
Ano 4 | nº 798 | 20 de julho de 2018
NOTÍCIAS
Exportação de carne bovina pode ter recorde em julho, consumo interno lento
As exportações brasileiras de carne bovina poderão registrar um resultado recorde em julho, ultrapassando 150 mil toneladas, se o ritmo atual dos embarques se mantiver até o fim do mês, segundo cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) divulgados na quinta-feira (19)
Até a segunda semana de julho, o Brasil exportou 73,2 mil toneladas do produto, superando as 54,4 mil toneladas embarcadas em junho, quando o setor ainda sofreu reflexos da greve dos caminhoneiros em maio. Isso representa uma média de 7,3 mil toneladas de carne bovina por dia até a segunda semana de julho, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços compilados pelo Cepea. A forte alta nas exportações pode estar atrelada à greve dos caminhoneiros no final de maio, que impediu que muitos caminhões chegassem aos portos, atrasando o escoamento das cargas para os meses subsequentes, escreveram pesquisadores do Cepea em nota. Já no mercado interno, a demanda pela proteína bovina está fraca, segundo o Cepea. Os preços de proteína animal subiram após a greve dos caminhoneiros em maio e junho, reduzindo a atratividade do produto para os consumidores. O dispêndio dos consumidores no município de São Paulo com carnes subiu 7,79% em junho, ante maio, refletindo essa alta nos preços, segundo índice calculado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA). O acém foi um dos itens com maior alta, de 5,76%. Apesar dessa alta, o índice de preços de carnes do IEA em São Paulo subiu apenas 0,02% no acumulado do primeiro semestre, inferior à inflação de 1,23% medida no período.
CARNETEC
Escoamento lento da carne bovina
No fechamento desta quinta-feira (19/7) não foi registrada variação na cotação da arroba do boi gordo
A oferta de boiadas está regular e as escalas de abate atendem cinco dias. O escoamento da carne, que está lento, permite às indústrias trabalharem com estoques enxutos. Houve frigoríficos que não abriram negócios neste dia a fim de regular os estoques. No mercado atacadista de carne bovina com osso, refletindo o menor consumo sazonal de segundas quinzenas de mês, as cotações caíram 0,5% frente ao levantamento de quarta-feira (18/7). A carcaça de bovinos castrados ficou cotada em R$9,20/kg.
SCOT CONSULTORIA
Fatores que podem ditar o rumo do boi gordo no segundo semestre (ENTREVISTA)
Sidnei Maschio: Hyberville, as quatro partidas que o Brasil jogou na copa do mundo fizeram alguma diferença no consumo de carne aqui no mercado interno conforme o pessoal estava esperando antes?
Hyberville Neto: Sidnei, não deixa de ter tido seu efeito positivo sim. O que nós observamos é que apesar dessas melhorias pontuais, dessa maior movimentação nesses momentos de jogos, nós ainda temos o consumo como limitante a altas mais importantes da arroba. A oferta de boiadas está bem limitada e o consumo tem segurado o mercado frente a altas mais fortes, mas de maneira geral, nós temos o mercado positivo, inclusive com valorizações, comedidas e compassadas, mas tem sido observada sim.
Sidnei Maschio: Agora, este ano Hyberville, as eleições vão ter regras um pouquinho mais duras e um controle talvez um pouco maior do que de costume, do dinheiro que a política vai movimentar. Assim mesmo dá para apostar que ela vai ajudar o consumo em geral e de carne de maneira especial?
Hyberville Neto: Sidnei, nós acreditamos que vai haver esse efeito sim, as eleições estão um pouco mais tímidas devido às reformas que ocorreram, devido a Lava Jato e todos do mundo da política com receio adicional, o que é bom, mas ainda assim o dinheiro a mais com as eleições acaba colaborando um pouco com um fluxo de renda, fluxo de dinheiro na praça e isso, em parte, é convertido em consumo.
