CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2756 DE 17 DE JULHO DE 2026

clipping

Ano 11 | nº 2756 | 17 de julho de 2026

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo: em São Paulo, a cotação não mudou

Mercado com poucos negócios, frigoríficos cautelosos nas compras e pecuaristas resistentes a preços menores. Na comparação feita dia a dia, a cotação não mudou. A quantidade de negócios diminuiu. 

Segundo os dados da Scot Consultoria, o boi gordo direcionado ao mercado doméstico de São Paulo segue cotado em R$ 330/@, o “boi-China” em R$ 333/@, a vaca gorda em R$ 310/@ e a novilha terminada em R$ 322/@ (valores brutos, no prazo). A segunda quinzena do mês traduz um quadro com cotações pressionadas e compras feitas para evitar carregar os estoques. Do lado da oferta, os pecuaristas resistiam às ofertas de compra a preços menores e restringiam a comercialização dos lotes. A estratégia era aguardar oportunidades de venda a preços melhores, reduzindo a fluidez dos negócios e deixando o mercado em compasso de espera. As escalas de abate atendiam, em média, a uma semana. O período era considerado confortável, já que a intenção não era alongar as escalas e, se a necessidade batesse à porta, havia margem para elevar a oferta. Na região Noroeste do Paraná na comparação feita dia a dia, não houve mudanças nas cotações. A oferta de bovinos estava ajustada e atende à demanda sem excedentes. Com escalas confortáveis, o mercado está em equilíbrio. As escalas de abate atendiam, em média, a 10 dias. Na Bahia, na região Oeste do estado, o mercado havia iniciado o dia com queda de R$3,00/@ na cotação do boi gordo. Para as demais categorias, estabilidade. Na região Sul, os preços estavam firmes e não houve mudanças na comparação feita dia a dia.

SCOT CONSULTORIA

Cotação do boi gordo mantém elevação

Posicionamento das escalas de abate faz indústria comprar gado de forma mais agressiva e, com isso, elevar preços

O mercado físico do boi gordo voltou a registrar negociações acima das referências médias ao longo da quinta-feira (16). O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias conta que o atual posicionamento das escalas de abate exige que as indústrias atuem de maneira mais agressiva na compra de gado, enquanto a oferta no geral se mostra mais restrita. “Ao mesmo tempo, os frigoríficos ainda operam com menor capacidade de abate neste momento em que a China se mostra menos participativa no mercado. O esgotamento precoce da cota chinesa ainda é um elemento importante a ser considerado nas estratégias dentro do mercado pecuário em 2026”, destaca. Média da arroba do boi gordo: São Paulo: R$ 332,17 — ontem: R$ 330,50. Goiás: R$ 316,96 — ontem: R$ 316,96. Minas Gerais: R$ 312,35 — ontem: R$ 311,76. Mato Grosso do Sul: R$ 330,57 — ontem: R$ 328,64. Mato Grosso: R$ 316,76 — ontem: R$ 315,88. Os preços da carne bovina seguiram estáveis no mercado atacadista nesta quinta-feira, refletindo um ambiente de negócios que sinaliza menor capacidade de sustentação das cotações na sequência do mês, conforme o efeito da entrada dos salários na economia perde força. “Paralelamente, a carne bovina vem perdendo competitividade em relação às proteínas concorrentes, que voltam a apresentar sinais de enfraquecimento, especialmente a carne de frango”, assinalou Iglesias. Quarto dianteiro: R$ 19,00 por quilo. Quarto traseiro: R$ 26,00 por quilo. Ponta de agulha: R$ 18,00 por quilo.

SAFRAS NEWS

Boi/Cepea: Carnes bovina e suína recuam em julho; frango registra alta

Movimento de baixa das cotações reflete mercado marcado pelo consumo doméstico moderado na 1ªquinzena de julho

