CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2796 DE 14 DE SETEMBRO DE 2026

clipping

Ano 11 | nº 2796 | 14 de setembro de 2026

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: cotações ficam estáveis em São Paulo

MT registra altas pontuais nas cotações

Pelos dados da Scot Consultoria, o boi gordo sem padrão-exportação segue cotado em R$ 345/@ em São Paulo, enquanto o “boi-China” está apregoado em R$ 350/@ (valores brutos, no prazo). As cotações do boi gordo ficaram estáveis em São Paulo na sexta-feira (11), em um mercado com pouco volume de negócios e equilíbrio entre oferta e demanda. Segundo dados divulgados pelo informativo “Tem Boi na Linha”, os preços tiveram altas pontuais em categorias e regiões de Mato Grosso e no Oeste do Maranhão. Em São Paulo, o volume de negócios foi considerado baixo e as cotações não mudaram. O mercado permanece equilibrado, com a procura ajustada à oferta disponível. As escalas de abate atendiam, em média, a uma semana no estado. Na região Oeste do Maranhão, a cotação da vaca subiu R$ 2,00 por arroba. Para as demais categorias, os preços permaneceram estáveis. Segundo dados divulgados pelo informativo “Tem Boi na Linha”, as escalas de abate na região estavam, em média, para oito dias. Em Mato Grosso, o mercado estava firme, com altas pontuais para o boi gordo e a vaca. Na região Norte do estado, a cotação da vaca subiu R$ 3,00 por arroba, enquanto os preços das demais categorias permaneceram estáveis. Na região de Cuiabá, o boi gordo teve alta de R$ 2,00 por arroba. Para as fêmeas, não houve alteração nas cotações. Nas demais regiões de Mato Grosso, os preços permaneceram estáveis para todas as categorias. As escalas de abate no estado estavam, em média, entre sete e 11 dias, segundo dados divulgados pelo informativo “Tem Boi na Linha”. No Acre, as cotações permaneceram estáveis para todas as categorias. O cenário mostra um mercado com estabilidade na maior parte das praças acompanhadas, mas com altas pontuais para vacas e boi gordo em algumas regiões. Em São Paulo, o equilíbrio entre oferta e procura mantém as cotações sem alterações, enquanto Mato Grosso apresenta mercado firme e diferenças de preços entre as regiões.

SCOT CONSULTORIA

Preço da arroba do boi: veja o fechamento do mercado em 9 estados

Semana termina com ritmo moderado de negociações, mas cotações médias em São Paulo chegam a R$ 350

O mercado físico de boi gordo encerrou a semana com ritmo moderado de negociações. O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias destaca que os frigoríficos de maior porte ainda trabalham com escalas de abate mais confortáveis. “Essas indústrias contam com a incidência de animais de parceria e com a utilização de confinamentos próprios para atender suas necessidades.” Segundo ele, os agentes permanecem atentos ao ritmo das exportações e ao comportamento dos preços da carne bovina no atacado. “O mercado futuro ainda convive com descompasso em relação ao físico, em especial para os vencimentos setembro e outubro”, completou Iglesias. Preços médios da arroba: O Indicador do Boi Datagro mostra as cotações médias da arroba do boi gordo em nove estados: São Paulo: R$ 350,01. Bahia: R$ 334,17. Goiás: R$ 337,97. Minas Gerais: R$ 342,41. Mato Grosso do Sul: R$ 347,91. Mato Grosso: R$ 334,70. Pará: R$ 337,84. Rondônia: R$ 329,38. Tocantins: 342,03

SAFRAS NEWS

Mercado do boi gordo: alta nas cotações na região de Marabá, no Pará

Boi gordo, vaca e novilha registram alta na comparação semanal.

A oferta na região esteve reduzida e parte dos frigoríficos fechou negócios suficientes para completar as programações de abate da semana. Assim, na comparação semana a semana, a cotação subiu para as três categorias em Marabá. As cotações da arroba do boi gordo e da novilha subiram 0,6%, ou R$2,00, negociadas, em média, em R$331,50 e em R$319,50, respectivamente. Para a vaca gorda, a alta foi de 1,3%, ou R$4,00/@, para R$317,00/@, em média. O diferencial de base ficou em R$8,00/@, ou 2,4%, com a arroba em São Paulo cotada em R$339,50. Todos os preços são a prazo, descontados o Senar e o Funrural. No curto prazo, a expectativa é de estabilidade a alta, diante da oferta enxuta e da cotação da arroba subindo em outras regiões do estado.

SCOT CONSULTORIA

Missão da China para avaliar frigoríficos chega ao Brasil no domingo

Uma missão de autoridades sanitárias da China chega ao Brasil nos próximos dias para avaliar o sistema brasileiro de controle de produtos de origem animal. A auditoria começou no domingo (13), segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e deve passar por três frigoríficos brasileiros, apurou a CNN.

