CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 596 DE 12 DE SETEMBRO DE 2017

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Ano 3 | nº 596 | 12 de setembro de 2017

 ABRAFRIGO NA MÍDIA

Abrafrigo: exportação de carne em agosto sobe 34% em volume e 35% em receita

Se esta tendência se mantiver até o fim do ano, o Brasil poderá superar a meta de crescer 10%

As exportações brasileiras de carne bovina totais (in natura e processada) subiram em agosto em comparação com igual mês do ano anterior, em volume e em receita. Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), foram embarcadas no mês passado 108,62 mil toneladas, 34% mais ante agosto de 2016. Em receita, o avanço foi de 35%, para US$ 606,7 milhões. Para a Abrafrigo, o mercado externo está atravessando um momento muito favorável e que está sendo aproveitado por quase todos os países exportadores, que estão elevando suas vendas, principalmente para o mercado chinês. Para a associação, se esta tendência se mantiver até o fim do ano, o Brasil poderá superar a meta de crescer 10% em relação a 2016, ultrapassando 1,5 milhão de toneladas. No acumulado de 2017, as vendas de carne bovina in natura e processada alcançaram a 930.466 praticamente empatando com o total obtido em 2016 no mesmo período de janeiro a agosto. Já a receita cresceu 5%, para US$ 3,77 bilhões.

Estadão Conteúdo/ISTO É/DCI/PORTAL DBO

Exportações totais de carne bovina se recuperam e crescem 34% em agosto, diz Abrafrigo

O resultado de agosto foi expressivo e um dos melhores dos últimos anos

Com a elevação das exportações totais de carne bovina in natura e processada nos últimos quatro meses, o Brasil já alcançou o mesmo nível de movimentação obtida no ano passado entre os meses de janeiro e agosto e, na arrecadação de divisas, o resultado levou a um crescimento de 5% no período. O resultado de agosto foi expressivo e um dos melhores dos últimos anos, com as vendas em toneladas crescendo 34% e a receita em 35% – de 108.628 toneladas em agosto de 2016 para 145.869 toneladas em agosto de 2017 e de US$ 449 milhões para US$ 606,7 milhões. Estas informações consolidadas são da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO) obtidas através da compilação de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), através da SECEX/DECEX. Para a entidade, que reúne frigoríficos responsáveis pela produção de 50% da carne bovina brasileira, o mercado externo está atravessando um momento muito favorável ao produto brasileiro no momento e que está sendo aproveitado por quase todos os países exportadores que estão elevando suas vendas, principalmente para o mercado chinês. A ABRAFRIGO acredita que, se esta tendência se mantiver até o final do ano, o Brasil poderá superar um pouco a meta de crescer 10% em relação a 2016, que já foi num ano de queda nas vendas, atingindo a comercialização de mais de 1,5 milhão de toneladas. No acumulado de 2017, as vendas de carne bovina in natura e processada alcançaram a 930.466 praticamente empatando com o total obtido em 2016 no mesmo período de janeiro a agosto. Já as receitas estão 5% acima: US$ 3,77 bilhões atualmente contra US$ 3,58 bilhões em 2016. A China, a através das importações continentais e as realizadas através da cidade estado de Hong Kong, continua a ser o principal cliente para o produto brasileiro: no acumulado de janeiro a agosto já importou 297.077 toneladas da carne bovina brasileira, propiciando uma receita de US$ 1,365 bilhão e sendo responsável por 37% de total exportado pelo país. Na segunda a posição está a Rússia que vem paulatinamente ampliando suas aquisições com 103.445 toneladas e receita de US$ 333 milhões. Em terceiro está o Egito, com 83.424 toneladas, também recuperando suas compras, e na quarta posição o Irã, com 75.242 toneladas. Cabe lembrar que, ainda como resultado da Operação Carne Fraca e dos problemas que o setor vem enfrentando desde o início do ano, as vendas para a maior parte dos países que formam a Europa Ocidental estão bem abaixo do esperado. No total, 66 países ampliaram suas aquisições do produto brasileiro enquanto que outros 82 reduziram suas compras no período.

REUTERS/DIÁRIO DE CUIABÁ/FOLHA DE LONDRINA/UOL

NOTÍCIAS

Boi: como fica a tendência de preços?

