
Ano 10 | nº 2312 |18 de setembro de 2024
NOTÍCIAS
As cotações das fêmeas para abate subiram em São Paulo
Os compradores abriram o dia oferecendo mais pela arroba das fêmeas. A cotação da vaca e a da novilha subiu R$2,00/@. As cotações do boi gordo e do “boi China” permaneceram estáveis na comparação dia a dia.
No Pará, a cotação subiu em todas as regiões. As escalas de abate estão diminuindo e atendendo cada vez a menos dias. Na região de Marabá, a cotação do boi gordo subiu R$2,00/@, a da vaca e a da novilha R$5,00/@. Na região de Redenção, o aumento foi de R$3,00/@ para a vaca e para a novilha. A cotação do boi gordo não mudou. Na região de Paragominas, a alta foi de R$4,00/@ para o boi gordo e de R$5,00/@ para as fêmeas. A cotação do “boi China” se manteve estável na comparação feita dia a dia. Na exportação de carne bovina in natura, o volume exportado até a segunda semana de setembro foi de 139,1 mil toneladas – média diária de 13,9 mil toneladas, superando o desempenho médio diário do mesmo período de 2023 em 42,7%. O preço médio da tonelada está em US$4,4 mil/t, retração de 2,0% na comparação com setembro de 2023. No entanto, devido ao volume consistente da exportação, o faturamento no período cresceu 39,9%.
Scot Consultoria
Arroba do boi supera R$ 260 e tendência é de novas altas
Posição das escalas de abate, que em grande parte do país permanecem apertadas, dão o tom ao mercado
O mercado físico do boi gordo teve alta generalizada nos preços nesta terça-feira (17). O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, isso acontece em linha com a posição das escalas de abate, que em grande parte do país permanecem apertadas. “A demanda aquecida é outro aspecto a ser considerado no curto prazo, em linha com o ritmo acelerado das exportações brasileiras no decorrer do ano, com o país caminhando para um recorde histórico. O mercado doméstico também conta com avanços do consumo em um ano de alta taxa de ocupação na atividade econômica”, declara. Preços médios da arroba do boi: São Paulo: R$ 257,77. Goiás: R$ 252,50. Minas Gerais: R$ 249,59. Mato Grosso do Sul: R$ 261,25. Mato Grosso: R$ 226,69. O mercado atacadista apresentou preços acomodados, com menos espaço para reajustes mais consistentes durante a segunda quinzena do mês. A carne bovina vem perdendo competitividade em relação às proteínas concorrentes no decorrer do mês, em especial da carne de frango. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 19,50 por quilo no interior paulista. O quarto dianteiro segue no patamar de R$ 14,75 por quilo no interior de São Paulo. A ponta de agulha permanece cotada a R$ 15,00 por quilo.
Agência Safras
Exportações de carne bovina vão crescer em 2024 e 2025, aponta Conab
Embarques das proteínas de frango e suína também devem aumentar. Abates já aumentaram 18,7% de janeiro a agosto de 2024, na comparação com o mesmo período do ano passado
A produção de carne bovina do Brasil deverá crescer 7,4% em 2024 e atingir 10,2 milhões de toneladas, o segundo maior número da série histórica, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Para 2025, o setor deve enfrentar uma queda de 4,3%, ficando em 9,8 milhões de toneladas, devido à virada do ciclo pecuário, maior retenção de fêmeas e menor disponibilidade de gado para abate. Segundo a estatal, os abates já aumentaram 18,7% de janeiro a agosto de 2024, na comparação com o mesmo período do ano passado. A expectativa é que sejam abatidas entre 37 milhões e 38 milhões de cabeças de gado neste ano. Já as exportações, que ficaram em 3 milhões de toneladas em 2023, apesar do embargo temporário da China por conta do episódio do mal da vaca louca, já aumentaram 28,1% até agosto deste ano. A expectativa é que as vendas externas alcancem 3,6 milhões de toneladas no fechamento de 2024, com alta de 17,8% em relação ao ano passado. Para 2025, a Conab projeta um cenário de estabilidade após crescimento robusto deste ano. A expectativa é de alta de 2,5% nas exportações de carne bovina, para 3,7 milhões de toneladas. Gabriel Rabello, gerente de Fibras e Alimentos Básicos da Conab, disse que 2025 vai marcar o início da reversão do ciclo na pecuária. “O preço do bezerro parou de cair e logo deve começar a aumentar. Isso faz com que pecuaristas retenham fêmeas e isso diminui a disponibilidade de animais para abate”, disse em evento online da estatal para apresentação das perspectivas para a safra 2024/25. Para o quadro de suprimento de carne bovina, a Conab estima que a disponibilidade de carne bovina vai aumentar para 32,7 quilos por habitante em 2024 e caia 8,3% em 2025, para 30 quilos por habitante. “Corrobora a projeção de aumento nos preços do boli gordo no médio e longo prazo, em torno de R$ 240 a R$ 250 reais a arroba. Tem elementos que levam a concluir que até o fim de 2025 vamos experimentar movimento altista nas cotações do boi gordo”, acrescentou Rabello. Esse movimento de alta nos preços do boi, e consequentemente da carne bovina aos consumidores, pode favorecer o aumento do consumo de outras proteínas animais, como aves e suínos.
