
Ano 10 | nº 2285 |12 de agosto de 2024
NOTÍCIAS
Mercado do boi gordo firme em São Paulo
O mercado seguiu estável na sexta-feira, após a alta de quinta-feira. Com escalas, em média, para 11 dias e oferta de boiadas razoáveis, os compradores foram pouco agressivos
Em contrapartida, os pecuaristas olhando para o mercado futuro, começaram a reter parte das boiadas esperando preços melhores. Vale ressaltar que devido ao “Dia dos Pais” no final de semana, o consumo de carne bovina aumentou, dando firmeza aos preços. Sendo assim, o mercado seguiu estável.
O mercado paulista do boi gordo fechou a sexta-feira (9/8) com preços estáveis para os animais terminados, segundo dados levantados pela Scot Consultoria. O boi gordo paulista seguiu cotado em R$ 230/@, a vaca em R$ 207/@ e a novilha em R$ 220/@, segundo dados da Scot. O “boi-China” (base SP) está apregoado em R$ 235/@, com ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”, acrescentou a consultoria. Em Goiás, o mercado que vinha firme ao longo da semana, abriu a sexta-feira com algumas altas. Na região de Goiânia, a alta foi de R$2,00/@ para a novilha. Para as demais categorias, o mercado permaneceu estável. Na região Sul do estado, a cotação se manteve estável para todas as categorias. No Sul do Tocantins, o aumento no escoamento para o mercado doméstico contribuiu para a firmeza de preços ao longo da semana. Na comparação diária, alta de R$5,00/@ na cotação do boi. Para as demais categorias, os preços ficaram estáveis.
Scot Consultoria
Preços do boi gordo seguem elevados
Mercado foi pautado por valorizações em diversas regiões do país ao longo da semana
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Iglesias, houve avanços nos negócios em patamares acima da referência média em vários estados, diante de uma demanda aquecida por parte dos frigoríficos. “O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de alta no curto prazo”, sinaliza. Um pouco mais à frente, a perspectiva de boa quantidade de animais confinados entrando no mercado é um ponto que pode inviabilizar altas mais contundentes dos preços da arroba do boi gordo, considerando que há grande quantidade de contratos a termo firmados nesta temporada. “Isso tende a produzir alívio nas escalas de abate dos frigoríficos de maior porte”, pontua Iglesias. Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do país estavam assim no dia 8 de agosto: São Paulo (Capital): R$ 233, alta de 0,43% frente aos R$ 232,00 da semana passada. Goiás (Goiânia): R$ 230 a arroba, aumento de 2,22% frente ao R$ 225 do fechamento da semana anterior. Minas Gerais (Uberaba): R$ 223 a arroba, inalterado frente à última semana. Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 236 a arroba, valorização de 2,61% frente aos R$ 230 praticados na semana anterior. Mato Grosso (Cuiabá): R$ 212 a arroba, 0,95% acima dos R$ 210 registrados na semana anterior. Rondônia (Vilhena): R$ 188, inalterado em relação à semana passada. No mercado atacadista, Iglesias destaca que os preços avançaram bem durante a semana, confirmando as expectativas de demanda em relação ao Dia dos Pais. A tendência é de que este movimento se sustente no curto prazo. Vale destacar que o movimento pode ser mais interessante nos cortes do traseiro bovino. Os cortes do dianteiro do boi fecharam a semana cotados a R$ 13,35 o quilo, com um avanço de 2,69%% frente aos R$ 13,00 praticados no final da semana passada. Já o quarto traseiro do boi subiu 1,18% na semana, passando de R$ 17,00 para R$ 17,20 por quilo. As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,046 bilhão em julho (23 dias úteis), com média diária de US$ 45,482 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 237,267 mil toneladas, com média diária de 10,316 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.408,90. Em relação a julho de 2023, houve alta de 37,2% no valor médio diário da exportação, ganho de 47,6% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 7% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Agência Safras
