CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 789 DE 09 DE JULHO DE 2018

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Ano 4 | nº 789 | 09 de julho de 2018

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo parado, mas firme

O jogo do Brasil na sexta-feira derrubou o volume de negócios. Parcela dos compradores está fora das compras e, a maioria das empresas que estão ativas no mercado, informaram que estariam na ativa somente até antes do jogo

Vale destacar, no entanto, que em sextas-feiras, quando normalmente os compradores aproveitam o último dia da semana para ofertar preços abaixo da referência e testar o mercado, o que se viu foram ofertas de compra firmes. No mercado atacadista de carne bovina com osso, a cotação melhorou e, o boi casado de bovinos castrados subiu em média, para R$9,14/kg. Alta de 1,6% frente o fechamento de ontem. O recebimento dos salários e o jogo do Brasil podem colaborar com escoamento da carne bovina e, dar sustentação para o mercado do boi gordo. Atenção para o mercado em São Paulo onde, nesta semana, as empresas terão um dia a menos de compra (devido ao feriado da próxima segunda-feira no estado) pois, com as programações de abate girando em torno de quatro dias os frigoríficos poderão ter de sair às compras com afinco, caso o escoamento de carne bovina de fato melhore. 

SCOT CONSULTORIA

INTL FCStone: Brasil deve retomar ritmo de exportação de carne BOVINA no 2º semestre

Depois de ter atingido, em junho, o menor volume exportado desde janeiro de 2011, o embarque de carne bovina do Brasil para o exterior pode mostrar reação no segundo semestre, estima Caio Toledo, consultor em gerenciamento de riscos da INTL FCStone

“Sazonalmente a demanda do mercado externo pela proteína brasileira é mais elevada entre agosto e dezembro, o que coloca alguma possibilidade de recuperação do volume embarcado acumulado”, explica. Para o especialista, o cenário cambial também é mais favorável este ano, pois a desvalorização do real aumenta a competitividade da carne in natura do Brasil no mercado global. Segundo o levantamento da FCStone, a instabilidade gerada no setor logístico brasileiro, tanto pela greve dos caminhoneiros quanto pela falta de resolução sobre a fixação de preços mínimos de frete, foi o principal fator negativo para as exportações de junho. “Em termos monetários, as exportações totalizaram US$ 278,81 milhões, sinalizando um recuo de 33,5% no comparativo com o ano imediatamente anterior, e o menor valor para o mês desde 2007”, diz a consultoria. “Destaca-se que os acertos ainda pendentes sobre a tabela de fretes também favoreceram uma menor oferta para a nutrição pecuária, que já sofre impactos da elevação dos preços do milho, estes em um patamar 20,5% acima da média dos últimos anos devido ao contexto de quebra da safrinha no Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná”, acrescenta o relatório.

Estadão

Considerações sobre futuro do mercado do boi gordo

Estamos na entressafra, a oferta já diminuiu, os compradores têm tido dificuldade na aquisição dos animais e, embora as altas não tenham ocorrido nos últimos dias de maneira generalizada,  temos observado um viés de valorização em praticamente todas as regiões

A valorização do milho lá atrás e a própria demanda por boiadas mais eradas que entrariam no cocho se mantiveram fracas ao longo dos últimos meses, e isso ilustra essa menor disposição do confinador para fechar as boiadas, ao menos para as que seriam vendidas nessa primeira metade do segundo semestre.  As projeções, quando nós consideramos preços do mercado futuro e uma simulação de resultado, não estavam atrativas. Quando a gente alonga um pouco a análise e com os preços do milho cedendo, nós já começamos a observar resultados mais atrativos.  A expectativa é de um cenário positivo. A valorização é um cenário que nós acreditamos, é o cenário mais provável e o próprio mercado futuro aponta para uma alta em torno de 6 a 7%. Se a gente considerar o preço, atualmente, em torno de R$140,00 o mercado futuro está apontando para R$150,00, São Paulo como referência e preços à vista, sem imposto, sem Funrural. A variação de consumo entre primeiro e segundo semestre, mesmo em anos mais fracos, é observada em anos bons e anos ruins. Somando a isso, há o cenário de eleições, que acaba fazendo com que mais dinheiro circule na economia. Quando a gente considera a venda da carne com osso, as vendas das carcaças, que é uma parcela menor das indústrias que tem esse tipo de comercialização, nós temos uma margem mais próxima da média histórica, em torno de 15%, ou seja, os produtos do abate, eles superam o valor pago pelo boi gordo em 15%.  Isso não indica lucro, apenas a relação entre preço de venda e preço de compra. Quando nós consideramos o frigorífico que desossa, que aí sim nós temos a maior parte das empresas, os grandes frigoríficos praticamente todos, temos uma margem de comercialização próxima de 29%, o que é bem acima da média histórica que gira em torno de 20 a 22%.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Ibovespa avança em sessão com giro fraco e fecha semana com alta de 3%

