
Ano 4 | nº 809 | 06 de agosto de 2018
NOTÍCIAS
Boi gordo: mercado sustentado
Parte das indústrias estava fora das compras na última sexta-feira (3/8), mas os preços da arroba do boi gordo ficaram sustentados
Apenas no Rio Grande do Sul, onde a oferta de boiadas (provindas da pastagem de inverno) está suficiente para atender a demanda, permitindo que os frigoríficos ofertem preços menores, o mercado está frouxo. No estado, a cotação do boi gordo caiu 2,1% na última semana. Nas demais regiões, a disponibilidade de boiadas está restrita e deixa pouco espaço para testes. Na região de Três Lagoas-MS, por exemplo, o preço da arroba do boi gordo subiu 1,5% no decorrer dos últimos cinco dias. Com o recebimento de salário da população e o Dia dos Pais se aproximando, é esperada uma melhora do escoamento de carne bovina, o que, associada à oferta restrita de boiadas, devem manter o mercado com preços firmes.
SCOT CONSULTORIA
E as altas continuam no mercado de reposição
O mercado de reposição iniciou agosto com mais uma semana de valorização das referências. Foi a quarta semana consecutiva e a alta acumulada no período foi de 0,8%
O mercado do boi gordo parece ainda não ter decolado como é esperado pelos recriadores e invernistas, que ficam na expectativa de oportunidades melhores na relação de troca. Comportamento também alinhado a seca instalada no país, que colabora com o baixo fluxo de movimentação neste mercado. Ou seja, na última semana das férias escolares, aparentemente, compradores e vendedores também optaram por “tirar uma folga” das negociações. E para o confinador que está refazendo as contas para decidir se há viabilidade econômica para fechar o gado no cocho, desde o início de julho o boi magro está 2,2% mais caro em São Paulo, 1,6% em Goiás e 0,6% em Mato Grosso. A oferta tímida desta categoria permite este cenário. Entretanto, a arroba do boi gordo também reagiu nestes estados, melhorando a relação de troca e garantindo maior poder de compra para o confinador. Fator positivo para as intenções de confinamento de segundo giro. Mas vale destacar que só acertar na compra de bois magros pode não garantir resultados positivos no confinamento, outras variáveis devem ser analisadas.
SCOT CONSULTORIA
Aftosa entidades e suinocultores de MS trabalham para o fim da vacinação
Segundo Asumas o principal desafio da questão são as fronteiras secas
A meta proposta pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) em parceria com a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) é de que Mato Grosso do Sul fique livre da vacinação contra aftosa no ano de 2021, com plena condição de receber o reconhecimento internacional em 2023. O conteúdo foi expresso pelo diretor do Iagro, Luciano Chiochetta, junto do superintendente federal do MAPA em MS, Celso de Souza Martins, em reunião com a Câmara Setorial da Suinocultura, Associação Sul-matogrossense de Suinocultores (Asumas) e com a Associação dos Avicultores de MS (Avimasul), na quarta-feira (1), em Campo Grande. “Esta é realmente nossa preocupação, a fragilidade que temos com o trânsito nas fronteiras secas. Ninguém quer passar o que passamos em 2005, quando nossa cadeia da suinocultura quase quebrou em MS”, ressalta o presidente da Asumas, Celso Philippi Júnior, ao lembrar os focos da febre aftosa em suínos da região de Eldorado e Japorã, fronteira com o Paraguai. Dentro do planejamento do MAPA para se atingir o status livre de aftosa, o país foi dividido em cinco partes. A quinta parte é compartilhada com Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Celso Phillipi Júnior lembra o caso de Santa Catarina, que se encontra livre da aftosa, sem vacinação, desde 2007. “A situação naquele estado só foi possível com a mobilização dos produtores, juntamente com a defesa sanitária, que permitiu uma segurança melhor”. “Caso Paraná ou Mato Grosso, atinjam o status de livre de aftosa, antes de MS, acabam cessando o corredor comercial para animais vivos, pois não se pode mandar animais vivos de um estado sem o reconhecimento para outro, já livre da doença. As consequências comerciais aparecem, e não podemos deixar que aconteçam”, pontua.
