
Ano 4 | nº 876 | 12 de Novembro de 2018
NOTÍCIAS
Pressão de baixa se dissipando no mercado do boi gordo
Na média de todas as praças pesquisadas, a semana passada se encerrou com alta de 0,1% (praticamente estável) para as cotações da arroba do boi gordo
Esse cenário mostra que o cenário de pressão de baixa observado em outubro já começa a se dissipar e há menos espaço para quedas. Muito disso é em função da oferta de boiadas, que começa a recuar, ao passo que o volume de animais destinados ao abate oriundos de confinamento diminui. Além do mais, com o recebimento dos salários no início do mês, o varejo aumenta o volume de compras, a fim de abastecer os estoques para atender o maior consumo da população. A somatória dessa menor oferta e maior intensidade do varejo nas compras impactou as referências no mercado atacadista. No mercado atacadista de carne bovina com osso, a carcaça de bovinos castrados fechou a semana com valorização de 5,0% e a referência está em R$9,96/kg, maior patamar das últimas seis semanas.
SCOT CONSULTORIA
Carne bovina: poucas alterações nos preços no varejo
Segundo levantamento da Scot Consultoria, os preços dos cortes subiram, em média, 0,1% no Rio de Janeiro, 0,3% em Minas Gerais e 0,1% no Paraná na semana passada
Somente em São Paulo as cotações registraram variações negativas, de 0,2%, no mesmo período. O varejo segue comprando somente o necessário para atender a demanda e assim, como nas indústrias, há pouca força para grandes oscilações nos preços. Para o curto prazo, fica a expectativa quanto ao aquecimento do consumo na ponta final da cadeia.
SCOT CONSULTORIA
São Paulo e Goiás registram queda dos custos de produção de bovinos confinados
Os custos da diária-boi (CDB) calculados na décima sétima edição do Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados (ICBC) foram de R$ 9,51, R$ 9,33 e R$ 8,30 para os confinamentos de São Paulo médio (CSPm), grande (CSPg) e de Goiás (CGO), nesta ordem. Em outubro houve redução no CDB para todas as propriedades representativas pesquisadas
Após meses consecutivos de alta no preço dos insumos alimentares, o monitoramento no mês de outubro revelou queda dos principais itens da alimentação. O milho grão reduziu aproximadamente 12%, entre setembro e outubro; o sorgo -15% e -3,7% para São Paulo e Goiás, naquele mesmo período, respectivamente. Essas reduções contribuíram para a formação do ICBC Mensal menor do que foi registrado nos meses de setembro e agosto de 2018 para as três propriedades representativas estudadas (Gráfico 1). No entanto, quando comparado outubro de 2018 e novembro de 2017, o ICBC Mensal foi superior 17,3%, 16,2% e 10,5% para os confinamentos de São Paulo médio (CSPm), grande (CSPg) e de Goiás (CGO), nesta ordem. Ou seja, o ICBC indicou que houve evolução nos últimos doze meses. Apesar da taxa de juros de mercado Selic ter reduzido em mais um mês consecutivo (6,57% ao ano), a Taxa de Juros de Longo Prazo (TLP) apesentou alta e foi cotada a 7,4% ao ano. Os preços do boi magro apresentaram alta em ambos os Estados analisados. Em São Paulo o preço médio do quilo do boi magro em outubro foi de R$ 5,38; enquanto em Goiás foi de R$5,27, para o mesmo período. Comparando outubro de 2018 e novembro de 2017, o boi magro valorizou 4,7% em São Paulo e 10% em Goiás.
Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal (LAE), da FMVZ/USP
ECONOMIA
Mercado reduz expectativa para inflação este ano; mantém projeção para PIB e dólar, mostra Focus
O mercado voltou a reduzir a perspectiva para a inflação neste ano na pesquisa Focus do Banco Central, depois de a autoridade monetária afirmar que a inflação deve ter seu pico no segundo trimestre de 2019
A pesquisa divulgada nesta segunda-feira mostrou que a expectativa agora é de uma inflação de 4,23 por cento neste ano, contra 4,40 por cento previstos anteriormente, com as contas para a alta dos preços administrados caindo a 7,48 por cento, de 7,55 por cento. Para 2019, a projeção de alta do IPCA sofreu apenas ajuste para baixo de 0,01 ponto percentual, a 4,21 por cento, com a expectativa para os administrados permanecendo de avanço de 4,80 por cento. O centro da meta oficial para este ano é de 4,50 por cento e, para 2019, de 4,25 por cento. A margem de tolerância para ambos os anos é de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Na semana passada, o BC apontou na ata de sua última reunião que a inflação acumulada em 12 meses deve se elevar até atingir um pico por volta do segundo trimestre de 2019, recuando então em direção à meta ao longo do próximo ano. Em outubro, o IPCA subiu 0,45 por cento, a maior taxa para o período em três anos, e foi a 4,56 por cento no acumulado em 12 meses. A perspectiva para o dólar no Focus permaneceu em 3,70 reais em 2018, mas para o ano que vem caiu a 3,76 reais, de 3,80 reais. Já em relação à economia, o levantamento aponta que as contas para Produto Interno Bruto (PIB) continuam sendo de uma expansão de 1,36 por cento e 2,50 por cento respectivamente em 2018 e 2019. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que não mudou a perspectiva de que a Selic terminará este ano a 6,5 por cento e 2019 a 8 por cento. O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, consideram que a taxa básica de juros ficará respectivamente em 6,5 e 7,5 por cento.
REUTERS
Ibovespa tem 1ª perda semanal desde setembro
O Ibovespa fechou quase estável na sexta-feira, anulando no final do pregão as perdas que chegaram a quase 2 por cento no pior momento, em sessão com noticiário intenso, incluindo uma bateria de balanços locais e declarações do presidente eleito no México, mas a recuperação não foi suficiente para impedir a primeira perda semanal desde o final de setembro.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com variação positiva de 0,02 por cento, a 85.641,21 pontos. O volume financeiro somou 16 bilhões de reais. Na semana, o Ibovespa acumulou queda de 3,1 por cento, encerrando uma série de cinco semanas com ganhos acumulados. Preocupações com o crescimento global, um dia após o banco central dos Estados Unidos reiterar seu plano de aperto gradual da política monetária norte-americana, endossaram uma correção negativa nos mercados acionários no exterior, que contagiou o pregão brasileiro no final da manhã, fazendo o Ibovespa a cair 1,86 por cento no pior momento, a 84.030,36 pontos. Os operadores e gestores ouvidos pela Reuters citaram efeito de declarações do presidente eleito do México, Andres Manuel López Obrador, de que não vai propor mudanças nas leis bancárias durante os três primeiros anos de sua administração, como outro componente para a melhora no Brasil, que assim como o México, pertence à cesta de emergentes. “Certamente a notícia do México refletiu bem nos emergentes e na bolsa brasileira”, disse um desses gestores.
REUTERS
Dólar tem novo dia de estabilidade ante real com fluxo aliviando pressão externa
O dólar terminou mais um pregão ao redor da estabilidade ante o real, com fluxo pontual de venda aliviando a pressão altista que predominou durante todo o dia após o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, ter reafirmado sua postura de política monetária na véspera.
O dólar recuou 0,06 por cento, a 3,7361 reais na venda, acumulando, na semana, alta de 1,13 por cento. Nestas duas semanas seguidas de valorização, acumulou ganho de 2,23 por cento. Na mínima, a moeda foi a 3,7325 reais e, na máxima, e 3,7761 reais. O dólar futuro cedia 0,66 por cento. “Qualquer alívio pode empurrar o dólar de volta para 3,70 reais rapidamente. Por outro lado, precisamos de mais aversão ao risco para ver a moeda revisitando os 3,80 reais”, argumentou um diretor de Tesouraria de um banco estrangeiro ao justificar o intervalo curto de oscilação da moeda. Ao longo da sessão, o viés de alta do dólar veio do exterior, depois que, na véspera, o Federal Reserve manteve os juros entre 2 e 2,25 por cento, afirmando que o “mercado de trabalho continuou a se fortalecer e… a atividade econômica tem crescido em um ritmo forte”, deixando intacto seu plano de continuar a elevar juros gradualmente.
O dólar operava em alta ante a cesta de moedas e perto da máxima de 16 meses após o Fed. Também subia ante as divisas de países emergentes, como o peso chileno e a lira turca. Internamente, os investidores seguem ansiosos por novidades sobre a equipe de governo, sobretudo sobre o comando do Banco Central, e ainda sobre a reforma da Previdência. “A derrota do futuro governo com o aumento dos gastos (aprovação do aumento dos ministros do STF e do Rota 2030 com incentivos a montadoras) para os próximos anos mostrou que a nova cara técnica do futuro governo Bolsonaro precisa ter ‘malícia’ para negociar com o Congresso”, avaliou o chefe da mesa de renda fixa de uma corretora estrangeira.
