
Ano 10 | nº 2327 |09 de outubro de 2024
NOTÍCIAS
Boi gordo: mercado com cotação subindo em São Paulo
Após uma segunda-feira com preço estável, a cotação do boi gordo subiu R$3,00/@ nesta terça-feira. O “boi China” acompanhou essa tendência e subiu R$2,00/@.
Em contrapartida, os preços da vaca e da novilha permaneceram estáveis. As escalas de abate seguiram com uma média de sete dias. Mercado estável no Sul e alta no Norte do Tocantins. No Sul do Tocantins, o boi gordo seguiu estável. As escalas de abate permaneceram estáveis, com uma média de sete dias, sem variações significativas de oferta. No Norte do estado, o mercado apresentou uma leve alta, com o boi gordo subindo R$5,00/@, a vaca R$2,00/@ e a novilha R$1,00/@. A cotação do “boi China” no Sul do estado subiu R$5,00/@. O Acre registrou alta nesta terça-feira quando todas as categorias registraram altas. A cotação do boi gordo e da vaca subiu R$3,00/@ e a da novilha R$5,00/@. Na exportação de carne bovina in natura alta em volume na média diária. Na primeira semana de outubro, o volume de carne bovina in natura exportado foi de 39,9 mil toneladas, com uma média diária de 9,9 mil toneladas. Na comparação com outubro de 2023, a média diária está 12,4% maior, cujo desempenho foi de 8,9 mil toneladas. O preço médio por tonelada exportada manteve-se praticamente estável, em US$4.595,3 comparado aos US$4.596,5 em outubro de 2023.
Scot Consultoria
Preço do boi gordo sobe em MT, com queda mensal nos abates
Números do Imea mostram diminuição do envio de fêmeas para os abatedouros e redução paulatina da oferta de animais prontos no período seco. Bovinos terminados em confinamento foram determinantes do resultado dos abates em Mato Grosso, no mês de setembro
O volume de animais abatidos em Mato Grosso, Estado com o maior rebanho bovino do país, atingiu 647,04 mil cabeças em setembro, volume recorde para o mês. A informação é do Instituto de Defesa Agropecuária mato-grossense destacado pelo Instituto de Economia Agropecuária local (Imea). Os números não impediram um aumento no preço do boi gordo no Estado. O volume abatido em setembro é o terceiro melhor da série histórica. No entanto, representa queda de 2,99% em relação a agosto, indicando uma redução paulatina da oferta de animais prontos no período seco. Segundo o Imea, os abates foram puxados por machos terminados em confinamento. “Os animais de confinamento foram os principais responsáveis pelo recorde, uma vez que os confinadores este ano retomaram o ímpeto da atividade após um período de margens amargas e aumentaram de forma significativa a ocupação dos confinamentos”, explica o Imea em seu boletim semanal. cabeças em relação a agosto. Já a participação de vacas atingiu o menor patamar do ano: 37,22% do total de gado abatido. Com isso, o preço da arroba da vaca gorda registrou alta de 3,30% no Estado na última semana, cotada a R$ 218,20, refletindo a menor oferta. Já o boi gordo atingiu R$ 241,82 arroba na última sexta-feira, com média semanal de R$ 234,08 – alta de R$ 56,95 na comparação com o mesmo período em 2023. “Com a demanda interna aquecida, movimento que acontece nos últimos meses do ano, somada à demanda externa que permanece elevada, os preços tendem a continuar sob o viés de alta”, avalia o Imea.
