CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 561 DE 21 DE JULHO DE 2017

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Ano 3 | nº 56121 de julho de 2017

NOTÍCIAS

BOI/CEPEA: Apesar da diferença entre valores reportados, pressão sobre cotações continua

Indicador do boi gordo tem oscilado, refletindo a entrada e saída de agentes do mercado, conforme a urgência em negociar

O Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo (estado de São Paulo) tem oscilado, refletindo a entrada e saída de agentes do mercado, conforme a urgência em negociar. Conforme pesquisadores do Cepea, a diferença entre os valores reportados segue expressiva, em linha com as características específicas dos lotes comercializados e com os operadores envolvidos nas efetivações. Em termos gerais, os valores têm recuado, visto que muitas escalas de abate continuam alongadas. Apesar da pressão sobe as cotações, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa subiu ligeiro 0,4% entre 12 e 19 de julho, para R$ 124,70 nessa quarta-feira, 19 – valores à vista com desconto da taxa CDI e livres de Funrural.

CEPEA/ESALQ 

Diminuição da oferta colabora para ajustes positivos no mercado do boi gordo

Poucas foram as alterações de preços na última quinta-feira (20/7)

Destaque para Redenção-PA, onde a referência para o macho terminado está em R$115,50/@, à vista, livre de Funrural, alta de 0,9% em relação ao último fechamento. De maneira geral, o que se observa é uma diminuição na oferta de animais terminados. Gradativamente, a pressão de baixa vai perdendo a intensidade das últimas semanas. Por outro lado, a demanda não apresenta melhoras e esse é o principal fator que limita pagamentos maiores. No fechamento dessa semana no mercado atacadista de carne sem osso, na média de todos os cortes pesquisados pela Scot Consultoria, a queda foi de 1,2%. Já no mercado atacadista de carne com osso, o boi casado de animais castrados ficou cotado em R$8,22/kg, estabilidade frente ao último fechamento. Entretanto, em relação ao início do mês os preços estão 7,6% menores.

SCOT CONSULTORIA

Regras de conduta são importantes para aumentar presença do Brasil nas prateleiras do mundo, diz Novacki

Secretário-executivo reuniu representantes do agronegócio para ajudar na implantação de programas de compliance em empresas do setor. Novacki tratou com representantes de entidades do agronegócio sobre controles de ética, de sustentabilidade e de responsabilidade social

Representantes de mais de uma dezena de entidades do agronegócio estiveram reunidas com o Secretário-Executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eumar Novacki, em Brasília, para tratar da execução de programas de compliance nas empresas do setor. O encontro, nessa terça-feira (19), foi mais um esforço para agilizar a implantação de regras de conduta, contemplando ainda controles de sustentabilidade e de responsabilidade social. A inciativa do Mapa, depois de evento que foi realizado em maio com o mesmo objetivo, serviu para ajustar a parceria com o setor privado e apurar o andamento do assunto nas empresas. “Esse é um passo importante para, no futuro, estarmos mais presentes nas prateleiras do mundo”, disse Novacki, lembrando o interesse do setor público em ser facilitador do processo e a preocupação com compradores internacionais, “que estão cada vez mais valorizando condutas éticas”. Uma das sugestões de Novacki foi de que as entidades façam gestão com as empresas para que a implementação de compliance ande rapidamente. Entidades do segmento cafeeiro decidiram fazer reunião própria para avançar com seu programa, no próximo dia 11, na sede da Embrapa, em Brasília. O Secretário reuniu palestrantes para falar das regras em vigor no mundo e no Brasil, que atualizou a sua legislação, criando, por exemplo o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), em 1998, e editando, mais recentemente, em 2013, o Decreto nº 12.846, que visa coibir a corrupção empresarial. Na maioria dos países, as regras têm seguido a Foreign Corrupt Practices Act (FCPA) ou Lei de Práticas Corruptas no Exterior, consolidada nos Estados Unidos após o ataque às torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, em 2001, e a fraude contábil da Enron, gigante de energia norte-americana. A intenção era, especialmente, coibir a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo. O Mapa tem seu comitê de Compliance em funcionamento, elaborando, atualmente, plano alinhado com a CGU (Controladoria Geral da União). Além disso, prepara para o ano que vem um selo a ser concedido a empresas do agronegócio que se destacarem nessa área.

