CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2806 DE 28 DE SETEMBRO DE 2026

clipping

Ano 11 | nº 2806 | 28 de setembro de 2026

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: oferta limitada segura cotações em São Paulo

Vaca e novilha sobem R$ 2 em Dourados. O mercado do boi gordo ficou estável em São Paulo na sexta-feira (25), apesar da oferta restrita de bovinos. Segundo dados divulgados pelo informativo “Tem Boi na Linha”, os frigoríficos administraram as compras de acordo com as escalas de abate, enquanto o consumo mais fraco no fim do mês limitou novas altas.

Com isso, de acordo com o levantamento da consultoria, o boi gordo destinado mercado interno de São Paulo segue cotado em R$ 355/@, enquanto o animal com padrão-China está apregoado em R$ 360/@ (valores brutos, no prazo). No início da semana, as indústrias melhoraram as ofertas para alongar as programações de abate. Com alguma cobertura nas escalas e diante da demanda mais fraca característica do fim do mês, parte dos compradores reduziu as compras entre quinta-feira (24) e sexta-feira (25) e passou a aguardar o comportamento do mercado. Mesmo com esse movimento, a disponibilidade de bovinos permaneceu restrita. Segundo dados divulgados pelo “Tem Boi na Linha”, as indústrias alternam períodos de compra para recomposição das escalas com momentos de afastamento temporário, voltando ao mercado quando a programação de abates encurta. Enquanto a oferta permanecer limitada, esse comportamento tende a dificultar quedas consistentes nas cotações. Ao mesmo tempo, a demanda mais fraca funciona como um freio para novas altas, sem necessariamente provocar pressão baixista sobre os preços. Diante desse cenário, as cotações permaneceram estáveis para todas as categorias em São Paulo. As escalas de abate dos frigoríficos paulistas atendem, em média, a sete dias. No Mato Grosso do Sul, o comportamento dos preços foi diferente em Dourados. Segundo dados divulgados pelo “Tem Boi na Linha”, a oferta mais restrita de bovinos levou as indústrias a pagar mais pela matéria-prima. Na região, as cotações da vaca e da novilha subiram R$ 2,00 por arroba. As escalas de abate atendem, em média, a cinco dias. Em Campo Grande, as cotações ficaram estáveis para todas as categorias. As escalas de abate estão, em média, para oito dias. Na região de Três Lagoas, os preços também permaneceram estáveis para todas as categorias. Segundo dados divulgados pelo “Tem Boi na Linha”, as escalas de abate atendem, em média, a nove dias. No Acre, as cotações ficaram estáveis para todas as categorias, conforme os dados divulgados pelo informativo. O cenário da sexta-feira mostra diferenças regionais no comportamento do mercado, mas mantém a oferta de bovinos como um dos principais fatores de atenção. Em São Paulo, a disponibilidade restrita ajuda a limitar movimentos de baixa, enquanto a demanda mais fraca reduz o espaço para novas altas.

SCOT CONSULTORIA

Arroba do boi em alta

Exceção é Mato Grosso, onde as escalas de abate apresentam relativo conforto

O mercado físico do boi gordo encerrou a semana em trajetória de alta, com negociações acima das referências médias em diferentes regiões do país. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o encurtamento das escalas de abate mantém a perspectiva de novos reajustes no curto prazo, principalmente entre frigoríficos de pequeno e médio porte, que enfrentam maior dificuldade para completar suas programações. “As grandes indústrias ainda trabalham em uma posição mais confortável, amparadas por animais provenientes de contratos de parceria e pela utilização de confinamentos próprios. Mesmo com a valorização recente da arroba, os contratos futuros continuam apresentando prêmio relevante em relação ao mercado físico”, detalha. De acordo com ele, os atuais patamares da B3 permanecem atrativos para operações de hedge, permitindo a proteção das margens em um ambiente de elevada volatilidade. Preços médios da arroba do boi: São Paulo: R$ 359,33 — ontem: R$ 358,83. Goiás: R$ 347,86 — ontem: R$ 347,86. Minas Gerais: R$ 347,35 — ontem: R$ 345,88. Mato Grosso do Sul: R$ 354,89 — ontem: R$ 353,41. Mato Grosso: R$ 334,80 — ontem: R$ 334,05. O mercado atacadista de carne bovina encerra a semana com preços mais elevados. Segundo Iglesias, a proximidade da virada do mês tende a favorecer a reposição entre atacado e varejo, criando condições para novos reajustes no curto prazo. “Ainda assim, a carne bovina permanece menos competitiva em relação às proteínas concorrentes, especialmente na comparação com a carne de frango, o que pode limitar a intensidade do movimento de alta.” Quarto dianteiro: subiu R$ 1,00, para R$ 21,50 por quilo. Quarto traseiro: avançou R$ 0,50, alcançando R$ 28,00 por quilo. Ponta de agulha: aumentou R$ 1,00 e passou para R$ 20,00 por quilo.

