CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 773 DE 15 DE JUNHO DE 2018

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Ano 4 | 773 | 15 de junho de 2018

NOTÍCIAS

Fux suspende ações contra tabela do frete

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu todas as ações que tramitam em instâncias inferiores contra a Medida Provisória 832, que estabeleceu preços mínimos para o frete rodoviário de cargas

A justificativa do ministro do STF é a de que, como há mais de 40 processos sobre o tema na Justiça Federal, distribuídos em diversos locais, é preciso unificar a solução jurídica, evitando que cada juiz decida de uma maneira. Fux atendeu a apedido da AGU. De acordo com o órgão, foram suspensas 57 ações em tramitação em todo o país. Foi agendada, ainda, uma audiência de conciliação entre o governo, os empresários, os caminhoneiros e a Procuradoria-Geral da República (PGR), que será realizada quarta-feira, dia 20, às 11h, no gabinete de Fux no Supremo. No meio da tarde, antes da decisão do Ministro do Supremo, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) protocolou o pedido de audiência no gabinete do Ministro Fux para discutir o conteúdo dos processos contra a MP do frete. Fux já havia enviado ao Planalto e ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) um pedido de esclarecimento sobre o tabelamento. A AGU foi notificada do pedido ontem. No STF, três ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs) já foram protocoladas questionando a tabela de preços: uma da Associação do Transporte Rodoviário de Cargas do Brasil (ATR Brasil), outra da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a terceira, da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

VALOR ECONÔMICO

Carne bovina com osso caiu 4,3%

No fechamento do mercado do boi gordo da última quinta-feira (14/06) houve ajustes nas duas direções, seis praças tiveram quedas e quatro tiveram altas de preços, considerando as negociações à prazo

Contudo, gradativamente, as ofertas de compra por valores abaixo da referência se tornam comuns e os negócios nestes patamares vão acontecendo, mesmo em um momento em que não há abundância de oferta. Os frigoríficos enfrentam dificuldade para escoar a produção de carne e, portanto, não intensificam as compras. O mercado atacadista de carne bovina com osso teve queda de 4,3% em relação ao fechamento da última semana e a carcaça de bois castrados está cotada em R$9,41/Kg.

SCOT CONSULTORIA

BOI/CEPEA: Escala alongada e dificuldade de venda de carne pressionam cotações da arroba

De acordo com levantamento do Cepea, no acumulado de junho, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo acumulou baixa de 2,9%

De acordo com levantamento do Cepea, no acumulado de junho (até o dia 13), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo acumulou baixa de 2,9%, fechando a R$ 137,80 na quarta-feira, 13. Ainda que a pressão sobre as cotações prevalecesse, conduzida pelas escalas relativamente alongadas e pela dificuldade para venda da carne, negócios pontuais em valores distantes dos mínimos fizeram com que as médias diárias aumentassem em alguns dias do período.

CEPEA/ESALQ 

Abate de suínos e bovinos sobe no 1º tri; de frangos cai

Os abates de bovinos e suínos no Brasil cresceram no primeiro trimestre do ano, ante o mesmo período do ano passado, enquanto o abate de frangos teve queda, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira (14)

O abate de suínos teve o maior resultado para um primeiro trimestre desde 1997, quando o IBGE iniciou sua pesquisa, com abate de 10,72 milhões de cabeças. Houve um aumento de 2,3% na comparação com o mesmo período do ano passado e queda de 3,1% ante o quarto trimestre de 2017. Santa Catarina é o líder em abate de suínos do Brasil, responsável por 26,3% do total abatido. O abate de bovinos subiu 4,4%, na comparação anual, para 7,72 milhões de cabeças. Em relação ao último trimestre de 2017, houve queda de 4,2%. A maior parte dos abates, o equivalente a 15,6% do total, ocorreu no estado de Mato Grosso. O Brasil abateu 1,48 bilhão de cabeças de frango no primeiro trimestre, queda de 1,2% ante o mesmo período do ano passado e alta de 3,5% em relação ao trimestre imediatamente anterior. O Paraná é o maior estado em abate de frangos, com 31,5% da participação nacional.

