Ano 3 | nº 453 | 10 de Fevereiro de 2017
NOTÍCIAS
Boi/Cepea: Com pressão compradora, valores caem
Na quarta-feira, o valor da carcaça casada do boi fechou a R$ 10,03/kg, ligeiro recuo de 0,6% no mesmo período
Os preços do boi gordo estão enfraquecidos neste início de fevereiro. Segundo pesquisadores do Cepea, apesar de as ofertas no mercado pecuário não terem aumentado expressivamente neste mês, compradores têm pressionado os valores da arroba. Nessa quarta-feira, 8, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo (estado de São Paulo, à vista) fechou a R$ 144,93 por arroba, queda de 0,6% no mês. No mercado atacadista de carne com osso da Grande São Paulo, entre 31 de janeiro e 8 de fevereiro, os preços se mantiveram praticamente estáveis. Na quarta-feira, o valor da carcaça casada do boi fechou a R$ 10,03/kg, ligeiro recuo de 0,6% no mesmo período.
Indústria de biodiesel prevê recuperação em 2017 após recuo em 2016
O percentual de sebo bovino utilizado na produção de biodiesel tem variado entre 10% e 25% nos últimos anos
A produção brasileira de biodiesel deverá crescer quase 20 por cento em 2017 ante o ano anterior, com o aumento da mistura no diesel comum e uma esperada recuperação econômica do país, disse à Reuters o Diretor-Superintendente da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Donizete Tokarski. A expectativa da indústria é produzir 4,5 bilhões de litros este ano, ante os 3,8 bilhões produzidos em 2016, quando o país registrou recuo de 2,6 por cento, primeira queda anual da produção de biodiesel da história, devido à desaceleração econômica. “A economia (brasileira) que fez reduzir a produção de biodiesel (em 2016), os produtores não queriam reduzir e estamos preparados para aumentar… a nossa capacidade instalada é muito superior ao que estamos produzindo”, afirmou Tokarski. Segundo os últimos dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a capacidade instalada de produção de biodiesel autorizada a operar comercialmente era de 7,3 bilhões de litros por ano, em novembro de 2016. O crescimento em 2017 terá o impulso do aumento compulsório da mistura do biodiesel no diesel comum. Atualmente, uma lei prevê o aumento gradual da mistura de biodiesel no diesel, passando dos atuais 7 por cento para 8 por cento em março de 2017, aumentando um ponto porcentual ao ano até chegar a 10 por cento em 2019. “O Ministro de Minas e Energia (Fernando Coelho Filho) nos acenou com uma expectativa muito grande para o setor para anteciparmos o B9 (9 por cento de mistura) em julho… para que a gente possa dar um salto na produção e atingir em torno de 4,5 bilhões de litros de produção no fim do ano”, afirmou Tokarski. O representante da Ubrabio ponderou, no entanto, que o volume de produção previsto conta com uma recuperação econômica. “A reação da economia potencializa a reação do consumo de combustíveis”, frisou. No longo prazo, os produtores de biodiesel preveem um impulso do consumo de biodiesel pelo crescimento do déficit brasileiro da produção de diesel comum, devido à ausência de planos para a construção de novas refinarias. Em entrevista à Reuters na semana passada, o novo Diretor-Geral da ANP, Décio Oddone, destacou que o Brasil fica distante de grandes centros de produção de combustíveis, o que abre espaço para o país aumentar capacidade de refino e favorece a ampliação do consumo de biocombustíveis. “Todo esse incremento que nós estamos colocando na mistura automaticamente é deduzido da necessidade de importação”, apontou Tokarski.
Negócios acontecem de forma lenta no mercado de reposição
Os negócios no mercado de reposição acontecem de forma lenta
De um lado a pressão de baixa no mercado do boi gordo desde o início do ano, diminui o interesse dos compradores mesmo diante da melhora das pastagens na maioria dos estados pesquisados. De outro, a oferta restrita de animais de reposição, principalmente das categorias mais eradas, limita os pagamentos menores. De maneira geral, o cenário é que queda nos preços, entretanto, acontecem de forma lenta. Na média de todos os estados e categorias de macho anelorados pesquisados pela Scot Consultoria, a queda semanal foi de 0,2%. O destaque semanal foi Tocantins, onde o boi magro (12@) e o bezerro desmamado (6@) estão cotados em R$1.650,00 e R$1.040,00, respectivamente. Em relação ao início do ano, a queda foi de 1,2% e 1,0%, na mesma ordem. Em curto prazo, fica a expectativa quanto ao comportamento dos preços no mercado do boi gordo e o efeito sobre a procura das categorias de reposição.
SCOT CONSULTORIA
Poucas alterações na referência para o boi gordo, mas pressão de baixa predomina
A pressão de baixa ainda é o cenário predominante no mercado do boi gordo
Em São Paulo, segundo levantamento da Scot Consultoria, a maior parte das ofertas de compra ficou situada entre R$145,00/@ e R$146,00/@, à vista, na última quinta-feira (9/2).
