
Ano 3 | nº 552| 10 de julho de 2017
ABRAFRIGO NA MÍDIA
Exportações de carne em junho totalizaram 123 mil t, diz Abrafrigo
As exportações brasileiras de carne bovina totais (in natura e processada) avançaram 2% em volume no mês de junho na comparação com igual mês do ano anterior
Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), foram embarcadas 123,3 mil toneladas, ante 121 mil t. Em receita, o aumento foi de 9%, para US$ 510,3 milhões. Somente de carne in natura, que corresponde a quase 80% das exportações, o valor médio apurado com os embarques em junho foi de US$ 4.214 por tonelada contra US$ 3.929/t no mesmo mês do ano passado. Para a entidade, o ambiente no mercado internacional ainda é de oferta restrita e o Brasil deverá continuar sua recuperação nos próximos meses para atingir, no mínimo, o patamar de vendas de 2016. No acumulado do primeiro semestre o saldo ainda é negativo em relação ao mesmo período do ano passado, com queda de 8% (656,6 mil t). Em receita, a retração é de 3% (US$ 1,72 bilhão). A Abrafrigo afirma que, ainda como resultado dos efeitos da Operação Carne Fraca, quase todos os países da Europa Ocidental continuam com restrições e suas importações estão bem abaixo das realizadas em 2016. No resultado geral do semestre, um total de 65 países ampliou suas aquisições, enquanto que outros 78 diminuíram as importações.
Estadão Conteúdo/ISTO É/Terra/PORTAL DBO
Mesmo com a crise, exportações totais de carne bovina voltaram a crescer em junho
A movimentação em junho atingiu a 123.291 toneladas contra 121.325 toneladas no mesmo mês do ano anterior (+2%)
Mesmo com as turbulências que afetam o mercado de carnes brasileiro ainda apresentando seus efeitos, tanto na área internacional como na doméstica, as exportações totais de carne bovina e processada voltaram a apresentar crescimento em junho na relação com o mesmo mês de 2016 pela segunda vez no ano – o único resultado positivo até aqui tinha sido obtido em janeiro. A movimentação em junho atingiu a 123.291 toneladas contra 121.325 toneladas no mesmo mês do ano anterior (+2%). Para amplificar o bom resultado, os preços também apresentaram comportamento positivo, com um crescimento de 9%: a receita obtida passou de US$ 469,2 milhões em 2016 para US$ 510,3 milhões em 2017. Na carne in natura, que significa quase 80% da movimentação do produto, o valor médio apurado com os embarques em junho foi de US$ 4.214 dólares por tonelada contra US$ 3.929,2 dólares no mesmo mês do ano passado. As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO) que compilou os números finais de junho divulgados no final da semana pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), através da SECEX/DECEX. Para a entidade, o ambiente no mercado internacional ainda é de oferta restrita e o Brasil deverá continuar sua recuperação nos próximos meses para atingir pelo menos o mesmo patamar de vendas de 2016. No acumulado de janeiro a junho, as exportações ainda apresentam queda de 8% em volume em relação ao mesmo período de 2016 – 656.560 toneladas neste ano, contra 713.079 no ano passado. Em receita, a queda é de 3%: US$ 2,63 bilhões contra US$ 1,72 bilhões. Entre os principais importadores que ampliaram suas aquisições a China continua em primeiro lugar somando-se Hong Kong com o continente. O primeiro importou 147.549 toneladas no semestre, queda de 6,3% em relação a 2016. Em compensação a China Continental elevou suas compras de 86.846 toneladas para 94.618 toneladas, numa elevação de 8,9%. A Rússia também voltou a apresentar crescimento importante e é segundo maior cliente da carne bovina brasileira: de 69.312 toneladas adquiridas no primeiro semestre de 2016 passou para 94.618 toneladas, crescimento de 8,4%. O Irã também apresentou aumento significativo: foi de 43.495 toneladas para 51.558 toneladas (+ 18,5%), mas o melhor desempenho entre os grandes compradores foi o da Arábia Saudita que elevou suas importações de 15.030 no primeiro semestre de 2016 para 28.053 toneladas no mesmo período de 2017. Os Estados Unidos, país que proibiu recentemente as importações de carne in natura brasileira, também teve resultado positivo: no primeiro semestre de 2017 importou 26.693 toneladas contra 15.581 no ano passado, a maior parte de carne bovina processada. Já nos principais desempenhos negativos entre os grandes clientes, segundo a ABRAFRIGO, o pior resultado foi o do Egito, cujas importações caíram de 110.800 toneladas nos seis primeiros meses de 2016 para 42.302 em 2017 (-61,8%), devido aos problemas cambiais que aquele país enfrenta. O Chile também reduziu suas importações: de 32.577 toneladas para 26.918 toneladas (-17,4%). Ainda como resultado dos efeitos da Operação Carne Fraca, quase todos os países da Europa Ocidental continuam com restrições e suas importações estão bem abaixo das realizadas em 2016. No resultado geral do semestre, um total de 65 países ampliaram suas aquisições, enquanto que outros 78 diminuíram as importações.
