CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 641 DE 21 DE NOVEMBRO DE 2017

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Ano 3 | nº 641 21 de novembro de 2017

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Abrafrigo: MP do Funrural transformou-se num “verdadeiro presente de natal para a JBS”

Entre as 745 emendas sugeridas pelos parlamentares entrou um “jaboti”, no relatório da Deputada Tereza Cristina (MS, sem partido) relatora da MP na Câmara, o que permitirá às empresas utilizarem créditos fiscais originários das operações de exportação, “algo que quase somente a JBS possui”

A medida provisória da renegociação de dívidas de produtores rurais com a Previdência, a MP do Funrural, aprovada pela comissão mista de deputados e senadores dia 7 de novembro, foi transformada num verdadeiro “presente de Natal para a JBS e mais dois grandes grupos que atuam no setor de frigoríficos que se aproveitaram da discussão no Congresso para incluir discretamente uma emenda que os beneficia diretamente”. A afirmação é do Presidente Executivo da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), Péricles Salazar. Segundo ele, entre as 745 emendas sugeridas pelos parlamentares entrou um “jaboti”, no relatório da Deputada Tereza Cristina (MS, sem partido) relatora da MP na Câmara, o que permitirá às empresas utilizarem créditos fiscais originários das operações de exportação, “algo que quase somente a JBS possui”. Salazar explica que a ABRAFRIGO sempre se posicionou contra esta medida e levou esta preocupação a Frente Parlamentar da Agropecuária(FPA) em várias ocasiões porque ela não beneficia o setor como um todo, mas permite que a JBS simplesmente quite suas dívidas com o Funrural utilizando estes créditos originários de prejuízos fiscais, enquanto que o restante do setor agropecuário brasileiro afetado pela decisão do STF terá de quitar estes débitos com seus próprios recursos.  “A ABRAFRIGO avisou diretamente a relatora da MP para o fato de que o uso dos créditos fiscais seria muito ruim para todos os frigoríficos de médio a pequeno porte, a maioria das empresas do país, porque criaria uma distorção enorme e seria apenas um tratamento privilegiado para a JBS”, disse Péricles Salazar. A MP institui o Programa de Regularização Tributária Rural e permite que os produtores rurais, sejam pessoas físicas ou jurídicas, quitem dívidas previdenciárias que se acumularam nos últimos anos em meio a um impasse judicial. O parcelamento, dividido em 180 parcelas, vai gerar uma renúncia fiscal de R$ 5,5 bilhões, segundo o governo. Em 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou a contribuição para o Funrural inconstitucional, mas em março desse ano, em novo julgamento, a Corte mudou o entendimento e autorizou a cobrança, em uma decisão com repercussão geral que gerou um enorme passivo no setor do agronegócio. Agora medida provisória precisa ser aprovada na Câmara e no Senado até o dia 28 deste mês, senão perde a validade.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/BEEFWORLD/MIDIAMAX/AGROLINK/RURALNEWS/BRASILAGRO/PORTAL DO AGRONEGÓCIO

NOTÍCIAS

Boi gordo: com escalas mais curtas, mercado aguarda retomada nos preços da arroba

O mercado físico do boi gordo abriu a semana com preços estáveis e movimentação fraca

O feriado quebrou o ritmo da comercialização, mas muitos frigoríficos permanecem com suas escalas de abate curtas, o que sugere uma atuação mais agressiva na compra de gado nos próximos dias, enquanto a oferta de animais terminados ainda é restrita. O mercado atacadista também seguiu com preços firmes. Ainda é aguardado um movimento de alta mais consistente nos preços neste final de ano, em linha com o ápice do consumo. Além disso, as exportações permanecem com volumes expressivos, reforçando o viés de alta nos preços.

Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba

Araçatuba (SP): 139,50

Belo Horizonte (MG): 137,00

Goiânia (GO): 131,00

Dourados (MS): 131,00

Mato Grosso: 125,50-127,00

Marabá (PA): 132,50

Rio Grande do Sul (oeste): 4,45 (kg)

Paraná (noroeste): 137,00

Tocantins (norte): 133,00

CANAL RURAL

Mercado do boi gordo fecha primeira quinzena de novembro em alta

Normalmente, as sextas-feiras são marcadas por lentidão no mercado do boi gordo onde, usualmente, as indústrias aproveitam para testar o mercado ofertando preços abaixo da referência.

