CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 873 DE 07 DE NOVEMBRO DE 2018

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Ano 4 | nº 873 | 07 de Novembro de 2018

NOTÍCIAS

Carne bovina em alta pode dar fôlego para o mercado do boi gordo

O mercado do boi gordo teve poucas alterações na última terça-feira (6/11)

Entretanto, com a redução gradativa da oferta de animais terminados, a pressão de baixa registrada nas últimas semanas perdeu força. No fechamento do mercado de ontem (6/11), por exemplo, das trinta e duas praças pesquisadas houve alta em quatro e queda em duas, no restante das regiões as cotações ficaram estáveis. No mercado atacadista de carne bovina com osso, os preços subiram. O boi casado de animais castrados está cotado, em média, em R$9,75/kg, alta de 2,8% frente ao levantamento de segunda-feira (5/11). A valorização da carne bovina no atacado indica que o escoamento está melhor, comum para a primeira quinzena do mês. Na prática, a demanda maior pode colaborar com a retomada de preço no mercado do boi gordo.

SCOT CONSULTORIA

Suplementação eleva custo da pecuária em MT

Atividade de cria foi a que mais sofreu variação entre o segundo e terceiro trimestre de 2018

Na última semana, o Instituto Mato Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou o relatório de custos de produção da bovinocultura de corte do Estado no terceiro trimestre de 2018. Dentre todos os sistemas de produção, o que apresentou maior variação no custo operacional foi a cria, que partiu de R$ 112,26/@ no 2º trimestre de 2018 para R$ 113,43/@ no último trimestre, avançando 1,04% no período. Em seu boletim semanal, o Imea destaca que essa alta no custo foi puxada, principalmente pelo aumento nos gastos com suplementação, que subiram 3,8% no período, com destaque para o sal mineral e o proteinado. “Nesse mesmo período, o criador viu sua principal fonte de receita reduzir de preço. O bezerro desmama desvalorizou 3% entre o 2º e o 3º trimestre de 2018, afetando a rentabilidade do criador”, destacou a publicação. “Ainda assim, vale a ressalva de que o ciclo pecuário está atuando, e os próximos anos podem ser marcados por uma “virada” na oferta de bezerros”, concluiu. Além da cria, o ciclo completo também registrou alta no custo operacional. Os dados indicaram que, para produzir uma @, o produtor teve que investir R$ 115,68, valor 0,66% mais alto do que o observado no 2º Trimestre. Novamente, a suplementação foi o item que mais impactou na variação.

Imea

Demanda em alta, mas preço do sebo segue estável

A demanda pela gordura animal, principalmente para a produção de biodiesel, segue em alta, porém, a oferta também está boa, mantendo a cotação estável

No Brasil Central, o produto está cotado, em média, em R$2,25/kg, livre de imposto e há negócios ocorrendo acima deste patamar. Na região, na média de outubro o sebo teve valorização de 2,3% em um ano, considerando valores nominais, ou seja, abaixo da inflação (4,53%, considerando de set/17 a set/18). No Rio Grande do Sul, a cotação está, em média, em R$2,40/kg, nas mesmas condições. A expectativa para o curto prazo é de que a boa demanda mantenha o viés de alta.

SCOT CONSULTORIA

Irã e Egito demonstram interesse em exportação de gado em pé do RS

Investidores do Irã e Egito se reuniram na terça-feira (5) na Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação com representantes das empresas exportadoras de carne do Rio Grande do Sul, com o objetivo de iniciar tratativas para a exportação de gado criado no Estado

Os dois países já importam gado brasileiro, mas oriundos do Centro-Oeste e Norte do Brasil, que privilegiam cruzamentos zebuínos, com aptidão para a produção de leite. Mauro Pilz destacou as diferenças entre as raças criadas no Rio Grande do Sul, de origem europeia, que, por serem raças de corte, consomem menos recursos por quilo de carne, comparadas às outras. O empresário Magdy Zaky, que também comanda uma das maiores operações de produção de silagem do Egito, pontuou que o plano inicial é comprar gado gaúcho nos quatro meses em que o comércio com os estados do Norte fica inviabilizado, por causa do clima. A preocupação central dos investidores era se os animais criados no Sul se adaptariam facilmente às condições climáticas de seus países de origem. “O Rio Grande do Sul apresenta grandes variações climáticas, e por isso nosso gado está totalmente adaptado a baixas e altas temperaturas”, destacou Pilz. Além disso, o diretor do DDA, Antonio Ferreira Neto, ressaltou que o controle sanitário e a certificação da Secretaria dão a garantia da qualidade dos animais que serão exportados.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