Contudo, os negócios e as referências resistem aos preços mais baixos e têm apresentado queda de forma gradual. As escalas de abate estão relativamente enxutas, e a possibilidade de retenção de boiadas em algumas regiões (melhor capacidade de suporte das pastagens) resultam em um fluxo de negócios mais lento. Assim, o principal componente da pressão baixista é o mercado da carne. A dificuldade de escoamento da produção tem sido uma constante desde o início do ano.
SCOT CONSULTORIA
Confiança do agronegócio recua 1,9 ponto no 4º tri, para 104,4 pontos
De todos os setores avaliados para a composição do IC Agro, o pecuário foi o único que se situou abaixo de 100 pontos
O Índice de Confiança do Agronegócio (ICAgro), medido pelo Departamento do Agronegócio (Deagro) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), recuou para 104,4 pontos no 4º trimestre de 2016. Apesar da queda de 1,9 ponto em relação ao trimestre anterior, o índice alcança o mesmo patamar observado em 2013, o melhor da série histórica para o período. O resultado reflete a percepção sobre as condições gerais da economia, cujos sinais de recuperação ainda são tímidos. Apesar da variação negativa do ICAgro no trimestre analisado, os produtores e empresas que compõem o agronegócio mantiveram-se na faixa de pontuação otimista – acima de 100 pontos. De acordo com a metodologia do estudo, uma pontuação igual a 100 pontos corresponde à neutralidade. Resultados abaixo disso indicam baixo grau de confiança.
Na Indústria depois da porteira, formada preponderantemente pelo setor de alimentos, o índice foi de 104,6 pontos, avanço de 1,2 ponto no fechamento do trimestre. “No final de 2016, houve melhoras nos indicadores de mercado de alguns setores industriais avaliados e, de forma geral, existe o sentimento de que “o pior já passou” e que o cenário é de alguma recuperação, ainda que lenta e mais centrada no segundo semestre de 2017”, avalia Antônio Costa. O produtor pecuário registrou 93,2 pontos, queda de 7,5 pontos. De todos os setores avaliados para a composição do IC Agro, o pecuário foi o único que se situou abaixo de 100 pontos, na faixa considerada pessimista. Essa perda de confiança reflete, basicamente, a queda nos preços. As cotações do boi gordo na BM&F chegaram em dezembro a patamares 3,6% mais baixos do que em junho, quando se registrou o valor máximo do ano, que foi de R$ 162,00 por arroba.
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)
Pagamento de salários não melhorou venda de carnes
Os salários entraram, janeiro, conhecido por reduzir o poder de compra da população, ficou para trás, a carne bovina no atacado ficou 5,2% mais barata desde que o ano começou e, nem tudo isso junto deu condições aos frigoríficos para melhorarem o giro dos estoques
O mercado não “acha” fôlego para valorizações. No acumulado dos últimos sete dias a queda foi de 0,2%. O comportamento baixista segue sem reversão. Apesar das expectativas quanto à recuperação econômica, não há sinal de que a população já esteja sentindo alguma melhora. O comportamento do mercado de carne bovina, em função da alta elasticidade renda deste produto, é um bom indicador disto. Para as indústrias que fazem a desossa, as margens de comercialização, em 21,0%, seguem próximas da média histórica, mas estas têm sido sustentadas pelas quedas no preço da arroba, o que acaba compensando as seguidas desvalorizações da carne bovina. No mercado externo, o volume médio embarcado na primeira semana de fevereiro, segundo o Ministério da Indústria, Comércio, Exterior e Serviços, é 21,5% menor que o de um ano atrás. Mais uma via de escoamento que não tem ajudado muito o mercado do boi gordo a impulsionar a compra por matéria-prima. Segue sendo a demanda o grande ponto de atenção do pecuarista este ano. Para as indústrias que fazem a desossa, as margens de comercialização, em 21,0%, seguem próximas da média histórica, mas estas têm sido sustentadas pelas quedas no preço da arroba, o que acaba compensando as seguidas desvalorizações da carne bovina.
SCOT CONSULTORIA
Carlos Viacava renuncia à Vice-Presidência da ABCZ
Tradicional pecuarista brasileiro encaminhou carta de renúncia à diretoria na quinta-feira…
Em carta direcionada ao Presidente da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges, na quinta-feira (9), o então Vice-Presidente Carlos Viacava anunciou seu desligamento da diretoria. Pecuarista que há 30 anos atua na seleção da raça nelore mocho, Viacava é titular da marca CV e um dos propagadores do melhoramento genético no Brasil. É ainda uma das referências no sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), desenvolvido em parceria com a Embrapa. “Busquei envolver a ABCZ no programa da carne Nelore Natural, da ACNB, que, a meu ver, deveria receber amplo apoio financeiro e institucional de nossa associação. Por não ter encontrado o apoio dessa Presidência e de nossa diretoria à maioria dessas inovações, acredito ser dispensável a continuidade de minha permanência neste colegiado. Conto com sua compreensão para meu afastamento da atual diretoria, esperando que este gesto sirva para enriquecer a amizade que nos une há mais de 30 anos, quando comecei minha dedicação ao nelore mocho”, afirmou.
