
Ano 3 | nº 613 | 05 de outubro de 2017
NOTÍCIAS
Mercado sem viés definido
A dificuldade das indústrias em adquirir matéria-prima permanece por quase todo o país
Porém, o escoamento da carne não mostra evolução e a soma desses dois fatores mantém os preços da arroba andando de lado. São observadas quedas pontuais em algumas praças, e isso ocorre quando os frigoríficos conseguem comprar lotes maiores e aumentar um pouco as programações de abate. Refletindo o equilíbrio do mercado neste momento, o contrário também acontece. Quando há dificuldade em compor as escalas de abate, é comum ver indústrias ofertando preços acima da referência. O mercado atacadista de carne bovina com osso ficou estável. A carcaça de bovinos castrados está cotada em R$9,34/kg. O período de início do mês e o feriado prolongado na próxima semana podem conferir movimentação ao mercado.
SCOT CONSULTORIA
Setembro: mais um mês de boas exportações de carne bovina
Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o Brasil exportou 111,93 mil toneladas métricas de carne bovina in natura em setembro
Foi o quarto mês seguido com aumento nos embarques na comparação anual. Frente a setembro de 2016, o incremento foi de 20,3%. O faturamento foi de US$471,44 milhões, alta de 21,2% na base anual. No acumulado de 2017 (janeiro a setembro), frente ao mesmo período de 2016, volume e faturamento tiveram aumentos de 4,3% e 10,1%, respectivamente. Exportações de carne bovina continuaram a apresentar bons resultados em setembro.
SCOT CONSULTORIA
Maggi negocia em Moscou ampliação do comércio agrícola Brasil-Rússia
Ministro diz que há espaço para aumentar embarques brasileiros, mas russos também querem vender mais
Em viagem à Moscou, o ministro Blairo Maggi (Agricultura) está negociando a ampliação do comércio bilateral agrícola entre Brasil e Rússia. Segundo ele, o setor do agronegócio brasileiro quer aumentar as exportações de carnes bovina e suína e de soja para aquele mercado, além de ter um maior número de frigoríficos habilitados para embarques. A Rússia, por sua vez, espera vender trigo, pescados (bacalhau in natura) e cortes de picanha de gado para o Brasil. “Estamos negociando e com certeza vamos avançar”, disse Maggi. “Sempre repito que o comércio internacional tem duas vias: os países e as empresas querem comprar, mas também desejam vender”. Em Moscou, ele já teve reuniões com o Ministro da Agricultura russo, Alexander Tkatchev, e com empresários para tratar do comércio bilateral. Maggi destacou que a produção agrícola russa vem crescendo nos últimos tempos. “Neste ano, por exemplo, a safra de trigo da Rússia é calculada em 80 milhões de toneladas. Por isso, o país busca um acordo fitossanitário com o Brasil para que o cereal deles tenha acesso ao nosso mercado, que importa cerca de 5 milhões de toneladas por ano”. De acordo com Maggi, a Rússia também está aumentando a área de cultivo de soja e milho e a criação de suínos e bovinos. “Então, num prazo de 10 anos, o país será autossuficiente em tudo e também quer exportar, o que é natural. E nós, brasileiros, queremos que nossos alimentos tenham maior participação naquele mercado”. Em 2016, as exportações agrícolas do Brasil para a Rússia totalizaram US$ 2,07 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,06 bilhões. Os principais produtos embarcados foram carne suína in natura (US$ 513,4 milhões), soja em grãos (US$ 411,1 milhões) e carne bovina (US$ 389,8 milhões). Já as vendas de alimentos russos para o mercado brasileiro foram de US$ 4,74 milhões. Maggi fica na Rússia até esta quinta-feira (5). Depois, viaja para Colônia, Alemanha, onde visita a feira de Anuga, no sábado (7). O Ministro chefia missão à Europa acompanhado do Secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa, Odilson Ribeiro e Silva, do Diretor do Departamento de Promoção Internacional, Evaldo da Silva Júnior, e do analista de comércio exterior Adilson Oliveira Farias.
