
Ano 4 | nº 775 | 19 de junho de 2018
NOTÍCIAS
Junho pode ter pior volume de embarques de carnes desde 2011
Caso média diária de exportações se mantenha, também será o pior desempenho para junho desde 2003
A média diária das exportações de carne bovina atingiu 2,54 mil toneladas no acumulado de junho, até sexta-feira, 15, e “caso o ritmo se mantenha nos 10 dias úteis faltantes, o mês atual se encerrará com o pior volume desde janeiro de 2011 (51,76 mil toneladas) e também com o pior embarque para um mês de junho desde 2003, quando foram exportadas 47,31 mil toneladas”, avalia a XP Investimentos com base em dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) divulgados na segunda-feira, 18. Nos 11 primeiros dias úteis de junho, o País embarcou 27,9 mil toneladas de carne bovina in natura, forte retração de 72% quando comparada ao total de 99,6 mil toneladas exportadas em igual período de 2017. Segundo a XP, parte do desempenho negativo está atrelado à greve dos caminhoneiros. A corretora ainda destaca que, ao mesmo tempo, o setor de proteína animal segue “sofrendo com sanções sanitárias e medidas protecionistas (antidumping) dos compradores internacionais”, em referência à recente imposição de taxas da China para as importações brasileiras de frango. Quanto ao frango in natura, os dados do ministério apontam para o volume de 127 mil toneladas embarcado ao exterior nas três primeiras semanas de junho, queda de 63% ante as 343,3 mil toneladas enviadas em igual intervalo do ano passado. Já as exportações de suínos in natura somaram 16,3 mil toneladas, diminuição de 69,8% no comparativo anual.
Início da entressafra, menor volume de animais confinados no 1º giro e demanda por carnes reagindo, sugerem reação na @ do boi
Reação da demanda por carnes já vem sendo verificada desde final de abril com elevações consistentes e margens positivas para as indústrias
No mercado do boi gordo, o início da entressafra, menor número de animais em confinamento no primeiro giro e demanda por carne no atacado reagindo pode impactar no preço da arroba. Segundo o analista da Scot Consultoria, Alex Santos Lopes, em determinas praças o cenário do mercado é de transição de um período de desova de animais de safra para uma entressafra. “Neste ano, a safra se alongou um pouquinho em função da qualidade das pastagens. Enquanto, não se tornar difícil manter os animais na fazenda a tendência é que os pecuaristas prolonguem cada vez mais o gado nos pastos”, afirma. Até o momento, a média das escalas de abate estão em torno de 4 a 5 dias nos frigoríficos do estado de São Paulo, que é considerada normal. Atualmente, a referência para o boi gordo em São Paulo está próxima de R$ 138,00/@ a vista, livre de Funrural. Já a prazo, está por volta de R$ 140,00/@. “Tem frigoríficos tentando pagar menos, mas o mercado trava. As modificações nos preços são pontuais e cada praça se comporta de uma forma”, comenta. Em relação ao confinamento, o analista salienta que o volume do primeiro giro não vai facilitar o poder de compra dos frigoríficos. Do lado da demanda, os preços da carne no atacado sem osso não registraram nenhum viés de baixa nos últimos meses. “A melhora do consumo começou a se manifestar e são dois meses de alta no mercado de carne. Isso é animador, e a gente espera que isso continue até o final do ano”, finaliza.
Notícias Agrícolas
Aumento de preços do boi gordo em Mato Grosso, mas sinal de alerta deve ser ligado
No contexto geral, o mercado do boi gordo iniciou a semana com poucos negócios. Em estados como Pará, Bahia e Mato Grosso do Sul, vários frigoríficos começaram o dia fora dos negócios aguardando para traçar estratégias de compra
Em estados como Minas Gerais, por exemplo, os compradores “apertaram o pé” nas negociações nas duas últimas semanas, alongaram as programações de abate e agora estão na retranca. Contudo, no fechamento de hoje observamos algumas variações. As mudanças acontecem regionalmente. Das 32 praças que monitoramos tivemos cinco altas e três quedas. Destaque para o Mato Grosso, onde a cotação da arroba do boi gordo subiu em três das quatro praças pecuárias. Na média a alta foi de 0,7%. As escalas de abate mato-grossenses estão ao redor de três a quatro dias. Mas, na última sexta-feira (15/06), a Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram a Operação “Porteira Aberta”, contra mais um esquema de corrupção, desta vez envolvendo certificados sanitários, emitidos para o JBS, portanto, nos próximos dias atenção ao mercado neste estado.