Globo Rural
B3 anuncia troca do indicador para liquidação de contratos futuros do boi gordo
Instituição financeira passará a considerar a cotação apurada pela consultoria de mercado Datagro. Novo indicador para preços do boi gordo na B3 passa a valer em fevereiro do ano que vem
A B3 anunciou em ofício publicado na terça-feira (8/10) que substituirá o indicador usado na liquidação financeira de contratos futuros do boi gordo a partir de fevereiro do ano que vem. No lugar do número levantado pelo Cepea, a instituição financeira passará a considerar a cotação apurada pela consultoria de mercado Datagro, hoje com uma base de dados de três mil pecuaristas e 120 frigoríficos. “Nós, de fato, precisávamos de uma modernização e essa forma com a Datagro obtém os dados acaba fazendo com que a amostra seja maior e mais relevante”, observou a diretora de produtos de commodities da B3, Marielle Brugnari. Além do tamanho da amostra, o indicador da Datagro difere do Cepea também pela coleta automatizada dos dados e pelo cálculo da média ponderada dos valores, dando maior peso aos preços do dia. “A forma como calculamos o indicador hoje é resultado de um estudo comparando outros indicadores de preços do boi gordo ao redor do mundo para ter o que há de mais moderno disponível na cadeia pecuária e o grande diferencial é esse: temos conseguido refletir de forma mais assertiva a realidade do mercado”, acrescenta o diretor de pecuária da Datagro, João Figueiredo. Atualmente, o indicador é utilizado como base de negociação por dez frigoríficos no Brasil, registrando, em média, o valor de negociação de cerca de mil bovinos ao mês – o equivalente a 60% do abate nacional. Do lado da B3, o volume de contratos do boi gordo negociados em bolsa é de cerca de 4,5 mil papéis ao dia, o que representa cerca de 40% dos abates nacionais. “Esse é um volume de negociação superbaixo. Num mercado saudável, deveríamos negociar pelo menos de três a quatro vezes o total de abates do país”, comenta Brugnari. A expectativa, afirma, é que o novo indicador contribua para dar mais liquidez ao mercado do boi gordo na B3. “O indicador é relevante nesse processo porque se o mercado confia no indicador e entende que de fato está refletindo o preço do mercado físico os operadores terão mais conforto para negociar o produto”, completa a diretora de produtos de commodities da B3.
Valor Econômico
ECONOMIA
Dólar volta a superar R$5,50 com influência de China, Oriente Médio e EUA
O dólar fechou a terça-feira em alta no Brasil, novamente acima dos 5,50 reais, acompanhando o avanço da moeda norte-americana também no exterior em meio às dúvidas sobre os estímulos econômicos na China, ao acirramento do conflito no Oriente Médio e à perspectiva de cortes menores de juros nos EUA
O dólar à vista fechou em alta de 0,85%, cotado a 5,5334 reais. Em outubro, a divisa acumula elevação de 1,55%. Às 17h04, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,65%, a 5,5495 reais na venda. Os principais fatores de influência sobre as cotações nesta terça-feira vieram do exterior. Em primeiro lugar, houve certa decepção no mercado com medidas anunciadas pela China para estimular sua economia, consideradas insuficientes. Isso impactou negativamente divisas de países exportadores de commodities, como o real. “Os investidores esperavam novos estímulos do governo (chinês), que não se concretizaram, levando à queda das ações ligadas ao minério de ferro. Esse cenário afeta diretamente mercados emergentes, como o Brasil, que tem forte dependência das commodities”, avaliou Diego Costa, head de câmbio para o Norte e Nordeste da B&T Câmbio, em comentário enviado a clientes. Além disso, continuava a permear o mercado a cautela em torno do conflito envolvendo Israel, Hamas, Irã e Hezbollah no Oriente Médio. A perspectiva de um acordo de cessar fogo entre Israel e Hezbollah abriu espaço para uma queda firme do petróleo, superior a 4%, o que também era um fator negativo para o real, já que o Brasil é exportador da commodity. Em terceiro lugar, investidores seguiram elevando as apostas no mercado norte-americano de títulos de que o Federal Reserve cortará os juros em 25 pontos-base em novembro — e não em 50 pontos-base, como visto em setembro. Como em sessões anteriores, a perspectiva de juros não tão baixos nos EUA deu suporte ao dólar ante outras divisas de países emergentes. Os fatores externos influenciaram mais diretamente as cotações, embora os investidores também tenham acompanhado a sabatina no Senado do diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, indicado pelo governo para a presidência da autarquia. Galípolo repetiu uma série de mensagens a respeito do compromisso do BC com o controle da inflação. Além disso, pontuou que o atual cenário com surpresas positivas na atividade, desancoragem das expectativas de inflação e câmbio mais desvalorizado demandam “prudência do ponto de vista da política monetária”. Bem recebidos pelo mercado, os comentários de Galípolo contribuíram para a redução dos prêmios na curva a termo.