MAPA
Piora na relação de troca com o milho em setembro
As exportações aquecidas, a ponta vendedora retraída e as expectativas de redução da área plantada na safra de verão 2017/2018 dão sustentação aos preços do milho no mercado brasileiro
No Paraná, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral), a área de milho deverá diminuir 33,0% na primeira safra (2017/2018), frente ao ciclo anterior, perdendo espaço para a soja. Segundo levantamento da Scot Consultoria, na região de Campinas-SP, a saca de 60 quilos está cotada em R$29,50, para a entrega imediata, sem o frete. Houve alta de 15,5% em relação à média de agosto deste ano. Entretanto, na comparação com setembro de 2016, o milho ainda está custando 26,7% menos este ano. Considerando a praça de São Paulo, atualmente é possível comprar 4,88 sacas de milho com o valor de uma arroba de boi gordo. Os recuos no preço da arroba do boi gordo e a alta do milho prejudicaram a relação de troca para o pecuarista em setembro. O poder de compra em relação ao insumo diminuiu 7,7%, frente a agosto deste ano. Mas ainda assim, está 28,9% melhor na comparação com setembro do ano passado. Isto significa uma saca a mais adquirida com o valor de uma arroba de boi gordo. A expectativa é de preços firmes e em alta para o milho neste semestre e começo de 2018.
SCOT CONSULTORIA
Rio Grande do Sul amplia controle na fronteira contra aftosa
Meta será trabalhar em conjunto com Ministério da Agricultura e setor privado
Depois de solicitar uma auditoria ao Ministério da Agricultura para buscar a antecipação da retirada da vacina contra a febre aftosa, de 2021 para, possivelmente, 2019, a Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul vai reforçar o controle das regiões de fronteira com a Argentina e o Uruguai, países que manterão a imunização. Segundo o Secretário Ernani Polo, a meta é trabalhar em conjunto com o Ministério da Agricultura e setor privado, que, neste caso, ainda não tem atribuição definida. O trabalho está baseado em projeto-piloto que avaliou o risco de introdução e disseminação do vírus no rebanho gaúcho, observando aspectos como a proximidade da fronteira e a alta movimentação de animais. Entre as medidas em execução, Polo cita o georreferenciamento das propriedades e a construção de um almoxarifado central da secretaria, em Cachoeira do Sul, que será inaugurado em poucas semanas. “O foco é intensificar o controle dentro desse planejamento, para que as ações do plano nacional possam ser implementadas até o final do ano que vem”, explica Polo. O secretário ressalva que não há confirmação de que a suspensão da vacina irá ocorrer daqui a dois anos. “A auditoria deve avaliar o nosso serviço e a implementação do plano. A partir disso, tomaremos a decisão”, diz. O superintendente do Ministério da Agricultura no Estado, Bernardo Todeschini, afirma que o controle das fronteiras deve ocorrer não apenas com a retirada da vacina, já que a imunização não é uma garantia de que a doença não possa entrar no Estado.
CORREIO DO POVO
Patrimônio bovino de RO é de R$ 14 bilhões
A produção de bovinos no estado de Rondônia conquistou para o Brasil e região Norte, uma posição estratégica ao assumir o 6o lugar no ranking nacional, com 13,3 milhões de cabeças
Disputando de igual para igual com gigantes do porte de Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Pará, jogando poeira, no Rio Grande do Sul, São Paulo, Bahia e Paraná, entre os dez maiores produtores de bovinos que representam 67% do rebanho nacional. O imenso patrimônio bovino de Rondônia, em números exatos sem margem de falha, totaliza R$ 14 bilhões, 013 milhões, 599 mil e 830 reais. Isso não é pouca coisa. É muito, se levarmos em consideração, que Rondônia de acordo com último censo apresentado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela uma população de 1.748.531 habitantes. E tem mais: os números mostram sem margem de dúvidas que existe uma população per capita de 7,8 bovinos para cada habitante rondoniense. São 126.956 propriedades rurais, computando 95.224 proprietários de bovinos para 92.867 áreas rurais produzindo gado de corte. Os dados agropecuários de 2016 a revelados pela Agência Idaron confirmam que 2% das propriedades rurais ocupam espaços de até 100 hectares e que 86% das propriedades possuem rebanhos de até 100 cabeças de bovinos. Pouco mais de 10% das grandes áreas territoriais são ocupadas pela bovinocultura em regime extensivo ou de confinamento de onde surge o conhecido “Boi verde”.
