
Ano 3 | nº 615 | 09 de outubro de 2017
ABRAFRIGO
Em busca da Sustentabilidade será o tema de encontro da Defesa sanitária animal
A ABRAFRIGO irá participar do evento
O V Encontro Nacional de Defesa Sanitária Animal – ENDESA 2017, que será realizado no Hangar – Centro de Convenções & Feiras da Amazônia, na cidade de Belém, Pará, no período de 04 a 08/12/2017 terá como tema: “Serviço Veterinário Brasileiro: Em busca da Sustentabilidade”. Promovido pelo Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o ENDESA visa aprimorar ações de Defesa Sanitária Animal, por meio do intercâmbio entre o Serviço Veterinário Oficial, setor privado e meio acadêmico e científico; realiza um balanço das ações dos dois anos anteriores e projeta ações para o próximo biênio, destacando-se como um dos principais eventos técnico-científico dirigido ao público com interesse em Defesa Sanitária Animal. No encontro serão abordados temas como o papel dos serviços veterinários na produção e comércio seguro de alimentos e no bem-estar animal; desempenho, avaliação e financiamento do serviço veterinário nacional; aplicação de ferramentas da epidemiologia e economia no serviço oficial; papel do veterinário privado na defesa sanitária; abordagem de saúde única em resistência a antimicrobianos e o plano de ação do Brasil; interação dos veterinários das Forças Armadas com o serviço veterinário oficial, além de temáticas relacionadas às ações em epidemiologia, trânsito, quarentena e saúde de suínos, abelhas, animais aquáticos, ruminantes, animais selvagens, equinos e aves. A programação completa e mais informações podem ser acessados em http://www.agricultura.gov.br/assuntos/sanidade-animal-e-vegetal/saude-animal/endesa2017
As inscrições deverão ser realizadas no site da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio- FUNDEPAG em http://eventos2.fundepag.br/index.php
ABRAFRIGO IMPRENSA
NOTÍCIAS
Consumo dá sinais de melhora nesta semana
Alta de preços. O início do mês deu fôlego às vendas. Há muito tempo, em nossas pesquisas semanais de preços da carne, não eram detectados repasses integrais do varejo ao consumidor
Em São Paulo, os cortes sem osso subiram 1,0% nas indústrias e nas gôndolas dos açougues e supermercados. Isso indica que houve resposta positiva do consumo e as valorizações no atacado não se basearam apenas em expectativas, como vinha ocorrendo quase sempre nos períodos que antecediam o pagamento de salário em 2017. Como estamos observando semanalmente, até agora, os preços da carne no segundo semestre têm se comportado como o esperado, em trajetória de alta. Esse é o comportamento que “permite”, abre espaço para valorizações sazonais no mercado do boi gordo. As margens das indústrias, gradualmente têm se recuperado, depois de terem passado por forte recuo desde agosto. É importante lembrar, porém, que o frigorífico vende hoje a carne por preços 7,0% menores que no começo de outubro de 2016. Ou seja, a recuperação do cenário aparentemente ocorre, mas é preciso cautela, conter o excesso de otimismo e perceber que o impacto da crise ainda não foi dissipado completamente no mercado. Parece que estamos no caminho.
SCOT CONSULTORIA
Mercado especulado e indústrias fora das compras
O cenário comum a praticamente todas as praças é que as empresas usaram a sexta-feira para testar o mercado
É comum compradores ofertando R$1,00 ou R$2,00 a menos do que nos últimos dias. Além disso, muitos dos que pagavam mais, saíram das compras. Isso dificulta estabelecer referências para a algumas praças em meio à tanta especulação. Mas, aparentemente, o estímulo esperado para as vendas de início do mês, com poucas exceções, não deu fôlego para o mercado do boi em praticamente nenhuma praça. De forma geral, embora não muito confortável, a oferta parece não estimular os frigoríficos a intensificarem os negócios diante da situação de demanda existente. Em São Paulo, há quem oferte até R$139,00/@, à vista, livre de funrural. Mas dificilmente compram nestes patamares. Quem oferece isso está com escalas completas para mais de uma semana. No mercado atacadista de carne bovina, preços estáveis. Aliás, em pleno começo de mês, a semana termina com preço do boi casado 1,0% abaixo do registrado no fechamento da semana anterior. Este poderá ser um limitador para a firmeza do mercado do boi gordo.