Os preços da carne bovina com osso e suína negociados no mercado atacadista da Grande São Paulo vêm registrando queda nesta parcial de julho (de 30 de junho a 14 de julho), enquanto o valor do frango resfriado, também no atacado da Grande SP, está em alta. De acordo com o Cepea, o movimento de baixa das cotações das carnes bovina e suína reflete um mercado ainda marcado pelo consumo doméstico moderado na primeira quinzena de julho, período em que a reposição de estoques no atacado costuma ocorrer de forma mais cautelosa. Segundo o Centro de Pesquisas, no mercado bovino, a queda nos preços da arroba e a dificuldade de repasse dos preços ao varejo limitam as negociações. Ao mesmo tempo, a oferta mais restrita de animais terminados e o bom desempenho das exportações ajudam a limitar desvalorizações mais intensas. Quanto à carne suína, embora os embarques permaneçam aquecidos, a demanda doméstica ainda enfraquecida mantém as cotações sob pressão. O preço do frango, por sua vez, mantém um desempenho mais favorável, apontam pesquisadores do Cepea. Essa proteína tem preço mais competitivo que o das outras carnes e, portanto, beneficia-se do movimento de substituição por parte dos consumidores, mantendo a demanda firme. Segundo pesquisadores do Cepea, para a segunda quinzena de julho, o comportamento das cotações da carne bovina dependerá principalmente da intensidade da demanda doméstica e do ritmo da oferta de animais para abate. Caso o consumo não apresente recuperação consistente, a tendência é de manutenção da pressão sobre os valores das carnes bovina e suína no atacado, enquanto o preço do frango pode continuar encontrando sustentação caso a procura permaneça aquecida.

CEPEA 

Mercado de boi gordo vive disputa entre compradores e vendedores

O mercado de boi gordo brasileiro atravessa um momento de transição, marcado por uma verdadeira queda de braço entre frigoríficos tentando reduzir preços e pecuaristas resistindo para manter a cotação da arroba estável.

O mercado de boi gordo brasileiro atravessa um momento de transição, marcado por uma verdadeira queda de braço entre frigoríficos tentando reduzir preços e pecuaristas resistindo para manter a cotação da arroba estável. É o que avalia Alcides Torres, analista de mercado da Scot Consultoria, em entrevista para o Canal do Boi. Segundo Scot, mesmo com escalas de abate mais curtas e um cenário de menor oferta de gado, a arroba não deve disparar tão cedo: a demanda chinesa segue firme, com diferencial de R$3,00 a R$5,00 entre as praças, mas os frigoríficos têm evitado formar estoque de carne, o que segura o ritmo de alta. Ainda assim, a expectativa é de preços firmes ao longo do segundo semestre, sustentados pela retenção de fêmeas para reposição do rebanho. Já para quem trabalha com gado de reposição e bezerro, o cenário é mais animador: 2026 e 2027 se consolidam como “os anos da cria”, com preços superiores aos do ano passado. O analista também comenta a intenção dos confinadores de ampliar o volume de gado confinado no último trimestre do ano — e porque ele não vê, por ora, riscos que possam frear esse movimento.

SCOT CONSULTORIA 

Brasil propõe ao Uruguai ‘troca’ de volume de carne bovina para China

Medida não teria avançado por pressão de grandes companhias frigoríficas, que não querem perder espaço na União Europeia. Troca poderia incrementar as vendas brasileiras para os chineses em 100 mil toneladas a partir de 2027