SAFRAS NEWS

Mercado do boi gordo: cotação sobe na região Norte do Tocantins

A oferta reduzida sustentou as cotações do boi gordo e das fêmeas.

Na região Norte do estado, agentes do mercado têm relatado dificuldade para fechar negócios, com oferta enxuta de bovinos, principalmente de fêmeas, reflexo da retenção para a estação de monta, mas também pode haver sinais do ciclo pecuário em atuação. Na comparação semana a semana, houve alta para as cotações do boi gordo, da vaca e da novilha. Para o boi gordo, a cotação da arroba subiu 2,1%, ou R$7,00, negociada em R$341,50. A cotação da vaca subiu 0,8%, ou R$2,50/@, apregoada em R$319,50/@. Já para a novilha, a alta na cotação da arroba foi de 1,6%, ou R$5,00, cotada em R$324,50. O diferencial de base está em R$7,50/@, ou 2,1% menor, com a arroba do boi gordo em São Paulo cotada em R$349,00. Todos os preços são a prazo, descontados o Senar e o Funrural. Para o curto prazo, a expectativa é de estabilidade a alta.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar fecha em leve baixa com eleição, exterior e IPCA-15 no foco

O dólar fechou a sexta-feira com leve variação negativa ante o real, influenciado de um lado pelo recuo firme da moeda norte-americana ante boa parte das demais divisas no exterior e, de outro, pelos dados da nova pesquisa Datafolha e do IPCA-15 de setembro.

O dólar à vista encerrou a sessão com variação negativa de 0,19%, a R$5,1834. Na semana, a divisa acumulou alta de 0,74% e, no ano, baixa de 5,57%. Às 17h04, o dólar futuro para outubro — atualmente o mais negociado no mercado brasileiro — cedia 0,23% na B3, aos R$5,1865. Após os avanços mais recentes, o dólar exibiu nesta sexta-feira perdas ante divisas como o iene, o euro e a libra, ainda que os investidores sigam posicionados para nova alta de juros nos EUA em outubro. A moeda norte-americana também cedeu ante divisas como o peso colombiano e o rand sul-africano, entre outras, em uma sessão no geral de pouco fôlego para as divisas de países emergentes. No Brasil, a eleição também seguiu influenciando os negócios. O Datafolha informou na noite de quinta-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seguiu com vantagem de 2 pontos sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno da eleição presidencial. Lula tem 47% e Flávio soma 45%. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados. Na semana passada, Lula tinha 46% e Flávio registrava 44%. Outro fator de atenção dos investidores foi o IPCA-15 de setembro, divulgado mais cedo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador, considerado uma prévia da inflação oficial, subiu 0,70% em setembro, após recuar 0,40% em agosto. Em 12 meses, houve elevação de 4,47% em setembro, contra 4,24% em agosto. Economistas ouvidos pela Reuters projetavam altas menores, de 0,53% em setembro e 4,30% em 12 meses.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda pressionado por Petrobras

O Ibovespa fechou com queda modesta na sexta-feira, pressionado principalmente por Petrobras, enquanto a acomodação nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e o viés positivo em Wall Street afastaram o índice das mínimas, quando trabalhou no patamar dos 182 mil pontos.

O último pregão da semana também incluiu a repercussão de nova pesquisa Datafolha, divulgada na noite da véspera, que manteve a disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial, bem como a análise do IPCA-15, que revelou inflação acima das expectativas em setembro. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,22%, a 183.560,32 pontos, de acordo com dados preliminares, chegando a 182.151,01 no pior momento. Na máxima, atingiu 184.214,48 pontos. Na semana, acumulou um declínio de 0,90%. O volume financeiro na sexta-feira somava R$21,54 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

Prévia da inflação oficial de setembro fica em 0,70%, mostra IBGE

A prévia da inflação oficial de setembro ficou em 0,70%, a maior desde abril (0,89%). O resultado é uma inversão da deflação (inflação negativa) de agosto, que ficou em -0,40%.

