Ano 3 | nº 456 | 15 de Fevereiro de 2017
NOTÍCIAS
Os negócios acontecem de forma lenta no mercado do boi gordo
De um lado, os frigoríficos não possuem interesse em alongar as escalas na tentativa de manter os estoques de carne bovina enxutos, já que o consumo não apresenta melhora e essa é uma das estratégias para limitação da queda dos preços
De outro, principalmente nas regiões onde as pastagens estão em melhores condições, o pecuarista reluta em entregar o animal terminado diante das tentativas de compra em valores menores, o que limita a oferta. Em São Paulo, as tentativas de compra até R$2,00/@ abaixo da referência são cada vez mais comuns. No estado, a arroba do macho terminado está cotada em R$146,00, à vista, uma queda de 0,7% desde o início do mês e para os próximos dias não são descartados recuos. No mercado atacadista de carne com osso os preços ficaram estáveis na última terça-feira (14/2). O boi casado de animais castrados ficou cotado em R$9,41/kg. A entrada da segunda quinzena do mês, quando normalmente a população apresenta menor poder de compra, pode resultar em desvalorizações em curto prazo.
SCOT CONSULTORIA
Oferta e demanda ajustadas no mercado de sebo bovino
A demanda por sebo bovino está pequena e tem pressionado as cotações no mercado interno nos últimos dias
Contudo, a oferta limitada do produto colabora com um mercado regulado entre oferta e demanda, o que manteve os preços estáveis nos últimos dias. Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central a gordura animal está cotada em R$2,50/kg, sem imposto. No Rio Grande do Sul o sebo tem sido negociado por R$2,60/kg, nas mesmas condições. O viés no mercado é de baixa e, embora já tenham sido observados negócios em valores menores, o preço de referência se manteve. Para o curto prazo não estão descartados recuos nas cotações.
SCOT CONSULTORIA
Desempenho externo das carnes na 2ª semana de fevereiro
A carne bovina tende a uma redução em relação ao mesmo mês do ano passado. Seus embarques, por ora, sinalizam volume mensal da ordem de 74,5 mil toneladas que, se confirmadas, significarão um quarto a menos que em fevereiro de 2016 (99,2 mil toneladas)
Como é quase normal acontecer, na segunda semana do mês a receita cambial das carnes apresentou redução em relação à primeira semana. A receita cambial, pela média diária, recuou 17%, caindo de US$69,163 milhões para US$57,339 milhões. Em consequência, a média diária dos oito primeiros dias úteis do mês – de um total de 18 dias úteis – também recuou, ficando em US$61,773 milhões/dia. Porém, com esse valor, mantém-se em nível bastante elevado, sobretudo em se tratando de um fevereiro. Ou seja: ela se encontra quase 15% acima do que foi registrado em janeiro último – um fato raro – além de apresentar evolução de 14,2% sobre fevereiro de 2016. Quanto ao volume, especificamente, só a carne bovina tende a uma redução em relação ao mesmo mês do ano passado. Seus embarques, por ora, sinalizam volume mensal da ordem de 74,5 mil toneladas que, se confirmadas, significarão um quarto a menos que em fevereiro de 2016 (99,2 mil toneladas). A carne de frango, por seu turno, segue com tendência de superação do volume exportado há um ano. O acumulado nas duas primeiras semanas do mês sugere embarques totais próximos de 310 mil toneladas, 7,5% a mais que em fevereiro/16. O maior avanço, no entanto, está reservado para a carne suína. A previsão, por ora, é de que alcance pelo menos 50 mil toneladas, volume quase 15% maior que o embarcado no mesmo mês do ano passado. Outro fato positivo é que as três carnes registram melhora no preço em dólar. E quem mais vem se valorizando é, novamente, a carne suína, cujo preço atual é 30% superior ao de um ano atrás. Na sequência, vem a carne de frango, com valorização anual de, praticamente, 24%. Com menor valorização, a carne bovina tem um preço médio 3,5% superior ao de um ano atrás.
