CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 560 DE 20 DE JULHO DE 2017

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Ano 3 | nº 56020 de julho de 2017

 NOTÍCIAS

Boi gordo: pressão de baixa ainda existe, mas oferta está mais limitada na região Norte

Cenário de mercado sem grandes alterações na última quarta-feira (19/7) na comparação com os últimos dias

Porém, apesar das tentativas de compra abaixo da referência ainda ocorrerem, a queda nos preços já não se efetiva na velocidade e abrangência verificada nas últimas semanas. A oferta, em especial na região Norte do país, se mostra menor e confere maior sustentação aos preços.

Em São Paulo os preços ficaram estáveis e as escalas atendem entre cinco e sete dias de abate na maior parte dos casos. No mercado atacadista de carne bovina os preços ficaram estáveis, com a carcaça de bovinos castrados cotada em R$8,22/kg.

SCOT CONSULTORIA

Portarias autorizam Mapa a contratar 300 veterinários em processo seletivo e 300 auditores fiscais por concurso

Seleção temporária atende necessidade imediata em atividades de inspeção de produção de carnes

Portarias conjuntas, nº 231 e 232, dos ministérios do Planejamento e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (19), autorizam a contratação de 300 médicos veterinários para atender necessidade temporária em atividades de inspeção na produção de carnes e de 300 auditores fiscais agropecuários por meio de concurso. A solicitação havia sido feita pelo Ministro Blairo Maggi (Agricultura) ao Ministro Dyogo de Oliveira (Planejamento) no último mês, com o objetivo de atender aumento de demanda criada pelo desempenho do setor do agronegócio. “Desde que assumi o Ministério da Agricultura, trabalho para a ampliação de mercados consumidores de produtos brasileiros. E a falta de pessoal impede a abertura de plantas frigoríficas, por exemplo, atrasando o aumento da produção nacional”, argumentou, na ocasião, Blairo Maggi. A contratação de médicos veterinários por meio de processo seletivo simplificado, com salários de R$ 6.710,58, terá duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação. O prazo para publicação do edital de abertura de inscrições para o processo seletivo é de até seis meses, contados a partir da data de publicação da portaria 231. De acordo com o Secretário-Executivo do Mapa, Eumar Novacki, “a contratação é emergencial e imediata”. Ele adiantou que até, sexta-feira (21), deverá ser publicado edital. “Queremos estar, no máximo em 60 dias, com o concurso formatado e publicado”, afirmou. O concurso público visa a contratação para o cargo de auditor fiscal federal agropecuário, com remuneração inicial de R$ 14.584,71. São 300 vagas destinadas exclusivamente a profissionais médicos veterinários. As novas contratações vão suprir demandas da Secretaria de Defesa Agropecuária (DAS) do ministério. As nomeações dependerão de prévia autorização do Ministério do Planejamento, que deverá confirmar as vagas e disponibilidade orçamentária. O edital deverá também ser publicado em até seis meses.

MAPA

Brasil cria barreira de proteção sanitária na fronteira com a Venezuela

Medida foi tomada devido a focos de aftosa na Colômbia, que tem região fronteiriça com o território venezuelano

O trânsito de veículos e pessoas que circulam com produtos de origem animal in natura no município roraimense de Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, está sob rigorosa fiscalização por causa de focos de febre aftosa detectados na Colômbia. Segundo a Chefe do Setor de Fiscalização Agropecuária da Superintendência Federal de Agricultura de Roraima (SFA/RR), Terezinha Brandão, a barreira de proteção é formada por três equipes permanentes: uma na entrada de Pacaraima, a segunda em regime de vinte e quatro horas na saída do município e a terceira em possíveis passagens clandestinas localizadas ao longo da fronteira seca do estado com o país vizinho. Na primeira semana de atuação, diz Terezinha Brandão, foram aprendidos mais de 40 kg de produtos, entre carnes, queijos e embutidos. O trabalho do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) tem o apoio da Agência de Defesa Agropecuária (Aderr) do estado. A ação é por tempo indeterminado, assinala a chefe de Fiscalização Agropecuária da SFA/RR. O Mapa está monitorando, por meio de boletins, a evolução das medidas adotadas pela Colômbia para conter a proliferação do vírus. O reforço na fiscalização se impõe porque a Venezuela tem extensa fronteira com a Colômbia. A medida objetiva garantir não só a sanidade do gado de Roraima, mas também a do restante do país. O estado tem cerca de 800 mil cabeças de gado e foi declarado como livre de aftosa pelo Mapa em abril deste ano. O Brasil é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livre de aftosa com vacinação e tem o maior rebanho comercial do mundo, com 217,5 milhões de cabeças.