O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira, em sessão com menor volume de negócios em razão de jogo do Brasil na Copa do Mundo, com dados sobre o mercado de trabalho norte-americano dividindo o foco com o noticiário corporativo doméstico

O principal índice de ações da B3 encerrou o pregão com alta de 0,61 por cento, a 75.010 pontos. Na semana, acumulou alta de 3,09 por cento. O volume financeiro no pregão desta sexta-feira somou 6,75 bilhões de reais, ante média diária de 7,35 bilhões de reais na primeira semana de julho e de 11,77 bilhões de reais em 2018. O fato de ser véspera de fim de semana prolongado para o mercado pelo feriado em São Paulo ajudou a reduzir o giro. “Ninguém se expõe. A bolsa fecha, mas o mundo não”, disse o gestor Marco Tulli Siqueira, da mesa de Bovespa da Coinvalores. Nos Estados Unidos, junho teve uma criação de vagas de trabalho acima das expectativas, mas o crescimento da renda média ficou abaixo do esperado e a taxa de desemprego aumentou, conforme dados daquele governo. Wall Street encerrou com os seus principais índices em alta. O S&P 500 subiu 0,84 por cento, ajudando o desempenho do pregão brasileiro.

Redação Reuters

Dólar fecha em queda após bater R$3,95, com cena externa e de olho no BC

O dólar fechou a sexta-feira em baixa ante o real, num movimento de correção e com fluxo pontual de venda depois de superar o patamar de 3,95 reais durante o pregão, com o foco na cena externa e com os investidores cautelosos sobre se o Banco Central brasileiro voltará a atuar no mercado ou se continuará de fora, como nos últimos dias

O dia foi marcado por baixo volume de negócios por conta do jogo da seleção do Brasil contra a Bélgica durante a tarde, o que deixou os investidores afastados das mesas de operação e intensificando os movimentos das cotações. O dólar recuou 1,67 por cento, a 3,8687 reais na venda, depois de ter fechado o pregão passado no maior nível desde 1º de março de 2016, a 3,9344. Na semana, acumulou queda de 0,22 por cento. “A moeda (norte-americana) continua se valorizando fortemente contra o real, mostrando que o mercado vem testando a autoridade monetária”, escreveu a Rico Investimentos em relatório. O Presidente do BC, Ilan Goldfajn, reforçou na noite passada, em entrevista à GloboNews, que não pautará a atuação no câmbio por mudanças de preço, buscando apenas dar tranquilidade ao mercado quando avaliar a ocorrência de falta de liquidez ou “sensação de pânico”. O BC não tem feito intervenções extraordinárias no mercado por meio de leilões de novos swaps cambiais —equivalentes à venda futura de dólares— desde a semana passada. Tem feito apenas as vendas desses contratos para rolagem dos vencimentos futuros, como nesta sessão. Ofertou e vendeu integralmente 14 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em agosto, no total de 14,023 bilhões de dólares.

Redação Reuters

Alimentos disparam com greve e IPCA tem maior alta para junho desde 1995

A inflação oficial no Brasil atingiu em junho o pico no ano e o maior nível em mais de duas décadas para o mês por conta da disparada dos preços dos alimentos e dos combustíveis após a greve dos caminhoneiros e da pressão da energia elétrica, aproximando-se do centro da meta em 12 meses

