CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 797 DE 19 DE JULHO DE 2018

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Ano 4 | nº 797 | 19 de julho de 2018

 NOTÍCIAS

Frigoríficos pagam mais pela arroba e cenário é de alta para o boi gordo

Ofertas de compra acima da referência são cada vez mais comuns e o cenário é de pressão de alta no mercado do boi gordo na maioria das praças pecuárias pesquisadas

Em São Paulo, por exemplo, as escalas de abate giram em torno de quatro a cinco dias, mas ainda existem aqueles frigoríficos que precisam de boiadas para o início da próxima semana resultando em ofertas de R$ 1 acima da referência. No estado, a arroba do boi gordo está cotada em R$ 142, à vista, livre do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), alta de 2,2% desde o início de julho. A estiagem diminuiu o volume de boiadas terminadas e o resultado foi a valorização média da arroba de 2,7% em Goiás e 2,1% em Mato Grosso do Sul no período. Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba à vista

Araçatuba (SP): 142,00

Triângulo Mineiro (MG): 136,00

Goiânia (GO): 132,00

Dourados (MS): 131,00

Mato Grosso: 123,00 – 128,00

Marabá (PA): 123,00

Rio Grande do Sul (oeste): 4,85 (kg)

Paraná (noroeste): 143,00

Sul (TO) 126,00

CANAL RURAL

Pressão de alta no mercado do boi gordo

Ofertas de compra acima da referência são cada vez mais comuns e o cenário é de pressão de alta no mercado do boi gordo na maioria das praças pecuárias pesquisadas

Em São Paulo, por exemplo, as escalas de abate giram em torno de quatro a cinco dias, mas ainda existem aqueles frigoríficos que precisam de boiadas para o início da próxima semana resultando em ofertas de R$1,00 acima da referência. No estado, a arroba do boi gordo ficou cotada em R$142,00, à vista, livre de Funrural, na última quarta-feira (18/7). Alta de 2,2% desde o início de julho. Destaque também para Goiás e Mato Grosso do Sul. A estiagem diminuiu o volume de boiadas terminadas e o resultado foi a valorização média da arroba de 2,7% em Goiás e 2,1% em Mato Grosso do Sul no período. No mercado atacadista de carne bovina com osso, o boi casado de animais castrados está cotado em R$9,25/kg.

SCOT CONSULTORIA

Boa demanda e preços firmes no mercado de sebo bovino

Época em que sazonalmente o preço da gordura animal cai (junho, julho e agosto, principalmente), o que se vê até o momento é um mercado com preços firmes

A boa demanda pelo produto dá sustentação ao mercado. Há, inclusive, negócios ocorrendo acima da referência. Segundo levantamento da Scot Consultoria, tanto no Brasil Central quanto no Rio Grande do Sul o mercado, apesar de firme, segue estável e está cotado, em média, em R$2,10/kg e R$2,25/kg, livre de imposto, respectivamente. Entretanto, atenção a chegada do frio mais intenso nos últimos dias, que pode reduzir a firmeza do mercado.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar fecha em queda ante real, com reforço da mensagem de gradualismo nos juros dos EUA

Depois de operar com alta nas primeiras horas do pregão, o dólar fechou em queda ante o real nesta quarta-feira pelo segundo dia consecutivo em linha com o alívio externo com o reforço da mensagem de altas graduais de juros nos Estados Unidos

O dólar recuou 0,12 por cento, a 3,8415 reais na venda, depois de ir a 3,8657 reais na máxima do dia. O dólar futuro era negociado com baixa de cerca de 0,1 por cento no final da tarde. No cenário externo, o reforço da mensagem de que o banco central dos Estados Unidos manterá o ritmo gradual de aumentos de juros e a ausência de retórica forte no dia sobre disputas comerciais levou o mercado a desarmar algumas posições e permitir a queda do dólar ante o real, explicou José Carlos Amado, operador da corretora Spinelli. O dólar recuou de uma máxima de três semanas nesta quarta-feira, com investidores realizando lucros com o avanço da moeda depois de dois dias de testemunho do chairman do Federal Reserve, banco central dos EUA, Jerome Powell, reforçando uma perspectiva econômica forte. Contra uma cesta das seis principais moedas, o dólar, subiu para o nível mais alto em três semanas a 95,4 antes de firmar em torno de 95,11, alta de 0,17 por cento. Powell reforçou expectativas de que o banco central norte-americano manterá o ritmo gradual de elevação dos juros e elevará a taxa mais duas vezes neste ano. O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 14 mil swaps tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, para rolagem dos contratos que vencem em agosto, no total de 14,023 bilhões de dólares.