Globo Rural
Embarque de bovinos em pé do Brasil é o maior desde 2018
No acumulado de janeiro a agosto/24, exportações brasileiras totalizaram 592,82 mil unidades, superando em 1,8% o volume registrado em todo o ano de 2023
Com preços competitivos, câmbio favorável e uma demanda firme, as exportações brasileiras de bovinos vivos alcançaram 135,01 mil cabeças em agosto/24, um crescimento de 12,96% no comparativo mensal e o maior volume dos últimos 71 meses (desde setembro/2018), informa a Agrifatto, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). No acumulado de janeiro a agosto de 2024, diz a consultoria, os embarques nacionais de gado em pé totalizaram 592,82 mil unidades, superando em 1,8% o volume registrado em todo o ano de 2023 e a maior quantidade já exportada desde 2018 (mesmo ainda restando quatro meses para o fim de 2024). O montante de animais enviados ao exterior até agosto/24 gerou receita total de US$ 480,44 milhões ao Brasil, o que significa um preço médio de US$ 810,44/cabeça (R$ 4.234/cab), calcula a Agrifatto. “Considerando que o peso médio desses animais foi de 360,78 kg/cabeça, o valor por quilograma vivo de animal embarcado seria de US$ 2,25 (R$ 11,73/kg)”, acrescenta. Segundo análise da Agrifatto, como mais de 50% dos bovinos vivos exportados saíram do Pará, é possível dizer que este tipo de negócio é bastante rentável ao Estado, já o preço de venda ao exterior é 53% superior ao valor médio do boi magro negociado nas próprias praças paraenses, de R$ 2.800/cabeça (média no ano). “Obviamente que os custos nessa operação de venda ao exterior são bem maiores, mas vale a atenção no comportamento desse mercado para se aproveitar de possíveis distorções”, observa a Agrifatto. Grande mercado importador de bovinos vivos do Brasil continua sendo o Oriente Médio (a região responde por mais de 90% das compras totais), com destaque para Iraque, Turquia, Egito, Líbano e Arábia Saudita.
Portal DBO
ECONOMIA
Dólar à vista tem 5ª sessão seguida de queda e fecha cotado a R$ 5,48
A direção oposta a ser seguida pelo Banco Central e pelo Federal Reserve (Fed), ampliando o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, tem sido a explicação para a valorização consistente do real nas últimas sessões
O dólar à vista encerrou a quinta sessão seguida de depreciação frente ao real, tendo neste período recuado quase 3%, saindo de R$ 5,65 na terça-feira da semana passada para R$ 5,48 hoje. A direção oposta a ser seguida pelo Banco Central e pelo Federal Reserve (Fed), ampliando o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, tem sido a explicação para a valorização consistente do real nas últimas sessões. Terminadas as negociações da terça-feira, o dólar à vista encerrou em queda de 0,39%, cotado a R$ 5,4883, depois de ter tocado a mínima de R$ 5,4785 e encostado na máxima de R$ 5,5154. Já o euro comercial exibiu desvalorização de 0,51%, encerrando no patamar de R$ 6,1007. Em mais uma sessão, o real foi destaque, com o terceiro melhor desempenho entre as 33 moedas mais líquidas acompanhadas pelo Valor.
