
Ano 4 | nº 776 | 20 de junho de 2018
NOTÍCIAS
Oferta ajustada a demanda mantém preços da arroba do boi gordo andando de lado
Na maioria das praças pesquisadas pela Scot Consultoria a oferta ajustada à demanda mantém o mercado andando de lado
Porém, nas regiões onde a desova de boiadas de safra está no fim, os frigoríficos têm dificuldade em compor as escalas de abate. Isso permitiu que as ofertas de compra acima da referência sejam cada vez mais comuns. É o caso do Paraná, onde a falta de chuva é tamanha e tão duradoura que foi onde o país mais teve “problema” com a safrinha de milho. A arroba subiu R$1,00 no fechamento da última terça-feira (19/6) e 2,3% desde o começo do mês. Em Goiânia-GO e no Triângulo Mineiro também não há facilidade para completar as escalas de abate. Entretanto, ainda existem regiões onde a oferta de boiadas está suficiente para atender a demanda, permitindo, inclusive, que compradores continuem pressionando o mercado. Este cenário, de compra um pouco “mais fácil”, é comum na porção Centro-Norte do país.
SCOT CONSULTORIA
“Frigoríficos precisam buscar soluções técnicas para problemas”
Exonerado na última sexta-feira do cargo de Diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) do Ministério da Agricultura, o fiscal José Luís Vargas disse em uma carta de despedida entregue ontem a colegas que o setor privado precisa “parar de buscar soluções políticas para temas técnicos”
Ele permaneceu no posto por pouco mais de três anos. Como mostrou o Valor na semana passada, Vargas foi exonerado pela cúpula do Ministério após pressão de frigoríficos que vinham se queixando de que o ex-diretor era “inflexível” a demandas do setor e não havia sido eficaz na reação a fechamentos de mercados internacionais às carnes brasileiras depois de deflagrada a Operação Carne Fraca. “Eu acredito que o nosso país passa por uma crise muito grande, mas tenho a certeza que sairemos dela. A solução para este tipo de problema passa principalmente por um esforço do setor privado em melhorar seus sistemas de autocontrole e parar de buscar soluções políticas para temas técnicos”, disse Vargas na carta. “Estou certo que o caminho é sermos “inflexíveis” quando se trata de cumprimento das regras”, acrescentou. O ex-diretor, que segue como fiscal de carreira do Dipoa, ainda se disse orgulhoso à frente do departamento, onde pôde implementar uma “Reforma do SIF [Serviço de Inspeção Federal]”, com apoio da ex-ministra Kátia Abreu e do atual Ministro Blairo Maggi, afirmou. “Reorganizamos toda a estrutura onde regionalizamos o país, verticalizamos o comando e aprimoramos os controles internos. Desta forma teremos um sistema mais enxuto, menos burocrático, com maior harmonia e com menos erros, além de mais independência da área técnica e menor interferência política nas ações de fiscalização”, explicou.
VALOR ECONÔMICO
Carne bovina: estoques dos varejistas ainda estão sendo recompostos
O mercado de carne bovina sem osso no atacado completou a nona semana de alta consecutiva
Os preços estão 4,0% maiores que há um mês, 5,7% acima do registrado um ano atrás e superando em 8,7% o registrado na primeira quinzena de junho 2016. Estas valorizações anuais (frente a 2016 e 2017) superam a inflação acumulada pelo IGP-DI nestes períodos. Nos últimos dois anos, nos acompanhamentos semanais, as valorizações raramente eram maiores que o avanço da inflação. Este comportamento altista ainda é guiado pela busca dos varejistas em “normalizar” os estoques depois da greve dos caminhoneiros. As vendas, ao que parece, perderam a força. A carne com osso, por exemplo, mais sensível às variações de demanda, ficou 4,3% mais barata na última semana. A situação está boa mesmo é para as indústrias. As margens de comercialização já se aproximam dos 30,0%, patamar antes visto somente em 2017, época em que a diferença entre a receita e o preço pago pelo boi gordo foi recorde.