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) saltou no mês passado 1,26 por cento, contra alta de 0,40 por cento em maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira. É a maior alta para junho desde 1995 (2,26 por cento) e também o maior avanço considerando todos os meses desde janeiro de 2016 (1,27 por cento). Em 12 meses, o IPCA atingiu 4,39 por cento até junho, contra 2,86 por cento em maio, patamar mais elevado desde março de 2017 (4,57 por cento). Com isso, o índice volta a superar o piso da meta oficial, de 4,5 por cento pelo IPCA com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. A paralisação dos caminhoneiros no final de maio afetou o abastecimento de alimentos, combustíveis e outros insumos em todo do país no final de maio, elevando os preços.  “Com o problema no abastecimento, tivemos uma escassez de produtos que provocou uma onda de altas. Percebemos que depois da greve os preços voltaram mais altos do que estavam, mas ao longo do mês começaram a ceder”, afirmou o economista do IBGE Fernando Gonçalves. O IBGE informou que as altas nos grupos Alimentação e bebidas, Habitação e Transportes, que concentram 60 por cento das despesas das famílias, foram responsáveis por 93 por cento do resultado do índice de junho. O avanço de 2,03 por cento nos preços de alimentos em junho, após 0,32 por cento em maio, foi o mais alto desde janeiro de 2016, impactado principalmente pelo aumento de 3,09 por cento nos preços dos alimentos para consumo no domicílio. “A alta dos alimentos pela greve foi disseminada. Temos que aguardar para ver como fica no mês que vem e se esse efeito se esgotou”, afirmou Gonçalves.

Redação Reuters

EMPRESAS

Marfrig diz que recebeu ofertas vinculantes de compra da Keystone Foods

A Marfrig Global Foods informou na sexta-feira que recebeu ofertas vinculantes de compra da Keystone Foods, avançando mais uma etapa do seu processo de venda da unidade fornecedora de alimentos processados para redes de restaurantes, que tem operações concentradas nos Estados Unidos e Ásia.

A venda da unidade é considerada pela companhia como importante para alcançar meta de endividamento medido pela relação dívida líquida sobre Ebitda de 2,5 vezes no fim do ano. No final do primeiro trimestre, a alavancagem era de 3,67 vezes.

Redação Reuters

Redução na produção da BRF deve encarecer peru no Natal

“Não posso continuar a produzir para vender a ninguém”. Assim o vice-presidente de eficiência corporativa da BRF, Jorge Luiz de Lima, ilustrou recentemente a senadores as agruras da empresa no mercado de peru

Sem acesso à União Europeia desde abril, quando foi proibida de exportar em razão da Operação Trapaça, a dona das marcas Sadia e Perdigão reagiu com um movimento drástico, cortando a sua produção de perus em cerca de 50%. Embora tenha a intenção de atenuar o impacto do desaparecimento repentino da demanda externa – a UE compra quase 40% do que o Brasil exporta -, a medida adotada pela BRF inevitavelmente provocará abalos na oferta de embutidos à base de peru (presunto, peito de peru, blanquet) no mercado doméstico brasileiro, de acordo com três fontes do setor. Procurada, a BRF assegurou que o corte nos abates de peru não afetará o fornecimento de produtos. “O ajuste não interrompe a produção e o fornecimento do blanquet de peru, bem como o presunto de peru. O peito de peru, produto defumado, também não será encerrado”, informou a BRF, em nota ao Valor. Não há risco de desabastecimento do peru na ceia de Natal. Segundo a BRF, “os perus natalinos e demais subprodutos de perus serão preservados na sua integralidade, sendo produzidos em Chapecó (SC)”. Apesar disso, a tendência é que os preços da ave símbolo das festas de fim de ano fiquem mais salgados para os consumidores do país devido à oferta mais “ajustada” à demanda, avaliou um executivo graduado da indústria de carne. Além da BRF, que tem de 70% da produção brasileira de carne de peru, somente a Seara, que pertence à JBS, produz a ave. No Brasil, apenas quatro frigoríficos abatem perus (ver mapa). Desses quatro, a BRF desativou a linha de abate em dois – Francisco Beltrão (PR) e Mineiros (GO). Além disso, também demitiu cerca de 350 funcionários, restringindo os abates de peru em Chapecó (SC) a apenas um turno.

VALOR ECONÔMICO

BlackRock eleva participação na BRF para 5,01%

A gestora de investimentos americana BlackRock elevou sua participação na BRF de 4,99% para 5,01%, segundo comunicado da companhia divulgado ao mercado na sexta-feira

Em 3 de julho, a BlackRock detinha o equivalente a 40.723.091 papéis da BRF, dos quais 37.309.516 são de ações ordinárias e 3.413.575 de American Depositary Receipts (ADRs). Além disso, a gestora ainda adquiriu derivativos referenciados em ações ordinárias da companhia correspondentes a 0,15% dos papéis. Segundo a BRF, a BlackRock informou que o objetivo de sua participação acionária “é estritamente de investimento, não objetivando alteração do controle acionário ou da estrutura da companhia”. A gestora também informou à BRF que não foram feitos acordos “que regulem o exercício de direito de voto ou a compra e venda de valores mobiliários” da companhia. A gestora tinha reduzido sua participação na BRF em 14 de junho, quando saiu de uma participação de 5,05% para 4,99%. As compras de ações da BRF pela BlackRock ocorrem pouco tempo após o atual CEO da companhia, Pedro Parente, anunciar um plano de venda de ativos fora do Brasil.

