CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 791 DE 11 DE JULHO DE 2018

clipping

Ano 4 | nº 791 | 11 de julho de 2018

NOTÍCIAS

Carne bovina tem alta e dá sustentação para o mercado do boi gordo

A redução na disponibilidade de boiadas de cocho no primeiro giro de confinamento tem tornado difícil a compra dos frigoríficos

Isso potencializou negativamente a oferta normalmente menor na entressafra. No fechamento da última terça-feira (10/7), a cotação da arroba do boi gordo subiu 0,7% em São Paulo, 1,4% no Noroeste do Paraná e 1,6% na região de Três Lagoas-MS, para negócios a prazo. Nessas regiões, há frigoríficos com escalas de abate de três dias. No mercado atacadista de carne bovina com osso, o boi casado de bovinos castrados também subiu e está cotado, em média, em R$9,28/kg, valorização de 1,6% em relação ao fechamento de sexta-feira.

SCOT CONSULTORIA

Abate de bovinos em MT sobe 37,5% em junho, afetado por greve

Os abates de bovinos em Mato Grosso, maior estado produtor de gado do país, aumentaram 37,5% em junho, na comparação com o mês anterior, influenciados pela greve dos caminhoneiros no fim de maio, segundo informações do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT) divulgadas em relatório do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (09)

Foram abatidas 465,1 mil cabeças de bovinos no estado de Mato Grosso em junho, maior número desde agosto do ano passado. “Esse resultado já era esperado, visto que os animais que não foram entregues aos frigoríficos no mês anterior foram realocados em junho”, informaram os analistas do Imea. Os abates também cresceram porque a seca que afeta o estado tem influenciado a qualidade e quantidade de pastagens disponíveis, levando produtores a reduzirem a lotação de animais no pasto. “Diante disso, os frigoríficos estão com a escala bastante confortável, perto de sete dias, e este cenário tem pressionado o preço da arroba, mesmo na entressafra”, afirmou o Imea. As exportações brasileiras de carne bovina registraram queda em junho, também afetadas pela greve dos caminhoneiros, o que elevou a oferta interna do produto. Esse cenário também é observado em Mato Grosso, onde o Imea estima que a maior oferta de carne bovina está sendo absorvida pelo mercado interno já que a média dos preços dos cortes no varejo aumentou 1% em junho.

CARNETEC

O Mato Grosso, o milho e a reposição

Hora de mostrar o horizonte para os pecuaristas do maior estado confinador e produtor de milho do país

A colheita está avançando e a previsão é que o Mato Grosso colha 25,9 milhões de toneladas do cereal na safrinha deste ano. Com a melhor disponibilidade interna os preços do grão cederam nas últimas semanas. Mas em função dos trâmites envolvendo o tabelamento dos fretes rodoviários, há preocupação quanto a logística de distribuição do cereal. Dessa maneira, o desaceleramento do ritmo da colheita e o futuro do comportamento das cotações são fatores que devem ser monitorados. Portanto, atenção aos custos com alimentação. E o sinal de atenção também deve ser ligado para a relação de troca com os animais de reposição, que desde o começo do ano não vem trazendo resultados positivos para o terminador. Neste intervalo a referência para o boi magro (12@) e o garrote (9,5@) registrou alta de 2,4%, em média, e o boi gordo recuo de 3,9%. Isso fez com que a relação de troca piorasse 6,1% na média das duas categorias. Mas em curto e médio prazos, a entressafra e o primeiro giro mais tímido podem trazer altas para arroba, portanto, melhora no poder de compra para o pecuarista tanto na troca com insumos quanto com animais de reposição. Assim, o cenário vai caminhando para atratividades mais interessantes no segundo giro do confinamento.

SCOT CONSULTORIA

Arroba do boi gordo valoriza em junho, mas criadores seguem insatisfeitos com o mercado, em MS

Em um ano preço do boi pronto para abate subiu 6,65% no estado. Cotações da vaca também registraram aumento no mesmo período.

