
Ano 4 | nº 780 | 26 de junho de 2018
ABRAFRIGO

A ABRAFRIGO está participando, com a presença do seu Presidente Executivo, Péricles Salazar, da 25ª edição da Saitex 2018- Feira Internacional da África do Sul, realizada de 24 a 26 de junho de 2018 no Centro de Convenções Gallagher, em Joanesburgo. A feira, maior evento multisetorial do continente africano, conecta exportadores, grandes marcas e fabricantes com importadores, distribuidores e varejistas contando com 320 expositores de 36 países. A participação do Brasil é através de um estande da agricultura familiar que promove as cooperativas e produtos brasileiros que têm capacidade de exportação. Na foto, o Presidente Executivo Péricles Salazar, o terceiro da direita para a esquerda, com integrantes do Ministério da Agricultura, da OCB-Organização das Cooperativas do Brasil e demais entidades do setor.
NOTÍCIAS
ABRAFRIGO obtém antecipação de tutela para que seus associados não recolham débitos do FUNRURAL
A decisão vale até que a questão da sub-rogação seja julgada em definitivo
Em decisão da juíza Kátia Balbino de Carvalho Ferreira, da 3a Vara da Justiça Federal de Brasília, do dia 22 de junho corrente, a Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO) obteve antecipação de tutela para que não sejam exigidos dos seus associados a “retenção e o recolhimento por sub-rogação dos débitos referentes à contribuição do FUNRURAL e do seguro acidente de trabalho”. Segundo o Presidente Executivo, Péricles Salazar, “é uma grande vitória de todos os associados”. O encaminhamento jurídico da solicitação da entidade foi feito pelo escritório Tarosso Advogados Associados, de Curitiba. Embora o STF tenha decidido em março passado pela constitucionalidade formal e material do Funrural, não houve qualquer referência a sub-rogação, ou a obrigação da empresa ou pessoa jurídica que adquire o boi do produtor rural reter a parcela do imposto e efetuar o seu recolhimento aos cofres públicos. Este é o ponto que a ABRAFRIGO considera inconstitucional e que baseou a decisão da juíza para conceder a antecipação de tutela, enquanto a questão não for julgada em definitivo.
Veja a decisão na íntegra no link:
https://drive.google.com/open?id=1GptXvd9o-A9ieN88L9H-wKDKDbkSjKF7
ImprensaAbrafrigo
Preços da carne bovina em queda no varejo
Com relação a carne bovina no varejo, os preços ficaram estáveis em São Paulo e no Rio de Janeiro e houve queda de 0,4% no Paraná e de 0,2% em Minas Gerais na última semana
O consumo não é bom. Não há espaço para reajuste nos preços. Este comportamento manteve o markup dos varejistas em queda, comportamento que persiste há quatro semanas. Atualmente a diferença entre o preço de compra e de venda dos açougues e supermercados está em 64,3%.
SCOT CONSULTORIA
Mercado do boi gordo parado, mas atenção à redução da oferta de boiada
Parte das indústrias estava fora das compras na última segunda-feira (25/6), aguardando definição da demanda, apurando o tamanho dos estoques e a situação da oferta de gado, especialmente neste período de transição, de entrada da entressafra.
No norte de Minas Gerais, por exemplo, a arroba do boi gordo subiu R$5,00 (3,9%) desde o início do mês, considerando o preço à vista. Em São Paulo as empresas têm conseguido manter a programação de abate em torno de cinco dias. Nestas condições de oferta, o mercado está andando de lado.