ECONOMIA

Dólar sobe e termina no maior nível em quase 1 mês

O dólar encerrou a terça-feira em alta e no maior nível em quase um mês em meio às expectativas pelo desfecho das eleições parlamentares norte-americanas, e ainda monitorando o noticiário político doméstico

O dólar avançou 0,83 por cento, a 3,7583 reais na venda, maior nível de fechamento desde 11 de outubro, quando terminou em 3,7788 reais. Na máxima, a moeda foi a 3,7703 reais. O dólar futuro tinha alta de 0,74 por cento. O dólar passou o dia rondando a estabilidade ante a cesta de moedas com o mercado aguardando o resultado da eleição norte-americana e as consequências para a maior economia do mundo. “Seja qual for o resultado das eleições de meio de mandato de hoje, achamos que a economia dos EUA diminuirá drasticamente no próximo ano, à medida que o estímulo fiscal anterior se esvair e o Fed apertar as subidas”, escreveu a empresa de pesquisas macroeconômicas Capital Economics em relatório. Ante divisas emergentes, a moeda norte-americana operava mista, em alta ante a lira turca e queda ante o peso mexicano. “O mercado está evitando tomar posições até ter um cenário mais claro, mas a moeda em alta acabou gerando ‘stop loss’ ao redor dos 3,75 reais, atraindo mais compradores”, disse um profissional da mesa de câmbio de uma corretora ao explicar o repique da moeda mais cedo.

REUTERS

Ibovespa recua e perde patamar de 89 mil pontos

O Ibovespa fechou em queda na terça-feira pressionado por movimentos de realização de lucros, em sessão recheada de balanços corporativos, entre eles o da Petrobras e da Magazine Luiza

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,04 por cento, a 88.668,92 pontos. O volume financeiro totalizou 14,58 bilhões de reais. O declínio quebrou uma série de quatro altas do Ibovespa, que acumulou no período ganho de quase 7 por cento. O viés positivo em Wall Street em boa parte da sessão afastou o pregão brasileiro das mínimas, quando o Ibovespa caiu 1,7 por cento, mas o enfraquecimento em Nova York no final da tarde pesou no mercado doméstico. Nos Estados Unidos, o foco estava nas eleições para o Congresso norte-americano, que tende a moldar a gestão de Donald Trump à frente. De acordo com profissionais da área de renda variável, investidores encontraram em resultados corporativos aquém do esperado e na cautela com a eleição nos EUA argumentos para realizar lucros, após ganhos fortes na bolsa. Em outubro, o Ibovespa subiu cerca de 10 por cento, mas alguns papéis tiveram desempenho muito mais forte, como as preferenciais da Petrobras, que acumularam no mês passado elevação em torno de 30 por cento.

REUTERS

Inflação em 12 meses deve ter pico no 2º tri de 2019, mas depois convergir à meta, diz BC

O Banco Central afirmou que a inflação acumulada em 12 meses deve se elevar até atingir um pico por volta do segundo trimestre de 2019, recuando então em direção à meta ao longo do próximo ano, conforme ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada na terça-feira

“Ajustes de preços relativos parecem ter contribuído para elevar a inflação para níveis compatíveis com as metas em contexto com expectativas ancoradas, o que não deveria constituir risco para a manutenção da inflação nesses níveis após concluídos os referidos ajustes”, disse o BC no documento, assinalando que seguirá acompanhando essa trajetória. No documento, o BC também afirmou que já deveria estar claro que não há relação mecânica entre choques que produzem ajustes de preços relativos e a política monetária, razão pela qual irá excluir esta mensagem a partir da próxima reunião do Copom, “com o entendimento que isso não deveria ser interpretado como mudança de sua forma de condução da política monetária”. Na semana passada, o BC manteve a taxa básica de juros em seu piso histórico de 6,50 por cento ao ano e ponderou que houve alguma melhora em seu balanço de riscos, corroborando apostas no mercado de que não subirá a Selic num horizonte próximo, embora tenha mantido a porta aberta para fazê-lo se houver piora no quadro inflacionário. A mensagem foi repetida na ata na terça-feira.

