CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 819 DE 20 DE AGOSTO DE 2018

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Ano 4 | nº 819 | 20 de agosto de 2018

NOTÍCIAS

Queda no preço da carne bovina no atacado

Na última sexta-feira (17/8) foram poucos os negócios efetivados no mercado do boi gordo

Porém, o mercado apresentou viés de alta e não foram observadas indústrias “testando” preços abaixo da referência, movimento normal para o final da semana. Em São Paulo a cotação da arroba do boi gordo permanece estável e as escalas de abate giram em torno de seis dias, o que demonstra que mesmo com oferta de boiadas restrita, essa tem sido suficiente para suprir os estoques das indústrias, devido à baixa demanda pela carne. Aliás, essa menor demanda puxou o mercado atacadista de carne com osso para baixo. Na comparação diária a desvalorização foi de 3,6% e a carcaça de bovinos castrados ficou cotada em R$9,05/kg. Com a queda no atacado, a margem de comercialização das indústrias que não fazem a desossa está em 12,2%, menor patamar desde março de 2018.

SCOT CONSULTORIA

Vendas de carne bovina crescem 11% e somam US$ 3,5 bilhões

China é responsável por 56% da receita e Alemanha aumentou compras em mais de 330%

A carne bovina brasileira entrou em mais de 135 países, em 2017, totalizando 1,5 milhão de toneladas e divisas de US$ 6,1 bilhões. Já no acumulado de janeiro a julho deste ano, o Brasil vendeu 844 mil toneladas, acréscimo de 8,3% em comparação ao igual período do ano passado, representando US$ 3,5 bilhões (+11,1%). De acordo com os dados da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, os principais mercados importadores da proteína animal produzida pelo Brasil, até julho deste ano, foram Hong Kong, China, Egito, Chile, Irã, Estados Unidos e Alemanha. O destaque do período foi a China, com alta de 56,4% (US$ 729 milhões) no valor importado do Brasil, com 158 mil toneladas (+43,8%) de carne bovina. Outro mercado comprador de relevância nos sete primeiros meses do ano foi a Alemanha, com alta de 338,4% no volume financeiro, ou US$ 133,8 milhões, o que corresponde a quase 6 mil toneladas. O Chile aumentou seu fluxo comercial com o Brasil. Suas compras no período tiveram incremento de perto de 80%, alcançando US$ 253 milhões. O volume chegou a quase 61 mil toneladas de carne bovina no acumulado do ano. Outro destaque no ranking da carne bovina brasileira é Hong Kong, que comprou US$ 879 milhões (+29,1%) e 212 mil toneladas (+18,1%). O Brasil disputa com a Índia a primeira posição entre os maiores exportadores mundiais de carne bovina com aproximadamente, 1,85 milhão de toneladas, em 2017, de acordo com o relatório do USDA. Depois vem a Austrália (1,48 milhão t) e os Estados Unidos (1,3 milhão t). O país possui 217 milhões de cabeças de gado bovino e bubalino.

MAPA

Brasil terá concorrência dura dos EUA

O mercado de carne bovina continua bem nos Estados Unidos. O rebanho vem crescendo e atingiu 103 milhões de cabeças no início de julho, após ter recuado para até 88,5 milhões em 2014. O total de gado em confinamento somava 11,3 milhões de cabeças em julho, um recorde para o mês, e a produção de carne aumentou 4% no primeiro semestre em relação a igual período de 2017.

Dados do Usda (Departamento de Agricultura) dos Estados Unidos indicaram que os abates de vaca aumentaram 8% de janeiro a junho, em relação a igual período de 2017. O resultado é um aumento temporário na oferta de carne, que será seguido por uma desaceleração no crescimento no próximo ciclo do setor. Com demanda externa aquecida, os Estados Unidos elevam as exportações, aumentando a concorrência com o Brasil, líder mundial em vendas externas. A produção de carne bovina nos EUA poderá atingir 12,3 milhões de toneladas neste ano, 3% mais do que em 2017. Esse crescimento continua em 2019, mas em ritmo menor: 2,3%. As exportações estão previstas em 1,38 milhão de toneladas em 2018, 1,5% mais do que em 2017. Em 2019, poderão somar 1,43 milhão. O volume de carne de frango a ser exportado pelos americanos poderá atingir 3,1 milhões de toneladas neste ano, 1,2% acima do de 2017. Nos cálculos do Usda, a produção sobe para 19,3 milhões de toneladas, mantendo os EUA na liderança mundial e bem distantes do Brasil, o segundo maior (próximo de 13 milhões).

