CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 827 DE 30 DE AGOSTO DE 2018

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Ano 4 | nº 827 | 30 de agosto de 2018

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo firme

Foram observadas valorizações da arroba em três praças pecuárias na última quarta-feira (29/8). Este cenário ilustra a dificuldade de compra de boiadas terminadas

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em Redenção-PA, a arroba do boi gordo ficou cotada em R$132,50, a prazo, livre de Funrural. Houve alta de 1,9% na comparação semanal. Para a arroba da vaca gorda, dez praças tiveram valorizações no fechamento de 29/8, inclusive em São Paulo, devido à menor oferta dessa categoria. As escalas de abate em São Paulo giram em torno de cinco dias, porém, há indústrias com programações maiores, e essas estavam fora das compras na última quarta-feira.

SCOT CONSULTORIA

Chilenos visitam estabelecimentos de aves e de bovinos no Brasil

Motivo da visita técnica é habilitar plantas para importação. Os chilenos estão percorrendo também o Pará para verificação dos controles sanitários no estado já reconhecido como livre de febre aftosa com vacinação. O objetivo é habilitar frigoríficos de carne bovina in natura

Na próxima sexta-feira (31), será realizada reunião final entre autoridades sanitárias do Chile e integrantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para avaliação de auditorias realizadas pelos chilenos no Brasil. Na semana passada, no Rio Grande do Sul os representantes daquele país visitaram áreas de produção de aves, Unidades Veterinárias Locais (UVL), Serviço Veterinário Estadual e a Secretaria da Agricultura para inspecionar os controles sanitários para a Doença de New Castle. Em julho de 2006, os chilenos suspenderam as compras de cortes de frango dos criadores gaúchos por ter sido registrado foco desta doença no estado. O comércio do produto segue suspenso desde então. A missão chilena poderá autorizar a retomada da exportação. Os inspetores chilenos também visitaram o Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro) de Campinas, que é referência nas análises de doenças que atingem os plantéis de aves. Está prevista a ida de técnicos em fazendas, escritórios do serviço veterinário, além do Lanagro de Pedro Leopoldo (MG) que é referência no diagnóstico da aftosa. De 2 a 12 de setembro, outra missão veterinária do Chile estará no Brasil para a renovação e novas habilitações de estabelecimentos produtores de farinhas e produtos gordurosos de origem animal. Nesse período, os auditores percorrerão unidades produtivas no Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e São Paulo.

MAPA

Turquia acha boi brasileiro infectado com antraz

Autoridades turcas afirmam ter identificado a presença de antraz em bovinos que faziam parte de uma carga composta por quase 4 mil animais vivos provenientes do Brasil. Segundo a imprensa local, os animais foram importados pela Instituição de Carne e Leite do país. Em Brasília, o Ministério da Agricultura informou que não foi comunicado pela Turquia sobre o problema

Procurada pelo Valor, a Minerva Foods, maior exportadora brasileira de bois vivos, negou qualquer relação com o carregamento. O antraz, ou carbúnculo, é uma doença infecciosa provocada pela bactéria Bacillus anthracis e pode afetar os seres humanos. De acordo com notícia veiculada no site do “Hurriyet Daily News”, animais infectados foram encontrados em uma propriedade no distrito de Ancara, a capital da Turquia. As vendas de bois foram interrompidas em centros de comercialização próximos. Pecuaristas turcos criticaram os controles realizados pelo governo e afirmaram que seus negócios serão prejudicados. O Ministério da Agricultura do país se defendeu. Afirmou que os animais importados cumprem quarentena de 21 dias em uma propriedade específica para esse fim e são examinados antes de liberados para venda nos mercados do país – ou seja, não está claro se os animais partiram do Brasil infectados ou se adoeceram durante o percurso ou já na Turquia. Ainda segundo a imprensa turca, um carregamento de 3.959 bovinos vivos importados do Brasil chegou pouco antes de um recente feriado islâmico. Depois que alguns morreram já na Turquia, o governo abriu uma investigação, 60 animais foram sacrificados e a propriedade onde eles estavam foi colocada em quarentena. A Instituição de Carne e Leite garantiu à população que não houve comercialização da carne dos bovinos infectados, e cerca de 10 mil bois já foram vacinados contra a doença depois da descoberta. Conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic), as vendas ao exterior somaram 90,7 mil toneladas e renderam US$ 240,9 milhões no primeiro semestre de 2018. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve crescimentos de 246,2% e 307,6%, respectivamente.

