CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2278 DE 01 DE AGOSTO DE 2024

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Ano 10 | nº 2278 |01 de agosto de 2024

 

NOTÍCIAS

Encerramento de julho com preços firmes em São Paulo

As cotações seguiram firmes nas praças paulista, apesar da pressão das indústrias frigoríficas. A oferta de boiadas mais enxutas, a demanda para a exportação aquecida e o bom desempenho das vendas no atacado têm sustentado os preços em São Paulo.

Segundo dados apurados pela Scot Consultoria, a oferta de boiadas mais enxutas, a demanda para a exportação aquecida e o bom desempenho das vendas no atacado têm sustentado as cotações do boi em São Paulo. A arroba do animal paulista segue apregoada em R$ 227, a da vaca em R$ 202 e a da novilha em R$ 217. O “boi-China” está sendo negociado em R$ 230/@, com ágio de R$3/@ sobre o boi gordo “comum. Com a finalização do mês de julho, as cotações de todas as categorias subiram em comparação a junho, com alta de 2,9%, 2,6%, 2,2% e 1,5% para o “boi China”, boi comum, vaca e a novilha, respectivamente. A expectativa de melhora no escoamento de carne com a entrada de agosto e o “Dia dos Pais” deve resultar em preços maiores no mercado atacadista, colaborando para incrementos na arroba bovina. Porém, atenção deve ser dada quanto ao volume de bovinos da saída do primeiro giro de confinamento. Na região Sudeste em Rondônia, na comparação diária, os preços de todas as categorias de bovinos destinados ao abate permaneceram estáveis. A estabilidade perdura há 26 dias úteis para o boi comum e a vaca, dez dias úteis para a novilha e sete dias úteis para o “boi China”. No Espírito Santo, com escalas para, em média, sete dias, os preços não mudaram.

Scot Consultoria

Mercado do boi volta a apresentar preços mais altos

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, estados como Tocantins, Mato Grosso e principalmente Rondônia ainda se deparam com grande diferencial de base se comparado a São Paulo

No entanto, as escalas de abate ainda estão apertadas, com possibilidade de mudanças de preço da arroba durante a 1ª quinzena de agosto. A expectativa ainda é pela continuidade do movimento de alta, em especial no Centro-Norte. No geral, as escalas de abate ainda estão apertadas, com possibilidade de mudanças de patamar de preço durante a primeira quinzena de agosto. “Entretanto o quadro ainda é desafiador em função da situação da avicultura de corte, visto que os produtos avícolas brasileiros seguem impossibilitados de entrar no território chinês”, lembra. Preços da arroba do boi: São Paulo: R$ 230,05. Goiás: R$ 224,43. Minas Gerais: R$ 219,41. Mato Grosso do Sul: R$ 227,14. Mato Grosso: R$ 209,14. O mercado atacadista apresenta preços acomodados. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios volta a sugerir por uma boa primeira quinzena do mês. “Temos a entrada dos salários na economia, somado ao repique de demanda causado pelas festividades relacionadas ao Dia dos Pais. Como ponto de atenção segue o problema causado pela Doença de Newscastle no Rio Grande do Sul, e o embargo à carne de frango brasileira, o que pode resultar em excesso de oferta no mercado doméstico se, porventura, o embargo se alongar mais do que o previsto”, disse o analista. Assim, o quarto traseiro segue precificado a R$ 17,00 por quilo. A ponta de agulha ainda é cotada a R$ 12,50 por quilo. O quarto dianteiro segue no patamar de R$ 13,00 por quilo.

Agência Safras

Queda de braço entre frigoríficos e produtores trava preço do boi gordo no país

Enquanto pecuaristas apostam na alta da arroba nos próximos dias, indústria evita pagar mais pela arroba e opera com animais já adquiridos. Escalas de abate encontram-se perto de nove dias no país, segundo consultoria

O preço do boi gordo continuou travado nas principais praças pecuárias do país nesta quarta-feira (31/7), situação observada há mais de uma semana diante da queda de braço entre frigoríficos e pecuaristas por melhores preços em suas negociações. De acordo com levantamento da Scot Consultoria, o preço bruto do boi gordo ficou em R$ 227 por arroba a prazo em Barretos (SP) e Araçatuba (SP), mesmo valor do dia anterior. As duas regiões são consideradas referência para São Paulo. Em boletim diário, a consultoria Agrifatto avalia que o desempenho melhor que o esperado para as vendas no atacado no final deste mês eleva as expectativas do setor com um potencial alta dos preços no mercado a partir de agosto. “Os frigoríficos estão aumentando a pressão para reduzir os preços do boi gordo, no entanto, as tentativas não conseguem ter efetividade”, afirma a consultoria. Em média, as escalas de abate no país encontram-se próximas de nove dias. O número indica o período que a indústria pode operar sem adquirir novos animais. Em seu último boletim sobre o mercado pecuário, o Cepea destaca que os frigoríficos seguem preenchendo boa parte das escalas com animais já contratados enquanto pecuaristas seguem firmes nos pedidos de preços maiores.