SCOT CONSULTORIA
Governo eleva previsão de valor da produção agropecuária em 2018 para R$552 bi
O Ministério da Agricultura elevou na terça-feira sua estimativa do valor bruto da produção agropecuária (VBP) do Brasil para 552 bilhões de reais neste ano, versus 542 bilhões de reais na projeção divulgada em maio, com impulso de ganhos na soja e algodão, principalmente
O aumento no VBP da soja ocorreu após o governo ter elevado na semana passada a previsão de safra de soja, principal produto do agronegócio do Brasil, para um recorde de 118,04 milhões de toneladas, ante 116,99 milhões na previsão do mês anterior. O VBP da soja foi agora estimado em 134,1 bilhões de reais, ante 129,85 bilhões de reais na previsão do mês passado. Já o valor da produção de algodão foi visto em 29,9 bilhões de reais, aumento de cerca de 2 bilhões ante maio. Apesar da revisão para cima, o VBP ainda está 2,3 por cento abaixo do montante de 2017. Isso ocorre diante da expectativa de uma queda no valor da produção de milho do país de 49,9 bilhões de reais em 2017 para 45,4 bilhões de reais em 2018, em meio a uma redução na safra. No VBP de 2018, as lavouras deverão participar com 377 bilhões de reais e a pecuária, com 174,9 bilhões de reais.
Quando os EUA e a China sentarem e resolverem…”, disse ele.
Redação Reuters
Há incertezas quanto à capacidade de crescimento das exportações nos próximos meses, diz Rabobank
As exportações brasileiras de carne bovina cresceram 17% entre janeiro e maio de 2018, comparadas ao mesmo período de 2017. Em maio, apesar da paralização nacional dos caminhoneiros, as exportações de carne bovina se mantiveram estáveis em relação ao mesmo mês do ano passado
Adicionalmente, é importante destacar que, também em maio, o Brasil foi reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livre de aftosa, o que deve aumentar as possibilidades de acesso a mercados no exterior – como, por exemplo, a venda de carne com osso para China. De toda forma, como consequência dos efeitos da greve ao longo da cadeia e o tempo demandado por cada elo para normalização das atividades, ainda restam incertezas quanto à capacidade de crescimento das exportações nos próximos meses. As dúvidas também permanecem quando analisadas as expectativas quanto à demanda interna no segundo semestre, já que o crescimento econômico – e, consequentemente, o potencial de incremento no consumo doméstico – permanece sendo revisado para baixo. Em relação à oferta, estima-se que a cadeia produtiva precisará de um período entre 30 e 60 dias para normalizar as operações. No entanto, diferentemente das incertezas quanto à demanda interna e exportações, a oferta deve manter tendência de crescimento em 2018. Considerando a entrega de animais que ficou represada durante a paralização e a pressão da entrada da seca na qualidade das pastagens, a oferta deve aumentar pontualmente e as cotações do boi gordo devem sofrer pressões baixista até a total normalização das atividades.
RABOBANK
Desempenho externo das carnes na 3ª semana de junho
Exportações de carnes apresentam o mais fraco resultado em mais de nove anos
Transcorridos 11 dos 21 dias úteis de junho, as exportações de carnes apresentam o mais fraco resultado em mais de nove anos. Ou seja: considerada a receita média diária, o resultado ora obtido remete o setor de volta aos primeiros meses de 2009, ano em que – devido à primeira grande crise da economia mundial, iniciada em 2008 – as exportações do produto também registraram sensíveis recuos. Na terceira semana do mês (10 a 16, cinco dias úteis), a receita cambial das carnes, pela média diária alcançada, resumiu-se a US$34,225 milhões, valor menor que o das duas semanas anteriores. Como resultado, a média do mês se encontra em US$41,114 milhões, resultado 19,5% e 22% inferior aos registrados há um mês (US$51,082 milhões em maio passado) e há um ano (US$61,327 milhões em junho de 2017). As três carnes estão com os embarques afetados. Na carne suína, os embarques até aqui realizados, da ordem de 16,3 mil toneladas, sinalizam total mensal pouco superior a 31 mil toneladas – 24% e 42% menos que há um mês e há um ano. A carne bovina, com cerca de 28 mil toneladas embarcadas, projeta embarque total não muito superior a 53 mil toneladas, 41% e 46% menos que há um mês e há um ano. A carne de frango, com 127 mil toneladas em 11 dias úteis, indica volume total em torno de 242,5 mil toneladas, resultado que significa recuos de 24% e 30% sobre maio passado e junho de 2018.
