CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 483 DE 29 DE MARÇO DE 2017

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Ano 3 | nº 48329 de Março de 2017

Vídeos do Governo Brasileiro sobre a qualidade da carne

Vídeo também traduzido para outros idiomas

NOTÍCIAS

Temer e Maggi assinam nesta quarta (29) decreto de revisão do Riispoa

Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal

O Ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) participa nesta quarta-feira (29), às 16h, no Palácio do Planalto, da solenidade em que o Presidente Michel Temer assinará o decreto de revisão do Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa).  A assinatura do decreto ocorrerá no dia em que o Riispoa completará 65 anos. A modernização do Riispoa começou a ser tratada com a chegada de Maggi ao Ministério da Agricultura, em maio do ano passado.

Serviço: Assinatura do decreto de revisão do Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa)

Data: 29/03/17 (quarta-feira) Horário: 16h
Local: São Leste – Palácio do Planalto – Praça dos Três Poderes – 2ª andar

MAPA

Hong Kong reiniciou importações

Decisão foi adotada nesta terça-feira e acompanha comportamento de outros importantes compradores estrangeiros

Hong Kong reabriu, na terça-feira (28), a importação da carne brasileira. Na noite de ontem, houve teleconferência entre técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e autoridades de governo de Hong Kong, para esclarecer dúvidas que ainda existiam a respeito da Operação Carne Fraca. Veja aqui a lista atualizada sobre a situação dos mercados. Em conversa com jornalistas, o Ministro Blairo Maggi comemorou a decisão, na saída de encontro com o comissário para Saúde e Segurança Alimentar da União Europeia, Vytenis Andriukaitis. “Foi uma boa notícia”, disse o Ministro, lembrando que Hong Kong, junto com a China, responde por importante fatia do mercado. Estamos muito voltados para essa retomada e para o restabelecimento da confiança no nosso sistema. “Isso demora, não acontece por decreto. Será preciso estar presente em muitos desses países para mostrar claramente como tudo funciona”, explicou. Permanecem fora frigoríficos que estão sendo auditados, em virtude da suspensão temporária de licenças de exportação, adotada pelo próprio Mapa. A decisão foi tomada na semana passada pelo governo brasileiro com o objetivo de tranquilizar os consumidores do exterior e evitar prejuízos aos demais frigoríficos exportadores. O anúncio oficial da reabertura foi feito pelo Centro de Segurança Alimentar (CFS) ao consulado brasileiro no país, em resposta às últimas informações fornecidas pelas autoridades brasileiras. O ajuste entra em vigor imediatamente. No último sábado, a mesma decisão de reabrir mercado, depois de embargo e restrições decorrentes da Operação da PF, havia sido tomada pela China, Chile e Egito, que também figuram entre os principais importadores. Em coletiva, realizada ontem, o ministro descartou problemas com a carne brasileira que poderiam causar prejuízos à saúde humana. A afirmação baseou-se em análises feitas em produtos de três frigoríficos interditados pelo ministério no dia 17 de março, quando foi deflagrada a Operação da PF. 

MAPA

Países com embargo total à carne brasileira não somam 2% das exportações

Ao todo, 13 nações restringiram totalmente a proteína nacional, independentemente da empresa exportadora. China e Hong Kong representaram em 2016 33,57% do faturamento com exportações e 35,43% do volume embarcado

Após o anúncio na manhã de terça-feira (28) de que Hong Kong retomará as compras de proteína animal brasileira, o setor exportador de carne bovina no País pôde respirar aliviado. Embora a maior parte das unidades frigoríficas investigadas na Operação Carne Fraca, deflagrada no dia 17 de março pela Polícia Federal, trabalhe com carne de frango, o setor de bovinos foi um dos mais afetados com as restrições ao produto brasileiro no mercado externo.

Juntamente com China, que retirou a suspensão imposta às carnes brasileiras no sábado, Hong Kong representou no ano passado 33,57% do faturamento com exportações e 35,43% do volume embarcado. Já os outros países que ainda mantêm o veto total às carnes brasileiras – incluindo suína e de frango -, que são 13, não alcançam 2% do faturamento e embarque de carne bovina brasileira. Ou seja, mesmo que mantenham o veto, devem influenciar pouco no volume e faturamento dos embarques a partir de agora. No ano passado, o Brasil exportou o equivalente a US$ 5,51 bilhões em carne bovina, com o embarque de 1,4 milhão de toneladas. Só Hong Kong absorveu 330,5 mil toneladas (23,6% do total exportado pelo Brasil), pagando por elas US$ 1,14 bilhão (20,76% do total faturado em 2016). Já a China comprou 165,7 mil toneladas (11,8%), com desembolso de US$ 706,2 milhões (12,8% do total), conforme o MDIC. Os 11 mercados de menor peso para os embarques brasileiros, acima citados, compraram em 2016 apenas 24,5 mil toneladas (1,74%) de carne bovina, resultando num desembolso de US$ 95,3 milhões (1,72% do total). Lembrando que México e Zimbábue não adquirem carne bovina brasileira, nem mesmo processada ou enlatada. Há, ainda, aqueles mercados que impuseram restrições apenas aos 21 frigoríficos investigados na Operação Carne Fraca. Embora os países que vetaram essas unidades estejam em importantes blocos importadores de carne bovina brasileira, o efeito também não deve ser tão prejudicial ao setor, já que boa parte das plantas não abate bovinos.

