CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 573 DE 08 DE AGOSTO DE 2017

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Ano 3 | nº 573 08 de agosto de 2017

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Abrafrigo: País exporta 23% mais carne em julho e fatura 32% mais

As exportações de carne bovina in natura e processada em julho foram 23% maiores em quantidade em relação a julho de 2016, informou nesta segunda-feira, 7, em nota, a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).

Em receita, o crescimento foi maior, de 32%. Conforme a Abrafrigo, com base em dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), em julho o País embarcou para o exterior 129.015 toneladas, ante 104.989 toneladas em julho/2016. Já a receita subiu de US$ 408,5 milhões em julho/2016 para US$ 538,1 milhões no mês passado. “Este foi o melhor resultado obtido num mês desde março de 2016, quando o Brasil exportou 136.386 toneladas”, disse a associação. A entidade atribui o bom desempenho a um mercado externo “amplamente favorável” ao produto brasileiro, inclusive com recuperação de preços e a volta de um “grande cliente”, o Egito. Além disso, China, Rússia, Irã, Estados Unidos e Arábia Saudita também ampliaram as compras. Já no acumulado dos sete primeiros meses do ano, as exportações continuam 4% abaixo do total obtido neste período em 2016, embora a receita tenha se recuperado e apresentado um crescimento de 1%. Em 2016 foram 818.067 toneladas exportadas até julho enquanto em 2017 o total foi de 784.963 toneladas. A receita obtida em 2016 foi de US$ 3,13 bilhões e em 2017 de US$ 3,17 bilhões.

Estadão Conteúdo

Exportações de carne bovina dão salto de 23% em julho e sinalizam recuperação, diz Abrafrigo

Com um mercado externo amplamente favorável ao produto brasileiro

Inclusive com recuperação de preços, volta de um grande cliente, o Egito às compras e aumento das importações da China, Rússia, Irã, Estados Unidos e Arábia Saudita, as exportações brasileiras de carne bovina in natura e processada apresentaram em julho um crescimento de 23% em volume em relação ao mesmo mês do ano passado, sinalizando que o setor pode apresentar equilíbrio e mesmo algum crescimento até o final de 2017. Em receita, o crescimento foi mais significativo: de 32%. Em julho o Brasil exportou 129.015 toneladas contra 104.989 toneladas em julho do ano passado. A receita, por sua vez, subiu de US$ 408,5 milhões no ano passado para US$ 538,1 milhões neste ano. Este foi o melhor resultado obtido num mês desde março de 2016 quando o Brasil exportou 136.386 toneladas. As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO) segundo dados compilados do boletim atualizado do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), através da SECEX/DECEX divulgados na última sexta-feira (06). No acumulado dos sete primeiros meses do ano, no entanto, as exportações continuam 4% abaixo do total obtido neste período em 2016, embora a receita tenha se recuperado e apresentado um crescimento de 1%. Em 2016 foram 818.067 toneladas exportadas até julho enquanto que em 2017 o total foi de 784.963. A receita obtida em 2016 foi de US$ 3,13 bilhões e em 2017 de US$ 3,17 bilhões. Hong Kong (32.96 toneladas) e China Continental (15.822) continuaram liderando em julho as importações da carne bovina brasileira seguidos da Rússia (13.086 toneladas), Irã (10.959 toneladas). A surpresa do mês foi o retorno do Egito, que enfrenta problemas cambiais e reduziu muito suas aquisições desde o ano passado, e que comprou no mês 20.323 toneladas. Numa prova de que, mesmo com os efeitos negativos da Operação Carne Seca ainda perdurando em alguns mercados, a carne bovina brasileira continua muito competitiva no mercado internacional, de janeiro a julho a China elevou suas compras em 8,9%, a Rússia em 8,4%, o Irã em 18,5%, Estados Unidos em 71,3% e Arábia Saudita em 92%. No acumulado até julho, um total de 65 países compraram mais carne bovina do que em 2016 enquanto que outros 78 diminuíram suas aquisições.

