CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 768 DE 08 DE JUNHO DE 2018

abra

Ano 4 | nº 768 | 08 de junho de 2018

NOTÍCIAS

Queda nos preços da arroba do boi gordo

A medida que os efeitos da paralisação dos motoristas de caminhão vão ficando para trás a dinâmica das negociações no mercado do boi gordo ficam mais claras

No fechamento da última quinta-feira (7/6), considerando a média dos preços à vista em todas as praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria, tivemos queda em sete e alta em quatro, comparados com os preços do dia anterior (6/6). Em São Paulo, a entrega concentrada de boiadas (em função do volume represado durante o período da greve) permite que os frigoríficos pressionem o mercado. A cotação da arroba paulista ficou em R$138,00 à vista, livre de Funrural, queda de 1,4% na comparação mensal. Na região de Minas Gerais, a oferta de boiadas não está abundante e força ofertas de compra acima da referência. Estes movimentos indicam que ainda não há um viés definido no mercado.

SCOT CONSULTORIA

Brasil deixou de exportar US$240 mi em carne bovina por protestos, diz Agroconsult

O Brasil deixou de gerar 240 milhões de dólares em receita com exportação de carne bovina em maio frente o esperado, em razão dos protestos de caminhoneiros, disse na quinta-feira a Agroconsult, que estima perdas bilionárias para a cadeia produtiva da pecuária de corte nacional pelo mesmo motivo

A expectativa, antes dos protestos, era de que as exportações de carne bovina do país somassem 384 milhões de dólares em maio. As manifestações, desencadeadas pela alta do diesel, duraram mais de dez dias e afetaram diversos setores da economia. A indústria de carnes de aves e suína também sofreu perdas elevadas: cerca de 300 milhões de dólares deixaram de ser gerados com a exportação de carne de frango, cuja expectativa inicial era de vendas de 518 milhões; no caso da suína, a “frustração” foi de 60 milhões de dólares, enquanto o segmento esperava embarcar 100 milhões de dólares no mês passado. No caso da bovinocultura, os bloqueios de estradas e a falta de caminhões reduziram o escoamento de carne, explicou o sócio e coordenador de pecuária da consultoria, Mauricio Palma Nogueira. “Em relação a abril, a frustração com as exportações foi de 180 milhões de dólares por causa da greve”, comentou ele, durante evento em São Paulo. A cadeia produtiva da pecuária de corte registrou perdas superiores a 11 bilhões de reais em negócios não realizados por causa dos protestos. “Isso é o que deixou de ser movimentado… Existe a possibilidade de reverter, mas só se tivermos um cenário inflacionário, com preços mais altos da carne bovina”, disse.

Redação Reuters

Boi gordo versus milho: pior relação de troca desde maio de 2016

Os preços do milho recuaram nesta segunda semana de junho, após encerrada a greve dos caminhoneiros no país

O início da colheita da segunda safra (2017/2018) colabora com este cenário de menor pressão sobre as cotações. Segundo levantamento da Scot Consultoria, na região de Campinas-SP, a saca de 60 quilos chegou a ser negociada em R$45,00, sem o frete, no final de maio, durante o período de greve. Atualmente, a referência está em R$43,00 por saca na região. Considerando a praça de São Paulo, atualmente é possível comprar 3,26 sacas de milho com o valor de uma arroba de boi gordo. Os patamares mais altos de preços do milho e a queda no preço do boi gordo prejudicaram a relação de troca. O poder de compra do pecuarista frente ao insumo diminuiu 4,1% em junho na comparação mensal. Já em relação a junho do ano passado, são 35,5% ou 1,79 saca a menos adquirida com o valor de uma arroba no estado. É a pior relação de troca desde maio de 2016, quando era possível comprar por volta de 3,0 sacas de milho com o valor de uma arroba de boi gordo.

SCOT CONSULTORIA

Governo recua e suspende nova tabela de frete rodoviário

O Ministro dos Transportes, Valter Casimiro, anunciou na noite de quinta-feira que o governo decidiu suspender a nova tabela de frete do transporte rodoviário e irá rediscutir os valores, após pressão de associações de caminhoneiros que se manifestaram contra os valores determinados

O governo federal decidiu tabelar o frete atendendo a reivindicação dos caminhoneiros, que realizaram uma greve de mais de 10 dias no fim de maio que paralisou o transporte rodoviário de cargas, mas acabou revendo a tabela inicial para reduzir os valores, após reclamações do setor produtivo devido ao aumento de custo com frete. Essa nova tabela, por sua vez, foi questionada pelos caminhoneiros, o que levou o governo a recuar e anunciar uma nova rodada de negociações entre os setores afetados e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). “Essa nova resolução trouxe algumas questões que precisam ser revistas. Foi uma determinação agora do Ministério dos Transportes e da ANTT que a gente torne essa resolução publicada hoje sem efeito”, disse o Ministro dos Transportes em reunião com caminhoneiros, de acordo com um vídeo da reunião. “Volta a ter efetividade a resolução anterior para que a gente possa discutir com todas as categorias e associações para que a gente volte com uma tabela que seja factível e represente o custo real do frete para o transporte de cargas do Brasil”, acrescentou.