Globo Rural

Brasil dobra exportações de carne bovina ao mundo árabe

Embarques da proteína para a região cresceram 106% no primeiro semestre de 2024, totalizando US$ 1,028 bilhão, segundo dados da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira

As exportações brasileiras de carne bovina para os mercados da Liga Árabe cresceram 106% no primeiro semestre do ano, totalizando US$ 1,028 bilhão, ante US$ 500 milhões obtidos em igual intervalo de 2023, segundo dados apurados pelo Portal DBO, com base em informações divulgadas nesta quarta-feira (31/7) pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira. Em volume, os embarques para o “mundo árabe” atingiram 235,7 mil toneladas, com avanço de 95,7% sobre o resultado alcançado no mesmo período do ano passado, de 120,4 mil toneladas. Chama a atenção a explosão de vendas da proteína bovina brasileira ao mercado dos Emirados árabes Unidos. Nos primeiros seis meses deste ano, o Brasil exportou para lá 94,77 mil toneladas, um forte acréscimo de 239% sobre o resultado registrado no primeiro semestre do ano passado, de 27,94 mil toneladas. Em faturamento, os embarques aos Emirados Árabes atingiram US$ 435 milhões, um aumento anual de 247%. Com este resultado, os Emirados Árabes Unidos responderam, nesta parcial de 2024, por 40,21% das importações totais (em volume) de carne bovina brasileira realizadas pelos países da Liga Árabe, bem à frente do Egito, o segundo colocando no ranking, com 16,37%. No primeiro semestre/24, os embarques para o Egito totalizaram 38,59 mil toneladas, uma queda de 5,7% sobre igual período do ano passado. Em receita, as vendas sofreram recuo anual de 5,2%, para US$ 139,9 milhões. Além do Egito, apenas três outros países do bloco árabe reduziram as suas compras de carne bovina brasileira no período semestral (considerando a comparação anual) – Marrocos, Djibuti e Kuwait. O restante dos países (11 deles, além do já mencionado Emirados Árabes) registraram avanços anuais, alguns deles bastante significativos. Destaque também para a Arábia Saudita, que elevou em 26% as suas compras de carne bovina brasileira no primeiro semestre/24, para 30,83 mil toneladas, em relação ao volume obtido em igual período de 2023, de 24,50 mil toneladas. Em faturamento, as vendas alcançaram US$ 146,94 milhões, com acréscimo de 34% em relação ao montante obtido no primeiro semestre de 2023, de US$ 109,62 milhões. Com este resultado, a Arábia Saudita ficou na terceira posição do ranking dos países árabes que mais compraram a carne brasileira no período semestral, com 13,08% de participação (em volume).

Câmara de Comércio Árabe-Brasileira

ECONOMIA

BC mantém Selic em 10,50% ao ano; decisão foi unânime

A decisão do Comitê de Política Monetária veio em linha com a expectativa de instituições financeiras e consultorias

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu manter a Selic em 10,50% ao ano. A decisão veio em linha com a expectativa das 123 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor e foi unânime. Na reunião anterior, em junho, a decisão foi por interromper o ciclo de redução de juros iniciado em agosto de 2023. Além disso, o colegiado não havia sinalizado quais seriam os próximos passos. Na ocasião, o comitê afirmou que se manteria vigilante e que “eventuais ajustes futuros na taxa de juros serão ditados pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta”. Mais cedo, o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, manteve os juros inalterados pela oitava vez consecutiva no patamar entre 5,25% e 5,50%. O presidente do Fed, Jerome Powell, disse que os membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) não tomaram decisão sobre a reunião de setembro, mas que uma redução “pode estar na mesa” se a inflação continuar desaquecendo, crescimento continuar forte e o mercado de trabalho permanecer como está. A ata do Copom será divulgada na próxima terça-feira às 8h. O colegiado se reúne novamente em 17 e 18 de setembro.