REUTERS

Juros futuros fecham em alta de olho nas reformas

A piora nos contratos futuros de juros na terça-feira (6) demonstra alinhamento entre as preocupações dos investidores e do Banco Central. No dia da divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na qual a autoridade reiterou o receio com aprovação de reformas e com o movimento dos mercados globais, foram exatamente esses dois aspectos que levaram à alta nas taxas

O DI janeiro/2021 fechou em 8,11%, com alta de 0,03 ponto percentual, e o DI janeiro/2025 encerrou o pregão regular a 9,82%, com avanço de 0,08 ponto. Em entrevistas recentes, o presidente eleito Jair Bolsonaro deu sinais claros de que sua visão para a reforma da Previdência é de um ajuste gradual, o que levou à reação negativa do mercado. A Guide Investimentos afirmou em relatório que o gradualismo não resolve o problema fiscal de curto prazo e lembra que o gasto primário do governo federal com previdência ultrapassa 50% do orçamento, e não para de crescer. “O gradualismo leva à catástrofe. Caso uma reforma forte não seja aprovada nos próximos anos, o teto de gastos não poderá existir. Caso o teto permaneça, um verdadeiro caos será instalado na administração federal”, avalia a corretora. “Serviços básicos oferecidos pelo governo precisarão ser paralisados, uma vez que não haveria recursos o suficiente.” Paulo Petrassi, sócio e gestor da Leme Investimentos, destaca a instabilidade nos discursos. “Antes da eleição ele indicou gradualismo, assim que foi eleito assumiu um discurso mais forte e agora volta a ser mais brando. Ele mostra instabilidade e falta de sintonia com Paulo Guedes”, afirma. “O mercado sabe que, sem a Previdência, não adianta fazer outras mudanças, como reduzir o número de ministérios”, completa. Na entrevista à “TV Aparecida”, Bolsonaro falou em aprovar este ano uma pequena elevação da idade mínima. Para a Band, disse que não pode “simplesmente mudar uma regra no meio do caminho sem levar em conta o ser humano que pode ter sua vida completamente modificada” e acrescentou dizendo que “às vezes, um ou outro assessor só pensa em números”.

VALOR ECONÔMICO

PIB-renda do agronegócio sobe 0,38% em julho, mas segue negativo no ano

A estimativa do PIB-renda do agronegócio brasileiro para 2018 teve alta de 0,38% em julho, mas segue com desempenho negativo de 0,85% no acumulado do ano, segundo estudos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil)

Os pesquisadores do Cepea destacam que o cenário ainda adverso na renda acumulada no agronegócio em 2018 está ligado à redução dos preços dos produtos agropecuários. Enquanto os preços dos produtos agrícolas registraram quedas significativas já no final de 2017 – com certa recuperação em 2018 –, os dos pecuários caíram ao longo deste ano como consequência do fechamento abrupto de importantes mercados externos destinos das carnes – bovina, suína e de aves – brasileiras. Soma-se a isso a lenta recuperação da atividade econômica brasileira como fator limitante do aquecimento da demanda. Desde junho, a elevação nos preços – particularmente de produtos agrícolas – tem se mostrado mais consistente, o que, por sua vez, tem refletido em resultados mensais positivos, tanto da renda gerada no agronegócio como um todo quanto no segmento primário (dentro da porteira). Contudo, pesquisadores do Cepea indicam que ainda não se verifica reversão do desempenho negativo no acumulado do ano para a renda do setor.

Cepea

Serviços volta a crescer em outubro e cria empregos pela 1ª vez em 3 anos e meio, mostra PMI

O setor de serviços do Brasil voltou a crescer em outubro diante da recuperação na quantidade de novos trabalhos, levando ao primeiro aumento no nível de empregos em mais de três anos e meio, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada na terça-feira

O PMI de serviços do Brasil divulgado pelo IHS Markit avançou a 50,5 em outubro de 46,4 no mês anterior, indo acima da marca de 50 que separa crescimento de contração graças ao aumento da produção nas empresas de Informação e Comunicação e nas de Finanças e Seguros. Foi a primeira leitura de expansão em três meses, segundo o IHS Markit. Embora as empresas fornecedoras de serviços tenham relatado um aumento modesto nas vendas em outubro, este foi o mais forte desde julho, diante de uma melhora na demanda básica e campanhas de marketing bem-sucedidas. Como resultado, o setor de serviços registrou criação de empregos pela primeira vez em 44 meses, ainda que o ritmo tenha sido restringido por tentativas de redução de custos em algumas empresas. O IHS Markit informou que os custos de insumos aumentaram novamente em outubro, à taxa mais forte em três meses, o que as empresas atribuíram à volatilidade nos mercados financeiros, taxas de câmbio desfavoráveis, negociações coletivas e preços mais altos dos combustíveis. Com isso as empresas aumentaram seus preços de venda pelo quinto mês seguido, mas as condições competitivas e tentativas de manter os clientes seguraram um pouco as altas.