A explicação principal da aceleração está na devolução do bônus de Itaipu, desconto que os consumidores tiveram na conta de luz do mês anterior. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado na sexta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o IPCA-15 soma 4,47% no acumulado de 12 meses. Em agosto, eram 4,24%. Em setembro de 2025, a prévia da inflação marcou 0,48%. Em 2026, o IPCA-15 acumula 3,82%. Veja mês a mês o comportamento da prévia da inflação no ano: janeiro: 0,20% fevereiro: 0,84% março: 0,44% abril: 0,89% maio: 0,62% junho: 0,41% julho: 0,06% agosto: -0,40% setembro: 0,70%. Para chegar ao resultado mensal, o IBGE apura o preço de nove grupos de produtos e serviços. Habitação: 2,07% (impacto de 0,31 ponto percentual) Despesas pessoais: 0,96% (0,10 p.p.) Transportes: 0,60% (0,12 p.p.) Artigos de residência: 0,55% (0,02 p.p.) Comunicação: 0,54% (0,02 p.p.) Vestuário: 0,41% (0,02 p.p.) Alimentação e bebidas: 0,40% (0,09 p.p.) Saúde e cuidados pessoais: 0,13% (0,02 p.p.) Educação: 0,03% (0 p.p.). A alta no grupamento habitação, o que mais pressionou a prévia, é explicada pela energia elétrica residencial, que subiu 7,42% em setembro, representando o maior impacto individual do índice (0,29 p.p.). Isso aconteceu porque em agosto, o conta de luz tinha caído 6,25%, beneficiada pelo Bônus Itaipu. O bônus consiste na distribuição do saldo positivo da conta de comercialização de Itaipu, hidrelétrica estatal, que vira crédito nas contas de energia. Em setembro, como não teve mais esse desconto, a conta de luz “normal” é comparada com a de agosto, mais baixa, fazendo com que a diferença de um mês para o outro seja maior. Esse efeito já era esperado pelo IBGE e por analistas. No grupo Transportes, o resultado foi influenciado pelas passagens aéreas, que subiram quase 10% (9,82%). Os combustíveis ficaram 0,22% mais caros, com os seguintes comportamentos de preços: gás veicular: 1,56% gasolina: 0,30% óleo diesel: -0,78% etanol: -0,22%. No grupo alimentação e bebidas, o subgrupo da alimentação no domicílio subiu 0,38% em setembro. Em agosto havia sido registrada deflação de -0,97%. As maiores altas na alimentação em casa foram: tomate: 20,76% arroz: 2,39% carnes: 1,30%. Se destacaram nas quedas: feijão carioca: -6,33% cebola: -4,41% café moído: -1,36%. O IPCA cheio de setembro será divulgado em 9 de outubro.

AGÊNCIA BRASIL 

GOVERNO

Integrar dados públicos pode garantir rastreabilidade

Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura consolidou recomendação para integrar dados das Guias de Trânsito Animal e dos Cadastros Ambientais Rurais

