Ano 3 | nº 504| 02 de Maio de 2017
ABRAFRIGO
Missão da UE vem ao Brasil em maio para inspecionar plantas de carnes
Uma missão da União Europeia para inspecionar plantas de carne bovina e de aves no Brasil é aguardada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para este mês de maio, informou o ministério em nota na semana passada
A missão ocorrerá “possivelmente” entre 2 e 12 de maio, segundo o Mapa, que não detalhou quais plantas serão visitadas. O Mapa ainda espera que os países do Caribe que ainda mantêm embargos às carnes brasileiras suspendam estas restrições até o fim de maio, segundo informações do Secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do ministério, Odilson Ribeiro e Silva, após se reunir com representantes de embaixadas de países desta região na semana passada. Os países da Comunidade e Mercado Comum do Caribe (Caricom) importaram US$ 49 milhões de carne bovina e de frango do Brasil em 2016. No primeiro trimestre de 2017, esse grupo de países importou US$ 12 milhões em carnes do Brasil. Praticamente todos os países que suspenderam a compra de carnes brasileiras temporariamente após a divulgação da Operação Carne Fraca da Polícia Federal, em março, já retomaram as importações. A indústria brasileira exportou US$ 3,7 bilhões em carnes globalmente no primeiro trimestre, um aumento em relação aos US$ 3,2 bilhões embarcados no mesmo período do ano passado, mesmo considerando as restrições causadas pela divulgação da operação da PF. “Os países verificaram que as informações veiculadas no início da Operação Carne Fraca não tinham fundamentação técnica e, por isto, reviram as restrições”, disse o Secretário.
CARNETEC
Mercado de reposição sinaliza aquecimento no curto prazo
O cenário no mercado de reposição de bovinos de corte é de calmaria nos negócios, porém, aos poucos, as negociações começam a movimentar o mercado
No fechamento da última semana as referências ficaram praticamente estáveis. Na média geral de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados pesquisados pela Scot Consultoria, houve desvalorização de 0,2% nos últimos sete dias. Para o curto prazo a expectativa é de maiores movimentações. O primeiro motivo é o manejo de vacinação contra a febre aftosa, no mês de maio. A maioria dos pecuaristas aproveitam este manejo para apartarem e selecionarem os bezerros que irão ser negociados, garantindo assim incremento de oferta para a categoria. Outro fato a ser destacado é que com a entrada do período seco e a expectativa de aumento no número de animais terminados em confinamento, as categorias mais eradas tendem a ser mais procuradas e mudanças nas cotações não estão descartadas.
SCOT CONSULTORIA
Vacinação contra febre aftosa começou em 22 estados a partir desta segunda-feira
Meta é imunizar, em um mês, 198 milhões de animais do rebanho do país de 217,5 milhões.
As vacinas devem estar na temperatura correta: entre 2° C e 8° C
Desde segunda-feira (1º), a vacinação contra a febre aftosa começou em 22 estados e no Distrito Federal. A meta do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) é imunizar 198 milhões de bovinos e bubalinos durante todo o mês de maio. O número representa mais de 90% do rebanho do país, de 217,5 milhões de cabeças. Todos os animais deverão ser vacinados, exceto os dos rebanhos do Acre, Espírito Santo, Paraná e São Paulo, que nesta etapa vão imunizar apenas animais com de até 24 meses. Parte dos estados do Amazonas e do Pará, além de Rondônia e Roraima, já começou a imunização entre março e abril. Segundo o Diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA) do Mapa, Guilherme Marques, os pecuaristas deverão buscar a maior cobertura vacinal possível para que o Brasil cumpra todas as ações previstas no Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA). “A retirada gradual da vacina vai começar somente a partir de 2019. Até lá, todo o cronograma segue inalterado”. Devem vacinar o rebanho os criadores do Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, São Paulo, Sergipe, Tocantins. No Amazonas, a vacinação será feita em Guajará e Boca do Acre, partes dos municípios de Canutama e Lábrea. No Pará, serão todos os municípios, exceto Faro, Terra Santa e arquipélago de Marajó. Em Rondônia, que começou a imunização em 15 de abril, a campanha vai até 15 de maio.