ASSESSORIA Asumas
Ministro discute mudanças na Embrapa
Durante mais de três horas, os 42 chefes das unidades descentralizadas da Embrapa se reuniram com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, e o presidente da estatal, Maurício Lopes, para discutir estrategicamente os rumos da empresa para o futuro. “A Embrapa que nos trouxe até aqui não será a mesma que nos levará ao futuro”, observou o Ministro no início da reunião
“Mudanças estruturais exigem que façamos atividades diferentes daquelas que nós temos. Infelizmente, no momento atual, temos o agravante de que o governo não dispõe de recursos para investir em pesquisa e inovação. Essa falta de dinheiro faz com que a gente reflita e procure pensar um pouco diferente daquilo que a gente tem pensado até agora. Daí a necessidade de pensarmos o futuro da Embrapa estrategicamente”, disse Maggi. Para Blairo Maggi é importante para o governo ter uma empresa como a Embrapa, mas lamentou que o orçamento destinado às pesquisas tenha diminuído com a crise econômica enfrentada pelo país. “Dentro do pouco orçamento e de pouca expectativa, a gente tem que desenhar alguma coisa e estabelecer como ser mais produtivo e efetivo”. O Secretário Executivo do Mapa e presidente do Conselho Administrativo da Embrapa, Eumar Novacki, disse ser necessária criatividade para resolver problemas sem recursos. Ele disse ainda que mudanças estão sendo discutidas com muita tranquilidade e racionalidade. “Nada será feito de afogadilho”, garantiu. O secretário executivo disse que algumas propostas estão sendo analisadas, como a junção de atividades meio em unidades diferentes da Embrapa que funcionam na mesma região. “O que está sendo discutido é algo que vai nos levar a avanços e trazer melhoria para a instituição. A Embrapa é importantíssima para o Brasil e o nosso desafio agora é saber como vamos avançar”, disse Novacki.
Mapa
CNA participa da reunião da Câmara Setorial de Bovinocultura de Corte
A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Carne Bovina apresentou, na terça (31), o andamento do Programa Nacional de Erradicação de Febre Aftosa (PNEFA) para que o Brasil alcance o status de país livre da doença sem vacinação em 2022
Em maio, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) declarou o Brasil livre de febre aftosa com vacinação. Para Antônio Pitangui de Salvo, presidente da Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a continuidade dos trabalhos será importante para a pecuária brasileira. “Com o avanço dos trabalhos, teremos novas áreas livres de febre aftosa, sem vacinação, até alcançar todo o Brasil em 2022. Será uma conquista para os pecuaristas brasileiros”, declarou. Na reunião da Câmara Setorial da Carne Bovina ainda foi debatido o crédito para recuperação e manutenção das pastagens. “Buscamos um programa que oriente o pecuarista em relação à manutenção das pastagens com foco na manutenção nutricional do solo. Assim teremos melhoria de produtividade, melhor taxa de lotação por hectare, gerando mais rentabilidade”, disse Antônio de Salvo.
CNA
ECONOMIA
Dólar cai e volta a R$3,70 com expectativa sobre juros nos EUA e cena política local
O dólar recuou mais de 1 por cento na sexta-feira e fechou na casa de 3,70 reais, depois que dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos reforçaram que os juros vão continuar subindo de forma gradual na maior economia do mundo
O dólar recuou 1,32 por cento, a 3,7071 reais na venda, depois de bater 3,7001 reais na mínima do dia. Na semana, o dólar acumulou perda de 0,29 por cento, quinto período seguido de perdas e que somaram 4,39 por cento. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 1,20 por cento no final da tarde. “Os dados dos EUA não reforçaram uma conjuntura mais hawkish, então o mercado fica mais seguro para risco no curto prazo”, afirmou o operador da corretora H.Commcor Cleber Alessie Machado. Segundo o Departamento de Trabalho norte-americano, o crescimento do número de vagas de emprego nos Estados Unidos desacelerou mais do que o esperado em julho, devido a dificuldades das empresas em encontrar trabalhadores qualificados, enquanto a taxa de desemprego diminuiu, indicando um aperto das condições no mercado de trabalho. O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 4,8 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando 720 milhões de dólares do total que vence em setembro. Se mantiver essa oferta e vendê-la até o final do mês, terá rolado o equivalente a 5,255 bilhões de dólares.