A consultoria Safras & Mercado acredita em uma continuidade do movimento positivo das cotações. Já a Scot Consultoria indica uma possibilidade de paralisação na alta da arroba, após a prisão de executivos do grupo J&F

O mercado do boi gordo seguiu parado nesta segunda-feira, dia 11, refletindo o momento típico da semana, quando os frigoríficos organizam suas estratégias para os dias seguintes. O cenário geral ainda é de preços melhores, devido à baixa disponibilidade de boiadas, gerada pelo menor número de animais ofertados no primeiro giro de confinamento. No entanto, as recentes notícias envolvendo a JBS podem paralisar o movimento de subida nos preços, de acordo com a Scot Consultoria. “No primeiro momento das delações, meses atrás, houve um descrédito generalizado em relação à saúde financeira da empresa e houve uma migração de oferta de venda para outras empresas. Esse movimento provocou uma queda de preço mais acentuada do que normalmente aconteceria. Desta vez, é um pouco diferente”, diz o Presidente da Scot, Alcides Torres. Ele acrescenta que não há oferta de boiadas, que o mercado está em plena entressafra e há pouco gado de confinamento. “Em função disso, se houver uma debandada dos pecuaristas em relação à comercialização com a empresa, essa movimentação vai aumentar a oferta para os demais frigoríficos. Esse fato pode não derrubar a cotação do boi, mas pode muito bem frear a alta do preço da arroba”, explicou Torres. Já a Safras & Mercado indica que a tendência de alta nos preços deve continuar, puxada principalmente por fatores de fundamento, ou seja, a baixa disponibilidade de animais. De acordo com a consultoria, os produtores já estavam procurando vender os animais para outros frigoríficos. Além disso, as reduções de ICMS de gado em pé ajudaram na maior opção de venda do pecuarista, que teve a oportunidade de negociar com outros estados. “Em geral, as indústrias ainda encontram dificuldades na composição das escalas e há uma tendência mais agressiva na compra de gado, inclusive da JBS, que tem ofertado valores acima da referência para conseguir a matéria prima”, explicou o analista Fernando Iglesias.

CANAL RURAL

Além da oferta restrita, Frigoríficos agora têm que administrar demandas

Depois de encerrar agosto com mais de 120 mil toneladas de carne exportadas, início de mês no mercado interno também registra bom consumo

O mercado do boi gordo começa a semana calmo, mas com preços firmes. Grande parte dos frigoríficos de menor porte ofertam preços de R$ 145/@ a vista em São Paulo, livre para o produtor. As escalas estão na média de 3,2 a 3,3 dias úteis. A entressafra está com uma oferta escassa em decorrência de uma ausência no primeiro giro e exportações firmes, com cerca de 123 mil toneladas exportadas em agosto, o nível mais alto dos últimos 10 anos. A demanda interna também tem uma situação diferenciada. Desde o último dia 5 de setembro, os agentes relatam firmeza da carne e vendas satisfatórias. A carne no atacado com osso está por volta de R$ 9,82/kg em São Paulo. Com o incentivo do mercado futuro, a oferta pode melhorar mais próxima do segundo giro. É um cenário de demanda também diferente do primeiro semestre, com as exportações em alta e frigoríficos grandes, como Minerva e Marfrig, reabrindo plantas. A prisão de Joesley Batista, por sua vez, não influencia nas atividades da JBS, que mantém ações positivas na bolsa. Os produtores devem trabalhar de forma segura e, se possível, com o mecanismo de seguro de opções, travando um preço e pagando um prêmio por ele, garantindo o direito de ficar assegurado neste valor mesmo se a arroba entrar em queda.

Radar Investimentos

Baixa oferta e alta de preços da arroba do boi gordo em Mato Grosso

Pouca movimentação e poucos negócios realizados na última segunda-feira (11/9)

De maneira geral, o que se observou foram frigoríficos fora das compras aguardando um melhor posicionamento do mercado. Destaque para Mato Grosso, com alta em todas as praças pecuárias pesquisadas na Scot Consultoria. Em média, no estado, os preços subiram 1,0% em relação ao último fechamento. A baixa oferta de animais terminados é o principal fator que colabora para as altas. Já em São Paulo, a arroba do macho terminado ficou cotada em R$145,50, à vista, livre de Funrural, estabilidade frente ao último fechamento. No estado as escalas de abate giram em torno de quatro dias. No mercado atacadista de carne bovina com osso em São Paulo, preços estáveis. A carcaça de bovinos castrados está cotada em R$9,78/kg.

