
Ano 11 | nº 2749 | 08 de julho de 2026
NOTÍCIAS
Mercado do boi gordo frouxo em São Paulo
Negócios ocorreram em menor volume e a preços mais baixos. Os compradores estavam pressionando as cotações, enquanto a ponta vendedora resistia.
A oferta de compra abaixo das referências reduziu o volume de negócios. Mas, apesar da queda no volume, negócios foram realizados. Os frigoríficos que já estavam ativos estão com as mesmas referências, e aqueles que abriram compras na terça-feira estavam com preços deprimidos. A oferta de gado estava ajustada à demanda. No entanto, o consumo interno estava aquém do esperado, as vendas não reagiram, mesmo com a virada do mês, e o interesse por bovinos jovens aptos à exportação diminuiu. Dessa forma, na comparação feita dia a dia, as cotações do boi gordo, do “boi China” e da novilha caíram R$3,00/@. Para a vaca, estabilidade. As escalas de abate atendiam, em média, a uma semana. No sudoeste de Rondônia, na comparação feita dia a dia, a cotação do boi gordo e do “boi China” caiu R$3,00/@, para a novilha, queda de R$2,00/@. Para a vaca, estabilidade. Havia resistência do mercado em aceitar preços menores. Contudo, apesar dos negócios lentos e das compras moderadas, as escalas de abate estavam sendo preenchidas gradualmente, sem urgência por parte dos frigoríficos em alongá-las. As escalas de abate atendiam, em média, a uma semana. No Oeste do Maranhão, na comparação feita dia a dia, queda de R$3,00/@ na cotação do boi gordo. Para as demais categorias, a cotação não mudou. As escalas de abate atendiam, em média, a seis dias.
SCOT CONSULTORIA
Preço do boi gordo cai com baixo consumo interno de carne bovina
As ofertas de compra abaixo das referências reduziram o volume de negócios. A oferta de gado estava ajustada à demanda, mas interesse por bovinos jovens aptos à exportação diminuiu
O mercado pecuário esteve mais fraco na terça-feira (7/7), apresentando baixa liquidez em várias regiões, em um dia de negociações pressionadas. Os compradores reduziam as cotações, enquanto a ponta vendedora resistia, destaca a Scot Consultoria. A oferta de compra abaixo das referências reduziu o volume de negócios. Mas, apesar da queda no volume, negócios foram realizados. Segundo a Scot, os frigoríficos que já estavam ativos apresentaram as mesmas referências de valores. Os que abriram compras nesta terça-feira ofereceram preços deprimidos. A oferta de gado estava ajustada à demanda. No entanto, o consumo interno estava aquém do esperado, as vendas não reagiram, mesmo com a virada do mês, e o interesse por bovinos jovens aptos à exportação diminuiu. Dessa forma, de acordo com a Scot, nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, as cotações do boi gordo, do “boi China” e da novilha caíram R$ 3, com a arroba cotada a R$ 330, R$ 335 e R$ 322, respectivamente. Para a vaca, houve estabilidade nos preços. Em São Paulo, haverá um feriado no dia 9 de julho, o que pode tornar a posição das escalas de abate no Estado mais desconfortáveis, destaca a consultoria Safras & Mercado. Além das praças paulistas, os preços do boi gordo caíram em outras 13 regiões, especialmente em Mato Grosso, Minas Gerais e Pará. As demais 18 praças monitoradas pela Scot não tiveram mudanças na comparação com o dia anterior. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), no Centro Sul Baiano, houve queda pontual de R$ 5 no boi, diante da maior oferta de machos no mercado. As fêmeas, por outro lado, registraram reajuste de R$ 5 por arroba, uma vez que a oferta está mais restrita em relação à dos machos. Nas regiões de Colíder (MT), norte de Goiás e Rio Grande do Sul, foram registrados negócios com preços estáveis e escalas de abate curtas, entre dois e sete dias. Em relação ao mercado atacadista, os preços mostraram acomodação durante a terça-feira, afirma a Safras. “A eliminação precoce da Seleção Brasileira de futebol resulta em uma expectativa mais comedida de consumo em relação a Copa do Mundo”, destaca Fernando Iglesias, analista da consultoria.