Diário da Amazônia
EMPRESAS
Estudo contratado pela JBS diz que operações com dólar e ações não foram atípicas
Um estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), contratado pela JBS S.A., constatou que as operações da empresa com dólar e ações durante o segundo trimestre não foram atípicas, informou a processadora de carnes na quarta-feira (4)
Os irmãos Joesley e Wesley Batista, controladores da JBS, estão atualmente presos preventivamente em meio às investigações sobre o uso de informações privilegiadas para obter ganhos em transações no mercado de ações e de câmbio entre abril e maio. O estudo da Fipecafi, instituição ligada à Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (USP), compara as movimentações da JBS com derivativos em dólar nesse período com as que foram realizadas nos dois anos anteriores e conclui que os valores de maio de 2017 eram bastante inferiores aos praticados anteriormente. Os pesquisadores também avaliam que a posição em dólares da JBS estava alinhada com a percepção do mercado de que havia risco de depreciação do real no futuro próximo, segundo nota divulgada pela JBS. Investigações da Polícia Federal apontam que as operações dos controladores da JBS com dólar durante o período de 28 de abril a 17 de maio estavam em desacordo com a movimentação usual da empresa, gerando ganhos decorrentes da alta da moeda norte-americana após o dia 17, quando foram reveladas notícias sobre o esquema de corrupção envolvendo executivos da companhia e políticos brasileiros. Segundo a PF, as operações com dólares realizadas por controladores da JBS no período somaram US$ 3 bilhões, resultando em lucro de US$ 100 milhões para os irmãos Batista. O estudo da Fipecafi conclui também que não houve anormalidade na política de recompra de ações pela JBS no ano de 2017, e que o montante recomprado em 2016 (79.555.300 ações ao custo de R$ 823,6 milhões) foi “significativamente maior” do que o comprado em 2017, quando foram adquiridas 25.307.000 ações por R$ 255,9 milhões. Segundo o estudo, a ação estava barata à época da recompra e dois terços dos analistas que cobrem os papéis da JBS recomendavam compra do papel. As apurações da Polícia Federal apontam que os controladores da JBS venderam 200 milhões de ações da companhia, que estavam em alta, alguns dias antes da divulgação da celebração do acordo de delação premiada. As ações foram posteriormente recompradas, a preços mais baixos. Essas operações de compra e recompra pelos controladores teriam resultado em perdas para os outros acionistas da JBS, evitando que somente a FB Participações, empresa de capital fechado controlada pelos irmãos Batista, sofresse prejuízos, segundo a PF.
CARNETEC
Repasse à irmã de político foi para comprar matéria-prima, diz Minerva
A Minerva afirmou, em comunicado ao mercado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que os R$ 9,4 milhões que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou de repasse a Yasmin Julieta Cardoso Lobo, irmã do ex-governador de Tocantins Sandoval Cardoso (SDD), referem-se à compra de matéria-prima
A informação foi veiculada ontem pelo site “O Antagonista”. “O valor mencionado na matéria refere-se a compra de matéria-prima pela Minerva, no Estado do Tocantins, no período de janeiro de 2014 a maio de 2017, que resultou no abate de 6.319 cabeças de gado”, informou a empresa no comunicado assinado por Eduardo Pirani Puzziello, Diretor de Relações com Investidores. “Todas essas operações foram realizadas no curso normal dos negócios, a preços de mercado e dentro dos trâmites regulares de negociação com fornecedores da empresa”, acrescentou. A Minerva afirmou ainda que “reitera seu compromisso com elevadas práticas de governança e conformidade”.
VALOR ECONÔMICO
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