As unidades selecionadas são o frigorífico da JBS em Vilhena (RO), da Minerva em Rolim de Moura (RO) e da Marfrig em Promissão (SP). A avaliação terá caráter predominantemente técnico e deve servir para verificar, na prática, os controles adotados pelo Brasil. A missão ocorre em um momento de maior atenção das autoridades chinesas aos procedimentos sanitários brasileiros. Ao longo deste ano, a China suspendeu temporariamente a habilitação de diferentes frigoríficos após identificar resíduos em cargas destinadas ao país asiático. Em maio, três unidades, da JBS, Prima Foods e Frialto, foram suspensas após a identificação de resíduos de acetato de medroxiprogesterona, um hormônio sintético proibido no país asiático. A China também suspendeu, em abril, uma unidade da SulBeef, em Várzea Grande (MT), pelo mesmo tipo de ocorrência. No fim de maio, a China suspendeu ainda as importações da unidade da JBS em Vilhena (RO), após a identificação de progesterona em cargas exportadas pelo frigorífico. Com a medida, chegou a cinco o número de plantas brasileiras com restrições naquele momento. Segundo André de Paula, a expectativa brasileira é que o processo possa resultar tanto na reabilitação de unidades que foram temporariamente retiradas da lista de exportadores quanto na habilitação de novos estabelecimentos. “Esperamos reabilitar algumas plantas que foram temporariamente descredenciadas e habilitar novas plantas”, disse o ministro à CNN. De Paula citou inspeções feitas por Japão, Coreia do Sul e União Europeia para concluir que o país tem obtido resultados favoráveis nos processos sanitários. Ele pontuou ainda que a visita pode ampliar o cardápio de produtos oferecidos, como miúdos. Em maio a China reconheceu o Brasil como livre da febre aftosa sem vacinação, o que amplia as possibilidades para o mercado do gigante asiático. “Há perspectiva de anúncios muito positivos na área de miúdos. Estamos otimistas que essa auditoria seja, a exemplo das outras, coroada de êxito. Isso acentua que o Brasil hoje é referência no que diz respeito à sanidade animal.” O resultado da missão, porém, não deve ser confundido com uma retomada automática das exportações de todas as unidades avaliadas. Depois da inspeção, ainda há etapas técnicas e administrativas que precisam ser cumpridas pelas autoridades chinesas. Para o setor, a importância da auditoria vai além das três plantas que serão visitadas. Uma avaliação positiva reforçaria a confiança no sistema brasileiro e poderia ajudar a destravar processos de reabilitação e habilitação de estabelecimentos para o mercado chinês. A missão ocorre em um momento de mudança importante no comércio de carne bovina entre Brasil e China. Segundo a Secex o Brasil exportou 2,2 milhões de toneladas de carne bovina entre janeiro e agosto, alta de 5,3% na comparação com o mesmo período de 2025. A receita chegou a US$ 12,79 bilhões, crescimento de 21,7%. Apesar do resultado positivo no acumulado do ano, agosto marcou uma forte desaceleração. Os embarques totais somaram 233,5 mil toneladas, queda de 22,2% em relação ao mesmo mês de 2025. O principal fator foi a China. O país recebeu 18,9 mil toneladas de carne bovina brasileira em agosto, uma queda de 88,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado de janeiro a agosto, entretanto, os chineses continuam na liderança, com 899,2 mil toneladas e US$ 5,51 bilhões em compras. O mercado respondeu por 40,8% de toda a carne bovina brasileira exportada no período. A redução dos embarques está relacionada ao esgotamento da cota tarifária estabelecida pela China para a carne bovina brasileira. Com o limite atingido, o produto que excede a cota fica sujeito a uma tarifa adicional, o que reduz a competitividade da carne brasileira no mercado chinês.

CNN BRASIL

Preço do boi gordo encerra a semana mais curta sem mudanças

Mercado está equilibrado, com a procura ajustada à oferta, segundo analistas. Cotação da novilha chegou mais próxima do valor do boi gordo