MAPA

Para blindar carne, Brasil vai abrir mercado à União Europeia

País vai autorizar a importação de novos produtos e facilitar as exigências sanitárias

O Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, comunicou ao Comissário de Saúde da União Europeia, Vytenis Andriukatis, que vai autorizar a importação de novos produtos e facilitar as exigências sanitárias para os europeus. Trata-se da primeira ação concreta do governo para “blindar” a carne brasileira contra novos embargos, numa tentativa de amenizar a crise do setor. O gesto contempla um pedido antigo da UE, que solicita há mais de uma década que o Brasil libere a entrada de produtos do setor lácteo, frutas e cortes especiais de carnes. Outra medida é a flexibilização das inspeções e certificações de unidades que quiserem vender itens ao País. Indústrias que já tiverem plantas habilitadas terão automaticamente o direito de incluir novas unidades. Em casos de novos exportadores, a solicitação poderá ser feita diretamente às autoridades europeias. Enquanto a Europa vendeu US$ 1,7 bilhão ao Brasil em produtos agrícolas e alimentos no ano passado, o país faturou nada menos que US$ 14 bilhões em exportações para a Comunidade em 2016. A Comissão Europeia ainda avalia a proposta, e deve tomar uma posição nos próximos meses.

AGROLINK

Filipinas suspendem compras de carne do Brasil por preocupação sanitária

O Brasil, maior exportador global de carne bovina e de frango, responde por 6 por cento das importações filipinas de carne, segundo a imprensa local

As Filipinas suspenderam as importações de carne do Brasil em razão de preocupações sanitárias, na esteira da decisão tomada em junho pelos Estados Unidos de proibir a compra de carne bovina in natura brasileira, depois que vários carregamentos do produto não passaram no controle de qualidade norte-americano. O Secretário de Agricultura filipino, Emmanuel Piñol, disse que uma “equipe de segurança alimentar” irá ao Brasil no dia 26 de julho para inspecionar indústrias exportadoras de carnes. O Brasil, maior exportador global de carne bovina e de frango, responde por 6 por cento das importações filipinas de carne, segundo a imprensa local. “Isso envolve a saúde dos consumidores filipinos e nós não podemos tomar esse risco”, afirmou Piñol à Reuters. As Filipinas são um importador menor do produto brasileiro. De janeiro a maio, as Filipinas compraram o equivalente a 20,8 milhões de dólares de carne bovina do Brasil, que exportou para todos os destinos no período produtos avaliados em 2,6 bilhões de dólares. A suspensão filipina acontece após um embargo provisório instituído à carne bovina in natura do Brasil pelos Estados Unidos, em função de alegados problemas sanitários. 

REUTERS

Preços dos animais de reposição caíram, em média, 6,7% desde o início do ano em Minas Gerais

Nas últimas semanas, a falta de confiança no futuro do mercado do boi gordo e às alterações climáticas no estado resultaram em baixas movimentações no mercado de reposição

Nesse mesmo período, embora a quantidade de negociações tenha sido pouca, a oferta ajustada à demanda permitiu a sustentação dos preços das categorias de reposição. Entretanto, estendendo o horizonte da análise, na comparação anual o preço de todas as categorias de reposição cedeu 13,8% em Minas Gerais. Desde o início do ano os preços recuaram 6,7%. Em contrapartida, desde janeiro deste ano o preço do boi gordo despencou 15,4% no estado e essa desvalorização resultou em queda do poder de compra. A relação de troca com o boi magro (12@) foi a que teve maior queda, aproximadamente 12,0%. Em jan/17 comprava-se 1,39 animais com a venda de um boi gordo de 16,5@ e hoje compra-se 1,23. Para curto prazo a expectativa é de que as mudanças de temperatura possam alterar o cenário do mercado e modificações nas cotações não estão descartadas.

