CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 785 DE 03 DE JULHO DE 2018

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Ano 4 | nº 785 | 03 de julho de 2018

NOTÍCIAS

BOI GORDO: Poucos compradores ativos e quase nenhum vendedor

Como de costume, somente uma parte dos compradores abriram ofertas de compra nesta segunda-feira

Os vendedores não apareceram. Portanto, pela manhã, nada de negócios. Não foi possível aos frigoríficos sequer “sentirem” o mercado, como fazem no início da semana. Isso indica que as escalas, que já não estavam longas na sexta-feira (29/6), com indústrias precisando de bois para completar os abates dos próximos cinco dias úteis em algumas praças do Centro-Sul, devem encurtar ainda mais. Apesar desse dia parado, caso não melhorem, as vendas de carne podem limitar o ímpeto dos compradores quando os negócios “voltarem ao normal”, provavelmente amanhã (3/7). Nos últimos quinze dias de junho a carne com osso acumulou queda de 8,0% e está no menor patamar desde fevereiro deste ano.

Scot Consultoria

Do açougue às prateleiras: carne bovina em porções ganha espaço nos supermercados

A tradicional escolha da carne bovina no balcão, normalmente com ajuda do açougueiro, tornou-se uma cena pouco comum em supermercados de grandes cidades – onde a praticidade é um fator determinante para os consumidores

Antigamente, a carne chegava aos supermercados somente em carcaças, obrigando os estabelecimentos a manterem salas de cortes para manipulação. Hoje, 70% da carne bovina vendida no autosserviço de Porto Alegre já é embalada – em bandejas porcionadas ou a vácuo. Somente 30% é comercializado em balcões de atendimento. No Interior, o percentual inverte-se, ainda com a preferência pelos tradicionais açougues. Mas é uma tendência que ganhará força nos municípios menores também, em pouco tempo. Há uma década o produto embalado representava menos de 10% das vendas de carne bovina nos supermercados da Capital. A migração do balcão de açougue para os expositores motivou investimentos da indústria. Há dois anos, o Frigorífico Silva, de Santa Maria, inaugurou uma das plantas mais modernas na América Latina voltada ao mercado de carne porcionada – aquela que vem em bandejas. No Rio Grande do Sul, além do Frigorífico Silva, a unidade da Marfrig em Bagé, na Campanha, também investe em porções em embalagens. O comprador gaúcho tradicional ainda prefere ver o corte sendo manuseado em vez de comprá-lo embalado. Mas o modelo é muito interessante e promissor, pois agrega valor ao produto na indústria – avalia Ronei Lauxen, Presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Rio Grande do Sul (Sicadergs). Maior processadora de proteína animal do Brasil, a JBS também vem apostando no mercado de carne fracionada, seja industrializada ou manipulada em açougues de grandes redes de supermercados. O Açougue Nota 10, programa da empresa voltado à capacitação dos estabelecimentos para oferecer o serviço, está presente em 700 pontos de venda com 140 técnicos – por enquanto, nenhum no Rio Grande do Sul.

GauchaZH

Agronegócio se mobiliza contra PL que proíbe embarque de bois vivos

Associações do agronegócio e produtores rurais farão uma mobilização hoje na Assembleia Legislativa paulista (Alesp) contra a aprovação do Projeto de Lei 31/2018, que proíbe no Estado o embarque de animais vivos no transporte marítimo com finalidade de abate para consumo