Valor Econômico

Disputa por taxa de fim de mês impulsiona dólar ante real em dia de Fed e Copom

A disputa entre investidores pela formação da Ptax de fim de mês deu impulso às cotações nesta quarta-feira e fez o dólar fechar com alta firme ante o real, na contramão do que era visto no exterior, onde a moeda norte-americana cedeu ante a maior parte das demais divisas, em dia de decisão do Federal Reserve sobre juros

O dólar à vista encerrou o dia cotado a 5,6558 reais na venda, em alta de 0,64%. No mês a divisa acumulou alta de 1,16%. Às 17h03, o dólar para setembro — que nesta sessão passou a ser o mais líquido — subia 0,81%, aos 5,6740 reais. A “superquarta” para os investidores trouxe na agenda as decisões sobre juros do Banco do Japão, do Federal Reserve e do Banco Central do Brasil, além da formação da taxa Ptax de fim de mês no mercado de câmbio brasileiro. Taxa de câmbio calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. “O último dia do mês é em geral de muita volatilidade. Hoje a pressão pela Ptax foi compradora e tivemos um volume alto, o que não é tão esperado para dias de ‘superquarta’, quando investidores ficam aguardando as decisões (dos bancos centrais)”, comentou Matheus Massote, especialista em câmbio da Manchester Investimentos. De fato, o volume no câmbio foi mais elevado que em dias normais. No fim da tarde os negócios com dólar para setembro somavam mais de 430 mil contratos. Com a Ptax formada no início da tarde (5,6621 reais na venda), o dólar à vista se acomodou em patamares mais baixos, mas ainda assim se manteve em alta ante o real. Como esperado, o Fed anunciou às 15h a manutenção de sua taxa de juros na faixa de 5,25% a 5,50%, mas passou indicações de que os cortes podem começar em setembro. No Brasil, o dólar reduziu um pouco sua força logo após o comunicado do Fed, mas não o suficiente para sair do território positivo. À tarde o BC informou que o Brasil teve fluxo cambial total positivo de 937 milhões de dólares em julho até o dia 26, com saídas líquidas de 2,009 bilhões de dólares pela via financeira e entradas de 2,946 bilhões de dólares pelo canal comercial.

Reuters

Ibovespa fecha em alta com sinalização do Fed sobre possível corte de juros

O Ibovespa fechou em alta de cerca de 1% nesta quarta-feira, com o Federal Reserve avalizando o desempenho positivo no acumulado do mês ao sinalizar a possibilidade de começar a cortar os juros nos Estados Unidos em setembro

A performance do dia ainda teve como alicerce a disparada da WEG, após resultado trimestral acima das previsões, e o avanço de Vale e Petrobras, seguindo os preços de petróleo e minério de ferro no exterior. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,06%, a 127.471,61 pontos, acumulando um ganho de 2,88% em julho, de acordo com dados preliminares, tendo marcado 127.852,69 pontos na máxima e 126.139,21 pontos na mínima da sessão. O volume financeiro somava 19,2 bilhões de reais antes dos ajustes finais.

Reuters

Brasil é 3º lugar em ranking de juros reais, com Selic a 10,5%

Taxa está em 7,36% ao ano, inferior às de Turquia e Rússia

O Brasil caiu da segunda para a terceira posição no ranking mundial de juros reais, após a manutenção da taxa básica em 10,5% ao ano na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central da quarta-feira (31). O juro real no Brasil está em 7,36% ao ano, valor inferior ao da Turquia (12,13%) e da Rússia (7,55%), segundo ranking elaborado pelo Portal MoneYou. Apesar da queda, o país segue distante da taxa média entre as 40 economias mais relevantes, que é de 0,67% ao ano. A taxa real é uma combinação da inflação projetada para os próximos 12 meses, de 3,67%, considerando dados do relatório Focus do BC, e dos juros de mercado de 12 meses à frente —utilizando o contrato de Depósito Interbancário. Entre as grandes economias, os EUA estão com juro real de 1,75% ao ano, e a China com 1,15%. Dez países possuem juro real negativo, entre eles, Japão (-1,88%) e Argentina (-34,83%). Em termos nominais, o Brasil está na sexta colocação, abaixo de Turquia (50%), Argentina (40%), Rússia (16%), Colômbia (11,75%) e México (11%), considerando as 40 economias mais representativas. De acordo com o portal, o movimento global de aperto monetário perdeu força. O contexto majoritário entre os bancos centrais é de manutenção das taxas, porém, cortes ganharam força recentemente. Entre 166 países, 80% mantiveram os juros, 5% elevaram e 15% cortaram as taxas recentemente.