Após altas, preço do boi gordo fecha semana com estabilidade
Mercado atacadista da carne bovina está se recuperando nesta primeira quinzena de mês, impulsionado pelo pagamento dos salários. Com escalas de abate relativamente confortáveis e oferta razoável, compradores têm demandado pouco ao mercado
O preço do boi gordo no mercado físico ficou estável na sexta-feira (9/8), após altas registradas na véspera. “Vale ressaltar que, devido ao Dia dos Pais no final de semana, o consumo de carne bovina aumentou, dando firmeza aos preços”, disse a Scot Consultoria em boletim. Em Barretos (SP) e Araçatuba (SP), consideradas referências para São Paulo, o preço bruto do boi gordo permaneceu em R$ 230 por arroba. O ‘boi China’, com características para produção de carne que será exportada ao mercado chinês, também ficou estável em R$ 235 por arroba, depois de duas altas diárias consecutivas. “Com escalas, em média, para 11 dias e oferta de boiadas razoáveis, os compradores estão pouco agressivos. Em contrapartida, os pecuaristas olhando para o mercado futuro, começaram a reter parte das boiadas esperando preços melhores”, comentou a Scot. O mercado atacadista da carne bovina está se recuperando nesta primeira quinzena de mês, impulsionado pelo pagamento dos salários. Portanto, na avaliação da Agrifatto, o escoamento da proteína está em um bom ritmo, e, com a data comemorativa do Dia dos Pais chegando espera-se que as vendas apresentem um maior escoamento no mercado doméstico. “Neste período não houve devoluções o que reforça a ideia de um mercado estável, onde a demanda está absorvendo bem a oferta disponível”, disse a consultoria Agrifatto. A carcaça casada do boi castrado, referência para a carne bovina no atacado, ficou cotada a R$ 15,80 por quilo e com perspectiva de alta.
Globo Rural
Frigoríficos conseguem manter escalas de abate alongadas na semana
Apesar dos desafios, as programações das indústrias brasileiras fecham a sexta-feira (9/8) em 10 dias úteis, na média nacional, informa a Agrifatto
No início do mês o escoamento de carne bovina no mercado atacadista brasileiro mostrou-se firme, o que indica que a demanda está absorvendo a oferta disponível, relata a Agrifatto. “Com a maior oferta de animais a termo, os frigoríficos até conseguem manter as escalas de abate confortáveis, no entanto, os preços do boi gordo seguem avançando”, acrescenta a consultoria. Neste cenário, a média nacional das escalas de abate encerrou a semana em 10 dias úteis, depois de um longo período estável, avançando um dia útil em relação à semana anterior. Veja abaixo o comportamento semanal das escalas em algumas das principais regiões pecuárias do País, conforme levantamento da Agrifatto. Rondônia – Destaque desta semana, pois foi o único Estado a apresentar recuo nas escalas de abate, de 1 dia útil sobre a semana anterior. Com isso, as programações de abate ficaram em 13 dias úteis, mesmo patamar observado em 01/08/24. Goiás — Apresentou um avanço de 1 dia útil em relação à semana passada, fechando suas escalas em 8 dias úteis. Paraná — Registrou acréscimo de 1 dia útil em suas programações de abate, resultando em 8 dias úteis de escalas. Mato Grosso do Sul — Também registrou avanço de 1 dia útil em suas escalas, fechando a semana com 8 dias úteis de escalas já programadas. Minas Gerais — Apontou um aumento de 1 dia útil, encerrando a semana com suas programações de abate atendendo a 9 dias úteis.
Pará — Apresentou avanço de 1 dia útil entre as semanas, com suas programações atendendo 12 dias úteis.