REUTERS
ANTT define multas para quem não cumprir preço mínimo do frete
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) definiu os valores das multas que serão aplicadas a quem descumprir os preços mínimos da tabela dos fretes rodoviários. Os valores da punição vão variar para contratantes, transportadores e anunciantes, e podem chegar a R$ 10,5 mil.
A resolução 5.833 foi publicada na sexta-feira no “Diário Oficial da União”. Para quem contratar o serviço de transporte rodoviário de cargas abaixo do piso mínimo estabelecido pela ANTT, a multa será de duas vezes a diferença entre o valor pago e o piso devido, limitada ao mínimo de R$ 550 e ao máximo de R$ 10,5 mil. Para o transportador que realizar o serviço por um valor inferior ao piso mínimo, a multa será de R$ 550. Já os responsáveis por anúncios de ofertas para contratação do transporte rodoviário de carga por um valor inferior ao piso mínimo pagarão multa de R$ 4,97 mil. Finalmente, os contratantes, transportadores, responsáveis por anúncios ou outros agentes do mercado que impedirem, obstruírem ou, de qualquer forma, dificultarem o acesso às informações e aos documentos solicitados pela fiscalização pagarão multa de R$ 5 mil. Com a resolução, as multas podem ser aplicadas a partir da publicação. Entidades do setor produtivo reunidas no movimento Frente sem Tabela, que garantem representar mais de 20% do PIB, empregar quase 20 milhões de pessoas e responder por mais de 40% das exportações, informaram que receberam com preocupação e surpresa a resolução da ANTT. “Acreditamos que a publicação da Resolução 5.833/18 não condiz com o devido processo regulatório: os valores das multas são definidos sem metodologia clara e a multa é estabelecida sobre uma tabela inaplicável. Ademais, a referida resolução não respeita a proporcionalidade na aplicação das multas e as mesmas poderiam chegar a 200% do valor do produto transportado”, informou o movimento, em nota. “O movimento Frete sem Tabela aguarda uma rápida manifestação do Supremo Tribunal Federal de forma a solucionar este impasse que prejudica, não apenas o setor produtivo, mas toda população brasileira.
VALOR ECONÔMICO
IGP-M recua 0,11% na 1ª prévia de novembro e tem primeira deflação em um ano
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) recuou 0,11 por cento na primeira prévia de novembro, ante avanço de 1,06 por cento no mesmo período do mês anterior, registrando deflação pela primeira vez em um ano diante da queda nos preços de matérias-primas brutas no atacado.
A última vez que o índice havia recuado foi na primeira prévia de novembro de 2017, quando registrou uma variação negativa de 0,02 por cento. Os dados divulgados na sexta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV) mostraram que o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) passou a cair no período 0,31 por cento, depois de alta de 1,40 por cento em outubro. O IPA mede a variação dos preços no atacado e responde por 60 por cento do índice geral. O IPA mostrou que, nesta apuração, o índice de Matérias-Primas Brutas recuou 1,59 por cento, depois de ter avançado 1,30 por cento no mês anterior. O movimento como destaque as queda nos preços da soja ( -4,99 por cento), minério de ferro (-1,30 por cento) e milho (-7,25 por cento). O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30 por cento no índice geral, também apresentou menor pressão uma vez que desacelerou a alta a 0,30 por cento na primeira prévia de novembro, ante avanço de 0,44 por cento na primeira leitura do mês anterior. O destaque ficou para o grupo Transportes, com avanço de 0,36 por cento depois de elevação de 1,41 por cento no mesmo período de outubro. Neste grupo, vale mencionar o comportamento do item gasolina, cuja alta enfraqueceu a 0,75 por cento na primeira leitura de novembro de 5,43 por cento. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, registrou alta de 0,29 por cento na primeira prévia de novembro, de 0,31 por cento anteriormente.
REUTERS
IPC-Fipe desacelera alta a 0,40% na 1ª quadrissemana de novembro
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo iniciou novembro com alta de 0,40 por cento na primeira quadrissemana, depois de subir 0,48 por cento em outubro, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta segunda-feira. O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.