AGROLINK
Frigoríficos têm optado pela redução dos abates como estratégia de mercado
Mesmo com retenção e baixa oferta de boiadas, indústria segura compras para controlar estoques
Após a pressão de baixa registrada na semana passada, o mercado o boi gordo apresentou maior estabilidade nas cotações desta semana. Nesta segunda-feira, dia 13, algumas indústrias estavam fora das compras e aguardavam o comportamento do mercado para definição das fertas de compra. Nas regiões onde as pastagens se encontram em melhores condições tem sido comum ver pecuaristas retendo suas boiadas à espera de valorização da arroba, o que tem dificultado o alongamento das programações de abate. Porém, apesar dessa resistência por parte dos pecuaristas e da baixa oferta de boiadas, o consumo de carne não tem dado sinais de melhora e não há uma maior necessidade de as empresas intensificarem suas compras. Diante disso, como estratégia de controle de estoques, alguns frigoríficos seguem optando pela redução dos abates.
CANAL RURAL
Carta Boi – Quando as fêmeas pressionam o mercado
A oferta de fêmeas e o período seco do ano pressionam o mercado do boi gordo em função do aumento da oferta de bovinos terminados, o mercado fica frouxo. Até aqui nada de novidades
Para 2017 a disponibilidade de fêmeas tende a ser um pouco maior devido à diminuição da atratividade da cria em 2016, com aumento de custos maior que a variação do preço do bezerro. O objetivo desta análise é avaliar se realmente sempre ocorre queda de preço com a chegada destas variáveis à equação do mercado. Em março normalmente ocorre o maior abate de fêmeas, quando analisamos a média histórica. O maior volume de vacas e novilhas chega ao mercado com o fim da estação de monta e isto pressiona negativamente as cotações. Consideramos as variações de preços entre janeiro e março entre 2001 e 2016, para avaliar o efeito no mercado, tanto da evolução da safra, como da oferta destas fêmeas. Nestes 16 anos, houve altas entre janeiro e março em metade deles, com preços cedendo na outra metade das ocasiões. A variação média foi de 0,4%. Uma oscilação pequena. Uma possibilidade da causa desse fenômeno é que a chegada de mais gado ao mercado ocorre com uma melhoria gradativa do consumo. Não que tenhamos grande demanda em março, a questão é que no início do ano o consumo é fraco em função das contas e das dívidas contraídas com as festas e dos impostos concentrados em janeiro, menos dinheiro na praça. Mas há outro fator interessante e importante a ser avaliado. As fêmeas são oferecidas em maior volume em anos de baixa do ciclo de preços pecuários, uma vez que são a principal causa da queda da cotação da arroba. E estes abates se concentram em março. Para analisar esta relação, isolamos apenas os anos de baixa do ciclo pecuário. Consideramos anos de baixa quando a média anual de preços, deflacionada pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna), recuou frente ao ano anterior. No intervalo analisado, foram nove anos de baixa do ciclo. Neste grupo, a variação entre janeiro e março é mais homogênea. Tivemos quedas em oito e apenas uma valorização (2016). A média das variações nestes anos foi de queda de 1,9%. Em anos de alta, ocorreram valorizações entre janeiro e março em todos os sete anos. A variação média foi de 10,0%. Para reforçar a hipótese, calculamos a correlação entre as variações anuais (caracterizando anos de alta e baixa) e as oscilações entre janeiro e março. O resultado foi de 0,76, indicando uma relação alta entre as séries e reforçando a tese. Sempre cabe o destaque que histórico não faz mercado, mas como as variáveis (abate de fêmeas, consumo, sazonalidades) estão presentes nas séries, é uma referência útil. Se considerarmos que 2017 deve ser um ano da fase de baixa do ciclo pecuário, com abate maior de fêmeas e preços médios reais menores que em 2016, é provável que tenhamos pressão nos próximos meses. O mercado futuro, no fechamento de 7/2 apontava para R$142,60/@, à vista, ao final de março em São Paulo. Este valor representa uma queda de 3,0%, frente aos preços ao final de janeiro. Sem tentar acertar a magnitude das movimentações, mas a expectativa de preços mais modestos nos próximos meses vai ao encontro do histórico e da conjuntura atual.