Com o esgotamento da cota de exportação de carne bovina para a China em 2026 já na metade do ano, o Ministério da Agricultura propôs ao governo do Uruguai uma “troca” de volumes autorizados entre os países que poderia incrementar as vendas brasileiras para os chineses em 100 mil toneladas a partir de 2027, apurou a reportagem. A quantidade equivale a quase um mês de embarques e mais de meio bilhão de dólares em receita nas cotações atuais da proteína. Na negociação, o Brasil ofereceu repassar aos uruguaios a sua parcela da cota do Mercosul de exportação de carne bovina resfriada para a União Europeia de 2027 com tarifa reduzida. Uma fonte afirmou que o volume giraria em torno de apenas 7 mil toneladas. Em troca, o Uruguai renunciaria a 100 mil das 331 mil toneladas que tem para exportar para os chineses no ano que vem. O Uruguai teria dado aval à permuta dos volumes com validade a partir de 2027, mas o setor frigorífico brasileiro resistiu e a medida não foi concretizada entre os governos sul-americanos, disseram fontes. Consultado, o Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca uruguaio não respondeu. O ministério brasileiro não retornou. Fontes afirmam que a medida não avançou por pressão de grandes companhias frigoríficas, que não querem perder espaço na União Europeia. O mesmo posicionamento tem sido levado ao governo para tentar uma proibição do uso de antimicrobianos para atender exigências sanitárias dos europeus. Por outro lado, pequenos e médios frigoríficos defendem a troca. Muitas empresas são dependentes do mercado chinês e chegaram a desligar funcionários e dar férias coletivas com o esgotamento da cota chinesa. A interrupção das vendas deverá afetar o caixa dessas companhias. Um eventual acordo com os uruguaios abriria pelo menos mais um mês de vendas para os asiáticos e ajudaria a mitigar os efeitos financeiros para esses abatedouros. Os frigoríficos uruguaios não enfrentam barreiras para exportar para a UE, ao contrário do Brasil, que ainda não comprovou controle de não uso de antimicrobianos na carne enviada ao bloco. Por isso, apontam fontes, a troca de cotas seria viável e rentável para ambos os países. A Europa paga mais pela proteína. O preço médio pago pela carne brasileira neste ano está em US$ 9,1 mil por tonelada em cortes nobres de carne in natura. A China desembolsa cerca de US$ 6,2 mil por tonelada, mas para peças de menor valor agregado no Brasil. Outra fonte que acompanha o assunto disse que a troca de cotas não enfrentaria resistência do governo chinês e poderia ser viabilizada em um arranjo entre os países. O Mercosul tem uma cota de 99 mil toneladas de peso carcaça (55% de carne resfriada e 45% de congelada) para exportar para a UE com tarifa reduzida de 7,5%. Esse volume, no entanto, só será atingido no sexto ano de vigência do acordo comercial, em 2031. Até lá, o volume será crescente a cada ano. Em 2026, por exemplo, a cota com redução tarifária do Mercosul é estimada em 11 mil toneladas. Para 2027, serão 33 mil toneladas. Dessas, 18,1 mil toneladas serão de carne resfriada. A quantidade total será dividida entre os quatro países-membros. O Brasil, principal produtor e exportador, deverá ficar com a maior fatia, de pouco mais de 40%. Das 18,1 mil toneladas de carne bovina resfriada, cerca de 7,6 mil toneladas seriam do Brasil e entrariam no acerto com os uruguaios. A divisão oficial, no entanto, ainda não foi feita no âmbito do bloco sul-americano. É esse volume que o governo brasileiro ofereceu ao Uruguai em troca de 100 mil toneladas para a China com tarifa de 12,5%. O Uruguai tem cota de 324 mil toneladas para a China em 2026, mas exportou menos de 25% até maio, de acordo com dados oficiais do governo chinês. O ritmo é diferente da venda dos frigoríficos brasileiros. Oficialmente, já foram preenchidos 65% da cota de 1,1 milhão de toneladas neste ano, mas como há volumes em trânsito, os abatedouros já suspenderam a produção específica de cortes aos chineses e novos embarques em julho. Há um estranhamento entre conhecedores do assunto sobre as razões que levaram o setor frigorífico a negar o acordo com os uruguaios. “O Brasil vai ficar pelo menos dois anos sem cota para a União Europeia e não quis trocar por uma cota maior para a China”, disse uma fonte. No setor pecuário, a aposta é que o movimento tem como finalidade forçar queda no preço da arroba internamente. O Brasil, na teoria, manteria sua cota Hilton para a UE, de quase 8,9 mil toneladas, que teve a tarifa de 20% zerada após a entrada em vigor do acordo Mercosul-UE. Fora dessa cota, a tarifa é de 12,8% sobre o valor da mercadoria no embarque, acrescida de € 3,04 por quilo. As vendas para a Europa, no entanto, podem ser suspensas a partir de setembro por conta do uso de antimicrobianos. Uma fonte do governo uruguaio disse à reportagem que o tema não foi levado a frigoríficos e pecuaristas, mas que a negociação é vista como razoável pela amizade dos países e complementaridade dos mercados. Ela afirmou ainda que a medida seria positiva e “aceitável” não só para 2027, mas que fosse definida para o futuro. Dados do Instituto Nacional da Carne (Inac) do Uruguai mostram que o país exportou 23 mil toneladas de carne bovina para a União Europeia no primeiro semestre deste ano, volume 36% menor que os embarques do mesmo período do ano passado (36,2 mil toneladas) e em linha com a quantidade enviada nos seis primeiros meses de 2024 (23,9 mil toneladas). As vendas para a China somaram 82,7 mil toneladas de carne bovina de janeiro a junho deste ano, 12% menos que as 94 mil toneladas do mesmo período de 2025 e 19% menos que o primeiro semestre de 2024 (102 mil toneladas).