Redação Reuters
Ibovespa fecha em alta de mais de 2% com ajuda de Petrobras e panorama eleitoral
O Ibovespa fechou em alta de mais de 2 por cento nesta sexta-feira, impulsionado pelo avanço superior a 3 por cento das ações da Petrobras, após a companhia divulgar lucro de mais de 10 bilhões de reais para o segundo trimestre, além de repercussão positiva dos últimos desdobramentos do panorama eleitoral
O principal índice de ações da B3 subiu 2,26 por cento, para 81.434,98 pontos, máxima de fechamento desde 22 de maio. O volume financeiro totalizou 11 bilhões de reais. Na semana, a sexta seguida de alta, o Ibovespa acumulou valorização de 1,96 por cento, elevando o ganho no ano para 6,59 por cento. No front externo, ajudaram números do mercado de trabalho norte-americano reduzindo o risco de aceleração do ritmo de alta dos juros pelo Federal Reserve, banco central dos EUA, o que tende a favorecer o fluxo de capital a mercados emergentes, além de tirar força do dólar globalmente. Em Wall Street, o S&P 500 fechou com acréscimo de 0,46 por cento, apoiado em resultados corporativos, a despeito da manutenção das preocupações com a disputa comercial dos EUA com aliados, principalmente a China, o que corroborou a trajetória ascendente no pregão brasileiro.
Redação Reuters
Setor de serviços do Brasil cresce em julho pela primeira vez em quatro meses, mostra PMI
A atividade do setor de serviços voltou a crescer em julho, pela primeira vez em quatro meses, com rápida melhora na quantidade de novos trabalhos, depois de a greve dos caminhoneiros causar no mês anterior o maior tombo do segmento desde o fim do ano passado, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada na sexta-feira“A entrada de novos negócios aumentou da maneira mais significativa em quatro meses, com a taxa de expansão superando a sua média de longo prazo”, afirmou o IHS Markit em nota. “Os entrevistados da pesquisa citaram uma melhoria na demanda básica como causa.” O IHS Markit informou que o PMI de serviços do Brasil avançou a 50,4 em julho, sobre 47,0 em junho, primeira leitura desde abril acima da marca de 50 que separa crescimento de contração. A pesquisa mostra que o otimismo no setor também voltou aos níveis altos de setembro do ano passado, mas a expectativa de melhora se volta para o período pós-eleitoral. O desempenho dos serviços, no entanto, apresentou avanço “marginal”, segundo o IHS Markit, sendo suficiente para atenuar e não interromper a redução do número de empregos no setor pelo quadragésimo primeiro mês consecutivo. O relatório do PMI também mostrou que “o ritmo de corte de posições foi o mais lento observado nos quarenta e um meses de redução ininterrupta”, ponderando ao mesmo tempo que “algumas empresas contrataram pessoal adicional devido ao forte crescimento de novos trabalhos”.
Redação Reuters
EMPRESAS
JBS fecha compra de caminhões contra tabela
Para fugir do aumento de custo provocado pelo tabelamento do frete, empresas e produtores estão optando pela compra de caminhões e montando frotas próprias com o objetivo de escoar a produção. O movimento, segundo analistas, tem potencial para pressionar ainda mais o setor de transporte rodoviário num cenário já bastante difícil, de elevada ociosidade de veículos
Os anúncios de compras das empresas têm desagradado uma parcela dos caminhoneiros, sobretudo os autônomos, que podem ser afetados com uma diminuição da demanda de trabalho como consequência do aumento das frotas próprias. Nas últimas semanas, por exemplo, a JBS adquiriu 360 veículos; a Cargill sinalizou que deve seguir pelo mesmo caminho; e os produtores de grãos também começaram a montar suas frotas. Dados divulgados na quarta-feira (1) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) mostram que a venda de caminhões acelerou no país no último mês. Foram 6,6 mil veículos comercializados em julho, alta de 16,3% frente a junho e de 47,3% em um ano. “É preocupante esta situação. Se esse movimento ocorrer numa grande escala, vai ter mais caminhão na praça. O país não precisa de mais caminhões porque a crise já deixou uma ociosidade bastante grande”, diz o presidente da Associação Brasileira de Logística (Abralog), Pedro Francisco Moreira. Atualmente, a ociosidade varia de 20% a 30%, dependendo do setor, segundo a Abralog.
PECUÁRIA.COM.BR
FRANGOS & SUÍNOS
FRANGO/CEPEA: Mesmo com queda em julho, ritmo de negócios aumenta
Ritmo de negócios envolvendo a proteína esteve maior ao longo do mês tanto no mercado interno quanto no externo
Apesar das baixas nos valores da carne de frango no mês passado, o ritmo de negócios envolvendo a proteína esteve maior ao longo do mês tanto no mercado interno quanto no externo, de acordo com pesquisadores do Cepea. Em julho, o frango resfriado na região paulista teve média de R$ 3,71/kg, queda de 10,5% em relação a junho. Essa desvalorização acompanha, de modo geral, as tendências de queda das demais proteínas animais. No atacado da Grande São Paulo, os preços da carcaça casada bovina e da carcaça especial suína recuaram, respectivamente, 5,4% e 14%, de junho para julho.