Redação Reuters

Ibovespa fecha em queda de 0,98% puxado por bancos após quatro altas

O Ibovespa fechou em queda na quarta-feira, após quatro altas seguidas, pressionado principalmente pelo declínio das ações de bancos e de Ambev, enquanto notícias corporativas sustentaram os papéis da Eletrobras e de WEG no terreno positivo

O principal índice de ações da B3 caiu 0,98 por cento, a 77.362,63 pontos, após acumular alta de 5 por cento nos quatro pregões anteriores. O giro financeiro somou 11,36 bilhões de reais, em sessão marcada pelo vencimento dos contratos de opções sobre Ibovespa. A proximidade das convenções partidárias que devem definir os nomes que estarão na disputa presidencial e potenciais coligações dita alguma volatilidade, conforme alguns partidos começam a sinalizar suas preferências, disse um gestor de recursos de São Paulo. A safra de resultados das companhias listadas no Ibovespa também ocupa a atenção e começou com viés benigno, com números da WEG ajudando as ações da empresa a fecharem em alta, na contramão do Ibovespa. A equipe de estratégia do Banco Santander espera que as companhias mostrem resultados consolidados “decentes” para o período de abril a junho, apesar da greve dos caminhoneiros. No exterior, o norte-americano S&P 500 subiu 0,22 por cento, alcançando máxima em cinco meses, com resultados robustos ajudando ações do setor financeiro e do setor industrial e reforçando expectativas sobre a temporada de balanços.

Redação Reuters

LEGISLAÇÃO

Justiça adota IPCA-E para corrigir dívida trabalhista

A Justiça do Trabalho adotará a série especial do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E) como índice de correção dos valores decorrentes de condenações em processos trabalhistas

Hoje, o indexador previsto é a Taxa Referencial de Juros (TR), usada, por exemplo, para corrigir os saldos do FGTS e que, no ano passado, teve variação de 0,60%, enquanto a do IPCA-E foi de 2,93%. Quando julgou ação sobre a correção de precatórios judiciais, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que um índice de inflação – no caso, o IPCA-E – deve ser o indexador e não a TR. Na reforma trabalhista (Lei nº 13.467), porém, o Congresso instituiu a TR. Ao decidir uma sobre medida cautelar na Reclamação Constitucional nº 22.012, o Supremo também determinou o uso do IPCA-E. Em ofício encaminhado aos Tribunais Regionais do Trabalho, o Presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ministro João Batista Brito Pereira, informa que a aplicação da TR deve ser mantida até o trânsito em julgado da ação que tramita no STF, o que deve ocorrer nos próximos dias. É uma formalidade, porque o entendimento da Corte já foi conhecido na cautelar. A medida tem impacto direto nas provisões das empresas, uma vez que, hoje, o indexador ainda é a TR. A diferença entre os dois indexadores é significativa. O IPCA-E é divulgado trimestralmente pelo IBGE e corresponde à variação acumulada do IPCA-15, uma prévia da inflação de cada mês. Já a TR é uma taxa de juros calculada pelo Banco Central, que aplica um redutor sobre a média dos juros embutidos nos CDBs – títulos que os bancos emitem para se financiar. Uma dívida trabalhista que tenha tramitado entre abril de 2015 e o mesmo mês de 2018, por exemplo, teria correção de 4,2% pela TR. No mesmo período, a atualização feita com base no IPCA-E seria de 18,6%.

VALOR ECONÔMICO

Deputados apresentam emenda que altera projeto de lei ‘dos bois’ e autoriza embarque de animal vivo

Foi publicado no Diário Oficial nesta quarta-feira (18) uma emenda ao projeto de lei “dos bois” que tramita na Assembleia Legislativa

Enquanto o projeto inicial proibia o embarque de animais vivos nos portos do estado de São Paulo, a emenda, que agora passará a ser analisada pelas comissões, autoriza o embarque de animais vivos, mas obriga os transportadores a seguirem as regras internacionais e nacionais de cuidados com o animal. O projeto inicial era de autoria do deputado Feliciano Filho, do PRP, e era defendido por ambientalistas, que protestaram, na terça-feira (17) na Alesp defendendo a proibição do transporte. Já a emenda é de autoria do deputado Barros Munhoz (PSB).

G1 SP

SUÍNOS & FRANGOS

Demanda por carne suína ainda não reagiu, mas tende a crescer no 2º semestre

A demanda interna por carne suína brasileira tende a aumentar no segundo semestre do ano, em linha com o desempenho observado nesta época do ano, mas os preços ainda não refletem elevação do consumo, segundo informações da Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

O consumo de carne suína no mercado doméstico cresce durante os meses de inverno, puxando os preços do produto. Mas os valores do suíno vivo e da carne ainda continuavam a cair na maioria das regiões analisadas pelo Cepea até meados de julho. O ritmo de negociações também está lento, disse o Cepea em nota. Na primeira quinzena de julho, o preço do suíno vivo caiu 9,6%, fechando a R$ 3,13 por quilo na região de Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba. Já o preço da carcaça suína especial na Grande São Paulo caiu 10,46% em julho até o dia 17. De janeiro a junho, a indústria brasileira de carne suína enfrentou reduzida demanda interna pelo produto e queda nas exportações, afetada principalmente pelo embargo russo. Analistas do Rabobank esperam que o desempenho do setor melhore no segundo semestre. “O aumento das tensões comerciais em outras partes do mundo provavelmente beneficiará o Brasil, oferecendo oportunidades para aumentar as exportações para mercados existentes e ganhar acesso a novos mercados”, escreveram os analistas do banco em relatório divulgado na semana passada.