GLOBO RURAL
Custo de confinamento atinge menor nível do ano no Sudeste em junho
Movimento reflete principalmente ajustes nos preços dos insumos da dieta. Mesmo com a queda da arroba do boi gordo, a atividade manteve rentabilidade
O custo de confinamento de gado recuou em junho no Brasil, com destaque para o Sudeste, onde o indicador atingiu R$ 11,79 por cabeça ao dia, queda de 2,23% em relação a maio e o menor patamar de 2026, segundo levantamento da Ponta Agro. O movimento reflete principalmente ajustes nos preços dos insumos da dieta, apesar de pressões pontuais em alguns componentes. No Centro-Oeste, o custo alimentar ficou em R$ 12,91 por cabeça ao dia, com leve alta de 0,62% no mês. Ainda assim, a região registrou redução de 9,93% no custo da arroba produzida, que caiu para R$ 186,36, impulsionada pela melhora na eficiência produtiva e pelo menor custo da dieta ao longo do trimestre. No Sudeste, apesar da queda do custo diário, o custo da arroba produzida subiu 2,13%, para R$ 199,29, refletindo o impacto combinado da queda no preço do boi gordo e do perfil dos animais abatidos. A retração no Sudeste foi puxada principalmente pela queda dos insumos proteicos, que recuaram 2,83% frente à média trimestral. O caroço de algodão foi o principal destaque negativo, com queda de 19,8%. Já os energéticos tiveram leve alta de 1,44%, com o milho grão seco subindo 7,0% na comparação com a média de abril a junho. Os volumosos subiram 15,80% no Sudeste, influenciados pelo encarecimento das silagens, movimento parcialmente compensado pela queda no preço do bagaço de cana. No Centro-Oeste, o custo da dieta ficou 4,16% abaixo da média trimestral, com queda dos volumosos (-37,13%) e dos energéticos (-8,25%). O milho caiu 8,0%, enquanto os proteicos ficaram praticamente estáveis (+0,50%). Mesmo com a queda da arroba do boi gordo, de 5,69% no Centro-Oeste (R$ 323,50) e de 3,35% no Sudeste (R$ 331,50), a atividade manteve rentabilidade. O lucro por cabeça ficou em R$ 1.053,25 no Centro-Oeste (+1,56%) e em R$ 1.007,41 no Sudeste (-10,36%).
GLOBO RURAL
Mato Grosso registra maior abate bovino da história para um primeiro semestre
Estado abateu 3,5 milhões de cabeças entre janeiro e junho deste ano; número cresceu 3,58% em relação ao primeiro semestre do ano passado
Mato Grosso registrou o maior volume de abates de bovinos para um primeiro semestre. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que, entre janeiro e junho deste ano, o estado abateu 3,5 milhões de cabeças. O recorde foi impulsionado principalmente pela forte demanda internacional por carne bovina, com destaque para a China. Segundo o instituto, o recorde do primeiro semestre de 2026 representa uma alta de 3,58% em relação aos abates do mesmo período de 2025. O resultado reflete o aquecimento das exportações e o aumento da procura por animais terminados ao longo dos primeiros seis meses do ano. A analista de bovinocultura de corte do Imea, Ana Eufrázio, destaca que o recorde foi sustentado pelo crescimento do abate de machos. “Neste primeiro semestre de 2026, Mato Grosso atingiu um volume de abates nunca visto antes para um primeiro semestre em toda a série histórica. Foram 3,65 milhões de cabeças abatidas, com destaque para o aumento no abate de machos e uma queda no abate de fêmeas”, explica. Do total abatido, 1,81 milhão de cabeças foram machos, avanço de 13,05% frente ao primeiro semestre de 2025. Já o abate de fêmeas recuou 4,26%, totalizando 1,85 milhão de animais. Ana Eufrázio explica que essa redução no envio de fêmeas aos frigoríficos evidencia a transição do ciclo pecuário em Mato Grosso. “Essa queda ocorre devido ao intenso abate de fêmeas registrado nos últimos anos e ao cenário atual, em que a reposição voltou a ser mais atrativa. Com isso, muitos produtores estão retendo matrizes para recompor o plantel, o que reforça essa mudança