SCOT CONSULTORIA
Ministro Interino Eumar Novacki garante força tarefa para preservar status sanitário de SC
Preocupação no estado é com o forte intercâmbio do agronegócio com países fronteiriços com estados vizinhos.O Ministro interino, Eumar Novacki, recebeu ontem, (19), na sede do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o governador de Santa Catarina, Eduardo Pinho Moreira, que pediu que o ministério dê especial atenção às necessidades aduaneiras e de cuidados sanitários no estado sulista
Pinho demandou que o MAPA dê celeridade aos despachos aduaneiros em Santa Catarina, no trecho em que o estado faz fronteira com a Argentina, para escoar as compras de milho daquele país e principalmente do Paraguai. E que Santa Catarina não corra o risco de perder o status de Zona Livre de Febre Aftosa sem vacinação, que o estado conquistou em 2007, em função de eventuais problemas com a doença com estados vizinhos. Novacki disse que uma força tarefa será montada na zona aduaneira de Santa Catarina, próxima a Argentina e ao Paraguai, dentro da estratégia do ministério de atender casos emergenciais para dar agilidade à fiscalização. Novacki assegurou, também, que Santa Catarina não corre risco de perder a certificação de Zona Livre de Febre Aftosa sem vacinação. O Diretor do Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária do MAPA, Guilherme Marques, lembrou ao governador e comitiva que os estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, deverão retirar a vacina contra a febre aftosa até 2021. E que o certificado de Santa Catarina, como estado livre da aftosa sem vacinação, está depositado na OIE (Organização Internacional de Saúde Animal) desde 2007. “Por isso, mesmo que, eventualmente, ocorra um foco da doença em estado vizinho, Santa Catarina estaria protegida pelo fato de já deter tal certificação”.
MAPA
Desde o começo deste mês o mercado de reposição tem ganhado fôlego.
Mercado de reposição: cotações ganhando firmeza. Já são duas semanas seguidas de sustentação das referências e na primeira quinzena de julho os preços tiveram valorizações de 0,6%
Esse movimento pode nos indicar que há indícios de reversão do cenário de quedas observado em junho, quando, na média de todos os estados e categorias de animais de reposição, os preços cederam 0,5%. Contudo, as recentes quedas no mercado futuro do boi gordo trouxeram incertezas e geraram demanda mais contida por categorias mais eradas nos últimos dias. Com as simulações apontando menor atratividade para atividade de engorda em confinamento, o início do segundo giro pode ser adiado, limitando as movimentações no mercado de reposição nos próximos dias. Por fim, com a demanda enfraquecida, o fator que determinará se haverá espaço para recuos das cotações é o custo de retenção dos animais durante o período da seca. Vale destacar que em algumas regiões como no Sul do Tocantins e Norte de Goiás a estiagem já dura 90 dias.
NOTÍCIAS AGRÍCOLAS
ECONOMIA
Após subir mais de 1%, dólar fecha estável ante o real com cena eleitoral
Depois de subir mais de 1 por cento e encostar em 3,90 reais, o dólar perdeu força na reta final do pregão e fechou na quinta-feira praticamente estável com os investidores respirando mais aliviados após notícias de que o blocão, grupo de partidos de centro, estaria pendendo a apoiar o pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, nas eleições presidenciais de outubro
Após o fechamento do mercado à vista, às 17:00, o dólar futuro já era negociado em baixa de cerca de 0,40 por cento. O dólar avançou 0,09 por cento, a 3,8448 reais na venda, depois de marcar a máxima de 3,8936 reais no dia. “O apoio do centrão em síntese dá força para o Alckmin, embora seja preciso ver o quanto isso vai se refletir nas pesquisas”, afirmou o operador de câmbio da corretora H.Commcor Cleber Alessie Machado. “Alckmin é o que mais agrada ao mercado dentre as escolhas que temos”, acrescentou. Alckmin é visto pelo mercado como um político mais comprometido com o ajuste fiscal. O tucano e interlocutores próximos fizeram uma contraofensiva nos últimos dias para conter o avanço dos acertos do pedetista Ciro Gomes com o blocão e esse grupo de partidos pode até fechar uma aliança formal com o ex-governador de São Paulo, afirmaram à Reuters fontes envolvidas diretamente nas negociações. “Alckmin está na frente agora”, admitiu um presidente de um partido do blocão à Reuters, sob a condição do anonimato, ao ser questionado se a disputa estaria empatada. Pela manhã, o dólar chegou a superar 1 por cento de valorização ante o real ainda sob influência de declarações otimistas sobre a economia norte-americana do chairman do Federal Reserve, Jerome Powell, que reforçaram as expectativas de investidores sobre a força do dólar a longo prazo e de aumento dos juros.
