
Ano 3 | nº 635 | 10 de novembro de 2017
NOTÍCIAS
Demanda melhora e preços da arroba sobem em São Paulo
Está devagar, mas o mercado do boi gordo está demonstrando maior firmeza
A injeção de capital através do pagamento dos salários, associada aos feriados na primeira quinzena do mês, está dando suporte para cotações firmes, sobretudo nas praças pecuárias de São Paulo. No estado, as programações de abate atendem entre três a quatro dias e deixam pouco espaço para que os frigoríficos testem o mercado com ofertas de compra a preços menores. Em São Paulo, a arroba do boi gordo subiu em todas as regiões e ficou cotada em R$138,00, à vista, livre de Funrural, na última quinta-feira (9/11), alta de R$1,00/@ frente ao fechamento anterior. No mercado atacadista de carne bovina com osso, a cotação também subiu. O boi casado de bovinos castrados ficou cotado em R$9,43/kg, alta de 2,2% na comparação semana a semana. A valorização da carne no mercado atacadista reflete alguma melhoria nas vendas, advinda do período de início de mês. Para os próximos dias, o feriado da próxima semana pode ajudar no escoamento da carne e, por outro lado, atrapalhar a compra de boiadas, o que pode dar sustentação para às cotações do boi gordo.
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Alta de preços no atacado de carne bovina sem osso
No acumulado dos últimos sete dias o mercado subiu 1,0%. As vendas melhoraram. Novembro é mês de sazonal melhoria no escoamento
O que puxou o mercado foram cortes de dianteiro, “mais baratos”, com valorização de 1,4%, contra 0,4% de alta para o traseiro. Embora, considerando todos os itens pesquisados, o preço médio atual, R$17,67/kg, seja o maior das últimas quatro semanas, é ainda 0,8% menor que a máxima encontrada nesta segunda metade do ano, especificamente no final da primeira quinzena de setembro. Até mesmo em 2015, primeiro ano da recente recessão pela qual passamos, os preços subiram quase que linearmente no semestre, até dezembro, como é normal para o período. O que temos hoje é um comportamento muito semelhante ao de 2016 no mercado de carne bovina. Ainda assim, no ano anterior, o patamar de preços era outro. Em doze meses as cotações caíram 4,4%.
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Estabilidade no mercado de sebo
Mercado de sebo segue com preços andando de lado
Apesar da demanda em alta a disponibilidade do produto tem sido suficiente para atender o mercado. Tanto no Brasil Central quanto no Rio Grande do Sul, a gordura animal está cotada em R$2,20/kg, livre de imposto. Para o curto prazo a perspectiva é de que a demanda siga em alta e mantenha o mercado firme.
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Exportações do agronegócio cresceram 40% em outubro sobre mesmo mês de 2016
As carnes ocuparam a segunda posição no ranking, com US$ 1,42 bilhão, se destacando as de frango (US$ 623,78 milhões (+ 24,4%, em 12 meses) e bovina, com US$ 601,65 milhões (+38,1%)
As exportações do agronegócio atingiram US$ 8,02 bilhões, em outubro, com crescimento de 39,9% sobre igual mês no ano anterior, quando as vendas externas do setor somaram US$ 5,74 bilhões. Já as importações caíram 5,5%, no mesmo período comparativo, situando-se em US$ 1,14 bilhão. Como resultado, houve aumento do superavit do setor, passando de US$ 4,53 bilhões para US$ 6,89 bilhões. O agronegócio representou 42,5% das exportações brasileiras no último mês. Em relação às importações, a representatividade dos produtos agropecuários foi de 8,3% no período. Os produtos de origem vegetal representaram 78,1% do volume do agronegócio exportado no mês, somando US$ 6,27 bilhões, e os origem animal somaram US$ 1,75 bilhão. As carnes ocuparam a segunda posição no ranking, com US$ 1,42 bilhão, se destacando as de frango (US$ 623,78 milhões (+ 24,4%, em 12 meses) e bovina, com US$ 601,65 milhões (+38,1%). As vendas de carne de frango e bovina in natura foram recordes, em quantidade, com 335,24 mil toneladas e 119,08 mil toneladas, respectivamente. Mas