A integração de dados estaduais seria capaz de reforçar a rastreabilidade na pecuária bovina e atender de forma rápida as demandas cada vez maiores do mercado externo por informações sobre a origem dos produtos importados. Essa é a recomendação feita pela Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, que defende em estudo a associação das informações territoriais do Cadastro Melhores do Agronegócio Caminhos da Safra Fazenda Sustentável. GTAs devem identificar toda movimentação do rebanho bovino no país, que deve totalizar neste ano 225 milhões de cabeças.. Segundo o grupo, esta integração seria uma alternativa de baixo custo e aplicação imediata, que permitiria a avaliação já no curto prazo dos riscos socioambientais na pecuária bovina, como a de desmatamento ilegal na criação dos animais. A Coalizão apresentará o estudo ao Ministério da Agricultura e a órgãos estaduais de defesa agropecuária. Fernando Sampaio, colíder da Força-Tarefa de Rastreabilidade e Transparência da Coalizão Brasil, defendeu que o cruzamento das informações do CAR e da GTA poderia, inclusive, atender às exigências solicitadas pela União Europeia na lei antidesmatamento (EUDR, na sigla em inglês). A legislação europeia, prevista para ser aplicada em dezembro, proibirá a importação pelo bloco de seis commodities e seus derivados que tenham sido oriundos de áreas desmatadas após 2020. “A GTA informa que está sendo mandada uma quantidade de vacas da fazenda ‘a’ para a fazenda ‘b’, mas não te dá a localização destas fazendas”, diz. “Por outro lado, o Cadastro Ambiental Rural tem o perímetro da propriedade, e com essa localização geográfica eu consigo olhar se naquela área tem desmatamento ilegal, se é uma área de reserva ambiental, por exemplo”, afirma Sampaio, que também é secretário-executivo da Rede de Inteligência em Agricultura e Clima (RIAC). As GTAs devem identificar toda movimentação do rebanho bovino no país, que deve totalizar neste ano 225 milhões de cabeças, de acordo com estimativa mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Sampaio avalia que o Brasil já é bastante avançado digitalmente e produz um volume de informações públicas e privadas de qualidade. “Nosso grande desafio hoje é conectar esses dados e fazê-los conversar, respeitando a segurança jurídica e a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais”, diz. Atualmente, a GTA é emitida pelos órgãos de defesa agropecuária dos Estados, enquanto o CAR fica sob a gestão das secretarias estaduais de Meio Ambiente. A coalizão defende que haveria viabilidade para a integração dos dados. Para a entidade, esta integração poderia servir como uma “ponte de transição” para avançar no monitoramento do ciclo completo de produção da pecuária (composto pela cria, recria e engorda) até o abate. Para a eficácia desta integração, a coalizão elencou algumas recomendações. Uma delas é que seja criada uma instrução normativa estadual que obrigue a checagem do CAR antes da própria emissão da GTA, o que permitirá entender, além do trânsito do animal, se ele é proveniente de áreas desmatadas. Outra recomendação é incluir a informação do CAR da propriedade no cadastro do estabelecimento rural no órgão de defesa agropecuária e verificar se as coordenadas geográficas da fazenda estão, de fato, no CAR informado pelo produtor rural. A coalizão ainda sugere a formação de grupos de trabalho interinstitucionais entre as áreas de defesa agropecuária e meio ambiente dos Estados. O estudo também avaliou os sistemas de rastreabilidade que já existem em oito Estados com representatividade na pecuária brasileira: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Rondônia, Tocantins e São Paulo. “Dos sistemas já aplicados, o Selo Verde é o que está mais avançado”, afirma Sampaio. O Selo Verde é uma plataforma originada no Pará, posteriormente adaptada por Estados como Minas Gerais. O Pará é o único em que a emissão da GTA está condicionada à regularidade do CAR da propriedade de origem. Nas demais unidades federativas, a vinculação ocorre via consultas técnicas ou operacionais preventivas, e não impede o transporte dos animais. No âmbito federal, o Brasil segue em discussões para o Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), com implementação gradual da rastreabilidade individual, e conclusão prevista para o fim de 2032.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

Paraguai pode ampliar exportações de carne bovina aos EUA, diz agência

Americanos têm pressionado por um aumento nos embarques, mas ainda não ofereceram ao país uma cota específica de importação, diz presidente paraguaio

O Paraguai mantém relações diplomáticas com Taiwan; por esse motivo, não comercializa carne bovina e soja com a China, o que faz dos EUA um mercado importante. O Paraguai pode ampliar as vendas de carne bovina para os Estados Unidos diante da demanda americana por mais produto. Segundo o presidente paraguaio, Santiago Peña, os americanos têm pressionado por um aumento nos embarques, mas ainda não ofereceram ao país uma cota específica de importação, aponta a Bloomberg. De acordo com a agência de notícias, Peña teria afirmado que os preços atuais têm levado os Estados Unidos a buscarem mais carne no mercado internacional e destacou o Paraguai como um parceiro confiável. O movimento ocorre em um momento de alta dos preços da carne nos Estados Unidos. Para ampliar a oferta no mercado interno, o presidente Donald Trump autorizou a entrada de até 300 mil toneladas com tarifas reduzidas. Segundo a Bloomberg, a medida deve beneficiar o Brasil. O Paraguai é o único país da América do Sul que mantém relações diplomáticas com Taiwan. Por esse motivo, não comercializa carne bovina e soja com a China, o que faz dos Estados Unidos um mercado importante para suas exportações de carne. Peña já havia defendido que o governo Trump concedesse ao Paraguai uma cota para exportar carne bovina aos Estados Unidos com condições tarifárias preferenciais. O presidente também tem buscado apresentar o Paraguai como destino para investimentos, citando o crescimento econômico, a baixa inflação e a classificação de crédito de grau de investimento. Na quinta-feira (24/9), Peña afirmou que a J.P. Morgan Natural Capital e o Robinson Group investirão US$ 200 milhões no país para estimular o desenvolvimento sustentável do setor florestal.