REUTERS

EMPRESAS

JBS fecha acordo de até US$1,5 bi com Alibaba para venda de carne na China

A JBS anunciou na terça-feira que assinou um memorando de entendimentos com a gigante chinesa de e-commerce Alibaba para vender carnes na China, um acordo que pode movimentar até 1,5 bilhão de dólares em três anos

O documento foi assinado por Renato Costa, Presidente da JBS Carnes Brasil, e Richard Wang, executivo da Win Chain, subsidiária do Alibaba dedicada à indústria de alimentos frescos e que coordena a cadeia de suprimentos da companhia, afirmou a empresa brasileira em comunicado. Segundo a JBS, o acordo lhe permitirá expandir negócios nos mercados para clientes corporativos (B2B) e consumidor final (B2C) da China, principalmente para carne bovina. O país é um dos principais destinos dos produtos da JBS. A companhia já vinha fazendo testes com o Alibaba para atender a demanda de cortes e embalagens do comércio eletrônico e os primeiros embarques devem acontecer em 30 dias.

REUTERS

Alta do dólar levou Minerva a fechar 3º trimestre no vermelho

O impacto da apreciação do dólar sobre o valor em reais das dívidas em moeda estrangeira levou a brasileira Minerva Foods, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, a encerrar o terceiro trimestre no vermelho

No período, a empresa registrou prejuízo líquido de R$ 132 milhões. Em igual intervalo do ano passado, a empresa reportou lucro de R$ 85,8 milhões. Em entrevista, o Diretor Financeiro da Minerva, Edison Ticle, ponderou que o prejuízo não tem efeito sobre o caixa da empresa. Além disso, a estratégia de proteção (hedge) cambial da empresa funciona, disse. Em junho, a empresa decidiu proteger cerca de 50% da exposição ao dólar de longo prazo. Com isso, impediu um prejuízo ainda maior. No terceiro trimestre, a valorização do dólar gerou despesa não caixa de cerca de R$ 350 milhões. “Mesmo assim, em função da política de hedge, o resultado negativo ficou na ordem de R$ 130 milhões”, afirmou Ticle. Sem os instrumentos de hedge, a Minerva registraria uma perda de cerca de R$ 150 milhões superior à efetivamente registrada no período. A jornalistas, Ticle também enfatizou o bom desempenho operacional da Minerva, especialmente na Athena Foods, que engloba as operações da empresa na Argentina, Paraguai, Uruguai e Colômbia. Nesse caso, o câmbio ajudou, impulsionando o faturamento da empresa. Nesse cenário, a receita líquida da Minerva atingiu R$ 4,3 bilhões, alta de 27% na comparação anual. Na Athena Foods, a receita bruta cresceu 63,3%, para R$ 1,8 bilhão — a aquisição dos ativos da JBS na região, feita no ano passado, ajuda a explicar esse forte crescimento. Nos negócios no Brasil (incluindo as exportações), o faturamento aumentou 7,6%, para R$ 1,9 bilhão. Além do crescimento das vendas, a Minerva ganhou rentabilidade. Com índice de utilização de capacidade mais próximo de 80% no terceiro trimestre, a companhia gerou mais de R$ 93,5 milhões em caixa livre e reportou um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) recorde. No terceiro trimestre, o Ebitda ajustado da Minerva aumentou mais de 44%, atingindo R$ 449,2 milhões. Com isso, margem Ebitda ajustada também aumentou, passando de 9,1% a 10,4%.

VALOR ECONÔMICO

Acionistas da BRF aprovam extensão do mandato de Pedro Parente

A BRF informou ontem, em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que os acionistas da empresa aprovaram ontem, em assembleia em Itajaí (SC), as mudanças no estatuto que permitirão a extensão do mandato de Pedro Parente como CEO

Até então, os cargos de presidente do conselho de administração e CEO só poderiam ser acumulados por seis meses. À frente do conselho da BRF desde abril, Parente assumiu a presidência-executiva da empresa de alimentos em 14 de junho. Em fase reestruturação financeira e operacional, a BRF já anunciou que Lorival Luz, Vice-Presidente executivo da empresa, substituirá Parente no cargo de CEO em 2019.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Ceará decreta estado de emergência em municípios afetados pela Peste Suína Clássica

Zonas afetadas terão interdição em todas as propriedades rurais e outros estabelecimentos com suínos e produtos que representem risco