AGROLINK
Disputa comercial EUA-China “só atrapalha” agronegócio do Brasil, diz Maggi
A escalada da tensão comercial entre Estados Unidos e China “só vai atrapalhar o Brasil” e tende a elevar os custos da soja no país, com impacto negativo para a indústria brasileira de carnes, disse na terça-feira o Ministro da Agricultura brasileiro, Blairo Maggi
Para Maggi, as decisões do Presidente dos EUA, Donald Trump, que têm gerado uma disputa comercial entre os norte-americanos e a China, são muito prejudiciais para o agronegócio brasileiro. O preço da soja na bolsa de Chicago despencou para o menor nível em quase uma década na terça-feira, para menos de 9 dólares por bushel, em meio a um acirramento da disputa entre China e EUA. Enquanto isso, os prêmios nos portos brasileiros em relação às cotações na bolsa norte-americana subiram, o que sustenta o preço da oleaginosa no mercado brasileiro, atento ao interesse chinês pelo produto nacional. “O Brasil pode ter um prêmio. Cai Chicago, sobe o prêmio aqui e equipara um pouco (o preço) para o agricultor brasileiro. Mas isto tem efeitos colaterais muito ruins na produção de carnes do Brasil”, destacou o Ministro a jornalistas, citando os maiores custos. Segundo ele, na medida em que o preço da matéria-prima da ração fica mais elevado na comparação com os EUA, a produção de frango e suínos no Brasil tem seus custos elevados, o que coloca em risco a competitividade da indústria de carnes. “E vamos perder esses mercados (de carnes) para os americanos ou qualquer um outro lá fora. Perdemos competitividade na área de proteína animal. Quando vamos recuperar isto? Quando os EUA e a China sentarem e resolverem…”, disse ele.
Redação Reuters
Em cinco anos, produção de carnes de Mato Grosso vai subir 40%, diz banco
Inovação e desenvolvimento de sistemas integrados colocam Mato Grosso também na liderança da produção de proteínas, posição que o estado já ocupa no setor de grãos
Apesar dos desafios logísticos, o produtor da região médio-norte do estado já consegue uma produção com custo bem menor do que o de outras regiões tradicionais do país. Mesmo com as longas distâncias para portos e regiões consumidoras, como a Grande São Paulo, o produtor mato-grossense é compensado pela economia na compra da alimentação para os animais. Essa avaliação faz parte de estudo de Adolfo Fontes, analista de proteína do Rabobank. Especializado em agronegócio, o banco vem fazendo um raio-X das possibilidades agroindustriais do estado. Até 2023, o crescimento médio anual da produção de carne bovina será de 5% no estado, atingindo 1,7 milhão de toneladas naquela data. Já a produção de carne de frango terá evolução de 9%, somando 757 mil toneladas, e a suína irá a 305 mil, com crescimento anual de 7%. Para Fontes, em 2023, Mato Grosso produzirá 2,76 milhões de toneladas dessas proteínas, 39% da produção nacional. Com isso, o estado será responsável por 15% da produção total de carne bovina do país, 5% da de frango e 7% da suína. A aquisição de couro bovino não certificado pelos curtumes brasileiros vem caindo, mas ainda é elevada. No primeiro trimestre deste ano, as indústrias compraram 8,6 milhões de peças inteiras de couro, um número 10% superior ao de bois abatidos no mesmo período. De janeiro a março de 2017, o percentual era de 11,4%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Mato Grosso é o maior fornecedor de couro do país, com 16% do total. Mato Grosso do Sul (14%) e São Paulo (13%) vêm a seguir.
