CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 806 DE 01 DE AGOSTO DE 2018

abra

Ano 4 | nº 806 | 01 de agosto de 2018

 

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Rússia: exportação de carne bovina brasileira deve ser retomada

De acordo com Paulo Mustefaga, Assessor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), apesar de as negociações já estarem concluídas, o Brasil ainda precisa adotar algumas medidas técnicas para suprir as necessidades da Rússia

A exportação de carne bovina brasileira para a Rússia deve ser retomada, após um embargo decretado no final de 2017. Na época, o motivo alegado pelas entidades russas para a proibição seria a presença de ractopamina – substância proibida no país, destinada a estimular o metabolismo do animal e aumentar proporção de carne magra. O setor de pecuária de corte afirma que o Brasil já cumpriu as exigências de controle da substância, e deve oferecer vantagens comerciais aos russos para suspensão do embargo. Antes da proibição, a Rússia era responsável pela compra de 10% da carne bovina brasileira exportada. A possível retomada do mercado representa um aumento da demanda, que já é dada como certa pelo setor após uma missão internacional brasileira e sinalizações positivas das autoridades russas. Segundo o presidente da Comissão de Pecuária de Corte da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Maurício Velloso, o sobrinho do presidente da Rússia já teria demonstrado interesse em retomar o comércio com o Brasil. De acordo com Paulo Mustefaga, assessor de relações institucionais da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), apesar de as negociações já estarem concluídas, o Brasil ainda precisa adotar algumas medidas técnicas para suprir as necessidades da Rússia. “Falta ainda a definição das plantas que vão exportar para a Rússia. As exigências que os russos vão fazer para reabilitar as plantas suspensas também precisam ser definidas. Mas, sem dúvida, é um volume muito expressivo e significativo, que vai ter um impacto para a rentabilidade da pecuária brasileira este ano”, afirma Mustefaga.

CANAL RURAL

NOTÍCIAS

Pela primeira vez, cresce número de cabeças de gado por hectare

Pela primeira vez desde o início do recenseamento agropecuário realizado pelo IBGE, em 1920, a área dedicada a pastagens diminuiu. Isso levou a um adensamento da criação de bovinos, aumentando o número de cabeças por hectare também pela primeira vez desde o início do levantamento

O censo anterior datava de 2006. Em 11 anos, cerca de 23 milhões de hectares deixaram de ser pasto. No ano passado, a área dedicada a pastagens era de 149,670 milhões de hectares, 13% de retração ante 2006. De 2006 a 2017, a quantidade de cabeças caiu 2,4% e alcançou 171,858 milhões. O recorde foi registrado em 2006, quando o país tinha 176,148 milhões de cabeças de gado bovino. Houve um ligeiro aumento no número de cabeças de bovinos por hectare de pastagem, de 1,1 em 2006 – menor índice da série histórica – para 1,15 no ano passado. Ainda assim, trata-se de uma produtividade considerada baixa. As pastagens passaram a ocupar área menor do que em 2006 em todas as regiões. A região Nordeste foi onde elas mais perderam espaço. Mais de 8,5 milhões de hectares deixaram de servir para a alimentação de animais na região. As regiões onde as pastagens menos perderam espaço foram no Norte e no Centro-Oeste. As pastagens da região Norte ocupavam 31,295 milhões de hectares no ano passado — o equivalente a cerca de 6% da área ocupada pela floresta amazônica. Em relação a 2006, a retração foi de 1,3 milhão de hectares. O índice de adensamento dos animais era de 1,14 cabeças por hectare. No Centro-Oeste, que abriga cerca de um terço da área de pasto do país (36%) e das cabeças de gado (35%), perdeu 2,9 milhões de hectares de pastagens nesses 11 anos, ocupando 53,9 milhões de hectares em 2017. Os melhores índices de adensamento dos bovinos estão na região Sul, onde havia no ano passado em média 1,63 cabeças por hectare de pasto, e no Sudeste, com 1,22 cabeças por hectare. As duas regiões contribuíram para uma retração de quase 10 milhões de hectares de pastagens nesses 11 anos, e juntas somavam 40,3 milhões de hectares de pastagens.

