
Ano 3 | nº 553| 11 de julho de 2017
NOTÍCIAS
Preço do bezerro cai mais de 20% em um ano no Mato Grosso do Sul
Desde o começo do ano, o preço do boi gordo caiu quase 17%, segundo o CEPEA
O setor, que já vinha sofrendo com a crise, sentiu o baque da operação Carne Fraca e da delação do empresário Joesley Batista. Cai o preço da carne, cai também o do bezerro. Os criadores de Mato Grosso do Sul estão recebendo menos pelo preço do bezerro. Segundo a Federação de Agricultura e Pecuária do estado, em um ano o preço médio do macho caiu quase 20%. Já nas fêmeas, a redução foi ainda maior, passou de 23%. A justificativa para a queda no preço do bezerro está na oferta maior de animais e na procura menor. Mesmo com preços mais atrativos para quem trabalha com engorda, muitos produtores estão inseguros na hora de comprar animais para reposição.
Globo Rural
Mercado de reposição em queda
O mercado de bovinos para reposição segue travado, com ofertas de compra abaixo das referências cada vez mais frequentes, o que gera grande resistência nas negociações
Esta maior pressão sobre as cotações pode ser explicada pela oferta de animais no mercado. Com o ritmo lento de negócios ao longo dos últimos meses, o volume remanescente para negociação ainda está alto. Outro fator que colabora para esta pressão é o clima, que, com a entrada do período de baixas temperaturas, as pastagens começam a perder a capacidade de suporte e isso tende a gerar uma maior “desova” destes animais. No fechamento desta semana, na média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados pesquisadas pela Scot Consultoria, a queda foi de 0,6%. Quando expandimos esta análise para todo o semestre, o recuo registrado é de 6,6%. Com destaque para as categorias de bezerros de 7,5@ e 6,0@, que tiveram as maiores desvalorizações no semestre, 8,2% e 8,1% respectivamente. Para o curto prazo, mesmo em meio ao cenário turbulento no mercado do boi gordo, o pecuarista pode encontrar oportunidades interessantes na reposição. A relação de troca está mais favorável na comparação com o ano passado. Atualmente, em São Paulo, são necessárias 7,7 arrobas de boi gordo para a compra de um bezerro desmamado (6@). Há um ano esta mesma relação estava em 7,8 arrobas, ou seja, melhora de 2,2% no poder de compra do invernista.
SCOT CONSULTORIA
Indústrias mantém pressão no mercado do boi gordo
O que ainda se nota no mercado do boi gordo é uma alta oferta de boiadas, reflexo do período de seca, que vai ficando cada vez mais evidente por todo o país
Com maior disponibilidade de boiadas e o lento escoamento da carne, é comum observar empresas testando preços em patamares menores. Em São Paulo, a referência para o boi gordo caiu na última segunda-feira (10/7). A arroba ficou cotada em R$125,50, à vista, livre de Funrural, segundo levantamento da Scot Consultoria. Mesmo com escalas girando em torno de quatro dias, não há estímulos para as indústrias alongarem suas programações. Após fechar em queda na semana passada, o mercado atacadista de carne bovina com osso permanece estável. A carcaça de bovinos castrados está cotada em R$8,34/kg.