NOTÍCIAS AGRÍCOLAS
Exportações de carne bovina sobem 2% em junho e caem 8% no ano, diz Abrafrigo
As exportações brasileiras de carne bovina subiram 2% em junho, na comparação com o mesmo mês de 2016, para 123,29 mil toneladas, apesar das crises enfrentadas pelo setor relacionadas à reputação do produto no exterior, segundo informações da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo)
Já no primeiro semestre, as vendas externas caem 8% em relação ao ano passado, para 656,56 mil toneladas. A receita cai 3% no ano, para US$ 1,72 bilhão. “O ambiente no mercado internacional ainda é de oferta restrita e o Brasil deverá continuar sua recuperação nos próximos meses para atingir pelo menos o mesmo patamar de vendas de 2016”, estimou a Abrafrigo em nota divulgada na sexta-feira (07). A receita resultante das exportações em junho somou US$ 510,3 milhões, uma alta de 9% ante o mesmo período do ano passado, impulsionada também pelo aumento nos preços dos produtos. O valor médio da carne bovina in natura, por exemplo, subiu para US$ 4.214 por tonelada em junho. Em junho de 2016, o valor médio do produto era de US$ 3.929,20. Os Estados Unidos aumentaram as importações de carne bovina brasileira no primeiro semestre, sendo que a suspensão às compras de carne bovina in natura em 22 de junho ainda não afetou o resultado do ano. O país importou 26.693 toneladas de carne bovina do Brasil no primeiro semestre deste ano, contra 15.581 toneladas no mesmo período do ano passado, a maior parte de carne bovina processada, segundo a Abrafrigo.
CARNETEC
Ministério fará “teste cego” com vacinas aplicadas em bovinos
Imunizações são apontadas como responsáveis pela formação dos abscessos detectados por autoridades sanitárias dos EUA
O Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, anunciou na sexta-feira que o ministério realizará “testes cegos” com vacinas contra a febre aftosa aplicadas em bovinos. As vacinas são apontadas como responsáveis pela formação, na carne bovina, dos abscessos – inflamação em cavidades formadas nos tecidos – detectados por autoridades sanitárias dos Estados Unidos e que levaram à suspensão da importação da carne brasileira in natura. De acordo com o Ministro, o teste foi proposto pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). “Há uma proposta da própria Embrapa, e a gente vai adotar isso, de fazer um teste cego. Você pega várias vacinas e vai aplicando nos animais e acompanhando”, explicou. Segundo Maggi, a intenção do teste é detectar as marcas e as localidades em que os problemas, decorrentes da vacinação, estão mais presentes. “Pedi uma investigação no Ministério da Agricultura com respeito às vacinas. Estamos fazendo um mapeamento dos frigoríficos e das nossas superintendências para saber onde tem mais problema ou não, a marca da vacina, tudo. Vamos fazer um levantamento e rastrear todo o processo”, disse. Na última terça-feira (4), o Ministério da Agricultura determinou aos frigoríficos brasileiros que carnes in natura de cortes dianteiros a serem exportadas aos Estados Unidos sigam apenas na forma de recortes, cubos, iscas ou tiras. Segundo nota divulgada pela pasta, a medida visa a facilitar as negociações para retomar as vendas para aquele mercado. Em junho, os Estados Unidos suspenderam a importação de carne fresca do Brasil. “Não há problema em a gente mandar as peças menores. Está sendo retalhada, porque a carne que vai para lá é um processo industrial. Ela vai ser moída para fazer hambúrguer. Os frigoríficos aqui no Brasil estão abrindo as peças, verificando com muito cuidado, inspecionando, e a gente espera ter resolvido esse problema”, disse Maggi. O Ministro minimizou os questionamentos apresentados pela China em relação à carne in natura brasileira, após a suspensão da venda para os Estados Unidos. “Eu considero isso, dentro do ambiente que nós estamos vivendo, normal. À medida que sai uma notícia em qualquer um dos países que achou algum defeito, que faz alguma consideração, é natural que os outros o façam também. Como nós faríamos com os demais”, disse. O Ministro admitiu, no entanto, que a situação tem gerado um “desconforto” aos exportadores brasileiros. “O mercado não é feito no abraço, no beijo, ele é feito na cotovelada, feito com muita pressão, a concorrência é muito grande. Os Estados Unidos voltarem [a vender carne] para o mercado chinês, isso é um desconforto para o Brasil, um desconforto bastante grande, mas é natural do mercado”, disse. Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), a venda de carne fresca para os Estados Unidos representa apenas 2% das exportações totais brasileiras. Tradicionalmente, o país vende carne industrializada para o mercado norte-americano, cujas exportações não foram afetadas. No primeiro semestre, o Brasil embarcou 14 mil toneladas de carne fresca para os Estados Unidos, que totalizaram US$ 59 milhões. No ano passado, o país tinha vendido apenas US$ 121 milhões de carne in natura para os consumidores norte-americanos.
NOTÍCIAS
Ministro da Agricultura diz que pediu investigação sobre vacina
Maggi afirma que está fazendo um mapeamento no Brasil inteiro através das superintendências e pelos frigoríficos para saber onde há mais problemas ou não
O Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou na sexta-feira que pediu à pasta “uma investigação com respeito às vacinas contra a febre aftosa”, que estão no cerne da suspensão das exportações de carne in natura brasileira aos Estados Unidos por causa de abscessos (caroços) na proteína. “Estamos fazendo um mapeamento no Brasil inteiro através de nossas superintendências e pelos frigoríficos para saber onde há mais problemas ou não”, destacou Maggi, nos bastidores do evento “3º Diálogo Brasil-Japão”, em São Paulo. Maggi reafirmou que as autoridades brasileiras enviarão uma missão aos EUA no dia 13 de julho para discutir a questão. “Pedi uma reunião mais política com o Secretário do Departamento de Agricultura dos EUA, Sonny Perdue, no dia 17 de julho”, disse. Ele também afirmou que a China pediu na semana passada esclarecimentos ao Brasil sobre a suspensão das exportações de proteína aos EUA. Para Maggi, é “algo natural” outros países demandarem informações em casos assim. Por fim, Maggi disse que as exportações de carne bovina in natura pelo Brasil devem se manter firmes no segundo semestre, apesar das turbulências registradas desde a Operação Carne Fraca, em março. “Acho que se mantêm, porque dentro dessa conjuntura, tivemos a proibição de abates na Índia, de bubalinos e bovinos. O mercado se aqueceu, e o Brasil está tendo oportunidades”, disse o Ministro.
Notícias Agrícolas
Abates em alta, carne em baixa
Para Leandro Bovo, Diretor da Radar Investimentos, a “empolgação” da indústria se justifica, já que a margem estava em patamares muito positivos e que há muito tempo não eram observados.
A indústria aproveitou o aumento da oferta e a queda dos preços causadas pelo fim de safra, aliado ao redirecionamento das ofertas por conta dos problemas com o JBS, e aumentou de forma significativa os abates nas últimas semanas. Além do anúncio da reabertura de algumas unidades produtivas, muitas indústrias passaram a abater com escalas cheias e retomaram abates aos sábados, causando um grande aumento na produção de carne. Toda essa “empolgação” da indústria se justifica, já que a margem estava em patamares muito positivos e que há muito tempo não eram observados. A questão foi que esse aumento de produção está tendo impacto bastante significativo nos preços da carne com osso, que vem apresentando quedas nas últimas semanas. O fato é que mesmo com essa queda nos preços da carne, a margem continua favorável, historicamente acima da média, e a questão que se coloca é se a indústria vai continuar com o mesmo apetite de compra, abrindo mão de margem, ou se ela diminuirá o ritmo de abates para preservação das margens, o que se refletiria em maior pressão no mercado físico de boi gordo.