FOLHA DE SP

ECONOMIA

Arrecadação de julho foi muito boa, diz secretário do Tesouro Nacional

A arrecadação de impostos foi “muito boa” em julho, disse o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto de Almeida, nesta sexta-feira, ressaltando que a “grande restrição hoje” é o teto de gastos e não o resultado primário do setor público

“Em julho, a arrecadação foi muito boa”, disse Mansueto a jornalistas após um evento em Brasília. “A grande restrição hoje é teto, não é nem primário porque eventualmente, vamos ver como é que está indo agosto, mas em julho a arrecadação foi muito boa.” O governo ainda não informou quando serão divulgados os dados relativos à arrecadação de julho. No mês anterior, a coleta de tributos avançou 2,1 por cento sobre julho de 2017, no melhor desempenho para o mês desde 2015.

Redação Reuters

Apreensão com eleições e exterior dita queda do Ibovespa antes de vencimento de opções

O Ibovespa caiu nesta sexta-feira, revertendo a alta da semana, diante de maiores receios com a cena eleitoral e a apreensão envolvendo a Turquia, com as ações da Marfrig liderando as perdas após notícias de que a Tyson Foods fechou acordo para comprar a unidade Keystone por 2,5 bilhões de dólares

O principal índice de ações da B3 terminou o dia em baixa de 1,03 por cento, a 76.028,50 pontos, antes do vencimento de contratos de opções sobre ações, na segunda-feira, e tem entre as séries mais líquidas papéis com relevante participação no Ibovespa, o que costuma adicionar volatilidade. O volume no pregão alcançou 10,26 bilhões de reais. Na semana, o Ibovespa acumulou queda de 0,6 por cento. Até a véspera, contabilizava ganho de 0,4 por cento, após ter recuado 6 por cento na semana anterior. “A situação na Turquia e a corrida eleitoral foram os dois grandes vetores a influenciaram fortemente o mercado brasileiro nos últimos dias”, disse gestor Igor Lima, sócio da Galt Capital, no Rio de Janeiro. Segundo ele, a situação turca criou efeito cascata de aumento de risco para todos os outros mercados emergentes, incluindo o Brasil, enquanto pesquisas mais recentes apontaram estagnação de presidenciáveis vistos positivamente pelo mercado e, por outro lado, crescimento de candidatos de esquerda. Notícias ligadas a potenciais acordos dos EUA com parceiros comerciais, particularmente envolvendo a China, trouxeram algum alívio aos mercados, ampliando os ganhos em Wall Street. O S&P 500 encerrou em alta de 0,33 por cento.

Redação Reuters

Dólar sobe pela 2ª semana seguida e vai a R$3,91 com exterior e política local

O dólar terminou em alta pelo terceiro pregão consecutivo ante o real e acima dos 3,90 reais, embora longe da máxima do dia, depois que notícias sobre possíveis acordos entre Estados Unidos e seus parceiros comerciais amenizaram o estresse dos investidores com as preocupações com a Turquia e também com o cenário eleitoral doméstico

O dólar avançou 0,24 por cento, a 3,9147 reais na venda, acumulando, na semana, alta de 1,31 por cento. Foi a segunda semana seguida de valorização, acumulando, neste período, variação de 5,60 por cento. Na máxima, no início do dia, a moeda foi a 3,9535 reais e, na mínima, perto do fechamento, atingiu 3,9123 reais. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,23 por cento. “O mercado doméstico seguiu a melhora externa. Não foi além por causa do final de semana”, comentou um profissional da mesa de câmbio de uma corretora doméstica ao citar a cautela que predomina nos negócios. Internamente, o dólar chegou a ultrapassar 1 por cento de alta ante o real logo no início dos negócios, afetado não só pela Turquia como também por renovados temores com a disputa eleitoral no Brasil. Os investidores ficaram mal-humorados após nova pesquisa de intenção de votos encomendada pela XP Investimentos mostrar que o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, tinha 9 por cento das intenções de voto em cenários sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, frente a 10 por cento no levantamento da semana anterior. A pesquisa também mostrou que Fernando Haddad, provável substituto do líder petista no pleito, ganhou terreno frente ao levantamento anterior, que ainda trazia o nome de Manuela D’Ávila (PCdoB), antes de abrir mão da candidatura para fechar aliança com o PT.