SCOT CONSULTORIA
Mato Grosso exportou 38,71% mais carne em janeiro
De acordo com os dados divulgados nesta semana pelo Indea-MT, o abate total de bovinos no mês de janeiro/17 chegou a 427,41 mil cabeças
Pé direito: 2017 inicia-se nutrindo esperanças para as exportações mato-grossenses de carne bovina, visto que janeiro registrou um volume exportado maior que o do mês de dezembro, fato que não ocorria há seis anos. Mato Grosso exportou em janeiro/17 25,37 mil TEC (toneladas de equivalente carcaça), 38,71% a mais se comparado com o mesmo período do ano passado, a receita obtida foi de US$ 81,07 milhões. Dentre os países importadores, o complexo China/Hong Kong continua sendo um dos principais a comprar carne bovina mato-grossense, na comparação com janeiro/16 o país obteve um aumento de 103,26%. E, embora as exportações de janeiro/17 tenham registrado valores favoráveis, isso não deve tranquilizar a indústria, pois o mercado interno é o que impera na bovinocultura de corte, e com sua demanda desaquecida, as exportações não conseguem suprir as necessidades das empresas, funcionando apenas como uma “válvula de escape”. * A arroba do boi gordo e da vaca gorda manteve-se estável nesta semana, ficando cotada a R$ 125,47 e R$ 121,36, respectivamente.
* O preço do bezerro de ano reagiu e obteve um aumento de 0,68% no comparativo semanal, ficando cotado a R$ 1.111,67/cab.
* Puxados pela desvalorização da carne com osso no atacado, todos os equivalentes apresentaram recuo nesta semana, o equivalente físico registrou redução de 1,06%.
* Em janeiro/17, foram abatidas 427,42 mil cabeças em Mato Grosso, os machos registraram queda de 7,86% na comparação com o mês anterior, sendo abatidas 227,71 mil cabeças.
FÊMEAS EM ALTA: De acordo com os dados divulgados nesta semana pelo Indea-MT, o abate total de bovinos no mês de janeiro/17 chegou a 427,41 mil cabeças. Ao analisarem-se os dados separados por sexo, nota-se que as fêmeas já começam a compor a linha de abate com maior intensidade, após atingirem outubro/16 uma das menores representatividades da história (28,35%), somente em janeiro/17 foram abatidas 199,70 mil fêmeas. Como observa-se no gráfico abaixo, o momento atual é de maior participação de fêmeas (sazonalidade anual referente à estação de monta). No entanto, tal processo está sendo intensificado devido ao ciclo pecuário vivenciado atualmente, no qual há bezerros com valores em queda e produtores com pastos superlotados ofertando mais fêmeas. Diante disso, o movimento que deve se concretizar nos próximos meses é de uma composição ainda maior de fêmeas na linha de abate, podendo deteriorar ainda mais o preço da vaca gorda.
Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea)
FEIRAS & EVENTOS
Especialistas pedem mais integração na cadeia produtiva de carne bovina
A pecuária bovina é o setor com mais tópicos a serem controlados, por isto integração e transparência no processo são os pilares do sucesso
Discutir com diversos representantes da cadeia produtiva da pecuária os rumos da atividade e como superar as chamadas fronteiras da produção de qualidade foi o objetivo do Workshop “Fronteiras da América”, promovido no último dia 7 de fevereiro, em Londrina (PR). Participaram do evento os pesquisadores Sergio De Zen e Thiago Carvalho, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP); o professor Ed Hoffmann, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnista da USP; o consultor Antônio Chaker; o pecuarista Renato Medeiros; Eduardo Grandal, responsável pelo projeto da raça Rubia Gallega no Brasil e o médico-veterinário Reuel Gonçalves, da Biogénesis Bagó. Sergio De Zen ressaltou que a insegurança política, econômica e jurídica pela qual passa o Brasil coloca o setor à prova. “Mas o agronegócio aguenta. A pecuária, especialmente, que é uma atividade de médio e