VALOR ECONÔMICO

Mercado do boi gordo com baixa movimentação, mas preços seguem firmes

O mês de julho se encerrou com alta na maioria das praças pesquisadas pela Scot Consultoria

Destaque para o Norte de Tocantins e para as praças de Três Lagoas-MS e Dourados-MS, que tiveram alta de 5,0%, 4,0% e 3,9%, respectivamente, no decorrer dos últimos 30 dias. Apesar da demanda vigente baixa, o período de início de mês colabora para que as indústrias sigam ofertando preços firmes a fim de reabastecer os estoques, uma vez que o consumo deve melhorar com o recebimento dos salários. No mercado externo, após redução de 45,7% no volume de carne bovina in natura exportada em junho em relação ao mesmo período do ano passado, a expectativa é de alta de 26,3% em julho. Vale destacar, que as exportações colaboram para escoamento da produção.

SCOT CONSULTORIA

Relação de troca melhorou em Minas Gerais em julho, na comparação mensal

Na relação de troca com bezerros (média das duas categorias, bezerro desmama de 6@ e bezerro de ano, com 7,5@), o poder de compra do recriador caiu 3,4% desde o início do ano. O mesmo aconteceu com as categorias mais eradas (garrote de 9,5@ e boi magro de 12@), para os quais a queda foi de 4,4% frente a janeiro

Na comparação mensal, a média de preço de todas as categorias de reposição teve aumento de 1,0%, puxada principalmente pelas categorias mais novas, com incremento de 1,6% em média. Já para as categorias mais eradas o aumento foi de 0,3%. Porém, em igual comparação o aumento da arroba do boi gordo foi maior, com 2,9% em julho frente a junho, o que melhorou o poder de compra do invernista frente ao mês anterior. Já é percebido um cenário de menor demanda por animais mais jovens e isso pode levar a perda de força nos preços dessas categorias nas próximas semanas.

SCOT CONSULTORIA

Demanda em alta mantém o preço do sebo bovino sustentado

Diferentemente do mercado do couro verde, o mercado de sebo bovino segue sustentado, com preços andando de lado, porém, firmes

No Brasil Central, segundo levantamento da Scot Consultoria, as ofertas de compra giram em torno de R$2,10/kg, livre de imposto, entretanto, há negócios ocorrendo até R$0,10/kg acima da referência. Já no Rio Grande do Sul, a oferta regulada à demanda também mantém os preços andando de lado, em R$2,25/kg.

SCOT CONSULTORIA

CNA reúne Grupo Técnico de Sanidade Animal

O Grupo Técnico de Sanidade Animal da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) debateu na terça (31) uma proposta de seguro sanitário para a Febre Aftosa, as etapas do Plano Nacional de Erradicação da doença no Brasil e um plano emergencial de controle na Venezuela

“Temos notado uma diminuição no volume de notificações de suspeitas da doença nos serviços de defesa. Isso é reflexo da melhoria na condição sanitária brasileira. Caso o produtor tenha algum episódio da doença na propriedade, o seguro sanitário dará a ele a garantia de que não terá prejuízos ao notificar a enfermidade”, afirmou Decio Coutinho, coordenador do Grupo Técnico. Outro item da pauta foram as próximas etapas do Plano Nacional de Erradicação da Febre Aftosa. De outubro de 2017 até o final do mês de junho deste ano, os cinco blocos que compõem o Plano realizaram a primeira reunião onde avaliaram a disposição dos governos estaduais em participar da iniciativa e garantir recursos para o cumprimento das próximas etapas.  “A partir de agora vamos elencar quais ações serão desenvolvidas pelo setor privado nos estados que compõem os blocos. Essas ações precisam ser rapidamente retomadas para que o cronograma de retirada da vacinação em cada bloco seja cumprido”, ressaltou Coutinho. Em relação à criação de um plano emergencial de controle da aftosa na Venezuela, único país do continente americano que não está livre da doença, Coutinho explica que é um esforço que as nações estão fazendo para dar condições ao país de implantar um plano de erradicação. “Brasil e Colômbia têm fronteira com a Venezuela e querem que esse plano seja implantado o mais breve possível. A boa notícia é que pela primeira vez o governo venezuelano aceitou sentar à mesa e receber uma missão do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa.”

