CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 464 DE 02 DE MARÇO DE 2017

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Ano 3 | nº 464 02 de Março de 2017

NOTÍCIAS

Pressão de baixa no mercado do boi gordo no Noroeste do Paraná

Assim como na maioria das regiões pesquisadas, no Noroeste do Paraná o cenário é de quedas nas cotações

O lento escoamento da carne bovina e a boa oferta de animais terminados colaboram para as desvalorizações. Na região, as programações de abate atendem em torno de cinco dias, as indústrias compram de forma comedida, pois não existe interesse em alongá-las. A arroba do macho terminado está cotada em R$146,00, à vista, queda semanal de 1,4%. A referência para a vaca gorda está em R$135,00/@, nas mesmas condições. Em sete dias, o recuo foi de 1,5%. O diferencial de base em relação a São Paulo está em -0,34%.

Scot Consultoria

Boi: Baixa movimentação no mercado de reposição

Considerando as médias de todas categorias e estados analisados pela Scot consultoria, o mercado de reposição apresentou queda semanal de 0,7%. Quando comparada com o início do ano, o recuo é 1,8%

Os estados que demonstraram maiores quedas semanais, analisando todas as categorias de animais para reposição, foram São Paulo e Rondônia com reduções de 1,7% e 2,3%, respectivamente. As categorias aneloradas que tiveram maiores desvalorizações na semana foram a vaca magra, com queda de 1,4%, seguida do bezerro desmamado, com declínio de 0,8%. As dúvidas relacionadas ao mercado do boi gordo e a tendência baixista para a reposição continuam sendo um importante componente de redução do interesse do comprador para repor o rebanho. Assim, em curto prazo, fica a expectativa quanto ao comportamento da demanda e do mercado do boi gordo, que são fatores determinantes para compor o cenário da reposição.

Scot Consultoria

Plano Nacional de Saúde Animal será finalizado neste ano

Entre as medidas a serem incluídas, constam avaliação de serviços veterinários estaduais e intensificação de emergências sanitárias

Um dos desafios do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) neste ano é criar o Plano Nacional de Sanidade Animal, que terá medidas para avaliar serviços veterinários nos estados, intensificar emergências sanitárias e agilizar indenizações nos casos de sacrifício em rebanhos, além de atualizar os programas dessa área, segundo o Diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA). O Plano prevê um comitê nacional de sanidade animal, consultivo e permanente, que será apoiado por grupos temáticos temporários para assessoramento. A elaboração do plano foi tratada em reunião com representantes da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Fórum Nacional dos Executores de Sanidade Agropecuária (Fonesa), além de representantes de entidades da bovinocultura, avicultura, suinocultura, caprino-ovinocultura, aquicultura e apicultura, na segunda-feira (20), quando também foi feita uma retrospectiva das atividades realizadas no ano passado. Em 2017, será estruturado o Sistema Brasileiro de Vigilância e Emergências Veterinárias (SISBRAVet). O sistema cuida da elaboração e organização das técnicas voltadas à vigilância das doenças dos animais, desde a prevenção, detecção até a contenção de focos. O SISBRAVet deverá ter também um aplicativo (e-Sisbravet) com módulos de atendimento a ocorrências zoosanitárias, gestão de programas sanitários e das emergências. Na bovinocultura, 2017 é o ano de buscar a condição de país livre de febre aftosa para, em 2018, ter esse status reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Marques lembrou que, na 44ª reunião da Comissão Sul-Americana para a Luta Contra a Febre Aftosa (Cosalfa) 2017, em Pirenópolis (GO), em abril, será discutida estratégia para a retirada gradual da vacinação contra a doença. O plano de contingência para febre aftosa e o manual de fiscalização da vacinação e venda de vacinas foram revisados em 2016 e serão publicados neste ano, como suporte às ações do programa. Foi apresentada ainda a perspectiva da abertura de comércio com 17 países para bovinos vivos de abate e para reprodução. Para a suinocultura, o Mapa quer buscar condições à erradicação da peste suína clássica (PSC) no país e ampliação da zona livre da doença, que hoje já engloba 16 estados e 99% da suinocultura industrial. “É um projeto de governo previsto dentro do Plano Plurianual (PPA 2016-2019)”, disse Guilherme Marques. E lembrou que o projeto é prioritário, pois o risco de contaminação da zona livre é permanente, já que focos foram registrados em estados do Norte e Nordeste anos atrás. Em estados dessas regiões, houve auditorias e treinamentos para identificar e debelar eventuais casos. Para 2017, o Mapa também vai começar a trabalhar na implantação do sistema de compartimentação de suínos para febre aftosa sem vacinação e para PSC. “No setor avícola os controles serão intensificados e as cobranças serão mais duras em função do risco de ingresso da Influenza Aviária no país”, comentou o diretor do DSA. Com esse objetivo, será implantado um programa de risco diferenciado para os estabelecimentos avícolas, levando em conta a condição sanitária e a continuidade do programa de certificação de compartimentos. Outra novidade será a certificação de quarentenas privadas, para que o setor privado realize quarentenas e triagem de aves importadas. Na área internacional, estão em negociação 27 acordos sanitários.