Redação Reuters
PIB mais fraco em 2018 não deve ter forte impacto na receita, diz fonte
A expressiva queda na projeção da equipe econômica para a atividade em 2018 não deve ter forte impacto na receita, disse uma fonte com conhecimento direto dos cálculos nesta quinta-feira, apontando como fator positivo o comportamento esperado para a indústria ao longo do ano
“Como a indústria vai crescer mais do que o PIB, a receita vai crescer mais”, afirmou a fonte à Reuters, falando em condição de anonimato. Por esse viés de receitas maiores, “faria sentido” desbloquear mais recursos do Orçamento no relatório de receitas e despesas, acrescentou a fonte, destacando, contudo, que a decisão ainda não havia sido tomada nesse sentido. Na sexta-feira, o governo publicará no relatório sua nova estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2018, que deve ficar em 1,6 por cento, contra 2,5 por cento antes, em meio a um cenário de menor confiança dos agentes econômicos e influência negativa da greve dos caminhoneiros.
Redação Reuters
Ibovespa sobe no final com expectativas sobre disputa presidencial; Vale recua
O Ibovespa reverteu as perdas no ajuste de fechamento e encerrou em alta nesta quinta-feira, guiado pela melhora das ações de bancos e da Petrobras, em meio a expectativas relacionadas a potenciais coligações para a corrida presidencial
O principal índice de ações da B3 subiu 0,16 por cento, a 77.486,84 pontos, mudando nos últimos minutos o sinal registrado na maior parte do pregão. O volume financeiro na bolsa somou 10,2 bilhões de reais. De acordo com profissionais da área de renda variável, notícias de que o grupo dos chamados partidos de centro formado por PP, DEM, PR, SD e PRB, conhecido como blocão, caminhava para apoiar o pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, sustentaram a melhora. Um dos gestores ouvidos pela Reuters disse que a chance de o blocão apoiar o pedetista Ciro Gomes aventada nesta semana pesou no pregão na véspera e mais cedo nesta sessão, mas a sinalização de que isso não aconteceria repercutiu positivamente. Na mínima nesta sessão, o Ibovespa caiu 1,9 por cento, a 75.889,82 pontos. Fontes envolvidas diretamente nas negociações afirmaram à Reuters que Alckmin e interlocutores próximos fizeram uma contraofensiva nos últimos dias e que o blocão pode até fechar uma aliança formal com o tucano.
Redação Reuters
FAO mostra um Brasil de importador a exportador de alimentos em duas décadas
É impressionante a mudança do Brasil no cenário agropecuário mundial nas últimas duas décadas. Um relatório produzido duas vezes por ano pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) aponta uma evolução única do país no mundo
O país pouco foi mencionado no boletim de 1998. Naquele ano, o Brasil acelerava também as importações de milho, que ficaram próximas de 2 milhões de toneladas. As de arroz somaram 1,2 milhão. Trigo, milho, leite, carne e arroz compunham a principal pauta de compras do país, que estava entre os cinco maiores importadores mundiais de cereais. Apenas as importações de trigo somavam 6,2 milhões de toneladas. O país continua ainda dependente de trigo e necessita de uma complementação de leite para o abastecimento interno. Nos demais produtos, porém, organizou as cadeias produtivas, elevou a produtividade e deu um salto na produção, se tornando líder mundial em exportações. Um dos principais exemplos é o do milho. O país deixou de ser dependente do cereal argentino e passou a ser o segundo maior exportador mundial, com vendas médias anuais de 30 milhões de toneladas. Os analistas da FAO destacam também o desempenho das exportações de arroz, que deverão ficar próximas de 1 milhão de toneladas em 2018. O país melhora também a sua participação no mercado de soja. O Brasil passou a ser o maior exportador de carnes bovina e de frango, e a presença do país no mercado externo deverá crescer ainda mais, apesar dos problemas vividos pelo setor nos últimos dois anos. A FAO aponta que o comércio mundial de carne bovina sobe para 11 milhões de toneladas neste ano, 4% mais do que em 2017. O de carne de frango aumenta para 13,3 milhões, 2% mais, mas o de carne suína cai.
