
Ano 3 | nº 679 | 26 de janeiro de 2018
NOTÍCIAS
Boi/Cepea: negócios envolvem apenas pequenos lotes; preços caem 1,5%
Entre 17 e 24 de janeiro, o Indicador ESALQ/ BM&FBovespa do boi gordo caiu 1,5%
Com os preços da carne em queda, frigoríficos tentam ofertar valores menores aos pecuaristas para a compra de animais para abate. Ainda que, de modo geral, a oferta de bois prontos seja considerada limitada, alguns pequenos lotes têm sido negociados, pressionando as médias da arroba nos últimos dias. A frequência menor das efetivações de lotes maiores que geralmente ocorre nos preços mais altos, também tem influenciado as oscilações. Entre 17 e 24 de janeiro, o Indicador ESALQ/ BM&FBovespa do boi gordo caiu 1,5%, indo a R$ 145,00 nessa quarta-feira, 24.
Boi gordo: ofertas de compra abaixo da referência de preços
O cenário é de pressão de baixa no mercado do boi gordo na maioria das praças pecuárias
Apesar da oferta de animais terminados não estar abundante, a demanda ruim é o principal fator para este cenário. Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo e no norte de Minas Gerais, por exemplo, ofertas de compra até R$3,00/@ abaixo da referência foram observadas nos últimos dias, o que desacelerou a quantidade de negócios. Essa sub-oferta desestimulante tem permitido aos compradores controlar o estoque de carne.
SCOT CONSULTORIA
Final de mês piora vendas de carne bovina
Segundo levantamento da Scot Consultoria, nesta semana houve queda de 0,3% nos preços da carne bovina no varejo em São Paulo, de 2,3% em Minas Gerais, estabilidade no Rio de Janeiro e ligeira alta de 0,2% no Paraná
Mercado parado, vendas ruins. Quanto mais próximo do final do mês pior deve ficar para girar o estoque. Nos açougues e supermercados a carne bovina voltou aos patamares da primeira quinzena de dezembro, quando o mercado começou a subir quase que linearmente, até atingir o pico, no final daquele mês.
SCOT CONSULTORIA
MT entra na rota da exportação de boi em pé e nova demanda anima pecuaristas que já falam em melhor rentabilidade
Imea deve fazer levantamento para medir a participação dessa nova demanda no mercado pecuário em MT
No Mato Grosso, as demandas de exportações de animais em pé vêm aumentando, sendo que os principais compradores são dos Emirados Árabes, Egito e a Europa. No entanto, alguns frigoríficos do estado estão fazendo as intermediações das vendas. De acordo com o Presidente da Comissão de Pecuária da Famato, Neto Gouveia, nove plantas frigoríficas estão fechadas, sendo que algumas estão sem funcionamento há mais de três anos. “O estado é servido por 21 plantas. Muitas que estão paradas e alguns estão reabrindo agora. Eu acho que os pecuaristas precisavam ser beneficiados com esse superávit, com esses recordes nas exportações”, ressalta. Em relação à rentabilidade, a liderança saliente que é uma opção a mais para desovar a mercadoria. Além disso, tem muitos compradores interessados em adquirir boi magro e fazer a engorda em outro país. Contudo, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) está preparando um levantamento para determinar o tamanho da demanda desse mercado pecuário, por exportação de boi em pé, no estado. “Vai ser feito um levantamento sobre o balanço de 2017 e as perspectivas para este ano. E para dizer quantos animais têm e quantos players novos estão entrando neste mercado”, afirma o presidente. Atualmente, há negócios de boi gordo no estado girando por volta dos R$ 134,00/@, sendo que na semana passada as negociações estavam em torno de R$ 137,00/@. Já para o mercado de gado magro, os preços das fêmeas estão girando em torno de R$ 5,10 kg vivo e para o macho está por volta de R$ 6,60 kg vivo. “Isso é ótimo, se você pegar R$ 6,00 kg e multiplicar por 30 e vai vender a arroba por R$ 180,00. Eu acredito que esse novo mercado de exportação veio para ficar, pois o crescimento é bem significativo,” finaliza.
Notícias Agrícolas
INTERNACIONAL
Consumo per capita de carnes será recorde nos EUA em 2018
Os aumentos de produção nas indústrias de carne bovina, suína e de frango, esperadas em 2018, provavelmente levarão a quantidades recordes de carne vermelha e de aves disponíveis para os consumidores dos EUA, de acordo com previsão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) no seu último relatório
Para 2018, o desaparecimento per capita no varejo combinado de carne bovina, suína, de cordeiro, de carneiro, de frangos e de peru deverá atingir 101,6 quilos, acima dos 98,25 quilos em 2017. O recorde anterior foi de 100,65 quilos em 2004, de acordo com um economista do USDA. O consumo de carne vermelha e de aves é calculado como o volume de produção de carne e aves que permanece para uso doméstico depois de subtrair o comércio líquido e as mudanças nos volumes de armazenamento refrigerado. Dividir este residual pela população dos EUA produz a quantidade per capita utilizada no mercado interno. O USDA projeta o desaparecimento da carne bovina por habitante em 26,88 quilos em 2018, acima de 25,76 quilos em 2017 e 25,22 quilos em 2016. Os fatores mais importantes que provocam o consumo per capita neste ano são os aumentos previstos da produção com relação ao ano anterior de carne bovina (6,1 por cento), suína (até 5,4 por cento) e carne de frango (2,1 por cento). O consumo per capita é uma estatística de abastecimento e não leva em conta os resíduos ou os usos não alimentares de produtos de carne. Esse dado não dá informação sobre preços, gostos e preferências e outros fatores que, em última instância, determinam a quantidade de carne vermelha e de aves que os consumidores escolherão comprar e consumir.
MeatingPlace.com
Maiores informações:
ABRAFRIGO
imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br
Powered by Editora Ecocidade LTDA
041 3088 8124
https://www.facebook.com/abrafrigo/