Redação Reuters

IGP-M acelera alta a 0,67% na 2ª prévia de agosto, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) acelerou a alta a 0,67 por cento na segunda prévia de agosto, sobre avanço de 0,53 por cento no mesmo período do mês anterior, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) na sexta-feira

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60 por cento do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, teve alta de 0,95 por cento, contra aumento de 0,52 por cento no mês anterior. O destaque ficou para o grupo de Matérias-Primas Brutas, que avançou 2 por cento, ante variação negativa de 1,10 por cento em julho. Neste caso, contribuíram para o avanço os preços de milho em grão, com alta de 1,87 por cento agora, frente à deflação de 9,05 por cento antes. A FGV informou ainda que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30 por cento no índice geral, desacelerou a alta a 0,05 por cento, contra o avanço de 0,39 por cento antes. A principal contribuição para o movimento veio do grupo Habitação, que avançou 0,54 por cento, abaixo da variação positiva de 1,22 por cento registrada no mês anterior. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,36 por cento em julho, depois de subir 0,90 por cento antes. O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis. A segunda prévia do IGP-M calculou as variações de preços no período entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência.

Redação Reuters

IPC-Fipe acelera alta a 0,47% na 2ª quadrissemana de agosto

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo avançou 0,47 por cento na segunda quadrissemana de agosto, depois de subir 0,37 por cento na primeira prévia do mês, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) na sexta-feira.

Os grupos Habitação e Saúde continuaram mostrando mais força nas altas dos preços, enquanto que os preços de Alimentação e de Transportes continuaram em queda.

O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.

Redação Reuters

EMPRESAS

Sem Keystone e com National Beef, Marfrig espera faturar R$ 40 bi

A Marfrig Global Foods, segunda maior empresa de carne bovina do mundo, que na semana passada, fechou a venda de sua subsidiária Keystone à americana Tyson Foods, deve alcançar um faturamento anual de R$ 40 bilhões, disse ao Valor o Vice-Presidente de finanças e relações com investidores, Eduardo Miron

Com isso, a empresa ultrapassa a BRF em receita, ficando atrás só da JBS, e se consolida como a segunda maior de carnes do Brasil. Miron confirmou que a venda foi fechada por quase US$ 2,5 bilhões. O valor do negócio ficou cerca de US$ 500 milhões abaixo do esperado pelo mercado, o que desagradou aos investidores. Com isso, as ações da Marfrig caíram 9,3% na sexta na B3 e o valor de mercado da empresa recuou para US$ 4,3 bilhões. Segundo o executivo, o valor foi menor, sobretudo, porque a Marfrig permaneceu com uma fábrica de hambúrguer bovino nos EUA que fatura mais de R$ 1 bilhão por ano. Na avaliação de Miron, a unidade que a Keystone tem em North Baltimore (Ohio) é muito relevante. A planta, que tem o McDonald’s como principal cliente, representa mais de 30% do faturamento da Keystone nos EUA e pouco mais de 10% das vendas da subsidiária no mundo. A Keystone também atua na Ásia. Ao manter a unidade de hambúrguer e reforçar o foco em carne bovina – nos EUA, a Marfrig também controla, desde junho, a National Beef, quarto maior frigorífico do país -, a brasileira conseguiu uma avaliação considerada positiva. Segundo Miron, os US$ 2,4 bilhões dos ativos que foram vendidos implicam um múltiplo (relação entre o valor empresarial e o Ebitda nos últimos doze meses) de 10 vezes. Na prática, a Marfrig receberá US$ 2,2 bilhões – descontando o que será recebido por minoritários da Keystone. Esse valor permitirá reduzir à metade a dívida líquida da companhia. https://www.valor.com.br/agro/5749949/sem-keystone-e-com-national-beef-marfrig-espera-faturar-r-40-bi