CARNETEC

Pressão derruba diretor de inspeção do Ministério da Agricultura

Sob pressão dos frigoríficos, a cúpula do Ministério da Agricultura decidiu demitir o fiscal José Luís Vargas do cargo de Diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), área responsável pela fiscalização federal de carnes, laticínios, fábricas de mel, ovos e pescados

A exoneração de Vargas, que ficou pouco mais de três anos na função, foi publicada na edição de hoje do “Diário Oficial da União”. Como é fiscal de carreira, Vargas continuará atuando na Secretaria de Defesa Agropecuária do ministério. Ele foi comunicado da dispensa no fim de semana, e na última segunda-feira avisou sua equipe que estava de saída. Para o seu lugar, já foi escolhido o também fiscal agropecuário Alexandre Pontes, que estava ocupando o posto de secretário-adjunto de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura. Vargas vinha sendo alvo de uma grande pressão das empresas do segmento de carnes nos últimos meses, que não raro se queixavam ao Ministro da Agricultura, Blairo Maggi sobre sua postura “inflexível” e pouco eficiente no enfrentamento de diversas crises desde a Operação Carne Fraca, em março de 2017. Dirigentes sindicais e empresários também reclamaram que as respostas do Dipoa às irregularidades que vieram à tona com a operação estavam sendo adotadas numa velocidade abaixo do esperado.

Valor Econômico

ECONOMIA

Dólar salta mais de 2,5%, maior alta em 13 meses, e vai a R$3,81 com exterior

O dólar subiu mais de 2,5 por cento e fechou esta quinta-feira acima do patamar de 3,80 reais influenciado pelos mercados externos, após o Banco Central Europeu (BCE) anunciar que vai acabar com seu programa de compras de títulos no fim deste ano, mas que isso não significava juros maiores no curto prazo

O mercado local também foi pressionado pela perspectiva de que está chegando ao fim o plano anunciado pelo Banco Central de intervir mais pesado até o fim dessa semana. O dólar avançou 2,64 por cento, a 3,8119 reais na venda, maior alta desde 18 de maio do ano passado, quando disparou 8,15 por cento após delações de executivos da J&F acertarem em cheio o Presidente Michel Temer. Na máxima da sessão, a moeda norte-americana foi a 3,8160 reais, com valorização de 2,75 por cento. O dólar futuro tinha alta de cerca de 2,45 por cento no final da tarde. “O euro despencou e fortaleceu o dólar no mundo todo. Lá fora as moedas emergentes pioraram muito, tínhamos que acompanhar”, comentou um operador de câmbio de uma corretora local. O euro caía mais de 1,5 por cento ante o dólar nesta sessão, após o BCE decidir manter as taxas de juros em baixas recordes até o verão de 2019 no hemisfério Norte. A decisão do BCE de prolongar o estímulo monetário veio em meio a preocupações com a desaceleração do crescimento na zona do euro, a turbulência política na Itália e as tensões comerciais globais, disseram analistas. Com a fraqueza do euro, o dólar subia mais de 1 por cento ante uma cesta de moedas e avançava ante as divisas de países emergentes, como os pesos chileno e mexicano, devolvendo as quedas de mais cedo.

Redação Reuters

Ibovespa fecha em queda com bancos e renova mínima do ano

O Ibovespa, principal índice de ações da B3, fechou em queda nesta quinta-feira, renovando a mínima do ano, com bancos respondendo pela maior pressão de baixa, conforme o mercado brasileiro segue enfraquecido pela maior percepção de risco com o quadro macroeconômico e cenário político-eleitoral no país

O Ibovespa caiu 0,97 por cento, a 71.421 pontos, menor patamar desde 14 de novembro de 2017. O volume financeiro da sessão somou 11,15 bilhões de reais. Os negócios começaram sem tendência clara. O índice foi perdendo fôlego até tocar a mínima do dia, contagiado pela piora no mercado de câmbio, com o dólar superando 2,80 reais após a terceira intervenção do Banco Central, com leilão de swaps. “O BC pareceu demonstrar preocupação com um nível específico de cotação e isso é muito ruim”, disse o sócio da gestora Galt Capital, Igor Lima. “O mercado de juros futuros também estressou nessa hora e, por fim, a bolsa também sentiu o aumento de risco e passou a cair mais fortemente.” A autoridade fez três leilões de swaps, somando desde a sexta-feira passada até agora 18 bilhões de dólares. O último leilão do dia aconteceu no meio da tarde, quando o dólar disparava ao redor do mundo. O dólar avançou 2,64 por cento, a 3,8119 reais na venda. De acordo com Lima, os bancos costumam ser os papéis que mais rapidamente capturam o risco macroeconômico, mas a bolsa de forma geral anda bastante fraca. “Não tem nenhum motivo para o investidor se animar com essa classe de ativo no curto prazo. O crescimento tem decepcionado, o risco político só aumenta e o ambiente externo é cada vez menos benigno, como demonstrou a mudança de tom do Federal Reserve na véspera”, destacou.