VALOR ECONÔMICO

Reposição: poder de compra do pecuarista piorando na Bahia

Desde o começo do ano o pecuarista vem perdendo poder de compra na troca com os animais de reposição na Bahia. No acumulado dos últimos oito meses, o preço do boi gordo caiu 4,1%, enquanto as categorias de reposição, em média, subiram 3,9% no mesmo intervalo

Isso significa que o pecuarista que vendeu um boi gordo de 16,5@ arrobas em janeiro comprou 1,72 garrote de 9,5@ e o pecuarista que efetuou essa mesma operação hoje adquiriu 1,56, o que significa uma piora de 9,0% no poder de compra para esta categoria. Esse cenário vem acontecendo porque ao mesmo tempo que a demanda por animais de reposição está aquecida, a oferta não tem sido suficiente para atender a procura. Com isso, os vendedores ficam com maior poder de barganha sobre os preços. Na Bahia, as altas foram mais tímidas (1,4%), enquanto em estados vizinhos, como Minas Gerais e Tocantins, a arroba subiu 4,6% e 3,7%, respectivamente, desde o início de julho. Isso acontece porque a falta de chuvas não castigou muito o estado, principalmente na região Sul, o que permitiu que a oferta de boiadas ficasse mais constante para as indústrias. E para os próximos dias a tendência é que, com os preços da arroba sem tanta força para altas e a oferta de animais de reposição mais enxuta, a relação de troca não altere seu rumo.

SCOT CONSULTORIA

Com Cepea até mais 10%, boi orgânico e o certificado do Pantanal ganham mais escala e já somam de 150 a 200 abates semanais

Associação dos criadores do MS de pecuária orgânica centraliza as informações do consumo e mantém ajustadas as ordens de compra e venda entre os associados e os parceiros (frigoríficos e redes de varejo), de modo a dar regularidade na oferta e manutenção da qualidade

Na região de Campo Grande/MS, os bois com certificação do pantanal e do orgânico estão com mais escalas programadas e já somam mais de 200 abates por semana. O pecuarista do município, Leonardo de Barros, ressalta que faz a programação das escalas semanalmente com duas categorias de animais. “Entre as categorias estão os animais certificados orgânicos e os sustentáveis do pantanal, que é uma certificação nossa e tem uma boa aceitação pelo o consumidor”, afirma. A Associação Brasileira de Pecuária Orgânica (ABPO) que é a responsável por organizar as informações de consumo e mantém as ordens de vendas e compras entre os associados e parceiros. “A associação é gestora de todo o processo, no sentido de fazer o meio de campo entre a indústria frigorífica e o parceiro lá da ponta”, comenta. Atualmente, a entidade conta com quinze associados que fazem o abate. “O nosso negócio é pequeno se você comparar com o restante, mas não fazemos muito questão de crescer a qualquer custo. O nosso objetivo é atender com excelência o nosso consumidor final”, diz.

Notícias Agrícolas

ECONOMIA

Receita Federal cobra R$ 260 milhões de Funrural devido por produtores rurais de Minas Gerais

Foram encaminhados avisos de regularização para produtores rurais cujo total de divergências de base de cálculo, apuradas no período de 2013 a 2017, ultrapassa o montante de R$ 12,5 bilhões, sendo que estarão impedidos de obter a certidão negativa de débitos enquanto não efetuarem a regularização

A Receita Federal, em Minas Gerais, iniciou o encaminhamento de Avisos de regularização do Funrural para produtores rurais pessoas físicas que possuem ação judicial discutindo a constitucionalidade dessa contribuição previdenciária, totalizando o valor de mais de R$ 260 milhões de contribuição previdenciária devida. A operação de cobrança decorre da decisão em última instância do Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), sob a sistemática da repercussão geral (RE 718874), no sentido da constitucionalidade da referida contribuição, instituída pela Lei n° 10.256/2001. O aviso encaminhado aos contribuintes informa que para regularizar as divergências apontadas ele deve-se apresentar GFIP complementar, mês a mês, informando a receita bruta proveniente da comercialização da produção rural no campo “Comercialização da Produção – PF”, e efetuar o recolhimento e/ou parcelamento da contribuição devida, podendo aproveitar os benefícios da Lei nº 13.606/2018, que instituiu o Programa de Regularização Tributária Rural (PRR), com redução de 100% dos juros e das multas. A operação de cobrança do Funrural seguirá até o final do ano tendo como meta a cobrança de mais de 3.000 produtores rurais, que não terão direito à certidão negativa de débitos enquanto não efetuarem a sua regularização e estarão sujeitos, ainda, a procedimento fiscal com multa de 75% mais juros de mora.