Portal DBO
ECONOMIA
Dólar cai pelo 4º dia com exterior mais ameno e acumula queda de 3,43% na semana
O dólar à vista emplacou na sexta-feira a quarta sessão consecutiva de queda ante o real, chegando a oscilar abaixo dos 5,50 reais durante o dia, com as cotações refletindo novamente a busca por ativos de risco em todo o mundo
A moeda norte-americana à vista fechou o dia em queda de 1,05%, cotada a 5,5151 reais. Esta é a menor cotação de fechamento desde 17 de julho, quando encerrou em 5,4850 reais. Com o recuo dos últimos quatro dias, o dólar à vista acumulou baixa de 3,43% na semana. Foi a primeira queda semanal após três semanas consecutivas de ganhos. Às 17h05, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,38%, a 5,5285 reais na venda. A semana foi marcada por forte volatilidade nos mercados globais, que se refletiu nos negócios também no Brasil. Desde terça-feira novos dados sobre a economia norte-americana reduziram a expectativa por uma recessão iminente nos EUA, o que fez os investidores retomarem a busca por ativos de maior risco, como ações e moedas de países emergentes como o real, o peso chileno e o peso mexicano. O enfraquecimento do iene ante o dólar em sessões anteriores era outro fator, apontado por profissionais do mercado, para que as moedas de emergentes como o real tenham se fortalecido nos últimos dias. O movimento interrompeu desmontagens de operações de carry trade que, nas últimas semanas, vinham penalizando as divisas de emergentes. “Iniciamos a semana com um sentimento muito ruim em relação à recessão nos EUA, mas isso deu uma normalizada, o que se reflete nos juros e no câmbio”, comentou Felipe Izac, sócio da Nexgen Capital, ao avaliar a queda firme do dólar ante o real e o fechamento da curva de juros brasileira na sexta. “Por mais que ainda tenha problemas fiscais, o Brasil ainda é um país com entrada de capital estrangeiro”, acrescentou. Neste cenário, o dólar oscilou em baixa durante toda a sessão. A baixa firme do dólar era vista também no exterior em relação às divisas de países emergentes e ante uma cesta de moedas fortes. Às 17h22 o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,14%, a 103,140.
Reuters
Ibovespa tem 4ª alta seguida e fecha na máxima desde fevereiro
O Ibovespa engatou a quarta alta consecutiva na sexta-feira e fechou na máxima desde o final de fevereiro, acima de 130 mil pontos, em meio à repercussão de uma bateria de balanços corporativos
Na contramão, Petrobras encerrou em baixa, um dia após reportar o primeiro prejuízo trimestral em quase quatro anos, além de ter cortado previsão de investimentos e anunciado 13,57 bilhões de reais em remuneração a acionistas, utilizando para o pagamento 6,4 bilhões de reais das reservas de capital. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou em alta de 1,52%, a 130.614,59 pontos, maior patamar de fechamento desde 27 de fevereiro (131.689,37), acumulando um acréscimo de 3,78% na semana, após três semanas acumulando sinal negativo. O volume financeiro no pregão somou 26,6 bilhões de reais. O cenário externo favorável a ativos de risco endossou a performance das ações brasileiras, com alta nos pregões em Wall Street, recuo nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, avanço do petróleo. A queda do dólar ante o real e o alívio na curva de juros no Brasil reforçaram o tom positivo. A equipe da Santander Asset Management afirmou que segue com posicionamento neutro na bolsa brasileira, conforme carta mensal enviada a clientes. Eles avaliam que tanto o valuation das empresas como as projeções de lucros seguem construtivos, podendo sustentar uma eventual alta do Ibovespa. No entanto, ponderam que o patamar elevado de juros no Brasil e nos EUA retira a atratividade por investimentos em ativos de risco. “Ainda não observamos um fluxo relevante do investidor estrangeiro na bolsa local e seguimos com poucos gatilhos que possam impactar positivamente o Ibovespa no curto prazo”, afirmaram. Na pauta doméstica, o IPCA acelerou mais do que o previsto no mês passado, com alta de 0,38%, colocando a taxa em 12 meses em 4,50%, no limite da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, o que referenda perspectivas de manutenção da taxa Selic em patamar restritivo, com risco de aumento. Para o economista-chefe da G5 Partners, Luis Otávio Leal, o IPCA contribui para a percepção de que o processo desinflacionário no Brasil será, de fato, mais desafiador e reforça a cautela externalizada pelo Banco Central, bem como a expectativa de que a Selic permaneça em 10,5% até o fim do ano.