MAPA

Na comparação mensal carne bovina ganhou competitividade frente à carne de frango

Atualmente, a relação de troca entre o boi casado de animais castrados e a carcaça de frango está em 2,57. Ou seja, com o preço de um quilo da proteína bovina é possível adquirir 2,57 quilos de carcaça de frango no atacado

Em relação a fevereiro do ano passado, esta relação está 5,5% maior, o que quer dizer que a carne bovina perdeu competitividade frente à carne de frango. Este fato vem ocorrendo desde outubro de 2016, resultado da queda de 20,1% na carcaça de frango e de 1,0% para o boi casado de animais castrados no período. Já em relação a janeiro deste ano a relação está 2,0% menor. Isso quer dizer que a carne bovina ganhou competitividade frente à carne de frango no último mês.

Scot Consultoria

Número de bovinos abatidos em MT em janeiro é o maior em 24 meses

O número de bovinos abatidos no estado de Mato Grosso em janeiro somou 410,95 mil cabeças, o maior registrado em 24 meses, segundo informações do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgadas em relatório na sexta-feira (24)

O aumento nos abates deu “um pequeno impulso” na utilização real da capacidade de abate dos frigoríficos no estado em janeiro, que subiu 1,69 ponto percentual em relação ao registrado em janeiro de 2016, informaram os analistas do Imea. O incremento no abate é justificado pela maior oferta de fêmeas. “No entanto, vale ressaltar que embora esteja registrando uma maior oferta de animais, as indústrias frigoríficas ainda operam com ociosidade em Mato Grosso”, informou o Imea. Em 2016, a taxa média de utilização real da capacidade de abate dos frigoríficos em MT ficou em 83,77%, 0,68 ponto percentual abaixo da média histórica. A expectativa da indústria frigorífica brasileira é que a disponibilidade de gado para abate aumente em 2017, principalmente a partir do segundo semestre.

CARNETEC

Mercado de reposição com baixa movimentação em Goiás

Em Goiás o cenário é de baixa movimentação no mercado de reposição, as pastagens em recuperação em algumas regiões e as incertezas para o boi gordo são os principais fatores de retração nas compras

Para o curto e médio prazos não há grandes expectativas de melhora no ritmo de negócios do setor, o que pode gerar ajustes nas cotações. No período de um ano, a desvalorização ocorreu para todas as categorias, inclusive para o boi gordo. Na comparação mensal, as quedas ocorreram consideravelmente para o boi gordo e bezerro de desmama, 4,4% e 3,4%, respectivamente. Já o boi magro teve “tímida” valorização, de 0,4%. Há um ano era possível adquirir 1,98 bezerro desmamado (6,0@) com a venda de um boi gordo de 16,5@. Atualmente a relação de troca está em 2,16, aumento de 9,2% no poder de compra.

Scot Consultoria

Ministério da Agricultura: novo concurso para fiscal agropecuário

Concurso para a carreira de auditor fiscal federal agropecuário que exige o nível superior e tem remuneração inicial de R$14.584

O Ministério da Agricultura, Pesca e Abastecimento (Mapa) já informou que programa a abertura de um concurso, ainda este ano, para a carreira de auditor fiscal federal agropecuário, que exige o nível superior e tem remuneração inicial de R$14.584, para carga de 40 horas semanais. A expectativa é de que o pedido seja encaminhado para autorização do Ministério do Planejamento nas próximas semanas. O objetivo do Mapa é abrir o concurso em março, mas isso depende da autorização do Ministério do Planejamento. A oferta a ser solicitada não foi informada, porém o Presidente do Sindicato Nacional dos

Fiscais Agropecuários, Maurício Porto, acredita que serão liberadas 300 vagas, embora o número ideal fosse 900.