SCOT CONSULTORIA
Relação de troca com boi magro piorou 8,0% desde o início do ano em Minas Gerais
A questão que ronda o mercado neste momento diz respeito aos resultados do segundo giro do confinamento
Do ponto de vista do custo com alimentação, o avanço da colheita do milho nas principais regiões produtoras e a maior disponibilidade interna têm pressionado as cotações para baixo. Portanto, aproveitar estes preços mais frouxos é uma estratégia a ser considerada para garantir margens confortáveis. Já em relação aos preços dos animais de reposição, desde o início do ano, o preço do garrote (9,5@) subiu 3,0% em Minas Gerais e as referências do boi magro (12@) aumentaram 0,8%. Porém, o preço do boi gordo recuou 7,3% neste mesmo período. Em função deste movimento o pecuarista perdeu poder compra. A troca com o garrote piorou 10,0% e com o boi magro 8,0%. Contudo, a tendência é de que, conforme avança a entressafra, as cotações da arroba do boi gordo ganham sustentação, além disso o menor número de animais confinados no primeiro giro deve colaborar com esta recuperação de preços. Portanto, considerando que patamares melhores de relação de troca estão por vir, até mesmo porque a ponta vendedora está perdendo a capacidade de barganha, um ambiente de negócios mais favorável para os resultados do segundo giro do confinamento em 2018 está se desenhando.
SCOT CONSULTORIA
Preço do sebo caiu 8,7% em relação ao começo do ano
Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central a gordura animal está cotada, em média, em R$2,10/kg, sem imposto
Apesar da desvalorização de 8,7% frente o início do ano, na comparação anual o preço subiu 10,5%. No Rio Grande do Sul, o produto está cotado, em média, em R$2,25/kg, alta de 9,8% em relação ao mesmo período de 2017. Assim como para o mercado de pele animal, a expectativa para o curto prazo é de que o mercado de sebo siga com preços estáveis.
SCOT CONSULTORIA
ECONOMIA
Ibovespa fecha em alta puxada por ganhos da Petrobras
O principal índice acionário da B3 fechou em alta nesta segunda-feira, amparado principalmente no ganho das ações da Petrobras, o que limitou o impacto da aversão a risco no exterior
O Ibovespa fechou em alta de 0,44 por cento, a 70.952 pontos. O giro financeiro somou 8,48 bilhões de reais. O índice trocou de sinal algumas vezes ao longo dia, indo de alta de quase 1 por cento na máxima a queda de 1,22 por cento na mínima da sessão. No exterior, receios com o aumento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China voltaram a tirar força dos mercados, desta vez após a informação de que os EUA planejam limitar investimento chinês em empresas de tecnologia norte-americanas. Em Wall Street, o S&P 500 caiu quase 1,4 por cento, enquanto o índice de ações emergentes teve queda de quase 1,6 por cento., com a permanência de Lula na prisão diminuem as chances de transferência de votos. Para as próximas semanas, o analista-chefe da Spinelli Corretora, Glauco Legat, acredita que a correlação com o cenário externo tende a diminuir, conforme o noticiário em torno das eleições ganha mais relevância. “Os eventos internos devem ganhar mais destaque, como as próximas pesquisas eleitorais, a formação de alianças, o que os candidatos estão falando. Esse vai ser nosso maior destaque como um todo”, disse Legat.
Redação Reuters
Dólar tem leve baixa ante real após ação do BC
O anúncio de que o Banco Central continuaria a atuar no mercado cambial garantiu a leve queda ao dólar ante o real nesta segunda-feira, na contramão do exterior, onde predominou o movimento de aversão ao risco por conta das renovadas preocupações da guerra comercial entre Estados Unidos e China
O dólar recuou 0,14 por cento, a 3,7779 reais na venda, depois de ter subido 0,53 por cento no pregão passado. O dólar futuro tinha queda de cerca de 0,10 por cento no final da tarde. “O anúncio do Banco Central foi o diferencial”, afirmou o operador da mesa de câmbio de uma corretora local. Após o fechamento dos mercados na sexta-feira, o BC anunciou a continuidade da sua atuação no mercado de câmbio por meio de leilões de swap cambial tradicional, equivalente à venda de dólares no mercado futuro, mas não indicou o volume que pretendia injetar no sistema, como fez nas semanas anteriores. Desde 14 de maio, quando começou a fazer leilões de novos swaps, o BC já colocou o equivalente a 43,616 bilhões de dólares no mercado. Nesta sessão, o BC apenas ofertou e vendeu integralmente 8.800 swaps para rolagem do vencimento de julho. Assim, já rolou 7,480 bilhões de dólares do total de 8,762 bilhões de dólares que vence no mês que vem. Se mantiver e vender esse volume diariamente até o final do mês, fará a rolagem integral. A cena externa limitou o movimento de queda do dólar sobre o real nesta sessão. A moeda norte-americana subia ante outras divisas de países emergentes no exterior, em dia de maior aversão ao risco depois da notícia de que os Estados Unidos estariam esboçando restrições que impedirão empresas com ao menos 25 por cento de propriedade chinesa de comprarem companhias norte-americanas com “tecnologia industrial significativa”.