A votação do PL em Plenário está marcada para 16h30. Segundo a Sociedade Rural Brasileira (SRB), a medida impõe prejuízos econômicos ao Estado. O faturamento com a exportação de bovinos vivos foi de US$ 269,5 milhões em 2017 e já alcançou US$ 230,8 milhões só no primeiro semestre de 2018. Em São Paulo, o faturamento até maio desse ano foi de US$ 45,5 milhões, valor 53% maior que todo ano de 2017. “Estão tirando o direito de o produtor rural trabalhar dignamente e tirar seu sustento da propriedade”, diz a Diretora do Departamento de Pecuária da SRB, Teresa Vendramini. A legislação que cuida do bem-estar animal no Brasil advém do Decreto no. 24.645 de julho de 1934. Em 2010 foi criada a Instrução Normativa nº.10, que diz respeito ao Regulamento Técnico para exportação de ruminantes vivos. Entre as entidades confirmadas na mobilização estão SRB, Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Associação Brasileira dos Exportadores de Gado (ABEG), Associação de Criadores do Pará (Acripara), Sociedade Rural de Maringá (SRM), Sociedade Rural do Paraná (SRP), Associação Goiana dos Produtores do Novilho Precoce e a Associação Brasileira dos Exportadores de Animais Vivos (Abreav).

Toffoli manda soltar fiscal do Ministério da Agricultura preso na Operação Carne Fraca

O Ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar liminarmente o fiscal do Ministério da Agricultura no Paraná Juarez José de Santana, preso na Operação Carne Fraca em março de 2017

Ao impetrar o pedido de habeas corpus, a defesa alegou que Santana está preso sem culpa formada e não apresenta ameaça à ordem pública e econômica. A solicitação chegou a ser incluída na pauta da 2ª Turma do STF pelo Ministro Ricardo Lewandowski, em 25 de junho, mas não houve julgamento por falta de tempo. Dias Toffoli, então, considerou os argumentos da defesa e entendeu que a manutenção da prisão não é necessária neste momento. Por isso, determinou a substituição da custódia por medidas cautelares até que o julgamento do habeas corpus seja concluído. Juarez José de Santana era chefe da Unidade Técnica Regional da Agricultura de Londrina e, segundo a denúncia, liderou “célula autônoma criminosamente organizada” a mando dos responsáveis pela fiscalização do Ministério da Agricultura no Paraná. Ele é acusado de atuar em favor de empresas as quais deveria fiscalizar. A Operação Carne Fraca apura o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) em um esquema criminoso para liberação de licenças, fiscalização irregular de frigoríficos e também adulteração de carne vencida.

G1

ECONOMIA

Dólar sobe quase 1% e vai acima de R$3,90 com cena externa

O dólar saltou quase 1 por cento nesta segunda-feira e passou o patamar de 3,90 reais, acompanhando a cena externa com movimentos de maior aversão ao risco e sem atuações extraordinárias do Banco Central brasileiro

O dólar avançou 0,87 por cento, a 3,9111 reais na venda, maior nível de fechamento desde 7 de junho (3,9258 reais). Em junho, a moeda norte-americana fechou com valorização de 3,76 por cento, quinto mês seguindo em elevação, período em que acumulou ganhos de quase 22 por cento. “A disputa comercial entre os Estados Unidos e a China segue no foco dos mercados, apoiando o dólar forte”, trouxe a corretora Rico Investimentos em relatório, citando ainda o baixo volume financeiro devido ao jogo do Brasil contra o México pelas oitavas de final da Copa do Mundo disputado no fim da manhã. No exterior, o dólar subia cerca de 0,35 por cento frente a uma cesta de moedas e divisas de países emergentes, como o peso chileno, com os investidores ampliando as apostas de intensificação das tensões comerciais entre Estados Unidos e seus parceiros comerciais, em especial a China. A tensão crescia antes de 6 de julho, quando os EUA devem impor tarifas sobre 34 bilhões de dólares em exportações chinesas. E mesmo com a forte valorização do dólar frente ao real, o BC não anunciou intervenções adicionais no mercado de câmbio nesta sessão. Apenas ofertou e vendeu integralmente o lote de até 14 mil swaps tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, para rolagem dos contratos que vencem em agosto. Com isso, rolou o equivalente a 700 milhões de dólares do total de 14,023 bilhões de dólares que vence no próximo mês.