ESTADÃO CONTEÚDO

UE cobra garantias sobre a carne do Brasil

Conversa com comissário do bloco nesta terça, 27, não foi conclusiva. Nova reunião acontece na quinta

Na manhã de ontem, 28, em encontro com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, o Comissário para Saúde e Segurança Alimentar da União Europeia, Vytenis Andriukaitis, informou que parte dos 27 países-membros do bloco europeu cobra uma atitude mais dura em relação ao Brasil. “Ele [Andriukaitis] me disse que há uma pressão muito forte”, afirmou Maggi. Juntos, os 27 países da União Europeia com os quais o Brasil negocia formam o terceiro maior mercado consumidor da carne brasileira, atrás apenas da China e de Hong Kong. Além disso, segundo o Ministro, por ser mais exigente, o mercado europeu paga mais caro pelos produtos que importa. De acordo com Maggi, Andriukaitis chegou a sugerir que o sistema de controle sanitário brasileiro seja submetido a uma auditoria externa. Aos jornalistas, Maggi disse não fazer objeção à sugestão do comissário europeu. “O anúncio da operação da PF contaminou todo o processo de informação no Brasil e no exterior. Os consumidores externos também estão pensando em carne de papelão, em produtos cancerígenos, enfim, que não temos controle sobre o processo de produção”, disse o Ministro, ao relatar aos jornalistas a preocupação manifestada pelo comissário europeu. A conversa com o comissário europeu não foi conclusiva. Uma nova reunião foi agendada para esta quinta-feira, 30, quando Maggi entregará a Andriukaitis e sua equipe documentos detalhando os progressos das investigações da PF; das inspeções e testes laboratoriais feitos pelo próprio ministério, bem como todas as informações fornecidas pelas próprias empresas sob suspeita. “São os dados que já estão aí colocados, que já disponibilizamos a outros países e no nosso site. Vamos fornecer tudo detalhadamente para que eles tenham a noção da responsabilidade de cada um e até aonde já chegaram as investigações”, disse Maggi. “Reconquistar a confiança [externa] no sistema brasileiro demora. Não se faz por decreto. O governo terá que se manifestar e estar presente em muitos desses países para, junto com a iniciativa privada, mostrar que os produtos brasileiros são de boa qualidade”, acrescentou o Ministro.

Agência Brasil

Por credibilidade, Brasil aceita até auditoria estrangeira em frigoríficos, diz ministro

Segundo ministro da agricultura, encontro com comissário europeu teve seus ‘percalços’.

“Estão cobrando posições mais claras do Brasil”, constatou Maggi.

O Ministro da agricultura, Blairo Maggi, admitiu que o Brasil pode receber auditoria externa para tentar recuperar a confiança dos europeus em relação à qualidade da carne brasileira. Ele recebeu, na manhã desta terça-feira (28), o comissário para saúde e segurança alimentar da União Europeia, Vytenis Andriukaitis, e sugeriu que auditores europeus venham para o país. “Falei que não há problema nenhum. Nosso negócio é transparência. Eles são grandes clientes nossos. Portanto, temos de tratá-los com muito cuidado. É possível, sim, um auditor externo. Vamos discutir ”, afirmou o Ministro. Maggi disse que o mercado europeu é mais exigente. São cobrados critérios mais altos de qualidade e de beneficiamento da carne. Por isso, o preço é mais alto. Segundo ele, o enviado europeu quer os detalhes de quais as plantas que tiveram problemas e qual o desvio de cada uma delas. O Ministro classificou a reunião como dura: um encontro “com seus percalços”. “Estão cobrando posições mais claras do Brasil”, constatou. Ele disse que providenciou todos os pedidos feitos pelos europeus e se queixou das consequências trazidas pela operação da polícia federal. Para Maggi, o que foi dito no anúncio da operação contaminou o processo de comunicação no Brasil e no exterior: “os consumidores lá fora pensam em carne de papelão e produtos cancerígenos. Isso afetou a mente das pessoas e o comissário ressaltou a preocupação”. Questionado se agora cumpriu o papel de desfazer o “terrorismo” feito pela Polícia Federal na operação, o ministro respondeu: “todo nosso trabalho na semana tem sido isso”. Blairo Maggi salientou que ainda falta muito para o Brasil recuperar espaço perdido após a operação. “As consequências de imagem para consulta para os produtos brasileiros para as mercadorias brasileiras permanecem na mente das pessoas. O trabalho mais forte é reconquistar a confiança e isso demora”.

