
Ano 11 | nº 2810 | 02 de outubro de 2026
NOTÍCIAS
Mercado do boi gordo: mais altas em São Paulo
Oferta enxuta e demanda consistente sustentaram a alta das cotações. Preços do animal sem padrão-exportação e do “boi-China” subiram 2/@ na praça paulista, para R$ 362/@ e para R$ 367/@ (valores no prazo), respectivamente, apurou a Scot Consultoria
A oferta enxuta, somada a uma demanda consistente, trouxe firmeza ao mercado. Na comparação feita dia a dia, a cotação subiu R$2,00/@ para todas as categorias. A ponta vendedora estava controlando a oferta em um ambiente de pouca disponibilidade de gado, enquanto a ponta compradora, apesar de atenta na hora dos negócios e em busca das melhores oportunidades, pagava o que era pedido para manter as escalas e garantir o abastecimento naquele momento de virada de mês, período que tende a melhorar gradualmente o escoamento de carne. A escala de abate atendia, em média, oito dias. Negócios pontuais acima da referência ocorreram, mas sem volume suficiente para estabelecer referência de mercado. A menor oferta e a expectativa de melhora no consumo manteve o mercado firme e subindo. Na comparação feita dia a dia, a cotação subiu nas quatro praças pecuárias mineiras. Na região do Triângulo, a cotação do boi gordo subiu R$2,00/@ e a cotação da vaca subiu R$3,00/@. Para a novilha, estabilidade. Na região de Belo Horizonte, a cotação do boi gordo subiu R$5,00/@ e a da vaca subiu R$2,00/@. Para a novilha, estabilidade. Na região Norte, a cotação do boi gordo subiu R$2,00/@. Para a vaca e para a novilha, estabilidade. Na região Sul, a cotação do boi gordo subiu R$5,00/@ e a da vaca subiu R$2,00/@. Para a novilha, estabilidade. O “boi China” esteve firme, com ágio de R$8,00/@ para as regiões do Triângulo e Norte. Para a região de Belo Horizonte, não houve ágio. Na região Sul, não há referência para o “boi China”. Negócios pontuais acima da referência ocorreram em Belo Horizonte, mas sem volume para estabelecer referência de mercado. Vencimento do contrato futuro do boi gordo (B3) em setembro/26. No último dia útil de setembro (30/9), na B3, aconteceu a liquidação do contrato futuro do boi gordo, cujo código é BGIU26. A cotação da arroba nesse vencimento, segundo o indicador da B3, ficou em R$361,34. O indicador do Cepea ficou em R$360,86/@. O indicador do boi gordo da Scot Consultoria ficou em R$360,11/@, considerando a média móvel dos últimos cinco dias.
SCOT CONSULTORIA
Boi/Cepea: Setembro é marcado por altas nas cotações
Após a volatilidade verificada em agosto, setembro vai se encerrando com altas sequenciais ao longo de toda a cadeia pecuária.
De acordo com pesquisadores do Cepea, o movimento reflete a menor oferta de animais prontos para abate nesta entressafra vindos do confinamento e da melhora no volume de exportações frente ao mês anterior, além da expectativa da volta das compras chinesas. Segundo o Centro de Pesquisas, as margens estão sendo disputadas ao longo de toda a cadeia. De um lado, a reposição segue cara, pressionando recriadores e terminadores, e, de outro, a valorização da carcaça está abaixo da do boi gordo, limitando o espaço da indústria. O cenário reforça um mercado em que eficiência produtiva, relação de troca e capacidade de repasse da carne tornam-se cada vez mais determinantes para a rentabilidade.
CEPEA
Exportação de gado em pé foi recorde em agosto
Embarques somaram 171 mil cabeças e geraram US$243,9 milhões, volume 36,4% maior que o recorde anterior para agosto, em 2024.
