CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 746 DE 08 DE MAIO DE 2018

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Ano 4 | nº 746 | 08 de maio de 2018

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo sem firmeza

Mercado do boi gordo iniciou a segunda semana de maio pressionado. Das trinta e duas praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria, a arroba caiu em seis delas

Destaque para Goiás, onde a cotação da arroba caiu 0,8% em relação à sexta-feira (4/5). Desde abril, a cotação caiu 5,2%, considerando a praça de Goiânia. Em São Paulo, a arroba do boi gordo ficou cotada em R$142,00/@, a prazo, livre de Funrural. As programações de abate atendem em torno de seis dias. Cabe ressaltar que muitos compradores estão fora das compras, aguardando melhor desenho do mercado para traçar as estratégias de precificação no decorrer da semana. Do lado da demanda, mesmo com o início do mês, o mercado da carne bovina não reage e com maior oferta, resultado da desova de final de safra, as indústrias pressionam a arroba com certa facilidade.

SCOT CONSULTORIA

Mercado atacadista de carne bovina sem osso registra terceira semana longe de desvalorizações

Estabilidade no mercado. Embora o movimento de alta da última quinzena de abril tenha sido interrompido, já são três semanas de preços firmes, sem desvalorização, ou seja, o cenário já é outro depois de um primeiro trimestre em que os recuos nas cotações se somavam um após outro.

E a firmeza no mercado ocorre em um período de gradual aumento na oferta de matéria-prima e, consequentemente, de maior produção de carne, característico da entrada do período seco. A esperada melhora de consumo começa a demonstrar seus efeitos, mesmo que de forma comedida. A receita das indústrias vendendo carne desossada, cresceu 0,7% em um mês, mas está 2,3% menor que a de um ano atrás, em valores nominais. Os cortes de traseiro estão 10,0% mais baratos, em média, em igual comparação. As indústrias conseguiram, com estes comportamentos recentes do mercado, trazer suas margens para os melhores patamares do ano. Depois dos recuos do primeiro trimestre, cenário mudou e mercado mantém comportamento de preços firmes.

SCOT CONSULTORIA

Demanda por sebo melhora, mas preços seguem sem alterações

Aos poucos a pressão de baixa observada nas últimas semanas vai perdendo força no mercado de sebo

As recentes valorizações no mercado de soja e, consequentemente, do óleo de soja (concorrente da gordura animal na produção de biodiesel), colaboram com este quadro. Porém, apesar da maior movimentação no mercado, os preços seguem estáveis. No Brasil Central, o produto está cotado, em média, em R$2,10/kg, livre de imposto. Já no Rio Grande do Sul, o sebo está cotado, em média, em R$2,25/kg.

SCOT CONSULTORIA

Frigoríficos vivem bom momento na exportação de carne bovina

São Paulo é um dos principais estados exportadores de carne bovina do Brasil. Países como China e Rússia estão entre os principais compradores do produto. Para especialistas, o mercado no exterior está atraente e o setor bem otimista

Em um frigorífico de Estrela D’Oeste (SP) a exportação só cresce. De 2016 para 2017, a exportação passou de 12 mil para 14 mil toneladas. O primeiro trimestre deste ano também foi positivo, com um aumento de 35% em relação aos três primeiros meses do ano anterior. Eduardo Gomes da Silva, diretor comercial da indústria, diz que a atual cotação do dólar favorece a exportação, além de negócios com a China. No primeiro trimestre as exportações brasileiras de carne bovina cresceram 22% em faturamento, e 19% em volume. Fábio Freixo Brancato, consultor do mercado agropecuário, explica que a exportação é uma opção importante quando o consumo no mercado interno não avança. Os pecuaristas do interior de São Paulo também estão atentos na exportação de animais vivos. A fazenda de Lilica Menezes Almeida, em Birigui (SP), já exportou 14 novilhas e um touro para os Emirados Árabes e está negociando a venda de mais animais para outros países. O próximo acordo deve ser fechado com a Nigéria, na África.