Receita Federal do Brasil

Ibovespa fecha em alta de mais de 1% com ajuda externa

O principal índice acionário da bolsa paulista fechou em alta de mais de 1 por cento nesta quarta-feira, favorecido pelo ambiente de menor aversão a risco no exterior, embora os negócios sigam suscetíveis a especulações ligadas ao cenário eleitoral

O Ibovespa subiu 1,18 por cento, a 78.388,83 pontos. O volume financeiro, contudo, somou 8,5 bilhões de reais, novamente abaixo da média diária do mês (10,8 bilhões de reais) e do ano (11,4 bilhões de reais). O desempenho da quarta-feira ajudou a reduzir as perdas no mês para 1,05 por cento. No ano, o Ibovespa acumula variação positiva de 2,6 por cento. Em Wall Street, os índices acionários S&P 500 e Nasdaq renovaram máximas recordes, apoiados principalmente no avanço de ações de tecnologia, mas também refletindo alívio sobre disputas comerciais envolvendo os EUA. O dólar mais fraco frente a uma cesta de moedas, incluindo o real, embora tenha se valorizado ante várias divisas emergentes, e o aumento dos preços do petróleo na esteira de dados de estoque, corroboraram os ganhos. Dados da B3 mostram entradas líquidas de estrangeiros no segmento Bovespa, com o saldo acumulado no mês alcançando pouco mais de 3 bilhões de reais. O analista da corretora Lerosa Vitor Suzaki também ressalta a iminência de uma alta de juros nos Estados Unidos no próximo mês como mais um componente de volatilidade, que, dependendo do quadro eleitoral, pode afastar os estrangeiros.

Redação Reuters

Dólar se descola do exterior, tem correção e recua ante real

O dólar acabou descolado do mercado externo e terminou a quarta-feira em queda ante o real, num movimento de correção após a moeda ter superado os 4,15 reais na máxima da sessão.

O dólar recuou 0,65 por cento, a 4,1143 reais na venda, depois de bater a máxima de 4,1651 reais logo na abertura. Na mínima, a moeda foi a 4,1123 reais, perto do fechamento. O dólar futuro recuava cerca de 0,52 por cento. Na véspera, a moeda norte-americana terminou no segundo maior valor do Plano Real e seguiu pressionada nos primeiros negócios desta sessão. Depois de muito vaivém entre altas e baixas, no entanto, acabou firmando trajetória de baixa e se descolando do exterior, onde subiu ante a grande maioria das divisas de países emergentes. O anúncio do Banco Central de que pretende rolar integralmente os 2,150 bilhões de dólares em linha —venda de dólares com compromisso de recompra— que vencem em 5 de setembro contribuiu para o movimento, uma vez que o BC retira qualquer pressão adicional sobre o câmbio por causa de dúvidas sobre esse vencimento. “Com o leilão de linha, o BC dá uma sinalização de que está de olho no mercado e vai entrar se necessário”, afirmou a estrategista de câmbio Fernanda Consorte, do Banco Ourinvest.

Redação Reuters

Ajuste fiscal será feito mesmo com aumento do STF e de servidores, diz secretária-executiva da Fazenda

A Secretária-Executiva do Ministério da Fazenda, Ana Paula Vescovi, afirmou na quarta-feira que o ajuste fiscal será feito mesmo com a decisão do Presidente Michel Temer de conceder aumento de salários ao Supremo Tribunal Federal e não adiar o reajuste dos servidores públicos, acrescentando que o governo enviará em breve um Orçamento ao Congresso prevendo estas despesas maiores