O mercado pecuário encerrou a semana mais curta (devido ao feriado do Dia da Independência) como começou: apresentando estabilidade. Nesta sexta-feira (11/9), das 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 29 não tiveram mudanças no preço do boi gordo na comparação diária. Foram registradas altas apenas no Triângulo Mineiro, Cuiabá (MT), Rondônia e Espírito Santo. Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço do boi gordo seguiu em R$ 345 a arroba para o pagamento a prazo. As cotações do “boi China”, da vaca e da novilha também não tiveram alterações. Em São Paulo, as cotações do boi ficaram durante toda a semana. O destaque foram as fêmeas, que tiveram altas, com a novilha chegando mais próxima do preço do boi gordo, alcançando R$ 340 por arroba. Segundo Alcides Torres, analista de mercado de Scot, essa procura por fêmeas ocorre porque os frigoríficos estão atendendo mais o mercado interno no momento. “Se a gente estivesse atendendo o mercado externo, o boi estaria puxando essa alta”, comentou. Segundo a Scot, para o boi, o mercado está equilibrado, com a procura ajustada à oferta. Já o indicador do boi gordo Cepea/Esalq, baseado nos negócios realizados no Estado de São Paulo, encerrou a sexta-feira com a cotação de R$ 349,50 a arroba, uma alta de 1,48% desde o início do mês. No mercado de reposição, o indicador do bezerro Cepea/Esalq, referente às cotações em Mato Grosso do Sul, fechou a semana com o preço médio de R$ 3.393,91, com queda acumulada de 0,28% em setembro.

GLOBO RURAL

Confinamento: custo alimentar cai 9,38% no Centro-Oeste em ago/26, diz ICAP/Ponta Agro

Custo em agosto foi de R$ 11,89 por cabeça/dia, o segundo menor valor de toda a série histórica

Em agosto/26, a queda do custo alimentar não foi suficiente para garantir maior lucratividade no confinamento do Centro-Oeste. Segundo o Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP), o custo alimentar recuou 9,38%, para R$ 11,89 por cabeça/dia, segundo menor valor de toda a série histórica. O ICAP é calculado a partir de dados de confinamentos monitorados por tecnologias da consultoria Ponta Agro. Segundo a empresa, o maior tempo de cocho, que passou de 99 para 107 dias, e a menor produção, de 8,08 para 7,81 arrobas por animal, contribuíram para elevar o custo da arroba produzida no Centro-Oeste em 11,07%, para R$ 200,61, e reduzir a lucratividade em 13,63%, para R$ 983,18 por cabeça. “A queda foi puxada principalmente pela dieta de terminação, que recuou 8,45%, para R$ 1.022,62/t MS, maior alívio mensal de 2026 na região. Os proteicos ficaram 24,85% mais baratos na ponderação e o DDG atingiu o menor preço do ano. Com isso, pela primeira vez desde fevereiro, a dieta de terminação do Centro-Oeste ficou mais barata que a do Sudeste, onde o custo foi de R$ 1.046,27/t MS (-1,96%)”, detalha a análise. A redução do custo alimentar, porém, não se traduziu em maior lucratividade no Centro-Oeste: o lucro da arroba produzida recuou 13,63%, para R$ 983,18 por cabeça, influenciado pelo maior tempo de cocho, menor produção de arrobas e maior participação dos demais custos. No Sudeste, diz a Ponta Agro, o movimento foi inverso, com alta de 1,59%, para R$ 1.163,88 por cabeça, maior resultado desde abril. No Centro-Oeste, o custo da dieta encerrou agosto 9,77% abaixo da média do trimestre maio-julho, com forte contribuição dos proteicos e energéticos. Segundo a Ponta Agro, o avanço da safrinha ainda mantém importantes ingredientes abaixo da média recente, enquanto a maior participação de fontes proteicas de menor custo também favoreceu a composição da dieta. ⦁ Energéticos: -4,99%. ⦁ Proteicos: -25,40%. ⦁ Volumosos: +19,45%. ⦁ Outros: -5,79%. Nos energéticos, o milho grão seco opera 11,9% abaixo da média trimestral, apesar da reação de preço registrada em agosto. Polpa cítrica (-9,3%) também contribuiu para o alívio. Entre os proteicos, o farelo de algodão está 36,7% abaixo da média, enquanto o maior peso do WDG — fonte proteica de menor custo — ajudou a intensificar a redução da categoria. Os volumosos seguiram na direção contrária, operando 19,45% acima da média trimestral, com destaque para silagem de milho (+10,9%), feno (+14,9%) e silagem de mombaça (+23,1%). Ainda assim, por serem componentes de menor custo relativo, a pressão não anulou a redução da dieta total. No Sudeste, o custo da dieta encerrou agosto 5,04% abaixo da média do trimestre maio-julho, com os volumosos exercendo a principal pressão de baixa. Energéticos também permaneceram abaixo da média, enquanto os proteicos apresentaram leve alta. ⦁ Energéticos: -2,86%. ⦁ Proteicos: +1,51%.