Redação Reuters

Ibovespa anula perdas e fecha com leve alta ajudado por NY; BRF dispara 12%

A bolsa paulista começou o segundo semestre com o Ibovespa em leve alta, ajudado pela melhora de Wall Street e disparada das ações da BRF, que contrabalançaram a pressão negativa da queda dos papéis da Vale na esteira do recuo do preço do minério de ferro na China

No fechamento, o principal índice de ações da B3 acusou acréscimo de 0,11 por cento, a 72.839 pontos. No pior momento do dia, recuou 1,14 por cento, caindo abaixo de 72 mil pontos. O volume financeiro do pregão alcançou 6,67 bilhões de reais. Profissionais da área de renda variável atribuíram o volume mais baixo, contra média diária do ano de 11,9 bilhões de reais, ao jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo no final da manhã. “Em muitos lugares houve esquema de rodízio”, afirmou uma das fontes. A recuperação nos pregões em Wall Street endossou o alívio doméstico, com o S&P 500 fechando em alta de 0,3 por cento, após sessão volátil, com a questão do comércio global ainda no foco das atenções. Estrategistas e analistas de ações enxergam uma possível melhora das ações brasileiras neste mês após perdas recentes. Da máxima de fechamento do ano, de 87.652 pontos, em 26 de fevereiro, ao encerramento do pregão da última sexta-feira, o Ibovespa acumulou uma queda de quase 17 por cento. “O fluxo vendedor acentuado em maio e junho gerou divergência em algumas empresas e isso deve voltar a atrair investimentos em renda variável com alguma seletividade para ações com perfil considerado sólido”, destacou o analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos.

Redação Reuters

EMPRESAS

Frigorífico Boi Gaúcho embarcou 27 toneladas de carne para Hong Kong

Um contêiner carregado com 27 toneladas de músculo traseiro bovino, que partiu do Frigorífico Boi Gaúcho – localizado em Vila Mariante, no interior de Venâncio Aires -, passou pelo Porto de Santos, em São Paulo, e seguiu viagem até Hong Kong, na China, se concretizou como primeira exportação de carne da história da Capital Nacional do Chimarrão

O embarque ocorreu em maio, intermediado por representantes do frigorífico em São Paulo e, de acordo com o proprietário do Boi Gaúcho, Neri do Nascimento, ‘foi uma experiência gratificante e que nos estimula a manter este novo mercado de negócios’. Nascimento revela que, também em virtude da necessidade de atendimento ao mercado externo, a empresa precisou investir cerca de R$ 3 milhões recentemente. ‘As exigências estão cada vez mais rigorosas. Em determinado momento, eu mesmo achava que era coisa demais, mas hoje entendo toda a legislação e concordo com as regras, que nos dão o suporte para atingirmos a excelência. É um mercado competitivo e no qual não há margem de erro’, afirma. Com capacidade de abate de até 350 cabeças de gado por dia, o Frigorífico Boi Gaúcho projeta que o segundo semestre do ano deve ser de atingimento do pico da produção. ‘A partir de julho, temos a chamada ‘safra do boi’, que é um período em que a demanda aumenta consideravelmente e nos leva a trabalhar no limite’, diz o proprietário, acrescentando que, com as atividades sendo realizadas por 22 dias no mês – descontados os fins de semana -, até 7,7 mil cabeças de gado são abatidas no local. A produção atende, especialmente, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro, além do Rio Grande do Sul. Comprada em 2012 em leilão, a planta do Frigorífico Boi Gaúcho conta com mais de 10 mil metros quadrados de área construída.

Folha do Mate

BNDESPar recebe manifestação de interesse de investidor do Catar em fatia na JBS

O braço de investimentos em empresas do BNDES, BNDESPar, afirmou nesta segunda-feira que foi procurado por investidor do Catar interessado na participação detida pelo banco na processadora de carne bovina JBS

“A BNDESPar foi procurada por representantes de um investidor do Catar interessado em adquirir participação na JBS”, afirmou a empresa de participações. “Contudo, vale ressaltar que não existe qualquer negociação em aberto envolvendo o assunto e as partes indicadas”, acrescentou em comunicado ao mercado. Na semana passada, uma fonte próxima do BNDES afirmou à Reuters que o BNDESPar colocou a participação na JBS em carteira para venda, mas que não havia negociações em curso no momento para desinvestimento.