Notícias Agrícolas
Apesar da oferta boa, poucas alterações no mercado do boi gordo
Após a pressão de baixa e as desvalorizações, o mercado do boi gordo fechou a última sexta-feira (7/7) com preços estáveis na maioria das regiões pesquisadas pela Scot Consultoria
As indústrias aproveitaram para testar o mercado, ofertando preços abaixo da referência. As programações de abate confortáveis permitem a estratégia. Para o curto prazo, apesar de menor intensidade, a oferta deve seguir pressionando negativamente o mercado. Destaque para o mercado atacadista de carne com osso que teve desvalorização no fechamento da última semana. O boi casado de animais castrado ficou cotado em R$8,34/kg. O recuo no mercado do preço da carne com osso resultou em redução de 6,1 pontos percentuais da margem de comercialização das indústrias que não desossam. Vale ressaltar que, mesmo com a queda, as margens de comercialização dos frigoríficos continuam em patamares historicamente bons.
SCOT CONSULTORIA
Varejo de carne bovina: margens melhores que as de 2016
O mercado varejista de carne bovina está em queda há três semanas em São Paulo
Ainda assim, os açougues e supermercados do estado têm conseguido manter suas margens de comercialização em 76,0%, patamar quase dez pontos percentuais melhor que o de 2016, no mesmo período. É o resultado de compras comedidas dos varejistas buscando ajuste à demanda atual, que gera uma pressão sobre as cotações na indústria, que podem reduzir os preços sem prejudicar suas margens, já que o boi está “mais barato” que há um ano. Nos últimos sete dias, houve desvalorização média de 1,2% nos preços dos cortes em São Paulo, 0,5% em Minas Gerais e de 1,0% no Rio de Janeiro. O Paraná foi o único estado que apresentou ajustes positivos nos preços.
SCOT CONSULTORIA
Baixa movimentação no mercado de reposição na Bahia
Na Bahia, a insegurança quanto ao futuro do mercado do boi gordo deixa os pecuaristas receosos na hora de repor o rebanho
Quem busca comprar, testa valores menores que a referência, entretanto, nesses patamares os negócios travam. Desde o início do ano, na média de todas categorias de machos de reposição, os preços caíram 6,9% no estado. Nesse mesmo intervalo, todas as turbulências ocorridas no mercado (Operação Carne Fraca, volta da cobrança do Funrural, delações da JBS) impactaram mais o preço do boi gordo, que recuou 8,4%. Esse cenário fez com que o poder de compra do pecuarista piorasse, em média, 1,6% no estado. Destaque para relação de troca com o bezerro de desmana (6@) e com o garrote (9,5@). Frente a janeiro de 2017 a relação de troca com estas categorias piorou 1,7% e 4,2%, respectivamente. No início do ano compravam-se 2,43 bezerros de desmama com o preço de venda de um boi gordo de 16,5@ e atualmente compram-se 2,38. Para o garrote, a troca passou de 1,69 para 1,62 por boi gordo, no mesmo intervalo.
SCOT CONSULTORIA
RS: Entidades querem debater a PL 125
Simvet/RS, Afragro e Sintergs pedem retirada da urgência da lei de terceirização no RS
Em reunião realizada na tarde de sexta-feira, dia 7 de julho, representantes do Sindicato dos Médicos Veterinários no Estado do Rio Grande do Sul (Simvet/RS), da Associação dos Fiscais Agropecuários do Estado do Rio Grande do Sul (Afagro) e do Sindicato dos Técnicos-Científicos do Rio Grande do Sul (Sintergs), estiveram reunidos para debater o projeto de terceirização da inspeção de produtos de origem animal no Estado. As entidades alinharam em buscar junto aos deputados um pedido de retirada de urgência do Projeto de Lei 125/2017 e que se crie fóruns de discussões sobre o projeto. A principal alegação foi a de que não houve discussão com as categorias dos médicos veterinários e fiscais agropecuários do Rio Grande do Sul sobre a adequação da lei de forma a preservar a qualidade e sanidade do produto que chega ao consumidor. O Vice-Presidente do Simvet/RS, Ricardo Capelli, afirma que a união das instituições que representam a classe é fundamental para que se mostre a necessidade de ampliar o debate quando se fala de um tema com reflexos diretos na sociedade consumidora. “Queremos saber como nasceu o projeto, como foi concebido e porque esta urgência? É importante analisar ponto a ponto com as pessoas diretamente envolvidas e com a sociedade, pois esta que será atingida diretamente”, ressalta. De acordo com a Presidente da Afagro, Angela