Redação Reuters

ANTT divulga novas regras para frete rodoviário

A nova versão da política de preços mínimos para o frete rodoviário, regulamentada pela Resolução 5.821/18, será publicada na edição desta sexta-feira (8) do “Diário Oficial da União” (DOU). O novo texto permitirá, por exemplo, a livre negociação do valor do frete de retorno entre o caminhoneiro e o contratante do transporte

Também vai atualizar o valor do frete mínimo para todos os tipos de caminhão. A versão anterior previa uma tabela de preços para apenas uma categoria de veículo, o que distorcia o custo para os transportadores. A resolução detalha, ainda, os casos em que a tabela não será aplicada. Uma das exceções são os veículos ou implementos alugados, seja pelo caminhoneiro ou pelo dono da carga. O transporte de produtos radioativos e de valores também ficaram de fora, assim como a coleta de lixo. A tabela também não será aplicada para o frete de cargas tratadas na Política Nacional de Resíduos Sólidos. Com isso, ficam de fora dos preços mínimos o transporte de agrotóxicos, pilhas, baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas e produtos eletroeletrônicos. Em entrevista concedida na noite de quinta (7), o Ministro dos Transportes, Valter Casimiro, afirmou que a nova tabela de preços mínimos do frete “conseguiu normalizar o valor do frete próximo ao que já vinha sendo aplicado no mercado”. Ele ressaltou, no entanto, que a nova tabela ainda poderá ganhar uma terceira versão, em 30 dias, quando a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) concluir as rodadas de consultas públicas com o setor produtivo e os caminhoneiros, que começa na próxima semana. “A primeira tabela previa apenas um caminhão para cada tipo de carga, a de hoje, aprovada pela diretoria da ANTT, distribui por todo tipo de caminhão, pela quantidade de eixos, ou seja, o valor do quilômetro por eixo”, completou. Segundo o Ministro, a redução média dos preços em relação à primeira tabela será de 20%.

VALOR ECONÔMICO

Justiça barra tabelamento de frete no RN e fala em “evidente” intervenção do governo

A Justiça Federal do Rio Grande do Norte concedeu liminar para suspender os efeitos das normas que regulamentam a Política de Preços Mínimos de Transporte Rodoviário de Cargas, o chamado tabelamento de preços de frete, para duas empresas sediadas no Estado, conforme a íntegra da decisão obtida pela Reuters

As empresas L. Praxedes Gomes e Maresal Sociedade Salineira Ltda argumentam que tem como atividade a extração e o beneficiamento de sal marinho e que escoam a produção por meio da contratação de transporte de carga de pessoas físicas e jurídicas cujo frete é fixado em comum acordo. Ambas disseram que a Medida Provisória 832, de 2018, e a resolução 5.820, de 2018, que instituiu a política de preços para o transporte de cargas, ferem os princípios constitucionais da livre iniciativa e concorrência. Em sua decisão, o juiz federal Orlando Dontato Rocha afirmou que “resta evidente a intervenção” do governo federal na economia ao impor regulamentação ao setor de transporte rodoviário de cargas, em ofensa à Constituição. O magistrado disse também que o efeito vinculante da norma que visa a regulamentar o mercado de frete a uma tabela “pré-estabelecida” demonstra “flagrante inconstitucionalidade”. “Diante do exposto, defiro o pedido de tutela de urgência requerido na inicial, para suspender imediatamente os efeitos vinculantes da Medida Provisória nº 832/2018, bem como da Resolução nº 5.820/2018, para contratação de transporte rodoviário de carga pelas empresas-autoras e, consequentemente, das sanções estabelecidas no art. 5º, §4º da referida MP”, decidiu o juiz. Na decisão, o juiz deixa claro que o efeito da decisão se restringe às duas empresas, mas a medida pode abrir precedente para outras.