Redação Reuters

Frete para grãos deve subir com demanda represada, há necessidade de liberar

Os custos para o escoamento da segunda safra de milho do Brasil, em fase inicial de colheita, tendem a subir no momento em que agricultores e tradings ficarem mais ativos nas contratações, uma vez que a demanda por transporte represada deve superar a oferta de caminhões, disseram especialistas à Reuters nesta quinta-feira

Neste momento, as vendas de produtos agrícolas como soja e milho estão praticamente paralisadas. Mas especialistas avaliam que em algum momento o transporte de grãos precisará ser retomado, com tabela ou não, caso contrário não haverá espaço nos silos para guardar a produção de milho. A expectativa é de que o Brasil produza cerca de 58 milhões de toneladas de milho na atual safrinha, queda de 13,6 por cento na comparação anual. Mas o menor volume não deve se refletir em fretes mais baixos, uma vez que ainda há soja da safra recorde para ser enviada aos portos e indústrias processadoras. Tanto a comercialização quanto o escoamento rodoviário da safra estão praticamente travados há quase um mês em razão dos protestos de caminhoneiros e, agora, das indefinições quanto à tabela de fretes. “Com a proximidade da safrinha, estamos chegando a um período em que não tem para onde escapar. Vai ter procura maior por transporte…”, disse o pesquisador da Esalq-Log, da Universidade de São Paulo (USP), Samuel da Silva Neto. “Mesmo desconsiderando-se a tabela de preços mínimos, já prevíamos uma mudança no patamar de fretes até o final do ano”, acrescentou ele. Pelos dados mais recentes da Esalq-Log, o frete médio para transportar milho da região de Primavera do Leste (MT) ao Porto de Santos já estava em maio, quando ocorreram os protestos, 17,4 por cento maior na comparação com igual mês de 2017, em torno de 247 reais por tonelada.

Redação Reuters

Associação do agronegócio diz que obteve liminar contra tabelamento de frete

A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) informou na quinta-feira que obteve na Justiça Federal de São Paulo uma liminar em ação movida contra a União e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), por meio da qual seus associados ficam desobrigados de observar a tabela de frete mínimo

“Dessa forma, segundo a entidade, fica garantida a manutenção da livre iniciativa, princípio ferido pelo tabelamento”, afirmou a Abag em nota. A decisão é importante porque deve permitir que o agronegócio volte a contratar frete para transportar os produtos, sem ficar sujeito a punições estabelecidas por medida provisória. A não observância da tabela, de acordo com a MP, sujeitaria o infrator a indenizar o transportador em valor equivalente ao dobro do que seria devido, descontado o valor já pago. O impasse relacionado à tabela tem travado negociações de grãos no Brasil.

Redação Reuters

CNI recorre ao STF para barrar MP do tabelamento do frete

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF), com pedido de liminar, para suspender os efeitos da Medida Provisória 832 e da resolução da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que instituíram a política de tabelamento de preços para fretes rodoviários

Na ação, a entidade argumenta que as normas questionadas “operam uma indevida interferência na ordem econômica violando a livre iniciativa e a livre concorrência, com construção artificial de preços, que causam o um aumento estimado no frete entre 20 por cento e 130 por cento, podendo ultrapassar esses percentuais para a região Nordeste”. “A imposição estatal de preços ainda é maléfica ao desenvolvimento e aperfeiçoamento da atividade econômica, e tem como consequência a prestação de serviços caros e ineficientes ao consumidor, além de desestimular o investimento em inovação e o desenvolvimento de novos produtos e serviços, o que impacta o setor, estagnando as atividades”, disse a confederação. A ação da CNI segue na mesma linha da apresentada na semana passada pela Associação do Transporte de Cargas do Brasil (ATR) que também quer anular essa legislação, adotada pelo Presidente Michel Temer para pôr fim à greve dos caminhoneiros. Mais cedo, o Ministro da Secretaria de Governo, Carlos Maarun, disse que o governo vai defender na Justiça a existência da tabela de frete para transporte rodoviário como parte do acordo com os caminhoneiros.