⦁ Volumosos: -12,53%. ⦁ Outros: -19,85%. Nos energéticos, polpa cítrica (-6,1%) e sorgo grão seco (-5,3%) ajudaram a reduzir o custo da categoria, enquanto o milho ainda opera 16,8% acima da média trimestral. Entre os proteicos, caroço de algodão (+10,6%), farelo de amendoim (+13,3%) e DDG (+3,1%) exerceram pressão de alta. Nos volumosos, a queda de 12,53% está relacionada principalmente ao avanço do bagaço de cana no mix das dietas durante a safra canavieira. “Mesmo com seu preço unitário acima da média trimestral, o ingrediente segue como o volumoso mais barato e difundido na região, contribuindo para reduzir o custo ponderado da categoria”, relata o comunicado da Ponta Agro.

PORTAL DBO

ECONOMIA

IPCA cai 0,32% em agosto, mais que o esperado

A queda de agosto foi mais intensa que a mediana das projeções de 32 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data, de 0,28% de recuo

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu 0,32% em agosto, após alta de 0,07% em julho, IPCA cai 0,32% em agosto, mais que o esperado segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é a maior deflação mensal em quatro anos, desde agosto de 2022 (-0,36%). Quando se considera apenas os meses de agosto, o ano de 2022 também é o marco de menor taxa. A maior influência para a queda no oitavo mês de 2026 foi da retração de 7,63% do preço da energia elétrica, o que representou -0,33 ponto percentual. Pelas contas do gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, o IPCA teria subido 0,01% em agosto se fosse retirada a influência da energia elétrica e o peso do produto fosse redistribuído para os demais. A queda de agosto foi mais intensa que a mediana das projeções de 32 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data, de recuo de 0,28%. O resultado ficou dentro do intervalo das projeções, que eram de baixa entre 0,38% e 0,22%. No acumulado do ano, até agosto, o IPCA subiu 3,11%. Nos 12 meses até agosto, o IPCA aumentou 4,22%, abaixo dos 4,44% até julho. Pela mediana das projeções do Valor Data a taxa esperada era de 4,26%. As estimativas variavam entre 4,16% e 4,33%. O resultado dos 12 meses até agosto ficou abaixo do teto da meta inflacionária estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e perseguida pelo Banco Central (BC). A meta de inflação é de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo. Pelos novos parâmetros, da meta contínua de inflação, o IPCA ultrapassa o alvo se a inflação em 12 meses permanecer acima de 4,5% por seis leituras seguidas. Das nove classes de despesas usadas para cálculo do IPCA, alimentação e bebidas reduziram o ritmo de baixa (de -0,67% para -0,34%) enquanto subiram mais artigos de residência (de 0,07% para 0,64%) e despesas pessoais (de 0,22% para 1,30%). Houve mudança de rumo em vestuário (de -0,66% para 0,12%) e educação (de -0,03% para 0,47%), assim como em habitação (de 0,99% para -1,87%), transportes (de 0,05% para -0,86%) e comunicação (de 0,04% para -0,09%). Saúde e cuidados pessoais avançaram menos (de 0,40% para 0,23%). Os preços de habitação, transportes e alimentação tiveram um impacto de 0,53 ponto percentual negativo na taxa do IPCA de agosto. Por outro lado, o cigarro foi a principal pressão para cima, com alta de 19,59% e impacto de 0,11 ponto percentual. Os três grupos registraram deflação em agosto. Os preços de habitação caíram 1,87%, com influência de 0,29 ponto percentual negativo. O movimento reflete a queda de 7,63% da energia elétrica, a maior intensa para um mês de agosto desde o Plano Real. O item respondeu, individualmente, por 0,33 ponto percentual negativo do IPCA geral. Isso é reflexo da incorporação do bônus de Itaipu, que é uma espécie de crédito que considera a conta de comercialização de energia da usina hidrelétrica. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a distribuição de R$ 872 milhões a título de bônus de Itaipu para reduzir a conta de luz de consumidores residenciais. Os descontos foram aplicados nas faturas emitidas entre 1º e 31 de agosto. Em transportes, o recuo de 0,86% reflete as quedas de 13,17% nas passagens aéreas e 0,91% nos combustíveis, com baixa no etanol (-3,95%), óleo diesel (-0,80%) e gasolina (-0,59%). Em alimentação e bebidas, foi o terceiro mês seguido de deflação em alimentos. As principais quedas em agosto vieram de batata-inglesa (-19,89%), cenoura (-11,22%), cebola (-11,07%), tomate (-10,94%), ovo de galinha (-4,15%) e café moído (-1,86%). De acordo com o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, o clima favorável de agosto ajudou a produção de alimentos, com aumento de oferta e preços mais baixos para o consumidor. “O resultado geral do IPCA em agosto é uma composição. Houve queda de energia elétrica, recuo de alimentos importantes na cesta famílias e passagens aéreas e combustíveis vieram negativos [com recuo de preços]. Pelo outro lado, tivemos a alta do cigarro”, disse. O Índice de Difusão, que mede a proporção de bens e serviços que tiveram aumento de preços num período, passou de 49,6% em julho para 54,4% em agosto, segundo cálculos do Valor Data considerando todos os itens da cesta. Sem alimentos, um dos grupos considerados mais voláteis, o indicador passou de 51,7% em julho para 56% no mês passado.