Folha de São Paulo
EMPRESAS
Parente acalma investidor e BRF recupera R$ 4,5 bi em valor de mercado
Há 20 dias, o clima entre os investidores era de aflição. Pedro Parente, saudado no mercado como o nome certo para resgatar a empresa, já havia assumido o cargo de CEO global. Mas as ações não esboçavam reação positiva na bolsa. Pelo contrário. Em meio ao temor com um eventual aumento de capital, o que diluiria os acionistas, os papéis da BRF atingiram em 28 de junho o pior nível desde dezembro de 2009
Aos poucos, no entanto, o clima de apreensão vai ficando para trás. Ontem, Parente completou um mês como CEO global da BRF. Efetivamente, a virada de humor dos investidores teve início em 29 de junho, exatamente um dia após as ações da companhia baterem no piso deste ano. Na noite daquela sexta-feira, Parente revelou ao mercado seu plano de emergência para resgatar a BRF. O temido aumento de capital estava descartado. Para recuperar as finanças da companhia brasileira e reduzir seu índice de endividamento, Parente anunciou que a BRF iria se desfazer das operações na Argentina, na Tailândia e na Europa. A venda dos ativos é face mais importante de uma estratégia para angariar, ainda neste ano, R$ 5 bilhões. Desde o anúncio do plano de resgate, o valor de mercado da dona das marcas Sadia e Perdigão aumentou R$ 4,5 bilhões. Ontem, a BRF valia R$ 18,8 bilhões na bolsa. Desde o dia 29 de junho, as ações da empresa subiram 29,89%, atingindo R$ 23,38. No mesmo período, o Ibovespa registrou valorização de 6,49%. Apesar disso, as ações ainda estão longe dos melhores dias, o que pode representar uma oportunidade para os investidores. Quando Pedro Parente foi eleito para presidir o conselho de administração da BRF, em 26 de abril, as ações eram negociadas a quase R$ 26. Na prática, os papéis da companhia ainda estão 10,6% abaixo do valor — já depreciado — registrado quando o ex-presidente da Petrobras chegou à empresa para encerrar a era de Abilio Diniz. Para os analistas da corretora do Bradesco, o movimento de valorização da BRF está apenas no início. Em relatório divulgado na terça-feira, o banco atribuiu o rating ‘outperform’ para as ações da companhia, o equivalente a recomendar a compra dos papéis. O preço-alvo do Bradesco BBI para as ações da BRF no fim de 2019 é R$ 35,00, o que representa um potencial de alta de mais de 50%. https://www.valor.com.br/agro/5670681/parente-acalma-investidor-e-brf-recupera-r-45-bi-em-valor-de-mercado
VALOR ECONÔMICO
BNDESPar confirma que sua fatia na JBS já atrai interesse
A BNDESPar, braço de participações do BNDES, confirmou em nota ao Valor que já foi procurada por representantes de investidores interessados em adquirir sua participação de quase 22% na JBS. “Contudo, vale ressaltar que não existe qualquer negociação em aberto que envolva o assunto”, afirma a nota do banco de fomento
Esta semana, em Madri, na Espanha, o Presidente do BNDES, Dyogo de Oliveira, disse à agência Bloomberg que o banco está aberto a propostas que avaliem de forma apropriada a participação do banco na JBS. A avaliação do banco é que as ações de empresa ficaram abaixo de seu “valor justo” depois da delação premiada dos controladores da gigante de carnes, no ano passado. Ainda segundo a nota da BNDESPar, a empresa de participações do BNDES “analisa ordinariamente oportunidades de desinvestimento que atendam o preço justo e o ciclo de maturidade do seu investimento no ativo”. E a subsidiária acrescentou: “Além disso, a BNDESPAR esclarece que, na qualidade de investidora institucional no mercado de capitais brasileiro, mantém frequente contato com outros investidores, os quais eventualmente manifestam interesse em adquirir participação nas sociedades em que é acionista. Uma fonte graduada informou que dado o volume de ações da JBS detido pelo BNDESPar, a venda da participação deverá ser feita de forma “competitiva”. O banco não trabalha com meta ou prazo para se desfazer das ações do grupo JBS, segundo este interlocutor. “Se aparecerem interessados, o BNDES vai avaliar”, afirmou. A BNDESPar detém 21,32% no capital da JBS. O valor de mercado da JBS gira em torno de R$ 26,8 bilhões.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Demanda fraca segue ditando o ritmo do mercado de frango
Mercado de frango está sem fôlego
O mercado de frango está sem fôlego. Nas granjas paulistas, a ave terminada tem sido negociada, em média, em R$3,00/kg, estabilidade frente à semana anterior, mas há negócios em valores até R$0,20/kg abaixo da referência. No atacado, os compradores também estão cautelosos, já que a demanda vem perdendo ritmo. A carcaça teve queda de 1,3% no período e tem sido negociada, em média, em R$3,75/kg. Além do mercado interno desaquecido, o volume exportado está menor este ano. Segundo dados do Ministérios da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, no primeiro semestre os embarques caíram 10,7% em volume, frente a igual período de 2017. A expectativa é que as exportações ganhem ritmo no segundo semestre, colaborando para o escoamento da produção.