Reuters
IPCA sobe 0,38% em julho e encosta no teto da meta em 12 meses, mostra IBGE
A inflação ao consumidor acelerou no país em julho, conforme o esperado, com a alta de preços de produtos como gasolina, passagens aéreas e energia elétrica compensando o custo menor de alimentação e bebidas
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,38 por cento em julho, após alta de 0,21 por cento no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira. No acumulado de 12 meses até julho, o IPCA teve alta de 4,50 por cento, teto da meta de inflação do Banco Central. Em junho, o índice estava em 4,23 por cento. Os números vieram um pouco acima das expectativas apontadas por pesquisa da Reuters com economistas de aumento de 0,35 por cento em julho, acumulando em 12 meses alta de 4,47 por cento. A alta da inflação no mês passado foi puxada pelos preços da gasolina, que subiram 3,15%, e das passagens aéreas, com salto de 19,39% no mês de férias escolares. As tarifas de energia elétrica aumentaram 1,93%, com a entrada em vigor da bandeira amarela, que impõe custo adicional aos consumidores. Os preços do grupo alimentação e bebidas, por outro lado, recuaram 1%, com queda de 1,51% na alimentação no domicílio. Na ata da mais recente reunião de política monetária do Banco Central, divulgada nesta semana, os diretores destacaram o arrefecimento da desinflação medida pelo IPCA cheio e notaram mais uma vez que a inflação subjacente — que desconsidera alguns preços mais voláteis — estava acima da meta nas divulgações recentes. Eles também disseram que não hesitarão em elevar os juros se considerarem necessário para assegurar a convergência da inflação à meta, que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.
Reuters
EMPRESAS
Superintendente do Cade defende aprovação de venda de ativos da Marfrig para a Minerva
Acordo, que envolve 16 plantas na América no Sul, sendo 11 no Brasil, foi anunciado em agosto do ano passado. Para o negócio ser efetivamente aprovado, Minerva e Marfrig deverão firmar um Acordo em Controle de Concentração (ACC)
O superintendente-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Alexandre Barreto de Souza, assinou em (9/8) um despacho em que recomenda a aprovação da venda de ativos do frigorífico Marfrig para a Minerva. Na avaliação de Souza, para que o negócio seja efetivamente aprovado, as empresas deverão firmar um Acordo em Controle de Concentração (ACC) junto ao Cade no intuito de rever uma cláusula de não-competição em carne bovina, que constava no contrato entre as companhias. “Considera-se que as preocupações identificadas nas cláusulas restritivas à concorrência são mitigadas por meio dos ajustes realizados no contrato de compra e venda e da celebração de ACC, nos termos da minuta proposta pelas Requerentes”, disse o superintendente no documento. “Conclui-se pela impugnação do presente Ato de Concentração com sugestão de aprovação mediante a celebração de Acordo em Controle de Concentrações”, acrescentou. Após a recomendação do superintendente, a transação tem chances de ser aprovada em sessão ordinária ou extraordinária do Cade, sem data definida ainda. O acordo para venda de 16 plantas da Marfrig para a Minerva na América no Sul, sendo 11 no Brasil, foi anunciado em agosto do ano passado, um negócio de R$ 7,5 bilhões. No mês passado, rumores no mercado indicavam que a aprovação do Cade poderia estar próxima.
Globo Rural
Grupo agropecuário AMV entra com pedido de recuperação judicial
Empresa acumula dívida de R$ 100 milhões. Grupo AMV atua nos segmentos de bovinos e suínos
O grupo agropecuário AMV, com sede em Uberlândia (MG), que atua na produção de suínos e bovinos, e de cana, soja e milho, entrou com pedido de recuperação judicial após acumular uma dívida de R$ 100 milhões. Atuando há mais de 40 anos no mercado, o grupo tem contratos em criação de suínos há quase 20 anos com a BRF, mas sofreu com a queda no preço dos grãos e a desvalorização do gado de corte, que tornou a atividade insustentável, segundo comunicado divulgado pela RM2F Advogados e Quist investimentos, escritórios que coordenam a recuperação. Ainda de acordo com os advogados, o grupo AMV, já está em conversas com os credores, como o Sicoob, Banco da Amazônia e Banco do Brasil, além de fornecedores, para iniciar o processo de renegociação dos débitos.