Redação Reuters

Mesmo com alta nos insumos, confinamento deve crescer

Possível alta na cotação da arroba pós-paralisação deve influenciar os confinadores

Apesar do cenário de alta nos preços de insumos para alimentação dos animais, em parte decorrente da greve dos caminhoneiros, o confinamento deve crescer em 2018. De acordo com o analista Maurício Nogueira, da Athenagro (antiga Agroconsult Pecuária), ainda não é possível estimar o percentual, mas a atividade deve fechar o ano com mais de 5,2 milhões de cabeças confinadas, somando os animais engordados no cocho em Terminação Intensiva a Pasto (TIP). “A elevação nos custos não muda o fato de que o pecuarista precisa entregar seus animais para o abate e mudar a dieta pode comprometer os ganhos da atividade. Por isso, devemos, no mínimo, ter o mesmo volume de animais confinados do ano passado”, destacou. “No Brasil, o confinamento é uma necessidade para manter a engorda no período de seca”, acrescentou. Até o início de junho, a Athenagro estima que os custos de produção do confinamento subiram mais de 25%. No entanto, Nogueira destaca que isso não deve assustar os produtores, uma vez que o setor ainda passa por um balizamento pós-greve. “Os preços dos insumos de alimentação têm oscilado diariamente, mas em breve devemos ter uma normalização”.

Portal DBO

ECONOMIA

BC reforça atuação, mas dólar dispara e vai ao patamar de R$3,92

O dólar deu novo salto nesta quinta-feira e foi ao patamar de 3,92 reais, mesmo após o Banco Central reforçar novamente sua intervenção no mercado, com o nervosismo dos investidores com as cenas política e fiscal locais

O dólar avançou 2,28 por cento, a 3,9258 reais na venda, maior patamar desde 1º de março de 2016, quando ficou em 3,9411 reais. Na máxima do dia, a moeda norte-americana foi a 3,9684 reais. Foi o terceiro pregão consecutivo de alta, acumulou 4,87 por cento. Desde fevereiro, a moeda norte-americana já disparou 23,44 por cento até este pregão. O dólar futuro subia cerca de 1,90 por cento no final da tarde. “Estamos vendo um pequeno ataque especulativo ao Brasil via câmbio, mas acredito que é perfeitamente contornável”, afirmou o Sócio-Gestor da gestora Leme Investimentos, Paulo Petrassi, acrescentando que o BC tem condições de atuar. Outros profissionais ouvidos pela Reuters também consideraram que o Brasil estaria sofrendo um ataque especulativo, a exemplo do que aconteceu com Turquia e Argentina recentemente, defendendo atuação mais firme pelo BC. Pesquisas eleitorais têm mostrado dificuldade dos candidatos que o mercado considera como mais comprometidos com ajustes fiscais de ganhar tração na corrida presidencial. A turbulência recente levou os estrategistas a elevarem suas projeções para o dólar, mas a incerteza sobre as cotações disparou, mostrou pesquisa da Reuters, ilustrando como o salto da moeda norte-americana colocou em xeque os mantras otimistas que marcaram os últimos meses.

Redação Reuters

Ibovespa cai 3% e renova mínima do ano com apreensão sobre cena eleitoral e ‘stop loss’

O Ibovespa, principal índice de ações da B3, desabou na quinta-feira, renovando mínima no ano, com movimentos de ‘stop loss’ elevando o giro financeiro e acentuando perdas em um pregão já negativo por apreensões com o nebuloso cenário político-eleitoral no país

No fechamento, o Ibovespa caiu 2,98 por cento, a 73.851 pontos, menor patamar de fechamento desde 20 de dezembro do ano passado. No pior momento, despencou 6,5 por cento, a 71.161 pontos, mínima intradia desde 16 de novembro de 2017. A recuperação de alguns papéis, reflexo do tradicional movimento de busca por barganhas, ajudou a afastar o índice das mínimas. Ainda assim, apenas três das 67 ações da carteira do Ibovespa terminaram o dia em alta, com os papéis blue chips respondendo pelo principal peso negativo. O volume financeiro no pregão alcançou 20,4 bilhões de reais, muito acima da média diária de 2018 (11,8 bilhões de reais) e de junho (14,2 bilhões de reais). Após desabar quase 11 por cento em maio, o Ibovespa já contabiliza um declínio ao redor de 3,8 por cento nestes primeiros dias de junho. De acordo com o estrategista Carlos Sequeira, do BTG Pactual, há uma piora na situação de alguns mercados emergentes, bem como preocupações com aumento de inflação e juros nos Estados Unidos, o que tem minado o sentimento dos investidores, enquanto a situação no Brasil é amplificada principalmente pela questão político-eleitoral. Apreensões com a intervenção do governo na economia também têm deixado investidores receosos, principalmente após o governo adotar medidas como o tabelamento do frete e congelamento do preço do diesel para encerrar a greve de caminhoneiros que durou cerca de dez dias.