ECONOMIA
ANTT vai aguardar STF antes de decidir sobre tabela do frete, diz fonte
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) vai aguardar até a audiência com o Supremo Tribunal Federal, marcada para quarta-feira, antes de decidir sobre a nova versão da tabela de fretes mínimos para o transporte rodoviário de carga, disse à Reuters uma fonte do órgão regulador
“Nada vai ser definido antes do STF”, disse a fonte, que falou sob a condição de anonimato. Em parecer encaminhado ao STF, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) considerou que o tabelamento gera resultado semelhante ao de um cartel. Em nota nesta segunda-feira, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) voltou a defender a tabela, que, segundo a entidade, é “imprescindível para reprimir o abuso nas contratações dos serviços de transporte, em especial, dos serviços dos caminhoneiros autônomos”. “A criação do piso evitará a exploração do trabalho do transportador e garantirá o custeio mínimo de suas despesas, especialmente com o óleo diesel, que chega a representar 40 por cento do custo total”, diz a Abcam. Em manifestação formal enviada ao STF, a ANTT afirmou que a adoção de tabela de fretes para transporte rodoviário de cargas, instituída pelo governo federal para colocar fim à greve dos caminhoneiros foi “emergencial, mas pode ser reavaliada”.
Redação Reuters
IPC-Fipe tem alta de 0,84% na 2ª quadrissemana de junho
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo acelerou a alta a 0,84 por cento na segunda quadrissemana de junho, contra 0,57 por cento na primeira leitura do mês, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.
Redação Reuters
Dólar sobe ante real com exterior e cena política local
O dólar terminou a segunda-feira em alta ante o real, em meio a temores de guerra comercial entre Estados Unidos e China e de olho no quadro político doméstico, a poucos meses da eleição presidencial bastante indefinida
O dólar avançou 0,27 por cento, a 3,7400 reais na venda, depois de despencar 2,15 por cento na última sessão. Na máxima, a moeda foi a 3,7662 reais. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,2 por cento. “Essa nova elevação na tensão nas relações comerciais entre Estados Unidos e China aumenta a aversão ao risco nos mercados e pressiona o preço do petróleo no mercado internacional”, comentou a corretora Coinvalores, em relatório, ao citar as tarifas impostas pelos Estados Unidos à China e a retaliação de Pequim ao anúncio. Na sexta-feira, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou tarifas de 25 por cento sobre 50 bilhões de dólares de importações chinesas, e prometeu mais se a China revidasse, o que aconteceu. Pequim anunciou tarifa adicional de 25 por cento sobre 659 produtos dos Estados Unidos avaliados em 50 bilhões de dólares. No exterior, o dólar rondava a estabilidade ante uma cesta de moedas, e operava misto ante divisas de países emergentes, em alta ante o peso chileno e queda ante o peso mexicano. A continuidade da atuação do Banco Central no mercado de câmbio nesta semana deve conter movimentos mais intensos de alta no dólar. O BC prometeu ofertar 10 bilhões de dólares em swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares, nesta semana.