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

ECONOMIA

Dólar acumula queda de 3,16% sobre o real em julho e interrompe 5 meses seguidos de alta

O dólar fechou em alta ante o real na terça-feira, pelo segundo pregão consecutivo, mas conseguiu garantir em julho sua primeira queda mensal desde janeiro graças a um ambiente um pouco mais tranquilo tanto no exterior e quanto na cena eleitoral no Brasil

O dólar avançou 0,66 por cento, a 3,7548 reais na venda, encerrando julho em queda de 3,16 por cento, a primeira baixa mensal desde janeiro, quando a desvalorização acumulada foi de 4,05 por cento. No acumulado de 2018, no entanto, o dólar tem forte alta de 13,29 por cento sobre o real. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,60 por cento no final da tarde. Para agosto, entretanto, com a definição dos candidatos à Presidência, coligações e a campanha ganhando tração, a expectativa é de que a cautela volte a ganhar força e a volatilidade retome mais intensamente ao mercado. “Não dá para prever o dólar no próximo mês, mas não vejo a moeda acima de 4 reais. O Banco Central tem armas para conter alta, temos fluxo, reservas, não tem sentido subir tanto”, afirmou o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues. A alta do dólar nesta sessão sofreu principalmente influência externa, em meio à expectativa pelo desfecho do encontro de política monetária do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, no dia seguinte. O Fed deve manter as taxas de juros agora, mas o sólido crescimento econômico combinado com inflação em elevação deve mantê-las no caminho de dois novos aumentos neste ano. O banco central dos EUA elevou as taxas em março e junho, e investidores esperam elevações adicionais em setembro e dezembro.

Redação Reuters

Ibovespa recua com resultados fracos, mas sobe quase 9% no mês

O Ibovespa fechou em queda na terça-feira, com as ações da Cielo e do Itaú Unibanco entre as maiores quedas após resultados trimestrais fracos, mas subiu quase 9 por cento em julho, mês marcado pela volta dos investidores estrangeiros e relativa melhora nas expectativas relacionadas ao cenário eleitoral

O principal índice de ações da B3 caiu 1,31 por cento, a 79.220,43 pontos. O volume financeiro somou 9,5 bilhões de reais. Profissionais da área de renda variável também não descartaram para a queda na sessão algum movimento de realização de lucros diante do encerramento do mês, guiado particularmente pelo setor bancário, principal peso negativo no Ibovespa nesta sessão, com as ações valorizando-se mais de dois dígitos no acumulado de julho. No mês, contudo, o Ibovespa acumulou alta de 8,75 por cento, após desempenho negativo nos dois meses anteriores. Foi a segunda maior alta mensal em 2018, atrás apenas do mês de janeiro, quando subiu 11,14 por cento. No ano, o índice contabiliza variação positiva de 3,57 por cento.

A performance mensal encontrou algum suporte na entrada de capital externo no segmento Bovespa, que registrava saldo positivo de 4,2 bilhões de reais no mês até o dia 27. No ano, porém, há ainda saída líquida de 5,7 bilhões de reais.

Redação Reuters

Desemprego no Brasil cai no 2º tri, mas com aumento de informalidade e desalento, mostra IBGE

A taxa de desemprego no Brasil recuou a 12,4 por cento no segundo trimestre, a terceira queda seguida, mas ainda marcada pelo aumento das ocupações informais e contínuo desalento das pessoas, em meio a um cenário de atividade econômica que vem perdendo ímpeto, mostrou a Pnad Contínua divulgada na terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

No trimestre encerrado em maio, a taxa de desemprego estava em 12,7 por cento, segundo dados do IBGE. Ainda com a queda, o Brasil fechou o trimestre passado com quase 13 milhões de pessoas sem uma colocação. No mesmo período do ano passado, o desemprego havia sido de 13 por cento. “Quem entra no mercado de trabalho hoje no Brasil é via informalidade. Ao se somar todas as parcelas informais, podemos dizer que cerca de 40 por cento da mão de obra hoje do mercado é informal. E isso vem só aumentando”, disse à Reuters, Cimar Azeredo, Coordenador da pesquisa do IBGE. Os trabalhadores brasileiros continuaram mostrando forte desânimo, desistindo de procurar recolocação, com 65,642 milhões de pessoas fora da força de trabalho, contra 64,868 milhões no trimestre até maio. Neste grupo entram os trabalhadores que desistiram de procurar uma colocação. O número de desempregados no período alcançou 12,966 milhões, contra 13,413 milhões nos três meses até maio e 13,486 milhões no mesmo período de 2017. Já o número de pessoas ocupadas em junho chegou a 91,237 milhões, frente a 90,236 milhões um ano antes. Neste cenário, o emprego formal continuou se deteriorando no segundo trimestre, somando 32,834 milhões de pessoas com carteira assinada, contra 33,331 milhões um ano antes, e marcando o menor volume deste no início da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012. A pesquisa mostrou ainda que o rendimento médio do trabalhador chegou a 2.198 reais no trimestre passado, frente a 2.174 mil reais no mesmo período de 2017.