no ciclo da pecuária”, diz. O desempenho da pecuária mato-grossense também foi acompanhado pelo resultado histórico nas exportações de carne bovina. No primeiro semestre de deste ano, Mato Grosso embarcou 511,75 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC), crescimento de 38,76% em comparação com o mesmo período do ano passado. Em receita, as exportações somaram US$ 2,41 bilhões, avanço de 63,82%. Segundo o Imea, a forte demanda internacional, especialmente da China, foi determinante para esse desempenho nas exportações do estado. “O recorde de abates foi impulsionado pelo aumento da demanda dos frigoríficos, especialmente da China, que representa mais de 50% das exportações de carne bovina de Mato Grosso”, ressalta a analista. Outro fator que contribuiu para o aumento dos embarques foi a antecipação das exportações para o mercado chinês. Segundo o Imea, a imposição da cota de salvaguarda fez com que frigoríficos acelerassem os embarques antes do esgotamento do limite tarifário. “Dentro da cota, as exportações ocorrem normalmente. Fora dela, passa a incidir uma sobretaxa de 55%. Isso provocou uma corrida entre os frigoríficos no primeiro semestre para vender o maior volume possível antes do esgotamento da cota”, explica a analista Ana Eufrázio. Com o preenchimento da cota chinesa, o mercado começa a dar sinais de desaceleração. Na última semana de junho, o indicador do boi gordo a prazo recuou 2%, equivalente a R$ 6,62 por arroba, refletindo a menor atuação de parte das plantas exportadoras e um movimento de acomodação após as fortes valorizações registradas ao longo do semestre. Para os próximos meses, de acordo com projeções do Imea, a expectativa é de redução do ritmo das exportações para a China. Esse cenário pode pressionar as cotações no terceiro trimestre. “Esse cenário de demanda externa e da corrida para atender a cota explica os recordes de abate e de exportação registrados por Mato Grosso no primeiro semestre de 2026. A expectativa é que o mercado volte a se movimentar na segunda quinzena de outubro, já de olho na cota chinesa do próximo ano”, indica a analista.
FAMATO
Brasil exporta 660,70 mil bovinos vivos no 1° semestre/26, recorde para o período
Resultado obtido no acumulado de janeiro a junho deste ano representa avanço de 36,65% sobre os dados computados no mesmo intervalo de 2025, destacou a Agrifatto
As exportações brasileiras de bovinos vivos somaram 133,99 mil cabeças em junho de 2026, um aumento de 28,63% sobre maio/26 e avanço de 86,76% em relação ao resultado obtido em igual período do ano passado, informou a Agrifatto. A receita gerada pelos embarques atingiu US$ 183,61 milhões, correspondente a 56,62 mil toneladas, com valor médio de US$ 97,3/@ por animal comercializado, acrescenta a consultoria. No acumulado do primeiro semestre deste ano, o Brasil embarcou 660,70 mil bovinos vivos, resultado 36,65% superior ao observado no mesmo período de 2025 e que configura, até o momento, desempenho histórico para o período, destaca a Agrifatto. Entre os Estados exportadores, o Pará permanece como principal origem dos embarques, concentrando 55,06% do total, seguido pelo Rio Grande do Sul, com participação de 28,18%, informa a consultoria. Pelo lado da demanda, o fluxo segue altamente concentrado, com Turquia, Marrocos, Iraque e Egito respondendo conjuntamente por 98,41% do volume embarcado em junho, relata a consultoria. Segundo os analistas da Agrifatto, em termos de peso sobre a oferta doméstica, o gado vivo permanece como parcela pequena do abate agregado, mas relevante nos polos de origem. “Tomando como referência o primeiro trimestre de 2026, último dado divulgado pela Pesquisa Trimestral do Abate do IBGE, as 294,96 mil cabeças embarcadas equivaleram a 2,87% do abate nacional inspecionado no período, ante 2,36% no mesmo período de 2025”, apontou a Agrifatto.