Globo Rural
INTERNACIONAL
Exportação de carne bovina dos EUA em junho/24 atinge maior receita desde ago/22
Em receita, os embarques norte-americanos alcançaram US$ 938,3 milhões, alta de 3% sobre igual período de 2023 e o maior patamar desde agosto/22
As exportações de carne bovina dos EUA em junho/24 atingiram o maior valor em quase dois anos, informou o portal norte-americano beefmagazine.com, com base nos dados divulgados pela Federação de Exportação de Carne dos EUA (USMEF, na sigla em inglês). Os embarques totalizaram 110,155 mil toneladas, queda de 4% em relação ao resultado de junho/23, mas o segundo maior volume de 2024. Em receita, alcançou US$ 938,3 milhões em junho/24, alta de 3% sobre igual período do ano passado e o maior patamar desde agosto de 2022. Em junho/24, as vendas da carne bovina dos EUA apresentaram tendência de alta para o Japão e foram as terceiras maiores já registradas para Taiwan, enquanto os embarques para o Canadá foram os mais altos em quase uma década, aponta a USMEF. As exportações de junho/24 para a Coreia do Sul ficaram abaixo de igual período do ano passado, mas se recuperaram em comparação com o resultado de maio/24. No acumulado do primeiro semestre de 2024, o valor da exportação de carne bovina norte-americana subiu 5% em relação ao mesmo período de 2023, atingindo US$ 5,22 bilhões, apesar de um declínio de 4% no volume (considerando a mesma base de comparação), para 643,733 mil toneladas. “As exportações de carne bovina de junho/24 tiveram um desempenho muito bom no Japão, o que foi ótimo de ver, dados os ventos contrários significativos que a carne bovina dos EUA enfrentou lá este ano”, disse o CEO da USMEF, Dan Halstrom. Apesar do quadro econômico difícil, o Japão recuperou a sua posição como o maior destino de volume para carne bovina dos EUA em 2024. Em junho/24, os embarques saltaram 8% em relação ao mesmo mês do ano passado, para 22,308 mil toneladas, o maior volume desde março de 2023. O valor da exportação atingiu US$ 181,5 milhões, um aumento anual de 9% e o maior desde agosto de 2022. Durante o primeiro semestre deste ano, as vendas para o Japão ainda ficaram 2% abaixo do volume de igual período do ano passado, atingindo 127,020 mil toneladas, mas o valor da exportação subiu 6% em igual intervalo de comparação, para US$ 978,2 milhões, destaca a USMEF. Os estoques de carne bovina importada do Japão no final de junho foram quase 9% menores em relação ao ano anterior, sugerindo que uma demanda adicional por importação deve ser esperada no segundo semestre de 2024, acrescenta a USMEF.
Beef Magazine
FRANGOS & SUÍNOS
Alta no mercado de suínos na sexta-feira (9)
Preços reagiram em grande parte das regiões acompanhadas pelo Cepea
Segundo a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo subiu 1,31%, com preço médio de R$ 155,00, enquanto a carcaça especial teve elevação de 0,83%, fechando em R$ 12,20/kg, em média. Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quinta-feira (8), o valor ficou estável somente no Rio Grande do Sul (R$ 7,20/kg). Houve aumento de 0,50% em Minas Gerais (R$ 8,01/kg), elevação de 0,26% no Paraná, chegando a R$ 7,73/kg), incremento de 0,27% em Santa Catarina, atingindo R$ 7,55/kg e de 0,25% em São Paulo, fechando em R$ 8,05/kg.
Cepea/Esalq
Suínos/Cepea: preços médios do suíno vivo e da carne registram três meses seguidos de alta
Em julho, especificamente, as cotações seguiram elevadas na maior parte do período, apesar dos leves recuos no final da segunda quinzena em algumas regiões acompanhadas pelo Cepea. Inclusive, para o animal vivo, a média chegou a ser a mais alta desde fevereiro/21 em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI de julho/24).