Entretanto, o que vimos no fechamento da semana anterior foram compradores se lançando com mais afinco às compras. De todas as praças pesquisadas pela Scot Consultoria, onze tiveram altas para o mercado do boi gordo. A referência subiu em São Paulo, e a arroba do boi gordo ficou, em média, em R$139,50, à vista, livre de Funrural. O aumento no escoamento de carne e as escalas de abate mais enxutas são os responsáveis pela sustentação das cotações. Para o início da segunda quinzena de novembro, as atenções devem ser voltadas ao consumo, pois esse é o grande fator que permitirá que o mercado continue reagindo até o final do ano.

SCOT CONSULTORIA

Rússia restringirá importações de carne suína e bovina do Brasil a partir de 1º de dezembro

Informou a agência de segurança alimentar do país, a Rosselkhoznadzor

MOSCOU – A Rússia vai impor restrições temporárias às importações de carnes bovina e suína do Brasil a partir de 1º de dezembro, informou a agência de segurança alimentar do país, a Rosselkhoznadzor, na segunda-feira. Na semana passada, a Rússia disse que estava considerando uma proibição de todas as importações de carnes suína e bovina do Brasil, após encontrar o aditivo ractopamina em alguns carregamentos, alegação que grupos setoriais da área de carnes do Brasil negaram. “Dada a gravidade da situação, a Rosselkhoznadzor é forçada a tomar medidas urgentes para proteger os consumidores russos e o mercado alimentar doméstico e introduzir restrições temporárias a partir de 1º de dezembro deste ano”, disse a agência em comunicado.

REUTERS

Rússia amplia restrições às importações de carnes brasileiras

A Rússia ampliou a lista de plantas frigoríficas brasileiras que estão temporariamente impedidas de exportar carnes ao país, segundo informações no site do órgão de vigilância sanitária agrícola russo Rosselkhoznadzor na segunda-feira (20)

Três plantas da Seara Alimentos – em Frederico Westphalen (RS), Itapiranga (SC) e Seara (SC) – foram incluídas na mais recente atualização da lista de unidades temporariamente impedidas de vender produtos de carnes suína à Rússia, segundo informações no site do Rosselkhoznadzor. A planta da BRF em Campos Novos (SC) também teve restrição temporária às vendas de carne suína à Rússia decretada. As restrições às quatro plantas foram anunciadas em 17 de novembro e válidas a partir de dezembro, segundo informações no site do órgão sanitário russo. Segundo a agência de notícias Reuters, o órgão sanitário russo emitiu comunicado na segunda-feira (20) anunciando restrições temporárias às importações de carnes bovina e suína brasileiras a partir de 1º de dezembro. Segundo o ministro da Agricultura brasileiro Blairo Maggi, a Rússia impôs restrições temporárias apenas a “três ou quatro empresas”, e que o mercado russo não está fechado. As suspensões temporárias de plantas brasileiras estão relacionadas à presença de resquícios do aditivo ractopamina em alguns carregamentos. A Rússia já havia suspendido temporariamente as compras de carne bovina produzida pela planta do frigorífico Mataboi em Santa Fé de Goiás (GO), além de reforçar o controle sobre carnes de outras cinco plantas da Frigol, Frigoestrela, JBS, Frigon e Aurora Alimentos, em novembro. À época, essa suspensão e controles reforçados foram considerados pelo ministro Maggi como procedimentos normais, que ocorrem quando “o importador detecta uma inconformidade” em relação aos produtos. Na semana passada, um porta-voz do órgão de vigilância agrícola da Rússia disse à Reuters que o Rosselkhoznadzor estava considerando banir importações de carne suína e bovina do Brasil após encontrar o aditivo alimentar ractopamina em alguns embarques. 

CARNETEC

Mercado do sebo segue com preços estáveis

Apesar da demanda firme no início do mês e a pressão de alta no mercado, o feriado da semana anterior resultou em um volume de negócios reduzido, o que colaborou com os preços andando de lado

Tanto no Brasil Central quanto no Rio Grande do Sul, a gordura animal está cotada, em média, em R$2,20/kg, livre de imposto. A perspectiva é de que a demanda siga boa e valorizações não estão descartadas em curto prazo.