Redação Reuters
Brasil tem superávit de US$729 mi em conta corrente em maio, 3º mês no azul, mas pior que o esperado
O Brasil registrou superávit em transações correntes de 729 milhões de dólares em maio, no azul pelo terceiro mês consecutivo, mais uma vez ajudado pelo bom desempenho da balança comercial, informou o Banco Central na segunda-feira
O dado veio abaixo da expectativa de superávit de 870 milhões de dólares apontada em pesquisa Reuters com analistas, e também mais fraco que o superávit de 2,751 bilhões de dólares no mesmo mês do ano passado. Nos cinco primeiros meses do ano, o déficit nas transações correntes somou 4,022 bilhões de dólares, sobre saldo negativo de 744 milhões de dólares em igual etapa de 2017, informou o Banco Central nesta segunda-feira. Para o ano, o BC prevê que o déficit nas transações correntes será de 23,3 bilhões de dólares, bem maior que o rombo de 9,762 bilhões de dólares no ano passado, principalmente por superávit mais fraco esperado para a balança comercial. Isso porque com maior fôlego na economia, a projeção é que as importações cresçam no país em ritmo mais forte que as exportações. Em maio, a balança comercial fechou positiva em 5,558 bilhões de dólares, sobre saldo positivo de 7,410 bilhões de dólares sobre o mesmo mês do ano passado. Ao mesmo tempo, o gasto líquido de brasileiros com viagens no exterior chegou a 1,187 bilhão de dólares no mês passado. Mesmo com a piora em relação a 2017, o déficit em transações correntes segue baixo em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a 0,65 por cento nos 12 meses até maio. O BC informou ainda que os Investimentos Diretos no País (IDP) somaram 3 bilhões de dólares em maio, em linha com a projeção de analistas.
Redação Reuters
Mercado reduz estimativa para o crescimento da economia brasileira pela oitava semana seguida
Previsão para a alta do PIB em 2018 caiu de 1,76%, na semana retrasada, para 1,55% na semana passada, aponta relatório Focus, divulgado pelo Banco Central. Mercado também espera inflação mais alta neste ano
Economistas de instituições financeiras reduziram, pela oitava semana seguida, a previsão para o crescimento da economia brasileira em 2018, aponta o relatório Focus, divulgado segunda-feira (25) pelo Banco Central. Na semana retrasada, a previsão dos economistas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano estava em 1,76%. Agora, caiu para 1,55%. Há um mês, a estimativa do mercado para o crescimento da economia estava em 2,37%. Em 2017, o PIB cresceu 1% e encerrou a maior recessão da história do país. A expectativa dos analistas para a expansão da economia em 2019 também recuou, de 2,70% para 2,60%. Foi a terceira redução seguida. Já a previsão do mercado financeiro para a inflação em 2018 avançou de 3,88%, na semana retrasada, para 4%, na semana passada. Foi a sexta alta seguida do indicador. O percentual esperado pelos analistas continua abaixo da meta central de inflação que o Banco Central precisa perseguir neste ano, que é de 4,5%, e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema – a meta terá sido cumprida pelo BC se o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficar entre 3% e 6%. Para 2019, o mercado financeiro manteve sua expectativa de inflação em 4,10%. A meta central do próximo ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%. Os analistas do mercado financeiro mantiveram em 6,50% ao ano sua previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, ao final de 2018.
