
Ano 4 | nº 710 | 15 de março de 2018
ABRAFRIGO
A ABRAFRIGO participou ontem (15), em Brasília, (foto) da reunião da Comissão de Defesa Agropecuária na Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), para discutir medidas de melhoria e aperfeiçoamento da legislação de inspeção sanitária das indústrias de produtos de origem animal. Esse trabalho visa mitigar os riscos a que estão submetidas as indústrias frigorificas, que ficaram evidentes após a “operação trapaça” da Policia Federal.

Notícias
DEPUTADO CONSEGUE APOIO PARA URGÊNCIA EM PROJETO QUE SUSPENDE COBRANÇA DE PASSIVO DO FUNRURAL
Líderes partidários assinaram requerimento que leva votação direto ao Plenário
O deputado Jerônimo Goergen (Progressistas-RS) conseguiu as assinaturas necessárias para o requerimento de urgência ao Projeto de Lei 9252/2017, que suspende o pagamento do passivo gerado pela cobrança do Funrural. “Agora precisamos da força e da pressão de todos os produtores, para que possamos corrigir essa injustiça com o setor responsável pelo crescimento do PIB nacional”, destacou. A aprovação do requerimento de urgência visa garantir maior agilidade na tramitação da proposta, que poderá ser votada diretamente no Plenário. O parlamentar lembra que a mudança de um voto no Supremo Tribunal Federal (STF) criou, do dia para a noite, um passivo impagável de R$ 17 bilhões, conta que recaiu sobre o setor produtivo nacional. “Participei de uma série de reuniões e vi que aquilo era algo para encher o cofre do governo, tirando ainda mais a renda agricultores. Naquele momento apresentei um projeto que propõe um encontro de contas e a remissão do passado”, destacou. Pela proposta, o produtor que vinha pagando o Funrural em dia se creditaria por cinco anos. Aqueles que não recolheram por força de liminar começariam a pagar daqui para frente, mas num patamar menor. A contribuição do empregador rural pessoa física ficaria em 1,2% do resultado da comercialização de sua produção. Para ir ao Plenário em regime de urgência, um projeto de lei necessita de 257 assinaturas individuais de deputados. Ou do apoio dos líderes partidários que os representem. A urgência garante celeridade na votação de uma proposta legislativa e não precisa passar pelo trâmite tradicional, onde é exigida a análise de diversas comissões temáticas. Aprovado o requerimento de urgência, o projeto já está apto para ser apreciado em Plenário como item prioritário.
ASSESSORIA DE IMPRENSA
Apesar de ajustes, cenário é de estabilidade no mercado do boi gordo
Mercado do boi gordo estável na última quarta-feira (14/3), com oferta maior de fêmeas em algumas regiões, mas também com retenção pelos produtores
A dificuldade no escoamento da produção pode afetar o mercado atacadista de carne bovina nos próximos dias. Cabe a ressalva de que o volume do abate de bovinos tem sido expressivo. Ou seja, o relativo equilíbrio entre oferta e demanda, mesmo com os abates melhorando, ilustra um consumo melhor. Há retenção por parte do produtor, mas quando as programações de abate encurtam, pagamentos pontuais maiores trazem de volta a oferta e os frigoríficos voltam aos preços anteriores. Em São Paulo, as programações de abate oscilam, com média ao redor de quatro dias. Este cenário mantém as cotações de referência que estão andando de lado em boa parte das regiões.