Tanto o volume quanto a receita das exportações brasileiras de carne suína atingiram recordes em julho, considerando-se a série histórica da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), iniciada em 1997. No mês, o Brasil embarcou 137,1 mil toneladas de carne suína (produtos in natura e processados), superando a marca até então histórica, de 114,7 mil toneladas, registrada em agosto de 2022. Ainda segundo dados da Secex compilados pelo Cepea, o volume escoado em julho deste ano ficou expressivos 29,4% acima do de junho e significativos 31,5% maior que o de julho do ano passado. Relação de troca e insumos: diante das fortes valorizações do suíno vivo, o poder de compra do produtor paulista frente aos principais insumos da atividade (milho e farelo de soja) aumentou em julho. Frigoríficos nacionais intensificaram as compras de novos lotes de suínos para abate – algumas unidades, inclusive, adquiriram animais além da programação normal, para conseguir atender aos pedidos. Além da demanda doméstica firme as exportações brasileiras da carne foram recordes. Carnes concorrentes: enquanto os preços da carne suína registraram fortes altas em julho, as cotações da bovina subiram levemente e as da carne de frango caíram. Como resultado, a competitividade da proteína suinícola diminuiu frente às principais concorrentes. O valor médio da carcaça especial suína negociada no atacado da Grande São Paulo subiu fortes 9,9% de junho para julho, para R$ 11,34/kg.
CEPEA
Frango têm altas em alguns mercados
Segundo a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo teve elevação de 1,85%, custando, em média, R$ 5,50/kg, enquanto a ave no atacado subiu 1,85%, fechando, em média, R$ 6,45/kg
Na cotação do animal vivo, o preço ficou estável em Santa Catarina, cotado a R$ 4,38/kg, enquanto no Paraná houve aumento de 0,22%, custando R$ 4,57/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à quinta-feira (8), tanto o preço da ave congelada quanto do frango resfriado ficou estáveis, valendo, respectivamente, R$ 7,11/kg, e R$ 7,34/kg.
Cepea/Esalq
Exportações de carne de frango crescem 7,3% em julho
Embarque é o quarto maior da história; receita mensal aumenta 3,6%
As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 463,6 mil toneladas em julho. Conforme levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o número supera em 7,3% o total exportado no mesmo período do ano passado, quando foram exportadas 432,1 mil toneladas. A receita gerada pelas exportações de julho alcançou US$ 889,2 milhões, saldo 3,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando foram obtidos US$ 858,7 milhões. No acumulado do ano (janeiro a julho), o volume exportado alcançou 3,052 milhões de toneladas embarcadas, resultado 0,3% inferior ao registrado no mesmo período de 2023, com 3,061 milhões de toneladas. A receita acumulada no período chegou a US$ 5,525 bilhões, desempenho 8,33% menor que o total registrado no mesmo período do ano passado, com US$ 6,027 bilhões. Retomando o ritmo positivo nas exportações, a China importou 61 mil toneladas em julho, número 20,1% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Em segundo lugar, o Japão importou 47,3 mil toneladas, volume 26% maior no mesmo período comparativo. Completando os 10 principais destinos estão os Emirados Árabes Unidos, com 38,7 mil toneladas (-16,6%), África do Sul, com 28,1 mil toneladas (+9,3%), Arábia Saudita, com 26,2 mil toneladas (-19,3%), México, com 25 mil toneladas (+123,9%), Filipinas, com 20,7 mil toneladas (+4,4%), União Europeia, com 16,9 mil tonelada (-5,6%), Iraque, com 15,3 mil toneladas (+118,6%) e Coreia do Sul, com 14,2 mil toneladas (-8,5%). “O expressivo desempenho das exportações de julho ajudou a restabelecer os níveis de exportações registrados em 2023, quando comparamos os sete primeiros meses de cada ano. O rápido levantamento dos embargos de grande parte dos mercados, em um esforço liderado pelo Ministério da Agricultura, é indicativos de volumes positivos para os próximos meses, em um cenário de demanda internacional aquecida, ressalta Ricardo Santin, presidente da ABPA. O Paraná segue como principal estado exportador, com 188,2 mil toneladas em julho (+5,1% em relação ao mesmo período do ano passado), seguido por Santa Catarina, com 103,2 mil toneladas (+14,7%), Rio Grande do Sul, com 59,6 mil toneladas (-6,6%), São Paulo, com 25,8 mil toneladas (+12,3%) e Goiás, com 21,9 mil toneladas (+15,8%). “O cenário internacional está positivo para as exportações brasileiras de carne de frango, especialmente em um contexto de redução significativa dos volumes embarcados pelos EUA, nosso principal concorrente, durante este ano de 2024”, analisa o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua.