MAPA

Arroba tem seu pior preço no ano em MT

Boi gordo acumula queda de 8% no Estado desde o início de 2017

O mês de junho registrou o recorde mensal de 2017 em volume de carne mato-grossense exportada para outros países, 28,7 mil toneladas equivalentes carcaça (TEC), e consequentemente movimentou o maior valor em dólar, US$ 98,2 milhões. Inversamente proporcional, o preço da arroba atingiu o menor patamar no ano, registrando R$ 112,9 para o boi gordo a vista, sem desconto do Fundo de Contribuição Rural (Funrural). Esta semana, o boletim do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou que o preço médio do boi gordo está R$ 115,68, o que representa desvalorização de 12,3% em comparação com o mesmo período de 2016, quando o preço era R$ 131,97. Ao longo do ano, comparando o valor praticado em janeiro com o da semana passada, a redução é de 8%, de R$ 125,98 para R$ 115,68. Alguns fatores, como aumento da oferta de gado e a sequência de crises vivenciadas pelo setor, contribuem para a desvalorização do preço da arroba. De acordo com o Presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Marco Túlio Duarte Soares, as crises estão sendo utilizadas para pressionar os preços e os produtores, como precisam vender, acabam aceitando os valores praticados. “Mesmo com a reação do mercado, o abate sendo retomado após a forte queda em abril e as exportações em recuperação, os preços continuam em baixa por pressão da indústria”, afirma Soares. Por outro lado, a Acrimat está otimista em relação ao futuro, principalmente após a aprovação da redução da alíquota de ICMS para saídas interestaduais de gado em pé, o que permitirá aos produtores mato-grossenses abaterem seus animais em outros Estados.

Acrimat

EMPRESAS

JBS vai entregar 20 volumes com detalhes de delação

A defesa dos delatores da JBS vai entregar, em setembro, à Procuradoria-Geral da República (PGR) cerca de 20 novos anexos que complementarão o acordo de colaboração premiada assinado pelos irmãos Joesley e Wesley Batista e diretores do grupo

Os anexos são detalhamentos das histórias de corrupção contadas pelos executivos da empresa, que foram divididas em 14 temas. Em cada tema há vários investigados. Os novos anexos serão juntados a outros 44 que foram entregues aos procuradores no início do acordo de delação. Joesley Batista ficará responsável pela metade dos novos anexos. Ele promete relatar, entre outras coisas, o caminho da propina que diz ter pago a cada um dos 1.829 políticos de 28 partidos cujos nomes aparecem na lista da JBS recebendo mais de R$ 600 milhões de forma ilícita. O empresário vai relatar o motivo das doações ilegais, como elas teriam sido pagas e as contrapartidas em relação a esses pagamentos. Nos últimos dias, o empresário diz que se lembrou de pelo menos um prefeito que recebeu dinheiro ilegal e que não estava no rol de delatados. O irmão mais velho de Joesley, Wesley Batista, pretende fazer um relato sobre o suborno de pelo menos 200 funcionários do Ministério da Agricultura que fiscalizavam as empresas do grupo. A JBS está fazendo um pente-fino em seus departamentos para colher histórias e provas de pagamentos ilegais. Wesley vai falar que essa não era uma prática exclusiva da JBS, mas sim um caso de corrupção sistêmica. Segundo ele, todas as empresas do setor tinham que pagar os fiscais. O Presidente da holding J&F, que controla a JBS e outras empresas do grupo, disse que a cúpula do Ministério da Agricultura era alertada sobre os esquemas de corrupção na pasta, mas o problema nunca foi resolvido. A primeira leva de 44 anexos foi produzida pelos dois donos da JBS e cinco executivos da companhia. Já os 20 novos termos da delação estão sendo preparados por quatro delatores. Além dos irmãos Batista, participam da elaboração o diretor de relações institucionais da J&F, Ricardo Saud, e o diretor jurídico do grupo, Francisco de Assis. Cada um deles prepara quatro anexos. Francisco de Assis vai relatar casos envolvendo o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o doleiro Lúcio Bolonha Funaro, o empresário Victor Sandri, que fazia a intermediação da empresa com o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, e sobre a empresa offshore Blessed, que fica na Suíça. Segundo fontes ouvidas pela reportagem, Assis vai fazer novos anexos sobre Cunha e Funaro para se adiantar a possíveis delações dos dois. O acordo de delação premiada dos executivos da JBS foi formalizado no dia 3 de maio e prevê que novos anexos sejam entregues num prazo de 120 dias a partir da assinatura. A colaboração foi homologada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 11 de maio. A ideia de Joesley era se antecipar ao prazo final e entregar os cerca de 20 novos anexos ainda no mês de agosto, mas, diante do volume de informações coletadas pelos colaboradores, a data foi prorrogada para setembro. A J&F disse, em nota, que os colaboradores apresentaram informações e documentos à Procuradoria-Geral da República e continuam à disposição para cooperar com a Justiça. O advogado de Guido Mantega, Fábio Tofic Simantob, diz que as menções a seu cliente na delação da JBS são mentirosas.