“Isso [reajustes] vai constar do Orçamento, tá consignado dentro da peça orçamentária que será enviada ao Congresso agora nos próximos dias.” “O ajuste [fiscal] será feito de qualquer forma porque você tem um teto de gastos”, completou. Perguntada se tais decisões desmoralizam o discurso do governo de contenção de despesas, Vescovi afirmou que as regras estabelecidas, como o teto e a meta de déficit primário balizam “essas discussões sobre escolhas da alocação de recursos”. Ana Paula Vescovi falou a jornalistas na saída de um debate sobre ICMS no setor de combustíveis, em Brasília, onde defendeu que o país precisa enfrentar os problemas dos sucessivos programas de refinanciamento de dívidas tributárias e dos elevados benefícios fiscais. Quem não paga impostos em dia no Brasil hoje levaria vantagem sobre quem quita as obrigações na data correta, disse a secretária, antes de criticar o tamanho dos chamados “gastos tributários”, equivalentes a 4,5 por cento do Produto Interno Bruto nacional. Ana Paula Vescovi ressaltou ainda que a pasta tem demonstrado em discussões os efeitos “perversos” dessas práticas sobre a arrecadação tributária e os orçamentos públicos. Para ela, a questão dos gastos tributários decorre de um esforço para simplificação tributária brasileiro que contribuiu para dar complexidade e a tirar parte da igualdade do sistema tributário, já que os benefícios alcançaram setores mais ricos da sociedade. Vescovi usou o regime do Simples, modo em que empresas até um limite de faturamento pagam uma alíquota única de imposto de forma simplificada, como exemplo. Em sua visão, o limite, de 3,6 milhões de faturamento anual para aderir ao programa, é muito alto comparado a outros países.

Redação Reuters

Inadimplência cai a 4,3% em julho, diz BC

A inadimplência no segmento de recursos livres caiu a 4,3 por cento em julho, sobre 4,4 por cento em junho, informou o Banco Central nesta quarta-feira. O spread bancário no mesmo segmento foi a 29,4 pontos percentuais, mesmo patamar do mês anterior. Já o estoque geral de crédito no país, que inclui também o segmento de recursos direcionados, teve recuo de 0,2 por cento em julho sobre junho, a 3,125 trilhões de reais

Redação Reuters

Estoque de crédito sobe 2,4% em 12 meses até julho e BC vê quadro de recuperação

O estoque geral de crédito no país recuou 0,2 por cento em julho sobre junho, interrompendo quatro meses seguidos de expansão, mas ainda exibiu alta de 2,4 por cento no acumulado em 12 meses, o que, para o Banco Central, ressalta um quadro de recuperação que pode melhorar ainda mais após dissipadas as incertezas ligadas às eleições presidenciais

Segundo dados divulgados pelo BC nesta quarta-feira, a elevação em 12 meses representa o dado mais forte nesta base de comparação desde abril de 2016 (2,6 por cento). E ocorreu apesar da diminuição do saldo de financiamentos em julho porque no mesmo mês do ano passado a queda havia sido ainda maior, de 0,8 por cento. “O crescimento do crédito tem sido aos poucos um pouco maior”, avaliou o chefe adjunto do departamento de Estatísticas do BC, Renato Baldini, acrescentando que esse padrão é mais intenso e facilmente verificável no crédito com recursos livres e no crédito a pessoas físicas. Enquanto o crédito a famílias subiu 0,5 por cento em julho e 6,4 por cento em 12 meses, o crédito a empresas caiu 1 por cento no último mês, com recuo de 2,1 por cento em 12 meses. Para 2018, o BC prevê um crescimento de 3 por cento no mercado de crédito, conforme informou no seu último Relatório Trimestral de Inflação, ante expectativa anterior de 3,5 por cento. Em julho, os juros médios no segmento de recursos livres, em que as taxas são livremente definidas pelos bancos, recuaram a 38,1 por cento ao ano, sobre 38,5 por cento em junho, no menor patamar desde dezembro de 2014. No mesmo mês do ano passado, a taxa média era de 46,5 por cento. Ao mesmo tempo, a inadimplência no segmento recuou a 4,3 por cento em julho, sobre 4,4 por cento em junho.