ABPA
Fabricante de produtos para frangos pretende construir laboratório no Paraná
Startup fundada no Chile garante dinheiro de volta a cliente caso o “coquetel” não funcione.
A chilena Phage Lab possui 90% do seu mercado no Brasil e isso deve aumentar ainda mais
Com mais de 90% do seu mercado no Brasil, a startup chilena Phage Lab quer crescer ainda mais no país. A empresa produz coquetéis para combater a Salmonella e a Escherichia coli, além de ser uma das maiores produtoras de fagos do mundo. Em 2024, a startup lançou o Fórmida-A, o primeiro produto para combate da E. coli a base de fagos aprovado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e que já está em uso por produtores brasileiros de grande porte. Para o segundo semestre de 2024, o próximo passo é a construção de um laboratório de diagnóstico em Toledo, no Paraná, maior Estado produtor de carne de frango do país. E até o fim de 2025, o objetivo é participar de uma nova rodada de investimento para instalar um laboratório de produção e facilitar a distribuição aos clientes brasileiros. A capacidade atual da empresa é de tratar 590 milhões de frangos por ano. Com a chegada da parte produtiva no Brasil, a meta é atingir a capacidade de 1,8 bilhão de frangos até o fim de 2025 e aumentar ainda mais a participação do Brasil nos negócios da biotech. Hans Pieringer, CEO da PhageLab, conta que os negócios ganharam ainda mais força no Brasil depois de uma rodada de investimento de US$11 milhões em janeiro. O aporte possibilitou a empresa a fazer uma “proposta agressiva” ao mercado. “Estamos garantindo que os produtos vão funcionar e controlar as bactérias presentes nas granjas mediante a um modelo de performance. Se o produto não funcionar, o produtor não paga”. Segundo Pieringer, nenhuma empresa do mundo já fez isso. A startup aproveita as margens apertadas das indústrias de frango que querem reduzir o uso de antibióticos para a E.Coli. “Nosso produto não tem modificação genética nos fagos, é eliminado totalmente pelo frango e é muito mais seguro que o antibiótico”, explica a brasileira Sabrina Torgan, diretora financeira responsável por encurtar os caminhos da companhia no Brasil. Pieringer destaca a dificuldade que os produtores brasileiros têm para competir com as restrições que existem importantes importadores de proteína animal como os Estados Unidos, por exemplo. “O produtor pode ganhar até seis vezes mais se exporta um produto livre de salmonella”. O coquetel que combate a salmonella – o Inspektor-B – produzido pela startup foi aprovado pelo Ministério da Agricultura em 2023 e já é amplamente adotado no Brasil. A diretora financeira ressalta como a salmonella engargala a exportação de frango no Brasil. “O Mapa é muito rígido porque a salmonella não causa sintomas no frango, mas causa sérios problemas em humanos”. De acordo com o CEO, os tipos de produtos desenvolvidos na Europa e Estados Unidos não têm o mesmo funcionamento na América Latina. Enquanto as moléculas usadas em químicos são estudadas por anos, o desenvolvimento de produtos da PhageLab pode acontecer em 30 dias. “A grande diferença é que nós temos uma coleção de quase 7 mil bactérias provenientes de granjas do Brasil que estão sequenciadas e com essa informação sabemos exatamente o que o produtor precisa”. Fundada em 2010 no Chile, a empresa foi reconhecida como uma das 100 startups pioneiras em tecnologia pelo Fórum Econômico Mundial em 2024, realizado na China. A empresa tem cerca de 100 funcionários no total, sendo 12 brasileiros em um escritório em Curitiba. A projeção é terminar 2024 com 27.
Globo Rural
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