G1
EMPRESAS
Conselho de frigorífico Minerva aprova criação de subsidiária no Chile
A Minerva opera 26 fábricas de abate de bovinos das quais 11 no Brasil, 6 no Paraguai, 3 no Uruguai, 5 na Argentina e 1 na Colômbia
O conselho de administração do frigorífico Minerva Foods aprovou nesta segunda-feira a criação de uma subsidiária da companhia no Chile, informou a empresa em comunicado ao mercado. A Minerva opera 26 fábricas de abate de bovinos das quais 11 no Brasil, 6 no Paraguai, 3 no Uruguai, 5 na Argentina e 1 na Colômbia, com capacidade total de abate de 26.380 cabeças de gado por dia. A empresa já possui escritório e dois centros de distribuição no Chile.
Reuters
BRF diz que “não há pressão de caixa” para aumento de capital
A empresa de alimentos BRF informou nesta segunda-feira que “não há qualquer pressão de caixa que motive aumento de capital”, segundo comunicado enviado à Comissão Valores Mobiliários (CVM) em resposta a notícias veiculadas na última semana na mídia brasileira
A companhia ainda cita robusta liquidez financeira, com uma posição de caixa de cerca de 7,3 bilhões de reais, além de linha de crédito rotativo de 1 bilhão de dólares, o que eleva sua liquidez a mais de 10 bilhões de reais, conforme o documento.
Redação Reuters
INTERNACIONAL
China assina acordo para importar carne bovina da França
A China assinou um acordo nesta segunda-feira com a França para a importação de carne bovina do país europeu
O acordo estava ligado aos requisitos de higiene e inspeção para a carne bovina francesa, de acordo com uma declaração lida por um funcionário chinês não identificado que anunciou o acordo no Grande Salão do Povo. O acordo segue-se à decisão da China de suspender seu embargo à carne bovina francesa no ano passado, uma proibição que remonta à crise da doença da vaca louca na Europa há duas décadas. No entanto, Pequim deve certificar plantas de processamento antes que qualquer carne possa ser embarcada. O Primeiro-Ministro da China, Li Keqiang, disse aos repórteres que após o acordo ter sido assinado no Grande Salão do Povo, em Pequim, a China está disposta a abrir ainda mais seu mercado e comprar mais produtos agrícolas franceses. Li também observou que o acordo “permitirá que os consumidores chineses consumam rapidamente mais carne bovina francesa de alta qualidade e outros produtos agrícolas”. Ele não deu detalhes. A China é o segundo maior importador global de carne bovina, com quase 700 mil toneladas adquiridas em 2017, no valor de cerca de 3,3 bilhões de dólares, com os volumes crescendo 20 por cento ante o ano anterior, segundo dados da alfândega chinesa.
Redação Reuters
Debate: vacinar contra aftosa, sim ou não?
É possível parar de vacinar contra a febre aftosa no Uruguai? A análise de custos e benefícios justifica isso? O governo brasileiro insiste em interromper a vacinação contra a febre aftosa em 2020 nos estados do Rio Grande do Sul e Paraná e pressiona toda a região a seguir esse caminho.
Apressada pelo lobby dos produtores de suínos – hoje, só o estado de Santa Catarina está livre de febre aftosa sem vacina -, onde a doença tem um peso forte, o Ministro da Agricultura brasileiro Blairo Maggi, ainda ameaça não comprar mais carne de países que ainda vacinam contra a febre aftosa. Passaram dezessete anos do surto de febre aftosa que complicou a pecuária uruguaia e gerou perdas de US $ 700 milhões devido à queda dos mercados, deixando 10.500 trabalhadores na indústria de carnes temporariamente sem trabalho (em 2001). O Uruguai continua mantendo a cautela e, embora esteja claro que a situação da saúde regional agora não é parecida com a de 2001, veterinários e fazendeiros consideram que as condições para a cessação da vacinação de bovinos ainda não foram totalmente atendidas. Existem também diferentes posições entre os técnicos. Hoje o Cone Sul está bem. Manteve-se uma situação favorável graças às diretrizes do Plano Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa.
El País Digital
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