houve queda nas vendas de carne suína (-7,8%; caindo para US$ 134,35 milhões) e carne de peru (-19,5%; para US$ 25,30 milhões). A Ásia manteve-se como a principal região de destino das exportações do agronegócio brasileiro, alcançando US$ 3,30 bilhões, em outubro, com aumento de 56,5%, ampliando a participação da região no total das exportações, de 36,8% para 41,1%. A União Europeia, segundo principal destino, registrou crescimento de 23,3% no valor nas exportações, mas a participação no total das exportações caiu de 22,1% para 19,5%. As exportações do agronegócio de janeiro a outubro acumulam o equivalente a US$ 82 bilhões (+12,2% sobre o mesmo período do ano anterior). As importações também cresceram, passando de US$ 10,99 bilhões entre janeiro e outubro de 2016 para US$ 11,82 bilhões entre janeiro e outubro de 2017 (+7,6%). O crescimento das exportações do agronegócio possibilitou ampliar o superavit comercial, que subiu de US$ 62,11 bilhões, no período de 10 meses, para US$ 70,18 bilhões. Nos últimos doze meses, as exportações brasileiras do agronegócio brasileiro somaram US$ 93,84 bilhões, montante que representa crescimento de 8,4% em relação ao mesmo período anterior, quando somaram US$ 86,59 milhões. As importações foram de US$ 14,46 bilhões, resultando em saldo comercial positivo de US$ 73,71 bilhões.
Mapa
EMPRESAS
Lucro da Minerva subiu 81% no 3º tri
A combinação entre a queda dos preços do boi gordo no Brasil, a incorporação dos frigoríficos adquiridos da JBS no Mercosul e o início de recuperação das vendas de carne no mercado interno impulsionou o desempenho da Minerva Foods no terceiro trimestre
No período, a terceira maior companhia de carne bovina do país teve um lucro líquido de R$ 85,8 milhões, avanço de 80,9% ante os R$ 47,4 milhões do terceiro trimestre do ano passado. Puxada pela compra dos ativos que pertenciam à JBS, a Minerva Foods bateu recorde de faturamento no terceiro trimestre. A receita líquida da companhia totalizou R$ 3,4 bilhões entre julho e setembro, alta de 34,9% sobre os R$ 2,5 bilhões do terceiro trimestre de 2016. Como a Minerva assumiu os ativos da JBS em 1º de agosto, o desempenho do trimestre reflete as operações de apenas dois meses. Adquiridos por R$ 1 bilhão, os frigoríficos que eram da JBS representam um terço da Minerva. “Foi a maior aquisição que a Minerva já fez e, sem dúvida, gera um grande desafio. Mas felizmente a integração está saindo como planejamos e com uma velocidade a contento”, afirmou o Presidente da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, a jornalistas. Segundo ele, a empresa já avançou bastante no processo de integração dos frigoríficos, em especial na área de exportações. A expectativa é que, a partir do início de 2018, as “grandes linhas” do processo de integração estejam concluídas. Com isso, a margem dos frigoríficos do Mercosul tende a melhorar gradativamente. Segundo analistas, a JBS no Mercosul operava com margens próximas de 5%, ao passo que a Minerva registra, em média, margens próximas dos 10% nas operações. Para o Diretor de Finanças da Minerva, Edison Ticle, é possível que a empresa obtenha ganhos de sinergias ainda maiores do que os imaginados quando a aquisição foi anunciada. Na ocasião, a companhia sinalizou potencial de aumentar a margem Ebitda do negócio em 2,5 pontos percentuais. “Houve lugares em que vimos mais potencial”, disse. Não fossem os ativos adquiridos, a Minerva teria registrado um aumento da margem Ebitda. No terceiro trimestre, a empresa reportou uma margem Ebitda de 9,1%, queda de 0,7 ponto percentual na comparação com um ano antes. Na mesma base de comparação, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da Minerva aumentou 25,1%, para R$ 311,8 milhões. Satisfeito com os resultados do terceiro trimestre, Galletti espera um 2018 ainda melhor para a companhia. Além do avanço na integração, a empresa deverá se beneficiar da recuperação das vendas de carnes no Brasil, que já começou a ocorrer a partir de julho, e do bom