
Ano 3 | nº 588 | 29 de agosto de 2017
NOTÍCIAS
Alta no preço do boi gordo deve durar até outubro
O mercado físico teve preços do boi gordo mais altos nesta segunda-feira. A expectativa é de novas valorizações no curto prazo, pelo menos enquanto a oferta de animais terminados permanecer limitada
Esse quadro deve se alterar apenas no último trimestre do ano, quando chega ao mercado o segundo giro de animais confinados. Enquanto isso os frigoríficos permanecem com suas escalas de abate posicionadas entre dois e três dias úteis. Segundo a Scot Consultoria, em São Paulo a semana começou com mercado firme e pagamentos acima da referência. Na região, a arroba do macho terminado fechou em alta, cotada em R$ 139,50, à vista, livre do Fundo de Apoio ao Trabalhador Rural (Funrural). Em relação ao início do mês os preços estão 12,5% maiores. Altas acima de 10% para a arroba do boi gordo, desde o início de agosto, também são comuns em Goiás, Mato Grosso do Sul e Rondônia. Já o mercado atacadista apresentou preços estáveis. São esperados cotações mais altas no setor já na primeira quinzena de setembro devido ao repique tradicional de consumo das duas primeiras semanas de cada mês. A quantidade total de carne bovina in natura exportada pelo Brasil em agosto (19 dias úteis) chegou a 100,8 mil toneladas, com média diária de embarques de 5,3 mil toneladas. Na comparação com julho, houve um ganho 4,7% na quantidade média diária exportada. Em relação ao mesmo período do ano passado, a alta foi de 48% na quantidade média diária, segundo o Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O mercado cambial foi fraco de uma maneira geral, com investidores na expectativa de indicadores mais relevantes. Aqui dentro o dólar deve ter uma semana mais volátil, típico movimento de final de mês. A possibilidade da Procuradoria Geral da República (PGR) denunciar novamente o presidente, Michel Temer até setembro foi um dos fatores que segurou o câmbio no Brasil. Lá fora, a expectativa é com os dados do produto interno bruto (PIB) e da inflação dos Estados Unidos que serão divulgados durante a semana. No final do dia o dólar comercial terminou negociado a R$ 3,164 alta de 0,25%.
Canal Rural
Mercado do boi gordo em alta com baixa oferta de animais terminados
De maneira geral a baixa oferta de animais terminados vem sendo o principal fator que colabora para firmeza nos preços no mercado do boi gordo
Das trinta e duas praças pesquisadas pela Scot Consultoria, ocorreram altas em nove delas, nesta segunda-feira. Em São Paulo, a semana começou com mercado firme e pagamentos acima da referência são comuns. Na região, a arroba do macho terminado fechou em alta, cotada em R$ 139,50, à vista, livre de Funrural. Em relação ao início do mês os preços estão 12,5% maiores. Altas acima de 10,0% para a arroba do boi gordo, desde o início de agosto, também são comuns em Goiás, Mato Grosso do Sul e Rondônia. No mercado atacadista de carne bovina com osso, o boi casado de animais castrados ficou cotado em R$ 9,05/kg, estabilidade frente ao último fechamento.
Scot Consultoria
Queda no ritmo das negociações do mercado de reposição em Rondônia
Apesar do viés altista ganhar cada vez mais força no mercado do gordo, a falta de chuvas em Rondônia prejudicou a capacidade de suporte e a qualidade dos pastos e isto afastou os pecuaristas das compras nas últimas semanas
A lentidão nos negócios no mercado de reposição, que acontece desde o começo do ano, resultou em um excedente de oferta e isto tem pressionado as cotações de todas as categorias jovens. Desde o começo do ano, os preços de todas as categorias de reposição cederam, em média, 10,2%. Em contrapartida, o boi gordo caiu 4,1% nesse mesmo intervalo. Essa conjuntura resultou em melhores condições de troca para o pecuarista. Destaque para a relação de troca com o garrote (9@) e com o bezerro (7,5@). Em janeiro deste ano, com a venda de um boi gordo de 16@ comprava-se 1,50 garrote e atualmente compra-se 1,67, melhora de 11,4%. E a troca com o bezerro passou de 1,82 para 1,97, representando uma melhora de 8,5% no poder de compra. Apesar dos preços da reposição estarem mais atrativos e as oportunidades melhores do que em janeiro, o fator climático do estado demanda atenção e deve delimitar as negociações em curto prazo.