VALOR ECONÔMICO

Tyson fecha acordo com Marfrig para compra da Keystone por US$2,5 bi, dizem fontes

A Tyson Foods fechou acordo com a Marfrig para comprar a unidade norte-americana Keystone do grupo brasileiro por 2,5 bilhões de dólares, disseram duas fontes com conhecimento do assunto na sexta-feira

O acordo foi assinado pelo acionista controlador da Marfrig, Marcos Molina, na noite de quinta-feira, acrescentaram as fontes. Questionadas, Marfrig e Tyson não comentaram o assunto. As ações da Marfrig despencavam após as notícias sobre a venda da unidade que produz alimentos para redes de lanchonetes e restaurantes. Às 13h13, as ações da Marfrig exibiam queda de 7,85 por cento, enquanto o Ibovespa caía 1,2 por cento. Analistas do Itaú BBA destacaram que a notícia é negativa para as ações, uma vez que o valor ficou abaixo daquele que vinha sendo aventado pela mídia como desejado pela Marfrig. “Há uma grande diferença para o valor patrimonial entre uma venda de 2,5 bilhões e 3,0 bilhões de dólares”, afirmaram os analistas em nota a clientes. “Com a venda em 2,5 bilhões de dólares, não vemos razão para mudar nossa recomendação ‘underperform’ para as ações, o que poderíamos estar inclinados a fazer se a venda chegasse aos 3 bilhões de dólares anteriormente esperados”, afirmaram os analistas. “Para mudar nossa opinião, precisaríamos ver uma forte geração de caixa e redução da dívida líquida nos próximos trimestres…mas não temos razão para assumir esse cenário, por enquanto.” Uma comitiva da Marfrig, incluindo Molina, estava em Nova York na quinta-feira tratando das discussões de um acordo para venda da Keystone.

Redação Reuters

FRANGOS & SUÍNOS

China ordena fechamento de unidade do WH Group em meio a surto de peste suína

A China ordenou que a maior produtora de carne suína do mundo, o WH Group, feche um grande matadouro enquanto as autoridades tentam conter a disseminação da peste suína africana (ASF) após um segundo surto em duas semanas no país, que tem o maior rebanho de suínos do mundo

A descoberta de porcos infectados na cidade de Zhengzhou, na província de Henan, a cerca de mil quilômetros do primeiro caso registrado na China, empurrou os preços de suínos para baixo nesta sexta-feira e despertou o temor de novos surtos de saúde animal —bem como preocupações de segurança alimentar entre o público. Embora muitas vezes fatal para os porcos, sem vacina disponível, a ASF não afeta os seres humanos, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). A ASF foi detectada na Rússia e na Europa Oriental, bem como na África, embora nunca antes no Leste Asiático, e é uma das doenças mais devastadoras a afetar os suínos. O grupo informou em comunicado que as autoridades municipais de Zhengzhou ordenaram um fechamento temporário de seis semanas do matadouro depois que cerca de 30 suínos morreram devido à doença altamente contagiosa na quinta-feira. A fábrica é uma das 15 controladas pelo maior processador de carne suína da China, a Henan Shuanghui Investment & Development, uma subsidiária do WH Group. As autoridades da cidade de Zhengzhou proibiram toda a movimentação de suínos e produtos suínos dentro e fora da área afetada pelas mesmas seis semanas.

Redação Reuters

China estende por 6 meses investigação antidumping sobre importação de frango do Brasil

A China vai estender por seis meses a investigação sobre a prática de dumping nas importações de frango do Brasil, informou na quinta-feira o Ministério de Comércio da China

A investigação, lançada em agosto do ano passado, foi estendida até 18 de fevereiro devido à complexidade do caso, disse o ministério. Pequim anunciou em junho a imposição de direito antidumping provisório sobre as importações de frango provenientes do Brasil, de 18,8 e 38,4 por cento sobre o valor das importações, em uma medida que afetou os principais exportadores brasileiros JBS e BRF.