Reuters
Ibovespa fecha em queda pressionado por commodities, mas Localiza e WEG atenuam perda
O Ibovespa fechou em baixa na terça-feira, pressionado pela queda de commodities que minaram o desempenho das blue chips Vale e Petrobras, mas afastado das mínimas do dia, tendo Localiza, WEG e Itaú entre os principais contrapesos, enquanto Azul disparou após acordo sobre dívidas.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,38%, a 131.511,73 pontos. O volume financeiro somou 20,03 bilhões de reais antes dos ajustes finais. De acordo com o CEO da BGC Liquidez, Erminio Lucci, a bolsa paulista refletiu a decepção de agentes financeiros com o anúncio feito mais cedo por autoridades chinesas sobre um possível reforço do ponto de vista fiscal do pacote de medidas anunciado recentemente. “O mercado se frustrou”, afirmou, acrescentando que o mercado esperava uma política fiscal mais expansionista, e isso acabou não acontecendo, o que pressionou commodities, pressionando empresas atreladas a essas matérias-primas. Na China, o governo afirmou estar “totalmente confiante” em atingir sua meta de crescimento para 2024, mas não adotou medidas fiscais mais fortes, sinalizando que planeja fornecer o equivalente a 28,3 bilhões de dólares em gastos orçamentários antecipados e projetos de investimento a partir do próximo ano. “As commodities, que na semana passada foram um motivo de alegria para a bolsa, hoje foram a pedra no caminho”, reforçou o advisor e sócio da Blue3 Willian Queiroz. A pressão vendedora, porém, perdeu força, conforme Wall Street abriu no azul e manteve o viés positivo. O S&P 500 fechou em alta de 0,97%, apoiado em ações de tecnologia, enquanto investidores aguardam dados de inflação e o começo da temporada de resultados nos Estados Unidos. Em paralelo, no Brasil, a aprovação de Gabriel Galípolo para a presidência do Banco Central pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) no Senado, após uma sabatina tranquila, favoreceu o alívio nas taxas dos DI, o que beneficiou ações negociadas na B3. No final da tarde, foi a vez do aval do plenário do Senado a Galípolo. De acordo com Queiroz, as respostas de Galípolo agradaram o mercado, uma vez que ele defendeu a necessidade de uma política responsável no BC
Reuters
Expectativa dos bancos para alta da carteira de crédito em 2024 sobe para 10,6%
Febraban informou que a melhora na projeção frente à pesquisa de agosto é explicada por números positivos como aumento da renda das famílias, menores índices de inadimplência mais e queda dos juros
A projeção de crescimento dos bancos para o estoque de crédito este ano passou de 10,3% em agosto para 10,6% agora, revela a Pesquisa de Economia Bancária e Expectativas da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Segundo a entidade, o desempenho é explicado por números positivos como aumento da renda das famílias, índices de inadimplência mais contidos e queda dos juros praticados. A expansão esperada para a carteira de recursos livres subiu de 9,5% na pesquisa anterior para 9,9% agora. Em recursos direcionados, passou de 12,1% para 11,9%. A expectativa para a taxa de inadimplência este ano ficou inalterada em 4,4%. Segundo a Febraban, a queda na projeção para o crédito direcionado foi puxada pelos recursos destinados às empresas (de 12,6% para +12,1%), em meio às indicações de que os programas criados para o auxílio ao Rio Grande do Sul têm tido um desempenho abaixo do esperado. “A pesquisa voltou a captar um sentimento positivo em relação ao mercado de crédito, cujas expectativas voltaram a se elevar, diante de um nível de atividade surpreendente, mesmo agora com um novo ciclo de aperto monetário”, avalia Rubens Sardenberg, diretor de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da Febraban Apesar do novo ciclo de aperto monetário, o levantamento captou uma pequena melhora na projeção para a alta do crédito em 2025, cuja expectativa para a carteira total subiu de 8,9% para 9,1%.