Folha de SP

Desemprego cai para 6,9%, menor patamar desde 2014

País tinha 7,5 milhões de desempregados no 2º trimestre, e a população ocupada subiu 1,6%, para 101,8 milhões, novo recorde da série histórica iniciada em 2012

A taxa de desemprego no país caiu para 6,9% no segundo trimestre, vindo de 8% um ano antes, 7,9% nos primeiros três meses do ano e 7,1% no trimestre móvel encerrado em maio, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgada na quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi idêntico à mediana das expectativas de 24 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, com intervalo de projeções indo de 6,7% a 7,4%. Trata-se da menor taxa para um trimestre encerrado em junho desde 2014, quando marcou iguais 6,9%. “Essa taxa traz a ideia de que retornamos ao ano de 2014”, disse a coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy. O ponto mais baixo da série foi observado no trimestre móvel finalizado em dezembro de 2013, de 6,3%. No segundo trimestre, o país tinha 7,5 milhões de desempregados – pessoas de 14 anos ou mais que buscaram emprego, mas não conseguiram encontrar. Trata-se do menor número desempregados desde o trimestre móvel encerrado em fevereiro de 2015, segundo o IBGE. O número aponta retração de 12,5% frente ao trimestre móvel anterior, encerrado em março (menos 1,1 milhão de pessoas) e queda de 12,8% frente a igual período de 2023 (menos 1,1 milhão de pessoas). Beringuy destaca o elevado número de pessoas ocupadas no trimestre – que se refletiu em recuo na taxa de desemprego –, processo que ela considera contínuo, vindo de trimestres anteriores. “Observa-se a manutenção de resultados positivos e sucessivos. Esses recordes de população ocupada não foram impulsionados apenas nesse trimestre, mas são consequência do efeito cumulativo de uma melhoria do mercado de trabalho em geral nos últimos trimestres.” O contingente de trabalhadores ocupados no país cresceu 1,6% no segundo trimestre ante o primeiro, acréscimo de 1,6 milhão de pessoas empregadas, totalizando 101,8 milhões de indivíduos ocupados, novo recorde da Pnad Contínua, com série histórica iniciada em 2012. Frente ao segundo trimestre de 2023, o aumento de pessoal ocupado foi de 3%, ou mais 2,9 milhões de pessoas. Os empregados com carteira de trabalho assinada do setor privado, excluindo trabalhadores domésticos, também bateram recorde, com aumento de 1% ante o primeiro trimestre, para 38,380 milhões de pessoas (397 mil pessoas a mais). Frente ao segundo trimestre de 2023, a alta foi de 4,4% (1,6 milhão de pessoas a mais). Outro a atingir marca histórica foi o número de empregados sem carteira no setor privado: cresceu 3,1% ante o primeiro trimestre (mais 410 mil pessoas), para 13,797 milhões, e 5,2% ante o segundo de 2023 (mais 688 mil pessoas). A massa de rendimentos dos trabalhadores brasileiros atingiu novo recorde e alcançou R$ 322,6 bilhões no segundo trimestre, mostrou a Pnad Contínua. O aumento foi de 3,5% frente ao primeiro trimestre (mais R$ 10,8 bilhões) e de 9,2% ante o segundo de 2023 (mais R$ 27,3 bilhões). O valor considera a massa de rendimentos real habitualmente recebida pelas pessoas ocupadas (em todos os trabalhos). Já a renda média dos trabalhadores avançou 1,8% no segundo trimestre ante o primeiro, para R$ 3.214. Na comparação com o segundo trimestre de 2023, houve alta de 5,8%. Beringuy destaca que o mercado de trabalho brasileiro vive, no momento, movimentos de expansão tanto no número de trabalhadores formais como no de trabalhadores informais. O contingente de trabalhadores formais ficou em 62,506 milhões ao término do segundo trimestre. Esse volume é 2% acima do observado no primeiro trimestre. Já o volume de trabalhadores informais ficou em 39,324 milhões de pessoas, no segundo trimestre. Esse contingente foi 1% acima do registrado no primeiro trimestre. “Podemos dizer que o ritmo de crescimento dos trabalhadores formais no mercado de trabalho é o dobro do observado no ritmo de crescimento dos informais”, disse a pesquisadora.

