
Ano 11 | nº 2748 | 07 de julho de 2026
NOTÍCIAS
Mercado do boi gordo: estabilidade em São Paulo
Compradores buscaram preços menores, mas encontraram pouca disposição de venda no início da semana.
A semana começou com preços sem mudanças. Parte da indústria frigorífica estava fora das compras e aquelas que estavam ativas, trabalhavam com as mesmas referências da sexta-feira passada (3/7). Havia compradores ofertando preços menores. Contudo, apesar da pressão, negócios em patamares inferiores não são fechados. A expectativa era de uma postura firme da ponta vendedora. Compradores relatavam que nenhuma oferta de venda foi feita pela manhã. As escalas de abate atendiam, em média, a sete dias. Na exportação de carne bovina in natura, em junho, o volume exportado foi de 279,7 mil toneladas, com média diária de 13,3 mil toneladas, alta de 16,0% em relação ao volume embarcado no mesmo período de 2025. O preço médio da tonelada ficou em US$6,5 mil, avanço de 20,0% na comparação ano a ano. O faturamento somou US$1,8 bilhão, consolidando-se como o maior faturamento de toda série histórica, com crescimento de 39,2% frente a junho do ano passado e de 3,0% em comparação com outubro do ano passado, que era, até então, o melhor mês da série histórica. O volume embarcado, em consequência, foi recorde para o mês, sendo o melhor mês de junho da história, além do maior volume exportado em 2026. Em relação ao preço médio pago por tonelada, trata-se do terceiro maior da série histórica e do maior desde julho de 2022. No mercado atacadista da carne com osso, mesmo com a virada do mês, o mercado esteve fraco e com queda no preço das carcaças. O atacado acompanhou o ritmo lento do varejo, com poucos pedidos de distribuição e com sobras no estoque. Com o recebimento do salário, a expectativa era de que a demanda aumente e o mercado melhore. A cotação da carcaça casada do boi capão caiu 0,2%, ou R$0,05/kg. A do boi inteiro caiu de 0,9%, ou R$0,20/kg. A cotação da carcaça casada da vaca caiu 0,7%, ou R$0,15/kg. A da novilha caiu 0,7%, ou R$0,15/kg. No mercado de proteínas alternativas, a cotação do frango médio caiu 0,5%, ou R$0,03/kg. Já a do suíno especial subiu 1,1%, ou R$0,10/kg.
SCOT CONSULTORIA
Frigoríficos continuam encontrando dificuldades para alongar suas escalas de abate
O mercado físico do boi gordo segue marcado por tentativas de compra em patamares mais baixos em grande parte do país.
“No entanto, desde a semana passada o ambiente de negócios permanece bastante truncado, com reduzida fluidez nas negociações”, aponta o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias. De acordo com ele, mesmo diante da diminuição do ritmo de processamento, estratégia adotada pela indústria frigorífica para adequar a produção a uma nova realidade de demanda após o esgotamento precoce das cotas de exportação de carne bovina para a China, os frigoríficos continuam encontrando dificuldades para alongar suas escalas de abate. “Na média nacional, as programações seguem atendendo entre cinco e sete dias úteis, evidenciando que a oferta de animais terminados permanece suficiente apenas para manter uma cobertura relativamente curta”, disse o analista. Preços médios do boi gordo: São Paulo: R$ 327,33. Goiás: R$ 314,50. Minas Gerais: R$ 310,18. Mato Grosso do Sul: R$ 316,14. Mato Grosso: R$ 318,58. O mercado atacadista abriu a semana apresentando acomodação em seus preços. “A eliminação precoce da seleção brasileira de futebol resulta em uma expectativa mais comedida de consumo em relação à Copa do Mundo”, alerta. Iglesias ainda pondera que a carne bovina ainda perde competitividade em relação às proteínas concorrentes, em especial se comparada à carne de frango. Quarto dianteiro: R$ 20,00 por quilo. Quarto traseiro: R$ 25,50 por quilo. Ponta de agulha: R$ 18,50
SAFRAS NEWS
ECONOMIA
Dólar fecha abaixo dos R$ 5,15 com enfraquecimento das cotações também no exterior
O dólar perdeu força gradativamente no Brasil na segunda-feira e encerrou a sessão novamente abaixo dos R$5,15, acompanhando o enfraquecimento da moeda norte-americana ante parte das demais divisas no exterior, em um dia sem gatilhos fortes para as operações.
