CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 808 DE 03 DE AGOSTO DE 2018

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Ano 4 | nº 808 | 03 de agosto de 2018

NOTÍCIAS

BOI/CEPEA: Arroba sobe em julho com menor oferta

Redução da disponibilidade de animais prontos para abate sustentou as cotações do boi gordo em julho
A redução da disponibilidade de animais prontos para abate sustentou as cotações do boi gordo em julho, de acordo com pesquisadores do Cepea. Entre 29 de junho e 31 de julho, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa acumulou aumento de 1,7%, fechando a R$ 141,70 na terça-feira, 31. Mesmo com a menor oferta de boi gordo no mercado interno e com as exportações em ritmo mais intenso em julho, os preços da carne negociada no mercado atacadista da Grande São Paulo seguiram em queda. No acumulado de julho, a carcaça casada de boi se desvalorizou 0,83%, passando para R$ 9,51/kg no encerramento do mês (à vista). 

CEPEA/ESALQ

Consumo não ajuda a alavancar a arroba

Cenário de preços firmes permanece no mercado do boi gordo

Em São Paulo as indústrias com dificuldade de compra estão atrás de boiadas para os primeiros dias da semana que vem, e ofertam, em média, R$143,00 por arroba à vista (livre de Funrural).  Mas alguns frigoríficos que trabalham com termo conseguiram garantir programações para o início da segunda quinzena de agosto e endurecem as negociações pedindo até dois reais a menos pela arroba.  E, por mais que o período de entressafra siga seu “instinto” diminuindo a disponibilidade de boiadas, comportamento alinhado também ao volume singelo do primeiro giro, o início do mês ainda não reverteu o cenário de enfraquecimento das vendas de carne, limitando o apetite das indústrias. Mas a demanda ainda pode trazer surpresas positivas. Com o dia dos pais, a volta às aulas e o recebimento dos salários, o consumo pode ser aquecido e assim é possível que o movimento de alta da arroba ganhe consistência nos próximos dias. Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba à vista

Araçatuba (SP): 143,00

Triângulo Mineiro (MG): 137,00

Goiânia (GO): 131,00

Dourados (MS): 134,50

Mato Grosso: 123,00 – 128,00

Marabá (PA): 125,00

Rio Grande do Sul (oeste): 4,80 (kg)

Paraná (noroeste): 143,00

Sul (TO) 128,00

SCOT CONSULTORIA

Importação de animais e de material genético no Mercosul tem novas regras

Normas visam dar maior segurança sanitária e facilitar o comércio entre países do bloco

Importação temporária de equídeos se torna possível com certificação única de internalização e retorno

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou normas para a importação dos países do Mercosul de equídeos (temporária e definitiva), de bovinos e bubalinos para reprodução, além de embriões bovinos, in vivo (do ventre da mãe) e in vitro e, de sêmen suíno. As cinco instruções normativas (34, 35, 36, 37 e 38) foram publicadas no Diário Oficial da União da quarta-feira (01), e trazem as exigências zoosanitárias a serem cumpridas pelos países do Bloco (Argentina, Paraguai, Uruguai) e associados. Os benefícios são proporcionar maior segurança sanitária e a facilitação do comércio. Entre as inovações trazidas para importação temporária de equídeos está a possibilidade de agregar em uma única certificação as regras para a internalização e o retorno de equinos para participarem em eventos sem finalidade reprodutiva, o que representa ganho em agilidade, sem perda de segurança sanitária. O Brasil é protagonista no comércio internacional de genética bovina, tanto na produção mundial de embriões bovinos “in vivo” quanto “in vitro (PIVE). No Mercosul, os requisitos zoossanitários protegiam apenas a importação de embriões bovinos in vitro. A partir de agora, estão ambos (in vivo e in vitro) protegidos, com o Brasil se beneficiando dessa atualização, já que é o maior produtor mundial e de referência no uso de PIVE em bovinos. Para o setor de suínos, a nova norma traz uma atualização dos requisitos zoossanitários para a importação de sêmen suíno congelado, cuja regra vigorava há mais de 15 anos. O país exportador deverá comprovar que o material genético está negativo para febre aftosa e para as principais doenças dos suínos.