Valor Econômico

Brasil tem fluxo cambial positivo de US$937 milhões em julho até dia 26, diz BC

O Brasil registrou fluxo cambial total positivo de 937 milhões de dólares em julho até o dia 26, em movimento puxado pela via comercial, informou nesta quarta-feira o Banco Central

Os dados mais recentes são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de 2,009 bilhões de dólares em julho até o dia 26. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, o saldo de julho até o dia 26 foi positivo em 2,946 bilhões de dólares. Na semana passada, de 22 a 26 de julho, o fluxo cambial total foi positivo em 1,771 bilhão de dólares. No acumulado do ano até 26 de julho, o Brasil registra fluxo cambial total positivo de 12,375 bilhões de dólares.

Reuters

Desembolsos do Plano Safra superam R$400 bi pela 1ª vez, mas ficam abaixo do ofertado

Os desembolsos do crédito rural no Plano Safra superaram 400 bilhões de reais pela primeira vez em 2023/24, mas ficaram abaixo do ofertado, informou o Ministério de Agricultura nesta quarta-feira

Na safra 23/24, encerrada em junho, os desembolsos somaram 400,7 bilhões de reais, aumento de 12% em relação a igual período da temporada passada –o valor considera o crédito concedido para a agricultura empresarial e familiar do Brasil. Contudo, na programação original, o plano safra governamental havia ofertado 435,8 bilhões de reais para a temporada 23/24. O ministério não detalhou a razão de toda a oferta de crédito não ter sido tomada. A oferta de crédito no plano anterior havia avançado 27% para a agricultura empresarial e 34% para a familiar, em relação ao plano passado. No novo Plano Safra, para 2024/25, o governo reduziu o ritmo da oferta de crédito, com aumento de 9,36%, para 476,6 bilhões de reais, ante o programa anterior. Na nota, o ministério informou ainda que os financiamentos de custeio em 23/24 tiveram aplicação de 219,8 bilhões de reais, enquanto as contratações das linhas de investimentos totalizaram 98 bilhões de reais. As operações de comercialização atingiram 51,7 bilhões de reais e, as de industrialização, 31,2 bilhões de reais. O ministério informou ainda que foram realizados 2.210.030 contratos no período de 12 meses do ano agrícola, sendo 1.681.064 no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e 187.212 Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (no Pronamp). Os valores concedidos aos pequenos e médios produtores em todas as finalidades (custeio, investimento, comercialização e industrialização) foram, respectivamente, de 59,6 bilhões no Pronaf e de 49,6 bilhões de reais no Pronamp. Os demais produtores formalizaram 341.754 contratos, correspondendo a 291 bilhões de reais de financiamentos liberados pelas instituições financeiras.

Reuters

INTERNACIONAL

Carne bovina: Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai faturam, juntos, US$ 8,4 bilhões com exportações

Somatório da receita obtida pelos 4 países da América do Sul no 1º semestre de 2024 foi 11% superior ao montante registrado no mesmo período de 2023