Folha de São Paulo
SRB critica governo de SP por ser contra embarque de animais
A Sociedade Rural Brasileira (SRB) divulgou nota de repúdio, nesta terça-feira, 19, ante a decisão do governador de São Paulo, Márcio França, de apoiar o Projeto de Lei 31/2018, que proíbe o embarque de animais vivos no transporte marítimo do Estado com a finalidade de abate para consumo
“A medida vai contra o setor agropecuário e o desenvolvimento econômico do Brasil”, diz o comunicado da SRB. Segundo a nota, outras entidades ligadas à pecuária compartilham da mesma opinião da SRB, dentre elas, a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Nacional da Pecuária Intensiva (Assocon) e a Associação Brasileira dos Exportadores de Gado (Abeg).
ESTADÃO CONTEÚDO
ECONOMIA
Ibovespa sobe mais de 2% puxado por forte alta de bancos
O principal índice acionário da B3 avançou mais de 2 por cento nesta terça-feira, com o setor financeiro puxando o movimento de recuperação após as recentes perdas e descolando o mercado acionário local do exterior
O Ibovespa fechou em alta de 2,26 por cento, a 71.394 pontos. O giro financeiro somou 13,06 bilhões de reais. “Hoje é uma questão nacional mesmo, de ajuste técnico em função das fortes quedas das últimas semanas”, disse o Analista-Chefe da Rico Investimentos, Roberto Indech, acrescentando que o mercado acionário local foi bastante pressionado pela greve dos caminhoneiros. Ainda ajudando a manter o bom humor neste pregão, segundo Indech, estava a consolidação das apostas de que o Banco Central vai manter os juros na reunião de quarta-feira. No caso do setor financeiro, destaque do pregão, profissionais de renda variável disseram que após as fortes quedas recentes os papéis apresentavam uma oportunidade de compra, movimento que ganhou respaldo ainda da possibilidade de votação do cadastro positivo na Câmara dos Deputados na terça-feira. Com isso, a bolsa local se descolou do mercado externo, que seguia pressionado por receios de uma guerra comercial entre Estados Unidos e China. Em Wall Street, o S&P 500 fechou em baixa de 0,4 por cento.
Redação Reuters
Dólar se acomoda e tem leve alta ante real, em dia sem ação extraordinária do BC
O dólar terminou a terça-feira praticamente estável ante o real, com um movimento de correção que desobrigou o Banco Central a atuar extraordinariamente no mercado e colocou o Brasil na contramão do exterior, onde predominou a aversão ao risco com o recrudescimento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China
O dólar avançou 0,11 por cento, a 3,7443 reais na venda, depois de marcar a máxima de 3,7855 reais e a mínima de 3,7176 reais. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 0,05 por cento. “Passou a histeria. Mercado sabe que o BC está atuando, deu uma acomodada”, comentou o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado. Os profissionais das mesas não viram uma justificativa para a correção do dólar num dia de grande nervosismo no mercado internacional. Citaram, além da forte alta recente da moeda, zeragem de algumas posições compradas bem como o ajuste em baixa da curva de juros para a possível manutenção da Selic em 6,50 por cento no dia seguinte. Logo após a abertura, o dólar bateu a máxima ante o real, sob influência externa. O mercado também trabalhou sob a expectativa de atuação do Banco Central por meio de leilão de novos contratos de swaps cambiais tradicionais —equivalentes à venda futura de dólares—, mas pela primeira vez desde 14 de maio, o BC não ofertou swaps adicionais ao mercado. A moeda norte-americana valorizou 6,66 por cento em maio e, no acumulado de junho, apenas 0,20 por cento ante o real. No mês passado, para tentar conter a elevada volatilidade dar liquidez aos agentes, o Banco Central vendeu 7,250 bilhões de dólares em novos contratos de swap, volume que já somava 32,366 bilhões de dólares neste mês até a véspera.