SUÍNOS/CEPEA: Diferença entre preço do suíno vivo e do frango é a menor em 11 anos
Suíno vivo e o frango seguem se desvalorizando no mercado brasileiro
O suíno vivo e o frango seguem se desvalorizando no mercado brasileiro. No entanto, na parcial de julho, o preço do suíno tem registrado baixas mais expressivas na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea, especialmente no estado de São Paulo, devido à maior oferta frente à demanda. Assim, a diferença entre as cotações do suíno vivo e do frango chegou ao menor patamar nominal em 11 anos. Além disso, o fraco desempenho das exportações em junho, que recuaram 27% frente a maio (segundo a Secex), reforçou o movimento de queda dos preços nas regiões acompanhadas pelo Cepea. Na média parcial de julho (até o dia 18), o suíno vivo (estado de São Paulo) se desvalorizou 7,7% frente ao mês anterior, a R$ 3,13/kg, enquanto o preço do frango permaneceu estável, a R$ 2,92/kg. Dessa forma, em julho, o quilo de suíno está apenas 21 centavos mais caro que o de frango, sendo que, no mês passado, essa diferença era de 45 centavos. Em julho de 2007, o quilo de suíno vivo (estado de SP) valia R$ 1,76, enquanto o de frango valia R$ 1,63, diferença nominal de apenas 13 centavos.
Embarques de carne de frango no mês já superam junho
Avanço no atual mês é de 116,4% em relação ao mês passado, em termos de média diária de exportação
O Brasil exportou nos primeiros dez dias úteis de julho um montante de US$ 339,7 milhões em carne de frango in natura. Em todo o mês passado, a remessa dessa proteína havia somado US$ 329,6 milhões. O avanço no atual mês é de 116,4% em relação ao mês passado, em termos de média diária de exportação. Até a última sexta-feira (13), o País embarcou 226,4 mil toneladas de carne de frango in natura. Isso equivale a 22,6 mil toneladas por dia. O volume também supera junho, quando foram remessados ao exterior 220,2 mil toneladas da proteína.
Na comparação com julho do ano passado, as exportações de carne de frango também avançaram. Em média diária, foram os atuais US$ 34 milhões contra US$ 26,3 de julho de 2017. Naquele mês, as exportações da proteína somaram US$ 551,9. O crescimento no atual mês é de 29,2%.
INTERNACIONAL
Argentina diz que UE e Mercosul devem concluir acordo em setembro
Um acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul está perto de ser concluído, com o último passo previsto para o início de setembro, disse o Ministro das Relações Exteriores da Argentina na quinta-feira
As negociações entre a UE e o Mercosul, composto por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, quarto maior bloco comercial do mundo, estão acontecendo há quase 20 anos. “Alcançamos uma massa crítica que nos permitirá ir para o final”, disse o Ministro argentino Jorge Faurie a repórteres, após dois dias de conversas entre sete Ministros do Mercosul com a Comissária de Comércio da UE, Cecilia Malmstrom. Desde o congelamento das negociações comerciais com os Estados Unidos depois da vitória de Donald Trump nas eleições norte-americanas de 2016, a UE fez acordos com o Japão e o México, com o Mercosul sendo o próximo da lista. Em termos de redução de tarifas, esse pode ser o acordo mais lucrativo do bloco até o momento, com a economia podendo ser três vezes maior do que nos acordos com o Canadá e o Japão combinados. Um agente do governo brasileiro que participou das conversas também vê setembro como um prazo efetivo, antes das eleições em outubro, mas foi menos otimista dizendo que, apesar do Mercosul estar pronto, a UE não parece preparada para a mudança. Malmstrom disse que os lados estão progredindo e abordando algumas das questões mais complicadas.
Redação Reuters
Trump diz que vai impor tarifas sobre US$500 bi em importações chinesas
Ameaçando em entrevista à CNBC intensificar a atual disputa comercial com o país asiático
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que está pronto para impor tarifas sobre 500 bilhões de dólares em produtos importados da China, ameaçando em entrevista à CNBC intensificar a atual disputa comercial com o país asiático. “Estamos em tremenda desvantagem”, disse Trump na entrevista gravada na quinta-feira, sobre os desequilíbrios comerciais com a China. “Estou pronto ir a 500.”
Reuters
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