O BNDESPar detém cerca de 21 por cento de participação na JBS.

Redação Reuters

Conselho da BRF aprova contratação de R$1,1 bi em nota de crédito à exportação a vencer em 2023

O conselho de administração da empresa de alimentos BRF aprovou a contratação junto ao banco Bradesco de nota de crédito à exportação no valor de aproximadamente 1,1 bilhão de reais, com juros semestrais e vencimento em 5 de junho de 2023, informou a companhia em comunicado nesta manhã.

A BRF ainda reiterou seu foco na administração do passivo, com o objetivo de estender o prazo médio da dívida e manter uma posição de liquidez robusta no curto prazo, segundo o documento.

Redação Reuters

BRF tem maior alta do Ibovespa e valor de mercado salta quase R$ 2 bi

O plano de desinvestimentos da BRF, anunciado na última sexta-feira, foi bem recebido pelo mercado. As ações da empresa de alimentos, que enfrenta a maior crise financeira de sua história, subiram 12,28% nesta segunda-feira, fechando o pregão a R$ 20,21

Com essa valorização, a BRF registrou a maior alta não apenas do Ibovespa, mas de toda a bolsa. Com a alta registrada hoje, o valor de mercado da companhia aumentou R$ 1,9 bilhões, passando dos R$ 14,5 bilhões da última sexta-feira para R$ 16,420 bilhões. Substituto de Abilio Diniz na presidência do conselho de administração da BRF desde 27 de abril e CEO da empresa há duas semanas, Pedro Parente anunciou uma “freada de arrumação” para tirar a empresa da crise, o que provocará a demissão mais de 4 mil funcionários no Brasil. Com a venda de ativos e outras medidas como a antecipação de recebíveis, a BRF pretende obter R$ 5 bilhões ainda neste ano. Em teleconferência com analistas na noite de sexta-feira, o Vice-Presidente Executivo Global da BRF, Lorival Luz, afirmou que a maior parte dos R$ 5 bilhões que a companhia pretende obter virá das vendas das operações na Europa, na Argentina e na Tailândia. Essas operações foram responsáveis por mais de R$ 3 bilhões em vendas no ano passado – 10% do faturamento de R$ 33 bilhões reportado pela companhia. Ao deixar de produzir nessas regiões, a BRF vai concentrar a atuação no Brasil, onde é a líder com as marcas Sadia e Perdigão, nos mercados muçulmanos (sobretudo no Oriente Médio) e também na Ásia.

VALOR ECONÔMICO

Marfrig inaugura Casa Montana, espaço para receber convidados e abastecer churrasco dos consumidores

A Marfrig Global Foods, por meio de sua operação no Brasil, inaugurou no domingo (1º) a Casa Montana, uma espécie de showroom e loja própria de varejo da companhia

Instalada próxima à unidade industrial de Itupeva, no interior de São Paulo, a loja ocupa um espaço de 200 m² na Rua Juliana de Oliveira Norges, n° 27, no Parque das Vinhas. A Casa Montana oferece aos consumidores produtos da Marfrig, carnes bovinas e ovinas importadas, bem como itens relacionados, como temperos e carvão. O local tem ainda uma área gourmet para receber convidados, com espaço para aulas, reuniões, confrarias, apresentações, confraternizações e degustações. “A Casa Montana traz comodidade aos consumidores que buscam em um só lugar o que for preciso para o preparo de um bom churrasco e cortes para as refeições do cotidiano. É, principalmente, o local para reunir nossos clientes, apresentar novidades, aproximar ainda mais a Marfrig dos nossos parceiros, colaboradores e comunidade, oferecendo informação e produtos de qualidade para os apreciadores de carnes”, disse em nota Luis Firmino, COO da Marfrig Beef no Brasil.