FOLHA DIRIGIDA

Carta Conjuntura – Importação de carne bovina

Recentemente foi anunciado que um grande frigorífico importará carne norte-americana para ser distribuída no mercado brasileiro. Alguma novidade? Nenhuma, pois importamos há tempos picanha da argentina, sem trauma algum

A importação, será de carne premium, mais cara e dirigida para um público que gosta de comidas gourmet. Mas por que importar essa carne?  Naturalmente, para que o frigorífico importador supra esse nicho de mercado e fature mais. Oportunidade de negócio. E esse nicho não poderia ser atendido pelos produtores nacionais, os pecuaristas? Poderia é claro, e na verdade atende, mas, além do apelo do consumo do produto importado e o brasileiro gosta disso, especula-se que a produção lá fora seja mais barata, que o custo seja menor, que se paga menos imposto e que a ração seja mais barata. O frigorífico ganharia mais, apesar da cotação da arroba do boi gordo norte-americano ser maior. Até aí nada demais, contudo, será ruim se a produção norte-americana for subsidiada, com facilidades para os fazendeiros norte-americanos. Nesse caso a competição seria desleal, estaríamos importando subsídios. Uma sacanagem. Mas afinal, a carne norte-americana é melhor? Não, não é melhor, é na melhor das hipóteses, igual, de mesma qualidade, digamos assim. Os restaurantes brasileiros e as casas de carne são supridas de carne bovina de primeira qualidade, suculentas, saborosas, bem cortadas, bem embaladas, porcionadas e, originadas dos rebanhos nacionais. E os rebanhos nacionais? Bem, aí levamos uma vantagem tremenda. Nossas boiadas são criadas em pasto, soltas, livres, respeitando a característica do ruminante, do pastejo, do descanso. Nos Estados Unidos, quase todo o rebanho é confinado desde a desmama e com dieta a base de grãos. Uma violência. Tem-se que transformar um bovino, um animal com quatro estômagos, num animal monogástrico. Dureza. No Brasil, quando muito, apenas 10% dos bovinos abatidos são terminados em confinamento, de três a quatro meses, e não a vida toda. E quanto aos hormônios? Nos EUA eles são liberados e no Brasil proibidos. Como fica isso? Boa pergunta, se você é contrário ao uso de hormônios em bovinos, certamente não poderá consumir carne importada dos EUA, por que lá pode. E hormônio faz mal? Aí entramos numa discussão sem fim. Se no Brasil o uso de hormônios está banido, para que discutir isso? Carne brasileira não tem hormônio. No ano passado os Estados Unidos abriram o mercado para a carne bovina in natura, em função desse ato, não deveríamos, em contrapartida, receber carne bovina norte-americana? Numa transação comercial, a contrapartida é inerente ao negócio e se esse cenário se desenhar, a da importação de carne premium, especula-se que o Brasil exportará para os EUA carne de zebu, carne magra para processamento em hambúrgueres. É verdade? Não sei, trata-se de especulação, mas o que importa é o equilíbrio da balança comercial, que por sermos pobres e fracos, não pode pender para o lado de lá. Mas se você não está gostando desse negócio de carne bovina importada, faça o seguinte, recuse-a. Quando o garçom oferecer picanha argentina, desconverse e diga que prefere a nacional, se o cara insistir e oferecer um delicioso T-bone, norte americano, decline e peça um suculento contrafilé meio sangue angus, meio sangue nelore. Se você for um purista, peça uma peça de carne de nelore, de angus, de Hereford, de Braford, de Senepol, etc., mas produzidas no Brasil, em todo o Brasil.

Scot Consultoria

USDA aposta em forte expansão do comércio internacional brasileiro de proteína bovina

Apostas do “Tio Sam”: Foram divulgadas nos últimos dias as previsões do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para os negócios de carne bovina no mundo até 2026

A estimativa é que o Brasil exportará 2,64 milhões de toneladas de carcaça em 2026, demonstrando um aumento de 43,00% em relação ao ano de 2016, recuperando a liderança no ranking mundial de exportadores. Nota-se que o USDA aposta em uma forte expansão do comércio internacional brasileiro de proteína bovina, e tal avanço é respaldado por um aumento na demanda de países asiáticos e africanos, tendo em vista o grande crescimento demográfico e as políticas inclusivas desses países, resultando em uma demanda aquecida. Com isso, observa-se que até mesmo os EUA acreditam que os próximos anos apresentam boas perspectivas para as exportações brasileiras, no entanto, grandes poderes trazem grandes responsabilidades, e os cuidados fitossanitários devem ser redobrados para atingirmos essa meta.