AGÊNCIA O GLOBO

Carne Fraca: Lista do governo tem 21 empresas, mas 50 são alvo da operação

A lista real de companhias brasileiras alvo da Polícia Federal no caso contém 50 empresas

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento divulgou uma lista com 21 empresas que são alvo da Operação Carne Fraca poucos dias após sua deflagração, mas a lista real de companhias brasileiras alvo da Polícia Federal no caso contém 50 empresas. Na Justiça Federal do Paraná existem 56 empresas envolvidas no processo, mas seis delas não sofreram busca e apreensão. Então, são 50 consideradas como alvos. Esses números não consideram nomes fantasias diferentes da mesma empresa e duplicidades. Na lista do governo federal, há apenas frigoríficos, indústrias de alimentos e uma transportadora que são de responsabilidade da fiscalização sanitária federal. Essa lista inclui também duas empresas que não são alvo direto da operação da PF (FrigoSantos e Madero). Em entrevista coletiva na segunda-feira (27), o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, garantiu que todos os frigoríficos e empresas investigados estavam na lista divulgada por sua pasta, mas não é bem assim. Outros frigoríficos, transportadoras e indústrias do ramo alimentício (como de laticínios) que são de responsabilidade dos respectivos governos estaduais e prefeituras — que não exportam e/ou são de porte menor, que atendem o mercado regional — não entraram na lista de investigadas do Ministério da Agricultura, mas são alvo da PF. Ficaram de fora da lista oficial do governo federal também as empresas que são suspeitas de fazer parte do esquema de corrupção, direta ou indiretamente, mas que não passam por fiscalização sanitária federal. Estão nesse grupo uma rede multinacional de lanchonetes e escritórios de advocacia, contabilidade e comércio exterior, clínicas veterinárias e laboratórios de análises clínicas; distribuidores de alimentos; empresas de fertilizantes, ração animal e medicamentos para animais; imobiliária, uma indústria de água mineral e até uma rádio. Quando deflagrou a Operação Carne Fraca, no dia 17 de março, a PF divulgou uma lista com 32 empresas que foram alvo de busca e apreensão de documentos e provas durante a operação, mas na verdade o juiz concedeu mandado para batidas policiais em 52 companhias. Isso não significa que todas elas serão indiciadas ao final das investigações. Questionada por que divulgou uma lista com apenas 32 empresas alvo de busca e apreensão em vez das 52, por meio de sua assessoria de imprensa, a Polícia Federal não esclareceu a diferença. A assessoria do Ministério da Agricultura disse que, “se existem diferenças entre os números do ministério com relação à PF, é porque no da PF há empresas que foram pegas em outro tipo de delito – como problemas vegetais e outros.” Entre funcionários públicos (na maioria fiscais), empregados das empresas investigadas e terceiros, 119 pessoas são suspeitas de participar de esquema de corrupção. A fraude visaria burlar a fiscalização e permitir produção, transporte, venda e até exportação de carne fora dos padrões. Destas, 27 estão presas preventivamente e outras 11 foram presas temporariamente, mas já deixaram a cadeia. Outros 77 suspeitos de envolvimento foram alvo de condução coercitiva para depor e depois foram liberados. Partes do processo na Justiça Federal do Paraná e todo o inquérito da Polícia Federal estão sob sigilo, então é possível que ainda haja outras empresas e pessoas suspeitas na investigação que ainda não foram reveladas. Alguns nomes na lista de empresas que consta no processo registrado na Justiça Federal do Paraná fazem referência a empresas do mesmo grupo ou dono. A JBS, por exemplo, aparece indiretamente por meio das subsidiárias Seara e Big Frango. Outras duas empresas investigadas, o escritório de advocacia Medeiros, Emerick & Advogados Associados e a Portal Operações Portuárias possuem um sócio em comum. De acordo com a defesa desses grupos, não há fundamento para o nome deles ter ido parar no processo. A rede multinacional de lanchonetes Subway aparece na lista três vezes, uma pelo escritório central no país e as outras como lojas. De acordo com as investigações, um dos fiscais suspeitos usaria duas franquias de lojas da rede em nome de suas filhas para lavar o suposto direito ilícito que ganhava.