SCOT CONSULTORIA

Equipe para erradicação e prevenção da febre aftosa é criada pelo Mapa

Nos estados, grupos locais vão implementar e disseminar o programa

Equipe gestora nacional da Erradicação da Febre aftosa foi instituída nesta segunda-feira (7) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) por meio da Portaria 129, publicada no Diário Oficial da União. A equipe atuará no âmbito do Mapa e dos Serviços Veterinários Estaduais, segundo o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), junto a instituições públicas e empresas privadas de todo o país. Heitor Medeiros, coordenador geral de Sanidade Animal do Mapa, disse que “a equipe de cada estado articulará a gestão local do plano, o que é fundamental para o bom êxito. Os trabalhos a serem executados, em conjunto com a cadeia produtiva, são as premissas para que tenhamos os resultados previstos.” Da Equipe Gestora Nacional fazem parte o Departamento de Saúde Animal (DSA) e o Departamento de Fiscalização de Insumos Pecuários (DFIP), subordinados à Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Mapa; o Fórum Nacional de Executores de Sanidade Animal (FONESA); a Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); a Associação de Proteína Animal (ABPA). Entre as funções da equipe está o planejamento, o monitoramento da execução e a avaliação do cumprimento das metas globais do PNEFA. “As equipes estaduais institucionalizarão e disseminarão do programa em todo o Brasil”, explicou Medeiros. “E deverão conjugar os esforços dos setores envolvidos com o tema, criando oportunidades de participação de instituições e empresas em reuniões, fóruns e palestras para que sejam alcançados os objetivos traçados no Plano Estratégico de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa até 2023”.

MAPA

INTERNACIONAL

Auditoria do USDA encontra falhas no sistema brasileiro de segurança alimentar

O Serviço de Segurança e Inspeção de Alimentos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) emitiu um relatório que identifica uma série de deficiências no sistema de inspeção de carne do Brasil que a agência descobriu durante auditorias de verificação

O FSIS realizou auditorias de verificação de equivalência no Brasil de 15 de maio a 2 de junho de 2017 para determinar se o sistema de inspeção de carne do país continua equivalente ao dos Estados Unidos, com capacidade de exportar produtos seguros, saudáveis, não adulterados e corretamente rotulados e embalados. No momento da auditoria, o Brasil foi aprovado para exportar carne crua intacta pronta para comer (RTE), carne processada não pronta para comer (NRTE) e carne processada termicamente, comercialmente esterilizada (TPCS). Em um relatório datado de 9 de novembro, o FSIS identificou os seguintes problemas sistêmicos em suas auditorias focadas em seis componentes:

Vigilância do governo

* A Autoridade Central Competente (CCA) não desenvolveu políticas e procedimentos para identificar áreas potenciais em que possam surgir conflitos de interesses entre a equipe de inspeção e os estabelecimentos regulados onde trabalham;

* A CCA não verifica se as informações regulamentares fornecidas aos veterinários oficiais da vigilância são comunicadas de forma consistente aos seus subordinados;

* A CCA não verifica se os inspetores na planta realizam suas tarefas de forma consistente com as instruções emitidas; e

* A CCA não desenvolveu procedimentos para padronizar a avaliação da competência e desempenho da equipe de inspeção na planta dos estabelecimentos certificados pelos Estados Unidos.

Autoridade Estatutária do Governo e Segurança Alimentar e Outros Regulamentos de Proteção ao Consumidor

* Os procedimentos de inspeção post-mortem implementados são inadequados para garantir que apenas carcaças saudáveis, sem contaminação e defeitos recebam a marca de inspeção;

* O produto TPCS brasileiro re-inspecionado no ponto de entrada dos Estados Unidos demonstra uma tendência de violações anormais de contêineres; e

* Funcionários de nível superior não revisaram e acompanharam adequadamente os relatórios periódicos de supervisão e os planos de ação.

Saneamento do governo

* A equipe de inspeção não cumpre adequadamente os requisitos regulamentares de saneamento para evitar a criação de condições insalubres e a contaminação direta do produto.

APPCC

* A equipe de inspeção não avalia com precisão a concepção e implementação dos sistemas APPCC dos estabelecimentos e não realiza uma amostragem de verificação adequada de produtos.

Testes de resíduos químicos

* Os métodos oficiais de análise química utilizados pelos laboratórios do governo são inconsistentes com os requisitos do FSIS.

* A CCA não ordenou que os estabelecimentos e os inspetores da planta mantenham as carcaças de gado selecionadas para a amostragem de resíduos até que sejam recebidos resultados aceitáveis.

Em seu relatório, o FSIS observou que durante a reunião de saída de auditoria, a CCA se comprometeu a abordar as conclusões preliminares apresentadas. O FSIS recebeu uma resposta escrita da CCA abordando todas as preocupações pendentes identificadas no rascunho do relatório da auditoria. “O FSIS avaliará a adequação das ações corretivas propostas e baseará suas atividades na verificação de equivalência futura nas informações fornecidas”, afirmou a agência.

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