O dólar à vista encerrou a sessão com queda de 0,71%, aos R$5,1322. Essa é a menor cotação de fechamento desde 17 de junho, quando atingiu R$5,1104. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 6,50% ante o real. Às 17h10, o dólar futuro para agosto — atualmente o mais negociado no mercado brasileiro — cedia 0,80% na B3, aos R$5,1675. Após o feriado de sexta-feira nos EUA, que reduziu a liquidez nos mercados em todo o mundo, o dólar iniciou a segunda-feira em alta ante divisas fortes como o euro, a libra e o iene — neste caso, com a moeda japonesa se mantendo próxima das menores cotações em 40 anos. O dólar também subia ante boa parte das divisas de países emergentes. No entanto, durante a manhã e o início da tarde o dólar se enfraqueceu ante o euro, a libra e outras divisas — incluindo o real, que liderou o ranking de ganhos ante a moeda norte-americana durante a segunda metade do dia.
“O dólar abriu para cima por conta de fatores técnicos e seguindo o exterior, mas esse cenário não foi suficiente para manter o real para baixo”, comentou à tarde o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo, citando um ambiente favorável ao risco no câmbio brasileiro. “O petróleo está para baixo e as apostas de alta de juros nos EUA estão caindo”, destacou. Após marcar a cotação máxima intradia de R$5,1846 (+0,30%) às 9h02, logo após a abertura, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,1277 (-0,80%) às 15h53, em uma sessão de agenda esvaziada no Brasil e no exterior. Mais cedo, o boletim Focus do Banco Central revelou que a mediana das projeções dos economistas para o dólar no fim de 2026 seguiu em R$5,20 e para o encerramento de 2027 permaneceu em R$5,28. A inflação esperada para este ano foi de 5,33% para 5,30% e para o próximo passou de 4,17% para 4,18%. Já a taxa básica Selic projetada para o fim deste ano seguiu em 14,00% e para o final do próximo ano em 12,00%. Atualmente a Selic está em 14,25%.
REUTERS
Ibovespa fecha em queda descolado de NY e com volume reduzido
O Ibovespa fechou em queda na segunda-feira, mais do que devolvendo os ganhos da última semana, em sessão descolada de Wall Street e com agenda econômica esvaziada. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,93%, a 172.447,58 pontos, marcando 171.621,70 pontos na mínima e 174.057,47 pontos na máxima do dia.
O volume financeiro somou R$17,25 bilhões, ante média diária no ano de R$33,7 bilhões. Nos três primeiros pregões de julho, a média ficou em R$19,5 bilhões. Na semana passada, o Ibovespa acumulou um ganho de 0,45%, fechando a sexta-feira acima dos 174 mil pontos pela primeira vez em cerca de um mês. Analistas do Itaú BBA reiteraram na segunda-feira que o Ibovespa segue sem direção definida e ainda opera próximo a um suporte importante, dos 167.600 pontos. “Para entrar em tendência de alta no curto prazo, o Ibovespa precisará superar a região dos 174.900 pontos. Nesse caso, os objetivos passam a ser 179.500 e 188.700 pontos”, acrescentaram no relatório Diário do Grafista. Em Nova York, o S&P 500 encerrou com acréscimo de 0,72% na segunda-feira, com as ações da Broadcom e de empresas de semicondutores entre os destaques positivos.
REUTERS
Expectativa para inflação este ano cai pela 1ª vez após 16 semanas
A expectativa para a inflação deste ano na pesquisa Focus foi reduzida pela primeira vez após 16 semanas, de acordo com o levantamento divulgado na segunda-feira pelo Banco Central.