SCOT CONSULTORIA

Missão dos EUA inicia inspeção no Brasil

Americanos vêm a convite do Mapa para conferir rotina de plantas; europeus realizam auditoria em pescados

Cinco veterinários dos EUA inspecionarão frigoríficos de carne bovina em São Paulo. A partir de segunda-feira, 11, cinco veterinários dos Estados Unidos estão no Brasil para inspecionarem frigoríficos de carne bovina. A missão, comandada pela Subsecretária Adjunta de Segurança Alimentar do Serviço de Segurança e Inspeção de Alimentos (FSIS), Carmen Rottenberg, vai contar com representantes do Serviço de Inspeção Sanitária Animal e Vegetal (Aphis, na sigla em inglês). O grupo fiscalizará abatedouros em São Paulo. A vinda dos americanos foi solicitada em caráter extraordinário pelo Brasil, para demostrar que foram corrigidas inconformidades apontadas por técnicos, em junho, e tentar reverter a suspensão das exportações para aquele mercado. Os veterinários da Comissão Europeia de Saúde e Segurança Alimentar (DG Santé), farão auditorias nas indústrias de pescado entre os dias 12 e 20 de setembro. A última vez que vieram ao Brasil foi em 2012. Será uma fiscalização de rotina. Em Santa Catarina, deverão ser inspecionados três frigoríficos, além de navios de produção primária e locais de desembarque. Em Rio Grande, RS, serão inspecionados três frigoríficos, navio fábrica, barcos congeladores em salmoura e o serviço veterinário oficial. Em São Paulo, serão vistoriadas duas plantas industriais e local de desembarque de pescado. No Rio de Janeiro, são dois frigoríficos.

Mapa

Programas de certificação de carne de qualidade crescem no Brasil

Os programas de certificação de carne qualidade têm se popularizado nos últimos anos, sendo uma importante ferramenta para aumentar a renda dos pecuaristas, pois a maioria oferece bonificações

A raça senepol criou este ano o seu próprio programa de melhoramento genético para atestar a produção. Além disso, a intenção é lançar no próximo ano um corte de carne específico para a raça. “É para dar mais visibilidade e ter um trabalho de nicho de mercado na área gourmet”, conta Pedro Crosara, Presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Bovino Senepol (ABCB Senepol). O primeiro programa do gênero foi o das raças hereford e braford, lançado em 1999. Atualmente, cerca de 50 mil animais têm a qualidade certificada todos os anos. Em 2017, esse volume caiu 20%, mas o especialista Fernando Lopa afirma que a queda é pontual e que o programa deve retomar o crescimento em 2018. “Tivemos a saída de um frigorífico nacional grande e esperávamos uma queda de quase 40% no número de animais certificados. Mas o produtor conseguiu migrar para os frigoríficos parceiros e a queda será menor”, diz Lopa, que também é ex-presidente da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB). Criado em 2001, o programa da raça nelore certifica quase 125 mil animais por ano. O Gerente-Executivo da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), André Locateli diz que a instabilidade na remuneração dificulta a expansão dos programas. “Mas, com certeza, é uma oportunidade de agregar valor e melhores resultados, e a indústria tem interesse nisso”. Mesmo com o consumo reduzido, a procura por alimentos certificados aumenta a cada dia. Segundo o Diretor-Presidente da Scot Consultoria, Alcides Torres, o crescimento da pecuária brasileira passa pelos programas de certificação. “Quando o comprador consome carne de melhor qualidade, ele quer saber a origem, qual é a raça, como foi produzido, e a identificação por raça no mercado interno é o futuro. Esse público, que está disposto a pagar por isso, é quem vai consumir com crise ou sem crise. Com isso, eu garanto um nicho de mercado. É claro que não há blindagem inoxidável, mas é uma das maneiras de enfrentar a crise”, explica Torres.