* Ao longo da última semana, mesmo com um mercado retraído, os preços da arroba do boi gordo e da vaca gorda sofreram leve aumento de 0,14% e 0,17%, ficando cotados a R$ 125,67 e R$ 120,96, respectivamente.

* Diante de uma reposição “nebulosa”, o bezerro de ano foi um dos animais que obtiveram maior procura nesta semana, fazendo o preço reagir, cotado a R$ 1.113,06/cab.

* A escala de abate alongou 1,03 dia nesta semana. Devido ao feriado de carnaval, as indústrias estenderam o abate dos animais para 7,86 dias.

* O diferencial de base SP-MT exibiu recuo de 0,21 p.p. na comparação semanal. Com o preço da arroba do boi gordo em SP diminuindo mais do que em MT, o indicador está agora em 15,23%.

MAIOR USO: A utilização da capacidade frigorífica real é a relação entre o número de animais abatidos em Mato Grosso e a capacidade de abate dos frigoríficos em operação, a partir do número de funcionários destes. Em 2016, Mato Grosso obteve uma média d 83,77% da utilização real das plantas frigorificas, isto é, 0,68 p.p. menor se comparado à média histórica. Já 2017 apresentou um início mais “positivo”, abatendo 410,95 mil animais em janeiro/17, o que culminou em uma utilização real 1,69 p.p. maior em relação a janeiro/16. Tal quantidade de bovinos abatidos em janeiro/17 foi a maior dos últimos 24 meses, causando um pequeno “impulso” na utilização mato-grossense, e esse incremento é justificado por uma maior oferta de fêmeas (fato relatado nos boletins anteriores). No entanto, vale ressaltar que, embora esteja registrando uma maior oferta de animais, as indústrias frigoríficas ainda operam com ociosidade em Mato Grosso.

Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea)

EMPRESAS

“Cometemos alguns erros”, diz Abilio sobre gestão da BRF

Entre as principais “deficiências” da BRF, o empresário citou a “descentralização excessiva” da gestão da empresa e o marketing estratégico deficiente

O Presidente do Conselho de Administração da BRF, Abilio Diniz, reconheceu em teleconferência com analistas, que o mau momento vivido pela empresa, que reportou o primeiro prejuízo anual de sua história, é resultado de erros cometidos pela gestão da própria companhia. “Cometemos alguns erros. Está na hora de aceitar isso”, afirmou ele, reconhecendo que o momento é de “desconfiança” dos investidores em relação ao comando da BRF. De acordo com Abilio, a BRF está ciente dos problemas, mas está buscando corrigi-los. Entre as principais “deficiências” da BRF, o empresário citou a “descentralização excessiva” da gestão da empresa e o marketing estratégico deficiente. Há alguns anos, as principais marcas da BRF (Sadia e Perdigão) vêm perdendo participação para rivais como a Seara, da JBS. Para tentar reverter o quadro crítico, a BRF contratou a consultoria BCG para reformular seu modelo de gestão. Paralelamente, Abilio também constituiu um comitê para trabalhar por 90 dias nesse processo de reorganização. Além do próprio Abilio, fazem parte do comitê Walter Fontana, membro do conselho de administração da BRF e ex­-presidente da Sadia, Eduardo D`Ávila, consultor com passagem pela Sadia, e José Carlos Magalhães, sócio do fundo de investimento Tarpon. O fato é que a conjuntura também não ajudou, e a recessão da economia brasileira não poupou a BRF nem mesmo nas festas de Natal e Ano ­Novo. Líder do mercado brasileiro de alimentos processados, a BRF inclusive voltou a perder participação de mercado no país no quarto trimestre. E foi nesse contexto que a companhia, que passou boa parte do ano passado pressionada pela disparada das cotações do milho no país, registrou o primeiro prejuízo anual desde que foi criada, em 2009, a partir da incorporação da Sadia pela Perdigão. O prejuízo líquido foi de R$ 372 milhões, ante um lucro líquido de R$ 2,9 bilhões em 2015. E no quarto trimestre, quando normalmente os resultados melhoram com as vendas de carnes típicas das festas de fim de ano, as perdas alcançaram R$ 460 milhões. Se no front doméstico o cenário foi desalentador, no externo a BRF foi afetada pela apreciação do real perante o dólar. Embora contribua para reduzir as despesas com grãos (commodities lastreadas em dólar), a valorização da moeda brasileira reduz a rentabilidade das exportações da empresa, que lidera os embarques globais de carne de frango. Assim, a receita líquida da BRF caiu 4,1% no quarto trimestre, para R$ 8,590 bilhões. No acumulado de 2016, no entanto, a receita aumentou 4,8%, para R$ 33,7 bilhões. Esse crescimento refletiu, sobretudo, aquisições realizadas no exterior. A BRF, que vem apostando pesado na ‘globalização’ de suas operações, já investiu US$ 1,6 bilhão para se internacionalizar desde 2013. “A conjunção de fatores setoriais, conjunturais e de incertezas políticas, somada a alguns desafios de execução interna, nos levaram a resultados muito aquém do esperado e muito abaixo do potencial da BRF”, reconheceu a companhia, em comunicado assinado por Abilio e pelo CEO da companhia, Pedro Faria. No quarto trimestre, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da BRF totalizou R$ 559 milhões, redução de 70,4% na comparação com igual intervalo de 2015. Com isso, a margem Ebitda diminuiu 14,5 pontos percentuais nessa mesma comparação, de 21% a 6,5%. Em 2016, o Ebitda da BRF alcançou R$ 3,413 bilhões, retração de 38,8% ante os R$ 5,525 bilhões reportados um ano antes. A margem Ebitda do último ano foi de 10,1%, redução de 7 pontos percentuais.