Redação Reuters

EMPRESAS

Após acordo com BB, BRF já refinanciou R$4,3 bi em dívidas com bancos

A empresa de alimentos BRF informou na terça-feira que seu conselho de administração aprovou no último dia 20 uma proposta de seu credor Banco do Brasil para reestruturar um financiamento de 3,225 bilhões de reais

Segundo comunicado, a proposta envolve uma rolagem de dívida e novas captações para prazos de até três anos. No começo de julho, a empresa havia anunciado acordo de refinanciamento de cerca de 1,1 bilhão de reais com o Bradesco. Com os acordos, a BRF refinanciou 4,3 bilhões de reais, incluindo a maior parte dos vencimentos deste ano e boa parte do que teria que pagar em 2019. A ação da BRF fechou esta terça-feira em queda de 1 por cento, mas ainda assim acumulou ganho de 25 por cento em julho, ante alta de 8,9 por cento do Ibovespa no período.

Redação Reuters

Elevação de ratings da JBS depende de resultados de investigações, diz Fitch

A Fitch Ratings poderá elevar a nota de crédito da JBS S.A. se nenhuma multa significativa for aplicada à companhia após a conclusão de investigações envolvendo a empresa e seus controladores, disse à agência de classificação de risco na terça-feira (31)

A eventual elevação dos ratings também dependerá da apresentação de métricas de crédito robustas e sustentáveis pela companhia. “O rating está limitado pela incerteza em torno das investigações envolvendo a empresa e os seus acionistas”, disse o diretor da Fitch, Johnny da Silva, em nota. A JBS enfrenta investigações relacionadas à delação premiada de seus controladores e executivos a procuradores no ano passado, em que confessaram pagamento de propina a políticos brasileiros. Há ainda outras investigações envolvendo o grupo em andamento na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A Fitch avalia que a processadora de carnes tem flexibilidade financeira para suportar potenciais multas, mas que uma atualização positiva no rating da empresa só será possível se a JBS mantiver endividamento medido por dívida líquida/EBITDA abaixo de 3 vezes, de forma sustentada. Silva espera que a divisão de carne bovina da JBS no Brasil se recupere gradualmente em 2019, impactada pelo ciclo positivo na produção de gado e recuperação da economia. A divisão de carne bovina da JBS nos Estados Unidos conta com boa oferta de gado e crescente demanda por proteína, apesar de alguma pressão de exportação. A diversificação geográfica e de produção de proteínas da JBS reduz os riscos sanitários e eventuais suspensões de exportação, segundo a Fitch.

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

Frango congelado entre maiores altas de preços nos supermercados em junho

O preço do frango congelado subiu 8,13% em junho, na comparação com maio, a terceira maior alta entre 35 produtos de alto consumo nos supermercados brasileiros consolidados na cesta Abrasmercado, informou a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) na terça-feira (31)

De janeiro a junho, o preço do frango congelado caiu 0,16% e, nos últimos 12 meses, a queda foi de 0,36%. O preço da carne de frango neste ano tem sido pressionado por baixa demanda interna e redução das compras por países importadores, diante de suspensões da União Europeia, sobretaxação de importação pela China e diminuição das compras pela Arábia Saudita. A carne bovina dianteira, que também compõe a cesta Abrasmercado, acumulou queda de 0,14% no ano até junho e de 4,81% nos últimos 12 meses. Já o preço da carne bovina traseira caiu 4,7% no ano e 2,36% nos últimos 12 meses. O preço do pernil suíno subiu 1,49% no acumulado do ano até junho e caiu 3,47% nos últimos 12 meses. A amostra considerada para os índices de preços da Abrasmercado contempla 325 supermercados em todas as regiões do país. A greve dos caminhoneiros ocorrida em maio impactou as vendas nos supermercados brasileiros em junho, com queda de 0,7% em relação ao mês anterior, de acordo com o Índice Nacional de Vendas Abras. Na comparação com junho do ano passado, houve alta de 3,37% nas vendas dos supermercados. No primeiro semestre do ano, o setor supermercadista acumulou crescimento real de 2% nas vendas. A Abras reduziu a previsão de alta nas vendas de supermercados em 2018 de 3% para 2,53%, tendo como base a queda na previsão do Produto Interno Bruto (PIB) anual, a alta da inflação nos últimos 12 meses, o reflexo da paralisação dos caminhoneiros, a alta do dólar e a queda na produção industrial. Em 2017, as vendas do setor cresceram 1,25%.