longo prazo, vai se fortalecer frente à demanda crescente em quantidade e qualidade de proteína animal. Os desafios da pecuária hoje são maiores do que dez anos atrás. Hoje, boa parte da população já compra carne; o desafio é conseguir comprar a carne e produzir esta carne com o menor custo possível”, disse o pesquisador do Cepea. “A modernização do agronegócio abre porteiras e mercados. A carne macia de um animal mais jovem advém da modernização, que passa por toda a cadeia, dentro e fora da porteira. Infraestrutura, capital humano e tecnologia são o caminho para crescermos e uma tendência sem volta para a pecuária latino-americana. O que precisamos é de uma política brasileira para vender carne e derrubar barreiras comerciais, ter mais acordos bilaterais. Precisamos ser bons vendedores da nossa carne no mercado internacional”, disse o economista Thiago Carvalho, pesquisador da área de proteína animal do Cepea. Para atingir as fronteiras de produção é fundamental coletar dados e analisar os índices atuais e os alcançáveis para a América Latina. “Tudo o que é medido pode ser melhorado. Por isso, é fundamental que se busque sempre mais conscientizar o produtor sobre a importância de coletar dados e utilizar estas informações para gerir a atividade e buscar melhorias”, destacou o zootecnista Antônio Chaker, consultor em projetos de gestão agropecuária. O papel da pesquisa para superar as fronteiras produtivas foi ressaltado pelo professor da área de reprodução animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, Ed Hoffmann. “A lição de casa para a pecuária é que o produtor deve olhar para o seu negócio sem fantasia. É só nos lembrarmos de quando teve início o uso da IATF [Inseminação Artificial em Tempo Fixo] no Brasil. Quase ninguém dizia que precisava disso, todo mundo achava que os índices de reprodução estavam ótimos na fazenda. Hoje é inegável que temos com a IATF índices muito superiores do que monta natural e inseminação artificial tradicional. Enquanto as pessoas se auto enganarem não há evolução”, disse o professor. “Para superar fronteiras, temos de ser inovadores e fazer pesquisa”. Um programa integrado de ponta a ponta da cadeia, como o Carne Rubia Gallega no Brasil, é outro exemplo de superação das fronteiras produtivas. Com quase 140 mil vacas inseminadas em 2016 e 22 fazendas participantes, o programa fornece carne de animais da raça originária da região da Galícia, na Espanha, em cruzamento industrial com nelore para centenas de lojas do Grupo Pão de Açúcar. Eduardo Grandal, responsável por trazer a raça ao Brasil e pelo projeto, compartilhou com os participantes do workshop a experiência de integração de cadeia, com retorno de informações do varejo de volta aos produtores. O projeto Rubia Gallega trabalha com animais entre 6 e 18 meses de idade com peso de carcaça entre 150 kg e 280 kg, rendimentos de carcaça acima de 58% e na desossa entre 82% e 85%. “A pecuária bovina é o setor com mais tópicos a serem controlados, por isto integração e transparência no processo são os pilares do sucesso”, afirmou Grandal. O representante da Biogénesis Bagó no workshop, Reuel Gonçalves, salientou a importância da integração de todos os elos da cadeia produtiva para atingir as fronteiras produtivas, inclusive os “invisíveis” que não aparecem na tríade produtor–frigorífico–varejo, que são os profissionais da indústria de insumos, do varejo agropecuário (revendas e cooperativas), técnicos, consultores e pesquisadores. “Todos precisam conversar. Temos ainda índices muito ruins, desde bezerros nascidos, desmamados e terminados, e a melhoria se dá com a participação de todos esses elos da cadeia produtiva. Como o mercado internacional usa a barreira sanitária como barreira comercial, ao cuidar da sanidade conseguimos quebrar estes paradigmas”, disse Gonçalves.