SCOT CONSULTORIA

Paraná deve parar de vacinar contra aftosa em 2019

Mesmo estando dois anos à frente do cronograma oficial do Mapa, medida não irá atrapalhar plano nacional de erradicação da doença, afirma Adapar

Depois de quase suspender a vacinação contra a febre aftosa há cerca de dois anos, o Paraná se prepara para deixar de vacinar seu rebanho bovino no primeiro semestre de 2019, de acordo com a Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adapar). Se efetivada, a medida antecipará em dois anos o estipulado pelo Plano Estratégico de Erradicação de Febre Aftosa (Pnefa), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). No cronograma do Plano Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (Pnefa), o Paraná faz parte do bloco 4, que só deixaria de realizar a vacinação no primeiro semestre de 2021. Segundo o Diretor-Presidente da Adapar, Inácio Afonso Kroetz, o Mapa sempre esteve ciente da meta do Estado e a decisão de suspender a vacinação não irá afetar o plano. “Acredito que isso irá, inclusive, dar mais força ao planejamento do Mapa, uma vez que serviremos de exemplo para os demais Estados”, afirmou. O executivo ressaltou que a meta leva em conta uma série de processos e que se algum deles não tiver concluído no fim de 2018, a suspensão da vacinação no Estado será adiada. “Só deixar de vacinar não é suficiente. É necessário criar uma barreira robusta que garanta segurança a todas as cadeias produtivas. Nosso plano está fixado em quatro pilares. Ele tem que ser tecnicamente viável; trazer benefícios econômicos; ser politicamente sustentável; e estar pronto em um momento oportuno. Se algum desses requisitos não for viável, não suspenderemos a vacinação”. Em relação ao último ponto, ‘momento oportuno’, Kroetz destaca que se trata de uma série de variáveis, como a situação sanitária dos vizinhos no momento. “Jamais iremos pedir a retirada da vacina caso algum estado ou país que faça fronteira com o Paraná tenha registrado algum foco da doença naquele momento”. A demanda para retirar a vacinação contra febre aftosa no Paraná é um apelo, principalmente, do setor de suínos. O Estado concentra o segundo rebanho suíno do País e é também o segundo maior exportador, atrás apenas de Santa Catarina. Os suinocultores alegam que o fato de o Estado ainda vacinar contra febre aftosa mesmo sem ter nenhum foco da doença há mais de uma década coloca uma grande desconfiança no sistema de inspeção do Brasil e evita que eles acessem mercados externos que pagam melhor. No caso da bovinocultura de corte, o executivo cita que o recente caso da suspensão das exportações de carne bovina para os EUA seria evitado caso nos últimos anos o Brasil tivesse concentrado esforços em retirar a vacinação ao invés de melhorar a vacina. “Se não vacinássemos, isso não aconteceria. Demorou mais de 17 anos para abrir esse mercado e em menos de 17 meses já abalamos essa relação. Espero que isso reforce ainda mais a necessidade da suspensão da vacinação e que os estados não meçam esforços para que isso aconteça”, concluiu Kroetz. De acordo com a Adapar, boa parte das adequações para que o Estado solicite o status livre de aftosa sem vacinação à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) em 2019 já foi concluída. Ainda faltam a construção de três barreiras interestaduais em MS, SC e SP. Por questões logísticas, a mais difícil delas é na fronteira com São Paulo, na cidade de Campina Grande do Sul. Também serão contratados 35 veterinários para recompor o quadro de funcionários.

Portal DBO

Mapa está buscando parceiros para reabrir frigoríficos, diz Maggi

Ministro admitiu que não há solução para a crise da pecuária em Mato Grosso no curtíssimo prazo

O Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, admitiu na quinta-feira, 20, em reunião com produtores em Alta Floresta, MT, que não há uma solução “no curtíssimo prazo” para a crise na pecuária naquele Estado, após o caso JBS e a delação dos empresários Joesley e Wesley Batista, além da suspensão da importação de carne bovina in natura pelos Estados Unidos. Segundo ele, o ministério atua em busca de “parceiros” para que sejam reabertos frigoríficos em Mato Grosso, fechados após o crescimento da companhia e a concentração no setor de frigoríficos bovinos. “Com toda animosidade política, o governo não pode simplesmente quebrar todo mundo. O que o Ministério da Agricultura está fazendo? Buscando parceiros para que frigoríficos que estavam fechados, e a gente sabe por que estavam fechados, possam funcionar”, disse Maggi, durante a reunião. “No curtíssimo prazo não temos muita coisa a fazer, mas podemos estimular.” Na saída do evento, Maggi citou unidades que estão sendo reabertas em Cáceres, MT, e em Nova Monte Verde, MT, e a perspectiva de que plantas frigoríficas também possam retomar o abate e o processamento nas cidades mato-grossenses de Matupá, Brasnorte, Nova Xavantina e Várzea Grande. “A dificuldade que temos serão oportunidade para reabertura dos frigoríficos. Isso vai mudar o patamar da arroba do boi e vamos ter uma pecuária muito mais disputada.” Durante o encontro com os produtores em Alta Floresta, Maggi voltou a defender a reabertura comercial do Brasil, considerado “muito fechado” por ele, e criticou o que chamou de cartéis e monopólios do setor de insumos agropecuários. “Precisamos fazer com que produtores rurais do Brasil possam acessar produtos e insumos de forma mais barata. Como eu posso fazer isso? Quebrar os cartéis e monopólios que estão lá. São anos e anos com uma ou duas empresas (…) vendendo as mesmas coisas.” Maggi disse, ainda, que o ministério tem feito com que a fila de liberação de novos produtos ande de forma mais rápida. “Em um ano houve mais autorizações para novos (produtos) veterinários e agrícolas e do que em 10 anos”, concluiu.

