CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 598 DE 14 DE SETEMBRO DE 2017

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Ano 3 | nº 598 14 de setembro de 2017

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo segue com preços firmes, mas pressão de alta perde força

Apesar da oferta não ter mudado e continuar pequena, o mercado do boi gordo perdeu força, embora, na maioria das praças, a oferta de compra esteja firme

Esse quadro pode ser atribuído ao encurtamento da margem de comercialização do frigorífico, que caiu cerca de 50% nos últimos dois meses. O escoamento da produção está lento, permitindo a diminuição da necessidade de compra. Com isso, o que se vê no mercado são os frigoríficos ajustando a oferta de carne à demanda. Em São Paulo a cotação da arroba caiu, sendo negociada em média por R$144,50/@, à vista, livre de Funrural, na última quarta-feira (13/9). Entretanto, há regiões onde a oferta de boiadas está tão pequena que a cotação subiu, como no Rio de Janeiro. No mercado atacadista de carne bovina com osso, o boi casado de bovinos castrados está cotado em R$9,78/kg.

SCOT CONSULTORIA

Arroba do boi gordo chega a R$ 151 em São Paulo

O mercado físico apresentou preços do boi gordo mais altos na terça-feira, 12

Os frigoríficos seguem pressionados, com escalas de abate cada vez mais curtas. Em São Paulo o movimento de alta começa a perder intensidade e algumas empresas optam por compor as escalas de abate com animais provenientes de outros estados. Mesmo assim, segundo a Safras & Mercado, a arroba do boi foi cotada nesta terça a R$ 151. Em Minas Gerais, o preço ficou em R$ 144, contra R$ 143 e em Goiás, o boi fechou em R$ 141, contra R$ 140. Já os preços da carne bovina seguem firmes no atacado. A expectativa ainda é por preços mais altos para os principais cortes no curto prazo, diante das câmaras frigoríficas cada vez mais vazias. Abre-se o espaço para a valorização da matéria-prima, enquanto que o volume de contratos a termo firmados para 2017 tem queda na comparação com os anos anteriores.

CANAL RURAL

Setor pecuário defende desconcentração de frigoríficos em audiência no Senado

Políticos e representantes do setor pecuário brasileiro voltaram a defender, nesta terça-feira, 12, a entrada de pequenos e médios frigoríficos no mercado para reduzir a concentração e melhorar a concorrência no setor de carnes

Em audiência pública na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado Federal, em Brasília, criadores de bovinos, aves, suínos, ovinos e caprinos reforçaram que há muitos produtores e poucas indústrias, “o que facilita a combinação de preços pelos compradores”. O representante do Sindicato Rural de Cuiabá (MT), Jorge Miranda, relatou que a recente crise no setor afeta toda a cadeia de compra e venda de gado. Ele acrescentou que, apesar dos esforços para melhorar a produtividade, em Mato Grosso há 16 plantas frigoríficas paralisadas, “e os criadores dependem da JBS”. O Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Luis Eduardo Rangel, concordou que o mercado é dominado por poucas empresas. Ele destacou, porém, as ações do governo para adotar uma nova política para o setor que permita a reativação das fábricas fechadas, uma maior participação das pequenas e médias empresas e a garantia da qualidade da inspeção sanitária. Por fim, o senador Wellington Fagundes (PR-MT) explicou que, na última década, a intervenção do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiou a compra de estabelecimentos menores por grandes frigoríficos e estimulou a criação das chamadas “campeãs nacionais” na indústria de processamento de carnes e derivados.