Em junho o preço médio do boi gordo em Mato Grosso do Sul chegou a R$ 128,54. Aumento foi de 6,65% em relação ao mesmo período de 2017, quando as cotações atingiram valor de R$ 120,53. Segundo o departamento técnico da Federação de Agricultura e Pecuária do estado, o mercado está com ambiente mais favorável aos criadores neste ano, principalmente sendo muito influenciado pela oferta e demanda. De acordo com o Boletim Casa Rural, a manutenção do movimento de alta se concretizará à medida que a entressafra se intensifique, tornando mais reduzida a oferta de animais prontos para o abate. No ano passado o mercado do boi sentiu os reflexos de vários acontecimentos no setor, como operação carne fraca, restrições internacionais e queda no consumo da proteína, ainda que temporariamente. Apesar da valorização, pecuaristas dizem que os preços do gado gordo estão longe do patamar ideal. “Em relação aos últimos anos o valor da arroba está, em média, vinte reais mais baixo. Isso é muito ruim “, desabafa Jonatan Barbosa, presidente da Associação dos Criadores do estado. Em 2015 e 2016 o setor chegou a registrar arroba com valores acima de R$ 142,00. Em 2015 e 2016 arroba do boi gordo registrou valores acima de R$ 142,00.

G1/MS

Falta de consenso e ação no STF podem adiar votação da MP do frete

Decisão pode ficar para depois do recesso parlamentar, que tem início na próxima semana. Uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) e a falta de consenso entre os deputados da bancada ruralista podem adiar a votação da medida provisória do frete (832) e jogar a decisão para depois do recesso parlamentar, que tem início na próxima semana

O deputado federal Evandro Gussi (PV-SP) entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar suspender a aprovação do parecer da Medida Provisória (MP) 832 pela Comissão Especial no Congresso Nacional, na semana passada. A MP estabeleceu preço mínimo para o frete rodoviário. O processo está com a presidente da Corte, Ministra Cármen Lúcia, responsável por despachar sobre pedidos que chegam ao STF durante o recesso. Paralelamente, a bancada ruralista não chegou a um consenso sobre o projeto após horas de reunião. “Cada deputado vai votar de acordo com sua consciência”, afirmou a deputada presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputada Tereza Cristina (DEM-MS). “São muitas variáveis nessa MP que entre nós tem dado um debate muito bom, mas não há um consenso”, disse.

ESTADÃO CONTEÚDO

ECONOMIA

Dólar tem queda de 1,84%, cotado a R$ 3,7975

O dólar teve uma forte queda hoje (10), recuando 1,84% sendo cotado a R$ 3,7975 para venda. A moeda norte-americana segue em baixa após o feriado em São Paulo, mantendo a tendência de queda registrada na última sexta-feira (06), quando baixou 1,5%. O Banco Central segue sem efetuar leilões extraordinários de swaps cambiais (venda futura da moeda norte-americana) para manter a cotação da moeda em queda.

Agência Brasil

IPC-Fipe desacelera alta a 0,63% na 1ª quadrissemana de julho

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo desacelerou a alta a 0,63 por cento na primeira quadrissemana de julho, ante 1,01 por cento em junho, de acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.

Redação Reuters

Ibovespa fecha em queda pressionado por blue chips

O Ibovespa fechou em leve queda nesta terça-feira, na volta do fim de semana prolongado, descolado do viés positivo em praças acionárias no exterior, com a queda das ações blue chips entre as maiores pressões de baixa. No fechamento, segundo dados preliminares, o principal índice de ações da B3 caiu 0,34 por cento, a 74.753 pontos. O volume financeiro no pregão somava 10,1 bilhões de reais.

Redação Reuters

BNDES prevê redução na demanda por recursos por proximidade das eleições e PIB mais fraco

O Presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo Oliveira, espera uma redução na demanda por recursos do banco de fomento devido à proximidade do período eleitoral e da redução nas projeções para o desempenho da economia brasileira neste ano

Segundo ele, as decisões de investimento devem ser postergadas por empresários até que o cenário político eleitoral fique mais claro. Além disso, após um começo de ano mais fraco que o esperado e um 2º trimestre afetado pela greve dos caminhoneiros, as projeções de expansão do PIB esse ano baixaram sensivelmente. “Com o período eleitoral esperamos que haja uma retração das empresas porque os investimentos dependem do cenário político … a desaceleração também impacta o BNDES. Estamos com esse cenário até o fim do ano”, disse Oliveira a jornalistas nesta terça-feira, após visitar um museu com o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, na capital fluminense. No ano até junho, as consultas e enquadramentos, passos que antecedem os desembolsos do BNDES, cresceram cerca de 5 por cento em relação ao mesmo período do ano passado. O Presidente do BNDES disse ainda que deve se reunir ainda nesta terça-feira com um representante da Embraer, na qual o banco tem uma participação, para tratar da parceria da fabricante de aviões brasileira e a norte-americana Boeing. “Vamos a partir de agora discutir mais detalhadamente essa questão. Com certeza é um bom negócio (para acionistas)”, disse.