Scot Consultoria
Maggi diz estar disposto a deixar cargo se investigação atrapalhar
Nome do ministro aparece em delação premiada de ex-governador de Mato Grosso
O Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse na segunda-feira, dia 28, que, se a investigação envolvendo seu nome em delação do ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa atrapalhar seu trabalho na pasta, ele poderá deixar o cargo. “No momento em que eu perceber que essa acusação cria embaraços para minha atividade como ministro, sairei imediatamente”, afirmou a jornalistas estrangeiros em evento fechado em São Paulo. Maggi se defendeu das acusações e disse estar “absolutamente tranquilo”. Em resposta, o Vice-Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, disse aos jornalistas que Maggi tem todo o apoio do setor para permanecer no cargo. Maggi também foi questionado sobre a reação do Ministério da Agricultura à operação Carne Fraca. “Trabalhamos bastante para recuperar mercados e sabemos que daqui para frente vão ser reconquistados pela qualidade dos nossos produtos”, afirmou. O ministro disse ainda que, “passado o furacão”, a pasta se reposicionou e deve apresentar nos próximos meses um novo modelo de fiscalização sanitária, inclusive com o aumento do quadro de fiscais. “O modelo está praticamente definido”, disse. Ainda conforme declarou o ministro, a pasta segue trabalhando na abertura do mercado mexicano à carne de aves brasileira. “Temos interesse em ampliar o mercado mexicano”, disse ele no evento.
AGÊNCIA BRASIL
Certificações agregam valor à carne do Pantanal
Selos orgânico e sustentável geram rentabilidade de até 13% a mais por arroba para pecuaristas da região
Presente na região desde o século XVIII, a pecuária é parte da paisagem do Pantanal. Nos últimos tempos, o bioma também tem sido fator importante para agregar valor à carne produzida na área graças às certificações orgânica e sustentável do Pantanal. A última foi criada especialmente para a carne local e será oficializada na Expointer com a assinatura do termo pela Associação Brasileira de Pecuária Orgânica (ABPO) e pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Leonardo Leite de Barros, Presidente da ABPO, acredita que a região se tornará referência em carne de qualidade no país nos próximos dez anos. “Primeiro, porque não temos incidências de doenças graves na região. Não precisamos administrar remédio por conta do processo de cheia e seca, mais ou menos o que acontece em países de clima temperado, que tem neve. O controle de parasitas, por exemplo, é feito pela água”. Ele ainda destaca a importância da qualidade das gramíneas do bioma para o sucesso da proteína local. Na categoria de orgânicos, a remuneração é calculada pelo valor da arroba do boi mais prêmio de 10% a 13%, dependendo do animal. “A arroba de animais cruzados, com menos de dois dentes e 3 mm de gordura vale a arroba do boi mais 13%”, diz Barros. Já para os da certificação sustentável do Pantanal, a cotação fica em arroba do boi mais de 2% a 3% para fêmeas e 3% a 5% para machos. “Para nós, a base é sempre a arroba do boi, não importa o sexo abatido”. No caso da associação, os negócios são diretamente com o cliente, que escolhe a categoria animal de sua preferência e todos os detalhes de como quer o produto. A partir disso, a precificação é definida com o frigorífico – a ABPO abate todos os seus animais no Naturafrig – participando das conversas. Criada em 2001, a ABPO conta, atualmente, com 15 produtores em um total de 21 fazendas e cerca de 60 mil cabeças. O abate semanal é de cerca de 20 animais – 50% orgânico e 50% sustentável. “Aceitamos novos associados, mas queremos trabalhar de forma saudável, então só admitimos mais gente a partir da sinalização de que teremos demanda”. Segundo o Presidente da ABPO, os custos aumentam de 5% a 10% nos dois primeiros anos devido às transformações que precisam ser feitas na propriedade para que ela esteja apta para a certificação. “A primeira providência para se enquadrar é estar totalmente rastreada. Isso significa colocar todos os animais no mangueiro, comprar chip ou brinco e ter uma pessoa para administrar esse sistema de informações”, explica.
Portal DBO
Casos de roubos e furtos de animais na área rural aumentam 30% em MT
Os casos de roubos e furtos de animais do campo, principalmente de gado, aumentaram 30% em Mato Grosso no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. Enquanto os seis primeiros meses de 2016 registraram 198 casos, este ano já foram 259 ocorrências.
Quando comparados com o ano de 2015, o aumento é ainda maior, uma vez que, naquele ano, foram 178 casos registrados. Segundo o comandante regional de Várzea Grande, coronel PM Alessandro Ferreira, esse tipo de crime é característico da Baixada Cuiabana e das regiões norte e oeste do estado, mas a polícia tem feito trabalhos de repressão para inibir as ocorrências. “Ações repressivas e preventivas estão sendo realizadas, especialmente de forma integrada entre a Polícia Militar e a Polícia Civil. Estamos trabalhando com inteligência e também com o policiamento ostensivo, preventivo”, disse o coronel.