Redação Reuters
Ibovespa cai e perde os 70 mil pontos com pressão de exterior e incerteza política local
O principal índice acionário da B3 fechou nesta segunda-feira abaixo dos 70 mil pontos pela primeira vez desde agosto do ano passado, pressionado pelos receios de uma guerra comercial entre Estados Unidos e China, enquanto as indefinições no quadro político-eleitoral local reforçaram o tom negativo
O Ibovespa fechou em queda de 1,33 por cento, a 69.814 pontos. O giro financeiro somou 14,3 bilhões de reais, incluindo o exercício de opções na primeira parte do pregão, que somou 5,53 bilhões de reais. No exterior, as preocupações sobre uma disputa comercial entre Washington e Pequim ganharam corpo após a China ameaçar impor tarifas sobre as importações de petróleo bruto, gás natural e outros produtos de energia de origem norte-americana, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas sobre 50 bilhões de dólares em importações chinesas. “O cenário interno está bastante indefinido… e para piorar veio essa preocupação com a relação entre China e Estados Unidos”, disse o gerente de renda variável da H.Commcor Ari Santos, acrescentando que o mercado acionário deve seguir pressionado até que se tenha mais clareza em relação ao cenário eleitoral. O índice de ações de mercados emergentes MSCI caiu 0,7 por cento. O cenário também foi negativo em Wall Street, com o S&P 500 fechando em baixa de 0,21 por cento.
Redação Reuters
EMPRESAS
PF e MPF deflagraram operação contra esquema de corrupção na JBS em MT
A Polícia Federal e o Ministério Público Federal em Mato Grosso deflagraram sexta-feira a Operação “Porteira Aberta”, com o objetivo de desarticular um esquema de corrupção para emissão de certificados sanitários sem a devida fiscalização no abate de animais na JBS
O MPF-MT informou que foi cumprido um mandado de busca e apreensão na unidade de Barra do Garças, a 516 quilômetros de Cuiabá. Em nota, a J&F afirmou que a operação foi deflagrada com base em documentos entregues em 2017 por representantes da companhia. O inquérito policial, que resultou na operação, teve início em 2015 quando foram realizadas denúncias de um esquema de propina envolvendo servidores do órgão de fiscalização sanitária federal e funcionários da empresa JBS, nos municípios de Vila Rica, Confresa e Barra do Garças. Nas denúncias foram apresentadas cópias de e-mails que apontavam o esquema. Além dos e-mails, foram quebrados os sigilos bancários dos fiscais que atuavam nas unidades de Vila Rica e Confresa e detectados depósitos bancários de valores idênticos aos informados pelo denunciante como propinas. Também foi realizada auditoria pelo Ministério da Agricultura confirmando que os procedimentos de inspeção eram irregulares, que as emissões dos Certificados Sanitários Internacionais e Nacionais não observaram as normativas e não foram respaldadas em documentos comprobatórios dos dados preenchidos no Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (SIGSIF). Também segundo o MPF-MT, na unidade de Barra do Garças, que foi alvo de busca e apreensão, o denunciante informou que a Gerente Andrea Nacif da Silva Gesta determinava que fossem separados mensalmente R$ 30 mil resultantes das vendas a varejo, e estes fossem colocados em três caixas de arquivo morto – R$ 10 mil em cada caixa. Tais valores eram destinados aos três fiscais que atuavam na unidade, com o mesmo intuito de evitar a fiscalização. O valor total de propinas pagas aos fiscais ainda não foi determinado, mas segundo a denúncia, eram depositados mensalmente R$ 12,3 mil para os dois fiscais atuantes em Confresa e Vila Rica, entre 2012 e 2014, e R$30 mil para os três fiscais de Barra do Garças, entre 2010 e 2012.