Redação Reuters

Fazenda já projeta alta do PIB próxima de 1,6%

O próximo relatório bimestral de receitas e despesas, previsto para ser divulgado até o dia 22 de julho, deve trazer significativa redução da projeção de crescimento da economia brasileira para este ano. O Valor apurou que o número deve ficar em torno do já projetado pelo Banco Central, de 1,6%, e pelo mercado, cuja estimativa mais recente foi de crescimento de 1,53% para este ano

Atualmente, a projeção oficial do relatório, divulgado em maio, é de expansão de 2,5%. Além do impacto da greve dos caminhoneiros – que o Ministério da Fazenda já havia calculado em 0,2 ponto percentual como efeito direto (sem considerar o impacto negativo que houve na confiança e que não foi estimado) -, a continuidade do aperto nas condições financeiras desde aquele mês, com juros e taxa de câmbio em forte alta no mercado financeiro, está sendo decisiva para a revisão em curso. Os modelos econonométricos (fórmulas matemáticas elaboradas para fazer as projeções) continuam a ser “rodados” quase que diariamente pelos técnicos do governo, e o número final ainda será definido, mas não deve ser muito diferente do nível previsto por BC e mercado nas últimas semanas. Para 2019, a tendência é que a projeção seja de 2,5% de alta, embora o relatório bimestral não tenha obrigação de divulgar o número. Será a segunda revisão para baixo que o governo está fazendo no PIB deste ano. A se confirmar um número próximo ao do BC, a reestimativa dessa vez será mais pronunciada do que a realizada em maio, quando saiu de 3% para o nível vigente. A queda na expectativa de crescimento da economia naturalmente joga contra um cenário mais favorável de receitas, como vinha se configurando nos números fiscais divulgados até maio. De janeiro até o quinto mês do ano, os dados da Receita Federal vinham surpreendendo positivamente, mas, com a greve dos caminhoneiros e a turbulência no mercado, a incerteza se instalou no quadro para as contas públicas.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

BRF faz primeiro lay-off entre frigoríficos do país

A BRF vai interromper os abates de frango em Chapecó (SC) por seis meses. Em assembleia realizada ontem hoje pelo Sindicato dos Trabalhadores em Indústrias de Carnes e Derivados de Chapecó (Sitracarnes), os trabalhadores aprovaram a suspensão dos contratos de trabalho (lay-off) por cinco meses – o primeiro lay-off no segmento de frigoríficos. Além disso, a produção de frangos ficará parada mais um mês em razão de um período de férias coletivas

De acordo com o Presidente do Sitracarnes, Jenir de Paula, os trabalhadores entenderam que esse era o melhor caminho a ser adotado diante das dificuldades da BRF, que passa pela maior crise financeira de sua história. Com a suspensão dos contratos de trabalho, os 1.400 trabalhadores da linha de abate de frango receberão 80% do salário do governo, por meio do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Em média, os trabalhadores do frigorífico da BRF em Chapecó recebem R$ 1,5 mil por mês, segundo informações do Presidente do sindicato. Desde que a BRF propôs a suspensão dos contratos no mês passado, o Sitracarnes vinha pleiteando algum tipo de compensação. Após as negociações, ficou acertado que os trabalhadores receberão R$ 150 por mês de vale alimentação da BRF durante o período em que os contratos estiverem suspensos. Os abates de frango da BRF em Chapecó serão interrompidos a partir de 30 de julho. Nos primeiros 30 dias, os funcionários estarão em férias coletivas, e nos cinco meses seguintes estará em vigor a suspensão dos contratos de trabalho. Dessa forma, a BRF só voltará a abater frangos em Chapecó em fevereiro de 2019. De acordo com o Presidente do sindicato, a companhia abatia 230 mil frangos por dia na unidade de Chapecó. Se a BRF tivesse operando a plena capacidade – abatendo cerca de 7 milhões de aves por dia -, a paralisação de Chapecó representaria uma redução de 3,3% na produção. Procurada, a BRF confirmou em nota que adotará o regime de suspensão temporária do contrato de trabalho na unidade de Chapecó (SC), a partir de 30 de agosto. “A decisão foi tomada em conjunto com a entidade sindical e os colaboradores e visa a ajustar os estoques da companhia”.