Antunes de Souza, o objetivo é que se amplie a discussão do tema com as entidades das categorias envolvidas na inspeção assim como com a sociedade. “Precisamos unir forças entre as entidades para pedir a retirada da urgência desta PL. Não somos contra discutir melhorias na inspeção, mas as entidades precisam participar destas discussões”, observa. Na opinião do Diretor de Assuntos Previdenciários e Saúde do Sintergs, Danilo Krause, o PL da terceirização da inspeção ainda não é claro sobre como se dará a segurança alimentar e a segurança da saúde pública. “Neste primeiro momento é importante parar a urgência deste projeto para depois nos reunirmos nas comissões da Assembleia Legislativa para que possamos dar segurança para a sáude pública, que este é o ponto mais importante”, destaca. Na próxima semana, as entidades deverão encaminhar junto aos parlamentares documento pedindo a retirada da urgência do projeto de lei da pauta da Assembleia Legislativa assim como a abertura de reuniões e audiências para ouvir todos os interessados no sentido de ampliar a discussão do assunto. Participaram também representando o Simvet/RS os diretores Alexandro Daura e Eliane Goepfert e Andréa Cortese e André Correa, da diretoria da Afagro.
Simvet/RS
EMPRESAS
Cade aprova venda de ativos da JBS para Grupo Minerva
A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições o acordo da JBS para a venda de suas operações de carne bovina no Paraguai, Uruguai e Argentina por US$ 300 milhões ao Grupo Minerva. A decisão do Cade está publicada em despacho no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 10
O aval do órgão antitruste ocorre mesmo com a proibição do negócio na esfera judicial. No mês passado, o juiz Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, barrou a transação por considerar, entre outros aspectos, “prematura qualquer decisão judicial de liberar a venda de ações requerida, bem como das medidas cautelares”, porque haveria, até agora, “fragilidade das provas apresentadas” pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, sobre propinas pagas a políticos com foro privilegiado. Os advogados dos empresários recorreram ao Supremo Tribunal Federal para reverter a decisão de Leite, porém não obtiveram sucesso. Na semana passada, o Ministro da Corte Edson Fachin rejeitou o pedido de medida liminar feito pela JBS. Na ocasião, os empresários informaram que irão recorrer da decisão de Fachin. Pelo acordo aprovado pelo Cade, a transação entre JBS e Minerva ocorrerá por meio de subsidiárias dos dois grupos. Assim, a Pul Argentina, o Frigomerc e a Pulsa, controladas pelo Minerva, vão adquirir a totalidade das ações das subsidiárias da JBS que são detentoras das operações de carne bovina na Argentina (JBS Argentina), Paraguai (JBS Paraguay e Indústria Paraguaya Frigorífica) e Uruguai (Frigorífico Canelones).
Estadão
INTERNACIONAL
Uruguai exportou 96.891 bovinos vivos no primeiro semestre do ano
O volume de exportação de gado vivo do Uruguai vinha em um ritmo lento, mas nos últimos meses registou uma recuperação e no primeiro semestre de 2017 fechou com 96.891 cabeças exportadas, principalmente para a Turquia
Somente em junho 24.775 gados foram vendidos em duas remessas, um de 12.814 cabeças e outra de 11.961, de acordo com o Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP). O volume de exportações no primeiro semestre deste ano foi 11,4% inferior ao mesmo período do ano passado, mas 26,6% superior ao de 2015. raticamente todos os animais exportados vivos foram enviados para a Turquia. Das 96.891 cabeças exportadas, apenas 65 foram enviados para outro destino: Brasil. O Egito reabriu seu mercado para o gado do Uruguai após a visita oficial do Presidente Tabaré Vázquez, acompanhado por uma delegação que integrou também o Presidente da União de Exportadores de Gado, Alejandro Dutra e pelo Presidente da Associação Rural do Uruguai, Pablo Zerbino. O operador da empresa salientou a importância de ter um mercado alternativo e não confiar apenas na Turquia, mas para voltar aos negócios com o Egito não será tão fácil, não só porque o país paga preços mais baixos do que a Turquia, mas principalmente porque não paga em dólares, mas em sua própria moeda e, dada a instabilidade política naquele país, isso pode ser um risco importante.
El Observador
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