Redação Reuters
PIB caiu 0,4% no trimestre finalizado em abril, diz FGV
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve uma queda de 0,4% no trimestre encerrado em abril deste ano, em relação ao trimestre anterior (encerrado em janeiro). Na comparação com abril do ano passado, no entanto, o PIB, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, cresceu 1,3%
Os dados são do Monitor do PIB, da Fundação Getulio Vargas (FGV). Considerando-se apenas o mês de abril, o PIB cresceu 0,1% na comparação com março deste ano e 2,9% na comparação com abril do ano passado. Em 12 meses, o PIB acumula crescimento de 1,6%. Na comparação do trimestre encerrado em abril com o trimestre encerrado em janeiro, apenas a agropecuária teve alta (0,1%). A indústria recuou 0,4% e o setor de serviços caiu 0,1%. A principal queda foi observada na indústria da transformação (0,9%). Nos serviços, os maiores recuos foram nos transportes, serviços de informação e serviços de intermediação financeira (todos com quedas de 0,4%). Sob a ótica da demanda, tiveram crescimento o consumo das famílias (0,1%) e as exportações (3,8%). Por outro lado, caíram o consumo do governo (0,3%) e formação bruta de capital fixo, isto é, os investimentos (0,2%). O PIB calculado mensalmente pela FGV não é o indicador oficial para medir o ritmo econômico brasileiro, mas serve como uma prévia do índice oficial, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que é divulgado trimestralmente.
Agência Brasil
EMPRESAS
BRF derruba as ações da Minerva
Em meio a dificuldades financeiras, a BRF está se desfazendo de parte da fatia de 11,6% que detinha na Minerva Foods – terceira maior empresa de carne bovina do país – com um prejuízo contábil que supera 40%
O movimento vem exercendo forte pressão negativa sobre as ações da Minerva. Conforme apurou o Valor, a BRF começou a vender ações da Minerva na primeira semana de junho. Desde então, as ações da empresa de carne bovina recuaram quase 20% na B3, atingindo o menor patamar em mais de seis anos. O valor de mercado da Minerva atingiu R$ 1,4 bilhão ontem, ante R$ 1,6 bilhão no início deste mês. Nesse mesmo intervalo, o Ibovespa também recuou, mas em um ritmo inferior – 6,9%. Além disso, o número de ações negociadas da Minerva quase dobrou desde então, passando de uma média de 1,1 milhão de ações por dia nos primeiros cinco meses do ano para mais de 2 milhões por dia em junho. As ações da Minerva, que chegaram a atingir R$ 8,00 no dia 5 de junho, agora são negociadas por menos de R$ 7,00. Ontem, os papéis da Minerva fecharam a sessão a R$ 6,41 na B3, queda de 1%. O Ibovespa subiu 2,2% no pregão de ontem. A BRF se tornou acionista da Minerva em 2014, quando vendeu os dois abatedouros de bovinos que tinha em Mato Grosso e, em troca, recebeu 29 milhões de ações da Minerva. Quando a incorporação dos ativos de bovinos foi aprovada, em 1º de outubro daquele ano, a ação da Minerva valia R$ 12,17. Para a BRF, a fatia na Minerva representava cerca de R$ 350 milhões. Isso significa que a BRF chegou a vender os papéis por um valor mais de 40% menor.
VALOR ECONÔMICO
BRF dá férias coletivas para linha de produção de frangos em Concórdia
A BRF S.A. concederá 12 dias de férias coletivas para 1.700 funcionários da linha de produção de frangos da unidade de Concórdia (SC), confirmou a empresa à CarneTec na terça-feira (19)
“A decisão leva em conta a necessidade de ajustes para atender à demanda atual, reflexo da recente greve dos caminhoneiros”, disse a companhia. As demais linhas de produção da unidade – suínos, pratos prontos e embutidos – continuam operando normalmente. A greve dos caminhoneiros ocorrida por cerca de dez dias no fim de maio paralisou atividades em diversos frigoríficos que tiveram o recebimento de insumos para produção e distribuição de seus produtos comprometidos. A BRF também tem enfrentado baixa demanda por seus produtos em meio ao embargo da União Europeia à carne de frango produzida por unidades no Brasil e à suspensão das compras de carne suína brasileira pela Rússia. A Arábia Saudita também tem reduzido as compras de carne de frango brasileira desde o ano passado e a China impôs medida antidumping contra o produto há duas semanas. A BRF anunciou na semana passada o encerramento do abate de perus em Mineiros para ajuste da produção à demanda atual.