VALOR ECONÔMICO

Dólar sobe com mercado em busca de proteção antes de novas revelações do caso Master

O dólar ganhou força ante o real durante a tarde e fechou a sexta-feira em alta, após o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, dar 24 horas para que o ministro André Mendonça retire o sigilo de todos os documentos das investigações do caso Master.

O receio de que isso traga a público mais informações sobre o escândalo envolvendo o filme Dark Horse, atingindo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), deu força ao dólar, com investidores fazendo “compras de proteção” antes do fim de semana. O dólar à vista encerrou a sessão com alta de 0,47%, a R$5,1252. Na semana, a divisa acumulou baixa de 0,09% e, no ano, queda de 6,63%. Às 17h04, o dólar futuro para outubro — atualmente o mais negociado no mercado brasileiro — subia 0,36% na B3, aos R$5,1460. Fachin acatou pedido da Procuradoria-Geral da República e determinou que Mendonça retire o sigilo de todos os documentos dos inquéritos do caso Master, deixando de fora apenas informações de diligências ainda em curso que, se tornadas públicas, podem prejudicar as investigações. No mercado, a percepção era de que o fim do sigilo pode atingir a popularidade de Flávio, hoje o principal oponente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa eleitoral pelo Planalto. Anteriormente, um áudio em que Flávio pede dinheiro a Daniel Vorcaro, ex-dono do banco Master, para supostamente financiar o filme Dark Horse já havia causado estragos na candidatura do senador. O filme conta a história do pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado. Na noite da sexta-feira, também será divulgada a nova pesquisa Datafolha sobre a corrida presidencial. “Tem pesquisa para sair, tem o fim de semana, e ninguém sabe o que vem por aí. Então os agentes do mercado se protegem um pouco”, comentou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik, ao justificar a busca por dólar antes do fim de semana. Outros dois profissionais ouvidos pela Reuters confirmaram que a possibilidade de Flávio ser impactado pela quebra de sigilo, além da expectativa antes da nova pesquisa eleitoral, trouxe cautela para os negócios. No exterior, o dia foi marcado pela divulgação dos números de inflação nos EUA e pelo recuo do petróleo Brent, ainda que o preço do barril seguisse próximo dos US$105.

REUTERS

Ibovespa recua na sessão com inflação nos EUA e caso Master no radar

O Ibovespa fechou em queda na sexta-feira, enfraquecido por dados de inflação nos Estados Unidos e notícias sobre as investigações envolvendo o Banco Master e o senador Flávio Bolsonaro.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,56%, a 187.206,89 pontos, após marcar 188.586,47 na máxima e 186.207,69 na mínima do dia. O volume financeiro no pregão somava R$25,06 bilhões. Na semana, encurtada pelo feriado na segunda-feira, o Ibovespa acumulou uma alta de 1,11%, apoiado em fluxo de estrangeiros e pesquisas que mostraram uma disputa acirrada para a eleição presidencial em outubro. Dados mostrando aceleração da inflação nos Estados Unidos ampliaram as apostas de um aumento de juros na maior economia do mundo neste mês, o que referendou ajustes na B3 nesta sexta-feira. Excluindo alimentos e energia, o índice de preços ao consumidor norte-americano avançou 0,3%, ante acréscimo de 0,2% em julho e expectativa de elevação de 0,2%. Em contrapartida, no Brasil, o IBGE mostrou que o IPCA recuou 0,32% em agosto, a primeira deflação mensal em um ano, o que alimentou expectativas de que o Banco Central deve reduzir a taxa Selic para 13,75% na próxima semana. Brasília permaneceu no radar, após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, retirar os sigilos de parte dos inquéritos sobre o Banco Master, após um pedido neste sentido do presidente do Supremo, Edson Fachin. Os documentos mostraram que Mendonça abriu inquérito para investigar Flávio, candidato do PL à Presidência, em julho por supostos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas no caso dos repasses feitos pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar o filme “Dark Horse”, a cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. À tarde, Fachin acatou pedido da Procuradoria-Geral da República e deu 24 horas para que Mendonça retire o sigilo de todos os documentos das investigações sobre o caso Master. E ressalvou que só devem ficar de fora da quebra de sigilo informações de diligências ainda em curso que, se tornadas públicas, podem prejudicar investigações. Na visão do chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital, Gabriel Magno, as novas notícias envolvendo o Banco Master adicionaram um tom de cautela ao pregão. “O nome de Flávio estar conectado a estas investigações pode prejudicá-lo nas próximas pesquisas eleitorais, nas quais ele já vinha crescendo bem”, avaliou. “Já vimos neste ano em outros momentos que a população está sensível com estes temas e, conforme as notícias saem, impactam bastante como o eleitor irá votar ao fim do primeiro turno e no segundo turno.” O pregão fechou com agentes financeiros na expectativa de pesquisa Datafolha sobre o cenário eleitoral no país. Dados disponibilizados pela B3 ao longo da semana também reforçaram a percepção de retorno do capital externo para as ações brasileiras, com o saldo em setembro positivo em R$6,19 bilhões até o dia 9, com entrada líquida em todas as sessões do mês. No começo da semana, estrategistas elevaram a classificação do Brasil em seu portfólio de ações da América Latina para “overweight” ante “marketweight”, avaliando que a desaceleração da atividade econômica e os menores riscos inflacionários podem abrir espaço para um ciclo de afrouxamento monetário mais intenso. “O impacto de uma política monetária mais branda deve levar os valuations das ações a níveis menos pressionados, superando os riscos de revisões negativas nos lucros, da desaceleração da demanda e, em certa medida, até mesmo das incertezas eleitorais”, afirmaram em relatório a clientes, calculando a Selic em 11,25% no final de 2027, ante a previsão anterior de 12,75%. Na terça-feira, o Ibovespa chegou a superar os 189 mil pontos no melhor momento do dia pela primeira vez desde abril, mês marcado por recordes na bolsa paulista, quando o Ibovespa ensaiou atingir a marca inédita de 200 mil pontos.