Em agosto, o embarque de bovinos vivos foi de 171 mil cabeças, 109,4% acima do de agosto de 2025 e 36,4% acima do recorde anterior para o mês, em 2024. A receita gerada foi de US$243,9 milhões, alta de 182,6% em relação a agosto de 2025. De janeiro a agosto, o Brasil exportou 917,6 mil cabeças, o melhor desempenho da série para o período. Esse volume equivale a 87,4% da exportação de 2025, que foi de 1,05 milhão de cabeças. O Pará foi o maior exportador em agosto, com 65,9% dos embarques, seguido pelo Rio Grande do Sul (23,6%) e pelo Paraná (6,7%) (figura 3). O Pará embarcou 112,6 mil cabeças, quase quatro vezes o volume de agosto de 2025, e respondeu por 92,6% do aumento dos embarques na comparação feita ano a ano. A Turquia liderou as importações, com 62,2 mil cabeças (36,4% do total), seguida por Marrocos (21,9%) e Iraque (20,6%). Juntos, os três países responderam por 79,0% dos embarques. O Marrocos, com 37,5 mil cabeças, quase quadruplicou as compras em relação a agosto de 2025, quando importou 9,5 mil cabeças. Líbano e Arábia Saudita também ampliaram os volumes, enquanto o Egito, reduziu as compras em 52,7% na comparação com agosto de 2025. O comportamento mês a mês em 2026 alternou picos e vales, portanto o recorde de agosto não indica, por si, uma trajetória contínua de crescimento. Se os embarques de setembro a dezembro repetirem o volume registrado no mesmo período de 2025 (397,8 mil cabeças), o desempenho de 2026 alcançaria aproximadamente 1,32 milhão de cabeças. A exportação para poucos mercados exige atenção, pois aumenta a dependência do Brasil em relação a esses destinos. Em junho, Turquia, Marrocos, Iraque e Egito responderam, juntos, por 98,1% dos embarques. Assim, uma eventual redução das compras ou mudança nas regras comerciais de qualquer um desses países afetaria a exportação. A dinâmica desse comércio sofre a forte influência de fatores geopolíticos, como as tensões entre Irã e Estados Unidos, que desestabilizaram mercados tradicionais e impulsionaram a alternância nos picos de compras. Outro ponto a ser acompanhado é o Projeto de Lei no. 1.026/2026, que pretende proibir o transporte marítimo de animais vivos para fins comerciais, tanto na exportação quanto na importação. A proposta estava pronta para ser analisada pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR), com parecer do relator contrário à sua aprovação.
SCOT CONSULTORIA
ECONOMIA
Dólar acompanha o exterior e sobe quase 1% ante o real
O dólar fechou a quinta-feira com alta próxima de 1% ante o real, refletindo a busca global pela moeda norte-americana em meio às preocupações persistentes com a guerra no Oriente Médio.
No Brasil, a três dias das eleições, os investidores aguardavam pela nova pesquisa do Datafolha sobre a corrida presidencial, programada para o início da noite. O dólar à vista encerrou a sessão com alta de 0,97%, a R$5,2239. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 4,83%. Às 17h03, o dólar futuro para novembro — o mais negociado no Brasil — subia 0,69% na B3, aos R$5,2500. As preocupações em torno dos efeitos da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã voltaram a pressionar os mercados da Europa mais cedo, com o euro recuando para a menor cotação em 17 meses em relação ao dólar. A moeda norte-americana também avançava ante outras divisas fortes, como a libra e o franco suíço, e tinha alta ante moedas emergentes como o rand sul-africano, o peso mexicano e o peso chileno. Esse movimento se acentuou a partir do fim da manhã, com o dólar renovando máximas ante boa parte das demais divisas, incluindo o real. “O dólar está mais forte lá fora, com o DXY (índice do dólar) em patamares elevados, o petróleo subindo. É a aversão ao risco dos investidores correndo para o dólar”, avaliou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. Após ter marcado a cotação mínima de R$5,1698 (-0,07%) às 9h40, o dólar à vista atingiu a máxima de R$5,2400 (+1,29%) às 13h57, mantendo-se em patamares elevados ao longo da tarde. “É um movimento, principalmente, global, com a moeda americana se fortalecendo porque o investidor acaba buscando uma proteção diante da guerra e diante dos juros altos lá fora também”, disse Nicolas Gass, chefe de alocação de investimentos e sócio da GT Capital. “Aqui dentro a gente tem a questão da cautela antes das eleições e uma devolução natural também da queda de ontem.”
REUTERS
Ibovespa fecha em alta com Petrobras; investidor aguarda eleição
O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, sustentada principalmente pelas ações da Petrobras, com o pregão já entrando em modo espera para o primeiro turno das eleições no Brasil.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,48%, a 187.243,39 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, chegou a 187.436,73 pontos. Na mínima, recuou a 184.767,78 pontos.
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Contração da indústria no Brasil se intensifica em setembro com demanda fraca, mostra PMI
A atividade industrial brasileira afundou ainda mais em terreno contracionista em setembro e atingiu o nível mais baixo em quase três anos e meio, com um forte enfraquecimento da demanda, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI) divulgada na quinta-feira.