CARNETEC

EMPRESAS

Carne 1953 recebe certificação internacional de qualidade

A JBS informou por meio de nota que a carne 1953, lançada pela empresa no início deste ano, acaba de ser reconhecida com o prêmio International Taste & Quality Institute (iTQi), um dos mais exigentes órgãos de certificação, com sede em Bruxelas, na Bélgica, que regulamenta e reconhece os produtos com maior índice de qualidade no mundo da gastronomia

Os cortes Cube Roll 1953 (bife ancho) e Strip Loin 1953 (contrafilé) receberam, respectivamente, duas e três estrelas (premiação máxima), no Superior Taste Award 2018, uma prova mundial que avalia alimentos de diferentes lugares do mundo quanto ao seu sabor e outras características sensoriais. A premiação recebida pelos cortes confirma o alto padrão e qualidade da marca 1953 que foi lançada em comemoração aos 65 anos de fundação da companhia e também para atender à crescente demanda por carne bovina premium, ao incluir as grandes redes de varejo entre os canais de distribuição dos produtos deste segmento, antes restrito ao food service e boutiques, diz a nota. Os produtos da 1953 contam com origem controlada da matéria-prima e cuidado, segundo a JBS, com os mais altos padrões de qualidade em todo processo de produção, desde a seleção dos melhores animais – relacionada a uma política de compras muito exigente que considera apenas novilhas e machos castrados bem terminados –, e envolve tecnologia avançada, além de padronização e seleção dos melhores cortes. O portfólio de produtos 1953 possui cortes com padronização e refile diferenciados como Baby Beef, Bife Ancho, Bife de Chorizo, Maminha, Bombom de Alcatra, Fralda, Picanha, Filé Mignon, Chuck Eye Roll, Steak de Picanha, Vazio, Shoulder Steak, Coração de Paleta, Costela do Dianteiro, entre outros.

CARNETEC

MEIO AMBIENTE

ILPF ajuda a triplicar produtividade da pecuária brasileira 

Enquanto na pecuária tradicional a produção é de 8 arrobas por hectare, com o uso de ILPF ela chega a 24 arrobas

O economista agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), Thiago Bernardino de Carvalho, afirmou que o sistema de Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF) ajudou de forma significativa a triplicar a produtividade da pecuária brasileira. Os dados fazem parte da palestra do economista intitulada “Agronegócio Brasileiro: Desafios e Oportunidades”. De acordo com Carvalho, enquanto a pecuária tradicional consegue uma produção de aproximadamente 8 arrobas por hectare, a média de produtividade com o uso de ILPF pode chegar a 24 arrobas. Segundo ele, um planejamento intensivo e uma reformulação de manejo são fundamentais para que o pecuarista consiga produzir mais e com melhor qualidade. “Só que, para se atingir esse patamar de elevada produtividade, o produtor necessita alterar toda a gestão do seu negócio, pois nesse sistema tudo é diferente. Desde a parte financeira, passando pela forma de correção do solo até o processo de capacitação dos profissionais”, comenta. 

 AGROLINK

INTERNACIONAL

Aumentam as entradas de cortes brasileiros no mercado uruguaio

Cresceram bastante a entrada de cortes bovinos, maturados e embalados a vácuo destinados ao abastecimento, que em certa medida ajudam a regular o preço do produto no mercado interno, cresceu fortemente

Isto foi confirmado com base em uma pesquisa entre algumas empresas que normalmente mantêm as importações de carne bovina brasileira. Os fornecimentos uruguaios incluem cortes de carne bovina paraguaia, mas a maior parte vem de frigoríficos que exportam do Rio Grande do Sul. A qualidade do gado brasileiro produzido no sul é muito diferente da carne produzida no norte. Do Rio Grande do Sul chegam cortes de raças britânicas da mesma qualidade que o mercado local vende e, por isso, o público os aceitou rapidamente; o consumidor uruguaio é muito exigente em termos de qualidade da carne. O aumento da renda da carne brasileira se deve ao fato de que o preço do gado subiu no Paraguai e caiu no Brasil, deixando-o mais competitivo. Ao mesmo tempo, no Uruguai, o abate continua firme – mais de 40 mil cabeças de gado por semana – e há poucos bovinos gordos, estimando que até setembro a quantidade de gado gordo não crescerá. “O Brasil permitiu, com o maior dólar, trazer mais mercadorias para o abastecimento”, disse uma fonte ao El País. Levando em conta as compras de todos os importadores – frigoríficos e fornecedores – estão entrando entre 8 e 10 caminhões por semana com carne bovina brasileira, quando normalmente entram 3 ou 4 por semana.

El País Digital

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