Redação Reuters

Confiança de serviços no Brasil tem em agosto maior nível em 4 meses e indica recuperação, diz FGV

As expectativas dos empresários para os próximos meses melhoraram e a confiança do setor de serviços apurada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) atingiram em agosto o nível mais alto em quatro meses, apontando para uma recuperação moderada na atividade

Os dados divulgados nesta quarta-feira mostraram que o Índice de Confiança de Serviços (ICS) registrou em agosto alta de 1,5 ponto e foi a 89,0 pontos, segunda alta seguida e maior patamar desde abril. “O novo aumento da confiança dos serviços em agosto sugere que a fase de queda deste indicador, observada desde o início do segundo trimestre, pode estar chegando ao fim, reforçando que talvez o momento seja de estabilização da curva de confiança do setor”, explicou em nota o consultor da FGV Silvio Sales. O Índice de Expectativas (IE-S) foi o responsável pelo resultado do mês ao avançar 2,9 pontos, para 91,5 pontos, depois de ter registrado cinco meses consecutivos de queda, com destaque para o indicador que mede a demanda para os próximos três meses. O Índice da Situação Atual (ISA-S), por sua vez, se manteve estável em agosto, em 86,7 pontos. “…as expectativas apresentam, pela primeira vez em cinco meses, um avanço na margem em agosto. Com isso, permanece a sinalização de uma recuperação moderada na atividade para os próximos meses”, completou Sales. A confiança de serviços acompanha a alta registrada no sentimento do comércio brasileiro, embora no setor industrial e de construção a confiança tenha recuado em agosto, bem como entre os consumidores.

Redação Reuters

EMPRESAS

Frigorífico Frigotefé no Amazonas se compromete com pecuária sustentável

O frigorífico amazonense Frigotefé firmou um termo de ajustamento de conduta (TAC) com o Ministério Público Federal (MPF) em que se compromete a trabalhar apenas com bovinos de fornecedores regularizados junto ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), segundo informações do MPF divulgadas na terça-feira (28)

O frigorífico localizado no município de Tefé (AM) ainda se compromete a somente adquirir gado acompanhado da guia de trânsito animal eletrônica (GTAE), quando disponível no estado, e financiar a implementação de um sistema de auditoria anual que visa verificar os registros de lotes de seus produtos cárneos em cumprimento aos termos do TAC. O Frigotefé apresentará uma lista de todos os seus fornecedores localizados nos estados da Amazônia Legal ao MPF semestralmente, além da lista daqueles que foram descredenciados e credenciados no período. Informações sobre a localização das fazendas, com indicação do município de origem do gado, também deverão ser divulgadas aos consumidores por meio da internet em um prazo máximo de um ano. Caso descumpra termos do TAC, o frigorífico terá de pagar multa equivalente a 50 vezes o valor da arroba do boi gordo, informou o MPF em nota. O TAC foi assinado dentro do programa Carne Legal, desenvolvido pelo MPF em 2009 para regularizar a cadeia produtiva da carne nos estados da Amazônia Legal brasileira.  Mais cedo neste ano, o frigorífico Dona Raimunda, em Lábrea (AM), já havia assinado TAC se comprometendo com a pecuária sustentável. Antes disso, seis frigoríficos assinaram TACs entre 2013 e 2016. 

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

China diz que não pode descartar novos surtos de gripe suína africana

O Ministério da Agricultura da China disse nesta quarta-feira que não pode descartar a possibilidade de novos surtos de gripe suína africana, conforme crescem os receios sobre a difusão da doença, que pode ser fatal, no maior suinocultor do mundo

A pasta disse em comunicado em seu site que não está claro o quanto a doença se espalhou e que há muita incerteza sobre como a situação irá se desenvolver. A China reportou quatro casos de gripe suína africana em quatro províncias em menos de um mês, o que levou ao abate de 25 mil porcos, destacando o desafio de conter a doença altamente contagiosa. O vírus está presente e tem se espalhado nos países vizinhos à China há muito tempo, disse o ministério. O risco de transmissão continua grande, segundo a pasta. A variedade vista nos casos registrados na China é similar à que atingiu a Rússia, a Geórgia e a Estônia na última década, levantando a possibilidade que a transmissão aconteceu a partir da fronteira com a Rússia. Um representante do Ministério da Agricultura disse a uma rádio estatal nesta quarta-feira que o surto teve origem fora da China, mas o governo não disse como o vírus chegou ao país.