VALOR ECONÔMICO

ECONOMIA

Dólar sobe para perto dos R$5,10 com influência de exterior e tarifa dos EUA

O dólar fechou a quinta-feira em alta no Brasil, pouco abaixo dos R$5,10, refletindo o avanço da moeda norte-americana ante as demais divisas no exterior e as preocupações em torno da nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

O dólar à vista encerrou o dia com alta de 0,40%, aos R$5,0984. No ano, a moeda norte-americana passou a acumular baixa de 7,12% ante o real. Às 17h08, o dólar futuro para agosto — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro – subia 0,35% na B3, aos R$5,1170. Pela manhã, os EUA informaram que foram feitos 208 mil pedidos de auxílio-desemprego no país na semana passada, menos que os 217 mil projetados por economistas em pesquisa da Reuters. Em outra divulgação, os EUA informaram que as vendas no varejo subiram 0,2% em junho, em linha com o esperado. Após os números, que sugerem uma economia resiliente nos EUA, os rendimentos dos Treasuries ganharam força, atingindo os picos do dia, e o dólar avançou ante as demais divisas, incluindo o real. No Brasil, este movimento teve respaldo ainda das preocupações do mercado em torno da tarifa de 25% dos EUA sobre uma série de produtos brasileiros a partir de 22 de julho, conforme anunciado pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR na sigla em inglês). Ainda que a lista de exceções seja mais ampla que o esperado, a tarifação de produtos como etanol, máquinas agrícolas, papel e aço tem potencial para afetar setores específicos da economia brasileira, impactando o fluxo de dólares para o país. “Mas a movimentação (do dólar ante o real) hoje é mais por conta do fator externo do que qualquer outra coisa”, pontuou Jonathan Joo Lee, head da mesa de internacional e câmbio da Mirae Asset. “Com certeza (a tarifação) é uma pressão para eventual piora do real, mas o movimento de hoje não se resume a isso. O DXY (índice do dólar) está com tendência de alta”, reforçou. “Por mais que os EUA tenham isentado da tarifa vários produtos, ter tarifa nunca é bom”, pontuou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. “Mas este anúncio dos EUA já era esperado. Então, (a tarifa) tem importância na composição da cotação de hoje, mas não foi um efeito tão forte não”, avaliou Jefferson, acrescentando que o exterior foi, de fato, o principal vetor para o avanço do dólar.

REUTERS

Em junho, Valor Bruto da Produção Agropecuária é estimado em R$ 1,4 trilhão

Soja, bovinos, milho, cana-de-açúcar e frangos concentram a maior participação no indicador. O levantamento mensal do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) aponta que, em junho, o indicador foi estimado em R$ 1,4 trilhão.

Do total, R$ 893,1 bilhões correspondem ao faturamento da lavoura, segmento responsável por 64% do VBP. A pecuária representa R$ 511,1 bilhões, equivalente a 36% do valor estimado. O VBP mede o faturamento da produção agropecuária dentro dos estabelecimentos rurais. Entre os produtos e atividades com maior participação no indicador, a soja apresenta valor estimado de R$ 335,8 bilhões. Na sequência, estão bovinos (R$ 249,5 bilhões), milho (R$ 155,3 bilhões), cana-de-açúcar (R$ 108,7 bilhões) e frangos (R$ 107,3 bilhões). Em conjunto, esses itens correspondem a 68,3% do VBP nacional. A soja representa 23,9% do valor total estimado, enquanto a bovinocultura responde por aproximadamente 17,5% do indicador. No recorte por unidades da Federação, Mato Grosso apresenta o maior valor estimado, com R$ 213,5 bilhões, o equivalente a 15,2% do total. Em seguida aparecem Minas Gerais, com R$ 167,8 bilhões (12%), e São Paulo, com R$ 158,4 bilhões (11,3%). O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) é calculado mensalmente com base nas estimativas de produção e nos preços recebidos pelos produtores rurais. Os valores referentes a 2026 são preliminares e consideram as informações disponíveis até maio de 2026.

MAPA

Copa impulsiona varejo no Brasil em maio, mas vendas ficam abaixo do esperado

As vendas varejistas no Brasil voltaram a avançar em maio após um tropeço no mês anterior, impulsionadas pela venda de artigos relacionados à Copa do Mundo, com destaque para álbuns e figurinhas, mas ainda ficaram abaixo do esperado.

