
Ano 4 | nº 862 | 22 de Outubro de 2018
NOTÍCIAS
Mais frigoríficos fora das compras
No fechamento da última sexta-feira (19/10), o volume de frigoríficos fora das compras aumentou e os testes de preços também foram maiores
Esse cenário de pressão foi o que deu a tônica do mercado durante toda a semana passada. Na média de todas as praças, a semana terminou com desvalorização de 0,5% para arroba do boi gordo. O incremento de oferta originado pelo maior volume de animais saindo do confinamento e o menor consumo, comum para o período do mês, possibilitou o aumento das escalas de abate dos frigoríficos. Isso possibilitou às indústrias aumentarem os testes abaixo das referências e pressionarem para baixo a arroba do boi gordo. No mercado atacadista de carne bovina com osso, as referências não tiveram alterações no fechamento da última sexta-feira. A carcaça de bovinos castrados ficou cotada em R$9,77/kg, queda semanal de 1,1%.
SCOT CONSULTORIA
Valor da produção agropecuária do país subirá para R$ 574,2 bi
Para as cinco principais cadeias da pecuária brasileira, o Ministério da Agricultura elevou sua estimativa para o VBP para R$ 185,2 bilhões. Mas, ainda que seja R$ 3,9 bilhão superior ao valor previsto em agosto, o montante ainda é 4,8% menor que o calculado para 2017
O Ministério da Agricultura voltou a elevar sua estimativa para o valor bruto da produção (VBP) agropecuária do país em 2018. O VBP do campo vai a R$ 574,2 bilhões, R$ 8,6 bilhões a mais que o projetado em setembro, mas montante 2,7% menor que o recorde observado em 2017. A partir da colheita recorde na safra de 2017/18, valorizada pela quebra argentina e pelas disputas comerciais entre Estados Unidos e China, a soja deverá representar 25,1% do valor total. O ministério aumentou sua previsão para o VBP da oleaginosa para R$ 143,9 bilhões, um novo recorde 11,8% superior ao anterior, de 2017. Desde 2011 o VBP da soja só registra aumentos. Em relação apenas ao valor da produção das 21 culturas agrícolas que fazem parte do levantamento, a fatia da soja deverá alcançar 37% em 2018 — o Ministério da Agricultura projeta o VBP da agricultura brasileira este ano em R$ 389,1 bilhões, 1,7% abaixo do resultado do ano passado. Essa queda, apesar do avanço da soja e dos crescimentos dos valores das produções de algodão (44,4%, para R$ 34,1 bilhões), de café (6,6%, para R$ 24,5 bilhões) e de trigo (79,7%, para R$ 5 bilhões), está sendo determinada por resultados negativos previstos para cana, milho, laranja, mandioca, banana, arroz e feijão, que em geral amargaram quedas de preços. Para as cinco principais cadeias da pecuária brasileira, o Ministério da Agricultura elevou sua estimativa para o VBP para R$ 185,2 bilhões. Mas, ainda que seja R$ 3,9 bilhão superior ao valor previsto em agosto, o montante ainda é 4,8% menor que o calculado para 2017. E o peso para a baixa é exercido por todas as cadeias produtivas. Nessa frente a maior retração do valor da produção será a dos suínos (19,6%, para R$ 14 bilhões), seguida por ovos (13,1%, para 10,7 bilhões), frango (3,8%, para 52,1 bilhões), leite (3,4%, para R$ 32 bilhões) e bovinos (1,5%, para R$ 76,4 bilhões).
VALOR ECONÔMICO
Demanda em alta aquece o mercado do sebo
A boa procura por sebo, principalmente do setor de biodiesel, resultou em maior volume de negócios na última semana
A demanda aquecida explica o movimento de alta dos preços, em ambas as regiões pesquisadas. No Brasil Central, a gordura animal está cotada, em média, em R$2,25/kg, livre de imposto, segundo levantamento da Scot Consultoria. Valorização de 2,3% frente ao fechamento da semana anterior. Já no Rio Grande do Sul, a alta foi mais intensa (+4,3%) e o produto está cotado, em média, em R$2,40/kg. Para as próximas semanas a expectativa é de que a boa demanda mantenha o viés de alta no mercado de sebo.