ESTADÃO CONTEÚDO

Ministério da Agricultura fará intervenção em superintendências de GO e PR

Interventor terá a missão de fazer uma varredura para levantar e resolver problemas. O objetivo é evitar repetição de falhas

As superintendências federais de Agricultura do Paraná e de Goiás terão um interventor. Depois de falhas na fiscalização de frigoríficos nos dois estados, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento vai fazer uma varredura para encontrar e resolver problemas nos dois órgãos. “No Paraná e em Goiás, nós faremos uma intervenção”, informou o Ministro Blairo Maggi. “Já faremos indicação do interventor nas duas unidades para que uma pessoa isenta possa fazer a varredura que é necessária”, explicou. Maggi disse ainda que o ministério trabalhou em duas vertentes para sanar o problema. Na primeira, o objetivo é restabelecer a autorização de exportação para os países importadores. A segunda é reconquistar a confiança dos consumidores de fora e internos. “Teremos problema por que nossa imagem foi atacada, os comentários lá fora são ruins e não podemos esquecer que os nossos concorrentes estão aproveitando esse momento de fragilidade”, ponderou.

Portal Brasil

Mercado do boi gordo pressionado

O cenário vigente, apesar das notícias positivas em relação ao mercado externo, ainda é de pouco volume de negócios.

As ofertas de compra, com cotações deprimidas, são correntes, mas os vendedores, pecuaristas, estão retraídos e vendendo somente para pagar os compromissos imediatos. Especula-se que as cotações de balcão deverão sofrer ajustes quando o mercado voltar à normalidade, mas naquelas praças onde a queda foi profunda, a recuperação certamente será mais difícil ou parcial. Em função desse cenário obscuro, o melhor é aguardar. Um dos efeitos, da bronca com a carne bovina é que o consumidor ficou com medo da carne embalada e preferiu a carne desmontada na sua frente. Em função disso, no mercado atacadista a carne desossada vendeu menos e a com osso mais. No Sul do Tocantins, os compradores estão fora das compras e por isso a referência do dia anterior foi mantida.

SCOT CONSULTORIA

Queda nas exportações brasileiras de carnes in natura

Segundo o Ministério da indústria, Comércio Exterior e Serviços, em março, até a quarta semana, o Brasil apresentou queda no volume exportado de carnes bovina, suína e de frango

A operação Carne Fraca fez com que alguns importantes compradores embargassem a carne brasileira, o que contribuiu com a redução do volume embarcado. Na comparação com março de 2016, o volume diário de carne bovina exportada apresentou retração de 15,0%, enquanto que a suína e a de frango tiveram quedas de 1,2% e 8,6%, respectivamente, considerando o produto in natura. No total (carnes bovina, suína e de frango) o Brasil exportou um volume médio diário de 22,1 mil toneladas. Frente ao mesmo período de 2016, houve redução de 9,2%.

SCOT CONSULTORIA

JBS avalia retomada do nível de abates de bovinos no Brasil ­ Aos poucos, as operações da JBS retornam à normalidade

Depois de suspender, por três dias — de quinta a sábado —, os abates de bovinos em 33 dos 36 frigoríficos e cortar em 35% o nível de produção de carne bovina no Brasil, a companhia já avalia retomar o nível de abates anterior à deflagração da Operação Carne Fraca, ocorrida em 17 de março. “A companhia está avaliando a retomada de sua capacidade produtiva após o fim do bloqueio das importações por parte de China, Chile e Egito, mas continua aguardando a definição de importantes mercados importadores como União Europeia e Hong Kong”, informou a JBS, em nota. A empresa é a maior exportadora de carne bovina do Brasil. Principal comprador da carne bovina exportada pelos frigoríficos brasileiros, Hong Kong reabriu seu mercado, informou hoje o Ministério da Agricultura. No caso dos europeus, a expectativa é que haja uma definição amanhã. Na semana passada, a restrição dos abates da JBS, assim como de outros frigoríficos do país, praticamente paralisou o mercado de boi gordo, preocupando os pecuaristas que, com o fim do período de chuvas, temem prejudicar os pastos se o gado que já atingiu o peso para o abate não for vendido. No mercado, estima-­se que a JBS abata diariamente entre 25 mil e 30 mil cabeças de bovinos no país. Em 2016, a divisão de negócios JBS Mercosul ­ que engloba a operação de carne bovina da companhia no Brasil, Argentina e Uruguai ­ abateu 7,9 milhões de bovinos. O Brasil representa cerca de 80% da operação da JBS Mercosul.

VALOR ECONÔMICO

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