G1

Arábia Saudita quer importar animais vivos do Brasil

A Arábia Saudita tem interesse na compra de animais vivos do mercado brasileiro. Para tanto, uma missão do Ministério Saudita do Meio Ambiente, Água e Agricultura (MEWA) veio visitar o setor e avaliar os controles sanitários oficiais

Nesta terça-feira (8), a delegação vai a um Estabelecimento de Pré-Embarque (EPE) e ao Porto Vila do Conde, em Barcarena, no Pará. O estado é um dos principais exportadores de gado vivo do Brasil. Segundo o Superintendente Nacional da Associação Brasileira dos Exportadores de Gado (ABEG), Gil Reis, a missão tem o objetivo de concluir uma negociação em andamento. “Há três anos, estamos negociando a abertura para a exportação de gado vivo para a Arábia Saudita. Esta é a última fase da análise, antes de bater o martelo.” A missão também esteve no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Brasília, no Lanagro (Laboratório Nacional Agropecuário) de Recife e no Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT), em Cuiabá. Na capital mato-grossense, a delegação saudita avaliou os controles do Mapa e do Indea-MT em relação à encefalopatia espongiforme bovina (EEB), popularmente conhecida como “doença da vaca louca”. Os sauditas conheceram a estrutura física e operacional do Indea, o sistema de vigilância veterinária e os programas sanitários. Também foram apresentados os avanços do Programa Nacional de Prevenção e Vigilância da Encefalopatia Espongiforme Bovina (PNEEB) no estado. Isso porque MT registrou, anos atrás, o último caso de EEB ocorrido no país. De acordo com Gil Reis, que acompanhou a missão em Cuiabá, os médicos veterinários do governo saudita sabem que o Brasil tem um bom serviço de defesa agropecuária. “A visita é em razão do caso atípico de EEB, resolvido de forma competente e rápida pelo Indea e o Mapa”. A Presidente do Indea, Daniella Bueno, destacou o papel do serviço veterinário oficial na recepção às missões estrangeiras. “Mostramos, com transparência, todas as atividades realizadas pelo Indea”. A Arábia Saudita está entre os 20 maiores importadores de produtos do agro brasileiro. De abril de 2017 a março deste ano, as exportações do Brasil para aquele mercado somaram quase US$ 2 bilhões, valor que representa 2% de todas os embarques do país no período.

Agroemdia

EMPRESAS

BRF já gastou R$ 13 milhões para se defender de acusações de fraudes

Alvo da Operação Trapaça, deflagrada em 5 de março pela Polícia Federal, a BRF gastou, até o fim daquele mês, R$ 12,8 milhões com advogados para se defender das acusações

O valor também inclui outras ações, como gestão de estoques e armazenagem. A informação consta do formulário 20-F enviado pela companhia na semana passada à Securities and Exchange Commission (SEC), órgão que regula o mercado de capitais dos Estados Unidos. No formulário, a BRF diz estar colaborando com as investigações. A companhia também informou que abriu uma investigação interna, conduzida pelo comitê de auditoria do conselho de administração, para investigar a atuação de funcionários da empresa. A investigação interna da BRF ainda está em fase inicial. Na Operação Trapaça, advogados e outros funcionários da empresa são investigados pela Polícia Federal por fraudes que teriam sido cometidas em testes de laboratório sobre a presença da bactéria salmonela em lotes de carne de frango. Quando a operação foi deflagrada, em março, a Polícia Federal prendeu dois ex-executivos do alto escalão da empresa: Pedro Faria, que foi CEO da BRF até dezembro do ano passado, e Hélio Rubens Mendes Júnior, que até fevereiro era vice-presidente de operações. Os dois executivos foram soltos dias depois, após prestarem depoimento. Na próxima quinta-feira, a BRF divulgará o balanço com os resultados do primeiro trimestre. A expectativa é que os primeiros impactos operacionais para a companhia, que teve três unidades embargadas temporariamente pelo Ministério da Agricultura e está proibida de vender para a União Europeia, sejam conhecidos. Na sexta-feira, a empresa realiza teleconferência com analistas para tratar dos resultados do primeiro trimestre.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

Schneider-Amman anuncia progresso em negociação com o Mercosul

Johann Schneider-Ammann completou sábado na Argentina uma jornada de seis dias que o levou a quatro países do Mercosul. O Ministro da Economia da Suiça visitou uma fazenda especializada na seleção de gado, realçando um dos pontos de negociação mais delicados entre as duas partes, a saber: a liberação de tarifas agropecuárias, principal preocupação dos produtores rurais suíços