Valor Econômico
Ibovespa fecha em queda com blue chips à espera do Fed
O Ibovespa fechou em queda na terça-feira, abaixo dos 135 mil pontos, com os blue chips Vale, Itaú e Petrobras entre as maiores pressões negativas, enquanto a Azul voltou a disparar com expectativas relacionadas a negociações com credores
O pregão fechou com agentes financeiros na expectativa pela decisão de política monetária do banco central norte-americano na quarta-feira, com as apostas precificando um corte nos juros, mas sem consenso sobre a magnitude dele. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,25%, a 134.782,91 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo marcado 134.180,34 pontos na mínima e 135.118,07 pontos na máxima do dia. O volume financeiro somava 14,85 bilhões de reais antes dos ajustes finais.
Reuters
IGP-10 desacelera para 0,18% em setembro contra expectativa de aceleração, mostra FGV
Itens que mais contribuíram para o resultado do IPA foram o minério de ferro (-1,68% para -8,41%) e a soja (-0,26% para -0,99%)
O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) desacelerou de forma acentuada em setembro e registrou alta de 0,18%, após avançar 0,72% no mês anterior, em resultado bem abaixo do esperado por analistas, mostraram dados divulgados nesta terça-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A expectativa de analistas em pesquisa da Reuters era de que o índice acelerasse para uma alta de 0,78% na base mensal. Em 12 meses, o IGP-10 passou a subir 4,25%. “O índice de preços ao produtor apresentou desaceleração significativa entre agosto e setembro. As principais commodities, como soja e minério de ferro, que têm maior peso no índice, registraram quedas nos preços”, disse André Braz, economista da FGV IBRE. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, teve alta de 0,14% em setembro, depois de subir 0,84% no mês anterior. Os itens que mais contribuíram para o resultado do IPA foram o minério de ferro (-1,68% para -8,41%) e a soja (-0,26% para -0,99%). O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do índice geral, registrou alta de 0,02% no mês, depois de subir 0,33% em agosto. No IPC, houve decréscimo em seis das oito classes que compõem o índice: Transportes (1,52% para 0,13%), Educação, Leitura e Recreação (1,88% para -0,10%), Despesas Diversas (1,34% para 0,66%), Habitação (0,31% para 0,23%), Comunicação (0,30% para -0,11%) e Vestuário (-0,18% para -0,23%). O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10) subiu 0,79% em setembro, depois de uma alta de 0,59% em agosto. O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.
Reuters
Governo sanciona com vetos desoneração da folha de pagamento
O presidente Lula sancionou – com vetos – a proposta que trata da desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia e de municípios com até 156 mil habitantes. A sanção foi publicada em edição extra do Diário Oficial na segunda-feira (16/09), último dia do prazo dado pelo Supremo Tribunal Federal
Pelo texto, vale a desoneração até o fim deste ano. A partir do ano que vem, a reoneração será gradual. Para os setores da economia, na contribuição previdenciária, aumenta 5% a cada ano até chegar aos 20% em 2028, que é a reoneração integral. São setores como confecções, calçados, rodoviário de cargas e construção civil. Para os municípios, a alíquota previdenciária sai dos 8% este ano e aumenta gradualmente até chegar à alíquota cheia, 20% a partir de 2027. Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal tinha concedido mais prazo para que governo e Congresso entrassem em acordo e aprovassem medidas para compensar a perda de arrecadação com a desoneração. Entre elas, a repatriação de ativos, a renegociação de dívidas com agências reguladoras – uma espécie de Desenrola – e o uso de recursos esquecidos em instituições financeiras, R$ 8,5 bilhões nesse caso, segundo o Banco Central. Esses recursos esquecidos, aliás, foi motivo de um dos vetos do presidente à proposta. O texto original estabelecia dois prazos para a reclamação dos recursos: 30 dias depois da publicação da lei e 31 de dezembro de 2027. Esse prazo mais longo foi vetado, segundo a justificativa, por conta do prazo conflitante. Logo após a sanção, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, comentou: “a desoneração encerra um longo caminho de amadurecimento das discussões entre o governo e o Congresso”. Consenso que, segundo ele, representa uma solução favorável para os setores e para os municípios no equilíbrio das contas públicas.