Estadão

MT: Exportação e abates têm saldo positivo

O abate de bovinos atingiu a marca 496,9 mil animais em agosto

As exportações de carne em Mato Grosso registraram aumento de 58% em agosto deste ano em comparação com igual período do ano passado. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), US$ 119,32 milhões foram movimentados no último mês, ante US$ 75,42 milhões em agosto de 2016. As receitas decorrem dos embarques de 27.105 toneladas e de 16.993 toneladas de carne bovina, respectivamente. No ano, as exportações somaram US$ 692,64 milhões. Com isso, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou que o abate de bovinos atingiu a marca 496,9 mil animais em agosto, maior volume mensal no ano. Em relação ao mês de agosto do ano passado, o abate registra alta de 25%, ante 397,8 mil animais. Na comparação com julho, o aumento foi de 18% sob 439 mil bovinos abatidos, até então o maior registro do ano. Além do aumento nas exportações, a demanda interna por carne também influenciou o maior volume de abate. De acordo como Ministério do Trabalho, o saldo de empregos em Mato Grosso foi de 8.085, o maior saldo para o mês desde 2003. Para o Diretor-Executivo da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), os números refletem a retomada da economia nacional e, principalmente, da credibilidade da carne produzida no Brasil. “Começamos a ver a recuperação do setor. Primeiro com a recuperação dos mercados externos e agora também com a criação de postos de emprego, que tem impacto direto no consumo das famílias brasileiras”. Todo esse movimento tem reflexo no mercado do boi gordo. Dados do Imea apontam valorização de 10% no preço da arroba em no último mês e na última semana chegou a ser cotada a R$ 135 em algumas praças no Estado.

DIÁRIO DE CUIABÁ

Funrural: “temos bomba para desarmar”

Relatora da MP do Funrural, deputada Tereza Cristina defende novas audiências sobre o caso

Audiência pública com representantes de entidades do setor foi realizada nesta terça, 12

A Frente Parlamentar da Agropecuária reafirmou na quarta-feira, 13, em nota, sua posição contrária à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que em março deste ano considerou constitucional a cobrança do Fundo de Assistência ao Produtor Rural (Funrural). A deputada Tereza Cristina (PSB-MS), vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e da renegociação de dívidas do Funrural, considera importante a realização de audiências públicas sobre o assunto, como a realizada na terça, 12. “Temos um país continental, com peculiaridades em cada região. O próximo passo é realizar reuniões de trabalho a fim de definir as estratégias de ações a tomar”, explicou ela. Sobre a decisão do Supremo ela foi taxativa: “A Justiça falhou e agora temos uma bomba relógio nas mãos para desarmar”. Também presente à reunião desta terça-feira, o Deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS) rejeita o rótulo de “caloteiro” para o produtor rural. “Havia duas decisões a favor do não pagamento. Então o agricultor não pagou o Funrural porque tinha o respaldo judicial para isso”, afirmou. “Além disso, ninguém sabe quanto deve. É uma situação caótica. E, apesar de tudo isso, é o agronegócio que está mantendo os números positivos da economia brasileira.” O Senador Dário Berger (PMDB-SC), Presidente da comissão especial da MP do Funrural, entende que a questão é um imbróglio jurídico preocupante. “O agro é a nossa principal locomotiva, representa 23% do Produto Interno Bruto (PIB), 40% das exportações e, para manter isso, é preciso muita cautela.”

ESTADÃO CONTEÚDO

Carne: prisão de Batista tem efeito limitado

Analistas acreditam que mercado físico deve reagir com tranquilidade ao fato, já que situação é mais estável. Na terça, arroba caiu em alguns Estados, resultado do fraco consumo e bom estoque de bois