Na comparação com o mês anterior, as vendas do varejo subiram 0,1% em maio, informou na quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em abril, as vendas tiveram queda mensal de 1,6%, em dado revisado de contração de 1,5% informada antes, sendo o único resultado negativo no ano até maio. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, as vendas apresentaram avanço de 0,4%, segundo o IBGE. As expectativas em pesquisa da Reuters eram de altas de 0,5% na comparação mensal e de 1,15% na base anual. Um mercado de trabalho aquecido e medidas de estímulo ao consumo têm ajudado a compensar o peso da política monetária ainda restritiva apesar dos cortes recentes na taxa de juros, mas uma moderação da economia é esperada, com o consumo sentindo também o peso da inflação elevada, além de restrições de crédito. Entre as oito atividades pesquisadas na pesquisa do IBGE sobre o varejo, cinco apresentaram ganhos em maio, com destaque para o aumento de 15,2% em Livros, jornais, revistas e papelaria (15,2%). Também tiveram ganhos Tecidos, vestuário e calçados (3,1%), Móveis e eletrodomésticos (2,7%), todos os três com desempenho relacionado à Copa do Mundo, que começou em 11 de junho. “Todos esses setores aqui já antecipando, lá em maio, a Copa do Mundo, com alta nas vendas de álbuns de figurinhas, roupas e de televisores”, disse Cristiano Santos, gerente da pesquisa no IBGE. Apresentaram ainda resultados positivos Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (1,4%) e Combustíveis e lubrificantes (1,1%). Na outra ponta, tiveram quedas Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,7%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,5%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,3%). No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças; material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas em maio caiu 0,2% frente a abril.

REUTERS 

EMPRESAS 

Prima Foods, de Júnior Friboi, confirma compra de planta da Frialto

Negócio foi confirmado pela empresa do grupo JBJ Investimentos. Fechamento do negócio ainda depende da aprovação dos órgãos reguladores

A Prima Foods, frigorífico do grupo JBJ Investimentos, de Júnior Friboi, confirmou que adquiriu a operação da Frialto em Ji-Paraná (RO). “A negociação de aquisição da unidade foi concluída entre as partes. Entretanto, o efetivo fechamento do negócio depende da aprovação prévia dos órgãos reguladores. Até esta aprovação, a operação da unidade continua sendo conduzida de forma totalmente independente pela Frialto”, informou a companhia à reportagem, por nota. O negócio havia sido reportado primeiramente pelo The Agribiz. Júnior Friboi, ou José Batista Júnior, é irmão mais velho dos também empresários Joesley e Wesley Batista, controladores da JBS. Além da planta de Rondônia adquirida pela Prima Foods, a Frialto tem outras três plantas em Mato Grosso, nos municípios de Sinop, Matupá e Nova Canaã. Já a Prima Foods, fundada em 1949, foi adquirida pela JBJ em 2014. Até então, se chamava Mataboi Alimentos. A Prima Foods tem plantas em Araguari (MG), Santa Fé de Goiás (GO) e Cassilândia (MS). No primeiro semestre, a JBJ Agropecuária, uma das empresas da JBJ Investimentos e que atua na criação de gado, tentou comprar a Fazenda Conforto, de Nova Crixás (GO), que também fornece gado para a JBS. A operação precisava da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), e as empresas chegaram a solicitar a adoção do rito sumário, mais rápido, o que foi negado pela autarquia. Em junho, as duas empresas informaram que desistiram de ir adiante com o acordo. A reportagem também procurou a Frialto, mas não obteve retorno até a publicação.

VALOR ECONÔMICO 

EMPRESAS

JBS anuncia R$ 400 milhões em debêntures para apoiar produção de biodiesel e operação logística

A JBS anunciou na noite da quinta-feira (16/7) uma oferta pública de R$ 400 milhões em debêntures simples não conversíveis em ações, da espécie quirografária, com valor nominal unitário de R$ 1.000.