SCOT CONSULTORIA
Formulação de vacinas na mira dos pecuaristas
Após o embargo dos EUA à carne bovina in natura brasileira, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e mais cinco entidades de classe do setor defenderam ontem uma mudança “imediata” na composição das vacinas contra o vírus da febre aftosa que são aplicadas no rebanho do país
A principal alteração, reivindicada em nota técnica, refere-se à retirada da substância saponina, que foi adicionada na composição da vacina oleosa com o passar do tempo. “A alteração é necessária para evitar que reações continuem a trazer prejuízos ao produtor rural e às indústrias frigoríficas” diz a CNA. As entidades argumentam que a saponina não está prevista na formulação original e que a substância está relacionada à “exacerbada irritação no local da aplicação, que se agrava até casos de edema e severa reação inflamatória”. Ainda em relação à vacina, as entidades reivindicaram a redução da dose aplicada, de 5 ml para 2 ml. Esse pedido, no entanto, levará algum tempo para ser atendido. Em recente entrevista ao Valor, o Vice-Presidente do sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), Emilio Salani, afirmou que a dose reduzida da vacina chegará ao mercado em 2019. Em nota, as entidades também relataram perdas dos pecuaristas com a vacina. As estimativas indicam que o produtor perde, em média, dois quilos de carne por animal abatido quando as lesões provocadas pela vacinação são encontradas. Por ano, os pecuaristas gastam cerca de R$ 600 milhões para vacinar todo o rebanho brasileiro. Além da CNA, a associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), as associações de frigoríficos (Abiec e Abrafrigo), o Conselho Nacional da Pecuária de Corte (CNPC) e a Sociedade Rural Brasileira assinaram o documento.
VALOR ECONÔMICO
Colômbia notifica surto de febre aftosa na região central do país
O Instituto Colombiano de Agropecuária (ICA) notificou ontem a ocorrência de um surto do vírus da febre aftosa no Departamento de Cundinamarca, região central da Colômbia
O número de animais infectados até agora é de 134, distribuídos em oito propriedades. De acordo com o ICA, medidas de segurança contra o surto em Cundinamarca foram tomadas. O instituto declarou uma “quarentena sanitária”, por 30 dias, em diversos cidades próximas de Yacopí, município de Cundinamarca onde o surto foi confirmado. O surto acontece duas semanas após a Colômbia confirmar o primeiro foco do vírus da febre aftosa em oito anos livre da doença. Em 23 de junho, o ICA confirmou a ocorrência de um foco do vírus da febre aftosa em Arauca, próximo da fronteira com a Venezuela. Em nota, o ICA informou ontem que o foco em Arauca já foi solucionado. “Conseguimos resolver o foco de aftosa e nesse sentido estamos satisfeitos com o trabalho executado, que permitiu contar a enfermidade sem encontrar mais focos no momento depois da revisão de mais de 9 mil animais”, informou ICA. Tecnicamente, explicou o ICA, um foco significa que o vírus da febre aftosa foi detectado em apenas uma propriedade rural. Por sua vez, o surto é a presença da doença em mais de uma propriedade rural.
VALOR ECONÔMICO
Problema da carne brasileira é controle sanitário, diz União Europeia
O embaixador da União Europeia (UE) no Brasil, João Cravinho, afirmou que o problema da carne brasileira não está no produto em si, chamado por ele de “imbatível” no mercado internacional
O ponto fraco é o deficiente sistema de controle sanitário. Segundo ele, a Operação Carne Fraca da Polícia Federal, deflagrada em março e marcada pela concessão de certificados falsos para produtos adulterados a grandes frigoríficos, colocou um holofote sobre o problema. Cravinho explicou que a preocupação da UE não é exatamente com o esquema de corrupção que foi identificado na operação da PF, mas com o sistema de fiscalização do setor público e que providências foram tomadas para resolver os problemas. Lembrou que uma auditoria realizada por técnicos europeus em maio último identificou falhas, que, segundo ele, nunca tiveram correção. A mensagem foi transmitida na carta encaminhada ao Ministro Blairo Maggi pelo Comissário de Saúde do bloco, Vytenis Andriukaitis, em que ele afirma que a capacidade de o Brasil monitorar desde o abate até a exportação não é adequada. “Neste momento, não temos qualquer impedimento da carne brasileira no mercado europeu. Ou melhor, impedimos a carne de cavalo, que era uma parcela pequena das exportações para a Europa, e a suína, que nunca foi autorizada. A bovina não foi afetada na inspeção. Em relação à carne de frango, havia não só deficiências no controle sanitário como irregularidades na fronteira. Portanto, colocou-se a exigência de um certificado de controle sanitário no momento da saída do produto no Brasil”.