Valor Econômico
Em agosto, indústria cresce em cinco dos 15 locais pesquisados
Em agosto de 2024, a produção industrial nacional variou 0,1% frente a julho, na série com ajuste sazonal, e cinco dos 15 locais pesquisados apresentaram taxas positivas. Os avanços mais acentuados foram no Ceará (2,7%) e em Minas Gerais (1,8%). Já Pará (-3,5%), Paraná (-3,5%) e Rio Grande do Sul (-3,0%) apontaram os recuos mais intensos
A média móvel trimestral foi positiva em oito dos 15 locais pesquisados, com destaque para as expansões mais acentuadas assinaladas por Rio Grande do Sul (8,7%), Minas Gerais (2,9%), Espírito Santo (2,3%), Ceará (2,0%) e Paraná (1,3%). Por outro lado, Bahia (-2,5%), Goiás (-1,2%), Região Nordeste (-1,1%) e Pernambuco (-1,0%) mostraram as principais quedas em agosto de 2024. Frente ao mesmo mês do ano anterior, a indústria cresceu 2,2% em agosto de 2024, com resultados positivos em 12 dos 18 locais pesquisados. A alta mais intensa foi no Ceará (17,3%). No acumulado no ano de 2024, a alta de 3,0% da indústria nacional foi acompanhada por resultados positivos em 16 dos 18 locais pesquisados. Rio Grande do Norte (13,7%) registrou o avanço mais acentuado, de dois dígitos. Cinco dos 15 locais pesquisados mostraram taxas positivas em agosto, na série com ajuste sazonal, acompanhando a variação positiva (0,1%) da produção industrial nacional. Ceará (2,7%) e Minas Gerais (1,8%) assinalaram os avanços mais acentuados, com ambos marcando o terceiro mês seguido de crescimento na produção, período em que acumularam ganhos de 6,2% e 9,2%, respectivamente. Bahia (0,8%), Mato Grosso (0,8%) e Rio de Janeiro (0,2%) completaram o conjunto de locais com índices positivos em agosto de 2024. Por outro lado, Pará (-3,5%), Paraná (-3,5%) e Rio Grande do Sul (-3,0%) mostraram os recuos mais elevados nesse mês, com o primeiro local acumulando perda de 7,0% em dois meses consecutivos de queda na produção; e os dois últimos voltando a recuar após registrarem crescimento nos meses de julho e junho de 2024, período em que acumularam ganhos de 7,7% e 36,4%, respectivamente. Pernambuco (-2,2%), Santa Catarina (-1,4%), São Paulo (-1,0%), Espírito Santo (-0,8%), Região Nordeste (-0,8%), Amazonas (-0,7%) e Goiás (-0,4%) assinalaram os demais resultados negativos em agosto de 2024. O índice de média móvel trimestral para a indústria avançou 1,0% no trimestre encerrado em agosto frente ao nível do mês anterior e oito dos 15 locais pesquisados apontaram taxas positivas, com destaque para as altas mais acentuadas registradas por Rio Grande do Sul (8,7%), Minas Gerais (2,9%), Espírito Santo (2,3%), Ceará (2,0%) e Paraná (1,3%). Por outro lado, Bahia (-2,5%), Goiás (-1,2%), Região Nordeste (-1,1%) e Pernambuco (-1,0%) mostraram os principais recuos em agosto de 2024. Na comparação com agosto de 2023, a indústria mostrou crescimento de 2,2% em agosto de 2024, com 12 dos 18 locais pesquisados apontando resultados positivos. Vale citar que agosto de 2024 (22 dias) teve 1 dia útil a menos do que igual mês do ano anterior (23). Ceará (17,3%), Pará (16,9%) e Mato Grosso do Sul (12,4%) assinalaram as expansões de dois dígitos, as mais acentuadas nesse mês. Minas Gerais (7,3%), Bahia (5,6%), Região Nordeste (4,5%), Paraná (3,7%), Pernambuco (3,4%) e Santa Catarina (3,3%) também apontaram taxas positivas mais intensas do que a média nacional (2,2%), enquanto Maranhão (2,1%), São Paulo (1,2%) e Amazonas (1,1%) completaram o conjunto de locais com avanço na produção no índice mensal de agosto de 2024.
Agência IBGE de Notícias
FRANGOS & SUÍNOS
Preços do suíno vivo sem mudanças importantes
Conforme a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo ficou estável, com preço médio de R$ 169,00, assim como a carcaça especial, fechando em R$ 13,20/kg, em média
Segundo informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à segunda-feira (7), houve queda somente em São Paulo, na ordem de 0,11%, chegando a R$ 8,94/kg. Os preços ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 8,96/kg) e Santa Catarina (R$ 8,38/kg). O Rio Grande do Sul registrou tímida alta de 0,12%, custando R$ 8,22/kg, e o Paraná mostrou elevação de 0,35%, fechando em R$ 8,52/kg.