Redação Reuters

BC reage a pânico e garante liquidez para acalmar mercado

O mercado financeiro teve um dia de pânico ontem, numa dinâmica que trouxe à memória a forte instabilidade vivida em 2002. No pior momento, o dólar se aproximou de R$ 4 e as taxas de juros futuros alcançaram níveis que forçaram a B3 a ampliar os limites de oscilação. O Ibovespa chegou a mergulhar mais de 6% e perder quase 5 mil pontos. Tamanho estresse forçou o Banco Central a vir a público para tentar acalmar o mercado

Em entrevista convocada no início da noite de ontem, o Presidente do BC, Ilan Goldfajn, anunciou que, até o fim da semana que vem, vai ofertar mais US$ 20 bilhões em swaps cambiais adicionais. Ele disse que está disposto a usar o instrumento que for necessário – reservas, leilões de linhas e swaps – para fazer frente à instabilidade do mercado, inclusive dizendo que o estoque de swaps pode ir além dos US$ 110 bilhões alcançados em 2015. A afirmação, porém, acabou gerando dúvidas entre analistas, já que o BC programou para hoje os mesmos 15 mil contratos que vem disponibilizando diariamente. Ainda assim, a expectativa é que a demonstração de que o BC está atento e disposto a agir pode contribuir para dar algum alívio ao mercado, na opinião de especialistas. Contratos de real negociados nos Estados Unidos já indicavam, na noite de ontem, uma recuperação da moeda brasileira, que operava em alta de 2,5% ante o dólar. Apenas ontem, o BC despejou no mercado US$ 2,75 bilhões. Mas a forte injeção de liquidez mais uma vez não impediu que o real figurasse entre as piores divisas no mundo. E o clima de incerteza que dominou os mercados deu margem para todo tipo de especulação e rumor.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

China adota medidas antidumping contra importação de carne de frango do Brasil

A China começará a implementar medidas antidumping temporárias sobre as importações de frango do Brasil em 9 de junho, disse o Ministério do Comércio nesta sexta-feira, depois de avaliar que a indústria doméstica foi substancialmente prejudicada.

Os importadores que compram frango brasileiro serão obrigados a fazer depósitos que variam de 18,8 a 38,4 por cento, disse o ministério em um comunicado. As medidas abrangem produtos fornecidos pelos principais exportadores brasileiros JBS e BRF.

Redação Reuters

Disputa entre EUA e México pode beneficiar carne suína do Brasil

Os exportadores brasileiros de carne suína pediram nesta semana ao Ministério da Agricultura para acelerar as tratativas com as autoridades do México em torno da abertura do mercado do país norte-americano, afirmou ao Valor o Vice-Presidente de Mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin

A intenção é aproveitar a oportunidade política aberta pela disputa comercial entre Estados Unidos e México. Em retaliação à sobretaxa aplicada pelo Presidente americano Donald Trump contra o aço e o alumínio, o México anunciou ontem uma sobretaxa de 20% sobre uma lista de produtos americanos, entre os quais a carne suína. De acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o México é o terceiro maior importador mundial de carne suína, perdendo somente para Japão e China. “Com a tarifa de 20% [aplicada aos americanos], passamos a ser competitivos”, afirmou Santin. De acordo com ele, o México também criou uma cota livre de tarifa de 350 mil toneladas para ocupar o espaço que era normalmente preenchido pelos Estados Unidos. Diante disso, o Ministério da Agricultura já acionou a adida agrícola no México para agendar uma reunião com autoridades do país. A abertura efetiva do mercado do México deve demandar uma missão sanitária de técnicos ao Brasil, o que costuma demorar. No entanto, as tratativas podem acontecer mais rapidamente diante da necessidade mexicana de ampliar o número de fornecedores, avaliou Santin. Se conseguir abrir o mercado mexicano, o Brasil ganhará uma opção alternativa à Rússia, que segue fechada para os produtos brasileiros.