SCOT CONSULTORIA
Mercado de reposição mantém trajetória de cotações firmes
Apesar do cenário de pressão de baixa no mercado do boi gordo, as cotações no mercado de reposição estão firmes
No balanço geral, na média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados e estados pesquisados pela Scot Consultoria, as cotações fecharam a semana com ajuste positivo de 0,3%. Em algumas regiões, onde os volumes de chuvas têm sido mais regulares, as pastagens já começam a se recuperar e a procura por animais de reposição se aquece. Esse é um dos principais fatores que explicam a firmeza do mercado de reposição, mesmo diante da menor atratividade do boi gordo. Além disso, conforme os recriadores e invernistas entregam suas boiadas para os frigoríficos, a procura pela reposição do rebanho aumenta. Esse cenário deve se intensificar daqui até o fim do ano, garantindo ritmo para o mercado. Vale lembrar que, tanto para criadores como para recriadores e invernistas, o momento é de atenção redobrada ao mercado. Com a virada do ciclo de preços se aproximando, o bezerro produzido nesta estação de monta tem grandes chances de ser comercializado em um momento de preços favoráveis. Já para o recriador, o bezerro comprado agora também deve ser vendido como boi gordo em um momento de alta do mercado.
SCOT CONSULTORIA
BAIxa da arroba preocupa pecuaristas em GO
Os grandes frigoríficos praticamente deixaram de comprar o boi gordo. Com isso, há uma onda baixista na arroba e levando maiores preocupações ao pecuarista em Goiás e em grande parte do Brasil
A arroba do boi gordo está cotada em média a R$135,00. Os compradores nessas alturas são apenas os pequenos frigoríficos. Christiane Rossi, do Departamento Técnico da Faeg, ao traçar uma panorâmica do quadro pecuário do momento observa que vários fatores estão condicionando os preços da arroba da carne no atacado e no varejo. O aumento da oferta de gado confinado e o dólar perdendo força abrem espaço para que os frigoríficos pressionem as cotações do boi gordo. O dólar chegou a trabalhar abaixo do patamar de R$3,70. Essa valorização do real diminuiu a competitividade da carne brasileira no mercado internacional, apertando a margem dos frigoríficos que exportam. Em Goiás, a pressão é mais intensa, principalmente na região Sul do Estado. Por lá o preço do boi caiu e a arroba, que no começo da semana era negociada, em média, por R$143,00, é negociada hoje ao redor de R$135,00, conforme o último levantamento feito por Cristiano Palavro, também da área econômica da Federação da Agricultura. O gado confinado deve continuar ajudando a indústria e o consumo deve se enfraquecer nesta segunda metade do mês. Estes fatores devem manter o cenário de preços fracos. O clima, com o advento das chuvas, favorece as pastagens e, consequentemente, a alimentação dos animais. A crise econômica segura, por sua vez, o consumo de carnes, sobretudo, bovina, que tem maiores custos de produção.
Diário da Manhã
ECONOMIA
Ibovespa fecha em alta e acumula ganho de 1,6% em semana influenciada por exterior
O Ibovespa fechou no azul na sexta-feira, influenciado pelas bolsas dos Estados Unidos, e teve a terceira semana seguida de alta, com agentes financeiros voltando o foco para a temporada de balanços
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com variação positiva de 0,44 por cento, a 84.219,74 pontos. O volume financeiro somou 11,65 bilhões de reais. Na semana, o Ibovespa acumulou alta de 1,57 por cento, alcançando no mês elevação de 6,15 por cento. Na máxima, no começo do pregão, subiu 1,3 por cento, após forte queda na véspera guiada pelo mau humor externo, que foi acentuada nos minutos finais por notícia de que o Presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, se prepara para deixar o Banco Central no final do ano. O grande vetor do desempenho das ações brasileiras nos últimos dias tem sido o mercado externo, que continua bastante volátil, com desempenho negativo do índice acionário norte-americano S&P 500, altas nas taxas longas dos títulos do Tesouro norte-americano e preocupações com o Brexit e a situação fiscal da Itália. A próxima semana marca o começo da temporada de balanços do terceiro trimestre de companhias brasileiras, com Fibria, Localiza, Vale, Via Varejo e WEG abrindo o calendário das empresas listadas no Ibovespa no dia 24.