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

Exportações de carne de frango recuaram 4,7% em maio

As exportações brasileiras de carne de frango (in natura e processadas) totalizaram 333,2 mil toneladas em maio, uma queda de 4,7% na comparação com as 349,5 mil toneladas do mesmo mês de 2017, segundo levantamento feito pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

Em receita, as vendas caíram 13% na mesma comparação, para US$ 517,6 milhões. O setor está sendo afetado pelo embargo às carnes brasileiras imposto pela União Europeia. O recuo não retrata porém, a paralisação das atividades devido à greve dos caminhoneiros. “Os efeitos da paralisação dos caminhoneiros serão sentidos somente nos levantamentos realizados em junho, devido à metodologia de estatísticas de exportação do Ministério do Desenvolvimento”, diz Francisco Turra, Presidente da ABPA, em nota. No ano até maio, as exportações de carne de frango chegaram a 1,601 milhão de toneladas, com queda de 8,5% na comparação com as 1,75 milhão de toneladas comercializadas no mesmo período do ano passado. Em receita, as vendas alcançaram US$ 2,602 bilhões, com recuo de 12,3%.

VALOR ECONÔMICO

SC receberá missão do México para pleitear abertura à carne suína

Na sequência, o governador catarinense vai chefiar uma missão ao país com o objetivo de ampliar o mercado

O governo do Estado de Santa Catarina espera em até 30 dias a chegada de uma missão oficial do México para verificar possíveis plantas industriais que poderiam exportar carne suína ao país. Na sequência, o governador catarinense, Eduardo Pinho Moreira (MDB), vai chefiar uma missão ao México com o objetivo de ampliar o mercado. As informações foram confirmadas durante reunião entre governo estadual e representantes da cadeia produtiva de carnes, e divulgadas em nota pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca de Santa Catarina, na segunda-feira (2/7). “Nós exportamos para o mundo todo e agora surge um novo mercado importante: o México. Os mexicanos demonstraram interesse em conhecer as plantas frigoríficas instaladas em Santa Catarina e importar a carne suína produzida no Estado. Este é um grande mercado, que vai favorecer a suinocultura catarinense”, disse Moreira. O secretário da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, explica que o fato de Santa Catarina ser o único Estado brasileiro livre de febre aftosa sem vacinação fez com que o mercado mexicano voltasse a atenção para os produtos catarinenses. “O México importa carne suína dos Estados Unidos e Canadá e busca outros mercados com o mesmo status sanitário”, afirma Spies também em nota. De acordo com o secretário, um dos objetivos é mostrar a possibilidade de fornecimento da proteína com o mesmo status sanitário norte-americano.

ESTADÃO CONTEÚDO

INTERNACIONAL

Irlandeses pedem que UE retire carne bovina brasileira das negociações com Mercosul

A Associação dos Produtores Rurais Irlandeses (IFA, na sigla em inglês) pediu à Comissão Europeia que ponha fim à participação da carne bovina brasileira no acordo com o Mercosul depois de o país “falhar continuamente” em atender aos padrões da UE

A Comissão Europeia publicou o seu mais recente relatório de saúde e segurança que destacou o fato de o Brasil permitir que os funcionários dos frigoríficos realizem inspeções post-mortem para carne bovina exportada para a Europa, que a IFA enfatizou como sendo ilegal na UE. O relatório também afirmou que, das 53 plantas de carne bovina liberadas para exportação para a UE, os brasileiros têm apenas 187 funcionários veterinários oficiais e 761 funcionários realizando inspeções post-mortem das exportações de carne bovina para a Europa. O relatório acrescentou que esses funcionários são pagos diretamente pelos frigoríficos, muitos dos quais estavam envolvidos no escândalo de corrupção da Operação Carne Fraca no ano passado. Angus Woods, presidente nacional da IFA para a pecuária, disse que este relatório dá à Comissão Europeia mais um alerta para retirar imediatamente a carne bovina das negociações do Mercosul. “O Comissário da UE para Saúde e Segurança Alimentar, Vytenis Andriukaitis, não pode permitir que a Comissão continue enterrando suas cabeças na areia e ignore as conclusões de seus veterinários sobre os fracassos do Brasil para atender aos padrões da UE”, disse Woods. Woods acrescentou que este último relatório do Brasil é um acompanhamento do relatório de 2017, que expôs o fracasso dos controles oficiais sobre a carne bovina pelas autoridades brasileiras. No ano passado, a Comissão Europeia quis excluir todas as empresas brasileiras envolvidas nos últimos casos de fraude no setor de carnes do Brasil de ter acesso aos mercados europeus.