Na última quinta-feira (1), o governo do estado do Ceará decretou estado de emergência zoossanitária nas áreas afetadas por peste suína clássica nos municípios de Forquilha, Groaíras e Santa Quitéria. De acordo com o texto, ficam interditadas, para manutenção ou difusão da doença, todas as propriedades rurais e outros estabelecimentos com suínos e produtos que representem risco. Após a confirmação da ocorrência de peste suína clássica (PSC) no território estadual e considerando a necessidade de aplicar imediatamente medidas específicas para conter e eliminar a doença, o estado de emergência foi decretado visando prevenir a disseminação do vírus em outras áreas do estado. As zonas afetadas terão interdição em todas as propriedades rurais e outros estabelecimentos com suínos e produtos que representem risco para manutenção ou difusão da doença, localizados na área afetada. Estará proibida a saída de suínos e demais produtos de risco para PSC. A movimentação desses itens no interior da área de emergência deverá cumprir normas e procedimentos estabelecidos por uma equipe técnica instituída para execução das operações de campo, visando a contenção e eliminação do vírus.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL 

Suíno Vivo: altas em SP, RS e SC nesta terça (06)

Na terça-feira (06), o suíno vivo teve alta de 2,83% em São Paulo, a R$4,00/kg, de 1,26% no Rio Grande do Sul, a R$3,73/kg e de 0,28% em Santa Catarina, a R$3,56/kg

O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente a ontem (05), teve cenários mistos, sendo a maior variação a alta de 1,43% no Paraná, a R$3,54/kg. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP destacou que, em outubro, os preços das três proteínas mais consumidas – suína, frango e bovina – tiveram elevação. Contudo, para as carnes suína e de frango, essa elevação tem sido maior do que na carne bovina. Assim, a carne suína perdeu competitividade para a carne bovina e manteve estável a diferença com a de frango.

Notícias Agrícolas

Frango Vivo: compradores aguardam posicionamento da demanda

Na terça-feira (06), as cotações do frango vivo permaneceram estáveis nas principais praças do país, sendo a maior cotação anotada em São Paulo, a R$3,10/kg. O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo trouxe estabilidade para o frango na granja, a R$3,10/kg e alta de 4,00% para o frango no atacado, a R$4,42/kg. A Scot destaca que os compradores se abasteceram para o feriado e para a virada do mês, com certa cautela, aguardando um melhor posicionamento da demanda.

Notícias Agrícolas

INTERNACIONAL

Exportações de carne bovina dos EUA permanecem sólidas

As exportações de carne bovina dos EUA permaneceram muito fortes em setembro, de acordo com dados divulgados pelo USDA e compilados pela USMEF. As exportações de carne bovina arrefeceram com os resultados recordes registrados em agosto, mas ainda foram significativamente maiores em relação ao ano anterior

As exportações de carne bovina de setembro totalizaram 110.160 toneladas, um aumento de 6% em relação ao ano anterior, avaliado em US$ 687,1 milhões, um aumento de 11%. De janeiro a setembro, as exportações de carne bovina ficaram um pouco acima de 1 milhão de toneladas, um aumento de 9% em relação ao ano anterior, enquanto o valor subiu 18%, para US $ 6,2 bilhões. Somente para cortes musculares de carne bovina, os aumentos de ano a ano foram ainda mais impressionantes, saltando 13% em volume (777.740 toneladas) e 20% em valor (US $ 5.54 bilhões). As exportações representaram 13,7 por cento da produção total de carne bovina em setembro e 11,4 por cento apenas para cortes musculares, ante 12,5 por cento e 10,4 por cento, respectivamente, um ano atrás. Nos três primeiros trimestres de 2018, as exportações representaram 13,5% da produção total (acima dos 12,8%) e 11,1% dos cortes musculares – um ponto percentual a mais que no ano passado. O valor das exportações de carne bovina equivale a US $ 334,63 por cabeça em setembro e US $ 320,85 para janeiro a setembro, o que representa um aumento de 16% em relação a um ano atrás. “Com um trimestre ainda a ser divulgado, os recordes de valor de exportação de carne bovina já estão sendo superados em alguns mercados e o valor global está no caminho de US $ 8 bilhões até o final do ano”, disse o Presidente e CEO da USMEF, Dan Halstrom. A Coreia do Sul tem sido líder de crescimento das exportações de carne bovina dos EUA em 2018, e setembro não foi exceção. As exportações para a Coreia aumentaram 22% em relação ao ano anterior em volume (19.116 toneladas) e foram 29% maiores em valor (US $ 143,1 milhões). As exportações de janeiro a setembro chegaram a 180.495 toneladas, um aumento de 37% em relação a um ano atrás, enquanto o valor das exportações subiu 51%, para US $ 1,29 bilhão, já quebrando o valor recorde do ano passado. Esses resultados incluíram um aumento de 28% nas exportações de carne bovina resfriada para 40.372 toneladas, no valor de US $ 391 milhões (aumento de 38%).

USMEF/USDA

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