G1 MT
EMPRESAS
Conselho da JBS apoia permanência de Wesley Batista na presidência
O Conselho de Administração da JBS S.A. considera que o atual CEO global Wesley Batista deve continuar no cargo, em oposição às manifestações do acionista BNDESPar pela saída do executivo do comando da companhia
“A maioria do Conselho de Administração da companhia opina pela manutenção do sr. Wesley Batista na presidência da companhia”, informou a JBS em fato relevante divulgado na segunda-feira (28) no qual comenta os tópicos que serão votados na assembleia de acionistas marcada para a próxima sexta-feira (01). O BNDESPar, braço de investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), defende a saída de Wesley e abertura de processo contra ele e outros executivos da empresa por danos causados à processadora de carnes relacionados ao escândalo de corrupção revelado em maio. O banco também quer a abertura de uma investigação independente na companhia para quantificar danos gerados pelos atos de corrupção revelados. Para o Conselho da JBS, uma eventual ação de responsabilidade contra Wesley Batista seria “indesejável”, já que “até o presente momento inexistem elementos objetivos, fundados em estudos e avaliações profissionais capazes de imputar ao sr. Wesley Batista a autoria de dano à companhia”. O Conselho considera que o afastamento de Wesley Batista seria “prematuro e, portanto, prejudicial à companhia, sobretudo, à sua higidez econômico-financeira e à sua capacidade de recuperação comercial”. Já a abertura de investigação independente deverá ocorrer após o Ministério Público Federal (MPF) confirmar a adesão da JBS ao acordo de leniência fechado entre sua controladora J&F e o MPF em junho. Caso a adesão da JBS ao acordo de leniência seja aprovada pelo MPF, a empresa deverá cumprir exclusivamente obrigações não pecuniárias, ou seja, não será responsável pelo pagamento da multa. O aprimoramento do programa de compliance e a colaboração para a realização de investigação independente na empresa são as obrigações previstas com a adesão ao acordo. A adesão da JBS ao acordo de leniência visa afastar o risco de potenciais ações futuras pelo MPF que possam cobrar indenizações ou sanções da companhia. A adesão também facilita a venda de ativos, pois evita que eventuais compradores tenham qualquer ônus relacionado aos fatos descritos nas delações dos executivos.
CARNETEC
Frigorífico Frigol estima aumento de 15% nas vendas em 2017
O Frigol, considerado o quinto maior grupo do setor de carnes do Brasil, estimou nesta segunda-feira que deve fechar o ano com aumento de cerca de 17 por cento nos abates de bovinos e de mais de 32 por cento nos abates de suínos, o que deve se refletir em um aumento de 15 por cento na receita líquida, para 1,4 bilhão de reais
“O processo de recuperação da oferta de animais prontos para o abate e o movimento de recuperação da demanda interna –historicamente o segundo semestre apresenta aumento de consumo interno e externo– contribuirão para o resultado da Frigol”, disse o Presidente-Executivo da Frigol, Luciano Pascon, em nota. No primeiro semestre, a receita líquida cresceu 8,6 por cento frente ao mesmo período em 2016, para 652,03 milhões de reais, e os volumes de abates subiram 13,5 por cento, para 264 mil cabeças. “O volume de carne desossada também cresceu 26,5 por cento e a produção de linhas especiais evoluiu 53 por cento em relação à primeira metade do ano passado”, disse Pascon. Em ano de instabilidade econômica e setorial, e de recuperação da oferta de animais, a Frigol afirmou ter superado as adversidades com rígida gestão operacional e financeira. A empresa informou que teve um forte aumento da demanda interna e externa no segundo trimestre, aproveitando-se de espaços deixados por concorrentes no mercado, em meio aos efeitos da delação da cúpula da gigante JBS. A alavancagem da empresa, disse a Frigol em nota, está entre as menores do segmento (2,1 vezes a dívida líquida/Ebitda), “desempenho obtido com consistente geração de caixa nos últimos anos”. “A melhoria do perfil da dívida e da estrutura de capital contribui para impulsionar os resultados de forma consistente”, disse Pascon. Além disso, a Frigol trabalha para atingir praticamente 100 por cento da capacidade instalada de abate até o final do ano, aumentando ao redor de 20 por cento o volume mensal de abate de bovinos e em 50 por cento o abate de suínos, passando para 48.000 bois mensais e 13.500 suínos.
REUTERS
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