REUTERS
Brasil põe em risco comércio com Oriente Médio se mudar embaixada em Israel
A proposta do presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, de mudar a embaixada do país em Israel, seguindo a medida do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode desencadear uma tempestade diplomática no mundo muçulmano, ameaçando um importante mercado para as maiores empresas exportadoras de carne do mundo
O Brasil é de longe o maior exportador global de carne halal, produzida de acordo com os preceitos da religião muçulmana. O presidente eleito planeja mudar a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, o que poderia fortalecer as relações com Israel, mas que já abalou relações com o Egito e pode em breve provocar problemas com outras nações islâmicas. “A reação não partirá apenas de um país, mas de todo o mundo muçulmano”, disse uma fonte diplomática turca à Reuters em condição de anonimato. “Esperamos que o Brasil aja com a razão e não confronte o mundo muçulmano.” O Brasil exporta 16 bilhões de dólares anualmente ao Oriente Médio e à Turquia, e apenas 3 por cento disso é dirigido a Israel, de acordo com estatísticas do governo. Mais de um quarto das exportações brasileiras para a região consistem de carne. Tanto a JBS, a maior produtora mundial de carne bovina, e a BRF, a exportadora número um de carne de frango, apostaram muito na crescente demanda por carne halal. O Brasil exporta mais de 5 bilhões de dólares de carne halal por ano, mais que o dobro ante seus rivais próximos, a Austrália e a Índia, de acordo com a Salaam Gateway, uma parceria entre o Centro de Desenvolvimento Econômico Islâmico de Dubai e a Thomson Reuters. Mas depois de o Egito ter abruptamente cancelado uma visita de diplomatas e empresários brasileiros nesta semana, Bolsonaro disse que sua decisão sobre a embaixada brasileira em Israel ainda não era definitiva. Bolsonaro já mostrou que não teme provocar importantes parceiros comerciais, seguindo o exemplo do presidente dos Estados Unidos, a quem ele admira e imita abertamente, tanto no estilo político, quanto na política externa.
REUTERS
Desembolsos do BNDES devem ficar abaixo da meta de R$70 bi este ano, diz fonte
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não deve conseguir atingir a meta de desembolsos para 2018, mas ficando ligeiramente abaixo do alvo de 70 bilhões de reais, disse à Reuters uma fonte da instituição
“Não deve dar (para atingir a meta). Estamos trabalhando com 68 bilhões de reais, algo por aí, no máximo 69 bilhões de reais”, disse uma fonte que pediu para não ser identificada. Os desembolsos no ano até setembro somaram 43,6 bilhões de reais, queda de 13 por cento ante mesma etapa de 2017. O banco iniciou o ano com a perspectiva de emprestar de 70 bilhões a 80 bilhões de reais em 2018, mas diante da fraqueza da economia e de fatores conjunturais internos, a perspectiva foi sendo ajustada para o piso da meta. A fonte disse que o banco foi “muito otimista” na sua estimativa e não considerou adequadamente questões como cenário político eleitoral, a transição do uso da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) para a Taxa de Longo Prazo (TLP) e a oferta de crédito no Brasil e no mundo, que acirrou a concorrência. “Tem muita liquidez no mercado, tem dinheiro sobrando e BNDES está competindo com essa gente”, disse a fonte. Para enfrentar a concorrência, a fonte acredita que o BNDES precisará mudar a sua política de crédito e “talvez focar mais nas operações longas”, uma vez que nem todos os bancos têm apetite para essas operações e esse tipo de risco de crédito”.
REUTERS
EMPRESAS
Minerva negocia com fundos soberanos investimento na Athena
Em fase de preparação para pedir a listagem das ações da subsidiária Athena Foods na bolsa do Chile, a brasileira Minerva Foods, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, negocia com fundos soberanos do Oriente Médio um investimento na Athena, apurou o Valor
O objetivo é reduzir as dívidas com a operação. Segundo fonte a par do tema, os fundos soberanos do Emirado de Abu Dhabi (Adia) e do Qatar (Kia) mantêm conversas com a empresa para serem investidores-âncora na oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Athena Foods. Também há conversas no mesmo sentido com a Saudi Agriculture and Livestock Investment Company (Salic), gestora do Reino da Arábia Saudita que já é umas das maiores acionistas da Minerva. A Salic tem 21,3% do capital da empresa. Paralelamente, a Salic participa do aumento de capital que está em andamento na própria Minerva. Esse aumento, de R$ 1 bilhão, poderá elevar a fatia da Salic na Minerva a até 33%. Em relação à Athena, o fundo chinês Fosun também está interessado, segundo a Bloomberg. O Valor confirmou a informação. As conversas com a Fosun seriam para um aumento de capital privado e não necessariamente para ancorar o IPO. No momento, porém, o IPO da Athena ainda é a principal aposta. Na última terça-feira, o Diretor Financeiro da Minerva, Edison Ticle, reafirmou a jornalistas a intenção de protocolar o pedido de registro para IPO da Athena ainda neste mês. O plano é obter R$ 1,5 bilhão com a abertura de capital da Athena, que responde por cerca de 40% da receita da Minerva e reúne os frigoríficos que a empresa tem na Argentina, Paraguai, Uruguai e Colômbia.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Desempenho do frango vivo no início de novembro
Nos últimos tempos não há notícias de que o frango vivo tenha enfrentado queda de cotação nos primeiros dez dias do mês, época de maior movimentação econômica do período devido à chegada da massa salarial ao mercado. Pois isso aconteceu em novembro.