GlobalMeatNews.com

Canadá aumenta as tarifas de exportação de carne bovina dos EUA

Os EUA estão enfrentando novas retaliações da indústria global de carnes depois que o governo canadense aplicou tarifas de US $ 170 milhões em produtos de carne bovina dos Estados Unidos

A decisão foi anunciada pelo Ministro das Relações Exteriores do Canadá, Chrystia Freeland, que entrou em vigor ontem (1º de julho). Os produtos de carne bovina, incluindo bovinos, estarão sujeitos a sobretaxas de 10% e permanecerão em vigor até que os EUA eliminem medidas restritivas ao comércio de aço e produtos de alumínio canadenses, de acordo com o governo canadense. “Estas contramedidas serão aplicadas apenas a bens originários dos EUA, que serão considerados como bens elegíveis para serem marcados como um bem dos EUA, de acordo com a Determinação do País de Origem para os Propósitos de Marcação de Mercadorias (Países do NAFTA)”, disse o departamento de finanças do Canadá em um comunicado. “As contramedidas não se aplicam a mercadorias dos EUA que estiverem em trânsito para o Canadá no dia em que essas contramedidas entrarem em vigor”. A medida foi implementada em resposta à decisão desfavorável dos EUA de elevar as tarifas sobre suas importações de aço e alumínio por taxas de 25% e 10%, respectivamente. A Associação Nacional de Produtores de Carne Bovina dos EUA (NCBA) respondeu afirmando que as tarifas eram “claramente evitáveis” e afetariam os consumidores canadenses.

GlobalMeatNews.com

Análise dos EUA calcula perdas no setor de carnes por impostos da China

A Federação de Exportações de Carnes dos EUA (USMEF) preparou uma análise detalhada das perdas esperadas para as indústrias de carne suína e carne bovina dos EUA em virtude das tarifas de retaliação da China em relação aos produtos norte-americanos

A combinação de perda de participação de mercado e menores valores unitários de exportação significa uma perda esperada nas exportações de carnes norte-americanas de mais de US $ 100 milhões de maio de 2018 até dezembro de 2018, ou cerca de US $ 150 milhões quando projetadas para um período de 12 meses, previu a USMEF. Valores mais baixos para os principais itens de carnes da China podem se traduzir em perdas da indústria de cerca de US $ 6,80 por cabeça, previu a USMEF. Para maio-dezembro, isso se traduz em perdas de cerca de US $ 580 milhões. Ao longo de um período de 12 meses, as perdas podem chegar a US $ 860 milhões. A tarifa adicional de 25 por cento da China sufocará as exportações de carne bovina dos EUA para a China e limitará severamente as exportações no restante deste ano, o que significa perdas de exportação de mais de US $ 30 milhões, disse a USMEF. “Mas o impacto real são as oportunidades perdidas para o crescimento das exportações nos próximos dois anos”, disse a USMEF. Recentemente, houve progresso na expansão da lista de plantas elegíveis para exportação para a China e as autoridades dos EUA estão trabalhando para obter elegibilidade para itens adicionais de carne bovina. Com essas melhorias de acesso, a USMEF estimava que as exportações pudessem crescer com relação ao valor de 2018 de US $ 70 milhões para US $ 430 milhões até 2020.

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