VALOR ECONÔMICO

ECONOMIA

Confiança do Agronegócio cai novamente

O resultado é o mais baixo desde o 2º trimestre do ano passado

O índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro), medido pelo Departamento do Agronegócio (Deagro) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), caiu para 92,4 pontos no segundo trimestre de 2017, uma queda de 8,2 pontos quando comparado ao trimestre imediatamente anterior, quando havia registrado 100,5 pontos. O resultado é o mais baixo desde o 2º trimestre do ano passado, quando produtores, indústrias e cooperativas que compõem o agronegócio iniciaram uma fase otimista. Nesse período, o índice havia registrado 102,1 pontos. De acordo com a metodologia do estudo, pontuação acima de 100 pontos corresponde a otimismo e resultados abaixo disso indicam baixo grau de confiança. Essa queda foi fortemente percebida na indústria de insumos, antes da porteira, cuja confiança passou para 93,8 pontos, recuo de 15,5 pontos. “A comercialização de soja e milho esteve muito lenta no período, o que prejudicou as aquisições de insumos. Claramente, os produtores esperaram um pouco mais para realizar as suas compras, esperando uma reação de preços dos grãos e uma melhora nas relações de troca, desfavoráveis até então em comparação a períodos anteriores”, ressalta Antônio Carlos Costa, Gerente do Deagro da Fiesp. No entanto, com a reversão do cenário de preços no início de julho, que pode se prolongar, dependendo do que ocorrer ao longo do mês nas lavouras norte-americanas, é possível que os produtores voltem às aquisições, o que gera uma perspectiva mais otimista para a próxima tomada. Para a indústria Depois da Porteira (alimentos, principalmente), a queda no 2º trimestre deste ano em relação ao trimestre anterior foi de 5,1 pontos, para 96,9 pontos, mostrando-se também abaixo do patamar otimista. A percepção dessas empresas sobre a economia brasileira piorou no período avaliado e também houve perda de confiança em relação às condições do próprio negócio. Existia uma expectativa de crescimento mais expressivo da economia, o que impactaria diretamente essa indústria, a partir da recuperação do poder de compra da população. “Vale lembrar que 60% do PIB sob a ótica da demanda é formado pelo consumo das famílias, que gastam, em média, cerca de 20% da sua renda na aquisição de alimentos. Dessa forma, toda melhora do cenário econômico impacta bastante esse setor e a indústria de alimentos esperava um crescimento mais robusto, que não aconteceu até agora”, de acordo com Costa.

AGROLINK

INTERNACIONAL

Brasil facilita entrada de produtos agropecuários da UE

O Brasil concedeu autorizações sanitárias para a União Europeia (UE) que vão facilitar a entrada de uma série de produtos de origem animal do bloco no mercado brasileiro, como Bruxelas vinha exigindo em meio às discussões sobre problemas com a carne brasileira

“Atendemos a uma série de pedidos da UE na área fitossanitária. Para eles, o impacto será importante”‘, afirmou o Diretor do Departamento Econômico do Itamaraty, Pedro Miguel da Costa e Silva, que trabalha em Genebra. Segundo o Ministério da Agricultura, os produtos beneficiados são carne e produtos cárneos de aves, bovinos e suínos, envoltórios naturais de bovinos e suínos, gelatina e colágeno, leite e produtos lácteos e mel e produtos apícolas e ovos. Conforme o diplomata, as autorizações não têm relação com as discussões acerca das inspeções envolvendo carne brasileira, que até agora não satisfizeram Bruxelas. Pedro Miguel da Costa e Silva disse que a agenda SPS, que inclui medidas sanitárias e fitossanitárias, é permanente entre Brasil e UE, e que questões específicas fazem parte do dia a dia dessas discussões. E que é em decorrência de inspeções, convergências regulatórias e análises técnicas que os produtos são liberados nos respectivos mercados. Porém, ao retornar de uma viagem ao Brasil logo depois de deflagrada a Operação Carne Fraca, em março, o Comissário de Saúde e Segurança de Alimentos da UE, Vytenis Andriukaitis, não escondeu que Bruxelas estava usando o problema para tentar arrancar rapidamente do Brasil melhor acesso para suas exportações agroalimentares. Na ocasião, ele contou que aproveitou a viagem ao Brasil “para destacar a forte insatisfação dos Estados-membros” com as dificuldades no acesso de produtos europeus do setor no país. E disse que elas contrastavam “com a abordagem transparente e construtiva [da UE] em relação ao Brasil”, inclusive naquela situação. Em Genebra, no exame da política comercial brasileira, a UE fez perguntas sobre inspeção, reconhecimento de produtos e outros aspectos técnicos. Foi o que levou a delegação brasileira a destacar que, na semana passada, uma série de autorizações para atender à demanda europeia havia sido enviada.

VALOR ECONÔMICO

Caso atípico de “vaca louca” não deverá afetar exportações dos EUA

O caso atípico de “vaca louca” identificado no Estado do Alabama, confirmado ontem pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), não é motivo para preocupação e não deverá influenciar o mercado americano ou gerar barreiras às exportações de carne bovina do país

Essa é avaliação de Nathan Losey, analista de proteínas animais da AgResource, que afirmou, em nota, que o USDA “foi bem claro em afirmar que o animal não entrou na cadeia alimentar e não apresentou riscos de contaminação ou infecção”. Segundo o USDA, a doença foi diagnosticada em uma vaca de 11 anos e casos atípicos como esse, ainda que raros, são normalmente identificados em animais mais velhos.

VALOR ECONÔMICO

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