VALOR ECONÔMICO
Após greve dos caminhoneiros, BRF suspenderá abates em Concórdia (SC)
A BRF informou ontem aos trabalhadores que vai suspender os abates de frango na unidade de Concórdia (SC)
Ao todo, 1,7 mil funcionários entrarão em férias coletivas em 2 de julho, de acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação (Sintrial) em Concórdia, Jair Baller. A unidade voltará a abater frangos em 16 de julho. Procurada pela reportagem, a BRF confirmou a paralisação da unidade. De acordo com Baller, a BRF abate diariamente cerca de 280 mil frangos, o equivalente a 4% da capacidade total da empresa. Quando todos os seus abatedouros estão em operação, a BRF abate 7 milhões de aves por dia. No momento, porém, a capacidade da companhia já está reduzida devido aos ajustes feitos para a empresa se adequar ao embargo europeu. No caso de Concórdia, a paralisação é um reflexo da greve dos caminhoneiros. Segundo o presidente do Sintrial, a BRF não conseguiu fornecer aves aos granjeiros durante a greve. Por isso, precisará de duas semanas para readequar o fluxo de abate de frangos.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Custo de produção de suíno volta a patamar de out/2016
Os índices de custos de produção de frangos e suínos da Central de Inteligência de Aves e Suínos (Cias) da Embrapa continuam a trajetória de alta neste ano, tendo subido 17,61% e 15,74%, respectivamente, nos cinco primeiros meses de 2018
O custo de produção do quilo de suíno vivo em maio chegou a R$ 4,07 no estado de Santa Catarina, ultrapassando R$ 4 – o que não ocorria desde outubro de 2016, ano em que houve disparo nos preços de grãos usados na nutrição animal. A alta do ICPSuíno em maio, na comparação com abril, foi de 2,88%. Nos últimos 12 meses, o índice sobe 23,45%. Somente o custo de nutrição, que representa quase 80% da composição do ICPSuíno, subiu 2,93% em maio, em relação ao mês anterior, e cresce 15,53% no ano. O custo de produção do quilo do frango de corte chegou a R$ 2,92 em maio no Paraná, maior produtor nacional de carne de frango. O índice ICPFrango subiu 2,72% em maio, ante abril. Nos últimos 12 meses, a alta é de 24,06%. O custo de nutrição de frangos, que tem um peso de 71,43% no ICPFrango, sobe 16,52% nos cinco primeiros meses do ano e 2,64% em maio.
CARNETEC
Custo do frango atinge terceiro maior nível da história
Embora avançando de forma mais lenta que no mês anterior, em maio o custo de produção do frango continuou em linha ascendente
Embora avançando de forma mais lenta que no mês anterior, em maio o custo de produção do frango continuou em linha ascendente. Pelo nono mês consecutivo. De acordo com a Embrapa Suínos e Aves, o custo de produção do mês chegou aos R$2,92/kg, valor a esta altura superado apenas pelos R$3,04/kg e R$3,13/kg registrados em maio e junho de 2016. Ou seja: é o terceiro maior custo mensal da história do setor. Comparativamente ao mês anterior, a elevação observada foi relativamente pequena: +2,82%. Mas em relação ao mesmo mês de um ano atrás (quando os custos seguiam marcha inversa à atual) a variação é simplesmente assustadora, de mais de 26% – isto, enquanto os preços do frango vivo (base: interior paulista) decresciam 5% e os do frango abatido ficavam no mesmo nível de 2017. Mas essa estabilidade do frango abatido, note-se, vale apenas para o mês de maio. Porque, considerada a média dos cinco primeiros meses do ano, o produto alcançou valor 13% menor que o de um ano atrás. Com o frango vivo a queda foi de 8%. Tudo isso enquanto os custos do período seguiam inversamente, aumentando perto de 11%. Embora o ritmo de expansão mensal do custo tenha sido menor em maio, nos últimos nove meses ele aumentou, praticamente, 30%, média aproximada de 3% ao mês – o que significa que pode chegar aos R$3,00/kg em junho corrente.
AGROLINK
INTERNACIONAL
Exportações de carne bovina do Uruguai aumentaram em 13% e geraram US$ 892 milhões
As exportações do setor uruguaio de carne totalizaram US $ 892 milhões entre janeiro e 9 de junho, valor que representa 13% a mais que no mesmo período de 2017, sendo a China e a União Europeia os principais destinos
O relatório do Instituto Nacional da Carne (INAC) indica que a venda de produtos bovinos atingiu 207.014 toneladas e US $ 737 milhões, enquanto a de ovinos foi de 6.345 toneladas e US $ 29 milhões. 83% das vendas totais correspondem a carne bovina, com um preço médio de US $ 3.562 por tonelada. No setor de carne bovina, a receita em moeda estrangeira aumentou em 13% nessa medida e em 7% em volume. A China comprou 42% do total exportado, que chegou a US$ 372 milhões, 20% correspondiam à União Europeia e 13% ao Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), formado pelos Estados Unidos, México e Canadá. Os principais destinatários deste produto, considerados como blocos econômicos ou países individuais, foram China, América do Norte, União Europeia, Israel e Rússia, que representam 91% do total vendido pelo Uruguai. No posicionamento da carne bovina, a China continua marcando sua liderança como importadora e, embora haja mais concorrentes no mercado, o Uruguai pretende crescer e colocar mais volume, mas também maior qualidade. Ainda há muito o que crescer na colocação de carnes na China, devido ao crescimento do poder de compra dos consumidores, que apostam mais no consumo de proteína em suas dietas. A certificação de produtos é um caminho que o Uruguai não descarta e busca avançar.