ISTO É/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/DCI SP/CENÁRIOMT/BEEFWORLD

NOTÍCIAS

Preços da arroba ganhando força no mercado do boi gordo

O cenário de firmeza nos preços no mercado do boi gordo é cada vez mais visível na maior parte do país

Na última segunda-feira (7/8) houve reajuste positivo em quinze praças, o que evidencia o cenário de recuperação para a arroba. Com a diminuição da oferta de boiadas em decorrência da queda na qualidade das pastagens, o viés de alta no mercado do boi gordo deverá se manter em curto prazo. Em São Paulo a arroba está estável, cotada em R$125,00, à vista, livre de Funrural, segundo levantamento da Scot Consultoria. As escalas no estado giram em torno de cinco dias. Já é possível notar uma leve diminuição nas programações de abates das indústrias, porém, nada que ainda possa interferir de maneira mais intensa no mercado. No mercado atacadista de carne bovina com osso, a carcaça de animais castrados está cotada em R$8,75/kg.

SCOT CONSULTORIA

Alta de preços da carne bovina no atacado

Após quase dois meses de queda da carne bovina sem osso no atacado, os preços subiram

Na média de todos os cortes pesquisados pela Scot Consultoria, o aumento foi de 1,4% nos últimos sete dias. A valorização foi puxada principalmente pelos cortes do traseiro, com alta média de 1,6%. Já os cortes do dianteiro, subiram 0,8%, em média. Entre os cortes, destaque para a fraldinha com alta de 4,5% e o coxão duro com valorização de 3,2% no período. De maneira geral, o que se observa é a melhora da demanda diante da entrada da primeira quinzena do mês (período de melhora no poder de compra da população). Assim, com o mercado do boi gordo com preços firmes nos últimos dias e a alta na carne bovina, as margens de comercialização das indústrias que fazem a desossa continuam em patamares historicamente elevados. Atualmente elas estão em 34,9%, são mais de 10 pontos percentuais acima da média histórica.

SCOT CONSULTORIA

Maggi assina adesão de MT ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal

Solenidade ocorreu durante abertura da 45º Exposul , no município de Rondonópolis

O Ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) assinou na segunda-feira (7) a portaria de adesão do estado de Mato Grosso ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produto de Origem Animal (Sisbi-Poa), do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa). A solenidade ocorreu durante a abertura da 45º Exposul (Exposição Agropecuária, Industrial e Comercial do Sul de Mato Grosso), em Rondonópolis, e contou com a presença do Governador Pedro Taques. O Sisbi-Poa padroniza e harmoniza os procedimentos de inspeção de produtos de origem animal para garantir a inocuidade e segurança alimentar. Com a assinatura da portaria, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) reconhece a equivalência do Serviço de Inspeção Sanitária e Industrial de Produtos de Origem Animal ao do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea/MT). Segundo o Secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luis Rangel, a adesão é um passo importante porque faz a conexão do sistema de inspeção de Mato Grosso com o Suasa. “Isso é muito importante para a indústria frigorífica, porque ela vai poder comercializar os produtos que são inspecionados em Mato Grosso fora do estado, o que permitirá que circulem nacionalmente”. Hoje, já fazem parte do Sisbi-Poa Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Bahia e o Distrito Federal.

MAPA

Queda no preço da arroba mitiga impactos negativos para setor de carne bovina no 2º tri

A forte redução nos preços de boi gordo ao longo do segundo trimestre colaborou para mitigar parte do impacto negativo sofrido pelos grandes frigoríficos brasileiros como consequência das notícias sobre a Operação Carne Fraca e a delação premiada de executivos da JBS, segundo avaliação de analistas do setor