Redação Reuters

Transportadoras ignoram tabela de frete e cobram preço antigo

Algumas transportadoras grandes, que têm melhores condições financeiras, capacidade de movimentação e relação de longa data com os clientes, não estão aplicando o frete mínimo estabelecido em tabela da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), disse ao Valor uma fonte da indústria, em condição de anonimato

Não fosse esse acordo para manter o custo de transporte, o executivo, ligado ao setor metalúrgico, acredita que boa parte das entregas estaria travada. Ele conta que a expectativa inicial era que a greve dos caminhoneiros tivesse apenas atrasado os despachos, de maio para junho, mas que não é bem isso que está ocorrendo. “Logo depois da greve, veio a questão do frete, para atender à demanda dos caminhoneiros. Ainda há gargalos para entregar esses lotes que ficaram na fábrica”, diz. “Pelo menos, conseguimos acertar com algumas grandes transportadoras que não aplicasse a tabela, ou a situação estaria pior.” O governo já publicou ao menos quatro diferentes tabelas de preço mínimo do transporte rodoviário, mas em todas voltou atrás, por erros técnicos, reclamação dos caminhoneiros ou dos clientes. A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) informou que entregou na quinta-feira (14) à ANTT uma proposta de tabela mínimo de frete rodoviário para diferentes tipos de carga, como geral, granel, perigosa e frigorificada. Para o caso específico das cargas gerais, a tabela ficou, em média, 20% abaixo dos valores fixados pela tabela vigente. Curiosamente, essa é a mesma redução que a ANTT havia divulgado para todos os tipos de carga em sua segunda versão da tabela, na semana passada, mas que foi revogada horas depois de publicada justamente por conta da reação contrária de lideranças de caminhoneiros.

VALOR ECONÔMICO

Representantes de caminhoneiros reduzem preço mínimo do frete em proposta entregue à ANTT

Proposta da Associação Brasileira dos Caminhoneiros considera tipo de carga, quantidade de eixos do caminhão, consumo de combustível do veículo e distância percorrida

A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) formalizou na quinta-feira (14) uma proposta de tabela mínima do preço de frete para transporte de cargas. A tabela foi entregue à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e ao Ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a proposta, o valor do transporte da carga geral ficou, em média, 20% abaixo do preço da tabela vigente. A proposta da considera o tipo de carga, a quantidade de eixos do caminhão, o consumo de combustível do veículo e a distância percorrida. A proposta não inclui o lucro do caminhoneiro, ou despesas com impostos, seguro, diárias e alimentação. “A tabela foi construída com o objetivo de subsidiar a ANTT na criação de nova tabela de frete, mais compatível com a realidade do mercado e que atenda, da melhor forma possível, a todos os setores envolvidos”, afirma a Abcam. Segundo a associação, a proposta apresentada nesta quinta à ANTT foi discutida com cinco federações e 59 sindicatos associados. A associação representa aproximadamente 700 mil caminhoneiros. A Abcam informou, ainda, que não pretende convocar nova paralisação caso não seja aprovada a tabela mínima de frete.

G1

FRANGOS & SUÍNOS

Governo trabalha com setor privado para suspender embargo chinês a frango brasileiro, diz ministro

O Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, afirmou que trabalha junto com o setor privado para suspender o embargo temporário da China à carne de frango exportada pelo Brasil e que não há motivos para uma decisão definitiva por parte dos chineses

Segundo ele, o Brasil tem bom diálogo com a China, um dos principais parceiros comerciais, e o esforço do governo é para evitar que o embargo preliminar não se torne definitivo. “Não consideramos que cometemos qualquer tipo de comércio desleal na China, pelo contrário, há uma relação complementar”, disse a jornalistas após evento de tecnologia com o BNDES. “A decisão tomada não é a definitiva e continuaremos trabalhando para tentar junto com setor privado não ter aplicação definitiva para o caso do frango…para nós não há justificativa (para o embargo), que pegou todos de surpresa”, acrescentou. O Ministério de Comércio chinês anunciou na semana passada a aplicação de medidas antidumping sobre a importação de frango brasileiro, por considerar que seus produtores sofrem concorrência desleal do país. As sanções preveem que os importadores deverão taxas de entre 18,8 e 38,4 por cento.