MAPA
Maggi: Governo busca solução para pagamento do Funrural retroativo
Na Expozebu, Ministro diz que a saída é um Refis para o setor ou alguma medida semelhante
O Ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) disse que o governo está em busca de uma solução para o pagamento das contribuições retroativas aos últimos cinco anos do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) do empregador rural pessoa física, como determinou o Supremo Tribunal Federal (STF). “A saída é um Refis [programa de parcelamento de débitos tributários] ou algo semelhante”, afirmou Maggi, ao participar no sábado (29) da abertura da 83ª Expozebu (Exposição Internacional do Gado Zebu), em Uberaba (MG). “Sem uma solução, a agropecuária fica inviável”, enfatizou o Ministro. Segundo ele, o pagamento do débito representa entre 20% e 25% do faturamento bruto anual do produtor rural, contabilizando nesse percentual os valores referentes a multas e juros. “Se não buscarmos uma alternativa para a quitação do débito, vamos quebrar o setor”, acrescentou, lembrando que o agronegócio é responsável pela geração de emprego e renda e pelo superávit da balança comercial brasileira nos últimos anos. “Não podemos perder esse grande capital do país”. Maggi disse ainda que o Presidente Michel Temer não tem qualquer resistência à busca de solução para o pagamento retroativo do Funrural. No fim de março último, o STF declarou constitucional a cobrança da contribuição social de 2,1% sobre a receita bruta da comercialização da produção, que o próprio Supremo havia considerado inconstitucional em 2011. “O presidente está acompanhando essa questão e também pediu que eu transmitisse o seu respeito aos pecuaristas e reconhecimento pela importância desta exposição para o setor”. Durante a solenidade, na qual Maggi recebeu o título de Associado Benemérito e Honorário da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), também ocorreu o lançamento nacional da primeira etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa. Ao longo do mês de maio, 22 estados e o Distrito Federal devem imunizar 198 milhões de bovinos e bubalinos, de um rebanho estimado em 217,5 milhões de cabeças. O Ministro também falou sobre a importância da sustentabilidade da pecuária do Brasil. “Na década de 1980, o país criava cerca de 170 milhões de bovinos em 220 milhões de hectares. Hoje, nosso rebanho de 217,5 milhões de cabeças de gabo ocupa 170 milhões de hectares”. A redução de área, observou Maggi, é resultado do melhoramento genético e da preocupação ambiental dos produtores brasileiros.
ABCZ
Abril foi mais um mês conturbado para a pecuária de corte, diz Agência Safras
O mercado de boi gordo teve mais um mês conturbado em abril, ainda como resultado da deflagração da Operação Carne Fraca.
“O mês de abril foi bastante complicado para a pecuária de corte. O setor atuou de maneira bastante ostensiva visando controlar os danos causados pela Operação”, aponta o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, a indústria frigorífica adotou algumas precauções para esquivar de eventuais sobressaltos nas exportações, a começar pela sistemática redução de abates, com consequente redução de estoques, deixando a oferta de carne bovina melhor adequada ao posicionamento da demanda. “O mercado assumiu outra conotação na segunda quinzena do mês, com a retomada dos abates em unidades que estavam paralisadas por férias coletivas, levando a preços mais altos em diversos estados”, assinalou. Já a primeira quinzena do mês tende a ser marcada por um interessante ponto de consumo. “Passado esse momento o auge da safra deve acabar, oferecendo uma nova perspectiva para o setor”, aponta. A média de preços da arroba do boi gordo nas principais praças de comercialização ficou assim em abril:
São Paulo – R$ 139,84 a arroba, contra R$ 146,15 em março.
Goiás – R$ 125,50, contra R$ 129,71 a arroba em março.
Minas Gerais – R$ 131,31, contra R$ 137,95 a arroba.
Mato Grosso do Sul – R$ 129,88, contra R$ 135,08 a arroba.
Mato Grosso – R$ 122,84, contra R$ 126,90 a arroba.
As exportações de carne bovina “in natura” do Brasil renderam US$ 217 milhões em abril (13 dias úteis), com média diária de US$ 16,7 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 52,5 mil toneladas, com média diária de 4 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.132,60. Na comparação com março, houve perda de 4,9% no valor médio diário da exportação, baixa de 5,4% na quantidade média diária exportada e ganho de 0,6% no preço médio. Na comparação com abril de 2016, houve perda de 1,5% no valor médio diário, baixa de 6,6% na quantidade média diária e valorização de 5,5% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Agência Safras
NOVO CAPIM DA EMBRAPA POSSIBILITA ATÉ 32% A MAIS DE GANHO DE PESO
A BRS Quênia, variedade híbrida de Panicum lançada oficialmente pela Embrapa Gado de Corte na última Dinapec, em março deste ano, possibilita aos animais até 32% a mais de ganho de peso na comparação com outra variedade da própria entidade, o capim Tanzânia.
A informação foi repassada no dia 24, pela pesquisadora responsável pela cultivar, Liana Jank, que falou direto da sede da Embrapa em Campo Grande-MS. Na ocasião, Jank destacou quais são as condições em que o capim pode desempenhar este potencial e ponderou ainda a importância da diversificação no uso de variedades de forrageiras para evitar prejuízos como proliferação de pragas e desgaste da fertilidade de solo. A BRS Quênia foi testada em diversas regiões do país, como Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Distrito Federal e Acre, apresentando bons resultados tanto na seca como no período das águas. Em entrevista, Liana apresentou os números do desempenho animal obtido com a cultivar: 17% a mais no ganho de peso quando comparada com o capim Mombaça e 32% na comparação com o Tanzânia.