MAPA

Queda nas cotações dos cortes bovinos no varejo

Diferente do atacado, os cortes bovinos fecharam esta semana em queda no varejo

Este comportamento já era esperado, já que o recebimento dos salários deverá acontecer somente nos próximos dias. Segundo levantamento da Scot Consultoria, houve desvalorização de 0,14% nos preços em São Paulo, de 0,18% em Minas Gerais, de 0,05% no Rio de Janeiro e de 1,56% no Paraná, frente a semana passada. Para os próximos dias a expectativa é de que a demanda melhore o que deverá colaborar para firmeza nas cotações.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Ibovespa fecha em alta ajudado por NY e petróleo; Ultrapar dispara

O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira, ajudado pela melhora nos pregões em Wall Street e avanço dos preços do petróleo, com Ultrapar chegando a disparar mais de 10 por cento após anúncio de dividendos e resultado trimestral

De acordo com dados preliminares, o principal índice de ações da B3 subiu 0,43 por cento, a 79.645,05 pontos. Na mínima, no começo do dia, o Ibovespa caiu 0,92 por cento. O volume financeiro do pregão somava 8,18 bilhões de reais.

Redação Reuters

Indústria recupera queda por greve e tem melhor desempenho da série histórica em junho, diz IBGE

A produção industrial brasileira registrou alta de 13,1 por cento em junho na comparação com o mês anterior, o melhor resultado da série histórica iniciada em 2002, superando os efeitos negativos provocados pela greve dos caminhoneiros no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção subiu 3,5 por cento. As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de alta de 14,1 por cento na variação mensal e de 4,55 por cento na base anual. “A conjuntura continua a mesma, mas houve produção maior para repor o descompasso da greve”, disse o economista André Macedo, gerente da pesquisa. “Não só eliminamos a perda como voltamos a um patamar superior ao de abril e se aproxima de dezembro do ano passado, quando a indústria vinha numa trajetória de crescimento”. O IBGE também revisou levemente para 11 por cento, ante 10,9 por cento, a queda da produção industrial de maio. A indústria fechou o segundo trimestre com queda de 2,5 por cento ante os primeiros três meses do ano e avançou 1,7 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com o IBGE. Os resultados, porém, não indicam uma nova tendência para o desempenho do setor de manufatura no Brasil, segundo Macedo. “O ambiente de incerteza econômica e política freia o ímpeto de investir e de consumir no Brasil e isso não pode ser desconsiderado”, assinalou o economista. Segundo o IBGE, dois destaques positivos em junho foram o crescimento de 47,1 por cento na produção de veículos automotores, reboques e carrocerias e de 19,4 por cento nos produtos alimentícios. Bebidas (33,6 por cento), e produtos de minerais não-metálicos (20,8%) também tiveram desempenho relevante.

Redação Reuters

Dólar fecha praticamente estável ante o real com exterior e cena política local

O dólar fechou a quinta-feira praticamente estável ante o real, após ir acima de 3,78 reais durante o pregão de olho no mercado internacional, onde predominaram temores de recrudescimento da guerra comercial entre Estados Unidos e China

Mas a pressão acabou perdendo força favorecida por fluxo pontual de recursos e também por alguma resiliência diante do cenário político doméstico. O dólar recuou 0,06 por cento, a 3,7566 reais na venda, depois de ter batido a máxima de 3,7828 reais no dia e 3,7521 reais na mínima. O dólar futuro avançava cerca de 0,25 por cento no final da tarde. “Havia expectativa de diálogo mais acelerado (entre EUA e China) e tudo indica que isso não vem acontecendo. Está sendo muito lento e de forma não equilibrada”, afirmou o analista da corretora Guide. O dólar também avançava ante moedas de países emergentes, como o peso chileno e o rand sul-africano. Internamente, no entanto, a valorização do dólar ante o real perdeu força no final da manhã, com fluxo pontual de recursos, que acabou deixando a moeda com pequenas oscilações até o final do pregão. O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 4,8 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando 480 milhões de dólares do total que vence em setembro. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá rolado o total que vence de 5,255 bilhões de dólares.