Rádio Nacional
INTERNACIONAL
Explosão no valor da carne bovina nos EUA explica corrida pela proteína brasileira
Hoje, a carne bovina sem osso importada pelos norte-americanos vale 20% menos que o preço pago pelo mesmo produto produzido localmente
Ao analisar melhor os preços atuais da carne bovina produzida e consumida nos EUA é possível entender com clareza os significativos avanços deste ano das remessas de proteína vermelha do Brasil (e de outros importantes países, como a Austrália) ao gigante mercado norte-americano. Atualmente, segundo dados da Agrifatto, nos EUA, a carne bovina sem osso importada custa US$ 297,50/cwt, valor 20,67% menor que o pago no mesmo produto produzido internamente. Trata-se da maior diferença dos últimos 109 meses. “Ou seja, está sendo vantajoso para o comerciante local importar carne bovina de países como Austrália (sem imposto) ou Brasil (pagando a sobretaxação atual de 26,4%), pois a carne (e o boi) norte-americana está bem mais cara”, ressalta a Agrifatto. A forte redução na produção norte-americana de carne bovina, depois da seca prolongada dos últimos anos, é a principal responsável pela explosão nos preços locais da proteína. Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o total de carne bovina importada dos EUA em julho/24 foi o segundo maior da história, resultando em compras de 135,59 mil toneladas. Ficou atrás apenas do resultado registrado em janeiro/24. No acumulado de janeiro a julho de 2024, as importações norte-americanas da proteína registraram expansão de 19,97%, atingindo 880,43 mil toneladas, ante 733,85 mil toneladas registradas em igual intervalo de 2023. Mesmo pagando uma tarifa de 26,4% sobre a carne exportada fora da cota estabelecida, o Brasil elevou em 35,14% os embarques aos EUA no acumulado dos primeiros sete meses deste ano, para 133,48 mil toneladas, versus o volume de 98,77 mil toneladas de mesmo período do ano passado. Somente em agosto/24, os norte-americanos compraram um total de 15,03 mil toneladas de carne bovina brasileira, 3,8% acima da quantidade de julho/24, e o sexto maior volume adquirido por eles em toda a história. “Isso ocorre mesmo com toda essa carga chegando em território norte-americano antes da virada do ano”, destaca a Agrifatto. No entanto, o país que mais está conseguindo surfar nessa redução de oferta norte-americana (e consequentemente aumento de preço da carne produzida no país) é a Austrália, relata a Agrifatto. No período até agosto/24, os australianos exportaram 177,92 mil toneladas da proteína ao mercado norte-americano, um avanço de 75,73% sobre o resultado obtido no mesmo período de 2023, de 101,25 mil toneladas. A Austrália detém uma cota de exportação para os EUA (sem taxação de impostos) de 378,21 mil toneladas. “Como os australianos estão conseguindo aumentar a produção, eles estão aproveitando este bom momento do mercado para embarcar maiores quantidades aos EUA”, reforça a Agrifatto. Até o dia 09/09/24, a cota australiana já estava 57,10% preenchida (215,46 mil toneladas), “ou seja, ainda tem espaço para novas importações sem sobretaxação”, acrescenta a consultoria.