ESTADÃO CONTEÚDO

Crise gera mobilização por redução do ICMS

Pecuaristas de lugares que dependem de frigoríficos da JBS pedem baixa do imposto nas vendas fora do Estado. MT e MS já aprovaram redução na alíquota do ICMS de gado em pé em operações interestaduais

A crise na pecuária brasileira este ano tem provocado uma mobilização do setor em prol da redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide na saída de gado de um determinado Estado para ser abatido em outro. Mato Grosso e Mato Grosso do Sul já diminuíram a taxa por um período de 90 dias. Agora, Goiás, Rondônia, Tocantins e demais Estados que têm forte dependência de frigoríficos da JBS também buscam o mesmo caminho. A reivindicação tomou força no fim do primeiro semestre deste ano, depois que o preço da arroba derreteu em todo o país, pressionada por diversos fatores, como o fraco consumo da proteína bovina, a operação Carne Fraca, a volta da cobrança do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) e a delação dos sócios da JBS e sua controladora J&F. “A necessidade veio em virtude da dificuldade enfrentada pelos criadores e também pela concentração de frigoríficos em determinadas regiões”, afirma o analista da Scot Consultoria, Gustavo Aguiar. O imposto reduzido oferece mais opção de venda para os pecuaristas e aproxima o gado do centro consumidor. Ao mesmo tempo, entretanto, pressiona o preço da arroba do boi gordo em São Paulo, onde normalmente o valor é mais alto do que nos demais Estados mais ao norte do país. Goiás aguarda a regulamentação do decreto que reduz a alíquota de 12% para 7%, com a concessão de crédito outorgado de 5%, o que pode ser definido ainda este mês. Para a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), a pecuária de corte local vem sofrendo com a elevação dos custos de produção e com a ampliação da oferta, principalmente advinda de outros Estados que têm condições diferenciadas de comercialização pela menor carga tributária. “Esta redução vai até aumentar a receita do Estado, já que vamos ter mais saída de gado”, diz o presidente da Faeg, José Mário Schreiner. Ele ressalta a necessidade de urgência de aprovação da medida já que nesta época há muita saída de animais de confinamentos goianos. Em Rondônia, o pleito do setor produtivo é para que o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) libere uma redução da alíquota de ICMS de 12% para até 5% de forma permanente. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Rondônia (Faperon), Hélio Dias de Souza, explica que hoje um dos principais problemas é o estoque represado de boi gordo e bezerros, estimado por ele em 900 mil cabeças, por causa da forte concentração da JBS na região. O Estado tem a arroba de boi mais barata do país – em torno de R$ 114 atualmente – e a JBS é responsável por cerca de 40% do abate na região, segundo Souza. “Tivemos um baque no preço do boi este ano”. Mais avançados na discussão, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul já colocaram a redução do imposto em prática. O presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), Jonatan Pereira Barbosa, afirmou que a medida, válida desde 1º de julho, está ajudando no escoamento de gado da região, embora ainda não tenha surtido efeito no preço local da arroba do boi gordo. “São Paulo e Paraná são os Estados que mais estão fechando negócios”, afirma Barbosa. A taxa sul-mato-grossense passou de 12% para 7%, por um prazo de 90 dias. O vizinho Mato Grosso reduziu de 7% para 4%, também pelo mesmo período. A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) espera que isso dará mais opções de mercado para o pecuarista local.