Os analistas consultados pelo BC veem agora alta de 5,30% do IPCA em 2026, de 5,33% na semana anterior. A revisão para baixo acontece após 15 semanas de altas seguidas e uma de manutenção. O IBGE divulga na sexta-feira os dados de junho do IPCA, após avanço de 0,58% em maio que levou a inflação em 12 meses a 4,72%. Mas para 2027 a conta no Focus subiu pela sétima vez, a 4,18%, de 4,17% antes. Para o ano seguinte a estimativa segue em 3,70%. O centro da meta oficial para a inflação é de 3,00%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou ainda manutenção da perspectiva para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano em 1,99%. Para 2027 a projeção melhorou em 0,01 ponto percentual, a 1,69%. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que não houve alteração no cenário para a política monetária, com a Selic calculada em 14,0% em 2026 e 12,0% em 2027. Com a taxa básica atualmente em 14,25%, os especialistas veem corte de 0,25 ponto percentual na reunião de agosto do BC.
REUTERS
Balança comercial brasileira tem superávit de US$ 2,27 bi na 1ª semana de julho
O valor é resultado de US$ 5,89 bilhões em exportações e US$ 3,62 bilhões em importações no período
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,27 bilhões na primeira semana de julho, informou a Secretaria do Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/Mdic). O valor é resultado de exportações de US$ 5,89 bilhões e importações de US$ 3,62 bilhões no período. No ano, o saldo positivo da balança soma US$ 44,63 bilhões. A média diária de exportações avançou 40,6% até a primeira semana de julho, para US$ 1,96 bilhão, quando comparada a julho do ano passado. O crescimento foi sustentado pela indústria extrativa (+81,7%) e de transformação (+39,4%), seguido pelos embarques da agropecuária (+1,5%). Já a média diária de importações cresceu 10,4% até a primeira semana de julho, para US$ 1,21 bilhão, em relação a igual mês de 2025. O desempenho foi puxado pelos desembarques da indústria extrativa (+86,6%), agropecuária (+15%) e indústria de transformação (+7,4%).
VALOR ECONÔMICO
Agronegócio mantém ritmo recorde de exportações no 1º semestre
Vendas externas do setor somam US$ 86,5 bilhões, com aumento de 6% no período.
Apesar do cenário difícil no mercado externo, principalmente por problemas geopolíticos, as exportações do agronegócio do Brasil somaram US$ 86,5 bilhões no primeiro semestre, um recorde para o período e 6% acima das de 2025. As importações, com o aumento dos preços dos insumos, principalmente dos fertilizantes, subiram para US$ 17,2 bilhões, 3% a mais. Os dados são da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), que aponta boa evolução das exportações de soja, carnes e milho, mas recuo nas de café e de açúcar. Boa parte das receitas obtidas pelo Brasil no mercado externo vem do complexo soja (grão, farelo e óleo). De janeiro a junho, foram US$ 34,9 bilhões. A soja, com a produção recorde deste ano, lidera as exportações. No primeiro semestre, o país colocou 69,6 milhões de toneladas da oleaginosa no mercado externo, com receitas de US$ 29,1 bilhões. Houve aumento também nas exportações de farelo e de óleo, uma vez que o país vem obtendo um patamar recorde de esmagamento interno, principalmente para atender o mercado de biodiesel. As carnes, com receitas de US$ 17,4 bilhões no ano e aumento de 26%, continuam sendo o grande destaque. O volume exportado atingiu 5,43 milhões de toneladas, somando as três principais proteínas (carnes bovina, suína e de frango). Todas as três chegaram a patamares recordes de exportação neste ano, mas a bovina, com a demanda chinesa, já soma US$ 9,9 bilhões. Ao contrário do ano passado, quando as tarifas dos Estados Unidos puseram um freio na entrada de carne bovina brasileira por lá, o Brasil voltou ao mercado americano e aumentou as vendas para a China. Nos próximos meses, a carne brasileira ficará mais cara para os chineses, devido ao preenchimento da cota de 1,1 milhão de toneladas sem a tarifa extra de 55%. Essa taxa agora será somada aos 12% já existentes. Além disso, os europeus prometem barrar a carne bovina e a de frango a partir de setembro. No mês passado, a União Europeia importou 28 mil toneladas de carne de frango e 8.194 de carne bovina. Os volumes são pequenos em