CARNETEC
FRANGOS & SUÍNOS
Custo de produção do quilo de frango vivo chega a R$ 2,92
Custo de produção por quilo vivo de frango de corte no Paraná, calculado a partir dos resultados em aviário tipo climatizado em pressão positiva
O custo de produção por quilo vivo de frango de corte no Paraná, calculado a partir dos resultados em aviário tipo climatizado em pressão positiva, passou de R$ 2,84 para R$ 2,92 em maio, segundo a Central de Inteligência de Aves e Suínos (Cias), da Embrapa Suínos e Aves. Santa Catarina e Paraná são usados como estados referência nos cálculos por serem os maiores produtores nacionais de suínos e de frangos de corte, respectivamente. O ICPFrango foi de 225,89 pontos em maio, alta de 2,72%. Em 2018, o índice acumula inflação de 17,61%, que chega a 24,06% nos últimos 12 meses. Os índices de custos de produção foram criados em 2011 pela equipe de sócioeconomia da Embrapa Suínos e Aves e Conab.
Custo de produção do quilo de suíno vivo passa R$ 4 em maio
A última vez que o valor havia passado dos quatro reais tinha sido em outubro de 2016
O custo de produção do quilo de suíno vivo no mês de maio chegou aos R$ 4,07 em Santa Catarina segundo a Central de Inteligência de Aves e Suínos (Cias), da Embrapa Suínos e Aves. A última vez que o valor havia passado dos quatro reais tinha sido em outubro de 2016. Isso representa 11 centavos a mais no custo de produção em comparação a abril e é reflexo de mais um mês de aumento no ICPSuíno/Embrapa. Em maio, o ICPSuíno subiu 2,88% em relação a abril, fechando o mês em 233,05 pontos. No ano, o índice de custo de produção calculado pela Embrapa já acumula 15,74%. Nos últimos 12 meses, a variação chega a 23,45%. O ICPSuíno sobe desde agosto de 2017, quando marcou 181,99 pontos. Os índices de custos de produção foram criados em 2011 pela equipe de sócioeconomia da Embrapa Suínos e Aves e a Conab.
INTERNACIONAL
Consumo per capita de carne bovina dos EUA tem crescimento estável
O consumo per capita de carne vermelha nos EUA (a quantidade usada nos mercados domésticos, incluindo carne fresca e processada vendida em supermercados e usada em restaurantes) deve atingir altas recordes em 2018, superando a alta anterior em 2007
Com base nas previsões do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em 2018, os americanos terão acesso a 222,4 quilos de carne vermelha e frango em uma base de peso de varejo per capita. A média anual de consumo per capita de carne bovina diminuiu 0,3% ao ano de 2000 a 2015, mas aumentou desde 2016 e deverá crescer 3,7% em 2018. A crescente demanda de carne nos EUA tem sido apoiada pelo crescimento econômico sustentado desde a Grande Recessão de 2009 e estáveis à queda nos preços de varejo, provocada pelos baixos custos de ração animal. Os preços relativamente baixos e estáveis dos grãos usados na ração estão contribuindo para o crescimento da produção. Em 2018, espera-se que tanto o milho quanto o farelo de soja estejam em seus níveis de preços, ou próximo aos níveis de 2007, quando o consumo per capita de carne vermelha e frango foi o último no seu nível mais alto. Animais maiores estão sendo abatidos nos Estados Unidos. Em uma base de peso, o gado aumentou em média 33 quilos desde 2000, um ganho de 10%. Embora as exportações líquidas continuem crescendo rapidamente, a produção de carnes dos Estados Unidos deverá aumentar 4% em 2018, ou quase 1,81 bilhão de quilos. Esses ganhos são suficientes para elevar o consumo esperado de carne per capita, mesmo que as exportações líquidas continuem a se expandir.
Economic Research Service, do USDA
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