SCOT CONSULTORIA
Carne de qualidade está sendo bonificada no Brasil
Raças premium estão sendo bonificada pelos frigoríficos
O mercado de produção da carne bovina está em constante crescimento. Segundo as primeiras estimativas do ano, divulgados nesse mês de março pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a atividade já arrecadou R$ 70,6 bilhões e lidera o faturamento da pecuária. Segundo projeção do Ministério, a produção de carne bovina deve crescer 21% na próxima década, chegando a um volume de 10.236 mil toneladas em 2026. Os números impressionantes só comprovam que os produtores estão investindo fortemente nessa área e gerando mais concorrência. Para Heitor Pinheiro Machado, gerente de pecuária da Casa Branca Agropastoril, esse movimento é bem-vindo porque gera um aumento no padrão de qualidade da carne que é exigido, primeiramente, pelo próprio consumidor. “Antes não havia carne boa e acessível ao povo brasileiro. Hoje o churrasco é uma comida nacional, como a feijoada, então o brasileiro está começando a entender e a diferenciar a carne de qualidade”, afirma. Essa busca pela qualidade começa logo no início, pelas boas escolhas de raça do gado de corte que aumentam a produtividade e significam também uma boa remuneração para o produtor. Heitor explica que investir é a melhor maneira de lucrar. “Vale a pena pagar mais num touro que vai te produzir uma carne de melhor qualidade no rebanho. Hoje isso está sendo bonificado pelos frigoríficos, então você começa a agregar um valor, ter um preço melhor por essa mercadoria”, salienta. Uma das raças mais populares no Brasil neste momento – e que mais tem gerado lucros – é a Angus. As vantagens para sua criação são a alta fertilidade e precocidade, já que atingem a puberdade e o estado de abate mais cedo. Além disso sua carne é reconhecida mundialmente por sua qualidade superior, tendo mais maciez e marmorização.
AGROLINK
Trapaça dificulta reabertura do mercado russo
Para Secretário Executivo do Mapa, operação é mais uma pedra no caminho. Porém, segundo Novacki, embargo russo envolve outras questões, além das sanitárias
O secretário executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki, admitiu nesta quarta-feira, 14, que a terceira fase da Operação Carne Fraca, a Trapaça, deflagrada na semana passada pela Polícia Federal, é mais um obstáculo na tentativa de reabertura do mercado russo para as carnes suínas e bovinas, que foram embargadas no início de dezembro do ano passado. “Não há dúvida de que surge mais uma pedra no caminho a ser superada”, disse. Ele ponderou que, em relação à Rússia, existem outras questões, além das sanitárias, a serem debatidas. “Obviamente, entendemos que há outras questões. A Rússia caminha para uma produção sustentável de carne suína e há muito tempo eles vêm investindo nisso. Em compensação, estamos insistindo que eles precisam da nossa oferta”, afirmou. Novacki ressaltou, ainda, que os russos querem exportar para o Brasil produtos como trigo e picanha. Em relação à operação Trapaça, Novacki, observou que a Pasta ainda está levantando informações e analisando documentos. “Vendo tudo o que de fato pode ter acontecido, ou não”, comentou. Ele não deu previsão para a queda da proibição para as unidades da BRF, envolvidas na investigação, que não podem atualmente exportar para 12 países. Novacki afirmou, ainda, que o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, se prepara para realizar uma nova missão para países da Ásia e Oriente Médio para afinar relações comerciais. A viagem deve ser realizada no início de abril.
ESTADÃO CONTEÚDO
Confinadores devem aumentar oferta de gado no primeiro giro
Pesquisa da assessoria NF2R aponta que pecuaristas distribuirão melhor a terminação em confinamento ao longo do ano para combater a ociosidade
A distribuição de oferta é um dos tópicos mais importantes no planejamento anual de qualquer confinador. A atividade geralmente é mais forte no segundo giro, com animais sendo terminados entre os meses de setembro e novembro, acompanhando a produção de grãos. No entanto, o combate à ociosidade dos confinamentos deve fazer com que os produtores distribuam melhor a sua oferta ao longo do ano, abrindo espaço para o crescimento do primeiro giro, que se caracteriza pela terminação dos animais entre abril e julho. A previsão foi feita pelo analista Rodrigo Albuquerque, da NF2R Assessoria Agropecuária, que conduziu uma pesquisa com confinadores de nove Estados, que, juntos, devem abater 546.065 cabeças em 2018. Segundo ele, os resultados apontam que os produtores distribuirão 45% da sua oferta anual de gado no primeiro giro e 55% no segundo giro. “Esse movimento ocorreu na agricultura com as safras de verão e inverno e mostra que o confinador sabe da importância de girar o seu rebanho o ano inteiro para evitar que as instalações fiquem muito tempo paradas”, destacou. “A ociosidade é a grande vilã da pecuária, ainda mais no confinamento. O ano tem 365 dias, então, não faz o menor sentido utilizar as instalações por pouco mais de 90”, destacou. Além dos ganhos ao confinador, o analista também reforça que a melhor distribuição da terminação tende a trazer benefícios para toda a cadeia produtiva. Os frigoríficos se beneficiarão pela maior constância de oferta. A indústria de rações por ter suas vendas melhor distribuídas ao longo do ano. “O movimento chegará na ponta final da cadeia, já que os consumidores terão acesso à carne de animais terminados em confinamento, que geralmente é de melhor qualidade”, prevê. Embora a perspectiva geral aponte para esse equilíbrio de distribuição, a realidade é totalmente distinta na análise individual por estados. Entre as praças pesquisadas, apenas em São Paulo e Tocantins o confinamento terá a mesma distribuição de oferta do resultado geral. Em Goiás, maior Estado confinador do país, os produtores continuarão apostando suas fichas no segundo semestre. A pesquisa aponta que a distribuição de oferta na região será de 37% no primeiro giro e 63% no segundo. A concentração é ainda maior em Rondônia. Apenas 28% do gado confinado no Estado será terminado entre os meses de abril e junho. Os demais 72% irão para a linha de abate entre setembro e novembro. O movimento é invertido apenas em Mato Grosso, estado que detém o maior rebanho bovino do país e segunda maior praça de confinamento. A oferta será distribuída 62% e 38%, para o primeiro e segundo giro, respectivamente.