CARNETEC

Frango Vivo: cotações terminam o mês estáveis

Na terça-feira (31), as cotações do frango vivo tiveram mais um dia de estabilidade nas principais praças do país, sendo a maior cotação anotada em São Paulo, a R$3,00/kg

O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo trouxe estabilidade para o frango na granja, a R$3,00/kg, enquanto o frango no atacado teve alta de 0,86%, a R$3,50/kg.

Os valores do milho, um dos principais insumos do setor, continuam altos no mercado interno, de acordo com a análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP. Os vendedores, no entanto, estão retraídos nas negociações, o que ajuda a elevar ainda mais as cotações.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

Suíno Vivo: queda de -8,71% em SC

Na terça-feira (31), o preço do suíno vivo teve alteração apenas em Santa Catarina, com queda de -8,71% na referência, definida em R$2,83/kg. As demais cotações permanecem estáveis

O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente a ontem (30), trouxe um cenário misto, sendo a maior variação a alta de 1,35% no Paraná, a R$3,00/kg. Ao definir pela manutenção das referências nesta semana, a Bolsa de Suínos de São Paulo ressaltou que os produtores precisam de novos ajustes nos preços, já que o custo de produção segue em alta. Para o presidente da Associação Paulista dos Criadores de Suínos (APCS) e da Bolsa de Suínos de São Paulo, Valdomiro Ferreira Júnior, o preço ideal está longe de ser atingido.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

INTERNACIONAL

Argentina impulsionou exportações de carne bovina do Mercosul

As exportações de carne bovina dos países do Mercosul fecharam os primeiros seis meses do ano com cerca de 970 mil toneladas de peso de embarque, um aumento de 6% em relação ao mesmo período de 2017, de acordo com Rafael Tardáguila, Diretor da Tardáguila Agromercados

Com exceção do Paraguai, os demais países (Argentina, Brasil e Uruguai) aumentaram os volumes comercializados para os mercados, com um “aumento muito importante” da Argentina, de cerca de 48%, com 142 mil toneladas vendidas, disse o analista. Com os volumes que se destacam, o país presidido por Mauricio Macri passou a ocupar, depois de muitos anos na base da escada, a terceira posição como maior fornecedor de carne do bloco sul-americano. “Devido à sua evolução, é possível que no final do ano também ultrapasse o Uruguai e fique em segundo lugar, abaixo do Brasil”, destacou Tardáguila. A China é o destino mais importante para a carne do Mercosul, com o Paraguai sendo o único que não vende diretamente a esse mercado, mas entra pelo canal cinza (Vietnã ou Hong Kong). O valor médio das exportações aumentou em “ritmo moderado” e ficou em US $ 4.590 por tonelada de peso embarcado, alta de 2,4% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Tardáguila disse que a tonelada de carne uruguaia foi avaliada em 6% e fechou a um preço de US $ 5.116. A tonelada paraguaia se valorizou em 3% e a brasileira em 1%. Enquanto a Argentina, que se destacou por um aumento significativo nos volumes de exportação, experimentou um ajuste de baixa de 7%.  Comercializou uma proporção menor de cortes finos, no entanto continua como o preço mais alto da região”, disse.

El País Digital

Produção de carne aumentou na Austrália em 2018, mas ainda não é suficiente

As condições de seca persistentes levaram a uma revisão para baixo das previsões de peso de carcaças de gado pela Meat and Livestock Austrália (MLA)

A média nacional de peso de carcaça adulto prevista para 2018 é agora de 292 quilos por cabeça. No entanto, a revisão para cima do abate mais do que supera a queda nos pesos, com a produção de carne bovina devendo aumentar em 7 por cento este ano. A oferta extra pressionou os preços, particularmente para os bovinos jovens, mas analistas do MLA e dos grandes bancos dizem que as quedas poderiam ter sido muito piores se não fosse a forte demanda dos mercados internacionais. As exportações australianas de carne bovina subiram 13% no acumulado do ano, com os principais mercados, como Japão, Coreia e China, registrando crescimento de dois dígitos. O chefe do MLA, Richard Norton, acaba de voltar da Coreia do Sul e do Japão e informou que “a conversa foi toda sobre a oferta”. “A maior preocupação deles é o tamanho do nosso rebanho. Infelizmente, a seca atual vai nos levar de volta aos números de fêmeas e prejudicar nossa capacidade de suprir nossos mercados tradicionais”, disse Norton. A discussão sobre a indústria deve se afastar dos vegetarianos e das carnes cultivadas, porque a maior preocupação é que os competidores globais assumem participação de mercado devido à capacidade limitada da Austrália de fornecer produtos no momento, disse ele.

FarmOnline

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

abrafrigo

Leave Comment