Em comunicado, a gigante do setor de carnes informou que os recursos serão destinados para ampliação das operações em biocombustíveis e de logística. A empresa estimou que R$ 93,98 milhões serão destinados para a planta de Campo Verde (MT), com objetivo de ampliar a capacidade produtiva de biodiesel da unidade de 410 m³ por dia para 600 m³ por dia. Para planta de Lins (SP), a JBS calculou investimento de R$ 89,25 milhões, para ampliar a capacidade de produção de biodiesel da unidade de 560 m³ por dia para 744 m³ por dia, também com previsão de conclusão em julho de 2036. Em Mafra (SC), a empresa estima desembolsar R$ 65,83 milhões para elevar a produção de biodiesel no local, de 1.025 m³ por dia para 1.370 m³ por dia. Nas três unidades de produção de biodiesel, os investimentos vinculados aos projetos foram iniciados em julho de 2022, e com data estimada para o encerramento em 15 de julho de 2036. Por fim, a indústria de carnes prevê destinar R$ 150,93 milhões para a JBS Terminais, no porto de Itajaí (SC). Os recursos serão utilizados em obras de ampliação e modernização do terminal portuário.

GLOBO RURAL 

INTERNACIONAL

Exportações de carne bovina do Uruguai recuam 16,6% no 1º semestre/26

Em receita, os embarques uruguaios nos primeiros seis meses do ano somaram US$ 1,33 bilhão, com queda anual de 1,3%

No primeiro semestre de 2026, as exportações de carne bovina do Uruguai atingiram 233,1 mil toneladas, com redução de 16,6% em relação ao resultado de igual período do ano passado, o Instituto Nacional da Carne (INAC). Em receita, os embarques nos primeiros seis meses do ano somaram US$ 1,33 bilhão, com recuo anual de 1,3%. Entre os produtos de exportação do Uruguai que mais geraram divisas até o momento em 2026, a carne bovina é a primeira do ranking, à frente da celulose e laticínios. Entre todas as carnes exportadas pelo país, a carne bovina representou 84% do faturamento total registrado no primeiro semestre deste ano. Na comparação com o mesmo semestre do ano passado, o preço da carne bovina uruguaia embarcada teve forte aumento de 18,4% no período de janeiro a junho de 2026, alcançando valor médio de US$ 5.718 por tonelada. Entre os principais compradores, destaque para a China e o bloco EUA-Canadá-México e a União Europeia, que representaram 28%, 38% e 17%, respectivamente, da receita total obtida nos primeiros seis meses do ano. Em 2025, o Uruguai obteve receita recorde de US$ 2,75 bilhões com as exportações de carne bovina, com avanço de 23,7% sobre o resultado de 2024. Em volume, as vendas externas do ano passado alcançaram 398,4 mil toneladas, com aumento anual de 8,78%. Em 2025, o preço médio da carne bovina foi de US$ 6.900 por tonelada, com acréscimo de 19,6% em comparação com 2024.

INAC

Queda no abate de bovinos nos EUA esconde mudanças importantes na oferta de carne

 À primeira vista, a redução de 8,7% no abate de bovinos nos Estados Unidos em 2026 pode sugerir apenas uma menor oferta de animais para o mercado. No entanto, uma análise mais detalhada mostra que a pecuária norte-americana está passando por mudanças estruturais importantes na forma como produz carne bovina.