PORTAL DBO
Carne bovina: Brasil já exportou 98,5% da cota livre da tarifa de 55% para a China, diz StoneX
A rápida ocupação da cota pelo Brasil tende a limitar os embarques destinados à China nos próximos meses, avalia a empresa
As exportações brasileiras de carne bovina registram desempenho recorde em 2026, mas o esgotamento antecipado da cota chinesa para importações deve provocar uma mudança importante no fluxo comercial do setor ao longo do segundo semestre. Segundo análise da StoneX, empresa global de serviços financeiros, a rápida ocupação da cota pelo Brasil tende a limitar os embarques destinados à China nos próximos meses, exigindo uma reorganização da estratégia exportadora brasileira e aumentando a disponibilidade de carne no mercado interno. De janeiro a junho, o Brasil exportou cerca de 1,5 milhão de toneladas de carne bovina, volume 16% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Parte desse avanço foi impulsionada pelas cotas chinesas estabelecidas para 2026, que anteciparam embarques ainda no último trimestre de 2025 e aceleraram os embarques no primeiro semestre deste ano. Até junho, aproximadamente 98,5% da cota brasileira já havia sido utilizada, aponta a StoneX. “Como o processo de internalização da carne na China leva entre 45 e 60 dias, os exportadores brasileiros anteciparam os embarques para garantir espaço dentro da cota. Esse movimento concentrou volumes no primeiro semestre e deve resultar em uma redução significativa das exportações para a China ao longo do terceiro trimestre”, explica Larissa Barboza Alvarez, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, em comunicado à imprensa. Segundo a StoneX, o cenário também traz reflexos para o próprio abastecimento chinês. Brasil e Austrália, os dois principais fornecedores globais de carne bovina para o país asiático, já preencheram ou estão muito próximos de preencher suas respectivas cotas. “A China possui o maior déficit global de carne bovina e depende fortemente das importações para suprir a demanda doméstica. Com os principais exportadores limitados pelas cotas e outros fornecedores enfrentando restrições de oferta, o mercado chinês pode enfrentar um período de maior aperto no abastecimento e pressão sobre os preços”, afirma Juliana Torres Santiago, analista de Inteligência de Mercado da StoneX. As analistas observam que esse movimento já começa a se refletir nos preços da carne na China. “Desde abril, as cotações vêm apresentando trajetória de alta, tendência que pode se intensificar à medida que a disponibilidade de produto importado diminui. O efeito pode alcançar também outras proteínas, como a carne suína, principal proteína consumida pelos chineses”, observa a StoneX. No Brasil, o principal impacto deve ser sentido na oferta doméstica. Com a redução temporária dos embarques para a China, parte da produção que seria destinada ao mercado externo tende a ser redirecionada para outros países compradores ou permanecer no mercado interno, que atualmente absorve entre 60% e 65% da carne bovina produzida no País. “O fim da cota chinesa aumenta a oferta disponível no mercado brasileiro no curto prazo. A redução dos abates de fêmeas reforça que o Brasil está entrando em uma fase de menor disponibilidade de animais, o que continua sendo um fator importante para a formação dos preços no médio prazo”, destaca Larissa. A StoneX avalia que o mercado futuro já incorpora parte dessas expectativas. Os contratos de curto prazo refletem cautela diante da desaceleração das exportações para a China, enquanto os vencimentos mais longos indicam percepção mais positiva, sustentada pela expectativa de retomada dos embarques com a abertura da cota chinesa de 2027 no último trimestre de 2026. “Os próximos meses devem ser marcados por um ajuste nas exportações brasileiras e pela redistribuição da oferta entre mercado interno e outros destinos. No entanto, a perspectiva de retomada das compras chinesas a partir da nova cota mantém o país como principal vetor de demanda para a carne bovina brasileira”, conclui Juliana, em nota.
PORTAL DBO
ECONOMIA
Dólar fecha em alta ante real após EUA revogarem autorização para petróleo do Irã
Após sustentar variações discretas ao longo do dia, o dólar se firmou em alta ante o real na reta final da sessão da terça-feira, em sintonia com o fortalecimento da moeda norte-americana no exterior, após os EUA revogarem uma autorização para a venda do petróleo iraniano.