Redação Reuters

SUÍNOS/CEPEA: Menor oferta e procura aquecida mantêm preços em alta

Preços do suíno seguem em alta, devido à menor oferta de animais pesados para abate e à procura ainda aquecida para normalização de estoques
Segundo pesquisados do Cepea, os preços do suíno seguem em alta, devido à menor oferta de animais pesados para abate e à procura ainda aquecida para normalização de estoques. Quanto à exportação, desde o embargo russo às carnes brasileiras, China e Hong Kong se estabeleceram como os maiores destinos da proteína suína. De janeiro a maio deste ano, esses países asiáticos receberam 56,2% das exportações nacionais. Em maio, inclusive, os maiores volumes de carne suína (in natura e processada) embarcados à China e Hong fizeram com que as exportações totais do Brasil superassem as do mês anterior. Segundo dados da Secex, foram exportadas em maio 47,15 mil toneladas de carne suína, aumento de 18,3% frente a abril, mas queda de 1,3% na comparação com maio de 2017. China e Hong Kong, por sua vez, ampliaram as compras em 41,9% e em 55,6%, respectivamente, em maio.

CEPEA/ESALQ

Frango e suíno subvertem curva sazonal de preço das carnes

Notório que em 2018 os preços de frango, suíno e boi vivos permanecem em níveis baixíssimos

O movimento dos caminhoneiros em maio passado (com extensão para junho corrente) faz, agora, com que o frango e o suíno vivos subvertam a curva sazonal. Já o boi em pé, menos afetado, segue sua marcha natural. Na média dos últimos 18 anos se constata, neste ano, até abril, o desempenho esteve bem aquém da média registrada em quase duas décadas. Em contrapartida, porém, a reversão da curva ocorreu mais cedo, em maio. E em junho corrente, antes mesmo de finda a primeira quinzena, registra crescimento agudo. Efeito da paralisação geral a que o Brasil foi submetido entre o final de maio e o início de junho. Mas, esse efeito vem sendo determinado apenas pelo frango e pelo suíno. Ou seja: o boi ainda permanece com cotação decrescente. A valorização mais significativa é a do frango que, no momento, acumula ganho de mais de 16% em relação ao preço médio registrado em 2017, um ganho absolutamente pontual, pois está restrito, apenas, ao mês de junho.  O preço do frango vivo neste semestre alcança valor médio (cerca de R$2,45/kg) mais de 5% inferior à média registrada em 2017 (pouco mais de R$2,58/kg). E que, por sua vez, ficou 10% aquém da média registrada em 2016 (perto de R$2,90/kg).  O frango vivo permanece com uma remuneração média mais de 15% inferior à de 2016.

AGROLINK

EMPRESAS

Conselho da BRF aprova Pedro Parente para cargo de CEO

O Conselho de Administração da BRF S.A. aprovou na quinta-feira (14) a indicação do ex-presidente da Petrobras Pedro Parente para o cargo de CEO da processadora de carnes, segundo comunicado divulgado no fim da tarde

Parente deve assumir a nova posição assim que receber autorização da Comissão de Ética Pública da Presidência da República atestando a inexistência de conflito de interesses entre o cargo anterior e o de CEO da BRF. “Durante o período em que for o CEO Global da BRF, o sr. Pedro Pullen Parente priorizará o processo de planejamento estratégico e financeiro, cuidará diretamente da preparação de seu sucessor e liderará o processo de reorganização da companhia, em especial o preenchimento de posições-chaves e questões ligadas à sua governança”, disse a BRF em comunicado. Parente acumulará os cargos de CEO e de Presidente do Conselho de Administração da BRF por pelo menos 180 dias, conforme permite o estatuto social da companhia. O conselho buscará ainda autorização em assembleia geral de acionistas para alterar o estatuto e estender o período de acumulação de cargos para até um ano. O conselho da BRF também aprovou a criação do cargo de Diretor Presidente Global de Operações (COO), que será ocupado pelo atual CEO interino e Diretor Financeiro Lorival Nogueira Luz Junior. Ele assumirá o novo posto na data da posse de Parente.