A prisão preventiva do Presidente da JBS, Wesley Batista, na investigação sobre o suposto uso de informações privilegiadas em operações financeiras, tem efeito limitado no mercado pecuário nacional, que é dominado pela empresa. A comercialização de animais entre criadores e frigoríficos é praticamente normal nesta quarta-feira, 13, segundo analistas do mercado. O pecuarista e Vice-Presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Pedro de Camargo Netto, disse que, apesar de ainda ser cedo para avaliar, o mercado deve reagir com tranquilidade. “Os bancos já renovaram os empréstimos (do JBS). Os demais frigoríficos elevaram seus abates”, informou. Desde a Operação Carne Fraca e da delação dos irmãos Batista, o setor vem lentamente tentando diversificar compradores. Nos últimos meses, outras companhias frigoríficas aumentaram a escala de abate e unidades foram reativadas. Para o analista Alex Lopes da Silva, da Scot Consultoria, os efeitos devem ficar restritos aos ativos na Bolsa. “A JBS já está se reestruturando e as decisões não passam só por Wesley. Isso deve ter muito mais efeito para as ações da companhia e futuros do boi gordo do que para o mercado físico”, afirmou. O consultor da Agro Agility, Gustavo Figueiredo, disse que outro ponto que não permite uma queda do preço da arroba do boi gordo como no primeiro semestre é que a oferta agora é menor. “E naquela época existiam mais dúvidas como: dívidas, vendas de ativos que hoje já não temos tanto”, disse. “O risco é a JBS parar de abater em algumas unidades que aí sim poderia existir uma pressão maior. Mas espero que continuem abatendo normalmente. Vamos acompanhar”, acrescentou. Na terça-feira, 12, o preço do boi gordo, que acumulou forte ganho em agosto, caiu em alguns Estados, inclusive em São Paulo, que é a praça de referência do mercado. Os motivos apontados pelos analistas foram o fraco consumo de carne bovino e bom estoque de bois nas indústrias. Já os contratos futuros do boi gordo negociados na B3 continuam em queda nesta quarta-feira. Ontem, o vencimento outubro fechou a R$ 139,57 (-R$ 2,05) a arroba e, por volta das 12h desta quarta, perdia R$ 1,94. As ações da JBS ON operavam em queda desde a abertura, mas por volta das 11h15 começaram a subir. Por volta das 12h, a valorização era de 1,98%. Os ganhos do papel ocorrem na expectativa da troca do comando, acelerada agora com a prisão do presidente Wesley Batista.

ESTADÃO CONTEÚDO

Exportações do agronegócio brasileiro aumentaram 18,5% em agosto

Puxadas por soja e carnes, que abocanharam quase metade dos embarques do setor, as receitas com exportação do agronegócio brasileiro registraram alta de 18,5% em agosto deste ano em relação ao mesmo mês de 2016, alcançando US$ 9 bilhões

Com o resultado, o setor representou 46,4% de todas as vendas externas feitas pelo Brasil no mesmo mês. Com exceção de açúcar e etanol e café, a grande maioria dos principais produtos da pauta agroexportadora nacional tiveram crescimento, a exemplo da soja, milho e carnes. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic), compilados pelo Ministério da Agricultura, já as importações recuaram 4% em agosto, para US$ 1,2 bilhão, em comparação com o mesmo período do ano passado. Com o resultado, o superávit setorial ficou em US$ 7,8 bilhões, 23,8% a mais que em agosto de 2016. Entre os itens mais exportados, destaque para o “complexo soja” (inclui grão, farelo e óleo), que geralmente lidera o ranking das exportações de produtos agrícolas do Brasil, cujas vendas externas totalizaram US$ 2,7 bilhões em agosto, resultado 28% superior que no mesmo intervalo de comparação. “A maior parcela desse valor foi gerada pelas exportações de soja em grãos, que alcançaram quantidade recorde para o mês de agosto com 5,95 milhões de toneladas (55,9% a mais), o que resultou em uma cifra de US$ 2,23 bilhões (40,5% a mais). Apesar disso, o preço médio do produto caiu 9,9% no período, passando de US$ 417 para US$ 376 por tonelada”, disse o ministério em nota. No caso das carnes, os embarques também tiveram grande incremento, de 20%, para US$ 1,5 bilhão em agosto. Todas as principais carnes registraram crescimento, com destaque para o frango, cujos embarques foram recordes para meses de agosto tanto em valor (US$ 619,63 milhões) quanto em volume (382,7 mil toneladas). As receitas externas da carne bovina também cresceram, 35,1%, para US$ 606,5 milhões, e as de carne suína aumentaram 12,7%, para US$ 143 milhões — outro recorde para o mês. Outros importantes itens exportados pelo setor agrícola em agosto foram: produtos florestais, cujas vendas externas cresceram 19%, para US$ 1 bilhão em relação a agosto de 2016; e as de milho, subiram 89,3%, para US$ 818 milhões. Entre os itens que apresentaram queda em agosto, as exportações de açúcar e etanol recuaram 6,5%, para 1,4 US$ bilhão, e as de café encolheram 6,4%, para US$ 446,1milhões. Principal mercado para as exportações brasileiras do agronegócio, a China importou do setor US$ 2,3 bilhões durante agosto, alta de 50,8% frente ao mesmo mês do ano anterior. Como efeito, a participação do país asiático na balança do setor brasileiro aumentou de 20,1% em agosto de 2016 para 25,6% no mesmo mês de 2017. Já quando se considera o acumulado dos oito primeiros meses deste ano (janeiro a agosto), as vendas externas do agronegócio brasileiro também apresentaram resultado positivo – crescimento de 8,3%, para US$ 65,4 bilhões, frente ao mesmo intervalo do ano passado. As importações também cresceram: 12,5%, para US$ 9,5 bilhões nesse período. Como efeito, o superávit comercial cresceu 7,5%, para US$ 56 bilhões. Entre os produtos mais exportados no ano até agosto, novo êxito para os embarques do “complexo soja”, que cresceram 15%, para US$ 25,7 bilhões, e para as de carne, que subiram 7,8%, para US$ 10,1 bilhões no mesmo intervalo. No entanto, nem todos os produtos registraram alta nas exportações no acumulado dos oito primeiros meses do ano. Os embarques de cereais, farinhas e preparações, por exemplo, recuaram 30,3%, para US$ 2,1 bilhões.