SCOT CONSULTORIA
RS acelera fim de vacinação para alcançar novo status do Plano Estratégico de Febre Aftosa
Estado quer antecipar evolução para a condição de zona livre sem vacinação de 2021 para 2019
O Plano Estratégico do Programa Nacional de Febre Aftosa (Pnefa), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, quer tornar todo o Brasil área livre da doença sem vacinação até 2023. Por enquanto, Santa Catarina é o único estado que detém tal condição. O Rio Grande do Sul, que é zona livre com vacinação, suspenderia as campanhas de imunização do rebanho em 2021, mas decidiu acelerar o processo, visando alcançar o novo status, de “estado livre sem vacinação”, em 2019, seguindo os passos do Paraná, que já trabalha pela mudança. O Secretário da Agricultura, Ernani Polo, afirma que a ideia é discutir ações que venham a intensificar o controle das fronteiras em conjunto com o setor privado e o Ministério da Agricultura. Entre as medidas já em andamento ele cita o georreferenciamento das propriedades e a construção de um almoxarifado central, em Cachoeira do Sul, que irá abrigar equipamentos para atendimentos de emergência na área de sanidade animal. Durante a semana, o Estado anunciou ainda que irá chamar 30 veterinários aprovados em concurso para trabalhar nas inspetorias veterinárias, com foco nas regiões de fronteira. Uma auditoria para avaliar a condição sanitária do Estado já foi solicitada ao Mapa e deve ocorrer em 2018. Polo ressalva que isso não significa que a vacinação será suspensa necessariamente a partir de 2019. “O que solicitamos é uma auditoria para avaliar o nosso serviço e a implementação do plano. A partir dessa auditoria vamos tomar a decisão”, explica. Apesar disso, há uma preocupação com relação ao possível avanço de status dos paranaenses, que também manifestaram interesse em antecipar o processo. “Se o Paraná avançar e nós ficarmos para trás, a tragédia é imensa”, afirma Polo, referindo-se aos nichos de mercado que poderão ser explorados por aquele estado, em especial na venda de carne suína. Outro assunto que deverá voltar à mesa de discussão é a rastreabilidade do rebanho bovino gaúcho. De acordo com Polo, a identificação será discutida no âmbito do recém-criado Observatório da Carne. “É um caminho natural”, avalia. O Superintendente do Ministério da Agricultura no Rio Grande do Sul, Bernardo Todeschini, sustenta que vacinar ou deixar de vacinar não altera a necessidade de recursos destinados ao controle sanitário. Mas observa que a retirada permite que os recursos destinados à imunização sejam direcionados a outras áreas, como a vigilância por barreiras móveis ou em pontos de risco. E ressalta, ainda, que a suspensão da vacinação não muda a chance de a aftosa entrar no Estado. “A vacina não é um repelente”, esclarece. Para o Superintendente, pensamentos equivocados sobre o tema podem levar a descuidos em procedimentos normais de vigilância, mesmo onde há vacinação. Por isso, Todeschini reitera que o controle de fronteiras deve ser reforçado, com vacinação ou não. Sobre o posicionamento dos países vizinhos, Todeschini observa que o Uruguai já está praticamente dentro do seu limite de exportação de carne bovina, enquanto que a Argentina, desde o corralito, em 2001, não recuperou sua posição no mercado mundial. Embora exporte volumes pequenos de carne bovina, o Rio Grande do Sul é um grande vendedor de carne suína ao exterior. Este é um segmento que pode vir a ser beneficiado com a abertura e a diversificação de mercados. “Se vacinamos bovinos, isso significa que temos medo de que exista a febre aftosa aqui dentro, ou que tenhamos alguma incapacidade de controle. Isso, de certa maneira, vale para os suínos também”, explica o Superintendente, referindo-se à sinalização de sanidade que a retirada da vacinação dá ao mundo.