Com as preocupações relacionadas ao Oriente Médio renovadas, o dólar à vista encerrou a sessão com alta de 0,42%, aos R$5,1539. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 6,10% ante o real. Às 17h03, o dólar futuro para agosto — atualmente o mais negociado no mercado brasileiro — subia 0,52% na B3, aos R$5,1845. O dólar exibiu variações contidas ante o real até o meio da tarde, quando surgiu a notícia de que os EUA revogaram uma licença geral que autorizava a venda de petróleo iraniano, conforme informou uma autoridade norte-americana, alertando que as ações do Irã no Estreito de Ormuz eram “totalmente inaceitáveis”. Mais cedo, a agência UKMTO, ligada à Marinha britânica, informou que três petroleiros relataram terem sido atingidos por projéteis desconhecidos no Estreito de Ormuz e nas proximidades nos últimos dias. Não houve comentário imediato de Teerã, nem reivindicação de responsabilidade. A revogação da licença deu força ao petróleo, acelerou o avanço dos rendimentos dos Treasuries e impulsionou o dólar ante outras divisas, incluindo o real. Após marcar a cotação mínima intradia de R$5,1294 (-0,05%) às 9h30, ainda na primeira hora da sessão, o dólar atingiu a máxima de R$5,1644 (+0,63%) às 16h18, já após a notícia sobre a licença para o petróleo iraniano. “O conflito entre EUA e Irã já se arrasta há meses sem sinal de solução, e essa indefinição segue sustentando a busca por proteção e reduzindo o espaço para cortes de juros americanos”, resumiu à tarde Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, em comentário escrito. No exterior, o dólar também subia ante outras divisas de países emergentes, como o peso mexicano, o rand sul-africano e a lira turca.
REUTERS
Ibovespa fecha em queda pressionado por Vale, mas acima de 172 mil pontos
O Ibovespa fechou em queda na terça-feira, pressionado principalmente pelas ações da Vale, enquanto os papéis da Petrobras evitaram um declínio mais forte, em dia de alta do petróleo no exterior.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,25%, a 172.020,68 pontos, tendo marcado 171.417,06 pontos na mínima e 173.543,67 pontos na máxima do dia. O volume financeiro somou R$20,82 bilhões. No exterior, a cena geopolítica retomou os holofotes após ataques a navios perto do Estreito de Ormuz, o que elevou os preços do petróleo, enquanto o setor de tecnologia pressionou Wall Street, com o S&P 500 encerrando com declínio de 0,45%. Na visão do sócio e advisor da Blue3 Investimentos Willian Queiroz, o pregão brasileiro foi influenciado por fatores externos, com o setor de tecnologia pressionando Wall Street, além dos ataques nas proximidades do Estreito de Ormuz, que fizeram os preços do petróleo subir no mercado internacional.
REUTERS
IGP-DI cai 0,79% em junho, informa FGV
Índice acumulou alta de 3% no ano e de 3,59% em 12 meses
O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu 0,79 % em junho, depois de avançar 0,80% em maio. Com este resultado, o índice acumula alta de 3% no ano e de 3,59% em 12 meses. Em junho de 2025, o IGP-DI havia caído 1,80% e acumulava alta de 3,83% em 12 meses. O resultado ficou acima da mediana de -0,57% das projeções dos economistas ouvidos pelo Valor Data, e dentro do intervalo das projeções de -0,36 a -0,80%. No acumulado em 12 meses, a mediana era de 3,83%, com intervalo de 3,58% a 4,04%. Em junho, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 1,36% ante variação positiva de 0,95%, no mês anterior. Analisando os diferentes estágios de processamento, o grupo de Bens Finais caiu 0,05% em junho, apresentando movimento oposto à alta de 0,91% observada em maio. O índice de Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para consumo, passou de 0 em maio para 0,01% em junho. A taxa do grupo Bens Intermediários registrou alta de 0,02% em junho, porém inferior à taxa de 0,77% observada no mês anterior. O índice de Bens Intermediários (ex), que exclui o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção, caiu 0,04% em junho, ante alta de 0,12% em maio. Por fim, o estágio das Matérias-Primas Brutas apresentou queda de 3,19% em junho, após subir 1,10% no mês anterior. Em junho, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou alta de 0,36%, porém com menor intensidade que no mês passado, quando o índice subiu 0,60%. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, cinco classes apresentaram recuo: Habitação (1,18% para 0,37%); Alimentação (1,29% para 0,47%); Vestuário (0,99% para ‑0,52%), Despesas Diversas (1,38% para 1,30%) e Comunicação (0,09% para 0,02%). Em contrapartida, três classes de despesa exibiram aumento em suas taxas de variação: Transportes (0,71% para 0,10%); Educação, Leitura e Recreação (0,20% para 0,37%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,47% para 0,50%). O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,78% em junho, de 0,88% em maio. Observam-se movimentações distintas nos três grupos que compõem o INCC na transição de maio para junho: o grupo Materiais e Equipamentos recuou de 1,21% para 0,56%; o grupo Serviços retrocedeu de 0,57% para 0,15%; e o grupo Mão de Obra intensificou a alta de 0,50% para 1,15%.