Segundo a pesquisa, a fraqueza da demanda, as pressões competitivas e a incerteza política antes das eleições presidenciais de outubro pesaram sobre as vendas, enquanto o aumento dos custos agravou o ambiente desafiador para os negócios. Ainda assim, a confiança para os próximos 12 meses melhorou em relação a agosto. O PMI da indústria, compilado pela S&P Global, caiu a 44,8 em setembro, de 46,3 em agosto, na maior deterioração das condições operacionais desde abril de 2023. A marca de 50 separa crescimento de contração. O resultado levou a média trimestral a 46,2, a mais baixa desde o segundo trimestre de 2023, segundo a S&P Global. “O único aspecto positivo nos dados do PMI foi que as empresas continuaram mais otimistas em relação aos próximos 12 meses, amparadas pela expectativa de que as condições de mercado melhorem após as eleições”, avaliou Pollyanna De Lima, diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence. A retração da produção chegou ao quinto mês consecutivo e se intensificou para o nível mais forte desde o início da pandemia de Covid-19, no começo de 2020. Os participantes da pesquisa associaram a queda da produção à fraqueza das vendas, ao aumento dos custos dos insumos e às incertezas relacionadas ao período pré-eleitoral. As entradas de novos pedidos sofreram o maior ritmo de contração em quase quatro anos. As novas encomendas do exterior diminuíram pelo quinto mês seguido, embora o ritmo de contração tenha desacelerado em relação a agosto. Foram relatadas vendas mais fracas para clientes na Argentina, China, México e Estados Unidos. A indústria brasileira também reduziu em setembro o número de empregados pelo terceiro mês consecutivo, embora o ritmo dos cortes de vagas tenha sido moderado e mais brando do que em agosto. Já os dados de preços mostraram uma retomada das pressões dos custos em setembro. Após desacelerar em cada um dos quatro meses anteriores, a inflação dos preços dos insumos acelerou e voltou a ficar acima de sua média histórica de longo prazo. As empresas atribuíram o aumento dos custos de materiais e transporte à crise global de energia e à guerra no Oriente Médio. Embora os fabricantes tenham voltado a elevar seus preços de venda em resposta, a concorrência e a queda das vendas limitaram seu poder de precificação, e a inflação dos preços cobrados enfraqueceu para o menor nível em sete meses.
REUTERS
Dívida bruta tem o maior ritmo de crescimento desde a covid
Indicador subiu 4,2 pontos percentuais em relação ao PIB de janeiro a agosto, diz BC
A dívida bruta do governo geral (DBGG), principal indicador do estoque do endividamento público, registra em 2026 o crescimento mais acelerado desde a pandemia. A relação entre a DBGG e o Produto Interno Bruto (PIB) subiu 4,2 pontos percentuais de janeiro a agosto deste ano, divulgou na quarta-feira (30) o Banco Central (BC). O crescimento nos oito primeiros meses de 2026 só foi inferior aos registrados nos mesmos períodos de 2009 (4,79 pontos), 2015 (6,69 pontos) e 2020 (11,39 pontos). Com isso, a DBGG atingiu 82,9% do PIB (R$ 11,1 trilhões) no mês passado, o maior nível desde março de 2021. Em dezembro de 2025, estava em 10 trilhões (78,6% do PIB). Economistas defendem que os juros elevados são consequência principalmente de um desajuste fiscal do governo federal. Ecio Costa, professor de Economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), diz que a falta de controle das despesas públicas e a expansão de gastos, especialmente com os programas anunciados pela União em 2026, impedem a redução das taxas de juros futuros, que financiam a dívida. Para o especialista, as metas de resultado primário (receitas menos despesas, com exceção dos gastos com a dívida) previstas no arcabouço fiscal do governo federal, em vigor desde 2023, “mascaram a realidade” das contas públicas. Isso porque há um volume expressivo de despesas que são deduzidas da meta de primário, em especial os precatórios. Ao considerar essas despesas, o governo aumentou de R$ 52 bilhões para R$ 80 bilhões a estimativa de déficit primário em 2026, o que representa distância de R$ 114 bilhões para o centro da meta fiscal (de superávit de R$ 34 bilhões). “O arcabouço traz uma projeção de ampliação de despesas de forma controlada, mas a própria regra durante o governo foi revisada, permitindo que mais despesas fossem feitas e que as regras não fossem cumpridas. Também não há punição séria para o descumprimento do arcabouço, tendo isso sido estabelecida de maneira tão frouxa. Isso compromete as expectativas do mercado em relação à trajetória da dívida, e os juros são cada vez mais altos”, diz. Também para Rafael Rondinelli, economista da MAG Investimentos, as medidas recentes anunciadas pelo governo federal pioraram o quadro fiscal. Ele cita o reajuste de 15,04% do Bolsa Família, que custará R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22,7 bilhões em 2027, e a subvenção ao diesel e redução de tributos sobre gasolina e etanol, que somam R$ 37,5 bilhões desde março. A proibição das bets também deve retirar R$ 11,9 bilhões de arrecadação até 2028, afirma ainda Rondinelli. “No crédito, o movimento é igualmente preocupante. O Desenrola 3.0 prevê a compra de até R$ 150 bilhões em dívidas, com custo máximo de R$ 15 bilhões em 2027 para a União, que o governo diz compensar com remanejamento de despesas”, diz, referindo-se ao programa de renegociação de dívidas de pessoas físicas lançado na semana passada.