Os preços do boi gordo tiveram queda de 9% após a delação premiada dos executivos da JBS em maio, segundo analistas do Itaú BBA em relatório divulgado no último dia 20 de julho. Já os preços de exportações de carne bovina em dólar subiram 8% em junho, em relação à média de preços das exportações no primeiro trimestre. Diante desse cenário, os analistas do Itaú BBA esperam que a Marfrig mostre melhora nas margens de venda da divisão Beef no segundo trimestre e ganhos de participação de mercado. “A forte performance em junho – com spreads recordes em ambos os mercados doméstico e de exportação – compensou a maior parte das perdas relacionadas à Carne Fraca”, escreveram os analistas. A elevação dos spreads nas exportações de carne bovina em junho também deve favorecer os resultados da Minerva. “Esperamos uma reação positiva aos resultados da Minerva do segundo trimestre. A performance robusta, apesar do problema relacionado à Operação Carne Fraca, é um bom sinal de futuras margens…”, afirmaram os analistas. Para a JBS, a expectativa é crescimento do Ebitda no segundo trimestre, mas queda no lucro e na receita, na comparação anual. A divisão de carne bovina JBS Mercosul deverá apresentar redução de 10% nos volumes vendidos, ante o mesmo período do ano passado, refletindo possível perda de participação de mercado para Marfrig e Minerva, segundo estimativas dos analistas do Itaú BBA. A alta na oferta de animais prontos para abate em maio deste ano coincidiu com o momento em que eram divulgadas notícias negativas para o setor de carnes brasileiro, acentuando ainda mais a queda nos preços da arroba. “Tivemos três pancadas na pecuária: (a volta do) Funrural, a Carne Fraca e a delação dos irmãos Batista”, disse a pesquisadora da área de pecuária do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), Mariane Crespolini. “Efetivamente, essa queda de preço do boi ocorreu porque tivemos excesso de boi gordo pronto para uma indústria que, por problemas como Carne Fraca e delação, se retraiu”. Já o preço da carne bovina no período não acompanhou a queda verificada nos preços da arroba, favorecendo as margens dos frigoríficos, segundo o gerente técnico da Associação Nacional da Pecuária Intensiva (Assocon), Bruno Andrade. “Claro que o segundo semestre pode ser diferente porque a gente já vê uma valorização do preço do boi gordo. Isso pode impactar as margens, mas não vemos nenhum tipo de dificuldade no momento na operação dos frigoríficos (de carne bovina)”, disse Andrade. Neste início de agosto os preços da arroba têm registrado altas diárias refletindo menor oferta de animais para abate entre o fim de julho e o início de agosto. O indicador fechou a R$ 128,38 na segunda-feira (7), numa alta acumulada de 2,26% no mês de agosto, segundo informações divulgadas no site do Cepea.

CARNETEC

Redução da alíquota do ICMS já traz resultados em MS

Com 44 mil cabeças, julho bateu recorde de venda de gado em pé para outros Estados, e diversos frigoríficos foram reabertos em MS. Remuneração ao produtor também teve aumento

A redução da alíquota do ICMS de gado em pé de 12% para 7% nas operações interestaduais já surte efeitos em Mato Grosso do Sul. De acordo com a Secretaria de Fazenda do Estado, julho bateu recorde de venda de gado para outros Estados: 44 mil cabeças. No mesmo mês de 2016, esse número foi de 16 mil, e nos meses anteriores de 2017 não chegava a 5 mil. A medida passou a valer em 1º de julho em MS. Segundo o Presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), Jonatan Barbosa, os resultados foram bons direta e indiretamente. “Além de sair gado para Paraná e São Paulo, indiretamente fez o JBS se mexer, o que destravou o mercado em geral”. Ele ainda disse que, nesse período, cinco frigoríficos voltaram a operar e que esse número pode chegar a 12. “Nós, o governo do Estado, a Famasul e os sindicatos estamos trabalhando para reabrir unidades e que novos também possam entrar no mercado”. A venda de gado para fora do Estado veio acompanhada de aumento da remuneração da arroba para o produtor. “Há uns 20, 30 dias, os frigoríficos de MS estavam oferecendo R$ 112 na arroba. Semana passada já me ligaram falando em R$ 120. Unidades de outros Estados aumentaram a busca lá e então começa a faltar para eles, que estavam mais sossegados, e isso melhora a situação para o pecuarista”, conta Giuliano Benez, comprador de boi gordo. De acordo com ele, o destino das saídas depende da proximidade com os Estados compradores. “Os frigoríficos do Paraná procuram mais no sul de MS, já os de São Paulo pegam do bolsão de Água Clara, Ribas do Rio Pardo. Quanto mais longe, aumenta o frete e isso reduz o valor pago”. Segundo ele, frigoríficos de fora estão ofertando entre R$ 122 a R$ 125 nas vendas a prazo. A redução da alíquota tem prazo de 90 dias em MS e não deve ser estendida, segundo Jaime Verruck, Secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar do Estado (Semagro). “Queremos estruturar a cadeia frigorífica e ampliar a capacidade de abate dentro do Estado”. Ele acredita que após esse período de diminuição do imposto, os frigoríficos estarão em condições de aumentar o volume de abate e atender às necessidades dos produtores. 