Portal DBO
Abates de bovinos na Argentina recuam 8,6% no acumulado de jan-ago/24
Nos primeiros 8 meses do ano, o consumo da proteína no país teve queda anual de 11,2%, para 1.466 milhão de toneladas, o menor patamar desde 1998
Em agosto/24, os abates argentinos de bovinos atingiram 1,19 milhão de cabeças, uma queda de 5,4% em relação ao pico alcançado em julho/24, informou a Câmara de Indústria e Comércio de Carnes e Derivados da República Argentina (CICCRA). No total dos oito primeiros meses de 2024, um total de 364 estabelecimentos abateram 9.013 milhões de cabeças de gado, 8,6% menos que o volume computado no período janeiro-agosto do ano passado, acrescenta a entidade. Em relação aos abates de fêmeas, houve queda de 8,2% no período janeiro-agosto de 2024, em relação ao mesmo intervalo de 2023. Desse total, 56,3% eram novilhas e 43,7%, vacas. Porém, a participação das fêmeas nos abates totais permaneceu estáveis no período, em 48%. Em agosto de 2024, a produção de carne bovina somou 276 mil toneladas, um recuo de 4,7% sobre o resultado do mês anterior (289 mil toneladas). No acumulado dos oito meses de 2024, a Argentina produziu 2,056 milhões de toneladas, uma queda de 7,7% sobre o resultado obtido em igual período de 2023, de 2,229 milhões de cabeças, de acordo dados da CICCRA. Considerando que a Argentina exportou 590,2 mil toneladas de carne bovina nos primeiros oito meses do ano, o consumo da proteína no país recuou 11,2%, para 1.466 milhão de toneladas em relação ao total registrado no mesmo período de 2023, e permanecendo no menor patamar desde 1998. No período de janeiro-agosto de 2024, o consumo de carne bovina por habitante atingiu 46,9 quilos/ano, o que representou retração de 12,1% (-6,5 kg/habitante/ano) na comparação com igual intervalo do ano passado, informa o relatório mensal da CICCRA. Por sua vez, a média móvel dos últimos 12 meses ficou em 48,1 kg/habitante/ano no oitavo mês do ano, ficando 10,1% abaixo da média alcançada em agosto de 2023 (-5,4 kg/habitante/ano).
CICCRA
FRANGOS & SUÍNOS
Frango: produção deve aumentar 1,7%, prevê Conab
Para o mercado de carne de frango, a Conab projeta aumento de 1,7% na produção, para 15,2 milhões de toneladas. Para 2025, a estatal estima alta de 2,1%, para 15,5 milhões de toneladas
As exportações de carne de frango devem ter altas de 1,9% em 2024 e 2025, chegando a 5,1 milhões de toneladas neste ano e 5,2 milhões de toneladas no próximo ano. No acumulado de janeiro a agosto, houve retração de 0,1% nas vendas externas em comparação com o mesmo período de 2023. “Com a alta de preços da carne bovina, a carne de frango é opção”, disse Rabello. O cenário de estabilidade ou baixa nos preços do milho, principal componente da tabela de custos de avicultores, deve favorecer a produção de aves. O quadro de suprimento do produto aponta para aumentos consecutivos na disponibilidade interna de carne de frango. A previsão é de que o índice chegue a 50 quilos per capita em 2025, alta de 1,7% sobre os 49,2 quilos por habitante em 2024. O alojamento de pintos de um dia deve ser de 6,9 bilhões de animais em 2024 e 7,1 bilhões em 2025. O cenário de preços do frango vivo é mais estável, disse Gabriel Rabello, gerente de Fibras e Alimentos Básicos da Conab, sem vislumbrar variáveis de aumento das cotações “sobretudo por conta da carne bovina e da conjuntura de custos de milho e soja mais controlados”, disse ele.
Globo Rural
Carne suína: altas na produção de 1,7% em 2024 e 1,8% em 2025
Já para a carne suína, as previsões da CONAB são de altas de 1,3% na produção em 2024, para 5,37 milhões de toneladas, e de 1,8% nas exportações, para 1,23 milhão de toneladas
Para 2025, a projeção da Conab mostra a produção de carne suína 1,6% maior, com 5,45 milhões de toneladas, e exportações de 1,27 milhão de toneladas, incremento de 3%. Mesmo com a redução do apetite chinês pela compra de carne suína, a abertura de novos mercados e a ampliação das compras por mercados asiáticos, como Filipinas e Singapura, sustentam as projeções de alta nas exportações brasileiras, disse Rabello. O quadro de suprimento mostra alta na disponibilidade de carne suína aos brasileiros, passando para 20,2 quilos per capita em 2024 e 20,4 quilos por habitante em 2025. “É um bom horizonte para o consumidor brasileiro ter mais acesso ao produto”, disse o gerente da Conab. O cenário de preços ao produtor também é estável, em paralelo às baixas dos insumos, como milho e farelo de soja. “É bom para o abastecimento da população”, concluiu Rabello.
Globo Rural
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