Redação Reuters

Frango Vivo: semana encerra estável e demanda não evolui

Na sexta-feira (17), as cotações do frango vivo permanecem estáveis nas principais praças do país, sendo o maior valor negociado em São Paulo, a R$3,00/kg

O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo teve estabilidade para o frango na granja, a R$3,00/kg, enquanto o frango no atacado teve queda de -1,39%, a R$3,55/kg.

A Scot destacou em boletim que, de um lado, a demanda no atacado não evolui. Contudo, a disponibilidade de animais também não é abundante. A semana que se passou foi marcada por uma lentidão nos negócios, já que os compradores haviam acelerado as compras na semana anterior.

Notícias Agrícolas

Suíno Vivo: cotações terminam a semana estáveis

Na sexta-feira (17), as cotações do suíno vivo encerraram a semana estáveis nas principais praças do país, sendo o maior valor de negociação anotado em São Paulo, a R$3,68/kg

O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq trouxe cenários mistos, sendo a maior variação a alta de 1,15% em Minas Gerais, a R$3,53/kg. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP destaca que, pela segunda semana consecutiva, os valores da carne suína e do animal vivo estão em alta no mercado brasileiro. Este fator é impulsionado por uma demanda aquecida pelo recebimento dos salários, pelas temperaturas mais baixas e pelo Dia dos Pais. Ainda há alta em decorrência de uma menor oferta, já que alguns produtores encerraram a produção por dificuldades nos últimos meses.

Notícias Agrícolas

INTERNACIONAL

Futuro dos alimentos em debate na Europa

Cresce na Europa o debate sobre o tipo de agricultura e alimentação mais saudáveis para a população, o que tende a aumentar a pressão sobre o modo de produção em países exportadores como Brasil e Estados Unidos

Na Suíça, que importa metade dos alimentos que consome, o governo federal programou para o dia 23 de setembro a votação de duas iniciativas populares que propõem o endurecimento de exigências ambientais e sociais na produção e na venda de alimentos. E a primeira pesquisa de opinião divulgada na sexta-feira no país sinalizou que o apoio a ambas é de entre 75% e 78%. No país, que atualmente tem pouco mais de 8 milhões de habitantes, uma iniciativa popular, para ser submetida ao voto, precisa ter recolhido pelo menos 100 mil assinaturas de eleitores. Apresentada pelo Partido Verde, a iniciativa “Por alimentos saudáveis e produzidos em condições justas e ecológicas” pede que o governo reforce a oferta de produtos de boa qualidade, ambientalmente sustentáveis e corretos do ponto de vista de trabalho e do bem-estar animal. Esse controle viria com aumento de tarifas de importação. A segunda iniciativa popular, “Pela soberania alimentar”, apresentada pelo sindicato agrícola Uniterre, reivindica do governo suíço uma nova política agrícola que reflita os custos de produção, proíba os transgênicos e contemple medidas que incentivem a diversificação da oferta local, inclusive por meio de barreiras contra alimentos importados. Na prática, os padrões helvéticos poderiam barrar, por exemplo, a entrada no país de tomate espanhol, suspeito de ser produzido a partir de condições trabalhistas precárias; do “fois gras” francês, sempre criticado pelo sofrimento dos gansos; e também da carne bovina americana que contenha hormônio.

VALOR ECONÔMICO

USDA: EUA vendem 21,5 mil t de carne bovina na semana para entrega em 2018

Os Estados Unidos venderam 21,5 mil toneladas de carne bovina para entrega em 2018 na semana encerrada em 9 de agosto, informou na quinta-feira, 16, o Departamento de Agricultura do país (USDA)

O volume representa alta de 48% em relação à semana anterior e de 76% na comparação com a média das quatro semanas anteriores. Os principais compradores foram Coreia do Sul (7,0 mil t), Japão (4,9 mil t), México (2,7 mil t), Hong Kong (2,3 mil t) e Canadá (1,8 mil t). Para 2019, foram comercializadas 500 toneladas para a Coreia do Sul (400 t) e Japão (100 t). Os embarques ao exterior somaram 16,9 mil toneladas, queda de 8% ante a semana anterior e de 9% em relação à média das últimas quatro semanas. Os principais destinos foram Japão (5,7 mil t), Coreia do Sul (5,1 mil t), México (1,7 mil t), Taiwan (1,5 mil t) e Hong Kong (1,2 mil t).

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