Redação Reuters

Preços globais dos alimentos caem 3,7% em julho na comparação com junho, diz FAO

Os preços dos alimentos caíram 3,7 por cento em julho em relação ao mês anterior, a maior queda mensal desde dezembro, com recuos em todos os tipos de produtos, informou a agência de alimentos da ONU na quinta-feira

O índice de preços de alimentos da Organização para Agricultura e Alimentação (FAO), que mede as variações mensais de uma cesta de cereais, oleaginosas, laticínios, carnes e açúcar, ficou em uma média de 168,8 pontos no mês passado, contra uma média revisada de 175,3 em junho. O número de junho foi dado anteriormente como 173,7. “O declínio em julho foi guiado por cotações de exportação mais fracas para trigo, milho e arroz”, disse a FAO. “Os preços internacionais do trigo foram, em geral, mais fracos durante a primeira metade do mês, mas as preocupações com as perspectivas de produção na UE e na Rússia começaram a elevar os valores das exportações no final do mês”, acrescentou. As maiores quedas individuais foram registradas no índice de preços de lácteos e no do açúcar. A FAO não forneceu nenhuma nova previsão para a produção de cereais em 2018. A próxima estimativa será em 6 de setembro.

Redação Reuters

EMPRESAS

Marfrig negocia fornecimento de carne à BRF e pode desbancar Minerva

A Minerva Foods, terceira maior empresa de carne bovina do Brasil, pode deixar de ser uma fornecedora relevante da matéria-prima usada pela BRF na produção de hambúrguer, apurou o Valor

A dona das marcas Sadia e Perdigão está negociando com a Marfrig Global Foods, segunda maior indústria de carne bovina do país, um contrato para o fornecimento de carne, segundo uma fonte a par do assunto. Ao acertar as bases do contrato com a Marfrig, a BRF ganhará flexibilidade para vender as ações que ainda tem na Minerva. Conforme o último formulário de referência disponível na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a BRF detém 6,8% das ações da Minerva. Considerando o atual nível da cotação das ações da Minerva, a participação da BRF na empresa paulista de carne bovina vale cerca de R$ 115 milhões. Os valores do contrato de fornecimento de carne bovina são pouco expressivos, na casa de R$ 200 milhões. O montante representa menos de 1,5% da receita líquida de R$ 15 bilhões projetada pela Minerva para este ano e cerca de 0,5% do faturamento da BRF. No passado, quando a BRF fornecia hambúrguer ao McDonad’s e a Minerva era menor, o contrato foi mais relevante, chegando a representar 4% das receitas da Minerva. A Minerva não é a única fornecedora de carne bovina para a BRF — ainda que seja a mais importante. A própria Marfrig já vende carne para a companhia. Além do hambúrguer, a BRF utiliza a carne bovina na produção de alimentos como lasanhas prontas e almôndegas. Com o fornecimento assegurado por meio da Marfrig, a BRF pode ganhar flexibilidade em relação ao acordo de acionistas vigente entre a VDQ Holding, veículo de investimentos da família Vilela de Queiroz (controladora da Minerva), e a BRF. O acordo pode ser desfeito pela VDQ caso a participação da BRF na Minerva se torne inferior a 6%. O acordo de fornecimento entre Minerva e BRF foi firmado em 2013, quando a última decidiu sair da produção de carne bovina e vendeu os dois frigoríficos de bovinos que tinha nas cidades de Várzea Grande e Mirassol D’Oeste, em Mato Grosso, para a Minerva.

VALOR ECONÔMICO

Marfrig recompra unidades de confinamento por R$ 95 milhões

A Marfrig recomprou unidades de confinamento de gado pertencentes ao casal de acionistas controladores Marcos Molina e Marcia Marçal dos Santos por R$ 95 milhões. O valor será ajustado pela variação de passivos e ativos a serem identificados em auditoria. A transação foi informada pela companhia à Comissão de Valores Mobiliários (CVM)

Ambos são controladores da MMS Participações, que opera a MFG Agropecuária, dona das unidades de confinamento. O pagamento aos dois será dividido em uma primeira parcela de R$ 10 milhões, a ser paga em 3 de outubro, e em mais nove parcelas trimestrais, sendo que o primeiro vencimento será em 3 de janeiro de 2020. A operação é garantida pelos próprios ativos objetos da transação e por uma nota promissória emitida pela Marfrig de valor correspondente ao total do saldo das obrigações. Segundo a companhia, o objetivo do investimento “está alinhado com seu plano estratégico” de “ampliação da capacidade de abate da Marfrig colocada em curso no último ano”, o que torna “necessário, por questões comerciais e de segurança alimentar, contar com estoque de matéria-prima (gado) em maior escala”. No ano passado, a Marfrig retomou o abate em frigoríficos que estavam parados, como Nova Xavantina (MT) e Paranaíba (MS), e arrendou outro em Pontes e Lacerda (MT). A companhia ainda afirmou que “o valor da operação está em linha e em consonância com o valor praticado pelo mercado, tendo em vista que grande parte dos ativos é composto por cabeças de gado, os quais têm seus valores públicos e devidamente referenciados pelo mercado, sendo certo que a precificação da operação seguiu todos estes parâmetros”.