Redação Reuters

Suíno Vivo: queda em SP e alta no MT

A cotação do suíno vivo anotou queda de -6,07% em São Paulo, a R$3,56/kg e alta de 6,67% no Mato Grosso, a R$2,88/kg. As demais praças permaneceram estáveis

O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente a ontem (28), trouxe um cenário misto, sendo a maior variação a alta de 0,92% no Paraná, a R$3,30/kg. O milho, um dos principais insumos do setor, tem ganhado forte impulso nas cotações do mercado interno devido à alta do dólar, como aponta o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP. Os vendedores seguem retraídos, já que há uma menor oferta nessa segunda safra e o valor do frete, principalmente no Centro-Oeste, não é atrativo.

Notícias Agrícolas

Frango Vivo: cotações continuam estáveis na quarta (29)

Na quarta-feira (29), as cotações do frango vivo tiveram mais um dia de estabilidade nas principais praças do país, sendo o maior valor de negociação anotado em São Paulo, a R$3,00/kg

O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo traz estabilidade para o frango na granja, a R$3,00/kg e alta de 0,54% para o frango no atacado, a R$3,70/kg. O milho, um dos principais insumos do setor, tem ganhado forte impulso nas cotações do mercado interno devido à alta do dólar, como aponta o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP. Os vendedores seguem retraídos, já que há uma menor oferta nessa segunda safra e o valor do frete, principalmente no Centro-Oeste, não é atrativo.

Notícias Agrícolas

INTERNACIONAL

América do Sul expande a pegada de carne bovina na China

A Austrália está enfrentando uma maior concorrência nos principais mercados de exportação, efeito de fluxo das principais nações produtoras de carne bovina registrando aumentos na produção

A produção de carne bovina dos EUA continuou aumentando ao longo de 2018, permitindo que as exportações atingissem um recorde de 980.000 toneladas em 2017-18. O aumento da presença dos EUA tem sido particularmente evidente no Norte da Ásia – as exportações para o Japão aumentaram 16% em 2017-18 e os embarques para a Coreia aumentaram em 14% (praticamente de volta aos níveis anteriores à descoberta de EEB nos EUA). Enquanto isso, a produção de carne bovina em todos os principais fornecedores da América do Sul aumentou no ano passado e a previsão é de que a região produza mais carne bovina nos próximos dois anos, expandindo ainda mais sua pegada de exportação como resultado. Um provável receptor de oferta adicional da América do Sul é a China, um dos mercados de exportação de mais rápido crescimento da Austrália até agora este ano. Confira o desempenho dos países sul-americanos em 2017-18. https://www.beefpoint.com.br/america-do-sul-expande-a-pegada-de-carne-bovina-na-china/

Meat and Livestock Australia (MLA)

Com China, exportações argentinas podem dobrar

As exportações de carne bovina da Argentina podem dobrar em 2018 para um total de US$ 1,8 bilhão graças ao aumento da demanda chinesa e à acentuada depreciação do peso argentino, segundo analistas e especialistas do setor

Analistas esperam que os envios somem no mínimo 400 mil toneladas, o maior número para a indústria de carne bovina da Argentina nos últimos nove anos, indicando que o setor está se fortalecendo apesar da crise financeira que manchou o governo do Presidente Mauricio Macri. De acordo com dados fornecidos por câmaras setoriais e um analista, as exportações argentinas de carne bovina podem terminar o ano entre 400 mil e 470 mil toneladas. Isso está bem acima das 200 mil toneladas vendidas no ano passado, segundo dados oficiais. “Como um líder regional, o mercado chinês é o que determinou o aumento substancial do volume”, disse Mario Ravettino, Presidente do Consórcio de Exportadores Argentinos de Carne Bovina. A associação espera que o país envie 410 mil toneladas da carne, em embarques avaliados em US$ 1,8 bilhão neste ano. De janeiro a julho de 2018, a China dobrou as suas aquisições de carne bovina da Argentina para 96,5 mil toneladas, de acordo com o Ministério da Agricultura argentino. Isso representa metade do total de 184 mil toneladas de carne embarcadas na Argentina no mesmo período. Em maio, a China expandiu suas importações para incluir carne bovina congelada e desossada, bem como carne resfriada com e sem ossos. Anteriormente, a Argentina exportava apenas carne desossada congelada para o país asiático.

Reuters

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