ESTADÃO CONTEÚDO

EMPRESAS

CVM abre novo inquérito envolvendo JBS

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) instaurou um novo inquérito administrativo envolvendo o grupo JBS, segundo informações divulgadas no site da autarquia na quarta-feira (18)

O inquérito, aberto em 13 de junho, irá aprofundar apurações relacionadas à atuação da Seara Alimentos, subsidiária da JBS, e da Eldorado Brasil Celulose, companhia do grupo controlador J&F, em negociações com contratos de derivativos cambiais em mercados de bolsa e balcão organizado regulados pela CVM em maio de 2017. O inquérito está na fase de instrução na Superintendência de Processos Sancionadores (SPS) em conjunto com a Procuradoria Federal Especializada (PFE) da CMV. A CVM abriu diversos processos administrativos para investigações envolvendo a JBS depois de revelado o esquema de corrupção e pagamento de propina envolvendo controladores da companhia em maio. Esses processos administrativos já geraram aprofundamento de algumas apurações, com instaurações de inquéritos administrativos e processos de fiscalização externa. Entre os temas investigados estão as negociações dos acionistas controladores da companhia com dólar e ações da JBS no mercado. 

CARNETEC

JBS abre 523 vagas de emprego para áreas operacionais em MS; só na Seara são 400

A JBS divulgou em nota na quinta-feira (20) que abriu 523 vagas de emprego em Mato Grosso do Sul, como consequência da ampliação da produção nas plantas da empresa no estado

Na unidade de Dourados, da Seara, são 400 novas vagas e as entrevistas começaram a ser realizadas desde quinta-feira. Nas unidades da JBS Carnes há 123 vagas, com posições em Campo Grande (67), Naviraí (16), Anastácio (13), Ponta Porã (20), Cassilândia (5) e Nova Andradina (2). As vagas são para as áreas operacionais e é desejável ter exercido a atividade anteriormente. Porém, os interessados sem experiência prévia também podem participar do processo seletivo, pois a companhia informa que oferecerá capacitação técnica para o exercício da função.

CARNETEC

Inquéritos da CVM que envolvem a JBS podem se arrastar por três anos

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu o terceiro inquérito envolvendo a JBS desde que vazou o conteúdo da delação premiada do empresário Joesley Batista, um dos donos da empresa

A investigação mais aprofundada visa analisar a atuação da Eldorado Celulose, controlada da J&F, e da Seara, subsidiária da JBS, em negociações com contratos de derivativos cambiais em mercados de bolsa e balcão organizado regulados pela CVM no mês de maio deste ano. Apesar de sinalizar ao mercado seus esforços para dar celeridade ao andamento aos casos, ainda não é possível saber quando as investigações serão concluídas. No caso dos inquéritos, o prazo poderá ser de pelo menos três anos. Na recente entrevista em que fez um balanço de seu mandato à frente da CVM, o ex-presidente Leonardo Pereira falou sobre o trabalho na redução do prazo de processos na autarquia, o que possibilitou uma atuação rápida no caso JBS. Em geral, o tempo de instauração dos inquéritos já leva um ano e três meses – em 2013, esse prazo era de sete anos. E o colegiado leva de dois a dois anos e meio anos para julgar, com base na meta estipulada durante a gestão do ex-presidente. Solicitações como extensão dos prazos de defesa, por exemplo, podem influenciar esses prazos. O novo inquérito no caso JBS está em fase de instrução na Superintendência de Processos Sancionadores (SPS), em conjunto com a Procuradoria Federal Especializada (PFE). Ele dá prosseguimento e aprofundamento às apurações iniciadas no âmbito de processo administrativo sobre o assunto, aberto em junho. Desde que veio à tona o conteúdo da delação de Joesley Batista, a CVM divulgou a abertura de uma série de processos administrativos e outros dois inquéritos sobre o assunto. A autarquia também informou que alguns desses casos já tiveram andamento interno, com o intuito de aprofundar as investigações. Isso acontece, por exemplo, na investigação que busca esclarecimentos adicionais relativos às notícias e especulações envolvendo a delação de acionistas controladores da JBS. O inquérito que analisa negociações de ações da JBS no âmbito do programa de recompra aprovado em fevereiro foi encaminhado à SPS na semana passada, após a conclusão da análise de uma das gerências da Superintendência de Relações com Empresas (SEP). Atualmente, a autarquia tem dez processos administrativos e três inquéritos sobre a JBS.

VALOR ECONÔMICO

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