VALOR ECONÔMICO

Noruega exclui JBS de aportes de fundo de pensão do governo O Banco Central da Noruega decidiu excluir a JBS dos investimentos do fundo de pensão do governo do país devido aos riscos relacionados à corrupção. O banco entende que a atual composição do conselho de administração da JBS é inadequada, apesar dos esforços da companhia para a criação de um programa de compliance

De acordo com os últimos dados disponíveis, o fundo de pensão do governo da Noruega tinha US$ 143,4 milhões em ações da JBS, o equivalente a 1,78% do capital da empresa. Outras três empresas (as americanas PacifiCorp e Tri-State Generation, de energia, e a chinesa Luthai Textile, do segmento têxtil) também foram excluídas da lista de investimentos do banco. As americanas foram excluídas devido ao uso de carvão. No caso da chinesa, a exclusão reflete as sistemáticas violações aos direitos humanos. O Banco Central da Noruega administra o fundo de pensão do governo da Noruega, que tem cerca de US$ 1 trilhão em recursos oriundos do petróleo sob gestão. No relatório no qual justifica a exclusão da JBS da lista de investimentos, o Banco Central do país nórdico cita a delação premiada dos controladores da JBS, Joesley e Wesley Batista. “Ex-membros da diretoria-executiva e do conselho de administração da JBS admitiram ter pago propina a mais de 1,8 mil políticos de 28 diferentes partidos políticos do Brasil”, destaca. A instituição afirma que seu Conselho de Ética fez vários contatos com a JBS, recebendo informações sobre o programa de compliance da empresa. Mas apenas a elaboração de um amplo programa de compliance não basta, segundo o banco, que critica a atual composição do conselho da JBS. “Em uma situação na qual ex-membros do conselho de administração e da direção foram diretamente envolvidos em corrupção flagrante, o Conselho de Ética considera que a atual composição do conselho de administração não cria a distância suficiente da atos de corrupção e das pessoas responsáveis por ela”, aponta o relatório. Em resposta à decisão norueguesa, a JBS afirmou, em nota, que “vem avançando em seu programa de compliance e na adoção de ações de governança. A companhia ressalta que tem evoluído consistentemente e aprimorado o seu programa “Faça Sempre o Certo” para fazer com que este seja uma referência global para o mercado.

VALOR ECONÔMICO

SUÍNOS & FRANGOS

Consulta pública visa edição de normas de bem-estar em granjas de suínos

Prazo para o envio de sugestões é de 90 dias

Foi publicada na terça-feira (10) a Portaria 195 da Secretaria de Mobilidade Social, do Produtor Rural e do Cooperativismo (SMC) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, submetendo à Consulta Pública, proposta de Instrução Normativa que estabelece boas práticas de manejo nas granjas de suínos de criação comercial. O objetivo da Instrução Normativa será o de orientar o uso racional da fauna para um sistema de produção sustentável, preservando a saúde e bem-estar. O prazo da consulta é de 90 dias, a partir da publicação no Diário Oficial da União, quando poderão ser enviadas sugestões ou comentários de órgãos, entidades ou pessoas interessadas. Os argumentos devem ser tecnicamente fundamentados, apresentadas no formato de planilha editável, e enviadas para o e-mail: comissao.bea@agricultura.gov.br

MAPA

Aurora Alimentos estuda ampliar abates de suínos em MS

A Aurora Alimentos está elaborando um projeto para ampliar o abate de suínos na unidade em São Gabriel do Oeste, em Mato Grosso do Sul, informou a assessoria de imprensa da companhia à CarneTec na terça-feira (10)

Ainda não há definições finais sobre a ampliação de abates da unidade, que poderia ser concluída até mesmo a partir de 2020, segundo a assessoria da empresa. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro) informou em nota no fim da semana passada que a capacidade de abates da unidade aumentaria de 3,2 mil suínos por dia para 5,2 mil animais por dia como resultado do projeto de ampliação, citando anúncio feito durante reunião entre representantes da empresa e dos governos estaduais e federal. O aumento nos abates geraria entre 700 e 900 novos empregos em São Gabriel do Oeste, segundo informações da Semagro.

CARNETEC

Alta no preço da carcaça de frango no atacado

No mercado do frango vivo os preços permaneceram estáveis na última semana. Nas granjas de São Paulo, a ave terminada está cotada, em média, em R$3,00/kg

No atacado, o desempenho das vendas de carcaça foi bom. Com isso, os preços tiveram alta nos últimos sete dias. A carcaça passou de R$3,47/kg para os atuais R$3,70/kg, alta de 6,6% no período. Para o curto prazo, considerando a proximidade com a segunda quinzena do mês, a expectativa é de redução da demanda.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

EUA anunciam novas tarifas bilionárias a produtos chineses

Lista contém 6 mil itens, no valor total de 200 bilhões de dólares, que poderão ser atingidos por uma taxa de importação de 10% a partir de setembro. China considera medida “totalmente inaceitável” e anuncia represália