Portal DBO

Rondônia reduz ICMS para gado em pé

Alíquota passará de 12% para 2,4% nas vendas para frigoríficos de outros Estados. Redução vale até 31 de dezembro de 2017

O governo de Rondônia publicou nesta sexta-feira, 4, decreto que reduz a alíquota do ICMS de gado em pé para abate em outros Estados. A partir de agora, o imposto passa de 12% para 2,4% sobre a pauta. A redução está limitada à saída de 650 mil cabeças ou até 31 de dezembro de 2017, o que ocorrer primeiro. Segundo o secretário de finanças do Estado, Wagner Garcia, o prazo deve ser suficiente para escoar o gado parado em Rondônia no momento. Segundo estudo do governo local, o gado represado no Estado chega a 600 mil cabeças. A medida deve ajudar no aumento da competitividade e na recuperação dos preços para os pecuaristas locais, diz a Federação da Agricultura e Pecuária de Rondônia (Faperon). De acordo com a Scot Consultoria, a arroba no Estado (sudeste) ficou em R$ 113,50 à vista, livre de Funrural, nesta segunda-feira, 7. O deputado Adelino Follador (DEM) disse, em nota, que a redução ajuda a equilibrar o mercado com outros grandes Estados produtores de gado. Desde julho, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás já reduziram a alíquota do ICMS para boi em pé nas operações interestaduais. Em MS, o primeiro a adotar a medida, julho bateu recorde de venda de saída de gado gordo

Portal DBO

Frente da Agropecuária propõe mudanças na MP da renegociação das dívidas com Funrural

Frente Parlamentar da Agropecuária propõe mudanças na medida provisória que trata da renegociação das dívidas com o Funrural