VALOR ECONÔMICO

Minerva Foods lança relatório de sustentabilidade

Documento mostra o desempenho econômico, social, ambiental e de governança da empresa em 2017

A Minerva Foods anuncia a publicação do seu Relatório de Sustentabilidade 2017. Disponível no site (www.portal.minervafoods.com), esta edição apresenta aos seus stakeholders a trajetória da companhia ao longo do ano passado, quando completou 25 anos de história e dez anos de empresa listada no Novo Mercado da B3. Neste sentido, o seu conteúdo aborda as conquistas, desafios e avanços da Minerva e mostra, de forma transparente, o seu compromisso de prestação de contas à sociedade, com os resultados apresentados de acordo com as diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI) e assegurados de forma independente pela Grant Thornton Brasil Ltda. Para a Minerva, um dos destaques do ano foi a consolidação do seu plano estratégico de se tornar a mais diversificada plataforma de produção de carne bovina na América do Sul, aplicando em todas as suas atividades e operações os conceitos de valorização e foco na gestão, negócios, qualidade e segurança de alimentos, colaboradores, meio ambiente e relacionamento com todos os stakeholders. Outro ponto alto é a apresentação das iniciativas socioambientais da companhia, que se pautam por uma cultura empresarial ética que considera os elevados padrões de qualidade em todos os seus processos, a qual é disseminada para todos os colaboradores. No caso da produção de carne bovina, por exemplo, o relatório retrata os rígidos cuidados em todas as etapas, que tem como requisitos fundamentais a preservação do bem-estar animal e as normas nacionais e internacionais de qualidade e segurança alimentar.

Portal DBO

FRANGOS & SUÍNOS

BB renegocia dívidas de avicultores e sunicultores, diz APBA

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que o Banco do Brasil irá renegociar dívidas de custeio e investimento de avicultores e suinocultores do país

Em nota, a entidade afirmou que o BB disponibilizará “medidas simplificadas de prorrogação de dívidas rurais” com parcelas vencidas em 2017, ou com prazo de vencimento em 2018. A proposta se refere à investimentos e custeios prorrogados em anos anteriores, com a reprogramação das parcelas para 01 ano após o final do contrato. A proposta do banco foi apresentada em reunião realizada ontem com o Diretor-Executivo da ABPA, Ricardo Santin, o Vice-Presidente de Agronegócios do Banco do Brasil, Tarcísio Hübner, o Diretor de Agronegócios do Banco, Marco Túlio Moraes da Costa, e equipe técnica em Brasília. No caso específico de custeio, as condições incluem pagamento de 30% da dívida no ato e a quitação do saldo restante será em 2 parcelas, sendo a primeira delas em 2019, diz a ABPA. Segundo a entidade, o BB também apresentou proposta para a retenção de matrizes suínas, com linhas de crédito com prazo de até 2 anos para pagamento, com taxa de juros de 6% ao ano para produtores enquadrados no Pronamp, e 7% ao ano para os demais suinocultores. A avicultura e a suinocultura englobam mais de 100 mil famílias de produtores de aves e de suínos integrados. Ao todo, o setor gera 4,1 milhões de empregos diretos e indiretos.

VALOR ECONÔMICO

FRANGO/CEPEA: Poder de compra frente ao milho cresce 40% em junho

Frango vivo em junho e a queda nos valores dos principais insumos da atividade

A alta nos preços do frango vivo em junho e a queda nos valores dos principais insumos da atividade (milho e farelo de soja) elevaram o poder de compra de avicultores do estado de São Paulo no mês. Segundo dados do Cepea, com a venda de um quilo de frango vivo, o avicultor paulista conseguiu comprar 2,1 quilos de farelo de soja em junho ou 4,45 quilos de milho, aumentos respectivos de 32,1% e de 40,2% no poder de compra frente a maio. Em relação a junho de 2017, no entanto, verificam-se diminuição no poder de compra do avicultor de São Paulo, de 15,8% frente ao farelo de soja e de 19,8% ao milho.

CEPEA

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