Os Estados Unidos publicaram na terça-feira (10/07) uma lista de mais de 6 mil linhas de produtos da China, no valor total de 200 bilhões de dólares, que serão atingidos em breve por uma nova taxa de importação de 10%. O anúncio significa um novo acirramento na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. O governo da China considerou a decisão dos EUA “totalmente inaceitável” e anunciou que tomará “as contramedidas necessárias”. “A atitude dos EUA prejudica a China, o mundo e a eles mesmos. Essa conduta irracional não pode ganhar apoio”, afirmou o Ministério chinês do Comércio nesta quarta-feira. A China apresentará um novo requerimento na Organização Mundial do Comércio (OMC) para denunciar a “conduta unilateral” dos Estados Unidos. Entre os produtos afetados pelos novos encargos estão frutas e verduras, cereais, produtos de origem animal, madeiras, embarcações e materiais de construção. A lista também inclui produtos químicos, combustíveis, tabaco e álcool, produtos têxteis, materiais fotográficos e de vídeo. A lista de 200 bilhões de dólares supera em muito o valor total de produtos que a China importa dos Estados Unidos, o que significa que Pequim terá de buscar caminhos alternativos se quiser responder na mesma medida. Trump já havia avisado à China sobre a imposição das taxas sobre 200 bilhões de dólares em importações caso houvesse represálias e também advertira que poderá aplicar um terceiro pacote sobre 300 bilhões em produtos se o gigante asiático voltar a retaliar

Deutsche Welle

China diz que irá responder após EUA ameaçarem novas tarifas sobre US$200 bi em produtos

A China acusou os Estados Unidos de intimidação e alertou que vai responder depois que o governo norte-americano elevou o tom na disputa comercial, ameaçando com tarifas de 10 por cento sobre 200 bilhões de dólares em produtos chineses

O Ministério do Comércio da China afirmou nesta quarta-feira que está “chocado” e que irá reclamar junto à Organização Mundial do Comércio, mas não afirmou imediatamente como vai retaliar. Em comunicado, chamou as ações dos EUA de “completamente inaceitáveis”. O Ministério das Relações Exteriores descreveu as ameaças de Washington como “intimidação típica” e disse que a China precisa contra-atacar para proteger seus interesses. “Essa é uma luta entre unilateralismo e multilateralismo, protecionismo e livre comércio, poder e regras”, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hua Chunying, nesta quarta-feira. Pequim afirma que vai responder contra as medidas tarifárias de Washington, incluindo através de “medidas qualitativas”, uma ameaça que empresas norte-americanas na China teme que possa significar algo como inspeções mais duras ou atrasos em aprovações de investimentos ou mesmo boicotes ao consumidor. Os 200 bilhões de dólares superam de longe o valor total de bens que a China importa dos EUA, o que significa que Pequim pode precisar pensar em maneiras criativas de responder a tais medidas dos EUA.

REUTERS

Exportações americanas de carne bovina quebram recorde de valor em maio

As exportações de carne bovina dos EUA estabeleceram um novo valor recorde em maio, ao mesmo tempo em que aumentaram significativamente em relação ao ano anterior em volume, de acordo com dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e compilados pela Federação de Exportações de Carne (USMEF)

O volume de exportação de carne bovina foi de 117.871 toneladas em maio, o sexto maior já registrado, avaliado em incríveis US $ 722,1 milhões, que superou a alta mensal anterior (março de 2018) em 4% e foi 24% superior a um ano atrás. Nos primeiros cinco meses de 2018, as exportações de carne bovina aumentaram 10% em volume, para 547.157 toneladas, enquanto o valor das exportações foi de US $ 3,32 bilhões, 21% acima do ritmo recorde do ano passado. As exportações representaram 13,6% da produção total de carne bovina em maio, ante 13% há um ano. Apenas para cortes musculares, a porcentagem exportada foi de 11,1%, acima dos 10% do ano passado. De janeiro a maio, as exportações representaram 13,5% da produção total de carne bovina e 10,9% de cortes de músculo – aumento de 12,8% e 10%, respectivamente, com relação ao ano passado. O valor médio das exportações de carne bovina foi de US $ 313,39 por cabeça em maio, um aumento de 18% em relação ao ano passado. A média de janeiro a maio foi de US $ 317,69 por cabeça, também alta de 18%. O Japão e a Coreia do Sul continuam sendo os principais responsáveis pelo crescimento das exportações de carne bovina dos EUA. Em maio, o volume exportado para o Japão totalizou 30.117 toneladas (19% a mais que um ano atrás), avaliado em US $ 196,8 milhões (um aumento de 22% e o maior desde agosto de 2017).

USMEF/BEEFPOINT

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