VALOR ECONÔMICO

Acordo de parceria vai desenvolver mercado de carne sustentável

Pecuária representa 6.8% de todo o PIB brasileiro. Com o objetivo de fomentar a adoção de práticas mais sustentáveis na pecuária, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Marfrig Global Foods estão estabelecendo uma aliança estratégica para fortalecer a agregação de valor à carne bovina brasileira. A expectativa é que o programa esteja no mercado em 2019.

A parceria envolve os conceitos produtivos Carne Carbono Neutro (CCN) e Carne de Baixo Carbono (CBC), desenvolvidos pela Embrapa para certificação de carnes produzidas em sistemas que neutralizam ou reduzem a emissão de metano emitido pelos animais. A iniciativa fortalece tanto o mercado interno, como a exportação de carnes, principalmente para mercados mais exigentes, diferenciando o produto brasileiro em negociações de barreiras não-tarifárias relacionadas às questões de sustentabilidade. “Por meio desta parceria, serão desenvolvidas ações para posicionar a carne brasileira em novo patamar de percepção de valor nos mercados nacional e internacional, cada vez mais demandantes de práticas sustentáveis de produção, desde o bem-estar animal até sistemas integrados que contribuem com a redução dos gases de efeito estufa”, destaca Cleber Soares, Diretor de Inovação e Tecnologia da Embrapa. “A Marfrig reforça, por meio da parceria com a Embrapa, seu pilar estratégico da sustentabilidade. Incentivando a produção sustentável e levando ao consumidor uma carne de qualidade com garantia de origem e redução de gases do efeito estufa, afirma Martín Secco, CEO da Marfrig Global Foods. O pesquisador Roberto Giolo de Almeida, da Embrapa Gado de Corte, explica ainda que a carne carbono neutro (CCN) é produzida em sistemas integrados com a presença de árvores plantadas, que são responsáveis pelo sequestro de carbono e possibilitam a neutralização da emissão de metano dos animais em pastejo, além de proporcionar conforto térmico ao gado. A carne de baixo carbono, por sua vez, pode ser produzida em sistemas integrados ou não, com pastagens sem a presença de árvores, e a partir de um manejo adequado do pasto estoca carbono no solo, o que permite reduzir ou mitigar as emissões dos animais.

EMBRAPA

FRANGOS & SUÍNOS

Reação do consumo de carne suína no inverno está tímida, diz ABCS

O aumento sazonal na demanda doméstica por carne suína durante o inverno não ocorreu na mesma intensidade neste ano, em meio aos impactos da redução das exportações do produto e prolongamento da crise econômica no país, disse o Presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, à CarneTec

“A reação que se esperava, histórica, no inverno foi tímida e durou poucas semanas, muito mais relacionada à acomodação do mercado de frango após a greve dos caminhoneiros e menos a questões específicas da cadeia de suínos”, disse Lopes na quarta-feira (02). “A retomada do mercado russo, suspenso desde novembro de 2017, seria a válvula de escape para a recuperação dos preços ao produtor.” O governo brasileiro e a agroindústria de carne suína esperam que a Rússia possa reabrir o seu mercado a qualquer momento, após cumprir as exigências daquele país em maio. Essa reabertura colaboraria para reduzir a oferta interna de carne suína e aumentar a receita de exportação do setor, que caiu 30,4% no primeiro semestre. “Historicamente, o segundo semestre é o período de alta de preço da carne suína, em função dos festejos de final de ano. Porém, as agroindústrias estão com estoques elevados de produto acabado que continuarão inundando o varejo e puxando os preços para baixo”, disse Lopes. “Se não houver uma reversão positiva nos volumes exportados, o mercado interno não será suficiente para elevar os preços a patamares que determinem margem positiva ao produtor, especialmente porque os custos de produção, relacionados ao preço dos grãos, continuam elevados.”