VALOR ECONÔMICO
MEIO AMBIENTE
Alemanha pode credenciar carne de MS para o mercado europeu
A carne produzida no Pantanal pode ganhar na Alemanha um importante passaporte para ampliar sua presença no mercado europeu.
A visita técnica de pesquisadores do Instituto Thünen a propriedades rurais de Corumbá e a Embrapa Pantanal integra um processo de avaliação da produção sustentável brasileira que poderá influenciar políticas e protocolos comerciais adotados pela Alemanha e por outros países da Europa. Para o setor produtivo, a iniciativa representa a oportunidade de transformar a pecuária pantaneira em uma vitrine internacional para Mato Grosso do Sul. O Estado está na lista dos cinco com maior rebanho bovino do Brasil e nesse setor, o Pantanal ganha destaque ao abrigar um dos maiores rebanhos por município do País. É em Corumbá que há a criação de cerca de 1,8 milhão de animais e, em geral, gado direcionado para a cria e vendido para engorda em outras regiões do Estado. Todo esse potencial econômico está agora mirando a oportunidade de ter um caminho mais consolidado para alcançar o mercado da Alemanha e abrir espaço para o mercado de outros países europeus. Esse direcionamento de comércio exterior está em andamento por conta de uma política que a Alemanha está adotando que envolve a visita e escuta de territórios com produção agropecuária, em especial o de proteína animal. A proposta é entender o equilíbrio entre produção sustentável e qualidade da carne. Durante o mês de junho, o Instituto Thünen visitou o Pantanal para conhecer de perto como ocorre a produção do gado e a sua relação com a conservação do território. Esse intercâmbio envolveu visita na Embrapa Pantanal e contato direto com produtores rurais pantaneiros por meio do Sindicato Rural de Corumbá. O instituto alemão, que é equivalente à Embrapa no Brasil em termos de função estratégica e desenvolvimento de protocolos e orientações técnicas para políticas públicas e acordos econômicos, já vem trabalhando com visitas específicas desde a COP30, realizada em 2025. A equipe de pesquisadores do Thünen desenvolve notas técnicas que ajudam a criar modelos matemáticos e econômicos para ajudar nas tomadas de decisões do mercado alemão, bem como do europeu. Na visita realizada em Corumbá, os pesquisadores tiveram contato com a Embrapa Pantanal e foram a propriedades rurais na Nhecolândia, bem como conversaram com produtores rurais e frigoríficos na região de Corumbá entre os dias 8 e 13 de junho. Uma das propriedades visitadas foi a fazenda Novo Horizonte, que fica na região do Porto da Manga, na Nhecolândia. Além da criação de gado, o local organiza alguns dos principais leilões de MS, com movimento comercial que alcança os R$ 10 milhões mensais. A expectativa de apresentar o equilíbrio entre produção e conservação na produção da proteína animal no Pantanal encontra alinhamento com políticas internacionais como a Sharm el-Sheikh Joint Work on Climate Action on Agriculture and Food Security. Ela prioriza a produção sustentável no mundo. O Instituto Thünen considera essa proposta de trabalho e realizou análises em políticas de regulação do desmatamento a serem aplicadas no setor do agronegócio, tanto para balizar o direcionamento do comércio exterior na Alemanha, como em países europeus. O instituto, que só deve se manifestar sobre as visitas técnicas após relatórios serem publicados, já divulgou que a partir deste ano defende a implementação de compromisso de não desmatamento por parte de empresas. Relatório da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) apontou que nos primeiros cinco meses deste ano, o agronegócio de MS foi responsável por US$ 4,49 bilhões em exportações, o que significa 10,3% a mais que o mesmo período de 2025. A carne representou 25,3% do total da receita, o que equivale a US$ 1,13 bilhão e uma alta de 37,6% com relação a 2025. O Bloco Europeu foi o responsável por 11,4% do faturamento, com o valor de US$ 510,8 milhões. Os Estados Unidos compraram o equivalente a US$ 250,4 milhões do agronegócio sul-mato-grossense e representou 5,6% da receita”, detalhou o boletim Casa Rural.
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