REUTERS 

IPCA: Inflação de serviços registra em agosto menor taxa desde janeiro de 2024

A inflação de serviços ficou em 0,03% em agosto, pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a menor taxa mensal desde janeiro de 2024 (0,02%).

Nos 12 meses até agosto, a inflação de serviços se situou em 5,47%, acima dos 4,22% do IPCA geral em igual período. No resultado de agosto, os principais impactos para baixo vieram de passagem aérea (-13,17%) e transporte por aplicativo (-4,57%). No caso do transporte por aplicativo, o resultado de agosto incorpora a variação tanto do mês quanto de julho. Segundo o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, um erro no sistema do IBGE fez com que as variações regionais dos preços de julho repetissem as de junho. O problema só foi percebido após a divulgação do IPCA de julho. Posteriormente, portanto, o erro foi corrigido e os números desse item de agosto refletem o resultado acumulado de julho e agosto. “Não há revisão do índice de preços, mas os dados de agosto refletem o acumulado dos dois meses”, explicou. Por outro lado, os preços monitorados cederam 1,26% em agosto, após alta de 0,27% em julho. Nesse caso, a maior pressão para baixo veio de energia elétrica, com recuo de 7,63%. Também contribuíram para a deflação de monitorados em agosto a queda dos preços de gasolina (-0,59%) e de óleo diesel (-0,80%). Nos 12 meses até agosto, os preços monitorados acumulam alta de 4,42%. Os itens monitorados ou administrados são aqueles cujos preços são regulados por contratos ou por órgãos públicos e respondem menos à dinâmica de oferta e demanda da economia.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

USDA eleva projeção de importação norte-americana de carne bovina para 2026

A projeção de importação norte-americana para 2026 foi elevada em 130 milhões de libras, passando para 6,262 bilhões de libras, equivalentes a aproximadamente 2,84 milhões de toneladas.

Os Estados Unidos deverão ampliar as importações de carne bovina em 2026, diante da redução da produção doméstica e da expectativa de embarques mais fortes provenientes da América do Sul. A avaliação consta no relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A projeção de importação norte-americana para 2026 foi elevada em 130 milhões de libras, passando para 6,262 bilhões de libras, equivalentes a aproximadamente 2,84 milhões de toneladas. Segundo a análise, a revisão considera a ampliação, até novembro, das cotas sujeitas a tarifas reduzidas e a expectativa de maior oferta sul-americana no mercado dos Estados Unidos. Para 2027, o USDA manteve a estimativa de importação em 6,050 bilhões de libras, ou cerca de 2,74 milhões de toneladas. Embora o volume seja inferior ao projetado para 2026, continua acima das 2,44 milhões de toneladas registradas em 2025. Para 2026, a previsão de produção foi diminuída em 90 milhões de libras, para 24,877 bilhões de libras, aproximadamente 11,28 milhões de toneladas. A revisão foi provocada pela comercialização mais lenta do gado confinado, pelo menor peso médio das carcaças e pelo abate de vacas abaixo do previsto. Para 2027, o corte foi ainda maior, de 145 milhões de libras. A produção norte-americana está agora estimada em 24,835 bilhões de libras, ou 11,26 milhões de toneladas. O USDA considera, para esse período, carcaças mais leves e entradas, abaixo das expectativas, de animais nos confinamentos. Apesar da oferta mais restrita, o USDA diminuiu as projeções para o preço médio do boi nos Estados Unidos. Para 2026, a estimativa foi reduzida em US$ 8,00 por 100 libras, ficando em US$ 237,35 por 100 libras de peso vivo, equivalente a aproximadamente US$ 5.233 por tonelada. Para 2027, o corte foi de US$ 11,00 por 100 libras, levando a projeção para US$ 238,00 por 100 libras de peso vivo, o equivalente a cerca de US$ 5.247 por tonelada. Mesmo após as revisões, os valores permanecem acima dos US$ 224,37 por 100 libras registrados em 2025, aproximadamente US$ 4.946 por tonelada. A redução das estimativas para o terceiro e o quarto trimestres de 2026 está relacionada à demanda dos frigoríficos abaixo do esperado. O ajuste também alcança 2027 e indica maior cautela quanto à capacidade da indústria norte-americana de sustentar novas altas nas cotações. Exportações dos EUA têm leve aumento