Segundo os economistas Charley Martinez, da Universidade do Tennessee, e Will Secor, da Universidade da Geórgia, os números do abate precisam ser analisados em conjunto com o peso das carcaças, a retenção de fêmeas e a dinâmica dos confinamentos para compreender o verdadeiro cenário do mercado em 2026. Com o rebanho bovino dos Estados Unidos permanecendo em níveis historicamente baixos, a indústria encontrou uma forma de reduzir o impacto da menor disponibilidade de animais: aumentar o peso das carcaças. Em março de 2026, o peso médio das carcaças atingiu o recorde de 409 kg. Em maio, a média permaneceu próxima de 408 kg, cerca de 9 a 14 kg acima do mesmo período de 2025 e entre 29 e 39 kg superior à média registrada entre 2020 e 2024. Historicamente, os pesos das carcaças costumam atingir o ponto mais baixo por volta de junho antes de voltar a subir durante o segundo semestre. Caso a diferença em relação ao ano passado seja mantida, Martinez projeta que o peso médio poderá alcançar entre 415 e 420 kg até dezembro. Segundo o pesquisador, o aumento do peso das carcaças tem sido um dos principais fatores para evitar uma queda mais acentuada da produção de carne bovina. “O padrão de aumento no peso das carcaças continua evidente em 2026, permanecendo muito acima tanto da média de 2020 a 2024 quanto dos níveis registrados em 2025”, afirmou Martinez. Ele explica que margens favoráveis nos confinamentos, melhor desempenho dos animais e incentivos econômicos para maximizar a produção de carne por cabeça levaram os produtores a manter os bovinos por mais tempo na fase de terminação. Ao mesmo tempo, alerta que carcaças excessivamente pesadas podem, no futuro, afetar a classificação da carne, elevar os custos de alimentação e gerar descontos comerciais caso o mercado passe a penalizar animais muito pesados. Outro aspecto destacado por Will Secor é que a redução de 8,7% no abate ocorreu de maneira bastante desigual entre as diferentes categorias de animais. O abate combinado de novilhos e novilhas caiu 9,3% no primeiro semestre de 2026, mas as novilhas apresentaram retração bem mais intensa. Enquanto o abate de novilhas recuou 11,6%, o de novilhos caiu 7,8%. Essa diferença também aparece nos confinamentos. Em abril, as novilhas representavam apenas 37% do total de bovinos confinados, o menor percentual para esse mês desde 2018. Embora esse patamar seja semelhante ao observado em alguns anos recentes, como 2025, 2022, 2021 e 2020, o indicador reforça que mais fêmeas estão sendo retidas nas propriedades. Os números referentes às vacas mostram uma tendência ainda mais clara. O abate total de vacas caiu 5,9% em 2026, mas esse resultado reúne comportamentos bastante diferentes entre os dois segmentos da pecuária. Enquanto o abate de vacas leiteiras aumentou 3,9% até junho, o de vacas de corte recuou 16,3%. Segundo Secor, se esse ritmo for mantido até o final do ano, menos de 8% das vacas de corte existentes no início de 2026 serão destinadas ao abate. Isso representa mais um sinal de que os pecuaristas continuam priorizando a reconstrução do rebanho, em vez de liquidar matrizes. Os dois economistas apontam que o mercado vive atualmente uma combinação de oferta restrita e mudanças na estratégia dos confinamentos.

Para Martinez e Secor, alguns indicadores merecem atenção especial ao longo do restante de 2026. A economia do confinamento continua favorecendo o ganho adicional de peso. Enquanto as margens permanecerem positivas, a expectativa é de que os pesos dos animais terminados continuem aumentando sazonalmente até o quarto trimestre, embora seja importante acompanhar possíveis descontos para carcaças muito pesadas. A forte retenção de vacas de corte indica que muitos pecuaristas seguem apostando na reconstrução dos rebanhos, o que tende a manter a oferta de animais de reposição relativamente apertada por mais algum tempo. Por fim, o comportamento das novilhas continua sendo um dos principais indicadores para acompanhar a velocidade da expansão do rebanho norte-americano. Com menos novilhas entrando nos confinamentos e maior retenção nas fazendas, o mercado ganha um importante sinal sobre o ritmo — possivelmente lento — da recuperação da oferta de bovinos nos próximos anos.

DROVERS

SUÍNOS

Suíno/Cepea: Poder de compra do suinocultor paulista recua

O poder de compra do suinocultor paulista diante dos principais insumos da atividade (milho e farelo de soja) recuou na parcial de julho (até o dia 14) frente ao mês anterior. 

Dados do Cepea mostram que, frente ao derivado de soja, é a quarta baixa consecutiva e o menor patamar desde janeiro de 2024. Na comparação com o milho, o poder de compra é o mais baixo desde janeiro de 2023. Os preços do suíno vivo, do milho e do farelo registraram pequenos aumentos neste mês em São Paulo, mas as altas foram um pouco mais intensas para os insumos, pressionando o poder de compra, destacam pesquisadores do Cepea. Assim, o suinocultor paulista pode adquirir, neste mês, 4,92 quilos de milho ou 3,13 quilos de farelo de soja com a venda de um quilo do suíno vivo, recuos de 0,6% e de 0,4% frente a junho. De acordo com o Centro de Pesquisas, enquanto a oferta de animais segue elevada neste mês – o que tem impossibilitado valorizações mais significativas –, a demanda pela carne suína na ponta final do mercado está mais aquecida nesta primeira quinzena. Para a segunda metade de julho, contudo, o Cepea espera retração na procura pela proteína, tendo em vista o menor poder de compra da população.

CEPEA

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