BEEFWORLD
Marcelo Vieira é eleito presidente da Sociedade Rural Brasileira
Ele substitui Gustavo Diniz Junqueira, que ficou no cargo desde 2014
Marcelo Vieira foi eleito como novo presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), pelo conselho superior da entidade. Ele substitui Gustavo Diniz Junqueira, que ficou no cargo desde 2014. Vice-Presidente durante a gestão de Junqueira, Vieira é produtor e administrador de empresas agrícolas há 40 anos e atual principalmente no cultivo de café, cana-de-açúcar e pecuária. Em comunicado aos associados da entidade, Vieira comprometeu-se a aprofundar a atuação da SRB em temas importantes para o setor.
VALOR ECONÔMICO
EMPRESAS
Frigorífico da Marfrig em MS retoma atividades após vazamento de amônia
Às 12h52 da quarta-feira (8), uma válvula de segurança estourou na unidade devido a um grande aumento da pressão na canalização, ocasionando o vazamento
O frigorífico da Marfrig em Bataguassu (MS) retomou as atividades no segundo turno da quarta-feira (8) após um vazamento de amônia que causou evacuação da unidade e afetou 21 funcionários, informou a companhia na quinta-feira (9). Às 12h52 da quarta-feira (8), uma válvula de segurança estourou na unidade devido a um grande aumento da pressão na canalização, ocasionando o vazamento. Alarmes de evacuação foram acionados, mas alguns funcionários desmaiaram e tiveram de ser carregados do local, segundo informações do Corpo de Bombeiros. Os funcionários afetados pelo vazamento tiveram irritações nos olhos, tosse e outros sintomas causados pelo gás como consequência do vazamento e já receberam alta, disse o comandante do Corpo de Bombeiros de Bataguassu, major Teller, à CarneTec. Segundo ele, ainda não há um laudo técnico final sobre as causas do acidente. A Marfrig informou em nota que “todos os procedimentos de emergência e evacuação foram prontamente adotados pela unidade, não havendo qualquer dano aos colaboradores, sendo que o vazamento já foi contido”. Em 2012, um vazamento químico na unidade de Batagassu causou a morte de quatro funcionários.
CARNETEC
FEIRAS & EVENTOS
Em Cuiabá, InterCorte e Beef Week 2017 visam o fortalecimento da carne bovina
Cuiabá abrirá a edição 2017 da InterCorte e Beef Week nos dias 08 e 09 de março
O intuito dos eventos é o fortalecimento da carne bovina brasileira diante as demandas de mercado, principalmente de Mato Grosso onde está localizado o maior rebanho comercial do país com 30 milhões de cabeças. Beef Week reunirá 17 restaurantes entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães. A InterCorte 2017 tem como tema “Entender para Atender” e é voltado para o setor produtivo. Promovida pelo Terraviva Eventos, a InterCorte tem a curadoria de conteúdo da Nova Assocon e em Cuiabá é realizada em conjunto com a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat). Em 2017, o formato da InterCorte buscará a interação com público (produtores, estudantes, empresários, entre outros) para discutir e apontar os rumos dos trabalhos que visam o fortalecimento da carne brasileira. A programação está dividida em quatro blocos temáticos neste ano: Sustentabilidade, Cria, Intensificação e Carne. De acordo com a Diretora do Terraviva Eventos, Carla Tuccilio, a “ideia é que os produtores sejam protagonistas das discussões, trazendo à tona as questões mais latentes relacionadas aos temas propostos”. Tuccilio ressalta que para atender as demandas de mercado “é preciso construir um aprendizado em conjunto, com a troca de ideias e experiências entre os envolvidos na cadeia produtiva da carne”. Na opinião do Presidente da Acrimat, Marco Tulio Duarte Soares, a etapa de Cuiabá da InterCorte “dá a oportunidade de trazer pecuaristas de todo o Mato Grosso para a capital, aproximando ainda mais, discutindo os anseios, a visão de negócio e suas demandas”. Paralelamente as discussões de melhorias na cadeia produtiva da carne, ocorrerá na Capital mato-grossense a Beef Week Mato Grosso, que neste ano reunirá 17 restaurantes, sendo 15 de Cuiabá e dois de Chapada dos Guimarães. Cada restaurante terá um prato exclusivo no cardápio à base de carne bovina. A Beef Week visa a realização de ações que visam aumentar a percepção dos centros urbanos e dos consumidores quanto a qualidade e origem da carne brasileira. As inscrições para a seleção ao Curso Técnico em Agronegócio do SENAR estão sendo feitas no site http://etec.senar.org.br, onde também pode ser baixado o edital do concurso.
Assessoria Acrimat
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