relação aos principais mercados, mas os preços pagos pelos europeus são maiores. Em junho, os europeus pagaram uma média de US$ 9.200 por tonelada de carne bovina. Os chineses, US$ 6.682. As exportações de milho, embora o período de maior venda externa seja no segundo semestre, aumentaram 21% de janeiro a junho, atingindo 1,79 milhão de toneladas. O Brasil, no entanto, terá dificuldades nas exportações dos próximos meses, devido à concorrência do cereal dos Estados Unidos e da Argentina, países que tiveram recorde de produção. Entre as quedas de receitas, estão dois dos importantes produtos da balança comercial brasileira: café e açúcar. Ambos tinham valores elevados devido à menor oferta nos anos recentes. O quadro de oferta mundial se recompõe, e os preços são menores. Isso se reflete na balança comercial brasileira, uma vez que o país é líder mundial nesses dois produtos. As importações brasileiras de produtos relacionados ao agronegócio mantiveram alta, devido ao aumento de preços dos principais insumos que o país compra. Entre eles, os fertilizantes. O país adquiriu 18,3 milhões de toneladas de janeiro a junho desse insumo, 6% a menos do que no ano passado, mas gastou US$ 7 bilhões, 9% a mais. Já as importações de agrotóxicos recuaram para 7,5% em volume e 14% em despesas. O país importou 333 mil toneladas no ano.
FOLHA DE SP
INTERNACIONAL
Carne bovina dos EUA ganha vantagem na China com restrições a Brasil e Austrália
A decisão da China de renovar as licenças de importação de centenas de frigoríficos dos Estados Unidos ainda não reativou o comércio de carne bovina, mas aumentam as chances de novos embarques no segundo semestre do ano.
Os preços nos EUA estão altos e a demanda chinesa muito fraca para que as exportações tenham se recuperado imediatamente, o que indica como as realidades comerciais estão interferindo no descongelamento diplomático que se seguiu à cúpula entre os presidentes em maio. Mas um impulso pode estar a caminho, à medida que as cotas chinesas atribuídas a outros grandes fornecedores se esgotam — desde que a trégua comercial com Washington se mantenha. A carne bovina australiana enfrenta agora tarifas elevadas, enquanto o Brasil está prestes a esgotar sua cota. “Acho que ainda há muito o que esperar no que diz respeito às exportações de carne bovina dos EUA para a China no segundo semestre do ano”, disse Alice Xuan, analista da Shanghai JC Intelligence. “A Austrália esgotou sua cota, mas os EUA ainda têm bastante, e isso lhes dá uma grande vantagem.” Os preços da carne dos EUA dispararam para níveis recordes, impulsionados pelo menor rebanho de gado das últimas décadas. Enquanto isso, a desaceleração da economia chinesa e as medidas de austeridade do governo para os funcionários públicos minaram a demanda pelos cortes de carne de alta qualidade que costumam ser servidos nos banquetes chineses. As importações totais de carne bovina do país caíram no ano passado pela primeira vez em pelo menos uma década. Ao mesmo tempo, a produção doméstica aumentou para ajudar a conter os preços. Brasil, Argentina e Austrália foram os principais fornecedores estrangeiros da China em 2025. Os EUA exportaram apenas 49.000 toneladas de carne congelada — o principal produto de exportação — após o agravamento das tensões comerciais. Para este ano, a China estabeleceu cotas de importação para proteger os pecuaristas locais. Essas cotas já se esgotaram para os embarques australianos, deixando os exportadores sujeitos a uma tarifa de 55%. A carne bovina de alta qualidade dos EUA está em pé de igualdade com a australiana em termos de qualidade e preço, afirmou Xuan. O Brasil, principal exportador, que geralmente fornece carne mais barata, está prestes a atingir sua cota. Os EUA, porém, ainda mantêm sua cota de 164.000 toneladas praticamente intacta e pronta para ser utilizada. A China certamente comprará mais carne bovina dos EUA, afirmou Brett Stuart, sócio fundador da consultoria Global Agritrends, acrescentando que ainda há demanda por parte dos chineses mais abastados pela carne bovina de alta qualidade, alimentada com grãos, na qual os EUA são especializados. Mas outros cortes, mais econômicos e saborosos, como acém, costela curta e tripa, também enfrentarão maior concorrência assim que a China retornar ao mercado.