REUTERS
Dólar termina em queda ante real e recua pela 5ª semana seguida
Depois da breve correção na véspera, o dólar voltou a fechar em queda ante o real, ajudado pelo cenário favorável a divisas emergentes no exterior o que garantiu a quinta semana seguida em baixa
O dólar recuou 0,28 por cento, a 3,7147 reais na venda, acumulando, na semana, baixa de 1,70 por cento. A moeda norte-americana fechou as últimas cinco semanas em baixa, período em que o dólar ficou 10,85 por cento mais barato em reais. No movimento de correção da véspera, a moeda havia subido 1,16 por cento, a 3,7250 reais. Na mínima da sessão, o dólar chegou a ultrapassar 1 por cento de retração, a 3,6878 reais. Na máxima, foi a 3,7272 reais. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 0,3 por cento. “Há potencial para o dólar cair mais e beliscar os 3,50 reais, disse o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo. No exterior, o dólar recuava ante a cesta de moedas e boa parte das divisas de países emergentes, como o rublo russo. O movimento do governo chinês para acalmar o mercado após dados mais fracos do país tinha efeito sobre os emergentes. O Banco Central ofertou e vendeu integralmente nesta sessão 7,7 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares.
REUTERS
Preço médio da gasolina nos postos bate novo recorde, a R$4,725/l, diz ANP
O preço médio da gasolina nos postos no Brasil subiu 0,06 por cento nesta semana, ante a semana anterior, para 4,725 reais por litro, novo recorde nominal, mostraram dados publicados na sexta-feira pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)
O novo avanço ocorre apesar de a Petrobras ter mantido o preço médio da gasolina pura vendida em suas refinarias ao longo da semana, após ter reduzido em 3 por cento na semana anterior. Mais cedo, a Petrobras informou que reduzirá em 2 por cento o preço médio da gasolina nas refinarias a partir de sábado. O repasse dos reajustes da Petrobras aos consumidores depende de distribuidores, revendedores, impostos, além da mistura obrigatória de etanol anidro na composição da gasolina vendida nos postos. O etanol hidratado, concorrente da gasolina nas bombas, teve média de 2,943 reais por litro nesta semana, alta de 1 por cento em relação à semana anterior, segundos os dados da ANP. O preço médio do diesel, combustível mais consumido do Brasil, ficou estável nos postos nesta semana, na comparação com o período anterior, com média de 3,712 reais por litro. No caso do diesel, a Petrobras mantém os preços congelados nas refinarias, devido a adesão ao programa de subvenção ao combustível, do governo federal, lançado em junho.
REUTERS
EMPRESAS
Ministério do Trabalho interdita parte de frigorífico da Marfrig no RS
Após uma inspeção surpresa realizada pelo Ministério do Trabalho e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) na sexta-feira, o frigorífico da Marfrig Global Foods em Bagé, no Rio Grande do Sul, foi interditado parcialmente
Como a área na qual os bovinos são atordoados antes do abate foi interditada, o funcionamento do frigorífico ficou comprometido. A unidade de Bagé só poderá retomar as operações após comprovar a regularização dos locais interditados. De acordo com informações da imprensa gaúcha, a inspeção apontou problemas de ergonomia e descumprimento de normas de trabalho em altura na área de plataformas. Na área de atordoamento dos animais, foram apontadas irregularidades de engenharia. Procurada, a Marfrig informou “está adotando as medidas necessárias apontadas” para a retomada do frigorífico de Bagé. “A Marfrig informa que aplica rígidas normas de segurança no ambiente de trabalho, além de zelar pelo bem-estar de seus funcionários e pela constante manutenção do espaço fabril de todas as suas unidades”.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Operações da PF ainda afetam vendas de carne
Enquanto as operações da Polícia Federal no setor de carnes, ocorridas no ano passado e neste, voltam à tona, os efeitos delas nas exportações são evidentes. Principal fornecedor de carne de frango para a União Europeia até o ano passado, o Brasil sai da liderança e tem forte recuo nas vendas para o bloco europeu em 2018