VALOR ECONÔMICO

Cadeia de abate de suínos deixou de gerar R$ 500 mi durante greve

A paralisação de atividades da cadeia de abate de suínos no Brasil durante a greve dos caminhoneiros no fim de maio impediu a geração de cerca de R$ 500 milhões em receita para o setor, disse o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, à CarneTec nesta semana

“Houve a normalização do fornecimento de insumos e de ração, os frigoríficos começaram a abater, mas não recuperamos as perdas desse período… foram praticamente dez dias de mobilização e as perdas foram muito grandes”, disse Lopes. O setor está agora na expectativa da reabertura do mercado russo, que era o principal importador de carne suína brasileira até novembro do ano passado, quando as compras foram suspensas. “Existe uma promessa do governo russo de voltar a qualquer momento. Estamos nessa expectativa desde janeiro e não se concretiza”, disse Lopes. O México também vem demonstrando mais interesse no produto brasileiro desde o ano passado, segundo ele. O México também abriu uma cota livre de taxas para importação de 350 mil toneladas de carne suína de outros países. “A gente tem visto um movimento maior de interesse do México, mas eu vejo isto ainda com muita cautela”, disse Lopes sobre a probabilidade de que o Brasil ganhe acesso ao mercado mexicano de carne suína como uma das consequências da sobretaxação do produto norte-americano. O executivo considera que há possibilidade também de que os países norte-americanos possam acabar chegando a um acordo.

CARNETEC

Com novo ajuste, frango vivo retoma preço de 6 anos atrás

Frango vivo disponibilizado no interior paulista foi negociado ontem (6) por R$3,00/kg

Em função de um novo ajuste de 10 centavos – o quinto consecutivo no mesmo valor – o frango vivo disponibilizado no interior paulista foi negociado ontem (6) por R$3,00/kg. Mais generoso, o mercado mineiro propiciou ao produto local ajuste de 15 centavos. Com isso, o frango vivo de Minas Gerais também chega aos R$3,00/kg, igualando-se ao de São Paulo – fato que não ocorria há um mês. Comparativamente aos valores vigentes 30 dias atrás, o frango vivo paulista registra valorização de 36,36%, enquanto a do produto mineiro chega aos 42,86%. Já em relação aos preços de um ano atrás, na mesma data, o ganho de São Paulo é de 20% e o de Minas Gerais de 36,36%.

AGROLINK

INTERNACIONAL

Demanda chinesa de carne bovina diminuiu, mas ainda é robusta

A mudança do comportamento do consumidor e o aumento da renda estão apresentando sólidas oportunidades para a carne bovina australiana em alguns dos maiores e mais diversos mercados globais

A China era um mercado grande e complexo, passando por um período de crescimento incrível, de acordo com Michael Finucan, Gerente Geral de mercados internacionais do MLA. A demanda chinesa por carne bovina pode ter esfriado a partir de altas anteriores, mas ainda é grande e robusta. “É uma economia em mudança – há uma maior urbanização acontecendo”, disse Finucan. “A renda média nacional gira em torno de US $ 6.000 por ano, mas nas grandes cidades da Costa Leste, as rendas são mais do que o dobro – esses são os mercados que precisamos atingir. A China representa 20 por cento da população mundial, mas apenas 6 a 7 por cento da água e da terra agrícola do mundo, então eles precisam importar”. Finucan descreveu as relações comerciais entre a Austrália e a China como geladas no momento. “É muito mais importante para nós do que para a China”, disse ele. “A China é o parceiro comercial número um da Austrália, mas somos apenas o 14o deles. Isso se traduz em alguns dos problemas que temos.” Ele estava se referindo ao “modesto progresso na carne refrigerada” desde que um acordo foi fechado há mais de um ano entre o primeiro-ministro da República Popular da China, Li Keqiang, e o primeiro-ministro australiano Malcolm Turnbull para aprovar o número de fábricas e armazéns frigoríficos australianos aprovados para fornecer este mercado de 11 a 70. A proibição de curto prazo da China à carne bovina de algumas plantas no ano passado, devido a problemas de rotulagem, é outro exemplo dos desafios enfrentados pelos processadores australianos.

FarmOnline

Índice de Preços dos Alimentos da FAO subiu ainda mais em maio

O Índice de Preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) ficou em média em 176,2 pontos em maio de 2018, subindo 2,2 pontos (1,2 por cento) em relação ao nível de abril e atingindo seu nível mais alto desde outubro de 2017

O aumento em maio refletiu um contínuo aumento nas cotações de preço do leite, enquanto as de cereais também subiram, embora a um ritmo mais lento. Por outro lado, os mercados de óleo vegetal e açúcar continuaram sob pressão descendente, enquanto os valores de carne mudaram pouco. O Índice de Preços da Carne da FAO ficou em média 169,6 pontos em maio, um pouco abaixo do registrado em abril. A pequena queda no índice em maio refletiu a queda dos preços da carne suína e da carne ovina, enquanto os da carne de frango aumentaram levemente. Os preços internacionais de carne suína e ovina enfraqueceram, devido à redução das importações chinesas no caso da carne suína e ao fortalecimento da carne ovina em relação ao dólar americano.

FAO

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

abrafrigo

Leave Comment