Cepea/Esalq
Exportações de carne suína crescem 7,3% e superam 120 mil toneladas em setembro
Resultado é o segundo melhor da série mensal histórica; receita cresce em ritmo maior que volumes
Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 120,4 mil toneladas em setembro, número que supera em 7,3% o total embarcado no mesmo período de 2023, com 112,2 mil toneladas. É o segundo melhor desempenho histórico do setor, superado apenas por julho deste ano, com 138,3 mil toneladas. Em receita, a alta é de 15,9%, com US$ 283,7 milhões em setembro deste ano, contra US$ 244,7 milhões no mesmo período do ano passado. O saldo é o segundo melhor da série histórica, superado apenas por julho deste ano, com US$ 309,4 milhões. No acumulado do ano (janeiro a setembro), as exportações de carne suína totalizaram 990,7 mil toneladas, volume 7,7% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, com 920,1 mil toneladas. Em receita, a alta é de 0,4%, com US$ 2,169 bilhões nos nove primeiros meses deste ano, contra US$ 2,160 bilhões no mesmo período do ano passado. “O preço médio das exportações de carne suína tem registrado altas consecutivas que acumulam mais de US$ 350 ao longo deste ano, com impacto positivo nas receitas dos embarques. O fluxo deve seguir positivo ao longo de 2024, com perspectiva de crescimento nas exportações totais do ano”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin. Novamente ocupando o primeiro posto entre os importadores, Filipinas foi destino de 28,2 mil toneladas em setembro, volume 120,4% superior ao embarcado no mesmo período do ano passado. Em seguida estão China, com 16,7 mil toneladas (-40,7%), Chile, com 9,7 mil toneladas (+50,4%), Hong Kong, com 8,7 mil toneladas (-34,1%) e Japão, com 8,6 mil toneladas (+84,9%). Santa Catarina segue como principal exportador brasileiro de carne suína, com 62 mil toneladas exportadas em setembro, volume 8,5% maior em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida estão o Rio Grande do Sul, com 25,6 mil toneladas (-7,1%), Paraná, com 18,6 mil toneladas (+8,1%), Mato Grosso, com 3,2 mil toneladas (+12,6%) e Mato Grosso do Sul, com 2,6 mil toneladas (+11,9¨%). “Há uma reconfiguração no mapa dos embarques de carne suína do Brasil, o que se comprova pelas fortes oscilações nos movimentos de importações por destino. Além da consolidação de Filipinas como principal importador, países da América Latina, como Chile, México e Argentina estão incrementando as suas demandas por produtos brasileiros. O mesmo se pode verificar sobre o Japão, país que demanda produtos com alto valor agregado”, ressalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
ABPA
Cotações do frango estáveis no PR e SC
Segundo a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo ficou estável, custando, em média, R$ 5,50/kg, da mesma maneira que a ave no atacado, fechando, em média, R$ 6,80/kg
Na cotação do animal vivo, o preço não mudou no Paraná, cotado a R$ 4,66/kg, assim como em Santa Catarina, valendo a R$ 4,43/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à segunda-feira (7), a ave congelada teve recuo de 0,81%, chegando a R$ 7,35/kg, enquanto o frango resfriado cedeu 0,53%, fechando em R$ 7,51/kg.
Cepea/Esalq
Exportações de genética avícola crescem 7,2% em setembro
Receita gerada pelos embarques foi de US$ 18,7 milhões, com alta de 5,4%, diz ABPA
Exportações de genética avícola incluem pintos de um dia e ovos férteis
As exportações brasileiras de genética avícola, que incluem pintos de um dia e ovos férteis, alcançaram 1.960 toneladas em setembro, um aumento de 7,2% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 1.829 toneladas, segundo informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A receita gerada por essas exportações foi de US$ 18,7 milhões, superando em 5,4% o total registrado em setembro de 2023, que foi de US$ 17,8 milhões. No acumulado dos primeiros nove meses de 2024, o volume total de exportações de genética avícola atingiu 20.243 toneladas, representando um crescimento de 5,9% em comparação ao mesmo período de 2023, que contabilizou 19.124 toneladas. Entretanto, a receita acumulada nos embarques até setembro foi de US$ 170 milhões, 5,5% inferior ao montante obtido no ano anterior, de US$ 179,9 milhões. A Venezuela se destacou como o principal destino das exportações do setor, recebendo 678 toneladas em setembro, o que representa um aumento de 1.395% em relação ao ano passado. Segundo a coordenadora de mercados da ABPA, Laiz Foltran, a alta se deve a uma forte demanda venezuelana “voltada para a intenção de desenvolvimento e reestruturação da agricultura nacional”. Outros destinos incluem o México, com 504 toneladas, apesar da queda de 50,9%, Senegal, com 22,1% a menos na comparação interanual e 251 toneladas e Paraguai, com 167 toneladas, uma queda de 5,3%. Em contrapartida, a Arábia Saudita apresentou uma alta de 141,6% nas importações, alcançando 124 toneladas. “Há um redirecionamento do fluxo de exportações de genética entre os países latino-americanos, com forte demanda pela Venezuela, que tem investido na reconstrução da produção avícola local”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
ABPA
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