O Globo
Demanda maior por sebo bovino
A maior competitividade do sebo frente ao óleo de soja tem colaborado com um aumento da demanda por gordura animal, o que resultou em valorização no Brasil Central
Segundo levantamento da Scot Consultoria, na região, o produto está cotado em R$1,95/kg, sem imposto. Alta de 2,6% frente ao fechamento do primeiro semestre. Já no Rio Grande do Sul o sebo está cotado em R$2,05/kg. No estado, apesar da pressão de alta, o preço segue estável. As recentes valorizações no mercado da soja contribuem com esse cenário. Para curto e médio prazos a expectativa é de que a melhora na demanda mantenha a pressão de alta sobre os preços no mercado interno.
SCOT CONSULTORIA
ECONOMIA
SuperÁvit do agronegócio atinge US$ 8,12 bilhões, segundo melhor resultado histórico para junho
Soja, açúcar, carne suína e celulose foram destaque. Vendas do complexo soja atingiram US$ 3,96 bilhões
As exportações brasileiras do agronegócio atingiram US$ 9,27 bilhões, em junho, superando em 11,6% o valor registrado em igual mês do ano anterior. Do lado da importação, houve crescimento de 6,1%, passando para US$ 1,16 bilhão em junho deste ano. O superávit comercial do agronegócio brasileiro elevou-se de US$ 7,22 bilhões para US$ 8,12 bilhões, sendo o segundo maior resultado da série histórica para meses de junho, abaixo apenas do valor de junho de 2014, quando foi de US$ 8,40 bilhões. As vendas foram lideradas pelo complexo soja (grão, farelo e óleo), cujas vendas atingiram US$ 3,96 bilhões. O valor significa acréscimo de 8,1% sobre o que foi registrado em igual mês de 2016. Este segmento representou 42,7% do total das exportações do agronegócio no mês. Os dados constam da balança comercial do agronegócio, divulgada nesta segunda-feira (10) pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O complexo sucroalcooleiro aparece em seguida, com exportações de US$ 1,36 bilhão no período, contabilizando aumento de 32,9% sobre junho/2016. Esse acréscimo foi puxado pelas vendas de açúcar em bruto, que tiveram incremento de 39,7%, alcançando US$ 1,07 bilhão (2,64 milhões de toneladas). Esse desempenho garantiu recordes em valor e quantidade para o açúcar em bruto, considerando meses de junho. Na terceira posição da pauta, o setor de carnes registrou exportações de US$ 1,32 bilhão, revelando avanço de 1,7% no valor exportado em junho/2017 sobre igual período do ano anterior. As vendas de carne suína obtiveram o melhor desempenho do setor, com elevação de 26,9% sobre junho/2016 (+3,9% em quantidade e +22,1% no preço médio), passando para US$ 154,53 milhões. O destaque seguinte foram as exportações de produtos florestais, que atingiram US$ 1,03 bilhão em junho/2017, superando em 21% o resultado de junho/2016. Sobressaíram-se as vendas de celulose, com aumento de 38,5% sobre junho/2016 (+16,9% em quantidade e +18,5% no preço médio), alcançando US$ 620,15 milhões. O quinto melhor desempenho foi o de café, totalizando US$ 368,96 milhões, em junho/2017, com aumento de 4,2% sobre junho/2016. O principal item foi o café verde, com exportações de US$ 309,30 milhões, cifra 2% superior à registrada em junho/2016 (-7,7% em quantidade e +10,5% no preço médio). Em conjunto, os cinco principais segmentos da pauta do agronegócio somaram US$ 8,04 bilhões, representando 86,7% do total das exportações registradas em junho de 2017. Veja tabela e íntegra da balança comercial do agronegócio de junho.