Pelo menos para o frango vivo comercializado no interior paulista: na quarta-feira, dia 7, enquanto as cotações do frango abatido seguiam sua marcha ascendente habitual – na sexta-feira, 9, decorridos apenas seis dias de negócios no mês, o produto registrava valorização de mais de 6% em relação ao fechamento de outubro – a cotação do frango vivo sofria redução de 10 centavos, com o que o setor passou a ter como referência máxima no restante da semana a cotação de R$3,00/kg. Esse é o mesmo referencial com o qual o setor conviveu neste ano por mais de dois meses, entre junho (logo após superados os efeitos da greve dos caminhoneiros) e o início de setembro (ocasião em que começou novo processo de altas e se atingiu a maior cotação do ano).
NOTÍCIAS AGRÍCOLAS
Frango Vivo: queda de -0,34% no PR
Na sexta-feira (09), a cotação do frango vivo teve uma queda de -0,34% no Paraná, a R$2,93/kg. As demais praças mantiveram cotações estáveis
O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo teve estabilidade para o frango na granja, a R$3,00/kg e alta de 0,66% para o frango no atacado, a R$4,55/kg. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP apontou que a maior parte das regiões acompanhadas tem registrado aumento nas cotações das carnes de frango resfriada, congelada e cortes. Isso se deve a um início de mês com maior poder de compra do consumidor em função do recebimento dos salários.
Notícias Agrícolas
Suíno Vivo: mercado segue na expectativa por alta
Na sexta-feira (09), as cotações do suíno vivo se mantiveram estáveis nas principais praças do país, sendo o maior valor de negociação anotado em São Paulo, a R$4,00/kg
O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente a ontem (08), trouxe cenários mistos, sendo a maior variação a queda de -0,77% em Minas Gerais, a R$3,89/kg. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP ressalta a recente valorização na maior parte das regiões produtoras do animal. Esta alta esteve relacionada ao período de início do mês e às expectativas de retomada das importações de carne suína para a Rússia.
Notícias Agrícolas
INTERNACIONAL
Uruguai exportou 339.138 animais em pé durante 2018
As exportações uruguaias de animais em pé totalizam 339.138 cabeças desde o início do ano até hoje. Isso significa um aumento de 11.695 cabeças de gado em comparação com o mesmo período do ano passado, disse Carlos Fuellis, Diretor do Ministério da Saúde Animal da Pecuária (MGAP)
A Turquia se consolida, mais uma vez, como o principal mercado com demanda de 298.963 animais, 88,1% do total. No entanto, Fuellis disse que os importadores turcos compraram 17.699 bovinos a menos que em 2017, quando demandaram 316.662 bovinos, 96,7% dos 327.443 exportados durante esse ano. Depois da Turquia, o maior mercado é a China, com 17.454 (5,15%) como o segundo maior mercado para exportações em pé. Em terceiro lugar está o Iraque com 14.920 (4.4%) cabeças e em quarto, o Egito, com 7.513 animais. O diretor de Saúde Animal destacou o importante aumento na China, já que no ano passado importou 6.704 (2,05%) cabeças. Fuellis disse que neste momento há três quarentenas em operações com pouco mais de 15.000 cabeças que estão prestes a partir para a Turquia. E ele ressaltou que não há nenhum pedido significativo para entrar no gado para quarentena nos próximos dois meses, mas observou que eles poderiam ser solicitados nas próximas semanas.
El País Digital
Maiores informações:
ABRAFRIGO
imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br
Powered by Editora Ecocidade LTDA
041 3088 8124
https://www.facebook.com/abrafrigo/