Com menor procura por negócios o mercado de reposição segue travado
Calmaria no mercado de reposição. O cenário de poucas negociações persiste na maior parte do país. Isso porque, além das condições das pastagens não estarem favoráveis para a recria e terminação, o cenário de incertezas quanto ao preço da arroba do boi gordo no último trimestre também afasta os compradores dos negócios
Com isso as cotações, que tiveram valorizações em agosto e setembro, vêm perdendo firmeza aos poucos. No balanço semanal de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados pesquisados pela Scot Consultoria, as cotações fecharam em estabilidade. Vale destacar que essa foi a primeira vez desde meados de agosto que não houve registro de alta semanal para este mercado. Para o curto prazo fica a expectativa de como a arroba do boi gordo se comportará, assim como quando ocorrerá a recuperação das pastagens. Uma possível firmeza para a arroba do boi gordo no último trimestre, somada à recuperação das pastagens, com as chegadas das chuvas, podem movimentar os negócios para reposição e garantir firmeza às cotações.
SCOT CONSULTORIA
Mercado do boi no PR tem situação inusitada
Erni Erico Bublitz, pecuarista em Cascavel (PR), destaca que houve uma concentração de oferta no mercado do boi gordo na região, mas nem isso foi suficiente para mexer com os preços
As escalas estão para 20 dias na região e os preços giram de R$2 a R$4 acima da referência, que é de R$138/@ a R$138,50/@, nas negociações a vista. Ele observa que o pecuarista está vendo que, mais para a frente, o boi vai subir. Com isso, o pecuarista deve segurar mais o boi a pasto. Esse ano, como ele lembra, foi bastante atípico, com um grande equilíbrio entre a demanda e a oferta. O aumento da oferta se deu em função do pasto danificado devido à seca. Os frigoríficos tentaram exercer uma pressão de baixa, mas não conseguiram comprar. A expectativa é de falta de animais mais à frente. A região não possui confinamento de grande escala. Logo, não há uma oferta robusta garantida mais à frente. Os preços da arroba do boi, segundo Bublitz, não são ruins aos produtores, já que os custos estão baixos. Do lado dos frigoríficos, o oferecimento destes preços se deve a uma antecipação para o final do ano.
Uma reação na demanda, na visão do pecuarista, não deve ocorrer. Há uma diminuição no consumo de carnes e muita venda de carnes dianteiras, que é uma carne mais barata.
Notícias Agrícolas
Faturamento da bovinocultura em MT fica acima da média de 2016
Enquanto no último ano os negócios gerados com a comercialização da proteína animal movimentaram cerca de US$ 74,280 milhões por mês, este ano o patamar médio alcança U$S 86,980 milhões
O comparativo realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) indica crescimento de 17% no retorno financeiro obtido com a comercialização da carne bovina. De janeiro a agosto, já foram movimentados US$ 695,810 milhões com os embarques 210,030 mil toneladas equivalente carcaça (TEC) de carne in natura para o mercado externo. Em volume físico, a média mensal de exportação está em 26,250 mil TEC este ano, ante 23 mil/ TEC/mês em 2016. De um ano para o outro, o crescimento mensal é de 14,11%, aponta o Imea. Com o crescimento das vendas externas, o aproveitamento da capacidade instalada das indústrias frigoríficas saltou de uma média de 43,4% em janeiro deste ano para 57% em agosto.
