
Ano 4 | nº 700 | 1º de março de 2018
NOTÍCIAS
Congresso prorroga adesão ao ‘Refis Rural’. Com mudança, produtores e adquirentes têm até 30 de abril para aderir ao PRR
Prazo de adesão do Refis Rural terminava na quarta-feira
A Câmara dos Deputados e o Senado aprovaram, na quarta-feira, 28, a prorrogação do prazo de adesão ao Programa de Regularização Tributária Rural (PRR), conhecido como ‘Refis Rural’. A princípio, a data final para fazer parte do programa de parcelamento da Receita era esta quarta-feira. Com a aprovação da Medida Provisória 803/17, o prazo foi prorrogado em 60 dias, para 30 de abril. O texto segue agora para sanção presidencial. O prazo atual foi determinado pela chamada Lei do Refis Rural (13.606/18), que regulamenta o pagamento dos débitos retroativos de produtores e adquirentes rurais com o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). Os produtores alegavam que o prazo dado na lei do Refis era curto para reunir toda a documentação necessária à renegociação dos débitos tributários. A relatora, Simone Tebet (PMDB-MS), destacou ainda que a regulamentação do PRR só foi divulgada no final de janeiro pela Receita Federal, o que reduziu ainda mais o tempo para aderir ao programa. Daí a necessidade de prorrogação do prazo. O Funrural foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 3 de fevereiro de 2010. Com isso, agricultores questionaram os pagamentos e, amparados em decisões liminares, não pagaram o tributo. Posteriormente, o Supremo pacificou a questão considerando a contribuição que incide sobre a receita bruta dos produtores rurais e de frigoríficos constitucional e determinando a cobrança. A lei do Funrural foi sancionada no começo de janeiro com vetos pelo presidente Michel Temer. Esses vetos ainda serão discutidos no Congresso.
Agência Câmara de Notícias e Senado
Demanda fraca e queda da margem dos frigoríficos
O preço do boi casado de bovinos castrados teve queda de 7,3% em uma semana
Com esta desvalorização, a margem do equivalente Scot Carcaça, que considera a remuneração do frigorífico com a venda de carne bovina com osso e demais subprodutos do abate em relação ao preço pago pela arroba, teve retração. A margem está em 9,3%, o que corresponde a uma queda de 7,1 pontos percentuais em comparação ao último fechamento, quando estava 16,4%.
SCOT CONSULTORIA
Há pouco espaço para mudança nas referências de preços do boi gordo
A demanda não evolui, não impulsiona o mercado
Normalmente, nesta época, os varejistas estariam negociando com as indústrias para reabastecer as gôndolas, se preparando para a melhora sazonal das vendas de começo de mês, e isso daria fôlego aos negócios com o boi gordo. Sem esse movimento, não há um viés definido que caracterize a conjuntura do mercado do boi gordo em todo o país. Em algumas praças, como em Redenção-PA, as grandes indústrias, precisando completar escalas, abriram as compras da última quarta-feira (28/2) com ofertas maiores, puxando a referência para cima. Em Rondônia também houve negócios ocorrendo por valores até R$1,00/@ acima, embora o preço base da região esteja estável. Por outro lado, em São Paulo, há quem tente pagar até R$2,00/@ a menos. Em resumo, em todos as regiões, embora os compradores tentem, raramente se encontra espaço para recuos dos preços da arroba, já que os pecuaristas, com pastos abundantes, endurecem nas negociações.
SCOT CONSULTORIA
Confinamento: clima deve encarecer dieta
Condições no Brasil e na Argentina podem colaborar para altas nos preços dos grãos em 2018
Alexandre Mendonça de Barros, analista da MB Agro
O clima deve ter um papel importante no planejamento do confinamento em 2018. De acordo com o analista Alexandre Mendonça de Barros, da MB Agro, a seca prolongada na Argentina e o excesso de chuvas em áreas produtoras de grãos do Brasil devem aquecer a demanda por milho, soja e seus derivados, e, consequentemente, encarecer os custos de alimentação dos animais no cocho. “A situação deve ficar ainda mais perigosa nas próximas semanas, pois estamos em um momento crítico nas lavouras”, destacou o analista em palestra durante o IV Encontro de Confinadores da Premix, no Rio de Janeiro, RJ. Na soja, a demanda internacional deve ser aquecida pela falta de chuvas na Argentina, que acarretará na queda de rendimento das lavouras. O país é o maior exportador de farelo da oleaginosa e a baixa na produção fará com que os importadores busquem o insumo em outros fornecedores, provavelmente no Brasil, elevando os preços nos mercados interno e externo. Já no milho, os valores subiram 8% na última semana, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq USP). Embora a alta esteja atrelada ao aumento do frete nos últimos dias, o mercado já vinha pressionado pelo excesso de chuvas em algumas das principais regiões produtoras do país. No Paraná, segundo maior produtor nacional do grão, as chuvas causaram atraso na colheita da safra de verão e, consequentemente, na semeadura da segunda safra. “Temos um bom estoque de milho, mas os preços devem subir ainda mais nos próximos dias. Além do frete e excesso de chuvas, temos outro componente relevante nesse cenário, que é a forte demanda por exportação”, explicou Mendonça. Em contrapartida, o analista destaca que a estabilidade nas cotações dos animais de reposição, maior custo de um confinamento, tornam o momento atrativo para o pecuarista garantir a sua lucratividade. “Se a margem estiver positiva, o produtor deve fechar negócio. Muitos sonham com preços maiores, mas é melhor aproveitar a janela do que ficar exposto a riscos”, concluiu Mendonça.
Portal DBO
INTERNACIONAL
Exportações de carne bovina dos EUA deverão crescer na próxima década
Apesar do dólar forte, as exportações de carnes vermelhas e brancas dos Estados Unidos deverão aumentar nos próximos 10 anos, uma vez que o crescimento econômico global constante, em particular nas economias emergentes e em desenvolvimento, apoia a demanda externa do mercado dos Estados Unidos
Isso, de acordo com o último relatório de projeções de 10 anos do Serviço de Pesquisa Econômica do USDA. Após uma queda no início da década, as exportações de carne bovina dos Estados Unidos deverão crescer lentamente. Os Estados Unidos, que exportam principalmente carne produzida com grãos, continuam sendo o quarto maior exportador do Brasil, Índia e Austrália, que em grande parte exportam carne a pasto. Apesar do modesto crescimento das exportações, a participação dos Estados Unidos nas exportações globais entre as 11 maiores regiões exportadoras do mundo diminui lentamente. Espera-se que os Estados Unidos continuem sendo o maior importador de carne bovina no mundo durante a primeira metade da década, mas o forte crescimento da demanda na China deverá superar a americana no segundo semestre.
MeatingPlace.com
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