brasileiro. Em novembro do ano passado, o preço médio da carne suína era de US$ 2.416 por tonelada. Em todo o caso, a reação observada em novembro é motivo de alívio, tendo em vista que na maior deste ano as indústrias de carne suína do Brasil trabalharam com rentabilidade negativa. Considerando apenas as exportações de carne suína do Brasil à China, o aumento de preço foi ainda mais expressivo. De acordo com dados da Secex compilados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o preço médio da carne suína in natura exportada pelos frigoríficos brasileiros ao país asiático subiu 7% entre outubro e novembro, de US$ 1,82 o quilo para US$ 1,95. Ao Valor, o executivo de uma das maiores agroindústrias brasileiras disse que a alta dos preços é explicada por dois fatores. De um lado, a demanda por carne suína no mercado interno é tradicionalmente mais forte no fim de ano, o que tem reflexos na formação do preço de exportação.

https://www.valor.com.br/agro/6018357/peste-suina-africana-na-china-valoriza-exportacao-do-brasil

VALOR ECONÔMICO

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