Fechando a viagem, o conselheiro federal viajou 180 quilômetros de Buenos Aires para a Estância, La Emma, uma fazenda que busca criar uma raça bovina adaptada às condições do aquecimento global. A comitiva suíça, composta de representantes da política, economia, ciência e educação, bem como, pela primeira vez, da agricultura, teve uma visão geral da criação de gado e as restrições específicas a esta atividade importante para a economia da Argentina. Na sexta-feira, Johann Schneider-Ammann encontrou-se com o Ministro das Relações Exteriores da Argentina, Jorge Faurie. O estado das negociações entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) foi o tema central das conversações, disse domingo o Departamento de Economia. O Mercosul representa um mercado de mais de 260 milhões de consumidores. O Ministro da Economia suíço compartilhou pelo twitter diversas imagens de sua visita a uma fazenda argentina de criação de gado. Depois de diversos encontros na região, ele diz que as negociações do Mercosul com a EFTA podem já começar. Schneider-Amman ressaltou que a Suíça precisa de um acordo que seja equivalente ou próximo ao que o Mercosul está negociando em paralelo com a União Europeia. Isso é essencial para garantir que os produtores suíços, em particular os fornecedores do setor automotivo brasileiro, não fiquem em desvantagem em comparação com seus concorrentes europeus. Os estados sul-americanos produzem carne para o mundo inteiro, e isso preocupa os agricultores suíços, se um acordo de livre comércio for concluído. Os cortes mais nobres estão em alta demanda no exterior. No mercado de carne de Buenos Aires, os preços por quilo de animais vivos oscilam em torno de 40 pesos, ou cerca de dois francos suíços. O valor aumentou. As razões: grande parte das pastagens estão inundadas, enquanto que no Pampa, uma seca perturba o sono dos criadores. A melhor carne vem da província de Buenos Aires. E a província é tão grande quanto toda a França. A turbulência climática tem afetado a pecuária, conta o leiloeiro Alfonso Monasterio. Normalmente, animais com menos de 300 quilos não deveriam ser vendidos, mas agora isso é permitido – por três meses, explica Monasterio. A carne dos animais jovens, criados livres no pasto e nunca em estábulos, é bastante procurada. Primeiramente na Argentina, onde quase 90% da produção acaba na grelha. Quando falta carne para o consumo doméstico, a prática é sacrificar a exportação. A manipulação do mercado ordenada pelo governo anterior da Presidenta Cristina Kirchner não deixou saudades para os criadores. A regulamentação de preços para o consumo interno, as taxas de exportação aliadas às cotas e proibições restritivas de mercados no exterior custaram bastante à indústria. O volume do gado caiu de 60 milhões para menos de 50 milhões de animais. A carne argentina está em demanda em todo o mundo – mas nem sempre está disponível. Segundo o correspondente da televisão pública suíça SRF, Ulrich Achermann, o Brasil não tinha interesse em fechar qualquer acordo com a pequena EFTA – grupo composto pela Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein – enquanto surfava nos preços recordes das commodities. Por outro lado, a EFTA é interessante para todo o Mercosul, porque talvez seja mais fácil fechar um acordo de livre comércio com estes quatro países do que com a União Europeia: depois de quase duas décadas de negociações com a UE, até hoje não se tem qualquer acordo entre as duas partes. Dentro de um ou dois anos, deve ficar claro se um acordo de livre comércio entre o Mercosul e os países da EFTA é realista, diz o conselheiro federal Schneider Ammann. Tanto na UE como na EFTA, os sul-americanos encontram um mercado agrícola extremamente restrito. No tocante às carnes bovina e avícola, os latinos são imbatíveis, e seu desejo é poder oferecer seus produtos no espaço EFTA com barreiras alfandegárias muito menores – ou sem barreira alguma, se possível. Assim como a UE, os países da EFTA veem uma abertura de seus mercados de carne com muita cautela. Discute-se a hipótese de uma cota de cerca de 2.000 toneladas de carne do Mercosul para a área EFTA a taxas preferenciais. Nessas dimensões, acredita o conselheiro federal, os pecuaristas suíços não seriam afetados. Após as sondagens de Johann Schneider-Ammann na América do Sul, as negociações estão prestes a começar. A última palavra na Suíça é do parlamento ou, em última instância, dos eleitores por meio de um plebiscito.

https://www.swissinfo.ch.

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