VALOR ECONÔMICO

Massa falida do frigorífico São Mateus vai a leilão em outubro

A massa falida do frigorífico São Mateus, de Pernambuco, irá a leilão mês que vem, após determinação judicial

Com dívidas que somam quase R$ 200 milhões, a empresa teve falência decretada em 2015, após cinco anos em recuperação judicial. Com atuação em todo Nordeste, especialmente nos Estados de Pernambuco, Paraíba e Alagoas, o São Mateus passou a enfrentar problemas de gestão após a morte do seu fundador, o empresário José Régia Cavalcanti, em 2009. Em 2011, bastante endividada e enfrentando a concorrência dos grandes frigoríficos nacionais, o São Mateus entrou com um pedido de recuperação judicial, imediatamente paralisando a produção, que jamais foi retomada. Pouco mais de 1.000 funcionários aguardam ainda o recebimento de salários e direitos. Segundo Camila Oliveira, advogada que representa a administradora judicial da falência – a Time Avançado em Recuperação Judicial (Tarj) -, a dívida trabalhista do São Mateus soma R$ 17 milhões. Quase R$ 48 milhões é devido aos credores quirografários (sem garantias) e R$ 3,2 milhões são dívidas extraconcursais, ou seja, adquiridas na época em que a empresa estava em recuperação judicial. O débito tributário soma R$ 123 milhões, sendo R$ 92 milhões com a Receita Federal e o restante com a Fazenda estadual. A primeira chamada do leilão foi marcada para o dia 27 de outubro. A tentativa é vender, conjuntamente, a marca, o imóvel da sede e os equipamentos do complexo industrial, avaliados em R$ 19,7 milhões. “O arrecadado com a venda desses ativos deve ser suficiente para quitar apenas débito com os credores trabalhistas e extraconcursais. Outros bens do grupo estão em disputa judicial para saber se são dos sócios ou da empresa”, afirmou Camila. O imóvel da sede fica às margens da BR- 101, na região metropolitana do Recife. Caso a venda não seja concretizada, um segundo leilão ocorrerá no dia 9 de novembro. A determinação judicial de levar a massa falida da São Mateus a leilão partiu do juiz Emanuel Bonfim, da 30ª Vara Cível da Comarca do Recife.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

JBS corre para definir sucessor de Wesley

A família Batista, conselheiros e executivos da JBS correm para indicar rapidamente um sucessor para o CEO Wesley Batista, cuja prisão preventiva foi realizada pela Polícia Federal no âmbito da segunda fase da Operação Tendão de Aquiles, que apura o uso de informações privilegiadas em transações com ações e dólar