No primeiro semestre de 2024, Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai exportaram 1,861 milhão de toneladas de carne bovina, somando um faturamento total de US$ 8,4 bilhões, o que significa avanço de 21% em volume e 11 % em receita em relação aos resultados obtidos em igual período de 2023, segundo dados divulgados pela Bolsa de Comércio de Rosário, da Argentina. O Brasil foi responsável pelo maior aumento anual (em percentual) dentro do bloco dos países exportadores da América do Sul. No período de janeiro a junho deste ano, as vendas externas de carne bovina brasileira atingiram 1,139 milhão de toneladas, quase um terço (+29%) acima das 883 mil toneladas embarcadas no mesmo intervalo do ano passado. Considerando a mesma base de comparação, a Argentina elevou em 13% as suas exportações, para 372 mil toneladas, ante o volume de 329 mil toneladas obtidas no primeiro semestre de 2023. Por sua vez, o Uruguai embarcou 188 mil toneladas no período semestral, um aumento anual de 9%, enquanto o Paraguai exportou 162 mil toneladas, com avanço de 3% sobre o primeiro semestre do ano passado. Segundo estimativas do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, os quatro países da América do Sul devem exportar um total de 5,17 milhões de toneladas em 2024, o que representaria uma participação de 40% do comércio mundial, projetado em 12,93 milhões de toneladas. Um dos dados mais significativos do último relatório divulgado pelo USDA (publicado em junho/24) foi a correção feita nas importações chinesas deste ano. Segundo as novas projeções, as compras de carne bovina ao exterior pelo gigante asiático devem atingir um recorde de 3,9 milhões de toneladas em 2024, o que, se confirmado, implicaria 323 mil toneladas (ou +9%) de demanda adicional. De acordo com estatísticas publicadas pela Administração Aduaneira da China (GACC), nos primeiros seis meses de 2024, as importações chinesas de carne bovina totalizaram 1,439 milhão de toneladas, 17% acima do volume o registrado no mesmo período de 2023. Desse montante, informa a Bolsa de Comércio de Rosário, o Brasil respondeu por 43% de participação no total das exportações à China, seguido pela Argentina (com 21%) e o Uruguai (com 10%). Portanto, juntos, os três países responderam por 73% do volume total importado pela China no primeiro semestre. “Se somarmos a Bolívia, com uma participação de 4% este ano, a região (da América do Sul) acaba suprindo nada menos que 77% da demanda chinesa”, destaca a Bolsa. No entanto, observam os analistas argentinos, por trás desta posição dominante da América do Sul no mercado chinês “há uma grande fraqueza, que é precisamente o grau de exposição que a região mantém às flutuações de preços que o país asiático costuma gerar nas suas compras de carne bovina”. “A China continua a comprar grandes volumes de carne bovina, mas a preços significativamente inferiores aos pagos no ano passado”, relata a Bolsa. Diante de tal comportamento, os dados do primeiro semestre de 2024 mostram importações chinesas num montante próximo de US$ 6,9 biliões, o que representa um valor médio por tonelada importada de US$ 4.780, contabilizam os analistas das Bolsa, acrescentando: “Isto é 11% inferior aos valores médios pagos no mesmo período de 2023 e 27% abaixo dos valores registados há dois anos”.

Bolsa de Comércio de Rosário

FRANGOS & SUÍNOS

Preços com poucas mudanças nos valores

O mês de julho terminou para o mercado de suínos na quarta-feira (31) com mudanças tímidas nos preços

Segundo a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo ficou estável, com preço médio de R$ 149,00, assim como a carcaça especial, fechando em R$ 11,80/kg, em média. Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à terça-feira (30), os preços ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 7,97/kg), e em São Paulo (R$ 7,91/kg), houve queda de 0,52% no Paraná, chegando a R$ 7,63/kg, baixa de 0,14% no Rio Grande do Sul, com preço de R$ 7,15/kg, e tímida alta de 0,13% em Santa Catarina, fechando em R$ 7,42/kg.

Cepea/Esalq

Frango: leve alta no atacado paulista na quarta-feira (31)

Praticamente nenhuma mudança para os preços no mercado do frango na quarta-feira (31), encerrando o mês de julho

Segundo a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo não mudou, custando, em média, R$ 5,30/kg, enquanto a ave no atacado subiu 0,81%, fechando em R$ 6,25/kg, em média, R$ 6,20/kg. Na cotação do animal vivo, o preço ficou estável em Santa Catarina, cotado a R$ 4,37/kg, da mesma forma que no Paraná, custando R$ 4,53/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à terça-feira (30), a ave congelada ficou com valor estável em R$ 7,01/kg, assim como o frango resfriado, cotado em R$ 7,25/kg.

Cepea/Esalq

CARNES

Custos de produção de frangos de corte e suínos sobem em junho

Os custos de produção de frangos de corte e suínos aumentaram significativamente em junho nos principais estados produtores e exportadores, conforme estudos da Embrapa Suínos e Aves divulgados em sua Central de Inteligência de Aves e Suínos (Cias)

No Paraná, o custo de produção do quilo do frango de corte atingiu R$ 4,58, representando uma elevação de 3,61% em relação ao mês de maio. O aumento acumulado no ano chega a 3,9%, enquanto nos últimos 12 meses houve alta de 2,57%, com o ICPFrango alcançando 354,71 pontos em junho. A ração se destacou como o principal componente de custo, com um aumento de 4,75% e uma participação de 67,32% no custo total de produção. Outros itens que contribuíram para o aumento nos custos foram os juros sobre o capital investido e de giro (+2,49%) e genética (+2,32%). Em Santa Catarina, o custo de produção do quilo de suíno vivo alcançou R$ 5,84, alta de 1,08% em comparação a maio, mas ainda com uma queda acumulada no ano (-5,87%), enquanto registra alta nos últimos 12 meses (1,36%), com o ICPSuíno atingindo 334,07 pontos. Os custos com juros sobre o capital investido e de giro e rações foram determinantes, com aumentos de +1,91% e +1,12%, respectivamente.

Carnetec

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