VALOR ECONÔMICO

SUÍNOS

Brasil assina protocolo para ampliar exportações de miúdos de suínos à China

Medida contempla a venda de itens como fígado, coração e esôfago. Brasil já tem mercado para venda à China de miúdos externos. André de Paula: ‘Significa um capítulo importante na suinocultura brasileira, acesso ao mercado de mais de US$ 2,5 bilhões por ano’

O ministro da Agricultura, André de Paula, e o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, assinaram no sábado (26) um protocolo sanitário que autoriza a ampliação das exportações de miúdos de suínos brasileiros para o país asiático. A medida contempla a venda de itens como fígado, coração e esôfago. O Brasil já tem mercado para venda à China de miúdos externos de suínos como orelha, rabo e focinho. O protocolo prévio sobre a venda dos produtos já havia sido assinado em missão mais recente do Ministério da Agricultura à China, realizada em maio deste ano. O ministro André de Paula destacou que a assinatura representa um momento importante na relação entre os dois países. “Significa um capítulo importante na suinocultura brasileira, acesso ao mercado de mais de US$ 2,5 bilhões por ano, valorização da nossa produção e mais renda e emprego no campo e na indústria”, afirmou, em nota. “Essa assinatura abre novas oportunidades para as exportações brasileiras ao mercado chinês. É mais um resultado concreto dos nossos esforços conjuntos e uma demonstração clara do dinamismo e vitalidade das cooperações agropecuárias entre os dois países”, destacou o embaixador chinês. O anúncio para o mercado de miúdos de suínos do Brasil ocorre no encerramento da auditoria chinesa a frigoríficos brasileiros, iniciada no último dia 20. Durante esse período, técnicos chineses visitaram estabelecimentos de produção, fazendas, abatedouros, laboratórios oficiais em seis Estados do país, voltados para carnes bovina, suína e de aves. Não houve, no entanto, anúncios de novas habilitações de plantas nem a retirada de suspensão de plantas de bovinos e aves. Até recentemente, as plantas de Santa Catarina, Estado reconhecido como livre de aftosa sem vacinação há mais tempo, já exportavam miúdos externos aos chineses. Desde junho de 2026, frigoríficos gaúchos e paranaenses também passaram a ter a autorização. Ao todo, serão 16 plantas autorizadas a embarcar o produto. Sete em Santa Catarina, oito no Rio Grande do Sul, e uma em Mato Grosso. O Ministério da Agricultura ressaltou que a presença da China nas compras de miúdos suínos, com importações que somam aproximadamente US$ 2,5 bilhões. De acordo com a Pasta, a ampliação do protocolo aumenta o conjunto de produtos brasileiros autorizados a ingressar nesse mercado e cria possibilidades comerciais para os estabelecimentos habilitados, contribuindo para a diversificação da pauta exportadora. Estimativas da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) apontam que mais de 100 mil toneladas anuais de miúdos suínos brasileiros poderão ter destinação ao mercado chinês a partir da assinatura do novo protocolo. A expectativa é de que o direcionamento desses produtos a um mercado de maior valor agregado possa representar incremento superior a US$ 100 milhões em receita para o setor. Para o Estado de Santa Catarina, a ABPA estima potencial de destinação de 65,9 mil toneladas anuais de miúdos internos ao mercado chinês com o novo protocolo. No Rio Grande do Sul, a entidade calcula que mais de 40 mil toneladas anuais de miúdos suínos para a China, além das oportunidades relacionadas à carne suína com osso.

VALOR ECONÔMICO

Frango/Cepea: Preço do resfriado supera o da carcaça suína pela 1ª vez desde 2004

A valorização do frango resfriado ganhou força nesta parcial de setembro, enquanto o preço da carcaça especial suína avançou de forma mais moderada. Assim, a cotação média da proteína avícola superou a da suína, cenário que não era observado desde junho de 2004, segundo a série histórica do Cepea, iniciada em janeiro daquele mesmo ano.

Segundo pesquisadores do Cepea, os preços da carne de frango têm registrado altas desde o início deste mês, impulsionadas pelo aumento da demanda interna, pelo bom desempenho das exportações e pela oferta doméstica mais ajustada. De acordo com agentes consultados pelo Cepea, setembro tem se configurado como o melhor período deste ano em termos de volume de vendas. Esse desempenho ocorre após meses de baixas, influenciadas pela demanda enfraquecida e pela oferta elevada no atacado paulista.

CEPEA

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