MAPA
EMPRESAS
Carne brasileira conquista medalha de ouro em concurso na Europa
A marca Angus Friboi, produzida e comercializada pela JBS no Brasil e exportada para diversos países, acaba de ganhar medalha de ouro no concurso World Steak Challenge, que elege os melhores produtores de carne bovina do mundo
Segundo nota da JBS à imprensa, o reconhecimento comprova a alta qualidade dos cortes da marca, que oferece uma experiência única em degustação de peças nobres a partir de animais da raça aberdeen angus. Realizada em Londres, a premiação contou com a participação de 120 empresas de 17 países, com cortes de 25 diferentes raças. Com sabor e maciez exclusivos, continua a nota, por conta de sua distribuição uniforme de gordura e marmoreio, as peças Angus Friboi atestam a importância das práticas de produção de carne premium praticadas pela companhia. “A qualidade faz parte de um processo que começa na criação e se encerra na tecnologia aplicada na terminação do animal, assim como nos processos industriais”, disse Alexandre Jaeger, diretor de categoria da JBS Carnes. Além do ouro para o corte brasileiro, a JBS Austrália conquistou destaque na categoria bronze, com a carne de raça britânica. O World Steak Challenge é realizado pela Willian Reed, companhia que assina diversos outros eventos internacionais renomados como o The Worlds 50 Best Restaurants. Para a seleção dos melhores cortes de carne bovina do mundo, as peças são avaliadas por um júri composto por especialistas, açougueiros e chefs, que analisam as carnes cruas e, posteriormente, preparadas na churrasqueira.
CARNETEC
Cade dá aval à venda de ativos da JBS à Minerva
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) autorizou a venda de unidades que a JBS possui no Mercosul à Minerva Foods
A decisão foi publicada ontem no “Diário Oficial da União”. Em seu parecer, a Superintendência-Geral do Cade avaliou que a Minerva tem uma “participação de mercado sensivelmente menor do que o grupo vendedor”. O negócio entre a JBS e a Minerva não envolve unidade produtivas no Brasil. Sendo assim, o órgão antitruste julgou que essa transação não tem efeitos anticoncorrenciais no país. Mas a venda dos ativos da JBS ainda não obteve todos os avais para ser concluída. Anunciado no início de junho, o negócio de US$ 300 milhões ainda depende de autorização judicial. O juiz da 10ª Vara Federal de Brasília barrou a venda dos ativos da JBS à Minerva, e a JBS recorre para reverter essa decisão. O Cade ressaltou que o sinal verde à transação “não tem qualquer repercussão para além destas competências, não descumprindo e muito menos modificando eventuais decisões de outras esferas, incluindo-se o Poder Judiciário, que eventualmente tenham impostos impedimentos ou restrições à consumação da operação”. Procurada, a JBS informou que “prossegue com as medidas necessárias para a conclusão da venda dos seus ativos”. A transação com a Minerva, que inclui nove frigoríficos – cinco na Argentina, três no Paraguai e um no Uruguai -, visa a reforçar o caixa da JBS e reduzir seu índice de alavancagem, em meio ao crédito mais escasso após a delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Ao todo, a JBS pretende obter R$ 7 bilhões com a venda de ativos – além das unidades do Mercosul, a empresa pôs à venda a irlandesa Moy Park, a americana Five Rivers, a participação na Vigor e fazendas. Para a Minerva, a compra dos frigoríficos representa a consolidação da presença no Mercosul, assumindo a liderança no Paraguai e também na Argentina.
VALOR ECONÔMICO
INTERNACIONAL
Argentina teria capacidade para duplicar mercado exportador de bovinos para 2018
O presidente do Instituto de Promoção da Carne Bovina Argentina (IPCVA), Ulises “Chito” Forte, disse que o país tem condições de duplicar sua capacidade exportadora de carne bovina para 2018
“Mesmo que a demanda local esteja em queda, a demanda mundial aumenta dia após dia. Isso é um sinal de que a Argentina está recuperando a capacidade exportadora para captar novos mercados e seguir presente nos que já está. Para 2018 estaríamos duplicando nossa capacidade e poderíamos alcançar as 470.000 toneladas, aproximadamente”, indicou Forte. Em relação aos mercados “prováveis”, Forte destacou o Japão e a China. O mercado japonês havia sido encerrado por conta da febre aftosa, mas agora vem avançando substancialmente. A China, por sua vez, representa 40% do mercado do país. Neste ano, a Argentina já exportou 30% a mais do que no ano anterior.
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