Portal do Agronegócio
Um ano de turbulências para a carne bovina
Emoções não faltaram no mercado do boi gordo neste ano
E uma tempestade perfeita fez com que o ciclo de baixa do preço da arroba, decorrente da ampliação da oferta influenciada pelo aumento do abate de fêmeas (matrizes), sofresse uma pressão baixista ainda maior. A última reviravolta no segmento foi a prisão dos irmãos Wesley e Joesley Batista – controladores da JBS, a maior empresa de carnes do mundo. A prisão do CEO da JBS, Wesley, fez com que a processadora reduzisse de forma expressiva a compra de gado por alguns dias. Concorrentes também aproveitaram a turbulência e, como resultado, os preços da arroba caíram um pouco mais. Embora os preços já estejam voltando aos patamares observados antes das prisões, novas quedas não estão descartadas. Na virada de setembro para outubro não houve a reação que normalmente acontece nessa época, marcada pelo aumento das compras no atacado. Caso a demanda permaneça fraca – com muitos frigoríficos já com seus ciclos alongados -, os preços da arroba do boi enfrentarão novas baixas. Nessa equação, não pode ser ignorado o fato de o período da entressafra estar chegando ao fim e os animais do segundo giro de confinamento estarem quase prontos para ingressar no mercado. “A gente já tinha uma tendência de queda, mas os eventos políticos foram choques que reforçaram essa tendência”, afirmou Mariane Crespolini, pesquisadora da área de pecuária do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), vinculado à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP). O primeiro choque foi em março, com a Operação Carne Fraca, que provocou o embargo temporário de vários países à carne brasileira. Quando as exportações reagiram e, consequentemente, os abates voltavam ao normal, em maio, a delação dos irmãos Batista veio como balde de água fria no mercado. Esses fatores, afirmou Lygia Pimentel, Diretora da Agrifatto, levaram a retração no preço da arroba do boi no ano mesmo com o crescimento da demanda. “Houve um aumento de abate de 8% até setembro, [mas mesmo o crescimento da demanda] e os preços saíram de uma média de R$ 154 a arroba [em São Paulo] para R$ 142”, disse. Segundo ela, com o aumento da demanda, era esperado que houvesse, no mínimo, uma estabilidade nos preços. Gustavo Figueiredo, consultor da Agro Agility, reforçou que “não há como saber como estaria o preço da arroba no país se não fossem esses choques”. Mas, destacou, uma coisa é certa: os eventos políticos elevaram muito a volatilidade no setor.
VALOR ECONÔMICO
EMPRESAS
Venda da Vigor é decisiva para JBS zerar as contas
Família Batista espera receber R$ 4,3 bilhões por ações da empresa de lácteos, mas negócio com mexicanos ainda depende de acerto com cooperativa sócia da Itambé
Com dívida de R$ 10 bilhões, sem considerar a conta da multa prevista no acordo de leniência com o Ministério Público Federal (MPF), o grupo J&F depende da conclusão da venda da Vigor para equacionar seus débitos. A mexicana Lala comprometeu-se, no início de agosto, a comprar a empresa de lácteos, mas a operação ainda não foi concluída. Depois de receber o dinheiro referente à Alpargatas (R$ 3,5 bilhões) e a primeira parcela da compra da Eldorado Celulose (R$ 1 bilhão), a holding J&F fia-se na entrada dos R$ 4,3 bilhões do acerto de venda de sua fatia de 73% na Vigor. Para completar a conta e “zerar” a dívida, a empresa espera se desfazer ainda de linhas de transmissão da empresa de energia Âmbar, por cerca de R$ 800 milhões, e do Canal Rural, que acredita valer cerca de R$ 80 milhões. O negócio com a Lala, porém, se complicou nas últimas semanas, e não apenas por causa da prisão de Joesley e Wesley Batista. A CCPR – cooperativa sócia da marca Itambé – decidiu recomprar os 50% da marca que havia vendido para a Vigor. Com isso, a Lala anunciou que recalcularia o negócio, antes acertado por R$ 4,6 bilhões, aplicando um desconto. Os mexicanos já tinham desembolsado R$ 1,1 bilhão para ficar com a fatia do negócio que pertencia à JBS. De acordo com uma fonte próxima à negociação, não há indício de que o acordo será desfeito – até porque o contrato já assinado entre Lala e J&F prevê multa de R$ 1,5 bilhão caso qualquer uma das partes desista da operação, segundo fontes que atuam no negócio. A reportagem apurou que a Lala, na verdade, tenta regatear preço, enquanto a J&F está disposta a segurar sua posição, evitando reduzir o valor. Há preocupação com a demora de se chegar a um acordo, mas espera-se uma conclusão ainda neste mês. A expectativa é que, em um ano, ocorra a venda do restante da Eldorado à asiática Paper Excellence. Como a dívida da Eldorado é alta – de R$ 7,8 bilhões ao fim de junho -, o valor que ainda pode entrar no caixa da J&F é de R$ 5,2 bilhões. Restaria então ao grupo a JBS, a empresa de higiene Flora, a de energia Âmbar e o Banco Original. E também o compromisso de pagar R$ 10,3 bilhões às autoridades como multa pelos crimes praticados.
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