CARNETEC

SUÍNOS/CEPEA: Em SP, preço do vivo recua 10% em julho

Preços do suíno vivo tiveram quedas consecutivas em julho, conforme indicam dados do Cepea

Os preços do suíno vivo tiveram quedas consecutivas em julho, conforme indicam dados do Cepea. Nem mesmo na primeira quinzena, período em que geralmente a demanda aquecida eleva os valores, os preços se sustentaram. O motivo da desvalorização é a menor demanda por parte de frigoríficos, que reduzem o ritmo de aquisição de novos lotes diante da fraca procura na ponta final.Na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o preço médio do suíno vivo foi de R$ 3,16/kg em julho, baixa de 9,9% frente a junho e de 14,8% na comparação com julho/17. No Oeste Catarinense, o preço médio do animal foi de R$ 2,98/kg, recuo de 2,9% em relação a junho/18 e de 11,4% frente a julho/17.

CEPEA/ESALQ

Preços do suíno caíram 10,5% nas granjas e 14,9% no atacado em julho

O mercado de suínos fechou julho em queda. Na média do mês, os preços na granja recuaram 10,5% frente a média de junho

No atacado, em igual comparação a queda foi de 14,9%. A demanda ruim foi o principal motivo das desvalorizações. Mesmo com o início do novo mês as cotações ainda não ganharam fôlego. Nas granjas paulistas o cevado está sendo negociado, em média, em R$59,00/@, estabilidade em relação à semana anterior. No atacado, a carcaça segue cotada em R$4,50/kg. Os compradores estão cautelosos diante do consumo fraco. Em função disso, seguem adquirindo apenas o necessário a fim de não acumularem estoques. Apesar do cenário de pouca movimentação, o setor aguarda um aquecimento nos negócios nos próximos dias, com a entrada dos salários.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

China está “totalmente preparada” para retaliar EUA, diz governo

A China reagiu na quinta-feira ao anúncio de que o governo Donald Trump está propondo tarifas de 25%, em vez de 10%, sobre mais US$ 200 bilhões em produtos chineses. Assim como havia feito na quarta-feira, Pequim comentou que não cederá à pressão da Casa Branca

“A China está totalmente preparada e terá que retaliar para defender a dignidade nacional e os interesses do povo”, disse o ministério do Comércio chinês em comunicado. As autoridades comerciais de Pequim, no entanto, não especificaram como vão retaliar, já que a China importa muito menos produtos americanos do que os EUA importam em produtos chineses. Em 2017, as importações de produtos chineses aos EUA somaram US$ 505,4 bilhões, enquanto a China importou US$ 129,8 bilhões em produtos americanos – déficit comercial de US$ 375,5 bilhões para os EUA em 2017. Contudo, a China pode atrasar licenças, fusões e aprovações de aquisições de empresas americanas que aperam no país, além de poder aumentar as inspeções de produtos dos EUA nos portos. O Ministério do Comércio disse que o real propósito das tarifas dos EUA é restringir o desenvolvimento pacífico da China, e não, como diz Trump, retaliar as práticas comerciais injustas de Pequim que impedem abertura comercial entre os dois países. A Pasta também chamou a atenção para o que considera ser uma estratégia conflitante dos EUA, que ameaça impor tarifas mais altas ao mesmo tempo que busca retomar a negociação para conter a guerra comercial. Essa estratégia, disse Pequim, “não funciona com a China”. A China também depende do comércio internacional mais do que os EUA. Em seu comunicado, entretanto, o Ministério de Comércio chinês disse que a China pode alcançar um crescimento econômico de “alta qualidade”, apesar do pedágio provocado pelas tarifas: “A China sempre mantém a crença de que coisas ruins podem ser transformadas em coisas boas.

VALOR ECONÔMICO

Vendas de carne bovina dos EUA crescem 244% na semana

Foram 16,2 mil toneladas para entrega em 2018

Os Estados Unidos venderam 16,2 mil toneladas de carne bovina para entrega em 2018 na semana encerrada em 26 de julho, informou nesta quinta-feira (2/7) o Departamento de Agricultura do país (USDA). O volume representa alta de 244% em relação à semana anterior e de 36% na comparação com a média das quatro semanas anteriores. Os principais compradores foram Japão (6,5 mil t), Hong Kong (2,7 mil t), Coreia do Sul (2,0 mil t), México (1,7 mil t) e Canadá (1,2 mil t). Para 2019, foram vendidas 1,4 mil toneladas para o México. Os embarques ao exterior somaram 18,8 mil toneladas, aumento de 5% ante a semana anterior e em relação à média das últimas quatro semanas. Os principais destinos foram Japão (7,2 mil t), Coreia do Sul (4,9 mil t), México (1,8 mil t), Taiwan (1,4 mil t) e Hong Kong (1,2 mil t).

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