BLOOMBERG LÍNEA
SUÍNOS & FRANGOS
Exportações de carne suína crescem no primeiro semestre e devem ter recorde em 2026
A receita acumulada entre janeiro e junho alcançou US$ 1,859 bilhão, alta de 7,9% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. As exportações brasileiras de carne suína somaram 794,2 mil toneladas no primeiro semestre de 2026
As exportações brasileiras de carne suína somaram 794,2 mil toneladas no primeiro semestre de 2026, volume 10% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 722 mil toneladas, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A receita acumulada entre janeiro e junho alcançou US$ 1,859 bilhão, alta de 7,9% em relação ao mesmo intervalo do ano passado, que totalizou US$ 1,723 bilhão. Em junho, foram exportadas 132,4 mil toneladas, queda de 3,5% na comparação com o mesmo mês de 2025. A receita no período foi de US$ 312,8 milhões, recuo de 8,4% frente aos US$ 341,7 milhões registrados um ano antes. Entre os principais destinos em junho, as Filipinas lideraram as importações, com 23,5 mil toneladas, seguidas por Japão (17,2 mil toneladas), Chile (11,7 mil toneladas), China (11,4 mil toneladas) e Hong Kong (8 mil toneladas). Também figuram entre os principais compradores México (6,9 mil toneladas), Singapura (5,9 mil toneladas), Argentina (5,9 mil toneladas), Vietnã (5,8 mil toneladas) e Uruguai (4,7 mil toneladas). Santa Catarina permaneceu como principal estado exportador, com 65,2 mil toneladas embarcadas em junho, seguido por Rio Grande do Sul (31,4 mil toneladas), Paraná (20,7 mil toneladas), Minas Gerais (4,1 mil toneladas) e Mato Grosso (4 mil toneladas).
ABPA
Exportações brasileiras de frango registram melhor primeiro semestre da história
Embarques cresceram 12,9% entre janeiro e junho e renderam US$ 5,7 bilhões; desempenho foi sustentado pela demanda de mercados estratégicos, mesmo diante de desafios logísticos e tensões geopolíticas
As exportações brasileiras de carne de frango encerraram o primeiro semestre de 2026 com o melhor resultado da série histórica, tanto em volume quanto em receita. Os dados foram divulgados na segunda-feira (6) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e mostram que o setor manteve ritmo acelerado de crescimento, impulsionado pela demanda internacional. Entre janeiro e junho, o Brasil embarcou 2,936 milhões de toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados. O volume representa um crescimento de 12,9% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 2,600 milhões de toneladas. No mesmo intervalo, a receita cambial alcançou US$ 5,700 bilhões, avanço de 17% frente aos US$ 4,871 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. desempenho foi reforçado pelos resultados de junho. No mês, os embarques somaram 482,8 mil toneladas, alta de 40,6% na comparação com junho de 2025. A receita chegou a US$ 985,5 milhões, crescimento de 54,7% sobre os US$ 637 milhões obtidos no mesmo período do ano anterior. A China permaneceu como principal destino das exportações brasileiras de carne de frango em junho, com 50,1 mil toneladas embarcadas. Na sequência aparecem Japão, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, União Europeia, África do Sul e México, reforçando a diversificação dos mercados compradores da proteína brasileira. O desempenho do primeiro semestre consolida uma sequência de resultados positivos para a avicultura brasileira. Em maio, o setor já havia alcançado um marco inédito ao superar, pela primeira vez, US$ 1 bilhão em receita mensal com exportações de carne de frango, evidenciando o fortalecimento da competitividade do produto brasileiro no mercado internacional.
ABPA
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