A Frente Parlamentar da Agropecuária propõe mudanças na medida provisória (MP 793/17) que trata da renegociação das dívidas com o Funrural. O Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural é o nome popular para a contribuição paga à Previdência Social pelos produtores rurais pessoas físicas que empregam trabalhadores. As alterações são sugeridas em emendas à MP 793/17, que também cria o programa de regularização tributária rural. Ao contrário das previsões de apoio integral dos ruralistas à medida, o coordenador de direito de propriedade da frente parlamentar, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), avalia que o texto precisa de aperfeiçoamento. Goergen apresentou 60 emendas à MP. “A medida provisória não foi aceita pelos produtores da maneira como o governo imaginava. Nós não estamos satisfeitos, vamos jogar muito pesado. Entendemos que (a MP) descapitaliza o produtor, tira renda do setor e põe em risco a agroindústria em alguns casos, como o da pecuária e o da indústria do arroz. Então, vamos trabalhar agora para diminuir o impacto”. De acordo com a MP, os produtores rurais, frigoríficos, laticínios e cooperativas terão até 29 de setembro para aderir ao programa de regularização de débitos com o Funrural, que permite o pagamento em até 180 parcelas. A adesão implica a confissão da dívida e a desistência de recurso administrativo ou judicial. O texto também reduz a alíquota do Funrural de 2,1% para 1,3%, a partir de janeiro de 2018.  O texto original prevê que podem ser quitadas dívidas vencidas até 30 de abril de 2017, com prazo de adesão até 29 de setembro deste ano. “Estamos estendendo até 30 de novembro para quem quiser aderir e estabelecendo a data de 31 de julho como prazo de vencimento dos débitos”, destacou o deputado. Jerônimo Goergen quer aproveitar o debate no Congresso para, segundo ele, adaptar o Funrural à realidade do campo. “Hoje nós temos um público rural muito pequeno e uma alta produtividade e tem que se descontar 2% de todo o faturamento bruto do produtor para passar para o fundo de seguridade. A medida provisória diminuirá, daqui para a frente, para aqueles que já conseguiram fazer o pagamento, mas nós temos de rediscutir, no meu ponto de vista, a cobrança do Funrural como um todo. Não a vejo como algo justo para quem tanto trabalha e tanto produz”. Ele avalia, por exemplo, que alguns setores, como o da pecuária, têm cobrança em cadeia do Funrural. O deputado também propôs mudanças nas condições de pagamento dos débitos e nas exigências de garantias por parte dos produtores que aderirem ao programa de regularização de débitos. Também serão apresentadas emendas para introduzir o IPCA no lugar da Taxa Selic como indexador de correção dos juros. A MP 793 exige ainda a apresentação de garantias para os débitos superiores a R$ 15 milhões e a ideia é suprimir esta exigência. Outra emenda permite que empregador rural possa optar entre a contribuição sobre a receita bruta proveniente da comercialização da sua produção (1,2%) ou sobre a folha de pagamento (20%). Na imprensa, vários analistas econômicos a interpretaram a medida provisória como “anistia” de R$ 10 bilhões para o setor do agronegócio. Já a oposição a classificou de “barganha” e “moeda de troca” na conquista de votos dos ruralistas para suspender a investigação do presidente Michel Temer por corrupção passiva, votada pela Câmara na semana passada. Goergen rebateu as duas insinuações. “Não estamos tratando de nenhuma anistia. Quando se fala de tirar o juro do passivo, estamos tirando o que passou, mas colocando o juro para frente, que é esse parcelamento que será atualizado por meio da taxa Selic, que nós achamos que encarece o valor. Acho muito injusto dizer que a bancada agropecuária trocou votos por essa medida provisória. Eu mesmo não votei favorável ao governo. Nós vínhamos tratando esse assunto muito antes. A forma, a data e o local da edição (da MP) talvez não tenham sido adequados, mas daí a dizer que houve compra da bancada por isso não é verdade.” Em 2011, o Supremo Tribunal Federal considerou a contribuição ao Funrural inconstitucional, decisão que beneficiou uma empresa. Em março passado, em novo julgamento, o STF mudou o entendimento e autorizou a cobrança, decisão que tem repercussão geral. Entre os dois julgamentos, milhares de produtores rurais ganharam liminares na Justiça contra o tributo, o que gerou um passivo, boa parte depositado em contas judiciais. A medida provisória do Funrural vai passar por análise de comissão mista de deputados e senadores antes de chegar aos Plenários da Câmara e do Senado.

AGÊNCIA CÂMARA

Câmara deve aprovar MP que aumenta multa para frigoríficos

A Câmara encerra hoje a votação da Medida Provisória 772, que aumenta de R$ 15 mil para R$ 500 mil a multa máxima para frigoríficos e outros estabelecimentos fabricantes de alimentos de origem animal que cometerem infrações

Na semana passada, o plenário da casa já havia aprovado o texto-base do governo, e a Frente Parlamentar da Agropecuária já se comprometeu em aprovar a íntegra da MP na sessão de terça-feira. Em março deste ano, o governo encaminhou a proposta de lei, como uma resposta direta à Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal no mesmo mês e que revelou um esquema de corrupção entre frigoríficos e fiscais do Ministério da Agricultura. Mesmo a carne sendo o alvo, a medida também vale para laticínios e indústrias de mel, ovos e pescado. O texto, que está sendo analisado pelos deputados e seguirá para o Senado, é praticamente o mesmo enviado pelo Executivo. A única alteração diz respeito a penalidades que o relator da MP na comissão especial, deputado João Daniel (PT-SE), acrescentou em seu parecer, acatando duas emendas de parlamentares. As sanções propostas incluem: cassação de registro do estabelecimento; e “proibição, aplicável apenas ao estabelecimento infrator e não a todo o grupo ou conglomerado a que pertença, de contratar com o Poder Público ou receber de órgão ou entidade da administração pública benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de até cinco anos, conforme regulamento”. Na exposição de motivos da MP quando a enviou ao Congresso, o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, argumenta que “o arcabouço legal que prevê as penalidades quanto às infrações cometidas à legislação sanitária de inspeção e fiscalização de produtos de origem animal deve possuir mecanismos que estimulem os estabelecimentos a se adequarem à legislação”. Por outro lado, ele pondera que “a legislação não acompanhou esse desenvolvimento sob a ótica da penalidade pecuniária perdendo seu aspecto coibitivo”.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Wesley pode deixar cargo na JBS, sinaliza Rabello de Castro Lenta, gradual e segura. Assim deve ser a transição do comando da JBS, com Wesley Batista deixando o cargo de CEO da companhia, sinalizou ontem o Presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro

Com 21,3% de participação por meio da BNDESPar, o banco estatal é o segundo principal acionista da empresa dos Batista. Em entrevista concedida a jornalistas após participar de debate no 16º Congresso Brasileiro do Agronegócio, em São Paulo, o Presidente do BNDES elogiou as habilidades de Wesley Batista como gestor, mas indicou que isso não é o bastante. Usando uma metáfora do futebol, Rabello de Castro afirmou que Wesley é um jogador “que fez gols, mas isso não significa que o técnico vai escalá-lo no próximo jogo”. Nesse sentido, afirmou que a tendência do banco é defender que Wesley Batista seja escalado em outra posição. “Um bom jogador pode mudar, no mínimo, de posição. Essa é a nossa tendência”, disse. Procurada, a JBS não comentou as declarações de Rabello de Castro. A jornalistas, o Presidente do BNDES também enfatizou o papel do comitê executivo criado em junho pela JBS para assessorar o conselho de administração da companhia em decisões estratégicas. De acordo com o dirigente, esse colegiado também poderá funcionar como um “comitê de apoio ao novo CEO”. Quando a JBS criou o comitê, especulou-se que essa seria uma alternativa para Wesley manter sua posição de destaque na hierarquia da empresa. Fazem parte do comitê o próprio empresário, o Presidente do Conselho de Administração da JBS, Tarek Farahat, e Gilberto Xandó, Presidente da Vigor, também controlada pela holding J&F e que acaba de ser vendida para a mexicana Lala. Embora tenha defendido a mudança de função de Wesley, Rabello de Castro ponderou que as alterações no comando da JBS não serão imediatas. “Temos que fazer tudo com um pouco de gradualismo, mas sem muita delonga”, afirmou. Também por isso, ele deixou claro que a saída de Wesley do cargo de CEO da JBS não será um tema de deliberação da assembleia extraordinária de acionistas que ocorrerá, a pedido da BNDESPar, em 1º de setembro, em São Paulo. “Provavelmente isso não vai ser objeto de deliberação imediata, a menos que o sentimento dos acionistas faça prosperar essa decisão”, acrescentou. Além do BNDESPar, a Caixa Econômica Federal, com pouco mais de 4% das ações, e outros fundos deverão acompanhar as posições do BNDES, indicou ele. Apesar disso, Rabello de Castro reconheceu que, no momento, a J&F, holding da família Batista que detém 42,3% das ações da JBS, reúne as condições políticas para comandar a empresa. “Neste caso em particular, acho que o atual sócio relevante reúne mais as condições políticas para exercer essa liderança”. Questionado se a saída dos Batista seria “imprescindível” para a empresa superar as adversidades, o Presidente do BNDES afirmou que isso é “quase irrelevante”. O que o banco quer, na verdade, é a profissionalização da JBS, afirmou. Nesse contexto, Rabello de Castro aprovou as medidas que já foram tomadas pela própria JBS. “A companhia já dá demonstrações inequívocas de que está se organizando”, afirmou, citando o comitê executivo. Além disso, ele também mencionou a presença de quatro membros “independentes” no conselho de administração da JBS – dois deles indicados pela BNDESPar. “Só aí temos quatro conselheiros de nove”, disse. Rabello de Castro voltou a defender os investimentos do BNDES na JBS, acrescentando que as comissões internas criadas pelo banco para apurar o caso devem ser concluídas nesta semana, e não deverão apontar irregularidades.

VALOR ECONÔMICO

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