VALOR ECONÔMICO
Confiança empresarial tem pior patamar em 13 meses por sinais de enfraquecimento da economia
Índice caiu 1,2 ponto em setembro, para 89,3 pontos, terceiro recuo consecutivo
O Índice de Confiança Empresarial (ICE) caiu 1,2 ponto em setembro, para 89,3 pontos, terceiro recuo consecutivo, informou na quinta-feira (1º) a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o recuo, a confiança do empresário em setembro registrou o menor patamar desde agosto de 2025 (88,6 pontos), alertou Aloísio Campelo Júnior, economista da fundação responsável pelo indicador. A retração foi influenciada por sinais de enfraquecimento da atividade econômica, espalhados em diferentes setores da economia – cujos resultados de confiança são usados para cálculo do indicador. Porém, mesmo com a terceira queda consecutiva, o especialista ponderou não ser possível afirmar que a atual tendência negativa na confiança do empresário prosseguirá nos próximos meses. Além da economia, há outro componente de influência que pode mudar trajetória do ICE: as eleições presidenciais. Ao falar sobre o humor do empresariado em setembro, porém, Campelo admitiu que a FGV captou respostas negativas tanto nas avaliações sobre presente quanto nas projeções sobre o futuro. Isso é perceptível na evolução dos dois subindicadores do ICE. No mês passado, o Índice de Expectativas (IE) caiu 1,2 ponto, para 87,9 pontos. Esse tópico caiu em cinco dos últimos sete meses, refletindo tendência de aumento do pessimismo entre os empresários, notou. Já o Índice de Situação Atual (ISA) recuou 1,1 ponto, para 90,8 pontos, em setembro, menor nível desde fevereiro de 2022 (90,6 pontos). Todos os quatro setores usados para o cálculo do indicador mostraram queda de confiança em setembro, acrescentou o especialista: indústria (-2,4 pontos), serviços (-0,9 pontos), comércio (-2,9 pontos) e construção (-1,4 pontos). “Foi muito espalhada [a queda de confiança]”, admitiu. Um dos aspectos que contribuiu para tal cenário tem a ver com menor ímpeto de consumo das famílias. Na prática, quando a demanda mostra sinais de recuo, isso acaba afetando os níveis de atividade de praticamente todos os segmentos da economia, disse. “No início do ano vieram várias medidas de estímulo [ao consumo], salário-mínimo cresceu bem [reajuste], redução de imposto, programa [do governo, de estímulo para compra] para automóvel, programa para moto”, enumerou. “Deu um ânimo [no consumo]”, disse. “A demanda aumentou temporariamente de janeiro até talvez abril. Mas ao longo do segundo trimestre a demanda começou já a desacelerar para vários desses segmentos”, comentou. “Alguns [segmentos] começaram a perder fôlego. E mais para o final do segundo trimestre, a indústria começou a acumular estoques e agora o setor da construção também já não está muito otimista em relação aos próximos meses”, disse. Campelo explicou que os altos índices de inadimplência, de endividamento, recordes das famílias, bem como crescente parcela da renda destinada ao pagamento de dívidas limitam o poder de compra dos consumidores. E isso é sentido nos negócios dos empresários, notou. Essas restrições impactam diretamente a demanda por serviços e o varejo, o que, por sua vez, afeta a confiança nos setores de comércio e indústria, comentou. No entanto, ao ser questionado se o ICE de setembro pode ser uma confirmação de começo de tendência longa de confiança em baixa do empresariado, ele foi cauteloso. O especialista admitiu que a atividade pode continuar caindo, visto que a economia segue desacelerando e obras ligadas ao calendário eleitoral estão diminuindo.
VALOR ECONÔMICO
IPC-S sobe 0,67% em setembro e acumula alta de 3,95% em 12 meses
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) avançou 0,67% em setembro, segundo dados do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). Em 12 meses, acumula alta de 3,95%.