Os dados mais recentes divulgados pela União Europeia, referentes a janeiro-agosto, indicam que a participação brasileira recuou para 35% do volume importado pelos europeus. No mesmo período de 2017, era de 51%. Os pagamentos de propinas a fiscais do Ministério da Agricultura, afrouxamento nas inspeções sanitárias e a utilização de insumos inadequados na preparação de ração, problemas apontados pela Polícia Federal nas operações, colocaram em xeque a carne brasileira em vários mercados. O descredenciamento de frigoríficos para exportar para a Europa, tanto pelo Ministério da Agricultura como pela própria União Europeia, diminuiu o potencial de venda do país. Nos oito primeiros meses do ano passado, o Brasil tinha exportado 282 mil toneladas de carne de frango para os europeus. No mesmo período, a Tailândia, segundo maior fornecedor para o bloco, havia colocado 181 mil toneladas. Neste ano, os tailandeses aumentaram as exportações para 204 mil, enquanto os brasileiros perderam espaço e colocaram apenas 186 mil toneladas naquele mercado. A desaceleração das vendas brasileiras abriu espaço para outros países da América do Sul. Os chilenos, embora tenham uma capacidade limitada de vendas, aumentaram em 92% as exportações para a União Europeia neste ano, em relação ao anterior. No mesmo período, os argentinos colocaram 24% mais carne de frango nos países do bloco. As exportações chilenas, até agosto, subiram para 29 mil toneladas, enquanto as argentinas foram a 5.300. A recuperação do espaço perdido pelo Brasil não vai ser fácil. Além dos fornecedores sul-americanos, os países participantes do bloco elevaram as compras de outros do continente europeu, como a Ucrânia: mais 70% neste ano.
FOLHA DE SP
Carne suína: produtores europeus e sul-americanos ampliam vendas para a China
É um reflexo das tarifas impostas pelo país asiático contra o produto norte-americano
Fornecedores europeus e sul-americanos de carne suína estão ampliando suas vendas para a China, um reflexo das tarifas impostas pelo país asiático contra o produto norte-americano. Por causa da disputa comercial entre Washington e Pequim, a tarifa sobre a carne suína norte-americana chegou a 70%. Além disso, um surto de peste suína africana na China impulsionou a demanda chinesa pelo produto importado. A ElPozo Alimentación, uma das maiores processadoras de carne suína da Espanha, começou a receber mais ligações de frigoríficos chineses em setembro. John Hickin, gerente de vendas da ElPozo para a Ásia, disse que processadores na China temem uma redução da oferta doméstica, uma vez que milhares de animais estão sendo sacrificados para conter a propagação da peste suína africana, uma doença fatal para suínos, mas que não afeta humanos. Na Argentina, autoridades do governo estão tentando fechar um acordo para exportar carne suína para a China até o fim do ano, disse Guillermo Proietto, representante da cooperativa Argen Pork. Perto de Talca, no Chile, Pablo Alvarez se levanta por volta das 5h para responder a um número cada vez maior de mensagens de texto, emails e mensagens de voz de compradores chineses. Alvarez cuida das exportações da Coexca, segunda maior processadora chilena de carne suína. Esses exportadores reconhecem, no entanto, que a prioridade dos chineses é preço, e que o jogo pode virar caso as disputas comerciais entre EUA e China se resolvam. “Quem sabe quanto tempo vão durar os problemas entre a China e os EUA?”, disse Hendrik Voigt, da empresa alemã de comercialização de carne Vimex. “Isso pode acabar muito rápido, caso as eleições nos EUA não favoreçam Trump”. Em 2018, até agora, as exportações dos EUA para a China caíram 25% na comparação anual.
ESTADÃO CONTEÚDO
Exportadores de carnes suína e de aves lançam campanha de imagem na UE
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) lança nesta segunda-feira (22) uma campanha internacional de imagem dos setores exportadores da cadeia produtiva, informou a entidade na sexta-feira
A primeira etapa da campanha será voltada para a União Europeia (UE). Bélgica, Holanda, Alemanha, França e Reino Unido são os alvos prioritários. Realizada em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), a ação ocorre no Salão Internacional de Alimentação (SIAL), em Paris. A ABPA realizará uma coletiva de imprensa para o lançamento da campanha no estande da avicultura e da suinocultura do Brasil na feira francesa. “Os países do bloco europeu são importantes formadores de opinião para o mundo. Exatamente por isto, queremos reforçar a imagem do produto brasileiro neste valioso mercado, não apenas para ampliar o fluxo de exportação, como também para fortalecer a percepção do consumidor europeu sobre as verdadeiras características do produto brasileiro, como a qualidade diferenciada, o status sanitário e o perfil sustentável da produção”, disse em nota Francisco Turra, Presidente da ABPA. A campanha envolverá ainda ações em outras feiras e demais iniciativas de promoção de imagem junto aos stakeholders e ao público consumidor.