USDA/WASDE 

USDA projeta exportações de 520 mil toneladas de carne bovina do Uruguai em 2027

A produção e as exportações de carne bovina do Uruguai devem crescer em 2027, impulsionadas pela maior disponibilidade de animais, pela demanda internacional firme e por preços que continuam estimulando investimentos na atividade.

De acordo com projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Uruguai deverá exportar cerca de 520 mil toneladas de carne bovina em 2027. A produção, por sua vez, poderá alcançar aproximadamente 650 mil toneladas, maior volume registrado desde 2021. A expectativa também é de crescimento dos abates, que devem chegar a 2,35 milhões de cabeças, retornando a níveis próximos à média da última década. As exportações de bovinos vivos devem permanecer entre 350 mil e 400 mil animais. O USDA projeta ainda peso médio de carcaça de 276 quilos e destaca a continuidade da tendência de produção de animais mais jovens e, ao mesmo tempo, mais pesados. Antes desse avanço, porém, o setor ainda deverá enfrentar uma disponibilidade mais limitada de animais em 2026. O USDA revisou para baixo sua estimativa de abate neste ano, para 2,15 milhões de cabeças. Entre as razões estão a menor produção de bezerros após a seca de 2023 e o prolongamento dos ciclos de engorda. Os preços elevados dos bezerros e a demanda da indústria frigorífica exportadora por animais mais pesados também têm levado os produtores a manter o gado por mais tempo antes do abate. Para 2027, o cenário muda com a perspectiva de maior oferta. O USDA projeta uma produção de 3,12 milhões de bezerros, o que representaria um recorde histórico. A média entre 2024 e 2027 deverá chegar a 3,06 milhões de bezerros por ano, acima dos 2,8 milhões registrados, em média, entre 2013 e 2023. E esse avanço deverá ocorrer sem grandes alterações no tamanho do rebanho reprodutor. Segundo o USDA, boa parte da melhora está relacionada ao aumento da eficiência reprodutiva. A taxa de prenhez teria avançado de aproximadamente 63% para 70%, apoiada por melhorias em nutrição, sanidade e manejo. O crescimento previsto reforça uma característica central da pecuária uruguaia: sua forte orientação para o mercado internacional. Segundo o relatório, aproximadamente 80% da produção de carne bovina do país é destinada às exportações. O acesso a mercados de maior valor contribui para sustentar os preços de exportação, que posteriormente se refletem no mercado doméstico de gado. Esse cenário, de acordo com o USDA, vem estimulando investimentos em pastagens, nutrição, genética, sanidade e sistemas de alimentação com grãos. A terminação com grãos também vem ganhando importância. O relatório destaca que a participação uruguaia na cota europeia 481, destinada a carne de alta qualidade, contribuiu para acelerar a adoção desse sistema de alimentação.

EL PAÍS

SUÍNOS

Preço do suíno vivo recua e mercado segue travado, apesar do avanço das exportações

Frigoríficos mantêm cautela diante da oferta elevada de animais, enquanto consumo doméstico apresenta melhora limitada e preço médio da carne suína exportada cai 9%