Também foi decretada a prisão preventiva de Joesley Batista, que está detido temporariamente na PF em Brasília por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), acusado de omitir informações em sua delação premiada. Sob pressão do BNDES, que pede o afastamento da família controladora e a profissionalização total da JBS, Wesley já vinha sinalizando internamente uma preferência por ser substituído, se fosse obrigado a deixar o cargo, por Gilberto Tomazoni, que atualmente ocupa o cargo de diretor global de operações da JBS. Assim, as prisões abriram caminho para que as mudanças ganhem celeridade. E, ainda que exista uma corrente que pregue a contratação de um executivo de peso de fora para torná-las mais marcantes, predomina o movimento que defende um nome que já esteja na JBS. De acordo com uma fonte próxima à empresa, o BNDES perdeu, com a prisão de Wesley, o objetivo da disputa, e os controladores ganharam força pelo menos para indicar o sucessor. Um dos donos da holding J&F, CEO e membro dos conselhos executivo e de administração da companhia, Wesley tem liderado a expansão da JBS desde 2011 com mão de ferro. Mas, apesar do estilo centralizador, tem ao seu redor executivos de confiança, que já assumiram as rédeas até que a situação do comandante preso fique mais clara. Além de Tomazoni, ex-Presidente da Sadia, compõem o grupo Tarek Farahat, Presidente do Conselho de Administração (ex-presidente da P&G), André Nogueira, que lidera as operações da JBS USA, e Gilberto Xandó, Presidente da Vigor – vendida pela holding J&F para a mexicana Lala-, eleito para ocupar a vaga deixada por Joesley no conselho de administração. Ricardo Gaertner, CEO da J&F, corre por fora. Segundo fontes, Wesley gostaria de ver o timão com Tomazoni, de sua total confiança e que foi escolhido por ele para ser o CEO da JBS Foods International – subsidiária que, se de fato for criada, deverá abrir o capital nos EUA, onde as operações do grupo vão de vento em popa. “Com a prisão do CEO da JBS, o conselho de administração da companhia é a instância adequada para escolher um administrador interino. Para o BNDES, qualquer que seja o desenrolar desse fator, contribuiria para o melhor interesse da companhia, e para sua preservação e sustentação, o início de uma renovação de seus quadros estatutários, inclusive com a Gilberto Xandó, Presidente da Vigor André Nogueira, que lidera a JBS USA abertura de um processo seletivo para a escolha de um novo CEO em caráter definitivo”, disse o banco em comunicado. Pelo Twitter, o Presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, afirmou que chegou a hora de “resgatar os investimentos de todos nós brasileiros na JBS”. Detentor de 21,3% da JBS por meio da BNDESPar, o BNDES quer que a assembleia de acionistas agendada para 1º de setembro e adiada por decisão judicial aconteça “o quanto antes e sem o conflito de interesses que seria caracterizado pelo voto dos controladores, questão que foi levantada pela BNDESPar, em conjunto com a Caixa Econômica Federal, e acolhida pelo Judiciário de 1ª instância em decisão liminar”. É na assembleia que o BNDES, com apoio de minoritários, quer sacramentar a saída dos Batista, que têm 42,3% da JBS. “O conselho de administração tem que cuidar para que as operações da empresa sigam e se preocupar com a menor destruição de valor para as partes interessadas”, lembrou Sandra Guerra, ex-presidente do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). Ontem, o conselho de administração da JBS se reuniu no fim do dia para pedir informações para a administração sobre os últimos acontecimentos e suas implicações para a empresa, apurou o Valor. Durante a reunião, não teria havido deliberação sobre a sucessão de Wesley na companhia. “Ainda que Wesley seja respeitado no mercado, o afastamento da família poderá ser positivo para a JBS no longo prazo. Há boas alternativas na companhia, de executivos também respeitados e que têm a confiança dos Batista”, disse um analista. Essa perspectiva colaborou para alta de 2,35% das ações da empresa ontem. Até o fechamento desta edição, os advogados da família negavam as acusações de uso de informações privilegiadas e tentavam revogar a prisão preventiva de Wesley. E também de Joesley, cujo prazo da prisão temporária vence hoje e deverá ser transferido de Brasília para São Paulo, já sob efeito da preventiva. Apesar de ter sido a segunda fase da Operação Tendão de Aquiles, a operação de ontem não contou com a participação direta de agentes da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Mas a atuação conjunta entre PF e CVM continua e a autarquia mantém outras apurações.

VALOR ECONÔMICO

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