CARNETEC
Suíno Vivo: semana encerra com cotações estáveis nas principais praças
Na sexta-feira (19), a cotação do suíno vivo permaneceu estável nas principais praças do país, sendo o maior valor de negociação anotado em São Paulo, a R$4,05/kg. O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente a ontem (18), trouxe estabilidade para todas as praças, com exceção de São Paulo, que teve alta de 0,26%, a R$3,82/kg. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP apontou que o maior volume de carne suína escoado ao exterior enxugou a oferta da proteína no
Notícias Agrícolas
Frango Vivo: queda de -1,54% em SP
Na sexta-feira (19), o frango vivo anotou uma queda de 1,54% em São Paulo, sendo cotado a R$3,20/kg. As demais praças permaneceram estáveis
O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo trouxe queda de -1,54% para o frango na granja, a R$3,20/kg e queda de -0,69% para o frango no atacado, a R$4,30/kg. Como destaca o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP em seu boletim de hoje, “os preços do pintainho de corte neste segundo semestre estão se mantendo em patamares superiores aos verificados na primeira metade do ano, devido, principalmente, à redução da produção”. Segundo dados da Apinco (Associação Brasileira dos Produtores de Pintos de Corte), de janeiro a agosto deste ano, foram produzidas cerca de 4 bilhões de cabeças de pintainhos, 3,5% a menos que no mesmo período de 2017 (4,15 bilhões de cabeças).
Notícias Agrícolas
INTERNACIONAL
Turquia importaria 1.000.000 de bovinos em 2019
As importações de animais vivos da Turquia podem chegar a 1.000.000 cabeças em 2019, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estimou em seu relatório anual. Isso significa cerca de 200.000 animais a menos em comparação com as expectativas de 2018
Os turcos estão posicionados como os segundos maiores compradores de carne bovina, depois dos Estados Unidos, que importam cerca de 2 milhões, principalmente do México e do Canadá. O Diretor da Tardáguila Agromercados, Rafael Tardáguila, garantiu que com este relatório a Turquia “está consolidada com uma quantidade significativa de gado para importar”, mas “deixaria uma escalada vertiginosa de 2014 até hoje, quando passou de 50.000 cabeças para os 1.200.000 previstos para o fechamento deste ano”. “Com os problemas econômicos da Turquia é possível que a corrente de importação se modere”, disse o especialista e disse: “O Uruguai fornece 380 mil cabeças para esse 1,2 milhão, um grande número que o posiciona como um dos principais mercados de exportação para esse país “. Tardáguila entende que, se o USDA projetar uma queda de 200 mil cabeças, o Uruguai poderá fechar 2019 com cerca de 320 mil animais vivos enviados para esse destino. “É um número muito importante que, se confirmado, dá alguma segurança ao setor de criadores”, acrescentou.
El País Digital
EEB: o que se sabe sobre o caso registrado na Escócia
O primeiro caso de encefalopatia espongiforme bovina (EEB), conhecida popularmente como doença da ‘vaca louca’, na Escócia em dez anos foi confirmado após a morte de um animal em Aberdeenshire, no norte do país
No total, foram registrados 16 casos no Reino Unido nos últimos sete anos — um número bem abaixo dos milhares de animais infectados no auge do surto que afligiu o país entre os anos 1980 e 1990. O governo escocês impôs uma restrição de movimentação na fazenda afetada e está investigando como a vaca se infectou. O episódio está sendo tratado como um caso isolado pela agência de regulamentação de alimentos do país. A agência afirma que não há risco para a saúde humana, já que a carne do animal não entrou na cadeia de alimentação humana. Outros animais que entraram em contato com o bovino infectado serão rastreados, isolados e sacrificados, como ditam as regras da União Europeia.
BBC Brasil
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