O mercado brasileiro de suínos encerrou a semana com negócios lentos e preços mistos tanto para o animal vivo quanto para os principais cortes comercializados no atacado. A avaliação é da Safras & Mercado, que identifica uma postura cautelosa dos frigoríficos diante da oferta disponível e do comportamento ainda irregular da demanda doméstica. A cotação média nacional do suíno vivo recuou de R$ 4,77 para R$ 4,75 por quilo. No atacado, o preço médio dos cortes de carcaça avançou levemente, de R$ 7,50 para R$ 7,52 por quilo, enquanto o pernil caiu de R$ 9,49 para R$ 9,47. Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, as indústrias avaliam que a disponibilidade de animais permanece acima das necessidades imediatas de abate. Esse cenário limita as compras e dificulta uma recuperação mais consistente das cotações. O escoamento da carne suína apresentou discreta melhora ao longo da semana, mas o movimento ainda não foi suficiente para sustentar uma reação dos preços. Na avaliação da consultoria, uma retomada mais sólida das cotações dependerá, inicialmente, de um ajuste na oferta disponível no mercado interno. Enquanto isso não ocorrer, os frigoríficos tendem a manter compras seletivas e escalas de abate ajustadas às necessidades de curto prazo. A situação aumenta a preocupação dos suinocultores, especialmente daqueles que atuam no mercado independente, diante do acúmulo de prejuízos e da dificuldade para repassar os custos de produção. As perspectivas para o consumo de carne suína continuam favoráveis. A maior disponibilidade de renda das famílias e a competitividade do produto em relação à carne bovina podem estimular as vendas nas próximas semanas. A carne suína costuma ganhar espaço no orçamento dos consumidores quando a diferença de preços em relação à proteína bovina aumenta. No entanto, essa vantagem ainda não se converteu em demanda suficiente para absorver a oferta e provocar uma recuperação ampla das cotações. O comportamento do atacado será decisivo para o mercado do suíno vivo. Uma melhora mais consistente nas vendas de cortes poderá estimular novas compras por parte dos frigoríficos e reduzir a pressão sobre os produtores. Em São Paulo, a arroba suína permaneceu cotada a R$ 95. No Rio Grande do Sul, o quilo do animal vivo ficou estável em R$ 4,80 no sistema de integração, mas recuou de R$ 4,65 para R$ 4,60 no interior do estado. Em Santa Catarina, o preço na integração permaneceu em R$ 4,65 por quilo. No mercado do interior catarinense, a cotação caiu de R$ 4,60 para R$ 4,55. No Paraná, o suíno vivo recuou de R$ 4,60 para R$ 4,55 por quilo no mercado livre. Na integração, o valor permaneceu em R$ 5,05. Em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, o preço ficou estável em R$ 4,80 por quilo. Na integração estadual, porém, houve queda de R$ 4,80 para R$ 4,65. Em Goiânia, a cotação recuou de R$ 5 para R$ 4,90. No interior de Minas Gerais, o preço permaneceu em R$ 5 por quilo, enquanto o mercado independente registrou estabilidade em R$ 5,20. Em Rondonópolis, Mato Grosso, o quilo vivo continuou cotado a R$ 5,05. Na integração estadual, o valor caiu de R$ 4,80 para R$ 4,65. No mercado internacional, as exportações brasileiras de carne suína in natura mantiveram desempenho positivo em volume no início de setembro. Nos quatro primeiros dias úteis do mês, os embarques geraram receita de US$ 58,583 milhões, com média diária de US$ 14,646 milhões. O Brasil exportou 24,927 mil toneladas no período, equivalentes a uma média de 6,232 mil toneladas por dia. O preço médio da carne suína exportada ficou em US$ 2.350,10 por tonelada, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Na comparação com setembro de 2025, a quantidade média diária embarcada cresceu 2,3%. Em contrapartida, a receita média diária recuou 6,9% e o preço médio por tonelada caiu 9%. Os números mostram que o setor brasileiro continua ampliando a presença no mercado internacional, mas encontra dificuldades para transformar o aumento dos volumes em maior faturamento. A desvalorização da tonelada exportada permanece, portanto, como um dos principais pontos de atenção para a cadeia suinícola. Para o mercado nacional, o cenário permanece condicionado ao equilíbrio entre oferta e consumo. Enquanto a demanda interna não ganhar força suficiente e o preço médio das exportações continuar pressionado, os frigoríficos devem manter a cautela e os preços do suíno vivo podem seguir sem espaço para uma recuperação consistente.

PORTAL DO AGRONEGÓCIO

FRANGOS

Frango/Cepea: Demanda aquecida eleva preços da carne no início de setembro

O mercado de carne de frango ganhou força no início de setembro, refletindo o aumento do consumo após o recebimento de salários e o feriado do Dia 7 de Setembro. Segundo o Cepea, esse movimento resultou em alta de preços em diversas regiões produtoras.  

De acordo com o Centro de Pesquisas, na ponta final do mercado, os preços dos cortes de frango negociados no atacado de São Paulo capital – tanto os congelados quanto os resfriados – também apresentaram forte aumento. Diante da maior demanda pela carne, a procura da indústria por novos lotes de frango vivo também cresceu. Segundo o Cepea, esse movimento sustentou a alta das cotações do animal no estado de São Paulo.

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