CANAL RURAL

EMPRESAS

JBS vende irlandesa Moy Park e alonga dívida

Não é segredo que o plano da JBS era vender a subsidiária irlandesa Moy Park para engordar o caixa, rolar dívidas e atravessar com mais tranquilidade as turbulências deflagradas pelas delações dos irmãos Batista, donos da holding que tem a maior parte de suas ações (42,5%)

Mas a empresa causou surpresa ontem ao concretizar a venda dentro de casa. A compradora foi sua controlada americana Pilgrim’s Pride. Com a tacada, que levantou dúvidas no mercado quanto a dificuldades de encontrar compradores para a Moy Park que atendessem às condições pretendidas, incluindo preço, a JBS ao menos cumprirá o objetivo de colocar dinheiro em caixa e reduzir a dívida com bancos brasileiros. A compra foi fechada por US$ 1,3 bilhão, incluindo US$ 300 milhões em dívidas. Ou seja, a JBS colocará US$ 1 bilhão em caixa. No total do grupo, porém, o tamanho da dívida permanecerá quase o mesmo, já que a JBS SA consolida integralmente o balanço da Pilgrim’s. Na prática, portanto, a JBS transferiu um ativo e dívidas para a Pilgrim’s e receberá caixa em troca. Embora não vá haver a redução do endividamento consolidado que viria com a venda da Moy Park para um concorrente, haverá a troca de uma dívida de curto prazo e mais cara no Brasil por outra mais longa e barata nos EUA. A Pilgrim’s emitirá US$ 737 milhões em títulos de dívida para financiar a transação – num primeiro momento, notas de curto prazo serão compradas pela JBS e, depois, trocadas pela dívida mais longa. Uma fatia menor será paga em dinheiro. A Pilgrim’s encerrou o segundo trimestre de seu atual exercício com caixa e equivalentes de caixa de US$ 324,2 milhões. Conforme uma fonte ligada à JBS, o acordo com a Pilgrim’s não está condicionado à validade do acordo de leniência fechado com o Ministério Público. As vendas de outros ativos pelo grupo contêm esse condicionante e surgiram dúvidas sobre a manutenção da leniência depois que a delação premiada de Joesley Batista e Ricardo Saud foram postas em xeque. A venda para uma empresa do próprio grupo tem ao menos uma vantagem, do ponto de vista da JBS. Vender a Moy Park a um terceiro representaria abrir mão de uma importante fonte de diversificação geográfica da produção e da receita do grupo, o que não era desejável para quem tem planos de lançar ações nos Estados Unidos via JBS USA. Com esse desenho, a companhia não obteve o ideal, mas ficou com uma solução intermediária. Em comunicado, Bill Lovette, CEO da Pilgrim’s, afirmou que a aquisição da Moy Park posicionará a companhia americana “como um player global e permitirá o aumento das margens na área de frangos, assim como expandirá o portfólio de alimentos prontos”. A Moy Park abate mais de 5,7 milhões de aves por semana e tem 13 fábricas de processamento localizadas no Reino Unido, Irlanda, França e Holanda. Segundo a Pilgrim’s, que conta com fábricas de processamento de frango e/ou alimentos industrializados em 14 Estados americanos, Porto Rico e México, o negócio trará sinergias anuais de US$ 50 milhões nos próximos dois anos e vai gerar um aumento anual em seu faturamento – que foi de US$ 4,3 bilhões no primeiro semestre – de US$ 2 bilhões. Fontes do segmento de carnes afirmam que a Moy Park de fato atraiu um bom número de interessados, mas que o valor pedido vinha sendo um obstáculo. Além disso, os mais fortes candidatos eram da União Europeia, o que exigiria aval das autoridades concorrenciais do bloco e tornaria a transação mais demorada.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

Consumo de carne bovina no Uruguai subiu para 57,8 quilos per capita

O Instituto Nacional de Carnes do Uruguai (INAC) apresentou na Expo Prado os dados de consumo correspondentes a 2016. O Uruguai mantém um dos maiores registros do mundo de proteínas de origem animal

O consumo de carne bovina no Uruguai aumentou em 200 gramas no ano passado com relação a 2015, chegando a um volume de 57,8 quilos por habitante frente a 57,6 quilos registrados em 2015. Em 2016 e 2017, os preços da carne bovina aumentaram menos que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que aumentou em 7,1%m enquanto a carne bovina aumentou em 4,3%.

El País Digital

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