Portal DBO
Itaqui monta estrutura para exportar carnes
De acordo com diretor do porto, opção é em média de 15% a 20% mais barata que as rotas utilizadas atualmente. Estrutura tem potencial para movimentar até 110 mil TEUs (equivalente a um contêiner de 20 pés) em 2020
O Porto de Itaqui, no Maranhão, quer atrair exportadores de cargas refrigeradas, como carnes, e de algodão, que atualmente enviam a produção para o Exterior utilizando outros portos do País. Para tanto, montou uma estrutura com potencial para movimentar até 110 mil TEUs (um TEU é equivalente a um contêiner de 20 pés) em 2020, antecipou ao Broadcast Agro o diretor de Planejamento e Desenvolvimento do porto, Jailson Macedo F. Luz. As informações sobre a operação serão apresentadas na tarde desta quarta-feira, 14, em São Paulo em um estudo desenvolvido pela Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), ligada ao governo do Estado, que gerencia o Porto do Itaqui. “Já temos um píer pronto para a operação e inauguramos no fim do ano passado um novo pátio com 20 mil metros quadrados para receber carga refrigerada. Parte delas virá do Centro-Oeste pela Ferrovia Norte-Sul. A rota está pronta”, disse Luz durante a Intermodal 2018, feira de logística realizada na capital paulista. Dos 110 mil TEUs, aproximadamente 40 mil TEUs corresponderão a produtos que precisam de refrigeração, especialmente carnes bovina e de frango, e 12 mil TEUs vão ser destinados para algodão, de acordo com Luz. A estrutura de Itaqui, acrescenta, é uma opção em média de 15% a 20% mais barata que as rotas hoje utilizadas por produtores de carnes e da pluma. O pátio ainda poderá ser ampliado em mais 34 mil metros quadrados no futuro, a depender da demanda. No caso das empresas de carne bovina e de frango, a alternativa deve interessar aquelas com operações em Tocantins e Goiás que atualmente exportam pelos portos do Rio de Janeiro (RJ), Santos (SP) e Vitória (ES). Com relação ao algodão, o Porto de Itaqui é uma opção competitiva para o escoamento do algodão produzido no próprio Estado do Maranhão e na Bahia, por ora exportados por Santos. “Queremos mostrar, por meio deste estudo, que a exportação de produtos vindos pela ferrovia Norte-Sul até Itaqui é uma rota viável e com custo competitivo para exportação”, diz o diretor do porto. A área dedicada à movimentação de contêineres também poderá reduzir os custos de abastecimento de alimentos e produtos do próprio Estado. Luz explica que boa parte dos produtos consumidos pelos maranhenses é trazida de Estados mais ao sul por navio até o Porto de Pecém (CE) e depois segue por rodovia até o Maranhão. Esta carga, a partir de agora, poderá ser trazida também por cabotagem (navegação entre portos de um mesmo país em águas costeiras) até o porto de Itaqui, eliminando o transporte rodoviário.
ESTADÃO CONTEÚDO
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