Frango Vivo: cotações encerram primeira semana de agosto estáveis
Na sexta-feira (03), as cotações do frango vivo encerraram estáveis nas principais praças do país, sendo o maior valor negociado em São Paulo, a R$3,00/kg
O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo trouxe estabilidade para o frango na granja, a R$3,00/kg, enquanto o frango no atacado teve alta de 0,27%, a R$3,68/kg. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) ressalta que o ritmo de negócios envolvendo a proteína esteve maior ao longo do mês de julho tanto no mercado interno quanto no mercado externo. Em julho, o frango resfriado na região paulista teve média de R$ 3,71/kg, queda de 10,5% em relação a junho. Essa desvalorização acompanha, de modo geral, as tendências de queda das demais proteínas animais.
SCOT CONSULTORIA
INTERNACIONAL
China não aceitará “chantagem” comercial dos EUA, diz mídia estatal
A mídia estatal chinesa disse neste sábado que as tarifas de retaliação do governo sobre 60 bilhões de dólares em produtos dos Estados Unidos mostravam restrições racionais, enquanto acusaram o governo norte-americano de chantagem
Na noite de sexta-feira, o Ministro das Finanças chinês revelou tarifas adicionais sobre 5207 bens importados dos Estados Unidos, com alíquotas adicionais entre 5 e 25 por cento do valor total dos produtos, menos da metade do que foi proposto pelo governo do Presidente norte-americano Donald Trump. A resposta segue a proposta do governo Trump de uma tarifa de 25 por cento sobre 200 bilhões de dólares de importações chinesas. “As contramedidas da China são racionais”, disse o Global Times, um tablóide dirigido pelo oficial Diário do Povo, em um comentário. “A China não irá se apressar para competir com números dos Estados Unidos”, disse a publicação, ecoando comentários feitos pelo canal televisivo estatal. Os EUA e a China implementaram tarifas de 34 bilhões entre seus bens em julho. É esperado que Washington em breve implemente tarifas sobre mais 16 bilhões de dólares em bens chineses, sobre as quais a China já disse que irá corresponder de maneira imediata. “A pressão extrema da Casa Branca e a chantagem já estão claras para a comunidade internacional”, dizia um comentário do canal estatal. “Tais métodos de chantagem extrema não irão afetar a China.” A China até agora já impôs ou propôs tarifas sobre 110 bilhões em produtos norte-americanos, representando a vasta maioria das importações anuais da China sobre produtos dos EUA. No ano passado, a China importou 130 bilhões em bens daquele país.
Redação Reuters
China aumenta gradativamente importações de carne bovina
O consumo total de carne bovina na China em 2018 foi estimado em 8,5 milhões de toneladas, perdendo apenas para os EUA, de acordo com o Serviço Agrícola Estrangeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Em uma base per capita, isso é pouco mais de 6 quilos (base de carcaça) ou cerca de 4,26 quilos por pessoa (base de varejo)
Este nível é de 16 por cento do consumo de carne bovina de varejo projetado nos EUA em 2018, de 26,17 quilos per capita. Na China, o consumo de carne bovina é de cerca de 11% do consumo total de carne, atrás de frango (15%) e carne suína, que é muito popular e representa 74% do consumo de carne. Estes valores não incluem peixe e marisco, que são muito populares na China. O consumo de carne bovina na China é baixo, mas está aumentando. Apesar de ser um grande país produtor e consumidor de carne bovina por muitos anos, a China nunca participou muito dos mercados globais de carne bovina até recentemente. Desde 2014, o consumo de carne bovina superou a produção doméstica e as importações chinesas de aumentaram acentuadamente. A carne bovina é cara na China em relação a outras carnes, ainda mais do que nos EUA. Embora a demanda crescente de carne bovina na China seja o resultado de uma população urbana de rápido crescimento, a carne continua sendo cara para muitos consumidores. Carne bovina importada dos EUA é especialmente cara. A culinária chinesa é caracterizada pelo hot pot, pratos fritos e churrasco chinês que usam pequenas quantidades de carne em pedaços ou em fatias finas, em vez de grandes cortes de carne. Os miúdos são muito populares e mais acessíveis para muitos consumidores.
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