CARNETEC
INTERNACIONAL
JBS Austrália entra em primeiro programa de carne orgânica certificada
A JBS Austrália começará a processar seu primeiro gado bovino Certificado como orgânico no próximo mês, em uma medida que inevitavelmente adicionará uma tensão competitiva pelos animais escolhidos no mercado
Embora a JBS já tenha anteriormente processado gado orgânico em sua planta de Rockhampton, Queensland, isso foi para um cliente específico e não entrou na linha de produção da companhia. Internacionalmente, a JBS somente abate uma pequena quantidade de gados orgânicos em algumas operações do Uruguai. O movimento para estabelecer abates de animais certificados como orgânicos na planta de Rockhampton da companhia reforça a mensagem que JBS Austrália não é mais um negócio de processamento focado em commodities, mas tem agora um foco forte em marcas em uma série de nichos de mercado do mais elevado valor, alinhado com as demandas dos consumidores. A JBS já comprou seu primeiro gado orgânico e iniciará a produção semanal sob uma nova marca ‘Acres’ em Rockhampton na semana que começa em 11 de março. A companhia disse que visa “aumentar agressivamente o número de produção”, o que inevitavelmente criará uma competição mais forte para a criação de gado no que já é um mercado competitivo. Lendo nas entrelinhas, parece que JBS se convenceu de que a base de abastecimento de bovinos orgânicos na Austrália já atingiu uma “massa crítica” suficiente para justificar uma entrada da empresa. Não oferecer um programa orgânico iria efetivamente reduzir ainda mais o pool global de gado disponível para abate – uma questão especialmente importante no atual ambiente de fornecimento de gado altamente restrito. Essencialmente, ao ignorar a produção orgânica, havia uma porcentagem do rebanho de Queensland que JBS anteriormente não podia utilizar. As outras principais fornecedoras de orgânicos da Austrália atualmente incluem Teys Australia, Arcadian Organic, Organic Beef Exports e Australian Organic Meats. Durante alguns anos, a demanda global no setor superou amplamente a oferta, levando a frequentes apelos para que os produtores convencionais considerassem a conversão para a produção orgânica. O Gerente Comercial da JBS, Brendan Tatt, disse que o movimento para desenvolver uma marca orgânica foi em reconhecimento de uma crescente demanda por esse artigo de nicho em ambos os principais mercados, de exportação e mercado interno. “Ao longo da última metade da década, mudamos nosso foco para o desenvolvimento de marcas fortes que estão alinhadas com a demanda de clientes e consumidores como uma forma de melhorar a nossa competitividade internacional e impulsionar um aumento nas receitas das carcaças”. “Já não podemos esperar competir em uma guerra de preços com outros países exportadores, especialmente com o alto custo de conversão da Austrália quando comparado com seus concorrentes internacionais”. Tatt disse que a JBS tem uma grande cadeia de fornecimento integrada que lhe permitia estar perto e entender melhor os usuários finais em todo o mundo. “Nós estaremos buscando ter acesso a esta rede forte para comercializar a marca orgânica Acres de forma eficaz em todo o mundo”, disse ele. Os Estados Unidos aparecem como um importante mercado de exportação para a nova marca orgânica Acres, onde a divisão de importação da companhia, liderada por Kim Holzner desenvolverá foodservice e clientes de varejo. “A JBS Imports já está obtendo carne bovina orgânica de outros países exportadores da América do Norte, por isso estamos confiantes de que esse conhecimento agregará muito valor à medida que lançarmos este produto no mercado nas próximas semanas. Também verificamos um forte crescimento na demanda por um produto orgânico no mercado interno, por isso também usaremos nossas cadeias de abastecimento existentes da empresa via DR Johnston (varejo) e Andrews Meats (foodservice) para explorar o crescimento na Austrália de carne bovina orgânica”. O Gerente da Divisão de Pecuária da JBS Austrália, Steve Groom, disse que há uma grande e crescente base de fornecimento de animais orgânicos para apoiar a nova marca Acres e que está confiante de que os produtores que já estavam ou que poderiam ter procurado obter certificação orgânica serão beneficiários do novo programa da JBS. “Sem dúvida, há um número crescente de produtores que têm procurado obter a certificação orgânica para se beneficiar dos prêmios não insignificantes oferecidos para um programa como este. A realidade é que a base de fornecimento continua a crescer e o segmento orgânico não vai desaparecer. Não é certamente uma moda passageira”. Neste momento, a companhia somente planeja executar abate orgânico em sua planta de Rockhampton, sugerindo que está mirando uma população grande e crescente de gado orgânico certificado na região central, ocidental e sudoeste de Queensland. A JBS Austrália já começou a comprar gado elegível para o programa, com as primeiras remessas provenientes da região central de Queensland. Como todos as grades de preços de produtos orgânicos oferecidos pelas cadeias de fornecimento participantes na Austrália, a nova grade orgânica da JBS é bastante aberta em termos de pesos e gordura, e oferece prêmios muito substanciais sobre o gado convencional.
Beef Central
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