CARNETEC

Pedro Parente é dispensado de quarentena e pode assumir BRF

O ex-presidente da Petrobras, Pedro Parente, foi dispensado da quarentena pela Comissão de Ética Pública, em decisão publicada ontem (14), em nota. Parente pediu demissão da estatal em 1º de junho e foi convidado para a presidência da BRF

Cabe à Comissão de Ética Pública (CEP) da Presidência da República definir se ex-agentes públicos devem passar por uma quarentena antes de assumir cargo na iniciativa privada e Parente pediu um parecer à CEP neste sentido. Parente foi informado que estava dispensado da quarentena porque a Petrobras e a BRF não atuam no mesmo ramo. A BRF é uma das maiores empresas de alimento do mundo, dona de marcas como Sadia, Perdigão e Qualy. A quarentena é aplicada para evitar que ex-agentes públicos levem para o mercado informações privilegiadas sobre o governo. O período da quarentena depende do cargo ocupado antes da saída do ex-agente público do Executivo. Quanto mais acesso a informações sigilosas, maior o tempo de quarentena. Durante esse período, o ex-agente público recebe o salário correspondente. O nome de Parente já era especulado na BRF antes mesmo de confirmada a demissão. Tanto que, logo após divulgada sua saída da estatal, as ações da empresa do ramo alimentício subiram mais de 12%.

AGÊNCIA BRASIL

INTERNACIONAL

Rússia e Chile justificam 70% das exportações de carne paraguaia

Durante os primeiros cinco meses do ano, o Paraguai faturou US $ 496 milhões em exportações de carne bovina, cerca de US $ 37 milhões a mais em relação ao mesmo período do ano passado

Só em maio, as exportações do Paraguai aumentaram 34% em relação ao mesmo mês de 2017. De acordo com um relatório do Banco Central do Paraguai (BCP), a Rússia e o Chile são os principais destinos do produto com uma demanda de 70% das colocações totais do Paraguai. O economista-chefe do BCP, Miguel Mora, assegurou à imprensa paraguaia que a suspensão do Chile de cinco frigoríficos no início do ano teve um impacto negativo na balança comercial com um déficit de US $ 80 milhões. No entanto, a remoção das sanções a três indústrias levou a um rápido crescimento nos volumes demandados e no valor do produto. Somando a retomada da soja, a balança comercial de maio já registrou superávit de US $ 371 milhões.

El País Digital

Receita de fazendas de gado de corte da Austrália alcança maior valor em 20 anos

Em 2016–17 e 2017–18, os rendimentos agrícolas em dinheiro para produtores de carne bovina australianos foram estimados como sendo os mais altos em mais de duas décadas (em termos reais)

Estima-se que a receita média em dinheiro de 2016–17 tenha aumentado 4% com relação ao ano anterior, para A$ 188.800 (US$ 143.034) por fazenda, de acordo com dados coletados da Pesquisa Agrícola e Agropecuária Australiana da ABARES (AAGIS). As receitas de caixa para fazendas de corte subiram 7% no mesmo período – sendo a maior média para os produtores de carne bovina desde 2006-07 (em termos reais), sustentada pelos altos preços do gado e pela produção agrícola acima da média. Para 2017–18, o rendimento médio de uma fazenda deverá subir 3%, sendo o mais alto em mais de 20 anos, já que os custos totais devem diminuir mais do que as receitas. Apesar de mais gado ter sido abatido, os preços mais baixos do gado viram o total de receitas cair. A ABARES está projetando a queda para 11% em 2017–18, para A$ 461.000 (US$ 349.251) por fazenda. Depois de subir para recordes em 2016–17, prevê-se que o lucro das fazendas diminua em 3% em 2017–18, uma vez que os preços do gado estão caindo e o valor dos animais em mãos segue o mesmo caminho. Apesar do declínio, esse deverá ser o segundo ano mais alto nas últimas duas décadas (em termos reais), com uma média de A $ 113.000 (US$ 85.608,3) por fazenda. Em 2017–18, as fazendas de carne bovina que registam lucros negativos deverão ser, em média, de 44%, bem abaixo da média de dez anos de 61%.

Meat and Livestock Australia (MLA)

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