VALOR ECONÔMICO

BTG Pactual reafirma expectativa positiva para Marfrig e Minerva após resultados

A melhora na disponibilidade de gado para abate no Brasil e a abertura de novos mercados de exportação deverão beneficiar a Marfrig e a Minerva em 2017

Reafirmaram analistas do BTG Pactual em relatório, após a divulgação de resultados das companhias na semana passada. A Minerva teve lucro de R$195 milhões em 2016, revertendo prejuízo de R$800 milhões registrado em 2015, conforme informou na terça-feira (21). Já a Marfrig reduziu o prejuízo de 2015 em 50%, para uma perda de R$726 milhões em 2016. Os analistas do BTG veem um limitado potencial de geração de caixa livre pela Marfrig no curto a médio prazo, mas acreditam que as métricas de alavancagem líquida da companhia devem melhorar, caindo para uma relação de dívida líquida/Ebitda de 3 vezes ao final de 2017. Esse índice fechou o quarto trimestre de 2016 em 3,7 vezes. Os analistas do BTG também estão otimistas quanto ao ano da Minerva, com expectativa de que a alavancagem da companhia caia para 3 vezes ao final de 2017 (ante 3,4 vezes ao final de 2016) e de que a empresa tenha uma positiva geração de caixa.

CARNETEC

INTERNACIONAL

Carnes lideraram as exportações do Paraguai em janeiro de 2017

As vendas externas de carne tiveram um superávit de 10%

A carne com seus derivados e a soja foram os produtos mais exportados durante o primeiro mês de 2017 no Paraguai. Segundo a Direção Geral de Aduanas (DNA), os produtos lideram o ranking dos dez mais enviados do país, injetando cerca de US$ 85,3 milhões e US$ 172,6 milhões no país, respectivamente. De acordo com o DNA, esses mesmos produtos foram os mais enviados em janeiro de 2016, quando totalizaram um valor de envio de US$ 237,3 milhões e US$ 77,8 milhões. Isso significa que a DNA registrou uma queda de 27,2% no valor de exportação da soja em janeiro de 2017, em comparação com o mesmo período de 2016. Já para as exportações de carne, o órgão registrou um superávit de 10%, segundo seu informe estatístico mensal. Os demais produtos que completam a lista do ranking são os resíduos da indústria alimentícia e alimentos preparados para animais (US$ 63,4 milhões), gordura e óleo de origem animal e vegetal (US$ 38,6 milhões), cereais como trigo, arroz, milho e sorgo (US$ 36,8 milhões).

BEEFWORLD

Argentina exportou carne de alta qualidade para a China

Produto vai ser distribuído em hotéis, restaurantes e para consumidores de alto poder aquisitivo

Um importante grupo chinês fez sua primeira compra de carne bovina de alta qualidade na Argentina. A empresa Parallel S.A. é intermediária entre a empresa compradora asiática Westwell e o frigorífico argentino, Rioplatense. Facundo Mendizabal, Presidente da Parallel, afirmou que na sexta-feira passada foi enviada a primeira amostra. São 3,2 toneladas com 25 cortes diferentes. “Para que a Westwell distribua em hotéis, restaurantes e consumidores de alta qualidade no país”, acrescentou. Ele ainda disse que com este veredicto positivo poderão ser enviadas grandes e novas quantidades. “Acho que vamos embarcar de 25 a 30 contêineres por ano”, concluiu.

Notícias Agrícolas

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