momento dos mercados domésticos da Argentina e da Colômbia. No caso da Argentina, destacou, a força do mercado interno também se explica pela marca. Com a compra dos ativos da JBS, a Minerva assumiu a marca Swift no país sul-americano. Ele também mostrou otimismo com o avanço nas negociações para a abertura do mercado do Japão à carne do Uruguai e do mercado dos Estados Unidos ao Paraguai. Além do Brasil, a Minerva atua na Argentina, no Paraguai, no Uruguai e na Colômbia. Além disso, enfatizou Ticle, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta que as exportações de carne bovina da Argentina crescerão 25% no próximo ano. A Minerva é a maior produtora de carne bovina da Argentina desde a aquisição dos frigoríficos da JBS. Na seara financeira, o executivo da Minerva chamou atenção para a estabilidade do índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda em doze meses) mesmo com a aquisição de R$ 1 bilhão. No fim de setembro, esse índice estava em 4,2 vezes, ante 4,1 vezes no fim de junho. No trimestre, a companhia também conseguiu gerar um fluxo de caixa livre de R$ 343 milhões. A Minerva também segue com o plano de reduzir o nível de recursos em caixa. Com a maior estabilidade da economia brasileira, disse Ticle, o caixa da empresa pode ficar mais próximo do mínimo estipulado pela política da empresa – que prevê ter recursos para a compra de bois pelo período de três meses -, de R$ 2,7 bilhões a R$ 3 bilhões. Em setembro, o caixa da Minerva somava R$ 3 bilhões.
VALOR ECONÔMICO
BRF lucra R$ 138 milhões no 3º tri e eleva receita líquida em 2,6%
A BRF S.A. teve um lucro de R$ 137,6 milhões no terceiro trimestre, ante R$ 18 milhões no mesmo período do ano passado, em função dos melhores resultados operacionais e impacto positivo da adesão ao Programa Especial de Regularização Tributária (PERT) no resultado financeiro, informou a empresa na noite de quinta-feira (09)
A companhia registrou uma alta de 2,6% na receita líquida, para R$ 8,7 bilhões, e crescimento de 21,3% no EBITDA (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação), para R$ 1,1 bilhão. A margem EBITDA subiu 1,9 ponto percentual (p.p.) em relação ao terceiro trimestre de 2016, para 12,3%. No Brasil, a BRF verificou aumento de volumes de vendas nas comparações trimestral (+8,8%) e anual (+4,5%), totalizando 539 mil toneladas no terceiro trimestre. A empresa ganhou 1,3 p.p. em participação de mercado na categoria Pratos Prontos no terceiro trimestre, na comparação com o segundo trimestre, chegando a 57,2%, segundo dados da empresa de pesquisa de mercado Nielsen. A BRF atribui esse aumento à volta da Lasanha e aos Pratos Prontos da marca Perdigão. Na categoria Embutidos, a participação de mercado da BRF cresceu 0,8 p.p. ante o segundo trimestre, com impacto positivo da mortadela. Já na categoria Frios, houve uma queda de 0.8 p.p. na participação de mercado, para 54,6%. A OneFoods, unidade da BRF dedicada aos mercados muçulmanos, registrou crescimento na receita operacional líquida de 23,7% na comparação anual, para R$ 1,9 bilhão, refletindo a consolidação dos resultados da Banvit, maior produtora de aves da Turquia adquirida pela BRF neste ano. “O sucesso da integração pós-consolidação atrelado às condições favoráveis de demanda e preço proporcionaram resultados acima do esperado, reafirmando o acerto da aquisição”, informou a BRF. A operação turca da BRF teve margem EBITDA de 23% no terceiro trimestre, acima de sua média histórica. A Divisão Internacional da BRF, que congrega operações na Ásia, Europa/Eurásia, África e Américas, teve queda de 9,6% na receita líquida, para R$ 2,3 bilhões. Houve queda de volumes de vendas em todas as regiões, com exceção das Américas, onde o volume de vendas subiu 22% para 16 mil toneladas no terceiro trimestre ante igual período do ano passado. Na região do Cone Sul, a receita líquida da BRF somou R$ 459 milhões, queda de 3,5% ante o terceiro trimestre do ano passado.
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