El País Digital
Mercosul busca aproximação com outros blocos, preocupado por demora em acordo com UE
Líderes do Mercosul se reuniram na segunda-feira no Paraguai para uma reunião de cúpula com as atenções voltadas para a aproximação com outros blocos comerciais, preocupados pela demora da conclusão de um longamente negociado acordo comercial com a União Europeia
O relacionamento externo do Mercosul foi um dos principais tópicos das discussões prévias ao encontro entre os líderes ou representantes de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. A Venezuela também faz parte do Mercosul, mas está atualmente suspenso. O Uruguai assumirá a presidência para o próximo semestre com a intenção de promover um acordo com a China, que é responsável por 11 por cento do comércio mundial e que está atualmente em uma disputa comercial com os Estados Unidos. “Pedimos proceder, e se por alguma razão algum de nós… não puder avançar nesse aspecto, que também dialoguemos e encontremos fórmulas que, sem lesionar o Mercosul, contemplem seus próprios Estados”, disse o Presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, durante seu discurso. A China é um mercado-chave para as exportações de commodities do bloco, mas também vende produtos que competem com a produção nacional dos países sul-americanos. Na América do Sul, Chile e Peru são os únicos países que têm acordos comerciais com a China. As dificuldades para o acordo avançar persistem na questão dos produtos industrializados e agrícolas, como a carne bovina, da América do Sul, e os laticínios europeus, de acordo com autoridades.
Redação Reuters
UE reitera que Mercosul tem “trabalho a fazer” para avançar em acordo
A Comissão Europeia – o órgão executivo da União Europeia – avisou na segunda-feira (18) que o Mercosul ainda tem “trabalho a fazer” em vários capítulos em relação à conclusão do tratado de livre-comércio entre ambos os blocos, depois que o chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, pediu aos europeus “vontade real” de selar o acordo
“Para conseguir um acordo, ambas as partes precisam ceder e está claro que nossos sócios do Mercosul ainda têm trabalho a fazer em alguns capítulos-chave que já foram colocados sobre a mesa na reunião ministerial de janeiro”, lembrou o porta-voz de Comércio da UE, Daniel Rosario, na entrevista coletiva diária da Comissão. Essa foi a resposta do porta-voz após ser questionado sobre os comentários de Nin Novoa durante a reunião de ontem dos chanceleres do Mercosul antes da cúpula de hoje, quando o uruguaio avisou que as partes estavam “perto de presenciar uma ruptura” das negociações e recomendou que o Mercosul fizesse uma “mudança” em sua busca de acordos de livre-comércio, priorizando outras regiões, como a China. “A UE permanece comprometida para alcançar um acordo com o Mercosul. Obtivemos grande progresso até agora, notavelmente durante a rodada do início de junho em Montevidéu”, afirmou o porta-voz da Comissão. No fim de maio, fontes da Comissão Europeia pediram ao Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) que realizasse um “esforço considerável” em relação às negociações de junho em Montevidéu. Na negociação entre os dois blocos, que já dura quase duas décadas, mas com progresso real apenas nos últimos dois anos, ainda não há consenso para temas como as indicações geográficas, o acesso aos mercados em produtos como a carne bovina, o açúcar, os produtos lácteos e a indústria automobilística.
Agência EFE
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