EMBRAPA GADO DE CORTE
INTERNACIONAL
Grupo japonês adquire frigorífico uruguaio Breeders & Packers
O grupo japonês NH Foods anunciou na sexta-feira a aquisição integral do frigorífico uruguaio Breeders & Packers, por US$ 135 milhões
Em seu site, a companhia uruguaia informou que o grupo japonês do qual fará parte fatura anualmente mais de US$ 11,5 bilhões. Ao todo, o NH possui 100 plantas de processamento, produz carne fresca e produtos marinhos, atuando em 18 países além do Japão, de acordo com a Breeders & Packers. A empresa uruguaia, por sua vez, foi fundada em 2011 e atualmente emprega 700 pessoas. Tradicional exportador de carne bovina, o Uruguai é um país de forte presença dos frigoríficos brasileiros. Segunda maior empresa de carne bovina do Brasil, a Marfrig Global Foods é hoje a maior empresa privada do Uruguai, liderando os abates no país.
VALOR ECONÔMICO
EMPRESAS
Angus anuncia parceria com novos frigoríficos
Estrela Alimentos, de Estrela d’Oeste (SP), e Frigorífico Zimmer, de Parobé (RS), passam a produzir carne Angus certificada
O Programa Carne Angus Certificada fechou, nos últimos 30 dias, parceria com dois novos frigoríficos e uma processadora de hambúrgueres. A partir da segunda quinzena de abril, o grupo Estrela Alimentos, do município de Estrela d’Oeste (SP), e o Frigorífico Zimmer, de Parobé (RS), passam a produzir carne Angus certificada. Segundo o Diretor do Programa Carne Angus, Reynaldo Salvador, a adesão de novas unidade vem em um momento estratégico frente à recente suspensão parcial dos abates anunciada pelo Marfrig. Em nota emitida no final de abril, a Associação Brasileira de Angus e o Marfrig informaram que o frigorífico optou por interromper os abates dentro do escopo do programa nas unidades gaúchas de Bagé, São Gabriel e Alegrete e em Paranatinga, no Mato Grosso. “O Carne Angus é um programa consolidado e que agrega muito valor aos cortes certificados. Hoje, atuamos com diversas regiões do Brasil e temos abates pulverizados em diferentes plantas de inúmeras indústrias. Com confiabilidade, conseguimos agregar valor à pecuária e qualidade ao consumidor”, salientou Salvador. Segundo o dirigente, a adesão do frigorífico Estrela visa atender à demanda de cidades com alto poder aquisitivo no interior de São Paulo, mas, no médio prazo, a meta é aproveitar a plataforma do Estrela para exportação. “O Estrela é um frigorífico de primeira linha que atende à demanda do mercado interno, mas também tem tradição exportadora”, pontuou, lembrando que a empresa já está ao lado da Angus há quatro anos durante a participação em feiras internacionais. A busca constante de novos parceiros e mercados, argumenta o dirigente, coloca o Carne Angus na liderança entre os programas de carnes taurinas no Brasil. “Estamos expandido nossa participação no mercado nacional de carnes e, mais recentemente, ganhando fatias do mercado internacional por meio dos cortes gourmet na Europa, Ásia e dos países árabes”, completou Salvador. A adesão foi comemorada na indústria. Segundo o diretor comercial do Estrela, Eduardo Gomes, a meta inicial é abater 200 cabeças por semana, incrementando as vendas para redes de boutiques e restaurantes. “Os nossos clientes buscam por este produto. Queremos levar a opção para o consumidor preparar em casa a mesma carne que encontra em uma churrascaria”, afirmou Gomes, referindo-se à maciez e qualidade diferenciada da Carne Angus Certificada. Já o frigorífico Zimmer absorverá parte da oferta de gado Angus dos criadores do Rio Grande do Sul, podendo, com isso, levar ao mercado uma nova linha de cortes premium. A meta é abater de 200 a 300 cabeças já em um primeiro momento. Para o diretor da Zimmer, André Zimmer, a vontade de trabalhar com a raça Angus surgiu com objetivo de conquistar um mercado exigente, que anseia por uma carne de qualidade. “Quando se fala em carne certificada, os consumidores pensam primeiro na Angus, que está a anos luz na frente de muitas outras carnes premium”. Os abates já iniciaram em fase de testes, mas a comercialização começará a partir de maio. O gerente do Programa Carne Angus, Fábio Medeiros, acredita que o Zimmer atuará em uma região diferenciada, abrindo novas alternativas. “O Zimmer captará animais em regiões da serra gaúcha onde os frigoríficos parceiros têm atuação restrita. A empresa tem excelente potencial e área de comercialização direcionada à Grande Porto Alegre, em especial aos municípios de Novo Hamburgo, Caxias e São Leopoldo” afirmou. A Brasa Burguer, empresa do interior de São Paulo, soma-se também ao projeto do Programa Carne Angus. Especializada na produção de hambúrgueres, irá atender à demanda do consumidor doméstico e também às redes de lanchonetes. “Acreditamos na integração dos elos da cadeia produtiva. As hamburguerias são fundamentais na agregação de valor em cortes não tradicionais da carcaça como os de dianteiro” reiterou Salvador.
Programa Carne Angus
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