Em agosto, o indicador caiu 0,37%. Nas prévias de setembro, o IPC-S havia subido 0,51% na primeira, avançado 0,49% na segunda, e tido elevação de 0,52% na terceira. Nesta apuração, das oito classes de despesa componentes do índice, a maior contribuição veio do grupo Alimentação, cuja taxa de variação passou de 0,58% na terceira quadrissemana para 1% na leitura final. Educação, Leitura e Recreação reduziram o ritmo de queda (-1,12% para -0,23%), assim como Transportes (-0,09% para -0,04%), e Habitação subiu mais (1,86% para 1,99%). Despesas Diversas abrandaram a alta (1,02% para 0,08%), mesmo comportamento visto em Saúde e Cuidados Pessoais (0,19% para 0,17%), e Comunicação mudou de rumo (0,21% para -0,02%). O grupo Vestuário repetiu a taxa de variação de 0,30% registrada na última apuração.
VALOR ECONÔMICO
EMPRESAS
MBRF adia emissão de bonds após piora do mercado externo, dizem fontes
Decisão de adiar a nova emissão ocorre em meio a uma forte alta das taxas dos títulos do Tesouro americano, o que elevou o custo de captação para empresas no mercado internacional
A MBRF, companhia resultante da combinação entre Marfrig e BRF, decidiu postergar uma emissão de bonds que estava em andamento no mercado internacional frente a forte piora das condições para captações nos últimos dias, segundo fontes ouvidas pelo Valor. Ainda não há uma nova data para a operação. A companhia havia iniciado nesta semana reuniões com investidores para uma provável emissão de títulos de dívida no exterior. A operação previa duas alternativas, uma com prazo pouco superior a sete anos e outra de pouco mais de dez anos. Seria a primeira emissão internacional da companhia desde a combinação dos negócios de Marfrif e BRF. A Fitch havia atribuído rating BB+ aos novos títulos, que seriam emitidos pela MARFRIG BondCo, subsidiária integral da MBRF, e teriam garantias da MBRF, BRF, Marfrig Holdings Europe, Overseas e NBM US Holdings. A operação seria de tamanho benchmark, expressão usada no mercado para emissões com volume suficiente para garantir liquidez aos papéis no mercado secundário. Os recursos seriam destinados à gestão do passivo da companhia, incluindo a recompra de bonds da NBM US Holdings com vencimento em 2029. A MBRF lançou na segunda-feira uma oferta para adquirir até US$ 467,5 milhões desses papéis, que pagam cupom de 6,625% ao ano. A oferta prevê pagamento de US$ 1.002,50 para cada US$ 1 mil de principal e tem prazo até esta sexta-feira (2). A recompra estava condicionada, entre outros fatores, à conclusão de uma ou mais novas emissões de títulos no mercado internacional em condições consideradas satisfatórias pela companhia. Bradesco BBI, BTG Pactual, HSBC, J.P. Morgan e Santander atuam como coordenadores da operação. A decisão da MBRF de adiar a nova emissão ocorre em meio a uma forte alta das taxas dos títulos do Tesouro americano, que elevou o custo de captação para empresas no mercado internacional. O rendimento do Treasury de dez anos chegou à região de 5,3% nesta semana, enquanto o papel de 30 anos superou 5,6%. Com o cenário mais volátil, a companhia optou por esperar mais alguns dias para a operação, disseram fontes. Por meio de nota, a MBRF diz que acompanha continuamente as condições do mercado financeiro no Brasil e no exterior como parte de sua estratégia de gestão financeira. “Em operações dessa natureza, eventuais captações estão sujeitas às condições de mercado vigentes e à avaliação de custo-benefício para a companhia, como na bem-sucedida captação recém-realizada no mercado local. Dessa forma, a companhia seguirá avaliando o momento mais adequado para eventuais acessos ao mercado internacional”, afirma.
VALOR ECONÔMICO
SUÍNOS
Suínos/Cepea: Preços sobem pela primeira vez no ano
As cotações do suíno vivo e da carcaça suína registraram aumento em setembro pela primeira vez no ano. Segundo o Cepea, o movimento, de modo geral, esteve associado à redução da oferta de carne e ao aumento da demanda pela proteína no mercado doméstico.
Especificamente para os cortes, no entanto, os valores recuaram no mês. De acordo com o Centro de Pesquisas, a indústria registrou ritmo de negócios mais intenso e constante, contribuindo para a primeira valorização do ano tanto do suíno vivo quanto da carcaça. Agentes consultados pelo Cepea ainda sinalizam perspectiva favorável para a primeira semana de outubro, visto que, além do incremento sazonal da demanda das famílias no início do mês, a indústria tem se mostrado mais ativa na formação de estoques para as festividades de fim de ano.
CEPEA
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